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sábado, 3 de janeiro de 2026

Mercado digital movimenta R$ 14 bi, mas negócios fecham cedo — especialista explica como escapar dessa estatística

Fundadora do Grupo Líbertas analisa armadilhas frequentes no mercado digital e aponta caminhos para negócios mais sustentáveis

 

O mercado brasileiro de negócios digitais movimentou mais de R$ 14 bilhões em 2024, segundo a Associação Brasileira de Marketing Digital (ABMD). Apesar do potencial, a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) revela que cerca de metade dos novos negócios fecha antes de completar três anos — cenário que no ambiente online costuma ser ainda mais desafiador, marcado por alta concorrência, mudanças rápidas e pela falta de estratégia consistente. Para Bettina Rudolph, fundadora do Grupo Líbertas e especialista em formação de empreendedoras digitais, boa parte desses fracassos se repete por erros básicos de condução.

“Empreender online não é diferente de empreender no físico: exige estratégia, posicionamento e consistência. Muitas mulheres desistem porque começam de forma desordenada, sem um método claro e sem acreditar no valor do próprio conhecimento”, afirma Bettina. É justamente para evitar esse ciclo que o Grupo Líbertas desenvolveu o ZD (Do Zero ao Digital) — um programa que ensina mulheres a transformar suas habilidades e experiências em produtos digitais estruturados e lucrativos.

A metodologia do programa abrange desde o posicionamento e construção de autoridade até estratégias de venda e lançamento. O objetivo é levar as alunas a faturarem seus primeiros R$ 100 mil em até 12 meses, com muitos casos alcançando esse marco antes do previsto. Um dos exemplos mais marcantes é o da médica Juliane Stall, que, em apenas dois meses de curso, faturou R$ 150 mil — mais do que ganhava em um ano como médica generalista plantonista.

Segundo a executiva, três erros são recorrentes entre iniciantes no digital:


  • Acreditar que não há conhecimento para vender: muitas empreendedoras subestimam suas experiências profissionais e de vida, deixando de enxergar que habilidades adquiridas — seja na área médica, na confeitaria, na advocacia ou em qualquer outro segmento — podem se transformar em produtos digitais de alto valor. Essa insegurança leva à paralisia ou a projetos superficiais, que não comunicam claramente o diferencial da empreendedora.

     
  • Começar por produtos de baixo valor, como e-books baratos, por medo de cobrar mais: ao optar por preços muito baixos para “testar” o mercado, a empreendedora reduz seu potencial de receita e atrai um público menos engajado. Além disso, dificulta validar se o modelo de negócio será realmente sustentável, já que os custos de produção, divulgação e suporte muitas vezes superam o faturamento.

     
  • Aplicar múltiplos métodos ao mesmo tempo: na busca por resultados rápidos, é comum que iniciantes misturem diferentes estratégias, cursos e técnicas sem seguir um plano até o fim. Isso fragmenta o foco, impede a análise real de resultados e atrasa o crescimento do negócio. O ideal, segundo Bettina, é escolher um único método, aplicar de forma consistente e ajustar apenas após avaliar os resultados. “Quando você escolhe uma estratégia, se aprofunda e executa até o fim, os resultados tendem a aparecer. O problema é que grande parte desiste no meio do processo”, explica.

Para Bettina, transformar conhecimento em um negócio digital lucrativo exige disciplina e foco. “Não existe fórmula mágica, mas existe método e ele começa quando você decide parar de pular de estratégia em estratégia”, reforça. Ela explica que, ao seguir um único caminho de forma consistente e manter uma comunicação genuína com a audiência, o empreendedor valida ideias com mais rapidez, evita desperdícios e constrói uma base sólida de clientes fiéis, em vez de se perder em tentativas aleatórias que dificilmente dão resultado.

 

5 dicas para organizar as finanças em 2026


O fim do ano é, naturalmente, o período em que os brasileiros mais gastam — entre festas, presentes e viagens de férias. Ao mesmo tempo, precisam se preparar para as despesas pesadas de janeiro, como IPVA, material escolar e seguros. Segundo o Datafolha, 43% da população não possui reserva financeira e 84% enfrentou alguma emergência no último ano, o que pode impactar as contas da virada para 2026. 

Para Breno Nogueira, especialista em fazer sobrar dinheiro e fundador da Escola do Breno — que já ajudou mais de 20 mil alunos a reorganizarem a vida financeira — o desafio não é só gastar menos, mas criar estratégias para isso. Ele listou 5 passos para atravessar dezembro e entrar em 2026 com as contas organizadas, com base no que mais funcionou entre seus alunos.

 

1. Trate o 13º como parte da renda — não como dinheiro extra
Para Breno, o maior erro é enxergar o décimo terceiro como bônus ou “dinheiro livre”. Ele deve entrar no planejamento do mês como parte do orçamento total, para ser distribuído entre contas, dívidas e compromissos futuros. “Quando a pessoa já contabiliza o 13º no orçamento, ela evita a sensação de folga e começa a tomar decisões melhores”, explica.
 

2. Priorize o débito
Breno reforça que o cartão de crédito é um dos maiores inimigos de quem está tentando reorganizar a vida financeira. “No cartão tudo sobe: a fatura, as milhas e a sensação de satisfação. No débito, o dinheiro realmente sai — e isso traz mais sensibilidade ao gasto”, diz.
 

Antes de comprar presentes, viajar ou aproveitar promoções, o ideal é amortizar dívidas com juros altos, como rotativo e cheque especial.

