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sábado, 3 de janeiro de 2026

Brasil dobra consumo de ultraprocessados em 40 anos

Professor do curso de Nutrição da Estácio, Abelardo Lima, comenta avanço e alerta para riscos à saúde

 

Uma coletânea de artigos publicada na revista científica The Lancet, em novembro, aponta um crescimento expressivo no consumo de alimentos ultraprocessados em diversas regiões do mundo. No Brasil, a participação desses produtos na dieta mais que dobrou nas últimas quatro décadas, saltando de 10% para 23%. O movimento também ocorreu em outros países: na Espanha, as compras de ultraprocessados quase triplicaram em 30 anos, passando de 11% para 31,7%, enquanto no Canadá o aumento foi de 24,4% para 54,9% ao longo de oito décadas. 

Para especialistas em saúde pública, esses números evidenciam uma mudança mundial no padrão alimentar, com forte substituição de alimentos frescos por produtos industrializados de baixo valor nutricional. O nutricionista e professor do curso de Nutrição da Estácio, Abelardo Lima, reforça que o cenário brasileiro exige atenção urgente. 

“O aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, que ascendeu de 10% para 23% da dieta brasileira nas últimas quatro décadas, representa um desafio significativo para a saúde pública no Brasil. Essa tendência se manifesta em um aumento crescente de casos de obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes e hipertensão crônica, além de distúrbios do trato digestivo. Tal cenário está intimamente ligado ao consumo elevado de aditivos alimentares, corantes, conservantes, alto teor de sal, açúcares simples adicionados e gorduras saturadas presentes nesses produtos.”, afirma. 

Segundo Abelardo, esse padrão alimentar impacta diretamente a saúde da população, devido à combinação de baixa qualidade nutricional e alta densidade calórica. Para enfrentar a situação, ele defende a adoção das recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira, com foco em alimentos in natura e minimamente processados. 

“Essa abordagem, resumida na expressão ‘desembalar menos e descascar mais’, promove o consumo de alimentos com maior valor nutricional, ricos em nutrientes essenciais e com menor densidade calórica, favorecendo uma melhor distribuição de carboidratos, proteínas e gorduras e, consequentemente, um impacto positivo na saúde”, explica. 

O nutricionista destaca ainda a influência da praticidade na escolha dos ultraprocessados. “O planejamento alimentar é crucial nesse contexto. A facilidade de acesso aos ultraprocessados contrasta com a necessidade de preparar alimentos frescos. Dedicar tempo ao planejamento semanal das refeições é essencial para garantir escolhas alimentares conscientes e promover a saúde a longo prazo”, pontua.



Estácio
estacio.br


De Gen Z a 40+: novas gerações redefinem o consumo de bem-estar no Brasil

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Puravida observa que cada geração se conecta à suplementação por razões distintas, da estética com propósito à busca por vitalidade e longevidade  

 

O consumo de suplementos e produtos naturais no Brasil deixou de seguir uma lógica única. O que antes era associado a um público restrito ou a rotinas esportivas, hoje atravessa faixas etárias, estilos de vida e propósitos diversos.  
 
Segundo dados da consultoria Grand View Research, o mercado global de suplementos alimentares deve crescer em média 8,9% até 2033, alcançando cerca de US$ 414 bilhões. No Brasil, ainda segundo a consultoria, o setor movimenta aproximadamente US$ 4,6 bilhões e projeta expansão anual de 9,5% até 2030, impulsionada pelo acesso à informação e pela valorização do autocuidado. 

A Puravida, marca referência em nutrição natural e clean label, observa que essa evolução reflete um novo comportamento de consumo: cada geração encontra na suplementação uma motivação diferente. De jovens que buscam estética com propósito a adultos que priorizam vitalidade e longevidade, o bem-estar se tornou uma linguagem comum e plural. 

“Nos últimos anos, o consumidor de bem-estar deixou de ser uma persona única. Hoje, cada geração se relaciona com a saúde de forma diferente, e nosso papel é compreender essas nuances para oferecer soluções reais, sem modismos, mas com propósito e consistência”, afirma Rafael Pizzato, CEO da Puravida. 

Entre os mais jovens, o interesse por suplementos surge como extensão de um estilo de vida pautado em propósito, estética consciente e performance. O grupo entre 18 e 25 anos, que representa parte relevante dos novos consumidores da categoria, enxerga o autocuidado como forma de expressão individual e busca produtos com formulações naturais, linguagem acessível e valores éticos.  

Essa tendência se reflete em itens como o Collagen Protein Língua de Gato, que combina colágeno e proteína de alta qualidade com sabor indulgente, e o Collagen Pro Body Support, voltado ao público que alia rotina fitness a cuidado estético, ambos desenvolvidos para equilibrar desempenho e bem-estar. 

Entre 26 e 39 anos, prevalece a lógica da prevenção e do equilíbrio. Essa geração concilia rotina profissional intensa, prática esportiva e atenção à longevidade. Ela busca praticidade e constância, suplementos que simplifiquem o dia e reforcem energia, imunidade e recuperação física. Fórmulas como o Power Coffee, que reúne café, TCM e colágeno, e o Blue Calm, à base de nutrientes que favorecem o relaxamento, ganharam espaço com esse público, hoje um dos mais ativos da base de clientes da Puravida. 

Acima dos 40 anos, a suplementação assume um papel de continuidade e vitalidade. O foco está em produtos que apoiem a saúde óssea, hormonal e muscular, auxiliando na manutenção da energia e da qualidade de vida. Esse grupo vem impulsionando o mercado de longevidade saudável e ampliando a procura por soluções naturais, um movimento acompanhado pela Puravida com categorias como Ômega 3, Magnésio Quelato e colágenos específicos para suporte articular e ósseo. 

