Dados
do Ministério da Saúde mostram crescimento de 135% nos diagnósticos da doença
em adultos nos últimos 18 anos; caso entre jovens aumentaram 56%
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26 de
junho é o Dia Nacional do Diabetes, uma doença tradicionalmente associada ao
envelhecimento, mas que tem sido diagnosticada cada vez mais cedo. Dados
inéditos do Ministério da Saúde mostram que o número de adultos com diagnóstico
da doença aumentou 135% nos últimos 18 anos, alcançando 12,9% da população
brasileira¹. No mesmo período, os casos de diabetes tipo 2 entre jovens adultos
cresceram 56%, indicando uma mudança gradual no perfil dos pacientes.
Para o Dr. Luiz Portari, professor da pós-graduação em
Endocrinologia da Afya Educação Médica São Paulo, a combinação de fatores como
sedentarismo, alimentação inadequada, excesso de peso, privação de sono e
estresse crônico tem contribuído para que o diabetes seja diagnosticado cada
vez mais cedo.
“Temos observado o surgimento de fatores de risco metabólicos em
faixas etárias cada vez mais precoces. Isso não significa que o diabetes deixou
de ser uma condição mais frequente entre pessoas mais velhas, mas mostra que
hábitos de vida adotados ao longo dos anos exercem influência importante sobre
o desenvolvimento da doença”, explica.
Além dos impactos para a saúde individual, o crescimento do número
de pessoas vivendo com diabetes reforça a importância de ampliar ações voltadas
à promoção da saúde e ao acompanhamento contínuo dos pacientes. Quando não
controlada adequadamente, a doença pode aumentar o risco de complicações
cardiovasculares, renais, oftalmológicas e neurológicas.
O diagnóstico precoce é um dos principais aliados para evitar
esses desfechos. Embora possa permanecer sem sintomas por longos períodos, a
diabetes pode se manifestar por meio de sinais como sede excessiva, aumento da
frequência urinária, fadiga persistente, visão embaçada e perda de peso não
intencional.
“Muitas pessoas convivem com alterações da glicemia sem perceber.
Por isso, a realização periódica de exames e o acompanhamento médico são
fundamentais, especialmente para quem possui histórico familiar, excesso de
peso ou outros fatores de risco”, destaca Portari.
O endocrinologista ressalta que a prevenção continua sendo uma das
ferramentas mais eficazes para reduzir o impacto da doença na população. A
adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de
atividade física, controle do estresse e sono adequado, contribui tanto para a
prevenção quanto para o manejo da condição.
“Os dados mostram uma mudança importante no perfil epidemiológico
do diabetes e reforçam a necessidade de estimular hábitos saudáveis desde a
infância. Quanto mais cedo a prevenção é incorporada à rotina, maiores são as
chances de reduzir fatores de risco e promover qualidade de vida ao longo do
tempo”, conclui Portari.
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