Especialista da Hapvida NotreDame
Intermédica indica a realização de exames de rotina a partir dos 40 anos para
diagnósticos precoces, que ampliam as chances de cura da doença
No mês dedicado à prevenção do câncer de mama, mulheres com menos de 50 anos também devem ficar atentas, pois, apesar de ser um evento menos comum, as ocorrências em pacientes abaixo dessa faixa etária vêm apresentando um crescimento nos últimos anos. Em pessoas mais novas, a doença pode ser mais agressiva.
O médico mastologista da Hapvida NotreDame Intermédica, Guilherme Novita, explica que os tumores em mulheres jovens têm geralmente biologia mais agressiva, com crescimento mais rápido. “A provável causa é a maior quantidade de ciclos menstruais (menarca mais precoce), menos gestações e mais uso de hormônios - femininos, masculinos e anticoncepcionais”, explica o especialista.
Ele destaca a importância de se detectar o tumor em estágio inicial.
“A recomendação é que as mulheres sem sintomas da população geral comecem o
rastreamento mamográfico aos 40 anos e realizem exames anualmente”, orienta
Novita, que reforça ainda que
o discreto aumento de casos em jovens não justifica a realização de exames de
rotina antes desta idade sem indícios prévios (veja os principais sinais a que
se deve ficar atento abaixo).
Câncer de mama
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que, em 2024, sejam detectados mais de 73 mil novos casos de câncer de mama no Brasil. É o tipo mais comum, depois do câncer de pele, e também é o que causa mais mortes por câncer em mulheres. O diagnóstico precoce contribui para a redução da mortalidade.
É importante que as mulheres estejam sempre atentas aos sinais e
sintomas suspeitos do câncer de mama, como caroço (nódulo), geralmente
endurecido, fixo e indolor, pele da mama avermelhada ou parecida com casca de
laranja, alterações no bico do peito (mamilo) e saída espontânea de líquido de
um ou de ambos os mamilos.
Sobre Guilherme Novita
Formado em Medicina da Universidade de São Paulo (USP) (1999), realizou residência médica de Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP), seguida de residência médica em Mastologia, também no HCFMUSP. Após a residência, foi bolsista no Instituto Europeu de Oncologia, em Milão, na Itália, hospital considerado o maior centro de estudos sobre câncer de mama do mundo.
É membro da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e diretor
geral da Escola Brasileira de Mastologia. Atua na Hapvida NotreDame
Intermédica, além do Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Santa
Catarina e unidades do Grupo Oncoclínicas.
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