“Acreditamos que saúde é um tema geracional e coletivo. Por isso, buscamos dialogar com públicos que vão do jovem que valoriza performance ao adulto que quer preservar vitalidade. O importante é entender que cada jornada de cuidado é única”, complementa Rafael Pizzato.  



Puravida
www.puravida.com.br


Câncer de rim: estudo aponta aumento de sobrevida com nova terapia combinada

 

Resultados reforçam a importância de monitorar sintomas e do bem-estar do paciente durante o tratamento

 

O câncer de rim é considerado uma doença silenciosa, visto que seus sintomas geralmente se manifestam apenas em estágios avançados - quando já pode ter ocorrido metástase para os pulmões (mais frequentes), ossos (35% a 40%) ou fígado. O carcinoma de células renais (CCR) é o tipo mais comum de câncer de rim e, segundo dados do Ministério da Saúde, há uma incidência de mais de 10 mil novos casos a cada ano no Brasil. Nesse cenário, tratamentos que não apenas prolongam a vida, mas também mantêm a qualidade de vida, são de extrema importância para os pacientes, especialmente os metastásticos. Nesse contexto, um estudo clínico internacional de fase III, o CheckMate 9ER, conduzido com pacientes com CCR avançado ou metastático previamente não tratado, demonstrou que a terapia combinada de cabozantinibe e nivolumabe mais do que dobrou a sobrevida livre de progressão para 16,4 meses, em comparação com os 8,3 meses do tratamento padrão. 

Uma análise complementar do estudo CheckMate 9ER - que visava compreender a relação entre qualidade de vida e desfechos clínicos - também revelou que sintomas como dor óssea e distúrbios do sono, quando surgem logo no início do tratamento, impactam negativamente a qualidade de vida dos pacientes. Esses achados reforçam a importância de monitorar precocemente os sintomas e considerar o bem-estar global do paciente como parte essencial do manejo clínico. 

Para Luciana Holtz, fundadora e presidente do Instituto Oncoguia, os dados deste estudo complementar chamam atenção para a necessidade de olhar além da eficácia dos medicamentos. “O câncer renal muitas vezes chega sem avisar. Quando os sintomas aparecem, já afetam profundamente a vida do paciente. Esse estudo mostra que precisamos garantir que os cuidados não se restrinjam ao tumor, mas contemplem também o bem-estar físico e emocional do paciente em todas as fases”, avalia. 

Nesse contexto, uma pesquisa qualitativa realizada pelo Oncoguia, lançada este ano, ouviu pacientes com câncer de rim avançado de diferentes regiões do Brasil, todos em tratamento na saúde suplementar. Estruturado em quatro blocos - diagnóstico, início do tratamento, tratamento contínuo e vivendo com a doença - o estudo buscou compreender a experiência, os sentimentos e os aprendizados desses pacientes. “Um dos principais achados foi que a falta de informação sobre o câncer de rim é quase total entre os pacientes, mesmo após o diagnóstico. Esse desconhecimento atrasa suspeitas, dificulta decisões e aumenta o medo, com reflexos diretos na qualidade de vida. Já aqueles que se sentem acolhidos, bem informados e confiantes tendem a aderir melhor ao tratamento”, aponta o levantamento. 

A pesquisa também mostrou que o papel do médico é essencial e vai além do atendimento em consultório. “Na maioria dos relatos, a decisão médica foi quase sempre unilateral, reforçando a importância da escuta ativa por parte dos profissionais, principalmente em casos mais graves. Os pacientes precisam não apenas de explicações claras sobre as possibilidades disponíveis de tratamento, mas também de acolhimento, diálogo e presença. Assim, melhoramos a experiência do paciente e conseguimos promover modelos de cuidado humanizado, que considerem o corpo, mente, cotidianos e burocracias envolvidas em cada etapa”, destaca a presidente do Instituto Oncoguia. 

Na avaliação de Luciana, todos esses achados oferecem novas possibilidades para a personalização do cuidado. “A identificação dos diferentes perfis de sintomas ajuda médicos e pacientes a tomar decisões mais assertivas. Quando reconhecemos precocemente os sinais que afetam a qualidade de vida, conseguimos agir de forma mais rápida e efetiva. É uma forma de darmos voz aos pacientes, parte essencial desse processo”, explica.

 

Diagnóstico precoce do CCR ainda é um desafio 

O carcinoma de células renais tem incidência duas vezes maior em homens do que em mulheres e pico entre 60 e 70 anos.1 De acordo com Fábio Schutz, oncologista clínico e coordenador médico do serviço de oncologia clínica do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, o desenvolvimento do CCR costuma estar associado a uma combinação de fatores de risco. “Entre os principais fatores de risco para o câncer de rim estão o diabetes, a obesidade, a hipertensão, o tabagismo e as doenças renais crônicas ou inflamações renais persistentes”, explica. 

O especialista destaca ainda que, por ser uma doença silenciosa, ela muitas vezes é descoberta de forma incidental, durante exames solicitados por outros motivos. Quando surgem, os sintomas mais comuns incluem dor lombar persistente, sangue na urina, perda de peso não intencional e fadiga. Em fases mais avançadas, podem aparecer dores ósseas e dificuldade para respirar. Na maioria dos casos, quando os sinais clínicos se manifestam, a doença já está em estágio avançado, incluindo possível metástase. “Infelizmente, ainda não existe protocolo específico de rastreamento para o câncer renal, o que torna a detecção precoce um desafio”, completa Luciana. 

