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quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Por que o bruxismo tende a se intensificar no fim do ano? Como tratar?

Com o fim do ano se aproximando, cresce o número de pessoas que voltam ao consultório do dentista com queixas de dor na mandíbula, tensão nos músculos da face e desgaste nos dentes — sintomas clássicos do bruxismo. O hábito involuntário de apertar ou ranger os dentes está fortemente relacionado ao estresse e à ansiedade, e tende a se intensificar nos últimos meses do ano, quando as demandas profissionais e pessoais se acumulam, os prazos apertam e o corpo sente o peso da rotina corrida. 

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 40% dos brasileiros sofrem de bruxismo, seja durante o sono ou em vigília, índice considerado um dos mais altos do mundo. Além do estresse, fatores como sono irregular, maior consumo de álcool e cafeína e mudanças na rotina contribuem para o aumento dos casos neste período. 

Segundo a cirurgiã-dentista da Oral Sin, Dra. Fernanda Marur, o fim do ano é uma época de atenção redobrada. “Com o aumento do estresse e das exigências nessa fase, observamos um crescimento significativo dos pacientes que relatam apertamento ou ranger dos dentes. O bruxismo pode parecer inofensivo no início, mas quando não tratado, pode levar a fraturas dentárias, retrações gengivais e dores crônicas na face e cabeça”, explica. 

Os sinais mais comuns são dores na mandíbula, têmporas ou cabeça, músculos faciais tensos, desgaste visível nos dentes e sensação de cansaço ao acordar. Em muitos casos, é o parceiro de sono quem percebe o ranger noturno. Além do desconforto físico, o bruxismo pode fragmentar o sono, aumentar a fadiga, alterar o humor e afetar o bem-estar geral. 

O diagnóstico é clínico e deve ser feito por um dentista, que avaliará os sintomas e o grau de comprometimento dos dentes e músculos. O tratamento geralmente envolve o uso de placas miorrelaxantes, técnicas de controle do estresse, fisioterapia e, em casos mais severos, aplicação de toxina botulínica para relaxamento da musculatura. 

“É importante lembrar que pequenas mudanças na rotina podem fazer muita diferença. Dormir bem, evitar o consumo de cafeína e álcool à noite e praticar atividades relaxantes ajudam a reduzir o risco”, orienta a especialista. A seguir, 5 dicas práticas da Dra. Fernanda Oliani para evitar o agravamento do bruxismo no fim do ano:

  1. Durma bem e preserve sua rotina de sono.
    O descanso é essencial para o equilíbrio do corpo e da mente. Dormir pouco ou mal intensifica a tensão muscular e aumenta a chance de ranger os dentes durante a noite. Tente manter horários regulares para dormir e acordar, reduza o uso de telas antes de deitar e crie um ambiente propício ao sono, com pouca luz e temperatura agradável.
     
  2. Reduza o consumo de cafeína e álcool, principalmente à noite.
    O café, os refrigerantes, os energéticos e as bebidas alcoólicas são estimulantes que dificultam o relaxamento e afetam a qualidade do sono. Além disso, o álcool pode aumentar os episódios de bruxismo noturno. Prefira bebidas calmantes, como chás naturais, e evite ingerir estimulantes nas horas que antecedem o descanso.
     
  3. Inclua atividades relaxantes na sua rotina.
    O corpo responde diretamente ao estado emocional. Práticas simples, como alongamentos, meditação, respiração profunda, leitura ou até uma caminhada leve, ajudam a liberar a tensão acumulada ao longo do dia. Dedicar alguns minutos a essas atividades antes de dormir pode diminuir significativamente a intensidade do apertamento noturno.
     
  4. Evite mascar chicletes e alimentos muito duros.
    O ato de mastigar de forma constante sobrecarrega os músculos da mandíbula, o que pode agravar a dor e o cansaço facial. Além dos chicletes, é bom ter cuidado com alimentos que exigem muita força para mastigar, como torresmos, balas duras e castanhas cruas. Dar descanso à musculatura é essencial para quem sofre com o problema.
     
  5. Procure ajuda profissional ao perceber sinais persistentes.
    Desgaste nos dentes, dor ao acordar, estalos na articulação da mandíbula ou dor de cabeça frequente são sinais de alerta. O acompanhamento com um dentista é fundamental para identificar o grau do problema e indicar o tratamento mais adequado, que pode incluir placas miorrelaxantes ou outras terapias. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor a resposta do organismo.

 

Oral Sin

 

O que seus dentes dizem sobre sua saúde geral?

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Sinais na boca podem indicar doenças no coração, diabetes e até problemas renais, alerta especialista
 

Sangramentos, gengivas inchadas, mau hálito e até pequenas dores podem ser sinais de alerta de que algo não vai bem no organismo. De acordo com o mestre e Dr. Marcelo Coessens, coordenador do curso de Odontologia da Faculdade Anhanguera, a saúde bucal e a saúde geral estão intimamente conectadas e a boca pode revelar muito mais do que se imagina. 

“Alterações na gengiva e nos dentes muitas vezes refletem problemas sistêmicos, como diabetes, doenças cardiovasculares ou desequilíbrios hormonais. A boca é uma porta de entrada para o corpo, e qualquer infecção não tratada pode se espalhar e causar inflamações em outros órgãos”, explica o mestre. 

De acordo com um estudo recente realizado pela ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos) em parceria com o Conselho Federal de Odontologia (CFO), 32% dos brasileiros não foram ao dentista em 2024, um cenário que favorece o surgimento de doenças como cáries, gengivite, periodontite e até complicações mais graves. 