 

3. Reserve parte do dinheiro para as contas de janeiro
IPVA, material escolar, seguros e renovações chegam juntos e costumam comprometer boa parte do salário de janeiro. Destinar uma fatia do 13º especificamente para essas despesas previsíveis evita começar 2026 no vermelho.
 

4. Descubra seu limite diário de gastos (o ‘velocímetro’ financeiro)
Para quem quer reencontrar o controle, Breno recomenda um método simples: calcular quanto pode gastar por dia. É uma forma prática de balizar decisões diárias sem depender de planilhas complexas.
 

“Se a pessoa sabe que pode gastar R$ 100 por dia, ela entende rapidamente quando pode ou não fazer uma compra. É isso que cria sobra — e é com essa sobra que nasce a reserva financeira”, diz. 

A lógica funciona como um velocímetro: gasta mais hoje, reduz amanhã; gasta menos hoje, tem folga depois.
 

5. Cuidado com o ‘milagre financeiro’ e priorize a reserva de emergência
Quem está apertado costuma acreditar que um dinheiro extra — bônus, férias, herança ou o próprio 13º — vai “resolver tudo”. Para Breno, essa crença abre espaço para decisões ruins, dívidas novas e até golpes.
 

Em vez de apostar em retornos rápidos, o caminho é calcular o custo de vida e destinar parte desse dinheiro para formar a reserva de emergência. “Emergência não é se vai acontecer, é quando e quanto vai custar. A reserva é o amortecedor que impede que qualquer imprevisto derrube as suas finanças e seus planos”, afirma.

 


Breno Nogueira - especialista em finanças pessoais e fundador da Escola do Breno, iniciativa que ensina pessoas físicas a organizarem suas rendas e despesas, sair das dívidas e criar melhores hábitos financeiros. Diferente de quem foca em ensinar a investir, Breno acredita que o primeiro passo é fazer o salário sobrar no fim do mês. Para isso, utiliza métodos práticos e acessíveis — como sua Planilha do Breno, que em apenas um ano ultrapassou R$ 3 milhões em faturamento, e o App do Breno, lançado em outubro. Hoje, a Escola já impactou mais de 20 mil pessoas. Breno reúne mais de 900 mil seguidores nas redes sociais e é reconhecido pela linguagem simples e direta sobre como lidar melhor com o dinheiro.


Marketing conversacional: o diálogo como ativo estratégico da nova era digital

Em um mundo hiperconectado, a comunicação entre marcas e pessoas passa por uma transformação profunda. Não basta impactar o consumidor com mensagens bem segmentadas. É preciso escutar, responder e construir confiança. O marketing conversacional surge dessa virada cultural: um modelo de relacionamento que substitui o monólogo publicitário tradicional por conversas reais, personalizadas e mais humanas.

O comportamento digital confirma essa virada de chave. No Brasil, o usuário médio passa 9 horas e 9 minutos por dia acessando a internet — segundo dados consolidados até o terceiro trimestre de 2024. Mesmo com esse uso intenso, o consumidor não quer perder tempo com interações ineficientes ou mecanizadas. Em um cenário em que atenção e confiança se tornaram recursos escassos, o diálogo surge como a forma mais direta e eficaz de gerar valor.

Essa aproximação atende tanto a uma demanda emocional quanto racional. O consumidor quer saber com quem está falando e sentir que há alguém real do outro lado da tela. Por isso, o diálogo deixa de ser apenas uma etapa da jornada e se torna o próprio motor da conversão, construindo confiança e identificação — dois pilares da decisão de compra moderna.

Nos últimos anos, o WhatsApp consolidou-se como o principal canal dessa estratégia. De ferramenta de suporte, evoluiu para integrar mídia, vendas e relacionamento em tempo real. O relatório Tendências de Mensagens 2025, da Infobip, mostra que o uso do WhatsApp para troca de mensagens entre clientes e empresas cresceu 30,47% no Brasil. Globalmente, a tendência é ainda mais forte, com um aumento de 53,8% nas interações voltadas à compra, venda e atendimento. Esse crescimento reflete o amadurecimento do consumidor digital, que busca praticidade, resposta rápida e personalização e encontra no aplicativo um canal direto e confiável de comunicação com as marcas.

Um exemplo típico do varejo premium é substituir o “clique direto para o e-commerce” por um convite à conversa: durante o atendimento, o time envia fotos, responde dúvidas e entende preferências antes da compra. O resultado vai além das vendas: cria-se uma experiência consultiva e de confiança, que fideliza pela escuta, não apenas pela oferta.


Para aplicar essa abordagem, é essencial que as empresas planejem processos claros e mantenham uma comunicação empática. Integrações entre WhatsApp Business, CRMs, automações e agentes de inteligência artificial (IA) permitem organizar o fluxo de mensagens, registrar dados e oferecer respostas rápidas e personalizadas sem perder o toque humano, que dá sentido à conversa. A IA, nesse caso, atua como um apoio estratégico: automatiza o que é repetitivo, identifica intenções e direciona atendimentos com eficiência, enquanto os profissionais concentram-se em interações de maior valor, que exigem empatia, contexto e relacionamento.

Quando bem executado, o marketing conversacional revela um tipo de dado muito mais rico que qualquer métrica tradicional. Ele mostra intenções, dúvidas e motivações, transformando interação em inteligência. Mais do que substituir estratégias tradicionais, humaniza o digital. Redefine o relacionamento entre marcas e pessoas e mostra que, em um mercado saturado de mensagens, o diálogo genuíno é o que permanece. E, quando verdadeiro, ele não termina com a venda — começa ali.

