Pesquisar no Blog

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Passaporte europeu ou visto de residência? Entenda qual opção faz mais sentido para quem planeja viver na Europa

Divulgação

 Especialista explica as diferenças entre os dois caminhos e destaca os impactos na mobilidade, segurança jurídica e planejamento familiar

 

Com as mudanças nas regras migratórias europeias e o aumento do interesse de brasileiros em morar no exterior, cresce também a dúvida sobre qual caminho seguir: solicitar um visto de residência ou buscar o reconhecimento da cidadania europeia. Embora ambas as alternativas permitam viver legalmente no continente, os direitos garantidos e as oportunidades oferecidas por cada uma são bastante diferentes.

Para milhares de brasileiros que sonham em construir uma vida na Europa, a escolha entre um visto de residência e um passaporte europeu tornou-se uma decisão estratégica. Enquanto a residência legal permite a permanência em um país específico por um período determinado, a cidadania europeia oferece direitos permanentes e liberdade de circulação em todo o bloco europeu.

O visto de residência é concedido para finalidades específicas, como trabalho, estudos, investimentos ou reunião familiar. “A autorização exige renovações periódicas e permanece vinculada às condições que justificaram sua concessão. Além disso, o direito de residir e trabalhar costuma ficar restrito ao país emissor da autorização”, explica Eduardo Carraro, fundador da Carraro Cidadania, empresa que oferece soluções de cidadania para diversos países e vistos.

Já a cidadania europeia garante ao titular o direito de morar, trabalhar, estudar e investir em qualquer um dos 27 países da União Europeia sem necessidade de vistos adicionais ou permissões especiais. Em muitos casos, o benefício também pode ser transmitido aos descendentes, tornando-se um patrimônio familiar de longo prazo.

A mobilidade é uma das principais diferenças entre as duas opções. Mesmo com avanços recentes nas normas europeias que facilitam a circulação de residentes legais dentro do bloco, ainda é necessário solicitar novas autorizações para viver e trabalhar em outro país. Para os cidadãos europeus, essa burocracia simplesmente não existe.

Outro fator relevante é a segurança jurídica. “A residência depende do cumprimento contínuo de regras que podem sofrer alterações ao longo do tempo, incluindo exigências de idioma, integração social e comprovação de renda. A cidadania, por sua vez, é definitiva e não está sujeita a renovações periódicas”, afirma.

De acordo com o especialista, entre os caminhos mais procurados pelos brasileiros para obter residência na Europa estão os vistos de trabalho, os programas voltados para nômades digitais, os vistos por investimento e a reunião familiar. Já a cidadania pode ser conquistada por descendência, naturalização após anos de residência legal ou casamento com um cidadão europeu.

A escolha da melhor opção depende diretamente dos objetivos de cada família. “Quem busca uma experiência temporária ou tem planos concentrados em um único país pode encontrar no visto de residência uma solução adequada. Já para quem pensa em liberdade de circulação, estabilidade jurídica e na transmissão de direitos para as próximas gerações, a cidadania europeia costuma representar um projeto de longo prazo muito mais abrangente”, ressalta.

Carraro ressalta que o cenário atual exige atenção redobrada. Nos últimos anos, diversos países europeus revisaram regras relacionadas à imigração e aos processos de reconhecimento de cidadania, especialmente nos casos ligados à descendência.

Diante desse contexto é recomendado que o planejamento migratório seja feito com antecedência e acompanhamento jurídico adequado. Afinal, mais do que escolher entre um documento ou outro, a decisão envolve definir qual projeto de vida se pretende construir na Europa.

 

Carraro Cidadania

 

Num mundo de telas, o espaço é a aula


Imagine dois alunos chegando à escola na segunda-feira de manhã. O primeiro entra por um corredor longo, passa por fileiras de salas idênticas com carteiras enfileiradas e senta-se diante de um quadro negro. O segundo atravessa um átrio com luz natural, passa por nichos de leitura espalhados pelos corredores e entra numa sala que pode ser reconfigurada conforme a atividade do dia. Os dois ainda não tiveram aula. Mas já receberam, cada um, uma mensagem muito clara sobre o que se espera deles ali. 

Essa cena sintetiza uma das questões mais subestimadas na gestão educacional: o papel do espaço físico como parte ativa do processo de aprendizagem. Não como cenário — mas como agente. 

No campo pedagógico, a ideia de que o ambiente físico educa não é nova. Loris Malaguzzi, pedagogo italiano e fundador da abordagem Reggio Emilia, cunhou em meados dos anos 1960 o conceito de "terceiro educador"; ao lado da família e do professor, o espaço foi elevado à condição de elemento pedagógico com papel próprio. Ambientes bem concebidos não apenas comportam o ensino: eles o comunicam, o reforçam e, em muitos casos, o tornam possível. 

O ambiente transmite valores antes mesmo de qualquer instrução verbal. Espaços rígidos, uniformes e de baixa estimulação tendem a induzir passividade e dependência. Espaços intencionais, diversificados e responsivos ao movimento tendem a estimular curiosidade, autonomia e colaboração. A arquitetura, nesse sentido, traduz no cotidiano a visão de educação da instituição. 