O docente destaca que a má higiene oral pode agravar doenças já existentes ou até desencadear novas condições. “O acúmulo de placa bacteriana pode levar à inflamação da gengiva, facilitando a entrada de bactérias na corrente sanguínea, além de desencadear uma resposta imuno-inflamatória no organismo, contribuindo para o estabelecimento de uma inflamação sistêmica que pode associada a doenças cardíacas. Também há relação com diabetes descompensada, pneumonia, complicações na gestação e doenças renais”, acrescenta. 

Destaca-se a relação bidirecional da doença periodontal (inflamação no tecido gengival e ósseo) e a diabetes, onde o próprio controle da doença diabética pelos médicos pode estar dificultado pelo mal controle inflamatório de origem bucal. 

Para manter a boca e o corpo saudáveis, o dentista recomenda uma rotina de cuidados diários: escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia, usar fio dental diariamente, optar por enxaguantes sem álcool, e preferencialmente com prescrição, e realizar visitas periódicas ao dentista. Além disso, evitar o tabaco, manter uma alimentação equilibrada e substituir a escova de dentes regularmente são atitudes simples que ajudam a preservar a saúde bucal e geral. 



Anhanguera
Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site e o blog.

 

La Niña e saúde: saiba por que o período aumenta os casos de gripes e dores de garganta

Fenômeno climático tem causado variações bruscas de temperatura e ar seco, cenário que favorece a proliferação de vírus respiratórios; especialista orienta sobre prevenção e tratamento correto dos sintomas 

 

O cenário climático do Brasil mudou com a chegada do La Niña. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) emitiu um comunicado oficial indicando a formação do fenômeno climático no Pacífico tropical, afetando diversas regiões, inclusive o Brasil, até fevereiro de 2026. 

Caracterizado pelo resfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico, o La Niña altera os padrões de temperatura e chuva em todo o país, criando um ambiente propício para o aumento de casos de gripes, resfriados e dores de garganta. A previsão indica uma estação com temperaturas mais baixas que o normal, frentes frias inesperadas e grande amplitude térmica, com manhãs geladas e picos de calor durante a tarde. 

Esse cenário de instabilidade tem um impacto direto na saúde respiratória, como explica o otorrinolaringologista Dr. Fabrizio Romano (CRM: 90795-SP): “O ar mais frio e seco, típico de períodos de La Niña em certas regiões, agride diretamente as vias aéreas. Nossas mucosas, que são a primeira barreira de defesa do corpo, ficam ressecadas e mais vulneráveis à entrada de vírus e bactérias. É por isso que investir em hábitos que fortalecem a imunidade se torna ainda mais crucial nesse período.”
 

Como o La Niña afeta cada região do Brasil:

Os efeitos do La Niña se manifestam de formas distintas em cada parte do Brasil, trazendo desafios específicos para a saúde respiratória da população. No Sul, a previsão é de longos períodos de seca severa; essa condição torna o ar mais seco, o que eleva o risco de doenças respiratórias ao ressecar as vias aéreas e fragilizar a primeira barreira de defesa do corpo contra vírus e bactérias.

Já o Sudeste e o Centro-Oeste devem enfrentar o deslocamento de frentes frias inesperadas, com quedas de temperatura e chuvas intensas em períodos atípicos. Essas variações bruscas de clima não só podem impactar a imunidade, mas também favorecem a permanência em ambientes fechados, cenário ideal para a transmissão de vírus causadores de gripes, resfriados e dores de garganta. Até mesmo as regiões Norte e Nordeste, onde se espera um aumento no volume de chuvas, sentirão o impacto com frentes frias mais frequentes que o usual, contribuindo para a circulação de agentes infecciosos.
 

Prevenção e tratamento: O que fazer?

Algumas medidas práticas de prevenção e tratamento podem fazer a diferença para aliviar desconfortos de possíveis infecções e evitar novas. A convite de Strepsils, Dr. Fabrizio Romano elencou algumas dicas para cuidar da saúde nesse período:

  • Cuide da sua imunidade (a melhor prevenção): Fortalecer as defesas do corpo é a primeira barreira contra infecções. Para isso, é preciso cuidado no dia a dia: manter uma alimentação equilibrada, beber bastante água para manter o corpo hidratado, praticar atividades físicas e dormir bem.
  • Foque no alívio dos sintomas (se já estiver doente): O tratamento para infecções virais deve focar no alívio do desconforto enquanto o corpo se recupera. Repouso e muito descanso são fundamentais para o sistema se regenerar. Para controlar a febre e as dores no corpo, analgésicos e antitérmicos são indicados. Em caso de dor de garganta, pastilhas com ação anti-inflamatória podem ajudar a reduzir a inflamação local e proporcionar alívio prolongado da dor.
  • Entenda o papel dos antibióticos: É um erro comum acreditar que toda infecção precisa de antibióticos. Esses medicamentos são ineficazes contra os vírus que causam gripes e resfriados e seu uso incorreto aumenta a Resistência Antimicrobiana (RAM), que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica como uma das 10 maiores ameaças à saúde pública global. O uso só é justificado em caso de uma infecção bacteriana, sempre diagnosticada por um profissional de saúde.
  • Monitore os sinais de alerta: A avaliação de um profissional é indispensável caso os sintomas se agravem. Fique atento a sinais como falta de ar ou febre persistente e busque ajuda médica para diagnóstico e tratamento precisos e seguros.