 

 Rita Candido - diretora de Mídia na Adtail


Austeridade fiscal, caminho obrigatório para ordem e progresso


Quando se aproximam as eleições, o brasileiro se pergunta se é possível ter um país melhor em condições de vida para todos os cidadãos. É o que se deseja. O problema é que, na hora de escolher o futuro presidente, o eleitor é bombardeado por uma avalanche de publicidade governamental e de promessas no horário eleitoral gratuito e, sem condições de fazer uma análise técnica da situação do país, acaba envolvido em narrativas e retóricas que, sabidamente, não refletem a realidade e, na maioria das vezes, não se realizarão. Esse cenário remete ao filósofo Sigmund Freud, segundo o qual “as massas nunca tiveram sede da verdade, elas querem ilusão e não vivem sem elas”. 

Agora, a um ano do pleito, uma análise mais profunda da situação nacional revela que nas últimas décadas o país enveredou por um caminho muito perigoso. É inadmissível que os governos nacionais continuem querendo amenizar o fracasso de gestões transferindo a culpa a governos anteriores. Lembremos que desde 2000, o Brasil foi governado por diferentes gestores de ideologias diversas (2 anos de PSBD, 16,4 anos de PT, 2,3 anos de PMDB, e 4 anos de PL), e que seguem postulando o mesmo cargo nas próximas eleições. 

 O fato de o Brasil estar entre as 10 maiores economias do planeta não esconde que ainda enfrenta problemas gravíssimos, em especial o empobrecimento da maioria da população. Segundo o Banco Mundial, em 2010, a renda anual per capita do brasileiro era de US$ 11.391. Em 2024, fechou em US$ 10.234, perda de 10,15% em 14 anos. Nesse mesmo período o PIB mundial cresceu 64%, mostrando que o Brasil ficou para trás. 

Pior ainda foi o resultado primário. Em 2022, o país registrou superávit primário de R$ 55 bilhões, o correspondente a 0,60% do PIB. Depois disso, a situação se inverteu. A partir de 2023, em todos os anos se registrou déficit primário: de R$ 229 bilhões naquele ano, ou 2,10% do PIB; de R$ 11 bilhões (0,10% do PIB) em 2024, e para 2025 a previsão é de déficit de R$ 75 bilhões (0,60% do PIB), sem contar as exclusões não recomendadas pela TCU, estimadas em outros R$90bilhões. 

Sem controle de gastos, a dúvida pública da União só aumenta. Em 2022 (governo anterior), era de R$ 5,95 trilhões (59,8% do PIB) e agora deverá atingir o recorde de R$ 8,00 trilhões em 2025, equivalente a 65,0% do PIB, segundo as previsões. 

Com a dívida pública da União crescendo à razão de R$ 1,0 trilhão/ano, o custo para a nação também se eleva muito em razão da consequente alta da taxa de juros. Os juros da dívida pública que consumiram R$ 700 bilhões em 2022, graças à taxa Selic de 11,75% de acordo com as estimativas, devem atingir R$ 1,12 trilhão em 2025, com a taxa Selic em 15,00% devido ao descontrole gerncial e teimosia em não cortar gastos. A conta sobra para o contribuinte. Nesses últimos três anos, a carga tributária passou de 30,3% do PIB em 2022, devendo fechar 2025 com algo próximo entre 34,0% e 34,5%, ou seja, elevação assustadora de 3,2 pontos percentuais. E querem mais. 

Paradoxalmente, o brasileiro vem pagando mais impostos, porém não vê sua vida melhorar. As desigualdades permanecem. Mais de um terço da população (35,60%) tem renda bruta mensal de até um salário-mínimo (R$ 1.518,00), enquanto outros 21,60% dos brasileiros vivem com renda entre 1 e 2 salários-mínimos (de R$ 1.518,00 até R$ 3.036,00). E 22,80% da população ganham entre 2 e 2,3 salários-mínimos por mês, ou seja, entre R$ 3.036,00 e R$ 3.500,00.  Em resumo, 90% dos brasileiros vivem com renda mensal bruta de até R$ 3.500,00. 

Há ainda outros indicadores sociais mostrando que o Brasil não garante qualidade de vida de seu povo. Em 2022, o país ocupava a 73ª posição no mundo em Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e caiu para a 84ª colocação em 2024. No coeficiente de Gini, que mede a desigualdade na distribuição de renda, está em 53º lugar entre 58 países. No Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade (IRBES), que analisa a relação entre a carga tributária e o retorno em qualidade de vida à população, o Brasil é o último colocado entre as 30 nações que compõem o ranking. Também é pífio o desempenho brasileiro na educação, a nível mundial. O Pisa, mostra que ficamos em 53º lugar em leitura; 65º em matemática, e 53º em ciências. No Índice de Percepção da Corrupção, o país ocupa hoje sua pior colocação na história: caiu 35 posições e está na 107ª posição. Quando o assunto é violência urbana, somos campeões mundiais em número absoluto de homicídios intencionais, um título vergonhoso. 