O tratamento depende da progressão da doença. “Quando o tumor está restrito ao rim, a cirurgia é a principal abordagem, com a retirada parcial do órgão sempre que possível. Em situações específicas, técnicas menos invasivas, como ablação por radiofrequência ou crioterapia, também podem ser utilizadas. Nos casos metastáticos, terapias sistêmicas, incluindo medicamentos orais anti-angiogênicos e as imunoterapias com inibidores de checkpoints imunológicos têm papel essencial. Além disso, o acompanhamento multidisciplinar, envolvendo oncologistas, urologistas, radioterapeutas, enfermeiros e outros profissionais, é fundamental para oferecer tratamento coordenado e suporte integral ao paciente”, conclui Schutz.


Filhos de pais com enxaqueca têm 50% de chance de herdar a doença

Pesquisas recentes com o DNA de milhares de pessoas com e sem enxaqueca identificaram mais de 180 variações genéticas associadas à condição 

 

A enxaqueca é uma doença genética multifatorial, em que diversos genes combinados com fatores ambientais aumentam o risco de desenvolvimento da doença, que tende a se repetir na família. Se um dos pais sofre de enxaqueca, o filho tem 50% de chance de também ter a condição. 

Segundo a neurologista Thais Villa, médica especialista no tratamento da enxaqueca e fundadora do Headache Center Brasil, clínica pioneira no país nos cuidados integrados da doença, pesquisas recentes analisaram o DNA de milhares de pessoas com e sem enxaqueca e identificaram mais de 180 alterações genéticas (SNPs) associadas à condição. 

“Essas variações afetam áreas do cérebro que controlam a regulação de múltiplos neurotransmissores, o funcionamento cerebral, a percepção da dor, as funções cognitivas e a regulação do humor. Isso significa que ter predisposição genética não é sentença, mas que o cérebro da pessoa com enxaqueca é mais sensível”, explica Thais Villa. 

A doença é caracterizada por um cérebro hiperexcitado em sofrimento. Irritabilidade, oscilações de humor, déficit de atenção, insônia, náusea e vômitos, dor na cervical, transtorno de ansiedade, sensibilidade à luz, cheiros e sons, entre outros sinais podem estar presentes durante uma crise de enxaqueca. Popularmente conhecida como dor de cabeça, a cefaleia é o sintoma mais comum da doença. 

“A enxaqueca é uma doença. A dor de cabeça é um sintoma, assim como a febre, por exemplo. Por ser uma doença de causa hereditária, a enxaqueca não tem cura, e vai acompanhar o paciente desde o nascimento até o fim da vida. Ter acesso ao diagnóstico correto e ao tratamento multiprofissional, atento a todas as variáveis dessa doença tão complexa, vai conduzir o paciente de forma segura a fim de não agravar ainda mais os sintomas da enxaqueca ou trazer outras complicações à vida da pessoa”, orienta a neurologista.

 

Botox para tratar a enxaqueca 

Uma das grandes descobertas no tratamento preventivo da enxaqueca crônica, com resultados cientificamente comprovados, é a aplicação da toxina botulínica, popularmente conhecida como botox. A substância bloqueia a liberação de certos neurotransmissores responsáveis por levar a informação da dor ao cérebro. O tratamento também utiliza medicamentos produzidos a partir de anticorpos monoclonais anti CGRP, com bom perfil de tolerabilidade e quantidade de efeitos colaterais bastante baixa, que cuidam de diversos sintomas da doença. 

A enxaqueca atinge cerca de 15% da população mundial, segundo a Organização Mundial de Saúde. No Brasil, a estimativa é que 30 milhões de pessoas sofram com a doença. 

 


Dra Thaís Villa (CRM 110217) - Neurologista especialista no diagnóstico e tratamento da enxaqueca. Doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e Pós-Doutorado pela Universidade da Califórnia (UCLA) nos Estados Unidos. Idealizadora do Headache Center Brasil, clínica multiprofissional pioneira e única no país no diagnóstico e tratamento integrado das dores de cabeça e da enxaqueca. Professora de Neurologia e Chefe do Setor de Cefaleias na UNIFESP (2015 a 2022). Membro Titular da Academia Brasileira de Neurologia. Membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia. Membro do Conselho Consultivo do Comitê de Cefaleias na Infância e Adolescência da International Headache Society. Atua exclusivamente na pesquisa e atendimento de pacientes com dor de cabeça, no diagnóstico e tratamento da enxaqueca, enxaqueca crônica, cefaleia em salvas e outras cefaleias em adultos e crianças. Palestrante convidada em congressos nacionais e internacionais.


Headache Center Brasil
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Instagram: @headache_center_brasil



Mãe de primeira viagem? Saiba reconhecer os sinais de fome do bebê e outros recados importantes que ele tenta dar


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Comportamentos simples ajudam a entender necessidades do recém-nascido e tornam a maternidade mais leve e conectada, segundo especialista 

 

Nos primeiros dias com o recém-nascido no colo, muitas mães vivem um misto de alegria, insegurança e dúvidas. Afinal, se ainda não existe uma linguagem verbal estabelecida, como entender o que o bebê realmente precisa?

Para além do choro, que costuma ser interpretado como a primeira forma de comunicação, os pequenos dão diversos sinais sutis que revelam fome, cansaço, desconforto ou a necessidade de aconchego. Reconhecer esses indícios é um passo importante para fortalecer o vínculo e dar mais confiança às mães de primeira viagem.

