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sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Projeções em prédios de São Paulo expõem a dimensão do abandono de pets no país

No Dezembro Verde, intervenções urbanas destacam a vulnerabilidade de 4,8 milhões de cães e gatos e reforçaram a urgência da conscientização

 

Em plena Rua Augusta e no Largo do Batata, pontos icônicos de São Paulo, fachadas inteiras de prédios ganharam na quarta-feira e quinta-feira (03 e 04) mensagens como: “Se todos os pets abandonados do Brasil morassem nesse prédio, ele teria 200 mil andares” ou “A fila com todos os pets abandonados iria daqui até Fortaleza”. A ação, criada pela Guabi Natural, marca de alimentos Super Premium Natural da BRF Pet, fez parte da campanha de Dezembro Verde, movimento nacional de conscientização sobre o abandono de animais. 

A ideia foi usar o impacto visual das projeções urbanas para dar dimensão a um problema que ainda é invisível para muitos: mais de 4,8 milhões de cães e gatos vivem em situação de vulnerabilidade no Brasil, segundo a Abempet (Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação). As projeções, que ocorreram entre 19h e 22h, tiveram como objetivo reforçar a gravidade do problema. Nos locais das projeções, circulam mais de 230 mil pessoas por dia. 

“O número de pets em situação de vulnerabilidade é alarmante e tende a crescer no fim do ano, período em que as festas e as viagens aumentam os casos de pets deixados para trás. O abandono é um problema antigo, mas, muitas vezes, naturalizado. Queremos ajudar a romper essa indiferença, mostrando que cada número representa uma vida. O Dezembro Verde é uma oportunidade para promovemos empatia e reflexão, reforçando que o abandono é crime e que a adoção responsável é o caminho para mudar essa realidade”, explicou Stanley Andrade, diretor da BRF Pet. 

No Brasil, dos 4,8 milhões de pets em situação de vulnerabilidade, 60% são cães e 40% gatos. Além disso, cerca de 201 mil animais (92% cães, 8% gatos) estão sob a tutela de ONGs ou grupos de protetores independentes no país, ainda segundo a Abempet. 

Para além das projeções, a campanha de Guabi Natural conectou diferentes frentes de engajamento. Ao longo de dezembro, a marca expandiu o debate sobre o tema com um desafio no TikTok, uma editoria especial no Instagram da marca (@guabinaturalbr) e a criação de conteúdo por um time de 20 influenciadores de diversas regiões, que traduziram os dados de abandono para a realidade de suas cidades. 

A campanha ainda contou com a parceria da ONG GAVAA, que produziu materiais informativos especialmente para o Instagram da marca sobre adoção responsável, combate ao abandono e histórias reais de resgate.Guabi Natural é parceira da instituição há cinco anos, o que possibilitou doar 111 toneladas de alimentos para cães e gatos resgatados, sendo mais de 1 milhão de refeições fornecidas, além de apoiar a adoção de 1.800 pets. 

“Dezembro é a época em que muitas famílias viajam e acabam deixando seus animais, ou quando os pets se assustam com os fogos e fogem de casa. Todos os anos registramos um aumento nos resgates nesse período. E com a chegada do Natal, vale reforçar: pet não é presente, não é um objeto. É um ser vivo que exige cuidado, responsabilidade e amor. Por isso, ações de conscientização como essa são tão importantes”, destacou Juliana Valverde, responsável pela ONG GAVAA, que hoje abriga cerca de 300 animais e trabalha no resgate e encaminhamento para adoção. 

A Guabi Natural manteve ainda a plataforma “Um Pet é pra Sempre” (guabinatural.com.br/umpeteprasempre), que reúne um quiz interativo sobre adoção responsável, um e-book gratuito e um guia com ONGs e canais de denúncia de maus-tratos e abandono. 

“Nosso propósito é contribuir para uma vida melhor para todos os pets — inclusive aqueles que ainda não têm um lar definitivo. Acreditamos que informação e empatia são fundamentais para transformar essa realidade”, reforçou Stanley Andrade, diretor da BRF Pet.


As 5 funções de IA mais buscadas pelos brasileiros no último ano

Istock
Chatbots e plataformas para otimização de tarefas se popularizaram em diferentes segmentos da sociedade 

 

A inteligência artificial (IA) deixou de ser um assunto restrito a um pequeno nicho de profissionais e conquistou uma posição de popularidade entre os brasileiros. A pesquisa “Consumo e Uso da Inteligência Artificial no Brasil” apurou que aproximadamente 82% da população está familiarizada com o termo, e 93% a utilizam de alguma forma no cotidiano.

A mudança na relação com esse segmento está diretamente relacionada com a democratização no acesso. O desenvolvimento de ferramentas e estruturas mais intuitivas possibilitou que pessoas de diferentes perfis procurassem auxílio desse tipo de tecnologia, como, por exemplo, das assistentes virtuais disponíveis em smartphones, TVs e speakers.

Diante do novo contexto, a Adapta, maior ecossistema de IA generativa do Brasil, realizou um estudo para identificar quais são as funções mais buscadas pelos brasileiros. O levantamento analisou um ano de métricas, de outubro/24 a outubro/25, e classificou as 5 funções com maior volume: criar imagens; analisar dados; criar vídeos; criar slides; e criar logo.

Esse panorama sugere preferência no uso para finalidades criativas e operacionais das ferramentas. Essa inclinação reacende debates sobre o avanço dessa ciência e os impactos gerados em diferentes camadas sociais.

Presente e futuro

Por definição, a IA responde como sendo uma tecnologia pela qual máquinas e dispositivos conseguem emular o conhecimento humano. Assim, para raciocinar, aprender e executar, ela se alimenta de uma vasta base de dados que se abastece continuamente. Parte das que se popularizaram recentemente deriva dos avanços do modelo generativo.

São as generativas, inclusive, capazes de atender as funções que aparecem como as mais procuradas pelos brasileiros. Contudo, não são os únicos tipos de IA. Há ao menos quatro áreas, sendo duas de campo prático e duas apenas teóricas. As práticas são modelos reativos e de memória limitada, e as teóricas, a teoria da mente e a de autoconsciência.


·       Tipos de IA mais comuns e seus usos

Dentro da categoria das ferramentas que têm uso prático, a máquina reativa se define como aquela que serve para executar uma tarefa específica. Isso se deve ao fato de ela utilizar como base matemática estatística e dados mais restritos. É comum encontrá-la em:

·       jogos eletrônicos automatizados;


·       recomendações de serviços de streaming, com base no conteúdo consumido.

A de memória limitada, por sua vez, analisa não apenas os dados do passado, como os mais atuais para executar suas ações. Além disso, quando está no modelo de machine learning, oferece um contínuo aperfeiçoamento nas entregas, devido aos ajustes finos. Os tipos mais comuns e utilizados atualmente são:

·       assistente virtual e chatbots;


·       veículos automatizados;


·       IA generativa.

Na evolução generativa, estão grandes nomes do que hoje algumas pessoas associam a inteligência artificial, como GPT, Gemini, DeepSeek, Perplexity e outros.


As 5 funções mais buscadas pelos brasileiros

Enquanto cresce a proximidade do público com o potencial das ferramentas e seu consequente uso, mais camadas nutrem a base de aprendizado da tecnologia. Essa expansão desperta debates ambivalentes, em que um lado questiona o desaparecimento de profissões e o outro, fala do surgimento de novas versões e possibilidades de trabalho.

De fato, como sugere a pesquisa conduzida pela Adapta, as funções mais buscadas no Brasil versam sobre produções que, anteriormente, dependiam exclusivamente da habilidade humana. No levantamento feito no Google, a busca partia do termo “IA para…”, da qual se seguiu:


Apenas no primeiro item da lista existem, pelo menos, 11 profissões capazes de criar imagens, o que dá uma dimensão do impacto no mercado de trabalho. Em grandes empresas, esse movimento começou a ser sentido e algumas transformações foram implementadas, como a redução de times e a criação de novas funções e cargos.

Entre as novidades, estão os estrategistas de dados, que conseguem utilizar a IA para acelerar o seu processo, e os arquitetos de personalidade. Este último utiliza o modelo de Machine Learning de forma intencional para criar uma identidade exclusiva para uma IA. Com isso, se espera raciocínios e criações mais próximos ao que um humano faria.

O segmento de treinamento de uso da ferramenta também é uma função recente. Até porque, com o avanço desses modelos, essa ciência se firma como uma nova competência a ser exigida no campo profissional.


Papai Noel dos Correios: Madrinhas e padrinhos devem ficar atentos aos prazos de entrega dos presentes

Das 324 mil cartas disponibilizadas, mais de 208 mil já foram adotadas; veja como participar

 

A Campanha Papai Noel dos Correios já começou a entregar os presentes de Natal a milhares de crianças em todo o Brasil. Por isso, é fundamental que madrinhas e padrinhos fiquem atentos aos prazos e locais de entrega dos presentes. Todas as informações sobre datas e endereços das agências participantes estão disponíveis no Blog do Noel.

Em diversos estados, a campanha já iniciou as entregas festivas, quando o Papai Noel dos Correios, acompanhado por empregadas e empregados da estatal, participa de momentos especiais para entregar os presentes.

Este ano, 324 mil cartas foram disponibilizadas para adoção, sendo que mais de 208 mil já foram adotadas. Ou seja, há um pouco mais de 110 mil cartas esperando por uma madrinha ou padrinho. As cartas foram enviadas por crianças matriculadas em escolas da rede pública (até o 5º ano do ensino fundamental) e por instituições parceiras, como creches, abrigos e núcleos socioeducativos. Também foram selecionadas cartas de crianças da sociedade com até 10 anos de idade em situação de vulnerabilidade social, além de pessoas com deficiência (PcD) de qualquer idade. Em 36 anos, a campanha já atendeu quase 7 milhões de cartinhas.

Na região metropolitana de São Paulo, na Baixada Santista e no Vale do Ribeira, foram disponibilizadas cerca de 20,8 mil cartas para adoção, das quais 14 mil já foram adotadas.

Ainda dá tempo de fazer a alegria de uma criança nesse Natal. Em Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo (interior e capital) e Tocantins ainda há cartas disponíveis para adoção.

Os prazos para adoção e entrega dos presentes variam por estado e podem ser conferidos no Blog do Noel. A entrega deve ser feita presencialmente, no ponto indicado no blog, e os presentes precisam estar identificados com as informações da cartinha adotada.

Quem quiser participar doando um presente, pode deixá-lo em uma agência participante dos Correios. Entre os itens mais pedidos estão: bola, boneca, carrinho, mochila, material escolar, kit de maquiagem e bichinhos de pelúcia.

As histórias, personagens e principais momentos da Campanha Papai Noel dos Correios 2025 podem ser acompanhados nas redes sociais oficiais da empresa:

  • X: @Correiosbr
  • Facebook: @correios
  • Instagram: @correiosoficial

 

Vale a pena mudar de escola no Ensino Médio? Veja prós e contras

Na opinião de especialistas, manter o aluno na mesma escola favorece adaptação, equilíbrio emocional e desempenho na transição para o novo ciclo


A chegada ao Ensino Médio é um dos momentos mais marcantes da vida escolar. Nessa etapa, muitas famílias e estudantes concluintes do Ensino Fundamental se perguntam se vale mudar de escola em busca de uma melhor preparação para o vestibular, outra abordagem de ensino ou novas oportunidades acadêmicas. Mas especialistas em educação alertam que embora a mudança possa ser positiva em alguns casos, permanecer na mesma instituição geralmente favorece o desempenho e o equilíbrio emocional do estudante. 

A decisão envolve não apenas aspectos acadêmicos, mas também emocionais, sociais e até de adaptação a uma nova rotina. “Essa é uma fase de grandes transformações. O aluno passa a lidar com uma carga de conteúdos mais densa, novas responsabilidades e uma preparação mais direta para os vestibulares e para o futuro profissional. Fazer essa transição dentro de um ambiente já conhecido ajuda a reduzir a ansiedade e a manter o foco nos estudos”, explica Audrey Taguti, diretora pedagógica e geral do Brazilian International School - BIS, de São Paulo (SP). 

O Ensino Fundamental tem uma carga horária mínima obrigatória de 800 horas. Ao avançar para o Ensino Médio, o aluno passar a ter uma formação mínima de 1000 horas em cada um dos três anos que compõem o novo ciclo. Além das mudanças acadêmicas, o Ensino Médio costuma vir acompanhado de novas dinâmicas sociais, em uma fase pessoal marcada por uma explosão de hormônios e emoções, a adolescência. 

A busca por pertencimento e o medo de não se encaixar são fatores que podem gerar insegurança. Por isso, segundo Fatima Lopes, diretora geral da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP), é importante considerar o impacto emocional de trocar de instituição nesse momento. “Quando o estudante permanece em um ambiente onde já construiu vínculos, ele se sente mais confiante para lidar com os desafios dessa nova etapa. A continuidade ajuda a preservar sua autoestima e seu engajamento escolar.”
 

Como reduzir os impactos da mudança? 

Para alguns alunos, a mudança é inevitável, seja por motivos como mudança de cidade, incompatibilidade de metodologia ou necessidade de um projeto pedagógico mais alinhado aos objetivos do aluno. Nesses casos, especialistas recomendam um processo de transição cuidadoso. “É fundamental que a família visite a nova escola com o estudante, conheça o corpo docente e incentive uma adaptação gradual, respeitando o ritmo emocional do jovem”, orienta Fatima, da Aubrick. 

Outros fatores práticos também devem ser observados: diferenças de calendário e conteúdo, metodologias de ensino, perfil das turmas e suporte socioemocional oferecido pela nova instituição. “Uma boa acolhida no início do ano, acompanhamento próximo e a criação de espaços de diálogo ajudam muito na adaptação”, complementa Audrey, do BIS.
 

É preciso ouvir a opinião e motivação do estudante 

Ao considerar uma possível mudança de escola, é essencial que a família ouça e leve em conta a opinião do aluno. Afinal, ele é quem viverá o novo ambiente e enfrentará os desafios da adaptação e transição para o Ensino Médio, um período de amadurecimento, descobertas e definição de caminhos. 

Respeitar os sentimentos e percepções sobre o que o motiva o jovem, seja a busca por novos estímulos, amizades ou uma metodologia diferente, ajuda a construir um processo mais consciente e saudável. “Quando o estudante se sente ouvido e participa da decisão, ele encara a transição com mais segurança e engajamento, o que impacta diretamente em seu bem-estar e rendimento escolar”, destaca Audrey. “Quando há estabilidade e confiança no ambiente escolar, o estudante tem mais condições de desenvolver seu potencial e se preparar para o que vem depois”, finaliza Fatima.



Audrey Taguti - acumula 41 anos de experiência e trabalho em Educação. É formada em Magistério e Pedagogia, possui pós-graduações em Psicopedagogia e Bilinguismo e é especialista em Alfabetização. É diretora pedagógica do Brazilian International School – BIS, de São Paulo/SP desde a fundação do colégio, em 2000.


Fatima Lopes - pós-graduada em Gestão Escolar, especialista em Bilinguismo e apaixonada pela área da Educação. De sua primeira formação, em Enfermagem, ela mantém o dom de cuidar das pessoas: gosta de se relacionar com alunos, pais e colegas, promovendo um ambiente de aprendizado colaborativo e acolhedor. Diz ter como missão contribuir para a formação integral dos estudantes, formando cidadãos mais conscientes e preparados para o futuro. É fundadora e diretora geral da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo.


International Schools Partnership – ISP
Para mais informações, acesse o site.

 

Como será o futuro do trabalho na era da Inteligência Artificial

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Professor do UniCuritiba explica como a automação vai moldar as novas profissões e o que os jovens devem esperar das carreiras profissionais em 2030

 

Às vésperas dos vestibulares de verão, milhares de estudantes brasileiros se deparam com uma dúvida: como será o futuro do mercado de trabalho em cinco anos? Em plena era da Inteligência Artificial (IA), não basta apenas escolher entre um curso superior ou outro. É preciso entender os novos cenários e traçar estratégias capazes de abarcar as tendências que, aos poucos, começam a se consolidar nas organizações.

De acordo com o Relatório sobre o Futuro do Trabalho 2025, do Fórum Econômico Mundial, a perspectiva é de que aproximadamente dois quintos (39%) das habilidades profissionais atuais sejam transformadas ou se tornem obsoletas até 2030. Em cinco anos, a IA deve eliminar mais de 92 milhões de postos de emprego e reduzir entre 6% e 13% as oportunidades para jovens entre 22 e 25 anos em ocupações expostas à automação tecnológica.

“A inteligência artificial está redesenhando o mercado de trabalho em uma velocidade sem precedentes. Esse cenário produz um misto de desafios e de oportunidades”, destaca o professor doutor Sérgio Czajkowski Junior, docente nos cursos de graduação e pós-graduação do UniCuritiba – instituição que integra o ecossistema Ânima Educação.

Consultor nas áreas de Planejamento Estratégico, Inovação e Gestão de Pessoas, o professor defende que a ascensão da IA é uma realidade que já começou a redefinir carreiras em todo o mundo – e que já vem sendo usada como um diferencial nos cursos do UniCuritiba.

Segundo ele, diversas profissões, principalmente as que envolvem tarefas repetitivas, estão entre as mais vulneráveis à automação. Em contrapartida, o levantamento do Fórum Econômico Mundial mostra que é justamente essa automação que deve gerar 170 milhões de novos postos de trabalho. “A questão principal não é sobre as profissões que serão extintas, é como se preparar para essa revolução que está a pleno vapor”, avisa o professor.

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 O papel fundamental da graduação

Diante de um panorama de automação crescente, o professor Sérgio Czajkowski Junior analisa a relevância da graduação e a resposta é enfática: “a formação superior continua sendo fundamental, mas sua natureza e valor se transformam. Em uma era onde a IA pode executar tarefas complexas, o diploma universitário não é mais uma proteção automática, mas, sim, um diferencial estratégico quando conectado às exigências do mercado”. 

Doutor em Administração, ele diz que as empresas vão precisar de profissionais com habilidades que a Inteligência Artificial não conseguirá replicar. “A graduação não oferece apenas o conhecimento técnico aprofundado; ela desenvolve o pensamento crítico, a capacidade de análise, a resolução de problemas complexos e estimula a criatividade, competências que se tornam o grande trunfo humano. A universidade prepara o indivíduo para se adaptar, aprender continuamente e inovar, qualidades indispensáveis no futuro do trabalho.”

 

Profissões com baixo risco de automação

De acordo com o professor Sérgio Czajkowski Junior, pós-graduado em Filosofia e Sociologia Política, as profissões de baixo risco são aquelas que exigem genuinamente empatia, criatividade, habilidades motoras finas complexas, adaptabilidade, inteligência emocional e julgamento ético apurado. "As atividades em que a interação humana e a capacidade de lidar com o imprevisto serão insubstituíveis”, resume. 

A melhor estratégia para quem vai começar um curso superior, recomenda Sérgio, é combinar habilidades humanas, as chamadas soft skills, com competências técnicas (hard skills). “Comunicação, empatia, negociação e inteligência emocional combinadas com o domínio de ferramentas técnicas e analíticas é que vão definir os profissionais do futuro. A IA não está aqui apenas para substituir, mas para desenvolver a capacidade humana.”

 

Para quem está na porta da graduação, o professor dos cursos de Direito, Administração e Negócios avisa: "os profissionais do futuro terão uma necessidade contínua de reskilling (requalificação) e upskilling (atualização de habilidades). Ou seja, o aprendizado não vai terminar com a graduação, ele será um processo vitalício. Nesse universo, precisamos estar dispostos a aprender novas ferramentas e aprimorar nossas competências constantemente." 

Na avaliação do professor Sérgio, a ascensão da IA traz uma série de oportunidades empreendedoras. "Há um imenso 'gap' a ser preenchido entre as capacidades da IA e os aspectos insubstituíveis da interação humana. Empreendedores que conseguirem conectar esses dois mundos terão um vasto campo de atuação."

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Recomendações para jovens estudantes

Para os jovens que estão planejando suas carreiras agora, o cenário atual exige uma abordagem proativa. Entre as estratégias sugeridas pelo professor Sérgio Czajkowski Junior estão: 

1.   Focar em habilidades criativas e analíticas combinadas: desenvolver a capacidade de pensar "fora da caixa" sem perder o domínio sobre a análise de dados e a resolução de problemas complexos.