A máquina pública é gigante e ineficiente. Consome anualmente cerca de R$ 1,7 trilhão por ano ou quase 13,5% do PIB (Estadão 07.09.25), mais do que a média (9,3%) dos 38 países da OCDE, mesmo possuindo quase metade do número de servidores. Esse paradoxo encontra explicação nos privilégios e penduricalhos nos salários. A remuneração média dos ocupantes do topo da pirâmide do funcionalismo do governo federal é 67% maior que a média paga pelo setor privado. E mesmo entre os poderes há diferenças: se comparado com o Executivo, o Poder Legislativo paga 63% a mais, e o Judiciário tem remuneração média 263% maior. 

Para 2026, o orçamento da União prevê gastos de R$ 219,80 bilhões em programas sociais, incluindo Bolsa Família, BPC, Pé de Meia, auxílio-gás, farmácia popular e FIES. São programas importantes e necessários, porém sem porta de saída. Consomem 1,64% do PIB, mais do que a União investirá em educação (1,02% do PIB), em segurança pública (0,03%) e em habitação (0,04% do PIB). Para essas áreas essenciais, o Orçamento 2026 garantirá R$ 391,60 bilhões, ou 6,00% do total, ante 3,37% dos programas sociais. 

Os investimentos poderiam ser bem maiores se o país não tivesse de pagar R$ 1,12 trilhão de juros sobre as dívidas públicas (7,76% do PIB), além de R$ 455 bilhões (3,40% do PIB) em déficits previdenciários. Nessa conta entram mais de R$ 600 bilhões (cerca de 5,00% do PIB) em gastos tributários da União - renúncias fiscais - , dinheiro que o governo deixa de arrecadar (muitas das vezes sem prazo de vigência nem decrescente ao longo do tempo). Por tudo isso, o valor para investimento previsto será de pífios R$ 83 bilhões, ou 0,62% do PIB. Pouco demais para um país que precisa de muito investimento em infraestrutura para atender minimamente sua população de 213,4 milhões de pessoas. 

Embora venha aumentando a carga tributária e com previsão de arrecadação recorde em 2026 e 2027, amarga o maior déficit nominal e a mais alta dívida pública. Esses resultados reprovam todos os governos das últimas décadas, revelando que o país se ressente de um plano de metas e de maior controle dos privilégios e da corrupção, exigindo mais verdades e menos narrativas, e reclamando urgentemente maior austeridade fiscal. 

A história registra, infelizmente, que, desde 1990, dos seis presidentes da República eleitos ou que depois assumiram o cargo, apenas dois (Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso) encerraram seus mandatos sem nenhum arranhão na esfera penal. Outros dois sofreram impeachment e os demais enfrentaram problemas na Justiça. No mesmo período, quatro ex-presidentes da Câmara dos Deputados foram presos, situação que mostra bem a deterioração ética dos políticos brasileiros. 

O diagnóstico da situação nacional não é bom, face gestão inadequada e inexistência de plano de metas ou plano de governo. Há, porém, caminhos para que essa situação seja revertida e o país reencontre o rumo do desenvolvimento com justiça social. Para isso será necessário que o presidente cumpra as obrigações contidas no arcabouço fiscal já aprovado, especialmente a de acabar com o déficit e gerar superávit primário, o que facilitaria a redução da inflação – hoje entre 4,8% e 5,1% -, levando-a para perto do centro da meta de 3% ao ano. 

Outro exemplo: se o governo reduzir em apenas 1,5 ponto percentual as despesas primárias, que já foram de 14,7% do PIB no governo de FHC e hoje ultrapassam 19% do PIB, o déficit primário de 0,60% do PIB passará a superávit de 0,90% do PIB. Atrelado à redução de privilégios, penduricalhos e desperdícios, isso contribuiria para a redução das despesas acima de R$ 180 bilhões/ano, sem traumas e sinalizando a investidores, analistas, instituições financeiras, empresários e à mídia, a disposição política de inaugurar uma nova era, a era da austeridade fiscal. 

É possível economizar ainda mais. Basta o Executivo enviar ao Congresso Nacional um programa de redução dos gastos tributários da União, em cumprimento ao já determinado pela Emenda Constitucional nº 109, de 2021, que estabeleceu o teto de gastos em 2% do PIB, hoje cerca de R$ 250 bilhões/ano. Esse teto é ignorado e hoje gasta-se mais de 5,5% do PIB. Se houvesse a redução de apenas metade do estabelecido pela EC nº 109, o país economizaria mais R$ 220 bilhões por ano. 

Além disso, com superávit de 4,0% a 4,5% do PIB (de R$ 500 a R$ 560 bilhões/ano), seria possível trazer a inflação para o centro da meta (3% ao ano) e, com isso, estabilizar a dívida pública da União (hoje de 70% do PIB) e do governo geral, de 80% do PIB, criando-se as condições para a redução da taxa real Selic de 9,5% a.a. para 6% a.a. descontada a inflação de 3% ou 3,5% (nominal de 15% para 11%). O resultado seria redução dos juros e economia de cerca de R$ 300 bilhões anuais. Com todas essas medidas, seria facilmente possível economizar mais de R$ 800 bilhões/ano. Não é pouca coisa. 

Permitiria ampliar em 50% todos os programas sociais existentes, reforçar o SUS e ainda implantar o ensino obrigatório em tempo integral, capacitar e remunerar melhor os professores, melhorar a vigilância das fronteiras, portos e aeroportos para evitar a entrada de armas e drogas que alimentam as facções criminosas, e ainda realizar grandes investimentos em infraestrutura. Seria um passo fundamental para reduzir o custo Brasil e gerar valor adicionado em nossa pauta de comércio exterior. 

É urgente o governo entender que praticar Austeridade Fiscal é o maior Programa Social em benefício da população, a maior e melhor fonte de recurso já disponível para manutenção e ampliação dos tão necessários Programas Sociais para correção das inaceitáveis e injustas desigualdades sociais e regionais do país, tudo sem nenhum aumento de tributo e sem culpar ninguém. Sem dar concretude a essas duas palavras, nunca atingiremos as outras duas que são o lema da nação: ordem e progresso. 

 

Samuel Hanan - engenheiro com especialização nas áreas de macroeconomia, administração de empresas e finanças, empresário, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros “Brasil, um país à deriva” e “Caminhos para um país sem rumo”. Site: https://samuelhanan.com.br


A viagem para a Copa do Mundo 2026 começa agora!

 

Divulgação Singular Luxury Travel

Singular Luxury Travel aponta dicas de como se planejar, além de destinos certeiros para aproveitar a maior Copa do Mundo da história

 

Entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, todos os olhos estarão voltados para a maior Copa do Mundo da história. Pela primeira vez, três países irão sediar esta que é considerada a maior competição esportiva do planeta. Estados Unidos, Canadá e México recebem 48 seleções em mais de 100 partidas espalhadas por diferentes cidades. Com a ampliação inédita do formato da competição e com uma duração mais longa, a Copa de 2026 cria oportunidades incríveis para quem deseja unir futebol, cultura e turismo em um único roteiro.

De acordo com Gabriel Leite, fundador e sócio da Singular Luxury Travel, agência boutique especializada em roteiros personalizados, o planejamento ideal para vivenciar a experiência sem sufocos tem que começar agora. Descubra qual o passo a passo ideal para transformar o sonho em realidade, além de dicas de destinos certeiros para visitar em 2026.

 

Nova York (Divulgação Singular Luxury Travel)

 Fique atento à documentação

A primeira etapa é garantir a documentação. Para circular pelos três países-sede, o passaporte válido é indispensável. O visto americano segue obrigatório para qualquer viajante que passe pelos Estados Unidos, enquanto o México permite entrada com o visto dos EUA ou, para quem não o possui, é possível adquirir o visto mexicano seguindo uma série de requisitos do Governo Mexicano. Já o Canadá exige a autorização eletrônica eTA, obtida online em poucos minutos.

Em ambos países, não há vacinas obrigatórias, mas para toda e qualquer viagem, o seguro-viagem é um item indispensável, justamente para garantir suporte necessário durante toda a experiência.
 

Defina o tipo de experiência

Com a documentação em ordem, o próximo passo é definir que tipo de experiência o viajante deseja viver. Para quem pretende seguir a Seleção Brasileira, há duas estratégias principais: montar uma base fixa, em cidades com boa conectividade e opções de deslocamentos rápidos, ou acompanhar a equipe pelas cidades onde os jogos forem acontecendo. Já os que querem apenas parte da energia do mundial podem optar por um roteiro com ingressos apenas para as partidas da cidade-base, aproveitando o restante do tempo para explorar atrações locais. 

“Há ainda quem busque uma imersão total no clima da Copa. Nesse caso, nós sugerimos focar na fase de grupos e seguir até os primeiros confrontos do mata-mata. O roteiro ideal para quem deseja vivenciar os dois momentos tem cerca de 15 dias: chegar para o último jogo da fase de grupos e continuar viagem até as primeiras partidas eliminatórias”, destaca Gabriel.

Toronto (Divulgação Singular Luxury Travel)

Sugestões de rotas certeiras para colocar no roteiro

Para inspirar diferentes estilos de viagem, a Singular reúne sugestões de rotas que combinam futebol com experiências únicas. No Canadá, os amantes da natureza encontram paisagens icônicas em Lake Louise, Banff, Whistler e Vancouver, além de combinações com destinos como Seattle ou Napa Valley. Quem prefere cultura e gastronomia pode optar por Toronto, com possibilidade de extensão até Niagara Fall. 

Nos Estados Unidos, metrópoles como Nova York, Los Angeles e Chicago oferecem arte, museus, vida urbana intensa e compras. Famílias e fãs de entretenimento encontram em Orlando e Miami o ambiente ideal para parques temáticos, praias e clima descontraído. Já os apaixonados por futebol podem montar roteiros seguindo sua seleção nos jogos decisivos ou vivendo o multiculturalismo da fase de grupos antes de focar no mata-mata. 

Outra opção, para os mais aventureiros, é fazer uma road trip pelos EUA em um motorhome completo, com conforto, autonomia e liberdade total para acompanhar os jogos no seu ritmo, aproveitando paisagens incríveis, roteiros flexíveis e toda a assistência da Singular ao longo da viagem.
 

Cidade do México (Divulgação Singular Luxury Travel)


No México, a Cidade do México é a escolha de quem busca uma imersão na cultura através de museus e ótima gastronomia. Para quem prefere combinar Copa e descanso, Cancún e Riviera Maya oferecem resorts completos, praias com águas cristalinas e uma pausa estratégica entre uma partida e outra. 

Para quem deseja aproveitar o melhor da Copa do Mundo, com hospedagens de alto padrão e experiências personalizadas, a Singular Luxury Travel cria roteiros sob medida, unindo tranquilidade, conforto e luxo. Saiba mais informações pelo site singularluxurytravel.com ou instagram singularluxurytravel

 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Vai viajar com crianças? Checklist de vacinas infantis é indispensável antes do embarque



Pediatra alerta que doenças como sarampo, poliomielite e hepatites seguem circulando e exigem cartão de vacinação atualizado antes de qualquer deslocamento 

 

Com a temporada de férias oficialmente aberta, pais e responsáveis por crianças e adolescentes devem se atentar para um detalhe que não costuma entrar nas malas, mas deveria: o cartão de vacinação atualizado. 