O problema mais recorrente não é a falta de intenção pedagógica, é o descompasso entre intenção e espaço. Muitas escolas investem em atualização curricular, formação de professores, metodologias ativas e tecnologia educacional. Mas mantêm estruturas físicas concebidas segundo a lógica do século passado: salas isoladas, corredores de passagem, áreas externas subutilizadas e ausência de espaços para trabalho em grupo ou aprendizagem informal. 

O resultado é um desalinhamento que opera silenciosamente: a escola fala inovação, mas o espaço ensina rigidez. E, quando há conflito entre discurso e ambiente, o ambiente tende a prevalecer — porque é contínuo, imersivo e não depende de mediação para agir. 

Esse descompasso se torna ainda mais crítico quando se considera o contexto em que crianças e adolescentes vivem hoje. Uma geração que cresce imersa em telas, consumindo redes sociais, interagindo com inteligência artificial e navegando por conteúdos sob demanda. A pergunta, então, não é mais como a escola compete com isso, mas o que a escola oferece que isso não oferece. 

A inteligência artificial não vai substituir a escola porque a IA só funciona para quem sabe o que perguntar. E saber perguntar não se aprende em uma plataforma: se aprende em relação, em tentativa, em erro compartilhado, em conversa que toma um rumo inesperado. Se aprende em espaço. 

É aí que a arquitetura deixa de ser um detalhe e passa a ser uma resposta. Um ambiente que gera encontro, movimento, pertencimento e surpresa oferece exatamente o que a tela não consegue replicar — e forma exatamente o tipo de pensamento que torna qualquer ferramenta digital útil. 

Se o espaço físico precisa oferecer o que a tela não oferece, ele não pode ser neutro. Não pode ser apenas funcional. Precisa ser intencionalmente projetado para gerar o que só acontece quando corpos compartilham um lugar: o encontro não planejado, a conversa que se estende além do tempo previsto, a experiência que não cabe numa janela de vídeo. 

Isso tem consequências diretas para como uma escola pensa seu espaço. Ambientes que permitem apenas um modo de ensino — todos sentados, todos olhando para o mesmo ponto — não são neutros: são restritivos. Ambientes que acomodam movimento, reorganização, diferentes escalas de grupo e diferentes tipos de silêncio ampliam o repertório do que é possível acontecer ali. E é nesse repertório que se forma o aluno capaz de pensar antes de perguntar à máquina, que possui olhar curioso para o mundo e que estará mais preparado para o futuro. 

Para gestores, isso se traduz em algo concreto: decisões arquitetônicas têm impacto direto sobre engajamento dos alunos, satisfação das famílias, retenção de professores e diferenciação institucional. Não porque arquitetura seja marketing, mas porque ela estrutura a experiência de todos que habitam a escola, todos os dias, antes mesmo de qualquer aula começar. 

As ferramentas digitais vão continuar evoluindo. A inteligência artificial vai continuar ficando mais capaz. O que não vai mudar é a necessidade humana de lugar — de pertencimento, de presença, de experiência compartilhada que deixa marca porque aconteceu de verdade.

Escolas que entenderem isso cedo terão construído algo que nenhuma plataforma consegue oferecer: um motivo genuíno para estar presente.

 


Estúdio Protobox
Site - Link
Instagram - Link
Linkedin - Link



RENATA LA ROCCA - Arquiteta, doutora pela ECA/USP com pesquisa em instalações de arte digital interativa, e mestre pelo IAU/USP em Arquitetura. Possui olhar transdisciplinar, com produção que dialoga entre arquitetura, artes visuais e cultura digital. Idealizou, implantou e coordenou curso de graduação em design de interiores, e atua como docente no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, em disciplinas de projeto de arquitetura, design de produto, plástica e arquitetura corporativa. Sua vasta vivência cultural, fruto de viagens pelo mundo, alimenta o repertório criativo dos projetos. No Estúdio Protobox, desenvolve espaços educacionais e de trabalho inovadores, sempre buscando processos contemporâneos de projeto e fabricação.


WILSON BARBOSA NETO - Arquiteto e urbanista, doutor e mestre em Arquitetura, Tecnologia e Cidade pela Unicamp. Sua pesquisa de doutorado investigou os espaços de aprendizagem do século XXI a partir da avaliação de ambientes híbridos em três instituições de ensino superior. Atuou no escritório Harry Seidler & Associates, em Sydney, integrando a equipe de revitalização de projetos icônicos do escritório australiano. É professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Campinas, onde leciona disciplinas de projeto, modelagem da informação e design de objetos, e desenvolve metodologias de ensino baseadas em design thinking e prototipagem. No Estúdio Protobox, sua expertise em fabricação digital e processos paramétricos sustenta o desenvolvimento de soluções de arquitetura e produto.



A era das bets chegou ao trabalho — e agora?

Freepik

O celular vibra durante o expediente. Não é uma mensagem da família nem um e-mail corporativo. É mais uma notificação criada para capturar atenção, estimular impulsos e manter alguém apostando. 

A rápida expansão das plataformas de apostas online no Brasil começa agora a revelar efeitos que ultrapassam o ambiente digital. O problema já alcança famílias, serviços de saúde e relações de trabalho. 

A ludopatia, também chamada de jogo patológico, é um transtorno marcado pela compulsão por apostas mesmo diante de prejuízos financeiros, emocionais e profissionais. A pessoa perde progressivamente a capacidade de controlar o impulso de jogar e continua apostando apesar das dívidas, do sofrimento psíquico e da deterioração da própria vida. 