Para ajudar nesse caminho, Graziela Abdalla, gerente assistencial do Hospital Maternidade Paulino Werneck, no Rio de Janeiro, compartilha dicas práticas e comportamentos que facilitam o dia a dia das famílias.

 

Antes de chorar: os primeiros sinais de fome que quase passam despercebidos

Segundo ela, é importante observar o bebê ainda em estado de tranquilidade. “A fome raramente começa com o choro. Antes disso, o bebê dá sinais claros: movimenta a cabeça de um lado para o outro, leva as mãos à boca, estica a língua, suga os lábios ou faz pequenos sons de sucção”, explica.

Esses gestos, conhecidos como “sinais precoces de fome”, ajudam a iniciar a amamentação de forma mais tranquila, sem que o bebê esteja agitado, o que facilita a pega e reduz a ansiedade da mãe.

“Ao reconhecer esses indícios logo no início, o momento da amamentação tende a ser mais confortável e eficiente”, completa a especialista.

 

Nem sempre é fome: como interpretar outras necessidades do recém-nascido

Além da busca natural por alimento, o bebê usa o corpo para comunicar diferentes necessidades. Alguns exemplos:

  • Sono: movimentos lentos, bocejos, olhar perdido e o clássico “esfregar dos olhos”.
  • Desconforto: corpo arqueado, expressão de irritação ou pernas encolhidas podem indicar cólica, calor, frio ou fralda molhada.
  • Estímulo excessivo: virar o rosto para o lado oposto, abrir os dedos ou ficar mais rígido podem ser sinais de que o bebê precisa de uma pausa do ambiente.
  • Necessidade de aconchego: movimentos agitados, busca pelo colo ou inquietação quando colocado no berço mostram que ele precisa de presença e contato.

“É importante lembrar que o bebê não manipula: ele apenas comunica. Quanto mais atentos estamos aos pequenos sinais, mais conseguimos antecipar suas necessidades e criar um ambiente seguro, amoroso e previsível”, reforça.

 

O poder do toque e do acolhimento: estratégias para o dia a dia

Além da observação atenta, algumas práticas simples ajudam a criar uma rotina mais tranquila para o recém-nascido. O contato pele a pele, por exemplo, favorece a regulação da temperatura e da frequência cardíaca, ao mesmo tempo em que transmite segurança.

A voz calma e constante da mãe, por sua vez, funciona como um importante recurso de conexão, reforçando a sensação de acolhimento. A especialista acrescenta que também é importante manter o ambiente com pouca luz, ruídos amenos e movimentos suaves, o que contribui para um clima de conforto. Já a adoção de ritmos previsíveis, como organizar banho, troca e alimentação em sequência, ajuda o bebê a compreender a rotina e favorece seu bem-estar geral.

“O segredo não está em acertar sempre, mas em construir uma relação contínua de troca. A maternidade é um aprendizado diário, e cada bebê tem seu próprio jeito de se comunicar”, afirma.

 

Dicas especiais para mães de primeira viagem

Segundo Graziela, mães de primeira viagem podem se sentir mais seguras quando entendem que a relação com o bebê se constrói no dia a dia. Ela ressalta que observar a criança por alguns segundos antes de agir é um bom ponto de partida, pois permite identificar padrões e entender como cada necessidade costuma se manifestar.

Além disso, a mãe pode anotar os sinais recorrentes do seu bebê, o que ajuda a organizar rotinas e reconhecer preferências que, muitas vezes, passam despercebidas na correria dos primeiros dias. Vale destacar que confiar no próprio instinto é fundamental, já que elas, naturalmente, desenvolvem sensibilidade para interpretar o comportamento dos filhos.

A profissional reforça, ainda, que praticar o autocuidado e pedir ajuda quando necessário faz parte da experiência e fortalece a rede de apoio, elemento essencial nesse período.

“Uma mãe descansada consegue perceber os sinais do bebê com mais clareza e responder a eles com maior tranquilidade”, salienta.

 

Uma maternidade mais leve e conectada

Compreender a linguagem dos pequenos não exige fórmulas rígidas, apenas presença, paciência e observação. O principal é entender que cada interação fortalece o vínculo. “Quando a mãe começa a reconhecer esses sinais, ela ganha confiança, o bebê se sente atendido e ambos constroem uma relação muito mais harmoniosa”, finaliza.

 

Hospital Maternidade Paulino Werneck


CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
cejamoficial


A menopausa, alimentação para o cérebro e ritmo de vida

Com o aumento da expectativa de vida e a atuação da mulher na sociedade, a menopausa passa a ter cada vez mais importância no dia a dia
 

Livros como “A menopausa e o cérebro” da neurocientista Lisa Mosconi se propõe a discutir um outro lado da menopausa, nada ligado à simples ginecologia e vem fazendo muito sucesso. Mas ele apenas revela o que ficou escondido por tanto tempo: a menopausa é um período da vida humana, no caso, da vida da mulher, e por isso não pode ser lido apenas como um problema de uma especialidade médica.

Durante séculos, a mulher teve sua importância dentro da sociedade relativizada. E dessa forma, todas suas questões.

Com as conquistas políticas e sociais do sexo feminino, a mulher passou a ocupar mais lugares e a evolução da medicina permite que ela ocupe esses lugares por mais tempo. Isso faz com que, finalmente, a menopausa mereça entrar em discussão.

Recentemente tivemos a discussão sobre o quanto a reposição hormonal foi culpabilizada por dezenas de problemas de saúde, notadamente o câncer de mama. E isso é muito bom, pois a reposição hormonal tem transformado a vida de mulheres que sofriam com os efeitos da menopausa.