2.   Desenvolvimento intenso de soft skills: investir em comunicação eficaz, inteligência emocional, colaboração, liderança e adaptabilidade.

3.   Aprendizado contínuo e reskilling: estar sempre aberto e disposto a adquirir novas competências e a se requalificar para as demandas do mercado.

4.   Buscar formação em áreas emergentes: considerar cursos e especializações em Big Data, IA, cibersegurança, energias renováveis, bioengenharia e outras frentes de inovação.

5.   Considerar o empreendedorismo como alternativa: desenvolver a mentalidade empreendedora, identificando lacunas e criando soluções que a tecnologia ainda não oferece. 

O futuro do trabalho na era da inteligência artificial não é um cenário apocalíptico de substituição em massa, mas sim um período de profunda transformação. O segredo não é temer a IA, mas entendê-la, adaptá-la e utilizá-la a seu favor. As oportunidades surgirão para aqueles que estiverem dispostos a aprender, a inovar e a abraçar a mudança”, finaliza o especialista.

 

A mensagem do professor Sérgio é clara: preparar-se agora é a melhor estratégia. Para os jovens estudantes, o caminho é investir em uma educação sólida, que desenvolva tanto as habilidades técnicas quanto as humanas, garantindo que estejam prontos para liderar e prosperar na nova era profissional.

 

Para ajudar os estudantes que buscam uma carreira alinhada às demandas desta nova era, o UniCuritiba oferece diversas formas de ingresso à graduação. Além dos vestibulares tradicional e simplificado, a instituição aceita a nota do Enem dos últimos dez anos e facilita os trâmites para quem deseja fazer transferência ou segunda graduação. Saiba mais em https://www.unicuritiba.edu.br/formas-de-entrada/

 

 UniCuritiba


Se não foi o valor do dólar, nem o do barril de petróleo... Por que o diesel aumentou em novembro?


O preço do diesel subiu de novo em novembro, mas, dessa vez, a culpa não foi do dólar nem do barril de petróleo. Então, qual foi a razão para mais uma pressão no bolso dos transportadores? A resposta, como quase sempre acontece no mercado de combustíveis, está nos bastidores, e não exatamente nos números mais visíveis. 

 

Vamos começar pelo barril. É verdade que o petróleo teve ligeiro recuo nas últimas semanas, refletindo uma combinação de manutenção da produção pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP+) com uma demanda desacelerando. Mesmo assim, o diesel não acompanhou essa tendência de queda. E isso está relacionado com o que está acontecendo com as rotas e origens do combustível que chega ao Brasil.

 

Em novembro, grandes players brasileiros começaram a reduzir as compras de diesel vindo da Rússia. O receio é o de sofrer sanções secundárias por parte dos Estados Unidos, após o endurecimento das restrições contra as refinarias Rosneft e Lukoil. De acordo com o CREA (Centre for Research on Energy and Clean Air), entre 2023 e setembro de 2025, o Brasil foi o segundo maior destino do diesel russo no mundo, atrás apenas da Turquia. Agora, com esse canal de fornecimento ficando mais arriscado, os importadores brasileiros estão migrando parte dessa demanda para os Estados Unidos, o que muda completamente o custo.

 

Os descontos que tornavam o diesel russo mais barato praticamente sumiram. O Financial Times mostrou que, ao considerar os custos de frete e operação, a diferença entre o combustível russo e o americano ficou quase nula. Ou seja, perdeu-se um dos principais incentivos para continuar comprando da Rússia. E o diesel americano, por sua vez, tem enfrentado seus próprios problemas. O estoque de diesel com ultra baixo teor de enxofre nos EUA caiu em um período em que se esperava aumento, já que o inverno se aproxima. A falta de previsibilidade e as paradas inesperadas em refinarias, somadas a manutenções programadas e gargalos operacionais em países como Rússia e Índia, empurraram as margens de refino para o maior nível em dois anos, especialmente na Europa e na Ásia. Esses fatores afetam todo o mercado, inclusive o nosso.

 

Para quem abastece toda semana, isso significa pagar mais por um diesel que, na origem, está saindo de rotas mais caras — e mais instáveis. Com menos diesel russo chegando ao Brasil e o americano custando mais caro, o reflexo é imediato: o valor do produto no mercado interno sobe. E o impacto já foi captado no Preço de Paridade de Importação (PPI) e começa a ser sentido também nos postos. Para piorar, seguimos enfrentando problemas locais. A Refinaria de Manguinhos (Refit), no Rio de Janeiro, continua envolvida nas investigações que levaram à interdição pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e apreensão de cargas suspeitas, o que impacta principalmente o mercado carioca e paulista.

 

Enquanto isso, a Petrobras não reajusta o preço do diesel nas refinarias há seis meses, mesmo com o mercado internacional se movimentando.

 

E como se não bastasse toda essa incerteza, já temos previsto um aumento certo: a partir de janeiro de 2026, entra em vigor mais um aumento de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o que deve adicionar cerca de R$ 0,06 por litro no preço final. Ou seja, mesmo que internacionalmente tudo fique estável, o diesel vai subir no Brasil. 

