Presença de partículas foi detectada em
sêmen, óvulos e até na placenta, levantando alertas sobre o impacto ambiental
na saúde reprodutiva
Pesquisas recentes vêm evidenciando um novo e alarmante fator de
risco para a fertilidade humana: os microplásticos. Invisíveis a olho nu, essas
partículas — derivadas da degradação de plásticos descartáveis — estão sendo
detectadas em diversos tecidos humanos, incluindo o sêmen, os óvulos e, mais
recentemente, a placenta.
Um estudo publicado em junho de 2024 pela Universidade do Novo
México, nos Estados Unidos, encontrou fragmentos de microplásticos em todas as
placentas analisadas, indicando que o corpo humano pode estar se tornando um
verdadeiro ecossistema de resíduos invisíveis. A descoberta reforça a urgência
de investigar os impactos reprodutivos da exposição crônica a esses poluentes
ambientais.
“Já conseguimos identificar microplásticos em fluidos corporais
como o sêmen, e isso levanta preocupações legítimas sobre a interferência
dessas partículas na qualidade espermática e na capacidade reprodutiva
masculina”, afirma o Dr. João Paladino, urologista da Nilo Frantz Medicina
Reprodutiva. “Estudos sugerem que os microplásticos podem atuar como
desreguladores endócrinos, interferindo na produção hormonal, na formação dos
espermatozoides e até na integridade do DNA”, explica.
Além dos prejuízos diretos à fertilidade, os microplásticos podem
contribuir para inflamações crônicas e alterações metabólicas, afetando todo o
sistema reprodutor de maneira sistêmica. “Estamos diante de um problema
ambiental que ultrapassa os limites do planeta e passa a habitar o nosso corpo.
É o tipo de poluição que não vemos, mas que pode comprometer silenciosamente a
saúde de gerações futuras”, alerta o especialista.
A Nilo Frantz Medicina Reprodutiva reforça a importância de
ampliar os investimentos em pesquisa e de incorporar a discussão sobre poluição
ambiental nos debates sobre fertilidade e saúde pública. A clínica também
alerta para a importância de hábitos de vida saudáveis, como preocupação com a
procedência dos alimentos e o uso consciente de embalagens plásticas, como
formas práticas de reduzir a exposição cotidiana a esses resíduos.
www.nilofrantz.com.br
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