Com a chegada do período junino, aumenta o número de ocorrências relacionadas a queimaduras provocadas por fogueiras, fogos de artifício e acidentes domésticos. Segundo a enfermeira Jayanne Carneiro, professora do curso de Enfermagem da Estácio, esse é um dos momentos em que as unidades de saúde registram maior demanda por atendimento de vítimas de lesões por queimaduras.
“As queimaduras mais comuns nessa época são provocadas por
fogueiras, fogos, líquidos superaquecidos e explosões com álcool ou materiais
inflamáveis”, explica a profissional. Ela destaca que as regiões do corpo mais
atingidas são mãos, braços, rosto e pernas.
Em caso de acidente, o primeiro procedimento deve ser imediato. “A
orientação é afastar a vítima da fonte de calor e resfriar a área afetada com
água corrente por 10 a 20 minutos. Depois disso, é importante proteger a região
com um pano limpo ou gaze”, explica. Jayanne orienta que práticas populares não
devem ser adotadas. “Nunca use pasta de dente, manteiga, pó de café, óleo ou
clara de ovo. Isso aumenta o risco de infecção. Também não se deve furar bolhas
nem aplicar gelo diretamente na pele.”
Gravidade da queimadura
A enfermeira também orienta sobre como identificar a gravidade da
lesão. “Queimaduras leves causam vermelhidão e dor local. Já as graves
apresentam bolhas grandes, pele esbranquiçada ou escurecida, perda de
sensibilidade ou atingem áreas delicadas, como rosto, mãos, pés ou genitais.”
Segundo Jayanne, que é docente do curso de Enfermagem da Estácio,
qualquer sinal de comprometimento respiratório, choque, queimaduras elétricas
ou químicas, além de vítimas crianças, idosos ou pessoas com doenças crônicas,
exige atendimento imediato. “A demora no cuidado pode gerar complicações como
infecções, desidratação, sequelas definitivas e até risco de infecção
generalizada”, destaca.
Prevenção
Jayanne reforça que boa parte desses acidentes pode ser evitada
com medidas simples. “É fundamental manter distância segura das fogueiras e jamais
usar álcool para acender o fogo. Os fogos de artifício devem ser manuseados por
adultos, sempre seguindo as instruções de segurança”, alerta.
As crianças são o grupo que exige maior atenção. “Elas são as mais
vulneráveis. Não devem manusear fogos, nem mesmo os que parecem inofensivos. É
importante que estejam sempre supervisionadas por um adulto e afastadas de
qualquer fonte de calor”, afirma a enfermeira.
A enfermeira reforça a importância da prevenção como melhor
estratégia durante os festejos. “O São João é um momento de alegria, mas
precisa ser celebrado com responsabilidade e cuidados simples salvam vidas.”
Estácio
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