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quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Dia Mundial do Diabetes: tecnologia devolve liberdade e transforma o controle do diabetes tipo 1


Sistemas automatizados de insulina reduzem o número de picadas e proporcionam mais segurança e qualidade de vida para crianças, jovens e adultos
  


Neste 14 de novembro, Dia Mundial do Diabetes, a atenção se volta para os desafios enfrentados por milhões de pessoas que convivem com o diabetes tipo 1 (DM1). Essa condição autoimune em que o sistema imunológico destrói as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina, exige um controle constante da glicemia e impacta fortemente a rotina de pacientes e famílias.
 

O Brasil é o 3º país do mundo em prevalência de DM1 entre crianças e adolescentes e 1 em cada 9 pessoas tem diabetes no país1,2. Estima-se que cerca de 600 mil pessoas vivam com diabetes tipo 13. Em 2022, 26 mil jovens morreram por falta de diagnóstico adequado4, e cada pessoa diagnosticada aos 10 anos perde, em média, 33,2 anos de vida saudável5. 

“O tratamento é exigente. A cada refeição, é necessário medir a glicemia, contar carboidratos e calcular a dose exata de insulina. Sem isso, há risco tanto de hiperglicemia quanto de hipoglicemia, ambas perigosas”, explica o endocrinologista pediátrico Luís Eduardo Calliari, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e membro do Departamento de Tecnologia da Sociedade Brasileira de Diabetes.

 

Da gestão manual à liberdade automatizada 

Tradicionalmente, o monitoramento é feito com algo entre 4 e 6 picadas no dedo por dia para medir a glicose e múltiplas injeções de insulina. Essa rotina intensa tem impacto emocional e físico, especialmente em crianças e adolescentes. 

Nos últimos anos, a tecnologia tem revolucionado esse cenário. Estudos mostram que o acesso universal a bombas de insulina e sistemas de monitorização contínua de glicose (CGM) poderia preservar até 56 mil vidas no Brasil até 20404. 

Os sensores de monitoramento contínuo de glicose (CGMs) medem os níveis de glicose 24 horas por dia e enviam dados em tempo real para um aplicativo. Já os sistemas automatizados de insulina, como o MiniMed™ 780G da Medtronic, integram sensor e bomba, automatizando o cálculo e a liberação de insulina conforme as variações da glicose. 

“O sistema calcula e corrige automaticamente a dose de insulina a cada cinco minutos, inclusive durante a noite, o que reduz significativamente os episódios de hipoglicemia e melhora o controle glicêmico como um todo. Isso representa um avanço significativo no tratamento do diabetes tipo 1, especialmente em crianças com mais de 7 anos, para as quais é indicada a solução”, afirma Calliari.

 

Menos interrupções, mais vida 

O impacto na qualidade de vida é imenso. Para uma criança, significa brincar sem se preocupar com pausas para furar o dedo. Para um adolescente, é poder praticar esportes e se divertir com mais liberdade. Para um adulto, é poder trabalhar ou viajar sem a preocupação constante com medições e aplicações manuais. 

“O que vemos, na prática, é uma melhoria enorme na qualidade de vida — não só do paciente, mas de toda a família. Eles conseguem ver resultados melhores com menos esforço, sabendo que o sistema está ativo e protegendo-os mesmo durante a madrugada, o que representa um alívio principalmente para os pais de crianças com diabetes”, complementa o especialista. 

Apesar dos benefícios, apenas cerca de 2% dos brasileiros com DM1 utilizam essas tecnologias, uma diferença de 28% em relação aos Estados Unidos, onde 30% dos pacientes fazem uso desses dispositivos6. 

Mais do que conveniência, a tecnologia significa segurança e qualidade de vida. O avanço dos sensores e sistemas automatizados de insulina está transformando o tratamento do diabetes tipo 1 em uma experiência mais humana, precisa e sustentável. 

“O impacto é enorme. A tecnologia complementa o cuidado e o torna mais eficiente e seguro”, conclui Calliari.

