Pesquisar no Blog

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Dor no joelho não é coisa da idade e pode indicar desgaste precoce da articulação

Especialista alerta que dores persistentes podem ser sinal de lesões na cartilagem e início de artrose, mesmo em pessoas jovens

 

Sentir dor no joelho ao subir escadas, caminhar por longos períodos ou praticar atividades físicas ainda é algo frequentemente associado ao avanço da idade. No entanto, especialistas alertam que esse desconforto não deve ser encarado como uma consequência natural do envelhecimento. Em muitos casos, a dor pode indicar desgaste precoce da articulação, lesões na cartilagem ou até os primeiros sinais de artrose. 

De acordo com o ortopedista e cirurgião do joelho Dr. Ari Zekcer, referência nacional em cirurgia do joelho e traumatologia esportiva, a dor é um importante mecanismo de alerta do organismo e merece investigação sempre que se torna frequente ou passa a limitar atividades do dia a dia. 

"Existe uma crença de que é normal sentir dor no joelho com o passar dos anos, mas isso não é verdade. O envelhecimento saudável não deve ser acompanhado de dor. Quando o desconforto se torna recorrente, é fundamental buscar avaliação especializada para identificar a causa e evitar a progressão do problema", explica. 

Embora a artrose seja mais comum após os 60 anos, o processo de desgaste da articulação pode começar muito antes. Lesões esportivas, excesso de peso, alterações biomecânicas, sedentarismo e até predisposição genética estão entre os fatores que podem acelerar a deterioração da cartilagem, tecido responsável por revestir as extremidades dos ossos e permitir movimentos sem atrito. 

Segundo o especialista, é cada vez mais comum encontrar pacientes entre 30 e 50 anos apresentando sinais de desgaste articular. "Muitas vezes são pessoas ativas, que praticam esportes regularmente, mas que sofreram alguma lesão no passado ou apresentam alterações no alinhamento dos membros inferiores. Com o tempo, essas condições podem gerar sobrecarga na articulação e favorecer o desgaste precoce", afirma. 

Além da dor, outros sintomas costumam acompanhar os problemas articulares, como inchaço frequente, rigidez ao se levantar após longos períodos sentado, sensação de travamento e perda gradual da mobilidade. Apesar disso, muitos pacientes demoram a procurar ajuda médica, acreditando que o desconforto faz parte da rotina ou que desaparecerá sozinho. 

Para o especialista, o diagnóstico precoce é um dos principais aliados na preservação da saúde do joelho. "Quanto mais cedo identificamos alterações na cartilagem, lesões meniscais ou problemas de alinhamento, maiores são as chances de controlar a evolução do quadro e preservar a articulação por mais tempo. Esperar a dor se tornar incapacitante pode reduzir as opções de tratamento disponíveis", destaca. 

Os avanços da medicina também têm ampliado as possibilidades terapêuticas para pacientes com lesões articulares. Procedimentos voltados à preservação da cartilagem, reparo de estruturas lesionadas e técnicas regenerativas vêm permitindo resultados cada vez mais promissores em casos selecionados. 

Além do acompanhamento médico, hábitos saudáveis desempenham papel importante na prevenção. Manter o peso adequado, fortalecer a musculatura das pernas e praticar atividades físicas com orientação profissional ajudam a reduzir a sobrecarga sobre os joelhos e contribuem para a longevidade das articulações. 

"A principal mensagem é que dor no joelho não deve ser considerada normal em nenhuma idade. Quanto antes o paciente procurar avaliação, maiores serão as chances de preservar a mobilidade, evitar limitações futuras e manter a qualidade de vida", conclui Dr. Ari Zekcer.

Prof. Dr. Ari Zekcer - referência nacional em cirurgia do joelho e traumatologia esportiva, com 35 anos de experiência no tratamento de lesões ortopédicas, especialmente relacionadas à prática esportiva. É um dos pioneiros no país em transplante de menisco, cultura de condrócitos e uso de células-tronco para lesões da cartilagem, além de transplantes osteocondrais com enxertos de doação. Também atua na formação de especialistas, recebendo médicos para estágios em cirurgia do joelho. Possui especializações pela UNIFESP em Ortopedia e Traumatologia, Medicina Esportiva e Cirurgia do Joelho, formação em artroscopia nos Estados Unidos, MBA em Gestão em Saúde, pós-graduação e doutorado pela Santa Casa de São Paulo. Integra as principais sociedades científicas da área no Brasil e no exterior e é membro do grupo de especialistas em joelho do Hospital Israelita Albert Einstein.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados