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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Férias e verão: confira os 5 riscos e os cuidados essenciais com a pele dos bebês e crianças

Férias escolares e termômetros nas alturas são um convite irrecusável às famílias para aproveitarem os dias na piscina, praia ou em atividades ao ar livre.  Porém, o verão exige cuidados redobrados com a pele, principalmente dos bebês e crianças. Por ser mais fina e sensível, a pele dos pequenos fica mais vulnerável aos riscos da radiação UV intensa e da transpiração excessiva. É fundamental que pais e cuidadores garantam medidas preventivas para que a diversão não resulte em problemas como queimaduras, brotoejas ou até mesmo infecções. 

Pensando nisso, a médica Talita Lodi Holtel, coordenadora da unidade de internação pediátrica e pronto socorro infantil do Hospital e Maternidade Sepaco, listou os cinco principais riscos para a pele no verão, reforçando que a prevenção é a chave para a segurança e bem-estar das crianças:


Queimaduras Solares: “A pele de bebês e crianças é mais fina e tem menos melanina, aumentando a vulnerabilidade aos raios UV. A exposição entre 10h e 16h é perigosíssima, e queimaduras repetidas na infância elevam o risco de câncer de pele no futuro”, alerta Dra. Talita.


Desidratação: O calor e a transpiração excessiva ressecam a pele. “É importante sempre aumentar a oferta hídrica e usar cremes hidratantes adequados à idade para manter a hidratação natural”, comenta.


Brotoejas: São pequenas bolhas ou pontos vermelhos causados pelo suor preso nos poros, muito comuns em bebês devido à imaturidade das glândulas sudoríparas.


Infecções de Pele: Ambientes quentes e úmidos favorecem a proliferação de fungos e bactérias, aumentando a chance de micoses, impetigo e candidíase.


Reações Alérgicas: Fatores como cloro de piscina, areia, protetores solares inadequados ou picadas de insetos podem deixar a pele mais sensível, causando irritações e dermatites.

A regra de ouro da proteção solar, ainda de acordo com a especialista, é evitar o período de maior intensidade de radiação ultravioleta, que é entre 10h e 16h. Vale lembrar que bebês menores de seis meses não devem usar protetor solar. Neste caso, a proteção deve ser feita através de roupas com proteção UV e chapéus de aba larga, além da permanência na sombra.

 

Para os maiores de seis meses, a médica indica protetores solares com FPS 50 ou superior no caso de uso em praia ou piscina, além de fórmulas específicas para crianças, hipoalergênicas e sem fragrâncias, baseadas em óxido de zinco e óxido de titânio. Ela destaca ainda que a forma de aplicar o filtro é tão importante quanto o produto escolhido. Deve-se aplicar a fórmula de 15 a 30 minutos antes da exposição solar, lembrando sempre de passar também nas orelhas, pés e mãos, áreas frequentemente esquecidas. 

 

“A cada duas horas, ou imediatamente após nadar, suar excessivamente, ou se secar com a toalha, o filtro deve ser reaplicado. Mesmo os produtos resistentes à água perdem eficácia após cerca de 40 a 80 minutos de imersão”, orienta ela. Uma dica da especialista para evitar que as crianças reclamem é transformar a aplicação em uma brincadeira.

 

“Às vezes fazer desenhos iniciais com protetor antes de espalhar pelo corpo da criança pode ser uma forma de brincar e garantir proteção ao mesmo tempo. Também vale ensinar a criança a participar do processo e ir criando uma independência e um aumento da conscientização desde sempre”, reforça a médica.

 

Para um passeio seguro, Dra Talita acrescenta que também é fundamental incluir itens como garrafas de água, repelentes, pomadas anti assaduras e lenços umedecidos na bolsa durante os passeios de verão. Após a diversão, banhos mornos a frios, usando sabonete neutro ou suave, e muito creme hidratante pelo corpo garantem um cuidado extra com a pele. 


Porém, caso ocorra irritações de pele que se espalham rapidamente, coceiras persistentes ou lesões que não melhoram em até dois dias exigem atendimento médico.

“Pais também devem procurar o médico se notarem sinais de infecção, como pus ou dor intensa, ou em caso de suspeita de insolação ou queimadura grave, que se manifestam com febre, bolhas, tontura, vômitos ou confusão mental na criança”, finaliza.


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