 

Medtronic


Como proteger as crianças da pneumonia: especialista explica sinais de alerta e formas de prevenção

Segundo a OMS, a doença é uma das principais causas de morte evitável em crianças menores de cinco anos em todo o mundo

 

O Dia Mundial da Pneumonia, celebrado em 12 de novembro, foi criado para conscientizar sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é uma das principais causas de morte evitável em crianças menores de cinco anos em todo o mundo. No Brasil, embora os índices de mortalidade infantil por pneumonia tenham apresentado queda ao longo das últimas décadas, a necessidade de evitar internações e complicações, especialmente em crianças pequenas e em situações de vulnerabilidade, permanece como desafio de saúde pública.

A pneumologista do AMAS UMANE, Ambulatório Multiassistencial gerido pelo Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês com apoio da Umane, Dra. Tayse Pereira, explica que a pneumonia pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos, e ocorre quando os pulmões ficam inflamados, dificultando a respiração e a oxigenação do corpo. “Nas crianças, o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento, por isso eles são mais vulneráveis a complicações. O diagnóstico e o tratamento precoces fazem toda a diferença”, destaca.

Segundo a médica, os principais sintomas de alerta são:

·         Febre alta e persistente;

·         Tosse seca ou com catarro;

·         Cansaço e respiração acelerada;

·         Falta de apetite e irritabilidade;

·         Chiado ou dificuldade para respirar.

De acordo com a especialista, a prevenção começa com hábitos simples: “A vacinação é a principal forma de proteção, especialmente contra pneumococo e influenza. Além disso, manter uma boa alimentação, garantir hidratação adequada e evitar a exposição à fumaça de cigarro ajudam muito na saúde respiratória das crianças”, orienta.

A médica também ressalta a importância de não automedicar e de procurar atendimento médico sempre que os sintomas respiratórios forem intensos ou persistirem por muitos dias. “Muitas vezes, os sintomas que parecem comuns podem evoluir rapidamente para pneumonia. Por isso, é fundamental que a avaliação seja feita por um profissional de saúde, que poderá indicar o tratamento correto”, completa.

  

Sírio-Libanês

 

Roche apresenta resultados do estudo de fase III com obinutuzumab para lúpus eritematoso sistêmico


Pesquisa demonstra maior resposta clínica após 52 semanas com a combinação do medicamento ao tratamento padrão


A Roche divulgou dados do estudo clínico de Fase III ALLEGORY, que avaliou o uso de obinutuzumab (Gazyva®/Gazyvaro®) em adultos com lúpus eritematoso sistêmico (LES) que já recebiam tratamento padrão. O LES é uma doença autoimune crônica em que o sistema imunológico passa a atacar o próprio organismo, podendo afetar múltiplos órgãos. 

O estudo analisou se a adição de obinutuzumab ao tratamento padrão poderia contribuir na no controle da atividade do LES ao longo de 52 semanas. O desfecho principal mostrou que uma proporção maior de pessoas tratadas com obinutuzumab alcançou melhora mínima de quatro pontos no SLE Responder Index 4 (SRI-4) — um critério clínico que combina redução da atividade da doença com ausência de piora significativa em outros parâmetros — quando comparadas ao grupo que recebeu apenas o tratamento padrão. 

Os principais desfechos secundários, que avaliaram outros aspectos clínicos como redução de inflamação e de surtos da doença, também foram alcançados, com resultados considerados estatisticamente significativos. O perfil de segurança observado foi consistente com o já conhecido para o obinutuzumab, sem novos sinais relevantes identificados.

Obinutuzumab é um anticorpo monoclonal anti-CD20, ou seja, um tipo de terapia produzida em laboratório que se liga à proteína CD20 presente na superfície dos linfócitos B — células do sistema imune envolvidas na resposta inflamatória e que têm papel importante na atividade da doença em pessoas com lúpus. O medicamento ainda está em fase de investigação para essa indicação e não possui aprovação para uso no tratamento do LES.

 

Sobre o lúpus eritematoso sistêmico

O LES afeta principalmente mulheres entre 15 e 45 anos e pode provocar inflamação persistente, dor articular, fadiga e danos a órgãos como pele, rins, coração e sistema nervoso. O diagnóstico pode ser complexo e, em média, leva de dois a seis anos. Aproximadamente metade das pessoas com LES desenvolvem nefrite lúpica, inflamação nos rins que pode levar à perda da função renal, exigindo terapias como diálise ou transplante. 