É importante lembrar que os problemas de saúde da mulher não começam somente quando o fluxo menstrual para definitivamente. O climatério começa por volta dos 40 anos já mudando várias coisas na vida da pessoa e, por isso, as mulheres vêm se preocupando cada dia mais com sua saúde, mais cedo.

E isso pode ser por questões como a resposta ao etarismo: ninguém mais se aposenta aos 40 e poucos anos. “A vida começa aos 50!” tem sido bradado por aí.

Para a ginecologista e especialista do Instituto da Menopausa do Hospital Moriah, Carolina Ambrogini, “a mulher passa por uma reflexão nesse período, porque ela vê o seu tempo passando e começa a avaliar sua vida toda. A menopausa causa divórcios.”. Essa afirmação está longe de ser uma generalização para a médica, mas vai ao encontro do grey divorce – onda de separações que acontecem quando os filhos do casal crescem e não vêem mais razão para ficarem juntos.

Por isso que a menopausa está bem longe de ser um problema apenas para discutir com o ginecologista.

Sim, tudo começa com o estrogênio que é um modulador do sistema nervoso central e a menopausa é a queda e ausência desse hormônio no corpo da mulher. A queda da produção do estrogênio afeta os neurotransmissores e faz com que o cérebro meio que “entre em surto”. “A principal consequência é o esquecimento, essa névoa mental, que é muito ruim porque a mulher tem uma queda da produtividade e isso afeta a autoestima. Por outro lado, como a falta de estrogênio bagunça os neurotransmissores, a mulher fica mais suscetível a ter depressão e irritabilidade, trazendo muitos conflitos familiares, no ambiente de trabalho e isso é sofrido para a mulher”, completa Ambrogini.

É aí que entra a reposição hormonal e o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar e onde o olhar do ginecologista – profissional fundamental nessa fase – deve ser múltiplo também. Os comprimidos, adesivos, géis podem ajudar sobremaneira, mas precisam ser muito bem personalizados. E há outras recomendações que precisam ser dadas às mulheres, mesmo antes da menopausa em si.

“Toda atividade física é melhor que nenhuma, então toda mulher tem que ter seus 150 minutos semanais. Porém, a atividade ideal para a menopausa é a que tenha exercícios resistidos, como musculação, Pilates e ioga.”, recomenda a médica, pois o envelhecimento traz a perda de massa muscular e a tendência a engordar. “Sabemos que a quantidade de músculos também tem relação com demência, principalmente de membros inferiores”, alerta Carolina Ambrogini.

Mas e as mulheres que tiveram câncer de mama? Como ficam, sem poder fazer a reposição hormonal? Porque a terapia hormonal foi inocentada de causar o câncer, mas ter tido câncer de mama é uma condição incompatível com repor os hormônios. Isso porque a grande maioria dos tumores de mama se alimentam do estrogênio.

Essas mulheres precisam ainda mais do olhar individual porque o seu tratamento deve ser ainda mais multidisciplinar. Se não podem fazer a reposição hormonal, têm que buscar o bem-estar através do exercício físico, da alimentação e do sono. “Sabemos que a menopausa afeta bastante o sono, então a mulher tem que ter uma higiene do sono adequada. Se ela tem muitas ondas de calor, sabemos que alguns antidepressivos ajudam e também, nos próximos anos, está para ser aprovada pela Anvisa uma nova droga não hormonal específica para os fogachos. E temos que fazer uso das opções naturais como a amora, cimicífuga e outros fitoestrogênios, com o acompanhamento médico. Lembrando que a mulher que teve câncer de mama não pode usar as isoflavonas, presentes na soja, por exemplo”, inclui Ambrogini.

Mas quais mulheres podem ou não ser beneficiadas pela reposição hormonal? Não existe uma resposta segura. O que existe é a individualização do tratamento. Se todas as medidas não medicamentosas não surtem efeito para essa mulher ter uma vida mais produtiva e saudável, devemos buscar os remédios que vão ajudar. “Para aquela mulher que teve um câncer de mama que não é hormônio dependente, ou seja, o triplo negativo, já existem estudos que levantam a possibilidade delas fazerem a reposição hormonal, mas ainda não está consolidado pela literatura médica, então, se você seguir a Sociedade Brasileira de Mastologia, qualquer câncer de mama é uma contra-indicação. Mas a ciência está buscando respostas.”, inclui a médica.

Da mesma forma, mulheres que tiveram câncer de endométrio e de ovário podem ter no estrogênio o fator de estímulo das células malignas. Diferente de quem teve o câncer de colo de útero, que não tem essa dependência, liberando para a reposição. Por isso, o olhar tem que ser tão particular.

O mais importante é que a mulher pode ter uma vida melhor, com seu cérebro protegido e sua continuidade dentro da sociedade garantida apesar da sua idade. E fazendo da sua idade, justamente a sua importância.

 

Férias de Verão exigem atenção à saúde ocular


Médico oftalmologista explica como prevenir situações comuns dessa época do ano
 

 

Exposição ao sol, uso prolongado de telas, ambientes climatizados e lazer em praias e piscinas são cenas típicas das férias de Verão, mas podem trazer riscos à saúde ocular. Por isso, os olhos exigem atenção redobrada nessa época. Para garantir a diversão de todos no período de descanso, o médico oftalmologista do Oftalmos, hospital de olhos, Fernando Ramalho, explica os principais cuidados para manter a visão saudável na estação mais quente do ano:

 

  1. O uso prolongado de telas nas férias pode prejudicar a visão? Como minimizar esses efeitos?
    Especialmente no período de férias, quando as pessoas não estão estudando nem trabalhando, é importante saber que é necessário minimizar o uso de telas, pois esse hábito pode gerar sintomas como olho seco e ardor ocular. Para evitar essa exposição excessiva, é fundamental fazer intervalos. Planeje horários para outras atividades, como exercícios, momentos ao ar livre, e períodos específicos para o uso das telas, evitando permanecer diante delas por tempo prolongado de forma desnecessária. 