  

Strepsils®

  

¹IQVIA, FMB, base Mai/24, MAT Mai/24, em valores R$ CPP, canal farmácia, total Brasil, mercado montado “Dor de Garganta”.
²Looze, Shepard, Smith. Journal of Pain Research 2019:12 3477–3509.
³Início do efeito suavizante após administração.
4Bula do produto.


Intestino em equilíbrio: por que a saúde intestinal é mais importante do que pensamos

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  Considerado o "segundo cérebro", o intestino tem impacto direto na imunidade, humor, sono, pele e até desempenho físico  

 

Durante muito tempo, o intestino foi visto apenas como um órgão digestivo. Hoje, a ciência já mostra que ele é peça central para o funcionamento de todo o organismo, tanto que ganhou o apelido de “segundo cérebro”. Além de digerir e absorver nutrientes, o intestino participa ativamente da regulação imunológica, da produção de neurotransmissores e até do equilíbrio emocional. 

Estudos recentes reforçam que a saúde intestinal está diretamente ligada à saúde mental e metabólica, por exemplo. Pesquisas publicadas em periódicos como Frontiers in Immunology e Nutrients mostram que a comunicação entre intestino e cérebro acontece por meio do chamado eixo intestino-cérebro, uma rede de sinalização entre neurônios, hormônios e substâncias produzidas pelas bactérias intestinais. 

“Muitos neurotransmissores, como a serotonina — associada à sensação de bem-estar —, são produzidos no intestino. Por isso, quando essa flora está em desequilíbrio, é comum que a pessoa sinta cansaço, irritação e até dificuldade de concentração”, informa Carla Fiorillo, nutricionista e coordenadora de conteúdo da Puravida. 

Mas não é só isso: mais de 70% das células de defesa do corpo estão concentradas na mucosa intestinal. “Quando a microbiota intestinal — o conjunto de microrganismos que habita o intestino — está equilibrada, ela ajuda o corpo a reagir melhor a vírus, bactérias e inflamações. Já o desequilíbrio, conhecido como disbiose, pode afetar a imunidade, o humor, o sono e até a aparência da pele”, explica Carla. 

Além disso, manter o intestino saudável não depende apenas de suplementos ou medicamentos, mas de um estilo de vida equilibrado, indica a nutricionista: “Uma alimentação rica em fibras, frutas, legumes e alimentos fermentados, aliada a boas noites de sono, hidratação e manejo do estresse, é o que realmente favorece uma microbiota diversa e protetora. Pequenas mudanças de rotina já fazem diferença na disposição e na imunidade”. 

Além da imunidade e do humor, a saúde intestinal também influencia a absorção de nutrientes e a vitalidade da pele. Quando o intestino não está funcionando bem, o corpo tem mais dificuldade para aproveitar vitaminas e minerais essenciais, o que pode se refletir em pele opaca, unhas fracas e queda de cabelo. “O intestino é o ponto de partida de quase todos os processos do corpo. Cuidar dele é investir em energia, imunidade e equilíbrio emocional”, finaliza. 

  

Puravida
www.puravida.com.br


Excesso de açúcar pode causar tontura e zumbido, alertam especialistas

 

Oscilações na glicemia afetam o ouvido interno e podem desencadear sintomas como vertigem, sensação de ouvido tampado e chiado constante 

 

O açúcar em excesso não impacta apenas o peso ou o metabolismo — ele também pode interferir na audição e no equilíbrio. De acordo com a otorrinolaringologista Dra. Milena Quadros, especialista em Otoneurologia e Eletrofisiologia do Hospital Paulista, o consumo exagerado de doces pode estar relacionado a sintomas como tontura, zumbido e sensação de ouvido tampado, especialmente em pessoas mais sensíveis às variações de glicose no sangue. 

“Quando ingerimos muito açúcar, o organismo libera insulina para reduzir a glicose circulante. Essa oscilação — o sobe e desce do açúcar no sangue — pode alterar o equilíbrio dos líquidos e sais minerais dentro do ouvido interno. Com isso, o funcionamento das células sensoriais da cóclea e do labirinto fica comprometido, provocando sintomas auditivos e de equilíbrio”, explica a médica. 

Essas alterações metabólicas, conhecidas como desregulação glicêmica e osmótica, afetam diretamente a endolinfa, o fluido responsável pelo bom funcionamento do ouvido interno. Em casos de hiperglicemia (açúcar alto), há aumento da concentração de glicose nesses líquidos, o que prejudica a atuação das células responsáveis pela audição e pela estabilidade corporal. Já os episódios de hipoglicemia reacional — quando o açúcar cai rapidamente após um pico — reduzem o aporte de energia ao sistema nervoso, provocando tontura, fraqueza e até intensificação do zumbido. 

Com o tempo, condições crônicas como diabetes mal controlado, resistência à insulina e dislipidemias também comprometem a microcirculação do ouvido interno, reduzindo sua oxigenação e favorecendo o surgimento dos sintomas. 

Segundo a Dra. Milena, há grupos de risco que merecem atenção especial: “Pessoas com diabetes, síndrome metabólica, enxaqueca ou doença de Menière são mais suscetíveis. Em quem já tem distúrbios do labirinto, qualquer desequilíbrio metabólico — inclusive o do açúcar — pode piorar os sintomas.” 

Outros fatores, como alimentação irregular, jejuns prolongados, consumo excessivo de café, álcool e doces, além do estresse, também podem provocar oscilações glicêmicas e desencadear crises de tontura. 

