Especialistas
explicam por que a má postura e os hábitos diários estão entre as principais
causas de hérnia de disco e como o tratamento fisioterapêutico evita a cirurgia
na maioria dos casos
Imagem de Tung Lam por Pixabay
Mais de 5,4 milhões de brasileiros convivem com a
hérnia de disco, segundo o IBGE. O número pode ser ainda maior, considerando os
casos não diagnosticados. A condição é uma das principais causas de afastamento
do trabalho no país, conforme dados do Ministério do Trabalho.
Embora ainda exista a ideia de que a cirurgia seja
a única solução, até 97% dos casos podem ser tratados por meio de protocolos
fisioterapêuticos especializados, com resultados satisfatórios e menor risco de
complicações.
Os fisioterapeutas André Pêgas e Laudelino Risso,
especialistas em reabilitação de coluna, destacam sete pontos importantes sobre
a hérnia de disco, das causas mais frequentes às opções de tratamento não
cirúrgico:
1. A má postura é um dos
principais gatilhos
Ficar longos períodos sentado de forma inadequada,
apoiar-se mal ao dormir ou permanecer em pé por muito tempo são fatores que
aumentam a pressão sobre os discos intervertebrais. Com o tempo, esse esforço
excessivo pode gerar desalinhamentos na coluna e contribuir para o surgimento
de hérnias.
2. A hérnia de disco é
multifatorial
De acordo com André Pêgas, há também influência de
fatores genéticos, já que algumas pessoas possuem discos mais frágeis. “A baixa
ingestão de água, o consumo frequente de alimentos inflamatórios e o estresse
crônico prejudicam a cicatrização natural do organismo e aumentam o risco de
degeneração dos discos”, afirma.
3. O que acontece no corpo
Os discos intervertebrais funcionam como
amortecedores entre as vértebras. Quando sofrem um rompimento, o material
interno, de consistência gelatinosa, pode vazar e pressionar os nervos,
gerando dor, rigidez, formigamento e perda de força. As regiões mais afetadas
são a lombar e a cervical.
4. O fisioterapeuta pode
diagnosticar e tratar
Conforme o Código de Ética do COFFITO, o
fisioterapeuta tem autonomia para avaliar o paciente, elaborar o diagnóstico
fisioterapêutico e instituir o tratamento adequado.
“O fisioterapeuta pode solicitar exames
complementares, como ressonância magnética e raio X, e interpretar os exames e laudos, garantindo uma avaliação
completa”, explica Laudelino Risso, fisioterapeuta e osteopata com formação
pela Escola de Osteopatia de Madri e pela Harvard Medical School.
5. Tratamento conservador é
eficaz na maioria dos casos
Estudos e dados clínicos indicam que entre 97% e
98% dos pacientes com hérnia de disco conseguem se recuperar sem cirurgia.
“O protocolo de reabilitação tem duração média de um a três meses e combina
diferentes técnicas fisioterapêuticas”, diz André Pêgas. “Evita-se o risco
cirúrgico, reduz-se o tempo de afastamento e o paciente retoma suas atividades
com mais segurança.”
6. A cirurgia é indicada apenas em casos específicos
De acordo com especialistas, a intervenção
cirúrgica é recomendada apenas em casos de sinais neurológicos graves, como
perda de força nos pés ou mãos, formigamento na região perineal ou compressão
medular. Esses quadros clínicos representam cerca de 3% dos casos.
7. Prevenir é melhor do que tratar
A prevenção envolve boa postura, hidratação
adequada, atividade física regular e alimentação equilibrada.
“Exercícios que fortalecem a musculatura, como pilates e treinos funcionais,
ajudam a reduzir a sobrecarga sobre os discos e previnem novas lesões”, reforça
Risso.
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Dr. André Pêgas - fisioterapeuta responsável pela rede de clínicas Doutor Hérnia. Possui formação completa em Osteopatia pela Escuela de Osteopatía de Madrid, além de ser diplomado pela SEFO (Scientific European Federation of Osteopaths). É especialista em Osteopatia pela UCB - Universidade Castelo Branco – RJ, em Fisioterapia Traumato Ortopédica e Desportiva – IBPEX e em Ortopedia Funcional (COFFITO). É também professor da Escuela de Osteopatia de Madrid Internacional para América Latina (Brasil, Chile e Uruguai) e Europa (Portugal, Espanha e Itália).
Dr. Laudelino Risso - fisioterapeuta (Crefito: 8/81.825-F) e osteopata pela Escuela de Osteopatia de Madrid. Possui formação em Medicina Mente e Corpo, pela Faculdade de Medicina de Harvard - Boston – EUA. É especialista em Terapia Manual, com formação em Podoposturologia. Participou do 9º Encontro dos Cuidados da Coluna em Stanford – Califórnia e é professor convidado em diversas pós-graduações no Brasil. É também palestrante internacional e proprietário da Franquia Doutor Hérnia que soma mais de 300 clínicas de reabilitação de coluna vertebral e hérnia de disco no país.
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