Segundo Rebeca Coeli, pediatra e professora do curso de Medicina do Centro Universitário UniBH – integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima – o esquema vacinal precisa estar completo sempre, afinal durante as viagens, independentemente do destino, há risco de várias infecções, sejam elas virais ou bacterianas. 

Dados oficiais do Ministério da Saúde reforçam essa orientação: imunizantes contra o sarampo, poliomielite, hepatites, tétano, difteria, coqueluche, rotavírus e, em determinadas regiões, Febre Amarela, fazem parte do calendário básico infantil. Mesmo viagens curtas de carro ou dentro do próprio estado exigem atenção. “O cartão das crianças e, claro, dos adultos deve estar atualizado, seja qual for o percurso”, alerta a especialista. 

Ainda de acordo com Rebeca, mesmo que pais ou responsáveis descubram vacinas atrasadas poucas semanas antes da viagem, sempre vale aplicar a dose necessária ainda que a proteção não seja imediata, já que os imunizantes precisam de, pelo menos, 15 dias para fazer efeito e o nosso corpo começar a produzir anticorpos. Em caso de destinos com exigência de Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), esse prazo é ainda mais decisivo. 

A pediatra também destaca práticas simples, mas importantes, para viagens com crianças, como preferir água mineral; evitar alimentos de procedência duvidosa; e usar protetor solar, além de repelente, sobretudo em regiões endêmicas, com risco de doenças transmitidas por mosquitos como dengue ou febre amarela. “Para crianças com doenças crônicas ou baixa imunidade os cuidados de profilaxia são ainda mais rigorosos, além das vacinas específicas para cada condição. As férias merecem ser vividas com saúde e vacina em dia é garantia de proteção”.

 

Janeiro se consolida como mês estratégico para check-up vascular e planejamento do tratamento ao longo do ano

Avaliação precoce com ecodoppler identifica alterações silenciosas reduz complicações e evita cirurgias tradicionais antes do inverno 

 

Janeiro tem se consolidado como um período estratégico para a saúde vascular feminina. Após o recesso de fim de ano, cresce a procura por exames como ecodoppler venoso e mapeamento vascular, impulsionada pela reorganização da rotina de saúde. A avaliação precoce permite identificar alterações circulatórias ainda sem sinais visíveis e planejar o tratamento ao longo do ano.

Estimativas da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular indicam que entre 30% e 45% da população adulta brasileira apresenta algum grau de insuficiência venosa crônica, com maior prevalência entre mulheres. Apesar da alta incidência, o diagnóstico ainda costuma ser tardio, muitas vezes realizado apenas quando surgem varizes aparentes, dor, inchaço ou sensação persistente de peso nas pernas.

A cirurgiã vascular Camila Kill, mestre em cirurgia pela Santa Casa de São Paulo e CEO da Vascularte, afirma que o início do ano cria uma oportunidade relevante para prevenção e organização do cuidado. “Janeiro é quando a paciente costuma estar mais aberta a olhar para a própria saúde. Quem inicia o acompanhamento agora tem maior previsibilidade de resultados ao longo do ano e evita surpresas antes do inverno”, explica a médica.


Diagnóstico silencioso pode mudar o curso da doença

O ecodoppler venoso é considerado o principal exame para avaliar o funcionamento das veias e identificar o refluxo venoso, mesmo quando não há sinais aparentes na pele. Segundo a especialista, a doença pode evoluir de forma silenciosa por anos. “É comum atendermos pacientes sem varizes visíveis, mas já com falha nas válvulas venosas. Quando essa alteração é identificada cedo, conseguimos intervir antes que o quadro avance”, afirma Camila Kill.

Ela destaca que o atraso no diagnóstico pode exigir abordagens mais complexas no futuro. “Quando a procura acontece apenas pela questão estética, muitas vezes a insuficiência venosa já está em estágio mais avançado. A avaliação precoce reduz o risco de complicações como trombose, flebites e úlceras venosas, além de ampliar as opções de tratamento”, diz.


Planejamento ao longo do ano reduz cirurgias tradicionais

Outro fator que impulsiona a busca por check-up vascular em janeiro é a possibilidade de organizar o tratamento de forma gradual, evitando intervenções cirúrgicas convencionais. Técnicas ambulatoriais, como laser e escleroterapia guiada por imagem, permitem tratar a insuficiência venosa de maneira progressiva, com recuperação mais rápida e menor impacto na rotina.

“Quando o cuidado começa cedo, conseguimos distribuir o tratamento em etapas, respeitando o tempo do organismo e a agenda da paciente. Isso diminui significativamente a chance de precisar de cirurgia tradicional e evita afastamentos prolongados do trabalho”, explica a médica. 


Saúde vascular vai além da estética

Para Camila Kill, ainda é comum associar varizes apenas à aparência das pernas, o que contribui para o adiamento da avaliação médica. “As varizes são uma manifestação de uma doença crônica. O incômodo visual é só uma parte do problema. Dor, cansaço e inchaço afetam diretamente a qualidade de vida e não devem ser ignorados”, afirma.