A boa notícia é que a alimentação equilibrada é uma poderosa aliada na prevenção. “O ideal é manter a glicemia estável ao longo do dia, evitando longos períodos sem comer e reduzindo o consumo de açúcares simples e ultraprocessados. Priorizar carboidratos integrais, proteínas magras, frutas, verduras e fibras ajuda a manter o açúcar no sangue mais constante”, orienta a especialista.

Em casos de sintomas persistentes, é fundamental procurar um otorrinolaringologista, que pode solicitar exames auditivos e vestibulares, além de acompanhar o controle metabólico em parceria com endocrinologista ou nutricionista. “Tontura e zumbido nem sempre estão ligados ao ouvido em si — muitas vezes, são o reflexo de como o corpo reage ao que comemos”, reforça a médica. “Manter o equilíbrio começa, literalmente, pelo prato.”

 

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

 

7 fatos sobre a hérnia de disco e o papel da fisioterapia na recuperação sem cirurgia

Imagem de Tung Lam por Pixabay
Especialistas explicam por que a má postura e os hábitos diários estão entre as principais causas de hérnia de disco e como o tratamento fisioterapêutico evita a cirurgia na maioria dos casos 

 

Mais de 5,4 milhões de brasileiros convivem com a hérnia de disco, segundo o IBGE. O número pode ser ainda maior, considerando os casos não diagnosticados. A condição é uma das principais causas de afastamento do trabalho no país, conforme dados do Ministério do Trabalho.

Embora ainda exista a ideia de que a cirurgia seja a única solução, até 97% dos casos podem ser tratados por meio de protocolos fisioterapêuticos especializados, com resultados satisfatórios e menor risco de complicações.

Os fisioterapeutas André Pêgas e Laudelino Risso, especialistas em reabilitação de coluna, destacam sete pontos importantes sobre a hérnia de disco,  das causas mais frequentes às opções de tratamento não cirúrgico:


1. A má postura é um dos principais gatilhos

Ficar longos períodos sentado de forma inadequada, apoiar-se mal ao dormir ou permanecer em pé por muito tempo são fatores que aumentam a pressão sobre os discos intervertebrais. Com o tempo, esse esforço excessivo pode gerar desalinhamentos na coluna e contribuir para o surgimento de hérnias.


2. A hérnia de disco é multifatorial

De acordo com André Pêgas, há também influência de fatores genéticos, já que algumas pessoas possuem discos mais frágeis. “A baixa ingestão de água, o consumo frequente de alimentos inflamatórios e o estresse crônico prejudicam a cicatrização natural do organismo e aumentam o risco de degeneração dos discos”, afirma.


3. O que acontece no corpo

Os discos intervertebrais funcionam como amortecedores entre as vértebras. Quando sofrem um rompimento, o material interno,  de consistência gelatinosa, pode vazar e pressionar os nervos, gerando dor, rigidez, formigamento e perda de força. As regiões mais afetadas são a lombar e a cervical.


4. O fisioterapeuta pode diagnosticar e tratar

Conforme o Código de Ética do COFFITO, o fisioterapeuta tem autonomia para avaliar o paciente, elaborar o diagnóstico fisioterapêutico e instituir o tratamento adequado.
“O fisioterapeuta pode solicitar exames complementares, como ressonância magnética e raio X, e interpretar os exames e laudos, garantindo uma avaliação completa”, explica Laudelino Risso, fisioterapeuta e osteopata com formação pela Escola de Osteopatia de Madri e pela Harvard Medical School.


5. Tratamento conservador é eficaz na maioria dos casos

Estudos e dados clínicos indicam que entre 97% e 98% dos pacientes com hérnia de disco conseguem se recuperar sem cirurgia.
“O protocolo de reabilitação tem duração média de um a três meses e combina diferentes técnicas fisioterapêuticas”, diz André Pêgas. “Evita-se o risco cirúrgico, reduz-se o tempo de afastamento e o paciente retoma suas atividades com mais segurança.”


6. A cirurgia é indicada apenas em casos específicos

De acordo com especialistas, a intervenção cirúrgica é recomendada apenas em casos de sinais neurológicos graves, como perda de força nos pés ou mãos, formigamento na região perineal ou compressão medular. Esses quadros clínicos representam cerca de 3% dos casos.


7. Prevenir é melhor do que tratar

A prevenção envolve boa postura, hidratação adequada, atividade física regular e alimentação equilibrada.
“Exercícios que fortalecem a musculatura, como pilates e treinos funcionais, ajudam a reduzir a sobrecarga sobre os discos e previnem novas lesões”, reforça Risso.

 

 

Doutor Hérnia
https://www.doutorhernia.com.br/ https://www.instagram.com/doutorherniaoficial/


Dr. André Pêgas - fisioterapeuta responsável pela rede de clínicas Doutor Hérnia. Possui formação completa em Osteopatia pela Escuela de Osteopatía de Madrid, além de ser diplomado pela SEFO (Scientific European Federation of Osteopaths). É especialista em Osteopatia pela UCB - Universidade Castelo Branco – RJ, em Fisioterapia Traumato Ortopédica e Desportiva – IBPEX e em Ortopedia Funcional (COFFITO). É também professor da Escuela de Osteopatia de Madrid Internacional para América Latina (Brasil, Chile e Uruguai) e Europa (Portugal, Espanha e Itália).