Há necessidade de opções terapêuticas que auxiliem no controle da atividade da doença e na prevenção de danos cumulativos aos órgãos, contribuindo para redução de surtos e melhora da evolução clínica.

Os dados do estudo ALLEGORY serão apresentados em congresso médico e submetidos à avaliação de autoridades regulatórias, incluindo a Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, e a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), na Europa.

 

Sem “tarja preta”: médicas explicam impacto da mudança nas terapias hormonais da menopausa

Após mais de duas décadas de medo e desinformação, a agência americana reconhece que a terapia hormonal é segura quando bem indicada. Médicas explicam o que muda na prática e como a decisão pode impactar milhões de mulheres

 

Uma das decisões mais importantes da última década para a saúde feminina foi anunciada nesta segunda-feira (10). A Food and Drug Administration (FDA), agência regulatória dos Estados Unidos, confirmou que vai remover o alerta de “caixa preta” o aviso mais severo de segurança das terapias hormonais com estrogênio, usadas no tratamento dos sintomas da menopausa.

O alerta, adicionado em 2003, associava o uso dos hormônios ao aumento do risco de câncer de mama, AVC e doenças cardíacas. Desde então, milhões de mulheres deixaram de receber um tratamento eficaz, enquanto novas evidências científicas mostravam que, quando bem indicado e iniciado na chamada “janela de oportunidade” (até 10 anos após o início da menopausa ou antes dos 60 anos), o uso da terapia hormonal é seguro e traz benefícios que vão muito além do alívio dos sintomas.

“Por mais de 20 anos, o medo do estrogênio foi alimentado por alertas desatualizados, afastando gerações de mulheres de um tratamento eficaz, seguro e transformador. Hoje, a ciência fala mais alto: a terapia hormonal é segura quando bem indicada, na via certa, na dose certa e dentro da janela de oportunidade”, afirma a endocrinologista e metabologista Dra. Tassiane Alvarenga, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Segundo a especialista, a decisão da FDA marca o fim de uma era de medo e o início de uma nova medicina da menopausa, mais humana, científica e libertadora. “Tratar a menopausa é tratar saúde, não apenas sintomas. É devolver energia, sono, libido e qualidade de vida a mulheres que merecem viver plenamente metade da sua vida, e não apenas sobreviver a ela”, completa.

Para a ginecologista Dra. Paula Fettback, a mudança também representa uma virada cultural. “Por muito tempo, o tema da menopausa foi tratado com tabu e desinformação. Essa atualização devolve confiança às mulheres e aos médicos, reforçando que o tratamento deve ser individualizado, baseado em ciência e com acompanhamento adequado. Poucas mulheres têm contraindicações reais à terapia hormonal e muitas podem se beneficiar dela com segurança”, destaca.

De acordo com as especialistas, o movimento da FDA deve estimular uma revisão global nas rotulagens e condutas médicas, inclusive no Brasil, onde diretrizes recentes da Sobrac (Sociedade Brasileira de Climatério) já reforçam a segurança e a importância da personalização no tratamento hormonal.

A decisão histórica consolida o que a medicina da mulher vem defendendo há anos: o equilíbrio hormonal não é luxo, é saúde.
 



Dra. Tassiane Alvarenga – ENDOCRINOLOGISTA E METABOLOGISTA - Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Uberlândia – UFU; Residência Médica em Clínica Médica pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP; Residência Médica em Endocrinologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FM USP); Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia- SBEM; Membro da Endocrine Society, SBEM e ABESO; Faz parte do Corpo Clínico da Santa Casa de Misericórdia de Passos. Sobrepeso e Obesidade. Compulsão Alimentar e Ansiedade; Obesidade Infantil; Diabetes Mellitus e Pré Diabetes: Controle da glicemia e prevenção de complicações como Retinopatia , Neuropatia , Nefropatia , Infarto do Miocárdio e Acidente Vascular Cerebral (AVC); Dislipidemias ( Colesterol); Doenças da tireoide ( Hipo e Hipertireoidismo, Nódulos na Tireóide); Osteopenia e Osteoporose; Seguimento pré e pós operatórios de cirurgia bariátrica; Check-up e Avaliação de rotina; Baixa Estatura; Distúrbios da Menstruação, Distúrbios da Puberdade, Crescimento e Desenvolvimento sexual; Síndrome dos Ovários Policísticos; Reposição hormonal na Menopausa e Andropausa.