 

  1. Nessa época usamos muito o ar-condicionado. Quais os sinais de alerta para olho seco e como preveni-lo em ambientes climatizados?
    Como o ar-condicionado resseca o ar do ambiente, ele pode causar a sensação de olho seco. O ideal é evitar permanecer por muito tempo em locais climatizados e usar colírios lubrificantes. Outra medida importante é manter a hidratação do corpo, principalmente diante da exposição ao sol mais intenso. 

 

  1. Areia nos olhos é um problema frequente na praia. O que fazer imediatamente e quando procurar um médico?
    Durante o Verão, é muito comum as pessoas passarem bastante tempo na praia, desde crianças, adolescentes e até adultos, em brincadeiras, corridas, jogos e outras atividades que levantam areia e, com isso, os grãos podem atingir os olhos. A primeira providência é lavar com água mineral em abundância e evitando esfregar. Se o incômodo persistir, não leve as mãos aos olhos e procure atendimento de médico oftalmologista para uma remoção adequada. 

 

  1. A exposição ao sol pode causar danos aos olhos?
    Em relação à radiação ultravioleta e solar, é fundamental usar óculos escuros de boa qualidade, com filtro UV, para proteção e prevenção de danos. Óculos escuros de má qualidade podem provocar queimaduras, além de não protegerem os olhos. Assim como usamos protetor solar para a pele, devemos usar os óculos escuros para cuidar da visão. 

 

  1. Conjuntivite tende a aumentar no Verão? Quais medidas ajudam a evitar o contágio?

No Verão, as pessoas costumam sair mais, frequentar lugares com aglomeração, praias, bares lotados e ambientes fechados, fatores estes que aumentam o risco de contágio. A conjuntivite é comum nessa época e altamente transmissível, pois uma pessoa contaminada pode infectar várias outras no mesmo local. Por isso, é necessário lavar as mãos com frequência e não tocar os olhos. 

 

  1. Quais cuidados são recomendados para quem vai dirigir longas distâncias?
    Em viagens longas, é essencial fazer pausas em locais seguros para descansar e evitar o cansaço ocular. Também é importante manter-se hidratado e, se necessário, usar colírios lubrificantes para conforto durante o trajeto. 

 

  1. É verdade que piscinas aumentam o risco de irritações e infecções nos olhos? Como se proteger?
    Sim. É importante evitar abrir os olhos debaixo d’água, pois as piscinas costumam estar mais cheias nessa época e podem conter bactérias ou produtos químicos em excesso. Além de causar irritação, há risco de infecções. Para quem deseja abrir os olhos debaixo d’água, recomenda-se o uso de óculos para mergulho, evitando contato direto com a água. 

 

  1. Quais são os principais cuidados específicos com os olhos das crianças?
    Na praia, é necessário ter cuidado com o excesso de sol e com areia nos olhos. Como as crianças passam muito tempo brincando à beira-mar, ficam mais vulneráveis aos riscos mencionados. 

 

  1. Quais hábitos simples podem ajudar a manter a saúde ocular mesmo em períodos de descanso e lazer?
    Manter hábitos saudáveis, como hidratar-se, usar colírios lubrificantes quando necessário, evitar tocar os olhos e proteger-se do sol. A saúde ocular é essencial para a qualidade de vida. A visão é um bem precioso e, quanto mais cuidados forem adotados, melhores as chances de aproveitar as férias sem problemas. O segredo é lembrar sempre da prevenção.

 

Oftalmos Hospital de Olhos  

Fonte: Oficina das Palavras – Comunicação para Negócios 

 

Manual de Sobrevivência 2026: Estratégias Práticas para Adultos com TDAH e Autismo

Com o aumento expressivo dos diagnósticos tardios de TDAH e Autismo na vida adulta, a comunidade médica alerta: entender o diagnóstico é apenas o primeiro passo; o desafio real é o manejo diário. Diante disso, o Dr. Matheus Trilico, neurologista referência em TEA e TDAH em adultos, elaborou o "Manual de Sobrevivência para 2026". Este guia não é sobre "consertar" quem você é, mas sobre equipar seu cérebro com as ferramentas certas para viver em um mundo que não foi desenhado para ele.

Segundo o Dr. Matheus Trilico, muitos adultos iniciam o ano com uma sensação de "dívida moral" por não conseguirem manter a consistência exigida socialmente. "A proposta deste manual é substituir a culpa pela estratégia. Quando entendemos que a inconsistência não é falha de caráter, mas uma oscilação de função executiva, paramos de lutar contra o cérebro e começamos a negociar com ele", afirma o especialista.

Abaixo, o neurologista detalha os quatro pilares de sobrevivência para 2026, com ações práticas para implementação imediata.


1. A Rotina como Estrutura de Apoio

Para o cérebro neurodivergente, a rotina não deve ser uma prisão rígida, mas uma estrutura de segurança que reduz a necessidade de tomada de decisão constante. O Dr. Trilico explica que o objetivo é automatizar o básico para poupar energia para o complexo.

A Tática de Sobrevivência: "Ancoragem de Hábitos" Em vez de tentar criar uma rotina do zero em 2026, o Dr. Matheus sugere a técnica de ancoragem: "Nunca deixe um hábito novo solto no ar. Amarre-o a algo que você já faz".

  • Exemplo Prático: Se você precisa tomar medicação e sempre esquece, coloque o frasco dentro da xícara de café que você usa toda manhã. O hábito de tomar café (âncora) puxa o hábito da medicação.
  • A Regra dos 2 Minutos: Nos dias difíceis, a meta não é fazer o exercício todo, é apenas "colocar o tênis". Reduza a barreira de entrada para vencer a inércia inicial típica do TDAH.

2. Ambiente Adaptado: Reduzindo o Esforço Mental

"O ambiente é a primeira linha de tratamento que não envolve remédios", destaca o Dr. Trilico. Para 2026, a ordem é parar de organizar para deixar a casa bonita e começar a organizar para ela funcionar. Pessoas com TDAH podem esquecer o que não estão vendo (se está na gaveta, deixa de existir), enquanto autistas podem sofrer com bagunça visual excessiva.

A Tática de Sobrevivência: "Pontos de Uso" e "Cestos de Organização Rápida". O manual sugere abandonar o perfeccionismo. A casa tem que servir você, e não o contrário.

  • Cestos de Organização Rápida: Espalhe cestos ou caixas pela casa para colocar tudo o que está fora do lugar. Isso limpa a bagunça visual rapidamente sem exigir a energia de guardar cada item na gaveta certa na hora.
  • Tenha Itens em Dobro: Pare de andar pela casa procurando o carregador de celular ou a tesoura. Tenha um item essencial em cada lugar que você usa (um carregador na sala, um no quarto). Isso elimina a distração de ter que procurar seus objetos.

3. Planejamento Realista: Focando no Curto Prazo

Uma das maiores dificuldades do TDAH é calcular quanto tempo as coisas levam e sentir a passagem das horas. O Dr. Matheus Trilico recomenda abandonar o planejamento anual detalhado, que gera ansiedade, e focar em períodos curtos, como "apenas esta semana".

A Tática de Sobrevivência: "Tornar o Tempo Visível" e o “Método 1-3-5”

  • Use Relógios Visuais: Prefira relógios de ponteiro ou timers visuais (aqueles que mostram uma fatia colorida diminuindo) em vez de relógios digitais. Ver o tempo "ocupando espaço" no relógio ajuda o cérebro a entender que a hora está passando.
  • Método 1-3-5: Em dias cheios, sua lista de tarefas deve ter apenas: 1 tarefa grande/urgente, 3 tarefas médias e 5 tarefas pequenas (como responder um e-mail). "Ao limitar a lista, evitamos aquela paralisia de olhar para um monte de afazeres e não saber por onde começar", ensina o médico.

4. Corpo e Cérebro: O Básico Não Negociável

Muitas vezes, o que parece ser uma piora nos sintomas de TDAH ou Autismo é apenas um corpo exausto. O Dr. Matheus alerta que autocuidado não é "dia de spa", mas sim manutenção biológica para evitar o colapso.

A Tática de Sobrevivência: "Combustível Mínimo" e "Alarme Reverso"

  • Alarme Reverso (Para o Sono): Em vez de colocar alarme apenas para acordar, coloque um alarme para começar a se preparar para dormir. O sono irregular é o maior inimigo da regulação emocional.
  • Hidratação Visual: Pessoas neurodivergentes frequentemente não sentem sede ou esquecem de beber água. Mantenha uma garrafa sempre no seu campo de visão. Se você não vê a água, você não bebe.
  • Pausas sem Culpa: Respeite seus limites sensoriais. Se o barulho ou a luz estão incomodando, sair do ambiente por 5 minutos não é frescura, é estratégia para não ter uma crise mais tarde.

5. Preservação de Energia: Respeitando seus Limites

Para adultos no espectro autista e com TDAH, a interação social e o excesso de estímulos custam caro. O Dr. Trilico reforça que 2026 deve ser o ano de respeitar os próprios limites, reduzindo o esforço excessivo para parecer "disponível" o tempo todo.

A Tática de Sobrevivência: "A Pausa de Segurança" e o "Kit de Conforto" Não espere chegar ao limite da exaustão para agir. Tenha planos prontos para se proteger.

  • Kit de Conforto (Sempre na mochila): Fones de ouvido (para abafar o som), óculos escuros e algo que ajude a aliviar a tensão (como uma bolinha antiestresse). Usar esses itens antes de se sentir mal ajuda a aguentar mais tempo em lugares cheios.
  • A Técnica da Pausa (Ganhe Tempo): Pessoas com TDAH tendem a dizer "sim" por impulso e se arrepender depois. Autistas podem ter dificuldade em negar na hora. A regra é: nunca responda na hora. Use frases padrão para ganhar tempo de pensar:
    • Para convites: "Vou verificar minha agenda e te confirmo até amanhã, pode ser?" (Isso te dá tempo de avaliar se você realmente quer e consegue ir, sem precisar se justificar na hora).
    • Para interrupções: "Posso te responder sobre isso depois? Preciso terminar um raciocínio aqui."

"Sobreviver a 2026 com qualidade não exige que você se torne outra pessoa. Exige que você seja, finalmente, um especialista em si mesmo. Use essas ferramentas como muletas: não para se vitimizar, mas para ir mais longe com menos dor", conclui o Dr. Matheus Trilico.



