Pressão, insegurança e sensação de reinício coexistem no começo do ano. Entender esse movimento ajuda o aluno a se reorganizar emocionalmente
O
retorno às aulas marca mais do que a retomada da rotina acadêmica. Para muitos
estudantes, especialmente entre o final do Fundamental e o início do Médio,
esse momento ativa uma mistura complexa de emoções: empolgação, ansiedade,
comparação, expectativa e medo de não corresponder. O adolescente volta
tentando entender a si mesmo em um ambiente que também está se reorganizando.
Segundo
Hugo de Almeida, diretor do PB Colégio e Curso, o início
do ano funciona como uma espécie de lupa emocional. “O aluno volta mais
sensível. Ele avalia como os colegas o veem, como o professor o percebe, como
ele mesmo se enxerga. Tudo parece maior nesse período”, afirma.
Por que o começo do ano mexe tanto com o emocional
Durante
as férias, o estudante se desconecta de pressões. Com a volta, ele precisa
recalibrar limites, expectativas e a própria autoconfiança. Isso vale para
diferentes idades, mas aparece com intensidade maior na pré-adolescência e
adolescência, quando fatores como humor, autoestima e imagem social se tornam
centrais.
Hugo
explica que o emocional do aluno influencia diretamente o rendimento:
“Quando ele está inseguro, ele participa menos, pergunta menos, se arrisca menos.
Isso não é falta de interesse, é proteção emocional.”
Além
disso, o retorno traz microtensões: reencontro com colegas, medo de fracassar,
comparação com quem parece mais preparado, receio de não se adaptar à nova
turma ou ao novo professor.
Acolher sem superproteger: o ponto de equilíbrio
Famílias
e escolas normalmente oscilam entre duas posturas: exigir demais ou aliviar
demais. Nenhuma das duas funciona. O que ajuda é o equilíbrio entre acolhimento
e clareza.
Para
Hugo, acolher não significa impedir a frustração. “Frustração é parte da
construção emocional. Ajudar o aluno é mostrar que ele consegue lidar com ela.
Superproteger é negar a oportunidade de amadurecimento.”
A
postura ideal envolve ouvir sem dramatizar, orientar sem sufocar, e mostrar
confiança antes de oferecer soluções prontas.
Estratégias emocionais que ajudam o aluno a se reencontrar
Hugo
reforça que o estudante precisa de uma base emocional para entrar no ritmo
cognitivo. Três atitudes fazem grande diferença nos primeiros dias:
•
validar emoções reais, como insegurança e receio, sem transformar em problema
•
oferecer previsibilidade (horários, rotina, ambiente de estudo)
•
reforçar pequenas vitórias, não apenas desempenho ou produtividade
“Quando
o aluno percebe que o adulto confia na capacidade dele, ele relaxa. E quando
relaxa, ele aprende melhor”, explica.
O que a escola pode fazer nesse período
No
PB, reconhecido pela forte preparação para vestibulares e por um acompanhamento
individualizado, as primeiras semanas são dedicadas à leitura emocional dos
alunos. Professores observam humor, permanência, interação social, resistência
à frustração e necessidade de apoio.
“O
objetivo é identificar rapidamente quem precisa de suporte emocional para
evitar que a insegurança se transforme em dificuldade acadêmica. A intervenção
correta no momento certo muda o ano inteiro do estudante”, afirma Hugo.
Para
o diretor, o retorno às aulas deve ser visto como um período de adaptação, não
de desempenho.
“O aluno não precisa começar perfeito, precisa começar. O emocional dele
precisa ser respeitado. Quando a escola e a família caminham juntas, o
estudante se sente forte para enfrentar o ano”, conclui Hugo de
Almeida, diretor do PB Colégio e Curso.
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