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quarta-feira, 13 de agosto de 2025

Mais de 80% das demissões são causadas por falhas comportamentais, alerta especialista Orlando Pavani Júnior aponta os cinco comportamentos que sabotam o crescimento profissional e ensina como desenvolver a chamada “inteligência comportamental”

No mundo corporativo, onde títulos acadêmicos e domínio técnico são cada vez mais comuns, o que realmente diferencia um profissional e impulsiona sua carreira é a forma como ele se comporta. Atitudes diante de conflitos, postura diante de críticas, capacidade de adaptação e empatia no trabalho em equipe são habilidades comportamentais cada vez mais valorizadas — e negligenciadas. Muitos profissionais se sabotam sem perceber, mesmo tendo excelente formação e experiência. 

Segundo Orlando Pavani Júnior, especialista em Primazia da Gestão e Comportamento Humano, esse descuido com o desenvolvimento pessoal é um dos principais obstáculos para o crescimento profissional. “Mais de 80% das demissões não acontecem por questões técnicas e sim por lacunas comportamentais”, afirma. A boa notícia, segundo ele, é que ao reconhecer os próprios padrões e traços limitantes, é possível reverter esse cenário e alcançar novos patamares na carreira. 

Pavani é categórico ao rejeitar o termo “inteligência emocional”. Para ele, trata-se de um equívoco popularizado por Daniel Goleman, que se apropriou de duas inteligências propostas por Howard Gardner – a intra e a interpessoal – e cunhou um termo que, do ponto de vista técnico, não faz sentido. “A emoção não tem inteligência nenhuma, nunca teve. O que podemos controlar com inteligência são os comportamentos que decorrem das emoções. Por isso, o termo mais adequado é inteligência comportamental”, explica. 

Essa inteligência é essencial para o sucesso profissional, mas infelizmente ainda pouco trabalhada de forma estruturada ao longo da carreira da maioria das pessoas. “A formação acadêmica nos ensina habilidades técnicas, mas deixa de lado o desenvolvimento humano profundo, o autoconhecimento e a capacidade de lidar com as próprias emoções e com o outro de forma eficaz”, afirma Pavani. 

Segundo ele, até mesmo ambientes religiosos – que, muitas vezes, acabam sendo o único espaço de tentativa de autodesenvolvimento – podem, em certos casos, contribuir negativamente. “Quando a prática religiosa reforça comportamentos inflexíveis, ela pode piorar o comportamento do indivíduo, gerando intolerância e confrontos insolúveis”, pontua. 

Para quem deseja avançar na carreira, Pavani alerta para cinco comportamentos que mais sabotam o crescimento profissional: 

     Falta de Consciência Emocional – É a incapacidade de nomear

corretamente o que se sente. A pessoa transfere a culpa de sua irritação ou incômodo ao outro, sem reconhecer que o problema está dentro dela.

     Falta de Foco – Incapacidade de priorizar tarefas e gerenciar o

tempo com eficiência, o que gera dispersão e baixa produtividade.

     Falta de Elasticidade – Dificuldade em considerar o ponto de vista

contrário como parte do processo de construção de opinião.

     Falta de Compaixão Empática – Incapacidade de se colocar no lugar

do outro, prejudicando os relacionamentos interpessoais.

     Alta Expressão Emocional – Tendência de demonstrar emoções de

forma exagerada, com gestos e expressões faciais que geram antipatia e afastamento. 

Para identificar esses comportamentos sabotadores, o primeiro passo é o autoconhecimento. “É preciso viajar para dentro de si mesmo, sem medo do que vai encontrar. É aí que está o começo da transformação”, aconselha. 

Pavani recomenda que o desenvolvimento da inteligência comportamental seja feito por meio de ferramentas específicas, como o teste que mapeia o modelo mental do indivíduo – disponível no site Olho de Tigre | Especialização comportamental  – e de métodos estruturados. “Criamos uma especialização completa em desenvolvimento humano para ajudar o profissional a se tornar sua melhor versão”, conclui. 

O recado é claro: quem quer crescer na carreira precisa parar de mirar apenas nas habilidades técnicas e começar a investir no seu comportamento. Afinal, são os traços invisíveis do dia a dia que definem se alguém será promovido – ou demitido.

 

 

Orlando Pavani - reconhecido antologista dos Referenciais de Exemplaridade da Primazia da Gestão (REPG) e um especialista em Inteligência Comportamental e Cultura Organizacional. Como idealizador do Método Olho de Tigre de Desenvolvimento Humano, Pavani dedica sua carreira a ajudar pessoas a atingirem sua plenitude, promovendo o empreendedorismo protagonista, e a apoiar empresas na busca pela excelência em sua gestão. Essa visão norteia sua trajetória de mais de três décadas como consultor, mentor e educador. Atualmente, Pavani é Diretor Presidente da HOLDING PAVANI, que administra a Gauss Consulting Group e a Olho de Tigre. Além disso, é Consultor Certificado CMC® pelo IBCO/ICMCI e detém outras certificações internacionais em áreas como Business Process Management (CBPP®), Metodologias Ágeis (HCMBOK® to AGILE) e coaching. Pavani também ocupou cargos de destaque, incluindo a presidência do IBCO (2017-2020), consolidando-se como uma referência no cenário da consultoria organizacional no Brasil. Como autor e coautor, contribuiu para a literatura de gestão e desenvolvimento humano com obras como As 30 Leis do Olho de Tigre, Mapeamento e Gestão por Processos/BPM e Consultoria Organizacional. Essas publicações refletem sua profunda compreensão sobre os desafios enfrentados por líderes e organizações, além de seu compromisso em disseminar metodologias inovadoras e eficazes. Sua atuação como examinador e instrutor em programas como PNQ e PQGF evidencia sua capacidade de alinhar a teoria à prática para fomentar a excelência organizacional


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