Dr. Matheus Luis Castelan Trilico - CRM 35805PR, RQE 24818. Médico pela Faculdade Estadual de Medicina de Marília (FAMEMA); Neurologista com residência médica pelo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC-UFPR); Mestre em Medicina Interna e Ciências da Saúde pelo HC-UFPR. Pós-graduação em Transtorno do Espectro Autista
Mais artigos sobre TEA e TDAH em adultos podem ser vistos no portal do neurologista: https://blog.matheustriliconeurologia.com.br/

 

Viagens: 9 dicas de saúde e primeiros socorros

Estradas cheias e aeroportos movimentados, cresce também a necessidade de redobrar a atenção com a própria saúde. Entre destinos de praia, campo e viagens internacionais, algumas atitudes simples fazem toda a diferença para evitar imprevistos e garantir que o descanso não vire dor de cabeça. 

Do cuidado com as vacinas às ações rápidas diante de cortes, queimaduras e engasgos, algumas medidas básicas podem ser decisivas. A médica Julie Muraro, clínica geral do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES) e também atuante no Centro Médico Integrado (CMI) do hospital, compartilhou dicas essenciais que servem de alerta e orientação.

 

1. Vacinas em dia

Antes de arrumar as malas, o ideal é revisar a carteira de vacinação. No verão, quando aumentam os deslocamentos, especialmente para áreas tropicais, algumas doses tornam-se ainda mais importantes. 

Segundo a médica, a vacina de febre amarela é essencial para viagens em áreas de risco do Brasil e outros países tropicais. Ela lembra também da necessidade de atualizar imunizações contra hepatite A, febre tifóide, gripe, difteria e tétano, além de sarampo, caxumba e rubéola - principalmente para quem vai ao exterior.
 

2. Monte um kit de primeiros socorros eficiente

Imprevistos acontecem, mas estar preparado evita que pequenos acidentes tomem proporções maiores. A especialista recomenda incluir itens básicos como curativos adesivos, gaze, esparadrapo, luvas descartáveis, solução antisséptica, termômetro, pinça e tesoura sem ponta. Medicamentos analgésicos, antialérgicos, antitérmicos e contra enjoo também ajudam a lidar com desconfortos comuns em deslocamentos. “Para passeios ao ar livre, trilhas e acampamentos, vale acrescentar manta térmica e até um apito para sinalizar necessidade de auxílio”, orienta. E atenção: viajantes com doenças crônicas devem levar remédios de uso contínuo e receitas atualizadas.

 

3. Pausas estratégicas a cada 2 a 3 horas

Quem viaja longas distâncias de carro ou ônibus deve incluir paradas no roteiro. O ideal, segundo a especialista, é fazer intervalos regulares para alongar o corpo e recuperar a atenção.

Ignorar essa pausa pode favorecer cansaço, mal-estar e perda de reflexos. “As paradas ajudam a melhorar a circulação, evitar fadiga e manter o foco ao volante”, reforça Dra. Julie.

 

4. Sol forte e altas temperaturas: proteção redobrad

No verão, a exposição ao sol se intensifica, assim como a desidratação também. O combo protetor solar e hidratação constante não é opcional. Vale reforçar o uso de chapéus e óculos com proteção UV. 

Em caso de queimaduras leves, a médica recomenda resfriar a área com água fria ou compressas suaves (inclusive de chá de camomila gelado) e hidratar a região. Se a dor persistir, é hora de procurar atendimento.

 

5. Como agir diante de pequenos cortes

Cortes leves são comuns em atividades de lazer. A médica explica que o primeiro passo é sempre higienizar bem as mãos antes de tocar o ferimento. Depois, lavar a área com água e sabão neutro ou soro fisiológico. Caso haja sangramento, faça pressão com gaze por 20 minutos e cubra com curativo. 

“Nunca tente remover objetos encravados, como cacos de vidro. Nesses casos, o correto é procurar atendimento imediato", alerta. Também é importante evitar o uso direto de algodão, já que as fibras podem aderir ao machucado.

 

6. Queimaduras leves: o que fazer na hora

Queimaduras por sol ou contato com superfícies quentes devem ser tratadas com resfriamento imediato. A água corrente por alguns minutos ajuda a reduzir a temperatura da pele. Em seguida, aplicar hidratante ou loção calmante. Beber bastante água acelera a recuperação. Se a dor for intensa ou persistir, é necessário procurar ajuda médica.

 

7. Engasgos: como agir de forma correta e segura

Um dos acidentes mais angustiantes é o engasgo. Antes de qualquer ação, é crucial ligar para o SAMU (192). Se a pessoa estiver consciente, incentive-a a tossir. Caso não funcione, use a manobra de Heimlich. “Posicione-se atrás da vítima, coloque um punho fechado acima do umbigo e faça compressões para dentro e para cima”, explica. Em gestantes ou pessoas obesas, a pressão deve ser feita no centro do peito. 

Se houver perda de consciência, iniciam-se imediatamente as compressões cardíacas até a chegada do socorro.
 

8. Picadas de insetos: quando se preocupar

Mosquitos, abelhas, vespas e formigas são mais comuns no verão. Na maioria dos casos, basta lavar o local, aplicar compressa fria e, se necessário, usar antialérgicos. Ao identificar o ferrão, remova com cuidado usando uma pinça e nunca esprema. Entretanto, picadas de escorpiões, aranhas e cobras exigem atendimento médico urgente.

 

9. Reação alérgica grave: sinais que exigem socorro imediato

Dificuldade para respirar, inchaço no rosto ou garganta, chiado no peito, tontura e sensação de desmaio são indicativos de um quadro de anafilaxia. “Esses sinais exigem atendimento médico imediato”, finaliza a médica.
 

 

Hospital Evangélico de Sorocaba

 

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