A Organização Mundial da Saúde reconhece a ludopatia como transtorno mental. O DSM-5 — manual utilizado internacionalmente como referência diagnóstica em psiquiatria — incluiu o jogo compulsivo entre os transtornos relacionados à dependência devido aos mecanismos de compulsão, tolerância e perda de controle envolvidos. 

Ainda assim, o senso comum frequentemente trata o problema como falha moral. E é justamente aí que surge um dos aspectos mais perigosos dessa discussão: a discriminação. 

Dados do DataSenado mostram que milhões de brasileiros utilizam plataformas de apostas esportivas e que grande parte dos apostadores exerce atividade remunerada. O trabalhador endividado, ansioso, desconcentrado e emocionalmente instável já faz parte da realidade de muitas empresas. 

O problema é que o ambiente corporativo ainda não sabe lidar com esse adoecimento. 

Em vez de reconhecer sinais claros de sofrimento psíquico, muitas empresas enxergam apenas queda de produtividade, atrasos, conflitos internos e perda de rendimento. A resposta costuma ser rápida: isolamento, estigmatização e demissão. 

É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas médica e passa a ser jurídica. 

A legislação brasileira proíbe práticas discriminatórias nas relações de trabalho. E o Tribunal Superior do Trabalho consolidou, por meio da Súmula 443, o entendimento de que a dispensa de trabalhadores acometidos por doenças graves que gerem estigma ou preconceito pode ser presumida discriminatória. 

Na prática, isso significa que, quando a empresa tem conhecimento do adoecimento e dispensa o trabalhador em razão dessa condição, cabe ao empregador demonstrar que a demissão ocorreu por motivo legítimo e não discriminatório. 

A ludopatia se encaixa de forma preocupante nesse debate porque o adoecimento frequentemente altera a forma como o trabalhador passa a ser percebido dentro da empresa. O compulsivo em apostas muitas vezes deixa de ser visto como alguém adoecido e passa a ser tratado apenas como um empregado problemático, instável ou improdutivo. 

Quando a dispensa discriminatória é reconhecida, o trabalhador pode ter direito à reintegração do emprego, com pagamento do salário e dos demais direitos do período de afastamento, ou ao recebimento desses valores em dobro, além de indenização por danos morais. 

A arrecadação tributária prevista com as apostas online, justificativa inicial para autorizar os jogos, parece pequena diante do custo social produzido pelo adoecimento associado ao jogo compulsivo. Afastamentos do trabalho, tratamentos de saúde mental, perda de produtividade, superendividamento, ruptura familiar e até suicídios compõem uma conta muito maior do que a receita arrecadada pelo Estado.

A era das bets chegou ao trabalho. E talvez o maior erro seja continuar tratando a ludopatia apenas como problema individual, ignorando que ela já se transformou em uma questão de saúde mental, dignidade humana e possível discriminação nas relações de trabalho. 

  

Priscila Arraes Reino - advogada previdenciária e trabalhista há mais de 25 anos, autora de Burnout tem lei



Você sabia? Gestantes podem receber salário-maternidade do INSS com apenas uma contribuição

Para quem está grávida e sem emprego formal, entender essa mudança pode ser decisivo: o salário-maternidade pode estar mais perto do que você imagina, explica a advogada Dra. Ingred Rosa Portela


Muitas gestantes ainda imaginam que só têm direito ao salário-maternidade se tiverem contribuído por muito tempo ao INSS. Mas, segundo a advogada trabalhista e previdenciária Ingred Rosa Portela, essa ideia já não corresponde à realidade em vários casos.

“Hoje, o salário-maternidade pode alcançar um número muito maior de mulheres. A recente alteração no entendimento por meio da decisão do Supremo Tribunal Federal nas ADIs 2.110 e 2.111 trouxe uma mudança importante e passou a proteger melhor gestantes que muitas vezes ficavam sem amparo”, explica a especialista.

De forma mais simples, o benefício pode ser pago a mulheres que estão desempregadas, trabalham por conta própria, são MEI, donas de casa ou até mesmo aquelas que nunca contribuíram, dependendo da situação previdenciária e do enquadramento legal de cada caso.

“Nem sempre a mulher precisa ter um longo histórico de contribuições para ter acesso ao benefício. O ponto principal é analisar a condição dela perante a Previdência na hora em que o direito surge”, destaca Ingred Rosa Portela.

A advogada lembra que a decisão do Supremo Tribunal Federal foi fundamental para ampliar a proteção à maternidade e corrigir uma desigualdade que atingia principalmente mulheres em situação de maior vulnerabilidade.

“Antes, muitas gestantes acabavam sem receber o benefício por uma interpretação muito restritiva da lei. Com a mudança reconhecida pelo STF, o acesso ficou mais justo e mais próximo da realidade de quem realmente precisa”, afirma. 

O salário-maternidade é concedido, em regra, pelo período de 120 dias e pode ser requerido nas hipóteses de parto, adoção ou aborto não criminoso, nos termos da legislação previdenciária. O benefício é pago mensalmente em valor não inferior ao salário mínimo vigente. 