Dr. Laudelino Risso - fisioterapeuta (Crefito: 8/81.825-F) e osteopata pela Escuela de Osteopatia de Madrid. Possui formação em Medicina Mente e Corpo, pela Faculdade de Medicina de Harvard - Boston – EUA. É especialista em Terapia Manual, com formação em Podoposturologia. Participou do 9º Encontro dos Cuidados da Coluna em Stanford – Califórnia e é professor convidado em diversas pós-graduações no Brasil. É também palestrante internacional e proprietário da Franquia Doutor Hérnia que soma mais de 300 clínicas de reabilitação de coluna vertebral e hérnia de disco no país.

 

Diabetes na Geração X-Y-Z: como o estresse, o sono e a dopamina estão antecipando o diagnóstico

Enquanto todos falam do diabetes em idosos, os adultos de 30 a 45 anos começaram a ser alvo da silenciosa epidemia: estilo de vida moderno, sono fragmentado, telas, dietas pobres e hormônios em desequilíbrio. Uma nova fase de risco exige novas estratégias.

 

Durante décadas, o diagnóstico de diabetes tipo 2 era associado à maturidade, pessoas acima dos 50, 60 anos, com estilo de vida sedentário ou com muitos fatores de risco acumulados. Hoje, porém, a realidade mudou. Estudos recentes apontam que cada vez mais adultos jovens estão recebendo a condição, e de forma mais agressiva. Por exemplo: uma investigação de 2024/25 constatou que o diabetes tipo 2 de início precoce está associado a risco mais elevado de complicações microvasculares em comparação aos casos diagnosticados em idades mais avançadas. 

Esse fenômeno não acontece por acaso. Elementos do mundo moderno como excesso de horas de tela, sono de má qualidade, alimentação rica em ultraprocessados, estresse crônico, menor atividade física, criam um ambiente metabólico destrutivo. Essas condições reduzem a sensibilidade à insulina, favorecem acúmulo de gordura visceral e aceleram o desgaste pancreático antes mesmo dos 40 anos.

 

Os gatilhos invisíveis que aceleram o processo 

1. Sono e estresse: hormônios fora de controle

A interrupção contínua do sono, a exposição noturna à luz azul das telas e o estresse crônico geram elevação de cortisol e outras respostas hormonais que promovem resistência à insulina. Esse “modo sobrevivência” permanente empurra o corpo para dentro de um ciclo glicêmico adverso. 

2. Alimentação e sedentarismo: bomba de efeito retardado

Adultos jovens comem mais refeições rápidas, ultraprocessados e têm mais horas sentados. Um relatório recente descreve que dietas ricas em calorias vazias e baixo movimento físico são fatores-chave na epidemia de diabetes jovem. 

3. Hormônios modernos e metabolismo acelerado

Nos homens e mulheres jovens, alterações hormonais, desde puberdade mais cedo, até estrogênios, testosterona, tiroides, interagem com estilo de vida e mudam radicalmente o metabolismo. Essa convergência pode antecipar o aparecimento de diabetes tipo 2. 

O que assusta especialistas é que o diabetes tipo 2 em pessoas jovens evolui mais rápido e com mais complicações. O corpo fica exposto por mais anos à glicemia alta, à disfunção metabólica, o que gera riscos maiores de doenças cardíacas, renais, de retinas e nervos, e menor qualidade de vida. 

Além disso, fatores psicossociais desempenham papel importante: um estudo com jovens adultos com diabetes precoce mostrou que maior “distresse diabético” (ansiedade, preocupação constante com a doença) está associado a pior controle glicêmico ao longo do tempo. 

Para interromper o ciclo precoce da diabetes, o médico nutrólogo Ronan Araujo, recomenda:

  • Avaliação metabólica completa já em adultos de 30–45 anos: glicemia, insulina, perfil lipídico, composição corporal.
  • Foco na qualidade do sono e na redução do tempo de tela: pelo menos 7 h de sono, evitar telas 1 h antes de dormir.
  • Alimentação anti-inflamatória: eliminar ultraprocessados, priorizar vegetais, fibras, proteínas magras e gorduras “boas”.
  • Atividade física regular que inclua força + cardio, para preservar massa magra e aumentar o metabolismo.
  • Monitoramento emocional/metabólico: tratar o stress, ansiedade e questões hormonais como parte integrante da prevenção. 

Não basta olhar só o açúcar. O jovem adulto com diabetes tipo 2 tem na raiz fatores de ambiente, hormônios, sono, genética e estilo de vida. Intervenção precoce muda o curso da doença. 

O Dr. Ronan Araujo conclui: Se você está na casa dos 30, sem obesidade clássica, mas dorme pouco, passa horas em frente à tela, come mal e sente que a saúde “escorrega” silenciosamente, talvez seja hora de reavaliar. O perfil do diabetes mudou. E o que começou como “adulto velho com glicose alta” virou “adulto jovem com metabolismo desregulado em risco”. Informar-se, agir e mudar agora pode significar anos a mais de saúde. 

 

Dr. Ronan Araujo - CRM – 197142 - Formado em medicina pela Universidade Cidade de São Paulo, médico especializado em nutrologia pela ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia). Com foco em causar impacto e mudar a vida das pessoas através de sua profissão, ele também se tornou membro da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), que o leva a ser atualmente um dos médicos que mais conhece e entrega resultados quando falamos sobre emagrecimento e reposição hormonal.