A especialista reforça que mulheres com histórico familiar, rotina sedentária ou que passam longos períodos em pé ou sentadas devem redobrar a atenção. “Janeiro é um momento simbólico de recomeço. Um exame simples pode evitar procedimentos mais agressivos no futuro e garantir mais conforto ao longo do ano”, conclui.

Com o início de um novo ciclo, a orientação dos especialistas é clara: transformar janeiro em ponto de partida para o cuidado vascular contínuo pode fazer diferença não apenas na estética das pernas, mas na saúde circulatória ao longo de todo o ano.

  



Dra. Camila Kill - médica cirurgiã vascular que, desde o início da carreira, dedica-se exclusivamente ao cuidado de pacientes com varizes. É mestre em cirurgia pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. É CEO e fundadora da Lumivie Clinique, clínica especializada em cirurgia plástica e estética localizada em Pelotas (RS), e também da franquia Vascularte, voltada para tratamentos de varizes 100% ambulatoriais e sem cirurgia, com três unidades em funcionamento no Brasil e expansão prevista para 2025. Além disso, é mentora da LMV Club e da Vel Club - MLS, mentoria voltada para médicos empresários que desejam potencializar suas unidades por meio do desenvolvimento da liderança, gestão e vendas.Cinco cuidados com as pernas no inverno para prevenir sintomas de varizes
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Dicas para vencer o sedentarismo e começar o novo ano bem

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Especialista orienta como iniciar atividades físicas, o que fazer para manter a motivação e treinar com segurança no verão

 

O fim e o começo do ano costumam despertar uma vontade de reorganizar a vida. Entre festas, encerramentos e a expectativa pelo novo ciclo, muita gente percebe que chegou a hora de olhar com mais atenção o próprio bem-estar.

 

Para Geovani Rodrigues da Silva, coordenador do curso de Educação Física do Centro Universitário Integrado, essa combinação de reflexão e pausa é o contexto ideal para repensar o sedentarismo e criar novos hábitos. “O fim do ano marca um ciclo de fechamento e recomeço. É quando as pessoas naturalmente fazem balanços da vida e se permitem planejar mudanças”, observa.

 

Os riscos de manter uma vida sedentária são incontáveis. Além de aumentar as chances de desenvolver doenças crônicas como diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares, perda de massa muscular, dores articulares, baixa energia e piora do sono. Mas, a boa notícia é que os benefícios do exercício aparecem rápido.

 

“Em poucos dias de prática regular, já é possível perceber melhora do humor, redução do estresse e mais disposição. Com algumas semanas, os resultados se consolidam com ganhos de força, condicionamento e controle do peso”, afirma Geovani. 

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Dicas práticas

Para transformar essa motivação em prática consistente, o coordenador do curso de Educação Física do Centro Universitário Integrado, de Campo Mourão (PR), reúne orientações para quem deseja aproveitar esse período e começar a se exercitar. Confira:

 

1. A avaliação física é o seu mapa de segurança

Muitas pessoas pulam a etapa de avaliação física, mas ela é fundamental para garantir a segurança e a eficácia do treino. Segundo o especialista, a avaliação funciona como um mapa: ela mostra o ponto de partida e o caminho mais seguro a seguir.

 

“Ela ajuda a identificar limitações articulares, riscos cardíacos, histórico de dor, perda de mobilidade e possíveis pontos que precisam de atenção,” detalha o coordenador. Essa etapa é crucial para que o profissional de Educação Física consiga montar um plano de treino que seja adequado à realidade do indivíduo, evitando lesões e frustrações.

 

2. O segundo passo é a consistência, não a intensidade

A pressa em recuperar o tempo perdido é o principal inimigo do iniciante. Para quem está parado há muito tempo, o professor Geovani recomenda “começar devagar”. O segredo está em criar um hábito sustentável, respeitando o corpo no estado atual.

 

O ideal é começar com caminhadas leves, pequenos blocos de movimento ao longo do dia e atividades que não gerem dor ou fadiga excessiva.

 

3. Priorize atividades que geram prazer

A chave para a longevidade na prática de exercícios é a adesão e ela está diretamente ligada ao prazer. Não adianta forçar a fazer algo que você detesta, mesmo que seja a “modalidade da moda”.

 

Para iniciantes que buscam algo leve e prazeroso, as recomendações incluem caminhadas ao ar livre, pedaladas leves, hidroginástica, natação, treinos funcionais de baixa intensidade, dança ou alongamentos dinâmicos.

 

4. Crie estratégias anti-abandono

O período mais desafiador na criação de um novo hábito são as primeiras semanas. Para evitar o abandono, a estratégia é “reduzir a dificuldade e aumentar a percepção de vitória”, explica Geovani.

 

Para manter a motivação, o coordenador de Educação Física sugere começar com metas pequenas, fáceis e claras, registrar a evolução (tempo, passos, frequência de treinos) e criar compromissos sociais, como treinar com amigos. “Entender que o começo é o período mais desafiador é crucial. Após três ou quatro semanas, o corpo ‘engata’ e tudo fica mais natural”, assegura.

 

5. Cuidados redobrados no verão

Com a chegada do calor intenso, o estresse físico durante o exercício aumenta. Para treinar com segurança nos meses quentes de verão, é imprescindível seguir cuidados específicos.

 

O coordenador alerta para a necessidade de priorizar horários mais frescos: “Antes das 9h e após às 17h. Além disso, a hidratação deve ser constante ao longo do dia e não apenas durante o treino”.