Para mulheres que vivem a gravidez em meio à informalidade ou ao desemprego, buscar orientação jurídica pode fazer toda a diferença. “Cada caso tem suas particularidades. Em muitos deles, a mulher tem direito ao benefício, mas acaba enfrentando uma negativa por um pedido feito de forma incorreta — algo que poderia ser evitado. Conhecer a legislação é fundamental para não perder dinheiro em um momento tão sensível quanto a gestação”, alerta Ingred Rosa Portela.

 

Fonte: Ingred Rosa Portela - Advogada Trabalhista e Previdenciária


Copa do Mundo aumenta a procura por apostas esportivas: você sabe identificar uma bet irregular?

 

Especialistas alertam para os riscos das plataformas ilegais e explicam como os consumidores podem se proteger

 

A proximidade da Copa do Mundo costuma movimentar não apenas torcedores, mas também o mercado de apostas esportivas. Com milhões de brasileiros acompanhando os jogos e buscando transformar palpites em possíveis ganhos financeiros, especialistas alertam para um cuidado fundamental: saber diferenciar uma plataforma regulamentada de uma operação ilegal.

Desde a regulamentação do mercado de apostas de quota fixa no Brasil, em janeiro de 2025, o setor passou por uma profunda transformação. Atualmente, as empresas autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, precisam cumprir uma série de exigências técnicas, financeiras e de compliance para operar legalmente no país. Apesar dos avanços regulatórios, o mercado ilegal ainda representa um desafio significativo.

Segundo Leonardo Brodsky, diretor de iGaming da Trio, o problema é que muitas plataformas clandestinas continuam atraindo usuários sem oferecer qualquer garantia de segurança. “Hoje existem mais de 190 sites devidamente regulados no Brasil, mas o mercado ilegal ainda é estimado em volume financeiro semelhante ao regulado, pulverizado em milhares de sites diferentes. Essas operações não seguem regras, não recolhem tributos, não possuem mecanismos adequados de proteção ao usuário e podem até manipular as regras de percentual de retorno das apostas, utilizando jogos viciados que rodam em um loop de perdas”, afirma.


Como identificar uma bet legal?

De acordo com os especialistas, existem alguns sinais claros que ajudam o consumidor a identificar se uma plataforma está autorizada a operar no Brasil. O primeiro deles é verificar se o site aparece na lista oficial de operadores autorizados pela Secretaria de Prêmios e Apostas. Outro indicativo importante está no próprio endereço eletrônico. “Todos os operadores autorizados são obrigados a utilizar o domínio .bet.br. Se o site utiliza outra extensão, o consumidor deve desconfiar imediatamente”, explica Brodsky.

O advogado Alberto Goldenstein, especialista em Direito Desportivo e sócio-fundador do GMP G&C Advogados Associados, reforça que a ausência do domínio oficial costuma ser um dos principais indícios de irregularidades. “Uma bet ilegal deixa rastros claros. Além de não constar na lista oficial do Ministério da Fazenda, geralmente utiliza domínios genéricos e apresenta falhas graves de segurança, como permitir abertura de contas sem validação de documentos”, afirma.

Outro ponto importante está relacionado ao processo de cadastro. Nas plataformas regulamentadas, o reconhecimento facial e a validação documental são obrigatórios. O objetivo é impedir fraudes, lavagem de dinheiro e o acesso de menores de idade. “As empresas licenciadas precisam cumprir exigências rigorosas de KYC (Conheça seu Cliente) e prevenção à lavagem de dinheiro. Isso inclui validação de identidade, monitoramento de transações e rastreabilidade financeira”, explica Goldenstein. O especialista alerta que plataformas que permitem cadastro simplificado, sem conferência documental ou biometria, devem ser vistas com cautela.

Também é importante observar os métodos de pagamento disponíveis. “No Brasil, os operadores regulados utilizam meios de pagamento autorizados e rastreáveis. Se uma plataforma oferece depósitos por criptomoedas ou mecanismos não identificáveis, isso é um forte sinal de irregularidade”, afirma Brodsky.

Outro alerta dos especialistas envolve ofertas promocionais agressivas. Atualmente, as empresas regulamentadas possuem limitações importantes em relação à oferta de bônus e campanhas de aquisição de usuários. Por isso, promessas de ganhos fáceis, bônus excessivos ou vantagens aparentemente irresistíveis podem indicar a atuação de operadores fora das regras brasileiras. “O mercado ilegal não segue qualquer prática de jogo responsável. Muitas dessas plataformas utilizam promoções agressivas justamente para atrair usuários sem oferecer garantias mínimas de segurança”, afirma Brodsky.


E se eu ganhar dinheiro com apostas?

Além da escolha da plataforma, os apostadores também precisam ficar atentos às obrigações tributárias. Segundo Gustavo Portugal Heinze, advogado especialista em Direito Tributário e sócio-fundador do GMP G&C Advogados Associados, os ganhos obtidos em apostas esportivas regulamentadas estão sujeitos à tributação. “No Imposto de Renda, a tributação incide sobre o ganho líquido, ou seja, a diferença entre os prêmios recebidos e os valores apostados. Nas plataformas regulamentadas, o imposto já é retido na fonte”, explica.

Ele também chama atenção para um detalhe que costuma gerar dúvidas. “O saldo que permanece na carteira da plataforma em 31 de dezembro é considerado patrimônio e deve ser informado na declaração de Imposto de Renda na ficha de Bens e Direitos”, afirma.