Dia Mundial do Diabetes: Doença renal é um fator de alerta para pacientes

No Brasil, pacientes com diabetes representam 29% dos indivíduos em diálise; 40% das pessoas com diabetes desenvolvem doença renal crônica

 

O Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro, destaca um alerta importante: aproximadamente 40% das pessoas diagnosticadas com diabetes, seja tipo 1 ou tipo 2, desenvolverão doença renal crônica (DRC)1 em todo o mundo, uma condição silenciosa e assintomática e, consequentemente, diagnosticada tardiamente na maioria dos casos2. No Brasil, estima-se que 29% dos casos de DRC que necessitam de diálise ocorram entre pessoas com diabetes, de acordo com dados do Censo Brasileiro de Diálise de 2024 da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN)3. 

Isso ocorre porque, com o tempo, os altos níveis de glicose podem afetar os rins, tornando essencial que as pessoas diagnosticadas com diabetes também tenham acompanhamento com um nefrologista e dediquem atenção à saúde de seus rins. Para preservar a saúde renal, é crucial manter o controle glicêmico, realizar exames de rotina e investir em hábitos de vida saudáveis, como uma alimentação equilibrada e atividade física regular4. 

No entanto, monitorar ativamente a saúde renal também é essencial. “Apesar da ampla disponibilidade de exames simples como a creatinina, que indica a saúde da função renal, ainda vemos uma lacuna significativa no diagnóstico de DRC no Brasil. Por isso, é crucial que pacientes diabéticos e hipertensos, especialmente aqueles com histórico familiar, estejam vigilantes e realizem esse rastreamento”, comenta o nefrologista e Gerente Médico da Vantive Brasil, Paulo Lins. 

De acordo com o especialista, a realidade hoje é que a vasta maioria dos pacientes renais no Brasil chega à diálise de forma emergencial, após uma condição de saúde grave. “O que acontece com 70% a 90% dos pacientes é que eles se sentem mal, realizam exames e descobrem, na hora, que seu rim já não funciona mais. Portanto, estar ciente dos fatores de risco, como o diabetes, é muito importante para garantir um diagnóstico precoce e melhores condições de tratamento”, comenta Lins.

 

Doença Renal Crônica e Opções de Tratamento

Quando os rins param de funcionar, duas principais terapias de diálise estão disponíveis: a hemodiálise (HD) e a diálise peritoneal (DP). Atualmente, mais de 172.000 brasileiros dependem da diálise para sobreviver, de acordo com o Censo Brasileiro de Diálise de 2024, realizado pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN)4. Diante desse cenário, especialistas apontam que a diálise peritoneal – uma modalidade que pode ser realizada em casa – é uma alternativa estratégica para reduzir a sobrecarga nos centros de hemodiálise e expandir o acesso ao tratamento, especialmente em regiões com menor infraestrutura. 

No Brasil, 87,3% dos pacientes realizam hemodiálise, 7,1% hemodiafiltração, e apenas 5,6% (aproximadamente 7.000 pessoas) fazem diálise peritoneal5. Essa baixa adesão contrasta com a orientação de 20% das agências de saúde, número que já alcançou 15% nos Estados Unidos e 50% no México. 

A hemodiálise, o padrão predominante no país, é realizada em clínicas especializadas, onde o paciente permanece conectado a uma máquina por cerca de quatro horas, três vezes por semana. É um procedimento extracorpóreo baseado na filtração do sangue. Assim como em muitas intervenções médicas, os desafios potenciais incluem risco de infecção, possível impacto cardiovascular e o desenvolvimento da síndrome pós-diálise, que pode resultar em sintomas temporários como fadiga e fraqueza após uma sessão. 

A diálise peritoneal, por outro lado, utiliza o peritônio – uma membrana que reveste a cavidade abdominal – como um filtro natural. O tratamento é diário e, na maioria dos casos, realizado à noite enquanto o paciente dorme, utilizando uma máquina cicladora. Oferece mais autonomia, flexibilidade e qualidade de vida, permitindo que o paciente mantenha suas atividades diárias, trabalhe e viaje sem as limitações impostas pela hemodiálise. Embora geralmente segura, uma complicação conhecida da diálise peritoneal é a peritonite, uma infecção que pode ser manejada eficazmente com antibióticos. 

Para o nefrologista Paulo Lins, a escolha do tipo de diálise deve ser feita de forma planejada, após um diagnóstico precoce da doença renal crônica. “Em um mundo ideal, após a identificação da falha renal, o paciente seria encaminhado a um nefrologista, que indicaria o melhor tipo de diálise para aquele caso. Ele pode ir a uma clínica de hemodiálise, onde fica conectado a uma máquina três vezes por semana, ou pode realizar a diálise peritoneal em casa, recebendo a máquina, as soluções e o treinamento para executar o procedimento com segurança”, explica. 

O especialista reforça que, do ponto de vista clínico, os resultados de ambas as modalidades são equivalentes, mas a qualidade de vida com a diálise peritoneal é superior. “O paciente mantém sua autonomia, pode seguir trabalhando e viajando, não sente a ‘ressaca da hemodiálise’ e acorda sentindo-se bem”, diz. “Alguns dos benefícios indiretos da DP podem, de fato, melhorar alguns resultados clínicos para os pacientes, pois eles conseguem permanecer mais tempo em terapia”. 