 

Usar roupas leves e respiráveis é fundamental. Em treinos mais longos ou sob forte calor, a reposição de eletrólitos pode ser necessária. “No verão, a regra é clara: o cuidado com a hidratação é parte do treino”, salienta Geovani Rodrigues da Silva.

  


Centro Universitário Integrado


Exagerou nas festas? Médico aponta 3 atitudes simples para reduzir inchaço e estresse metabólico — sem radicalismo e sem efeito rebote

 

Comidas mais ricas, consumo de álcool, sobremesas e noites curtas fazem parte do fim de ano. Isoladamente, esses excessos não destroem a saúde.

O problema real, segundo o médico funcional e especialista em emagrecimento Dr. Adriano Faustino, surge quando as pessoas tentam “compensar” a ceia com medidas extremas, como jejuns prolongados, treinos extenuantes ou dietas muito restritivas.

O corpo humano consegue lidar com episódios pontuais de excesso. O erro está em responder com punição fisiológica. A ciência favorece correções simples: proteína e hidratação, sono adequado e movimento leve”, explica Dr. Faustino.

A seguir, as três atitudes com melhor relação entre benefício e risco, sustentadas por evidências científicas e aplicáveis à rotina real das pessoas.

 

1) Proteína e hidratação nas primeiras 24–48 horas

Após refeições hipercalóricas, especialmente ricas em sódio e álcool, o organismo tende a reter líquido e apresentar maior instabilidade glicêmica. Retomar rapidamente o básico — proteína suficiente associada à hidratação adequada — acelera a recuperação do controle do apetite e do metabolismo.

Uma revisão publicada no American Journal of Clinical Nutrition (“The role of protein in weight loss and maintenance”) mostra que dietas com maior teor proteico estão associadas a maior saciedade, preservação de massa magra e melhora de parâmetros cardiometabólicos no manejo do peso.

Na prática, isso significa incluir proteína em todas as refeições e manter ingestão regular de água ao longo do dia. Essa estratégia reduz o chamado ‘efeito rebote’ de fome e beliscos após as festas”, orienta o médico.

 

2) Priorizar o sono, porque ele regula fome, insulina e cortisol

Um dos erros mais comuns no pós-festa é tentar corrigir o excesso apenas com disciplina alimentar, sem ajustar o sono. Dormir pouco altera hormônios que regulam o apetite e piora o metabolismo da glicose.

Um estudo clínico publicado na revista The Lancet (“Impact of sleep debt on metabolic and endocrine function”) demonstrou que a restrição de sono leva à piora da tolerância à glicose e ao aumento do cortisol no período noturno, entre outras alterações hormonais.

Quando a pessoa dorme mal, sente mais fome, tem maior desejo por carboidratos e se recupera pior. No fim de ano, dormir bem é uma das intervenções metabólicas mais importantes”, destaca o especialista.

 

3) Movimento leve em vez de ‘pagar a conta’ com treino pesado

Muitas pessoas tentam compensar os excessos com treinos intensos logo após noites curtas e alimentação pesada. Do ponto de vista fisiológico, isso pode aumentar o estresse do eixo hipotálamo–hipófise–adrenal, em vez de facilitar a recuperação metabólica.

Um estudo em endocrinologia indexado no PubMed (“Exercise and circulating cortisol levels: the intensity threshold effect”) mostrou que exercícios de intensidade moderada a alta estão associados a elevações mais expressivas do cortisol, sugerindo a existência de um limiar de intensidade para essa resposta.

No pós-festa, caminhar, alongar, fazer mobilidade e se expor à luz solar pela manhã costuma ser mais eficaz do que treinos exaustivos. Esse tipo de movimento reduz inchaço, melhora a disposição e não aumenta a carga de estresse”, explica Dr. Faustino.


A lógica por trás dessas orientações: flexibilidade metabólica

Essas medidas convergem para um conceito central da fisiologia moderna: flexibilidade metabólica, definida como a capacidade do organismo de alternar eficientemente entre o uso de carboidratos e gorduras conforme a demanda energética.

A revisão “Metabolic Flexibility in Health and Disease”, publicada na revista Cell Metabolism, descreve que a perda dessa flexibilidade está associada à resistência à insulina e a disfunções metabólicas, enquanto sono adequado, atividade física apropriada e alimentação equilibrada ajudam a preservá-la.

 


Dr. Adriano Faustino - Médico graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Título de Especialista em Medicina Legal e Perícias Médicas; Formação em Geriatria, Nutrologia, Medicina Funcional, Fisiologia Hormonal e Oncologia Integrativa; Coordenador do Ambulatório de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital Regional de Betim/MG; Professor universitário nas áreas de Medicina Legal, Anatomia Médica, Primeiros Socorros e Legislação Médica; Foi Professor de Pós-Graduação na Fundação Unimed e no Mestrado em Saúde da Faculdade de Direito Milton Campos (MG); Diretor da Sociedade Brasileira de Medicina da Longevidade (SBML) e da Sociedade Brasileira de Medicina da Obesidade (SBEMO); Idealizador do Programa Saúde Máxima e do Protocolo de Medicina Investigativa, já ajudou milhares de pacientes a transformarem suas vidas com diagnósticos precisos e abordagens terapêuticas baseadas em ciência de ponta, estilo de vida, alimentação e intervenções personalizadas; Desenvolvedor do Protocolo C.A.U.S.A. – Câncer, Autocuidado, Unidade, Saúde e Ação; Autor do livro Cientificamente Divino – Princípios bíblicos e científicos para uma saúde máxima.

 

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