Mercado mais seguro depende da escolha do consumidor

Para os especialistas, a regulamentação trouxe avanços importantes para o setor, criando mecanismos de proteção ao usuário e aumentando a transparência das operações. Recentemente, o Banco Central também reforçou o combate às operações ilegais ao ampliar o monitoramento de transações suspeitas relacionadas a apostas clandestinas. Ainda assim, a principal proteção continua sendo a informação. “Quando o consumidor escolhe uma plataforma regulamentada, ele passa a contar com fiscalização governamental, regras de proteção financeira, mecanismos de jogo responsável e canais formais de atendimento. A escolha da plataforma é o primeiro passo para uma experiência segura”, conclui Brodsky.

Com a Copa do Mundo se aproximando e o interesse pelas apostas esportivas em alta, especialistas recomendam que os brasileiros transformem a empolgação pelos jogos em entretenimento responsável, sempre verificando se a plataforma escolhida opera dentro das regras do mercado brasileiro. 


Grupo Financeiro
www.trio.com.br
Instagram: @trio.fin


Reforma Tributária no Setor Elétrico: como pequenas e médias empresas enfrentam a transição fiscal

A reforma tributária em implementação no Brasil representa mais do que uma alteração normativa, ela impõe um teste relevante de adaptação e planejamento, sobretudo para pequenas e médias empresas do setor elétrico. Com a fase de transição iniciada neste ano, o novo modelo prevê a substituição de tributos como ICMS, ISS, PIS e Cofins pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência estadual e municipal, e pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de âmbito federal. 

O sistema elétrico brasileiro, por sua própria natureza, apresenta elevada complexidade sob a ótica contábil e regulatória. Estruturado em múltiplas conexões que incluem geradoras, transmissoras, distribuidoras e comercializadoras, o setor exige análise criteriosa diante de iniciativas legislativas capazes de promover mudanças normativas de amplo alcance. 

Alinhados com a lógica dos tributos não cumulativos, a CBS e o IBS foram desenhados para que o encargo tributário seja, em última instância, absorvido pelo consumidor final do bem ou serviço. Nas operações com energia elétrica, a incidência dos novos tributos deverá ocorrer principalmente nas compras realizadas pelo consumidor final. 

A legislação não prevê diferenciação de alíquotas entre as diversas fontes de geração, o que em princípio indicaria tratamento neutro entre as matrizes. Ainda assim, a adoção da CBS e do IBS pode produzir efeitos distintos na formação do preço da energia e, consequentemente, afetar a rentabilidade dos projetos, especialmente os de geração renovável. 

Fazendo um paralelo acerca do que a Reforma Tributária tem gerado para o setor elétrico, é possível afirmar que a sua apresentação traz avanços potenciais relevantes como a simplificação do sistema, que unifica os tributos e reduz a complexidade operacional. Vai haver maior transparência na proposta não cumulatividade, que amplia a clareza na formação de preços e na carga tributária efetiva. Além disso, influirá na segurança jurídica refletida em sua padronização nacional, que diminui disputas entre estados e municípios, e por fim, modernizará o ambiente fiscal que exige atualização tecnológica, impulsionada por digitalização, organização e eficiência das empresas. 

No entanto, em relação aos desafios, apresentam-se outros fatores. O primeiro deles é período de transição complexo, no qual a coexistência de sistemas antigos e novos aumenta a carga operacional temporariamente. O impacto no fluxo de caixa é um aspecto relevante porque traz mudanças na apuração de créditos e débitos e exigem atenção redobrada à liquidez. Um ponto a considerar é a necessidade de investimento em tecnologia e capacitação que força pequenas e médias empresas a alocar recursos em sistemas, consultorias e treinamentos especializados. É preciso refletir ainda sobre insegurança regulatória nas normas complementares que ainda serão definidas. 

Lidar com essas mudanças exige das empresas do setor elétrico um duplo desafio, que é manter a competitividade e absorver a complexidade de uma transação que poderia ser mais ágil, mais informativa e contar com um sistema mais intuitivo. 

A situação se torna mais sensível no caso das pequenas empresas que operam com estruturas administrativas enxutas. Em muitos casos, não há um departamento financeiro organizado nem recursos para contratar contadores especializados ou escritórios contábeis. Assim, a rotina fiscal e contábil acaba concentrada em um único profissional ou no próprio empresário, que assume diretamente tarefas como a emissão de notas fiscais e a gestão contábil e financeira do negócio. 

A experiência do setor ilustra a necessidade de integração entre equipes de tecnologia da informação, desenvolvimento de sistemas, contabilidade e fiscal, e tem se mostrado essencial para que as mudanças sejam implementadas com segurança e responsabilidade. 

Ciclos contínuos de testes e validação diária reforçam a importância da conformidade e da organização interna, demonstrando que a reforma pode ser uma oportunidade de fortalecimento estrutural, modernização tecnológica e maior eficiência operacional, desde que acompanhada de perto e com suporte adequado às empresas menores. 