Dra. Paula Fettback - CRM 117477 SP - CRM 33084 PR - Possui graduação em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina - UEL (2004). Residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP- 2007). Atua em Ginecologia e Obstetrícia com ênfase em Reprodução Humana. Estágio em Reprodução Humana na Universidade de Michigan - USA. Médica colaboradora do Centro de Reprodução Humana Mário Covas do HC-FMUSP (2016). Doutora em Ciências Médicas pela Disciplina de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM - 2016). Médica da Clínica MAE São Paulo – SP. Título de Especialista em Reprodução Assistida Certificada pela Febrasgo (2020).

 

Pneumonia é uma das principais causas de morte em todo o mundo

Apesar da comum associação com gripes ou resfriados, a doença pode aparecer de forma independente

 

Idosos, crianças, pessoas com o sistema imunológico comprometido ou com comorbidades estão entre os principais grupos de risco da pneumonia, uma das doenças infecciosas que mais causam mortes evitáveis no mundo. Celebrado em 12 de novembro, o dia mundial de conscientização em torno da causa, instituído pela OMS em 2009, tem o objetivo de alertar sobre os riscos, as formas de prevenção, além da importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. 

No Brasil, em 2020, 137 mil pessoas morreram em decorrência da doença. Em 2024, foram 213 mil mortes, aumento de 13,5%, apontam dados do Ministério da Saúde. Complicações associadas à patologia ainda são a principal causa de morte entre crianças menores de cinco anos.
 

Principais sintomas

Os principais sintomas da pneumonia incluem febre alta, tosse com presença de catarro ou secreção amarelada, falta de ar, dor no peito ao respirar ou tossir, cansaço excessivo, calafrios e, em alguns casos, perda de apetite e confusão mental, especialmente em idosos. A intensidade pode variar de acordo com a causa da infecção e o estado de saúde do paciente. 

Segundo o médico Kayo Reis, da Hapvida, muitas pessoas confundem a pneumonia com a gripe ou o resfriado por causa da semelhança nos sintomas iniciais. O que diferencia as doenças é a intensidade e a evolução do quadro clínico. Na pneumonia, os sinais tendem a se agravar rapidamente e podem causar falta de ar, dor no peito e cansaço extremo. 

“É fundamental procurar atendimento médico assim que surgirem febre persistente, tosse com catarro e dificuldade para respirar. Somente uma avaliação profissional pode identificar se realmente se trata de uma pneumonia e indicar o tratamento adequado. Quanto antes o diagnóstico for feito, maiores são as chances de recuperação e menores os riscos de complicações”, explica o médico.
 

Transmissão pelo ar ou objetos

A pneumonia pode ser transmitida pelo ar, por meio de gotículas expelidas ao tossir ou espirrar, e também pelo contato com objetos contaminados, como copos, talheres ou superfícies tocadas por pessoas infectadas.
 

Pneumonia por aspiração

Um tipo comum, mas muitas vezes negligenciado, é a pneumonia por aspiração, que ocorre quando alimentos, líquidos ou secreções entram acidentalmente nas vias respiratórias, provocando infecção. O problema é mais frequente em pessoas acamadas, idosas ou com dificuldades de deglutição. Esse tipo de pneumonia exige atenção especial dos cuidadores, pois a prevenção pode salvar vidas. Manter o paciente sempre em posição ereta durante a alimentação e cuidar da higiene bucal são medidas simples, mas essenciais para reduzir o risco.
 

Diagnóstico

O diagnóstico deve ser feito com base em exames como radiografia do tórax e análise do sangue. Esses procedimentos ajudam a identificar o tipo de infecção e definir o tratamento mais adequado.
 

Fatores de risco

O fumo e o álcool enfraquecem as defesas do organismo e favorecem infecções. O ar-condicionado resseca o ar e facilita a ação de vírus e bactérias. Resfriados mal cuidados e mudanças bruscas de temperatura também aumentam o risco de pneumonia.
 