A diálise peritoneal é coberta pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e está incluída na lista de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Uma portaria do Ministério da Saúde de 2011 estabeleceu a meta de que 20% dos pacientes em diálise no Brasil utilizassem essa modalidade, mas, mais de dez anos depois, o país ainda está longe de atingir esse objetivo. Para os especialistas, expandir o uso da diálise peritoneal não significa apenas melhorar a qualidade de vida dos pacientes, mas também reduzir os custos hospitalares e aliviar a sobrecarga dos centros de hemodiálise, tornando o sistema de saúde mais eficiente e acessível.

 

 

Referências:

1- Atlas do Diabetes. Disponível em: Link. Acesso em: Nov. 2025.

2- Ministério da Saúde - Doenças renais crônicas. Disponível em: Link. Acesso em: Nov. 2025.

3- Diretriz SBD 2025 – Manejo da doença renal do diabetes. Disponível em: Link. Acesso em: Nov. 2025.

4- American Diabetes Association. (s.d.). Doença Renal (Nefropatia). Disponível em: Link. Acesso em: Nov 2025.

5- Censo SBN 2025. Disponível em: Link. Acesso em: Nov. 2025.

 

 

 

Novembro Azul: Homens vivem menos porque evitam o médico, revela estudo


Homens que cuidam da saúde e visitam o médico
 regularmente vivem mais e com menos doenças
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Pesquisa mostra que eles ainda têm resistência em procurar serviços de saúde; urologista fala sobre medos, tabus e constrangimentos masculinos 

 

Uma pesquisa realizada pela Universidade do Sul da Dinamarca e publicada na revista PLOS Medicine revelou que os homens adoecem mais e vivem menos do que as mulheres em mais de 200 países, incluindo o Brasil. O estudo mostrou que a resistência masculina em procurar serviços de saúde é um dos principais fatores que explicam essa realidade. 

Segundo os pesquisadores, os homens fazem menos consultas de rotina, evitam exames preventivos e têm maior dificuldade em manter tratamentos contínuos. Esse comportamento, de acordo com o estudo, é mais acentuado entre os de 20 e 59 anos, faixa etária em que esses indivíduos ainda estão em plena atividade profissional e social.

 

Eles vivem menos

No Brasil, os dados confirmam esse cenário. A Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 revelou que 82,3% das mulheres foram ao médico no ano anterior, contra apenas 69,4% dos homens. A diferença está presente também na expectativa de vida. Em 2023, segundo o IBGE, a média masculina era de 73,1 anos, enquanto a feminina chegava a 79,7 anos. 

Além disso, doenças crônicas como hipertensão e diabetes, embora comuns a ambos os sexos, acabam levando mais homens a complicações fatais como infartos e acidentes vasculares cerebrais. No caso do HIV, os números também são preocupantes: entre 2007 e 2024, 70,7% dos casos registrados no Brasil ocorreram no público masculino.

 

Buscar ajuda não significa fraqueza

Para o urologista e professor do curso de Medicina do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), Eufanio Saqueti, o problema não está apenas no preconceito cultural masculino, mas também na negligência. 

“Observo que muitos homens deixam de procurar atendimento pela correria do dia a dia e pela falsa impressão de que estão bem. As mulheres, por outro lado, ainda se destacam no autocuidado e mantêm uma rotina de atenção maior com a própria saúde”, diz. 

Para Saqueti, a resistência masculina também está ligada a uma concepção equivocada de que a doença é sinônimo de fraqueza ou perda de autonomia. “É justamente o contrário. Buscar atendimento precoce significa preservar a qualidade de vida e evitar complicações futuras”, destaca.

 

Origens do Novembro Azul

Para incentivar que os homens cuidassem da saúde de maneira preventiva e regular, um grupo de amigos da Austrália deixou o bigode crescer durante o mês de novembro de 2003. De forma descontraída, a ideia era iniciar conversas sobre doenças como o câncer de próstata. 

O movimento chegou ao Brasil em 2008. Em 2011, o Instituto Lado a Lado pela Vida deu o nome à campanha de “Novembro Azul”, que foi amplamente adotada e abraçada por diversas entidades de saúde. 

Atualmente, o “Novembro Azul” é uma ação global que dura o mês inteiro e alerta sobre a necessidade de os homens buscarem atendimento médico, realizarem exames preventivos, ter hábitos saudáveis, promover a saúde integral; inclusive a saúde mental.

 

A importância da prevenção

O principal risco de não buscar serviços de saúde preventivos é o fato de não identificar as doenças em estágio inicial; justamente quando as possibilidades de cura são maiores. “Dependendo da condição, o tempo é determinante para conter o avanço da enfermidade. O diagnóstico precoce é fundamental e pode salvar vidas”, reforça Saqueti. 

Segundo o urologista, os homens devem ter acompanhamento médico ao longo de toda a vida, mas após os 45 anos é fundamental manter uma rotina anual de exames. “Há protocolos de cuidado específicos para cada faixa etária e seguir essas recomendações faz toda a diferença”, explica. 

O professor ainda reforça que a prevenção não aumenta apenas o tempo de vida, mas também a qualidade dela. “Homens que mantêm uma rotina regular de consultas vivem mais e melhor, especialmente porque temos a possibilidade de identificar qualquer alteração nos sinais fisiológicos, detectar precocemente possíveis doenças e tratá-las com maior eficácia”, esclarece.

 

Medos e constrangimentos

Entre os principais receios descritos na pesquisa da Universidade do Sul da Dinamarca e publicada na revista PLOS Medicine, o exame de toque retal ainda aparece como uma barreira. No entanto, o urologista ressalta que o procedimento, quando necessário, é rápido e cada vez menos solicitado devido ao avanço de exames laboratoriais e de imagem. 