 

No fim das contas, se o preço depender do estoque americano, talvez o frotista tenha que torcer por um inverno mais ameno nos EUA e na Europa. Porque se as temperaturas forem muito baixas e a demanda por diesel aumentar por lá, quem vai sentir o impacto, mais uma vez, somos nós, aqui no Brasil. E na bomba, claro.



Vitor Sabag - Especialista em combustível do Gasola by nstech


Seguros: aliados essenciais para garantir viagens e festas de fim de ano com segurança

Especialista do Grupo AllCross reforça a importância das coberturas e alerta para riscos comuns no verão, época de maior incidência de imprevistos


As festas de fim de ano e o início do verão marcam o período em que milhões de brasileiros deixam suas cidades para aproveitar as férias, reencontrar a família, curtir a praia ou se aventurar em destinos internacionais. Porém, essa época também concentra os maiores índices de sinistros, desde acidentes em estradas até perda de bagagem, doenças súbitas, furtos e problemas mecânicos. Segundo levantamento amplamente divulgado pelo setor, o verão é o período do ano com maior número de acionamentos de seguro viagem e assistência veicular.

Nesse cenário, a contratação de um seguro deixou de ser uma opção e se tornou uma ferramenta indispensável de proteção financeira e tranquilidade emocional.
“Seguro é aquilo que oferece tranquilidade para lidar com imprevistos”, destaca Renato Pavani, supervisor de vendas da Prime Broker, empresa do Grupo AllCross.

Reconhecido como um dos maiores grupos de corretoras de planos de saúde, odontológicos e seguros do Brasil, o Grupo AllCross atua em diferentes modalidades de proteção, oferecendo soluções que preservam vidas, bens e patrimônio. Para o consumidor, isso representa suporte especializado, atendimento ágil e o respaldo necessário diante de eventualidades que podem transformar um período de descanso em um prejuízo significativo.


Viajar é sonho, mas também exige planejamento e proteção

O fluxo de turistas cresce de forma acelerada entre dezembro e fevereiro, e com ele, os imprevistos. Aeroportos lotados, estradas congestionadas e mudanças climáticas bruscas aumentam o risco de contratempos. Bagagens extraviadas, cancelamentos de voo, intoxicações alimentares, quedas, acidentes e emergências odontológicas estão entre as ocorrências mais comuns em viagens.

O especialista reforça os benefícios dessa modalidade:
“Ninguém está livre de imprevistos em meio a uma viagem. Pode acontecer a perda de bagagem, um pequeno acidente ou doença em que haja necessidade de consultar um médico ou hospital, uma dor de dente, despesas farmacêuticas, interrupção e/ou cancelamento de viagem, regresso sanitário, traslado médico, por isso, o seguro viagem pode ser um aliado nesses momentos”.

Para viagens internacionais, o cuidado deve ser ainda maior. Países da Europa que integram o Tratado de Schengen, por exemplo, exigem seguro viagem com cobertura mínima obrigatória, e destinos como Estados Unidos e Canadá têm sistemas de saúde extremamente caros, podendo cobrar milhares de dólares até mesmo por atendimentos simples.

“É importante analisar os valores das coberturas e que eles sejam compatíveis com os custos de saúde naqueles países de destino, como por exemplo em uma viagem para os EUA, onde não existe atendimento médico custeado pelo Estado nem mesmo para emergências e qualquer tratamento por mais simples que seja custa muito caro”, alerta o profissional.


Seguro veicular: essencial em estradas lotadas e longas distâncias

As estradas brasileiras registram aumento expressivo no fluxo de veículos nas férias e, com isso, cresce também o índice de acidentes, falhas mecânicas e panes elétricas. Somado a isso, o calor intenso típico do verão aumenta o risco de superaquecimento e problemas no sistema de arrefecimento, especialmente em deslocamentos longos ou congestionamentos prolongados. “Estradas muito movimentadas aumentam consideravelmente o risco de acidentes, da mesma forma como pode haver o risco de superaquecimento do veículo, caso o motorista tenha que ficar parado em filas e congestionamentos. Para ambos os casos, o cliente poderá acionar o guincho e ou a assistência 24 horas em todo território nacional”, pontua.

Para quem depende do carro no dia a dia ou planeja longos trajetos, o recado é direto:
não se deve viajar sem seguro, principalmente diante do aumento de roubos e furtos de veículos registrado nos últimos anos, conforme dados amplamente divulgados pelas secretarias de segurança estaduais.

“Para as pessoas que têm o carro como seu companheiro de viagens, o recado é um só: Não viaje sem ter um seguro”, reforça Pavani.


Seguro de vida: proteção que vai muito além da cobertura por morte

O seguro de vida vem ganhando popularidade entre os brasileiros, um movimento impulsionado pelo pós-pandemia, que ampliou a percepção sobre a importância de planejamento e segurança financeira para a família. Hoje, essa modalidade abrange coberturas que garantem proteção também em vida, especialmente diante de doenças graves, acidentes e incapacidades temporárias.

Pavani explica: “Essa modalidade ainda pode cobrir acidentes pessoais, casos de doenças graves, despesas médico-hospitalares ou mesmo pagamentos ou reembolso de despesas com funeral”. E complementa: “É importante atentar para coberturas que vão além da cobertura principal de morte e que possam trazer benefícios em vida, no caso de acidentes e/ou doenças que possam trazer prejuízos ao segurado, como invalidez total ou parcial, invalidez temporária, diagnóstico de doenças graves, entre outros”.

