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| As doenças respiratórias podem levar a complicações graves Magnific |
Goiás já soma 4.996 casos da da Síndrome
Respiratória Aguda Grave, só nos primeiros cinco meses do ano
Dois
meses depois do Governo de Goiás declarar situação de emergência em saúde
pública devido ao alto número de casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave
(SRAG) - infecção grave que afeta os pulmões -, o estado ainda registra alta
incidência do problema em alto nível de risco, segundo dados do Infogripe, da
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgados no dia 11 de junho. No país, o
número de mortes, só neste ano, já passa de 3.500.
Desde
o começo do ano até o momento, Goiás já soma 4.996 casos de SRAG, muitos deles
causados por Influenza e Covid-19. Apesar disso, a pneumopediatra Camila Maia,
que atende no Órion Complex, em Goiânia, lembra que que existem várias doenças
respiratórias que se manifestam com mais força nesta época, como bronquiolite,
crises de asma, sinusites, otites associadas às infecções respiratórias e
pneumonias também podem se manifestar com mais facilidade nessa época do
ano.
Isso
acontece porque do mês de abril até meados de setembro, quando o país vive o
período de outono-inverno, o brasileiro está mais vulnerável devido a elementos
como o frio e o tempo seco . A pneumopediatra explica que o tempo seco resseca
as vias respiratórias e prejudica os mecanismos naturais de defesa do
organismo, e as temperaturas menores favorecem a permanência das pessoas em
ambientes fechados e pouco ventilados, facilitando a transmissão dos vírus.
Para
evitar passar pelo problema, a médica ressalta que a população precisa se
prevenir. As principais medidas incluem a vacinação contra influenza anual,
vacinação contra COVID-19 e pneumonia conforme recomendação vigente, controle
adequado da asma e da rinite e higiene frequente das mãos.
A
doutora Camila também ressalta que é necessário manter os ambientes ventilados,
higienizar as mãos frequentemente, evitar contato próximo com pessoas gripadas,
cobrir o nariz e boca ao tossir ou espirrar, manter uma boa hidratação, dormir
adequadamente, manter alimentação equilibrada, evitar exposição à fumaça de
cigarro e queimadas, e manter corretamente o tratamento de doenças
respiratórias crônicas.
A
pneumologista ressalta que gripes leves podem ser tratadas com repouso e sono,
já em casos graves, é necessário consulta médica. “É importante destacar que
nem toda tosse ou febre precisa de antibiótico. Muitas infecções respiratórias
são causadas por vírus e melhoram apenas com medidas de suporte. O uso
inadequado de antibióticos aumenta a resistência bacteriana e pode trazer
efeitos adversos importantes”, concluiu.

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