“Não se pode deixar de cuidar da saúde por medo de um exame que dura poucos minutos. Mais grave do que o ‘constrangimento’ é descobrir a doença em estágio avançado, quando as opções de tratamento são mais limitadas”, alerta. 

Outro medo frequente do público masculino é a descoberta de enfermidades inesperadas. “Mas é justamente no início que temos uma janela de oportunidade para tratar com segurança e aumentar as chances de cura”, completa o doutor Saqueti.

 

Um olhar para o futuro

Mudar essa realidade exige estratégias que aproximem os homens dos serviços de saúde. Para o professor do curso de Medicina do Centro Universitário Integrado, é preciso fortalecer a relação médico-paciente, criando vínculos de confiança e otimizando o tempo da consulta. Além disso, campanhas específicas que falem diretamente com o público masculino têm papel importante para quebrar tabus. 

Um aspecto curioso observado pelo urologista em sua prática é que homens com queixas sexuais obtêm melhores resultados quando comparecem ao consultório acompanhados da parceira. “O envolvimento do casal favorece o entendimento e a adesão ao tratamento, mostrando que o cuidado com a saúde não precisa ser solitário”, aponta. 

Embora o comportamento masculino diante da saúde esteja mudando aos poucos, os dados ainda evidenciam a necessidade de atenção. “O que precisamos reforçar é que saúde não é sinônimo de fraqueza. Pelo contrário: cuidar-se é uma forma de garantir força, autonomia e qualidade de vida por mais tempo”, conclui Eufanio Saqueti.

 

Sobre o Centro Universitário Integrado

Localizado em Campo Mourão–PR, o Centro Universitário Integrado oferece, há mais de 25 anos, ensino superior de excelência reconhecido pelo MEC, com nota máxima (5) no Conceito Institucional. Alinhado às demandas do mercado, a instituição busca promover uma formação voltada ao desenvolvimento de competências essenciais para os profissionais de hoje e do futuro. 

Conta com infraestrutura moderna, laboratórios com tecnologia de ponta, metodologias de ensino inovadoras e um corpo docente com sólida experiência acadêmica e prática profissional. 

Em 2022, implementou o Integrow — Ecossistema de Inovação Integrado, voltado à promoção da cultura empreendedora, da pesquisa aplicada e da inovação. 

Atualmente, o Integrado oferece mais de 60 cursos de graduação nas modalidades presencial, semipresencial e a distância — incluindo áreas como Direito, Medicina e Odontologia — além de mais de 70 cursos de pós-graduação em diversas áreas do conhecimento.

 

Menopausa

 FDA retira alerta para terapia hormonal e decisão pode trazer repercussões em todo o mundo

 

A autoridade reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA) anunciou hoje a retirada do tradicional alerta para medicamentos usados na terapia de reposição hormonal (TRH) para menopausa. A decisão marca uma das mudanças mais significativas das últimas duas décadas no campo da saúde da mulher e deve reverberar em vários países, inclusive no Brasil. 

A medida determina que as bulas de produtos hormonais voltados ao tratamento dos sintomas da menopausa sejam atualizadas, removendo referências generalizadas sobre aumento de risco cardiovascular, câncer de mama, entre outras, que, segundo evidências científicas, não refletem mais a realidade. O alerta destacado sobre risco de câncer endometrial permanecerá apenas nos medicamentos sistêmicos contendo estrogênio isolado, conforme indicação historicamente estabelecida.

 

Revisão científica e novos tratamentos 

A decisão do FDA ocorre após reavaliação abrangente dos estudos e incorporação de novas formulações, mais seguras que as utilizadas antigamente. 

Além da mudança na rotulagem, o FDA aprovou novos tratamentos para ampliar o arsenal terapêutico, incluindo estrogênios conjugados e um novo medicamento não hormonal para sintomas vasomotores moderados a graves, oferecendo alternativa para mulheres que não podem ou não desejam usar hormônios.

 

Impacto da decisão no Brasil 

Embora a decisão do FDA não tenha efeito regulatório direto fora dos Estados Unidos, historicamente ela influencia autoridades sanitárias em diversos países. No Brasil, especialistas já discutem a necessidade de revisitar diretrizes baseadas nos estudos antigos que embasam as regras atuais. Assim, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tende a acompanhar o debate científico internacional, podendo considerar revisões próprias em breve. 

Para o Dr. Alexandre Rossi, médico ginecologista e obstetra, responsável pelo ambulatório de Ginecologia Geral do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, a retirada do alerta americano reforça uma tendência que já vem sendo observada no dia a dia dos especialistas, que é a medicina baseada em risco individual. 

“Muitas mulheres atravessam essa fase apenas com mudanças de estilo de vida, como atividade física regular, ajuste alimentar e manejo do estresse. Entretanto, quando os sintomas vasomotores, como ondas de calor intensas, suores noturnos, insônia e alterações geniturinárias, comprometem a qualidade de vida, a reposição hormonal pode ser indicada. A combinação pode envolver estrogênio isolado ou estrogênio com progesterona", explica. 

O tratamento deve ser sempre prescrito por especialista, após avaliação criteriosa, exames adequados e revisão de histórico pessoal e familiar. 

Nos casos em que há contraindicações ou quando a paciente prefere não fazer uso da TH, existem opções não hormonais seguras, incluindo tratamentos farmacológicos, fitoterápicos e abordagens complementares.


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