A contratação costuma ter vigências anuais ou plurianuais, com renovação e atualização periódica, e segue critérios etários específicos, no geral, o limite é de até 80 anos para adesão inicial.


Escolha da seguradora: o passo mais importante

Diante de tantas modalidades e coberturas disponíveis, o papel da corretora é fundamental. É ela quem orienta, analisa o perfil do cliente, identifica necessidades reais e evita contratações equivocadas ou insuficientes.

É fundamental a escolha de uma corretora e seguradora séria e idônea para contratação. Um seguro mal dimensionado pode gerar negativas de cobertura, valores de reembolso insuficientes ou falta de assistência no momento mais crítico, algo que acontece com frequência com consumidores que compram seguros apenas pelo preço, sem orientação qualificada”, destaca o especialista.


O recado final? Em tempo de férias, prevenção não é opcional

Seja para viajar com tranquilidade, proteger o patrimônio ou garantir cuidado e segurança à família, a contratação de seguros adequados é uma decisão que evita prejuízos financeiros e emocionais. E, num período em que os riscos aumentam significativamente, cada detalhe faz a diferença.

 

Grupo AllCross
www.allcross.com.br
@grupo.allcross


Nova NR-1 põe em risco salões que insistem no modelo de comissão

Especialista Rafaela de la Lastra alerta: Lei do Salão-Parceiro, comissão e ambiente de alta pressão podem virar bomba trabalhista e psicossocial a partir de 2026. 

 

A atualização da NR-1, que passou a incluir a saúde mental na gestão de riscos, está em vigor desde maio de 2025 para fins educativos e entrará na fase punitiva em menos de seis meses, a partir de 26 de maio de 2026. No setor da beleza, essa mudança acende um alerta importante, sobretudo para salões que ainda operam no modelo tradicional de comissão.

Pela Lei do Salão-Parceiro, os profissionais são formalmente autônomos e trabalham com contratos homologados em sindicato. Em teoria, esse enquadramento dispensaria os salões de aplicar os mesmos programas de prevenção de riscos psicossociais exigidos para funcionários contratados. Na prática, porém, o funcionamento cotidiano de grande parte dos espaços de beleza se distancia desse cenário ideal e coloca empregadores e profissionais em uma área de risco crescente.

Rafaela de la Lastra, especialista em gestão de salões, explica que no modelo de comissão o salão capta clientes, realiza o recebimento e repassa apenas um percentual ao profissional. Qualquer ausência, queda de produtividade ou atendimento fora do espaço faz a receita despencar, levando muitos donos a estabelecer cobranças de presença, horários rígidos e metas de desempenho que se assemelham à lógica de vínculo empregatício. Esse controle constante e a cobrança por resultados acabam criando um ambiente de tensão permanente, ainda que o contrato formal seja de autonomia.

Quando um profissional supostamente autônomo entra com uma ação trabalhista e consegue comprovar vínculo, todo o histórico de conflitos, pressões e desgastes vividos no ambiente de trabalho pode passar a ser analisado também sob a ótica da NR-1. Isso amplia de forma significativa o passivo jurídico e financeiro enfrentado pelo salão, já que a nova norma considera fatores emocionais, comportamentais e organizacionais como elementos reais de risco à saúde.

Para Rafaela, o modelo de comissão alimenta uma zona contínua de desgaste, marcada por disputas por clientes, desconfiança em relação aos repasses, clima competitivo e donos sobrecarregados com a mediação de conflitos diários. Ela afirma que hoje a necessidade é evidente: as empresas do setor precisam abandonar esse formato obsoleto e migrar para modelos mais transparentes, sustentáveis e alinhados às exigências atuais de gestão de riscos.

Como alternativa, Rafaela aponta a locação integrativa de estações de trabalho, um sistema em que o profissional se torna de fato locatário de uma cadeira, maca ou bancada. Ele paga um valor fixo pelo uso dos bens móveis e trabalha de forma genuinamente autônoma, sem qualquer comissão intermediando a relação e sem mecanismos de controle incompatíveis com essa autonomia. Esse formato, segundo ela, elimina o risco de vínculo, reduz a tensão diária e afasta o espaço de beleza tanto de conflitos trabalhistas quanto de colisões com a nova NR-1, que agora também avalia aspectos relacionados à saúde mental.

 

Um é pouco, dois é bom, três é bigamia

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“A lei simplesmente não reconhece, nem protege, uniões paralelas, simultâneas ou poliafetivas”

 

Há alguns anos, chegou ao Brasil uma minissérie que gerou grande polêmica nos Estados Unidos. Produzida por Tom Hanks para a HBO, Big Love — aqui exibida com o título Amor Imenso — mostrava a vida de Bill, um homem casado com três mulheres, com quem teve sete filhos. A história despertou muita curiosidade na época e ainda hoje serve como ponto de partida para entender o que aconteceria, do ponto de vista legal, se uma situação semelhante ocorresse no Brasil.