A reforma tributária representa, portanto, mais do que um ajuste fiscal, é uma oportunidade de modernizar processos, reduzir burocracia histórica e fortalecer a competitividade do setor elétrico. Para pequenas e médias empresas, o sucesso dependerá de acompanhamento rigoroso, planejamento estratégico e integração das equipes. Apesar das dificuldades iniciais, a novidade oferece ferramentas para que o setor avance, desde que o governo acompanhe de perto a transição e que o apoio às empresas menores seja efetivo, garantindo que elas não fiquem para trás em um processo, que é fundamental para a economia brasileira.

  

Fernanda Paciência - gestora de tecnologia e comunicação da KRJ Conectores Elétricos. É formada em Análise de Sistemas e pós graduada em Controladoria pela Universidade Mackenzie.


Inverno chegou: hábitos simples ajudam a manter o conforto e usar o gás com consciência

divulgação
Comgás
Comgás alerta para os cuidados com os equipamentos a gás em casa e reúne orientações para aproveitar os dias frios com conforto térmico, segurança e evitar o desperdício de energia

 

Com a chegada da estação mais fria do ano, a Comgás, maior distribuidora de gás encanado da América Latina, oferece algumas orientações para que os consumidores realizem a manutenção preventiva de aquecedores e aparelhos conectados à rede de gás encanado. Pequenas mudanças de hábito no dia a dia também ajudam a garantir o conforto térmico, a segurança e a eficiência energética em casa durante todo o inverno. 

Confira algumas orientações:

  • Manutenção em dia: a revisão dos aquecedores de passagem deve ser realizada a cada 12 meses. O serviço precisa ser executado exclusivamente por assistências técnicas autorizadas. Nunca tente consertar o aquecedor por conta própria com tutoriais de internet.
  • Ruídos estranhos: equipamentos a gás costumam ser silenciosos ou ter um ruído de fluxo constante. Preocupe-se se ouvir estalos fortes ao ligar, vibrações excessivas ou sons metálicos durante o uso.
  • Instabilidade na temperatura: água demora muito para esquentar, a temperatura oscila bruscamente ou o aquecedor desliga sozinho durante o banho, significa que seu aparelho está precisando de manutenção corretiva. A Comgás não realiza este serviço e recomenda que sejam contratadas empresas especializadas.
  • Cheiro de gás: se sentir cheiro de gás perto dos engates ou do medidor, desligue a chave geral e ligue imediatamente para Comgás no 08000 110 197.
  • Garantia e histórico: exija sempre a emissão de nota fiscal e do respectivo laudo técnico após o serviço de manutenção. Essa é a prática padrão recomendada para assegurar a garantia dos equipamentos e registrar o histórico do aparelho. 

A revisão contribui para que os aparelhos funcionem com eficiência e segurança, garantindo o conforto dos moradores. Isso porque a lógica é simples: o clima frio faz com que a água chegue gelada na rede subterrânea. Com isso, o sistema de aquecimento precisa de um volume maior de gás (energia) para assegurar a temperatura desejada pelo cliente em um mesmo intervalo de tempo, como ocorre em qualquer período do ano.   

“Equipamentos desregulados operam com perda de eficiência térmica. Isso significa que o aquecedor, por exemplo, demandará uma quantidade superior de gás para entregar a mesma temperatura de água estipulada pelo morador, gerando um desperdício de água e energia. A manutenção preventiva periódica restabelece os parâmetros de fábrica, garantindo que o aparelho funcione com sua capacidade total de aquecimento e promovendo um consumo inteligente", afirma Milena Brito, Diretora de Vendas, Marketing e Relacionamento com o Cliente da Comgás. 

E falando em consumo consciente, a Comgás compartilha algumas dicas importantes:

 

Dicas para o banho

  • Ajuste a temperatura da água diretamente no painel do aquecedor, em vez de aquecer a água ao máximo e depois misturá-la com água fria no registro do chuveiro. A recomendação da Comgás é manter a temperatura próxima aos 38ºC; no entanto, o ajuste pode variar de acordo com o conforto térmico de cada cliente e as características do equipamento. Essa pequena mudança de hábito garante o conforto térmico ideal sem desperdício de energia.
  • Ligar o chuveiro apenas no momento exato de entrar no banho e evitar alterações frequentes de temperatura durante o uso.


Dicas para o uso de fogão e forno

  • Deixar alimentos mais duros de molho antes de iniciar o preparo das refeições ajuda a reduzir o tempo de cozimento.
  • Aquecer panelas pequenas em bocais pequenos, evitando a perda de calor.
  • Cozinhar com as panelas tampadas e utilizar a panela de pressão sempre que possível contribuem para um melhor aproveitamento da energia. Após a fervura, manter o fogo baixo também ajuda a otimizar o consumo.
  • Observar a cor da chama: tons alaranjados indicam queimadores sujos ou desregulados, enquanto uma chama azul sinaliza funcionamento adequado.
  • Aproveitar o aquecimento do forno para assar mais de um alimento ao mesmo tempo e evitar abrir e fechar a porta com frequência, já que isso provoca perda de calor e exige mais energia para recuperar a temperatura interna.

Para ajudar no planejamento diário e fomentar as dicas de consumo consciente, a Comgás disponibiliza uma ferramenta online e gratuita. Acesse o Simulador de Consumo (Link) para entender melhor a dinâmica de uso da sua residência e adotar práticas ainda mais eficientes.


Agente de IA não é colega de trabalho

Em 2024, a Klarna virou símbolo da revolução da inteligência artificial ao anunciar que seu agente de IA realizava o trabalho equivalente ao de 700 atendentes humanos. O tempo de resolução caiu drasticamente, milhões de conversas passaram a ser processadas e o caso rapidamente se tornou referência global.

Mas, em 2025, a empresa mudou o discurso. O CEO Sebastian Siemiatkowski admitiu que a companhia havia ido longe demais na automação. A busca obsessiva por redução de custos comprometeu a qualidade do atendimento, dificultou a resolução de casos complexos e piorou a experiência do cliente. O problema não era a IA e, sim, a falta de método.

Esse episódio expõe uma narrativa perigosa que ganhou força no mercado: a ideia de que agentes de IA são “novos colegas de trabalho”. A metáfora funciona bem em apresentações e manchetes, mas cria uma distorção séria. Colegas possuem responsabilidade legal, julgamento e accountability. Agentes não. Eles são softwares capazes de executar tarefas com autonomia, mas continuam sendo softwares.

Quando empresas tratam agentes como se fossem colaboradores, começam a transferir decisões críticas para sistemas que não podem assumir responsabilidade. O resultado aparece em três frentes: desperdício financeiro, perda de governança e insegurança para funcionários que passam a trabalhar em ambientes onde ninguém sabe exatamente quem decide o quê.

Os números mostram que o problema já é concreto. Segundo o MIT NANDA, 95% dos pilotos de IA generativa ainda não geram retorno financeiro mensurável. A IBM identificou que apenas 16% dos projetos conseguem ser escalados para toda a empresa e só um em cada quatro entrega o ROI prometido. O dado mais revelador talvez seja outro: 64% dos CEOs admitem investir em IA antes mesmo de entender claramente o valor da tecnologia, movidos pelo medo de ficar para trás.

Ainda assim, existem casos bem-sucedidos, e eles revelam um padrão importante. O Bradesco alcançou altos índices de resolução com a BIA. O Itaú Unibanco estruturou uma operação robusta com centenas de modelos de IA e forte camada de governança. Já o Wells Fargo reportou centenas de milhões de interações resolvidas sem escalonamento humano.

No Brasil, a Enter talvez represente um dos exemplos mais interessantes: em vez de apostar em agentes generalistas, criou agentes verticais especializados em tarefas específicas do setor jurídico. O foco estreito virou vantagem competitiva.

O que une esses casos não é a tecnologia em si, mas quatro fatores: escopo claro, dados organizados, supervisão humana e métricas honestas.

Por outro lado, os fracassos reforçam a mesma tese. O teste do McDonald's com IA no drive-thru terminou após erros viralizarem nas redes sociais. A Air Canada foi responsabilizada judicialmente depois que seu chatbot inventou uma política de reembolso inexistente. A decisão da Justiça canadense foi direta: se o agente fala em nome da empresa, a responsabilidade continua sendo da empresa.

É exatamente aí que muitas organizações ainda erram. A pergunta correta não é “onde colocar IA”, mas “qual fluxo de trabalho realmente faz sentido automatizar”. Empresas maduras começam pelo problema operacional, não pela tecnologia.

Outro ponto ignorado é a qualidade dos dados. Empresas com informações desorganizadas, planilhas conflitantes e sistemas desatualizados inevitavelmente produzirão agentes ruins. IA amplifica eficiência, mas também amplifica desordem.

Além disso, existe um novo risco financeiro: agentes autônomos podem operar em loop, consumir recursos excessivos e gerar custos invisíveis sem monitoramento adequado. Governança deixou de ser burocracia e passou a ser vantagem competitiva.

Para os profissionais, a lógica também mudou. Competir com agentes de IA é uma estratégia perdida. O diferencial agora está em supervisionar bem a tecnologia: saber o que delegar, o que revisar e o que jamais automatizar.

Quem antes produzia relatórios, agora revisa relatórios produzidos por IA. Isso exige mais discernimento, mais senso crítico e mais responsabilidade. O erro do agente rapidamente se transforma no erro de quem aprovou sua entrega sem revisão.

No fim, a diferença entre empresas que escalam IA com sucesso e empresas que recuam não está na tecnologia utilizada. Klarna e Wells Fargo acessaram modelos semelhantes. O que mudou foi a maturidade operacional.

Agente de IA não é colega de trabalho. É uma ferramenta poderosa que exige método, supervisão e governança. Quem entender isso cedo terá vantagem competitiva. Já quem tratar IA apenas como corrida por eficiência provavelmente descobrirá o custo tarde demais.

 

Victoria Luz - autora do best seller “Além do Hype: Implementando IA com Propósito e Impacto” e membro da Google AI Community Brasil


Estudantes da Univali treinam idosos contra golpes virtuais

Foto Maira Custodio Cardume
Em oficina de tecnologia, Cardume Criativo promove autonomia e segurança digital na terceira idade

 

A dificuldade no manuseio de aplicativos de celular e a constante exposição a fraudes financeiras motivaram estudantes de Publicidade e Propaganda da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) a realizar a oficina “Comunicação e tecnologia básica: celular e aplicativos para todos”. A capacitação, conduzida pelo programa de extensão Cardume Criativo em 25 de maio, aproximou homens e mulheres de 60 a 90 anos da linguagem digital, integrando a programação do Univida na Comunidade.