No enredo, Bill pertence a uma tradição religiosa que admite múltiplos casamentos. Mas, juridicamente, isso não faz diferença. Regras religiosas não podem se sobrepor à lei brasileira, que continua sendo clara e rígida: bigamia é crime. O Código Penal define bigamia como o ato de alguém contrair novo casamento civil sabendo que seu casamento anterior ainda é válido. A pena permanece a mesma: de dois a seis anos de prisão. Já a poligamia — quando alguém se casa civilmente com três ou mais pessoas — é tratada da mesma forma.

E não é só o bígamo ou o polígamo que pode ser punido. Se a segunda — e também a terceira, quarta etc. — pessoa sabia que havia outro casamento em vigor, ela também pode responder criminalmente, com pena de um a três anos de detenção. Além disso, somente o primeiro casamento é válido. Todos os demais são nulos e não produzem efeitos jurídicos.

Por outro lado, bigamia e poligamia só existem quando os casamentos são formalizados no cartório. Se houver apenas cerimônias religiosas, sem registro civil, então, do ponto de vista jurídico, não há casamento algum — portanto, não há bigamia nem poligamia. Isso colocaria as três mulheres de Bill em uma posição extremamente frágil perante a lei brasileira. Nessa hipótese, elas não seriam esposas nem companheiras em união estável, porque a união estável é necessariamente monogâmica. Se um homem mantém vida em comum com três mulheres ao mesmo tempo, não está em união estável com nenhuma delas.

E o que isso significaria, na prática, para essas mulheres? Muita coisa. Como não existe previsão legal para uma relação simultânea desse tipo, nenhuma delas teria direito à herança, à pensão alimentícia, à meação de bens ou a benefícios previdenciários, ainda que tivessem convivido com ele por anos. A lei simplesmente não reconhece — nem protege — uniões paralelas, simultâneas ou poliafetivas.

A única exceção recairia sobre os filhos dessa relação. Estes, sim, teriam seus direitos preservados integralmente, pois a lei brasileira garante proteção e igualdade aos filhos independentemente da forma de relacionamento dos pais.

 


Ivone Zeger - Advogada, consultora jurídica, palestrante e escritora.

Fonte: https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/um-e-pouco-dois-e-bom-tres-e-bigamia

 **As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio**

 

5 dicas de gestão para melhorar a produtividade da sua equipe

Com produtividade estagnada no Brasil, a empresária e especialista em liderança Cristiane Campanholo explica como líderes podem transformar equipes desmotivadas em times de alta performance e resultados sustentáveis

 

Um estudo recente do IBRE/FGV indicou que a produtividade do trabalho no Brasil, medida pela razão entre o valor adicionado e o número de horas efetivamente trabalhadas, cresceu apenas 0,1% em 2024, uma desaceleração significativa em relação aos 2,3% registrados em 2023. No período de 2019 a 2024, o aumento médio da produtividade por hora trabalhada foi de apenas 0,28% ao ano, revelando um cenário de estagnação preocupante para o desenvolvimento econômico e empresarial do país. 

Com a estagnação da produtividade no Brasil, muitos empresários seguem tentando resolver o problema na base do esforço, mas dedicação sem direção só aumenta a sobrecarga. Segundo a empresária Cristiane Campanholo, especialista em liderança e cofundadora da Viva Positivamente, é possível sim aumentar a performance do time, desde que o líder atue no lugar certo: guiando, e não executando. Confira cinco estratégias que ela destaca para empresas que querem crescer com eficiência e independência:

 

1. Construa um time autônomo e responsável: “A produtividade nasce da clareza. Quando a equipe entende o que precisa ser feito, como deve fazer e por que aquilo importa, o trabalho flui com mais responsabilidade e menos ruído. Delegar com método e confiança é o primeiro passo para desenvolver times que se sustentam sem a presença constante do empresário”, afirma Cristiane.

 

2. Implemente uma comunicação estratégica e recorrente: “Boa parte da lentidão nas entregas vem da falta de alinhamento. Sem uma rotina de comunicação objetiva e empática, o time se perde, decisões se arrastam e o dono continua como centralizador. Uma liderança eficaz comunica expectativas, acompanha resultados e corrige a rota sem precisar apagar incêndios diariamente”, comenta a empresária.

 

3. Padronize os processos e acompanhe os indicadores: “Empresas produtivas não vivem de improviso. Elas funcionam com processos claros e indicadores bem definidos. Isso evita retrabalho, reduz o desgaste do empresário com microgestão e oferece dados concretos para tomadas de decisão mais estratégicas”, explica Cristiane.

 

4. Fortaleça sua autoridade com posicionamento e exemplo: “O papel do líder vai muito além da cobrança. Quando o empresário lidera com propósito e presença, ele inspira. Uma equipe bem liderada segue por confiança, não por medo. A autoridade verdadeira nasce da coerência e do exemplo, não da imposição”, pontua a cofundadora da Viva Positivamente.

 

5. Desenvolva constantemente a competência do time: “Equipes bem treinadas entregam mais, com mais consistência e menos dependência do dono. O desenvolvimento contínuo é o que transforma colaboradores comuns em profissionais comprometidos com o resultado. É esse preparo que permite ao empresário sair do operacional e focar no crescimento sustentável”, conclui Cristiane.


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