A atividade reuniu acadêmicos e moradores locais em dinâmicas voltadas para a autonomia digital. Os estudantes orientaram o público em práticas de captação de fotografias com smartphones, publicação em redes sociais e estruturação de mensagens para contatos familiares.

O foco da ação foi a prevenção de golpes virtuais, instruindo os participantes a identificar fraudes financeiras e links suspeitos recebidos por aplicativos de mensagens. A oficina atendeu a demandas reais por segurança no cotidiano tecnológico.

 

Duas décadas de aprendizado ativo

O programa institucional Univida iniciou as atividades no ano 2000 para conectar a produção acadêmica à população idosa local. Alinhado às diretrizes de educação permanente recomendadas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o programa oferece cursos de atualização a adultos com mais de 50 anos, estimulando o conhecimento, a autonomia e a independência.

Em 2025, a iniciativa estendeu a atuação comunitária gratuita aos campi de Itajaí, Balneário Camboriú e Balneário Piçarras por meio de financiamento público do governo estadual. A parceria também viabilizou a criação do Curso de Formação de Cuidadores Familiares de Pessoas Idosas, distribuído entre os municípios de Itajaí, Itapema, Balneário Camboriú e Balneário Piçarras.

 

Cardume Criativo e metas globais

O programa de extensão do curso de Publicidade e Propaganda da Univali consolida-se regionalmente como motor de transformação social. A iniciativa utiliza a criatividade aplicada à comunicação para materializar as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) no contexto local.

Além de oficinas gratuitas de qualificação, onde o programa promove habilidades práticas e capacita a comunidade em diferentes canais de comunicação, os estudantes desenvolvem soluções de comunicação de interesse público para entidades parceiras — como a Apae e o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comadefi) —, que possuem forte atuação comunitária, mas baixa visibilidade digital e restrições orçamentárias para a contratação de serviços de mercado. A atuação estende-se também a campanhas de mobilização social e ações voluntárias em datas comemorativas, como Páscoa e Natal.

Para conhecer as campanhas e acompanhar os bastidores das produções, acesse o perfil oficial no Instagram: @cardume.criativo


PMEs podem ampliar vendas durante a Copa do Mundo com ações sazonais e planejamento, aponta Serasa Experian

Ebook gratuito reúne estratégias, análises e orientações para ajudar pequenos negócios a aproveitarem o aumento do consumo durante o torneio 

·         Dados do Insights Hub, plataforma da datatech, mostram que 13,5 milhões de brasileiros com maior propensão a ampliar gastos com o torneio

 

A Copa do Mundo vai muito além do futebol e costuma movimentar o consumo em diferentes setores da economia, criando oportunidades para pequenos e médios negócios ampliarem vendas e fortalecerem o relacionamento com os clientes. Categorias como alimentação, bebidas, vestuário, eletrônicos, delivery e conveniência tendem a registrar aumento de demanda durante o período, impulsionadas pelas mudanças na rotina e no comportamento dos consumidores ao longo do torneio.

 

Por isso, para ajudar pequenas e médias empresas (PMEs) a se prepararem para esse cenário, a Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, lança um ebook gratuito com estratégias, análises e orientações práticas para negócios que desejam aproveitar o aumento da demanda durante o torneio. O material está disponível para download no portal de conteúdo da datatech voltado para os empreendedores.

 

O movimento do consumo durante a Copa do Mundo já aparece nos dados. Levantamento recente realizado pela plataforma Insights Hub, da Serasa Experian, identificou mais de 13,5 milhões de brasileiros com maior propensão a ampliar gastos em categorias relacionadas ao torneio, como alimentação, delivery, moda e entretenimento digital. O cenário reforça o potencial do período para pequenos negócios que conseguem se planejar para atender o aumento da demanda e criar ações alinhadas ao comportamento do consumidor.

 

“A Copa do Mundo gera mudanças relevantes no comportamento de consumo. O consumidor passa a buscar mais experiências coletivas, compras ligadas à sazonalidade, o que cria oportunidades para empresas de diferentes setores. Nosso objetivo é ajudar os empreendedores a entenderem esse movimento e se prepararem para aproveitar as oportunidades do período de forma mais estratégica”, afirma Mariana Figueiredo, Diretora de Produtos e Tecnologia da Serasa Experian para Pequenas e Médias Empresas da Serasa Experian.

 

Entre os principais tópicos abordados sobre o impacto no evento em pequenos e médios negócios estão: setores mais impactados pelo aumento da demanda, principais desafios operacionais enfrentados no período, orientações sobre planejamento e organização da operação, construção de ofertas sazonais e estratégias para melhorar a experiência do cliente e potencializar as vendas ao longo do torneio.

 

O ebook faz parte do portal de conteúdo da Serasa Experian, que reúne materiais educativos voltados a apoiar pequenas e médias empresas em diferentes momentos da jornada empreendedora, com temas que vão desde gestão financeira e acesso ao crédito até planejamento e tomada de decisão. 

O material está disponível para download gratuito e pode ser acessado junto a outros conteúdos, como artigos, ferramentas e análises, desenvolvidos para ajudar os empreendedores a conduzirem seus negócios com mais segurança e eficiência.

 

Experian
experianplc.com


Posts mais acessados