Adotar hábitos simples de higiene

Lavar as mãos com frequência, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar e evitar compartilhar objetos de uso pessoal é fundamental para diminuir o risco de contágio. Essas medidas são ainda mais importantes em ambientes fechados ou com grande circulação de pessoas, onde a disseminação de vírus e bactérias ocorre com mais facilidade.

No Novembro Azul, conheça 10 verdade e mitos sobre a próstat


O Novembro Azul é sempre uma boa oportunidade para desfazer mitos sobre a próstata e reforçar informações que têm potencial para salvar vidas. Esta pequena glândula, responsável pela produção de parte do líquido seminal, ganha mais atenção na rotina do homem a partir dos 50 anos, quando o rastreamento do câncer deveria ser anual.

O controle preventivo é indispensável por dois grandes motivos: o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, mas também é um dos mais curáveis quando detectado precocemente. A prevenção é a melhor maneira de manejar essa estatística.

Confira se o que você já ouviu sobre a próstata e sobre o câncer é mesmo verdade:

 

1 - Quem faz o exame de PSA não precisa fazer o exame de toque

MITO. Os exames são complementares e um não substitui o outro. Aplicados juntos, eles podem detectar precocemente até 90% dos casos de câncer de próstata. Em alguns casos, o PSA (Antígeno Prostático Específico) no sangue não aumenta na presença do tumor, por isso é importante também avaliar o tamanho e a consistência da próstata.

 

2 - Só preciso me preocupar em fazer exame de toque após os 50 anos

DEPENDE. Se algum parente próximo (pai, irmão, tio) já teve câncer de próstata, é preciso começar o rastreamento a partir dos 45 anos. Para os demais pacientes, a Sociedade Brasileira de Urologia recomenda a avaliação a partir dos 50 anos.

 

3 - O resultado do exame de PSA alto é sempre tumor de próstata

MITO. Outras condições podem elevar os níveis de PSA, como a prostatite (inflamação da próstata) e a hiperplasia prostática benigna (aumento da próstata). Por isso é fundamental complementar o diagnóstico com o exame de toque.

 

4 - Depois da retirada de próstata, o homem perde a fertilidade natural

VERDADE. A próstata produz parte do líquido seminal, e a remoção dela impede a ejaculação (a sensação do orgasmo permanece). Entretanto, é possível preservar a possibilidade da paternidade ao congelar espermatozoides antes da cirurgia ou com a extração dos espermatozoides diretamente dos testículos.

 

5 - Tomar chá ou remédio caseiro é eficaz para tratar a hiperplasia da próstata

MITO. O aumento da próstata, mesmo sendo benigno, precisa ser tratado com medicamentos ou cirurgia para evitar complicações como a retenção urinária. Fuja de receitas caseiras sem nenhuma comprovação científica.

 

6 - Andar de bicicleta é perigoso e pode provocar câncer de próstata

MITO. Andar de bicicleta pode pressionar a glândula e até aumentar temporariamente os níveis de PSA em alguns casos, mas não há nenhuma relação entre o esporte e o desenvolvimento de câncer de próstata. Pelo contrário: a prática de atividade física é um dos fatores de proteção contra o câncer.

 

7 - O homem pode viver e ter vida sexual normal sem a próstata

VERDADE. Ainda que exista o risco de perda da capacidade de ereção após a retirada da próstata, o aperfeiçoamento dos procedimentos tem minimizado esta consequência. A cirurgia robótica é considerada padrão ouro, por preservar melhor as estruturas da função erétil.

 

8 - O câncer de próstata é uma sentença

MITO. Quando descoberto nos estágios iniciais, as chances de cura são muito altas, de mais de 90%. Nos casos de metástase, o câncer de próstata pode, sim, levar à morte. Por isso o diagnóstico precoce é tão importante.

 

9 – Nem todo câncer de próstata precisa de cirurgia

VERDADE. Em alguns casos, considerados de baixo risco, a próstata não precisa ser removida. O tumor é acompanhado por vigilância ativa, com monitoramentos por meio de exames e consultas periódicas.

 

10 - Só homens com casos na família precisam fazer a prevenção 

MITO. Quem tem histórico de câncer de próstata na família deve começar o cuidado mais cedo, mas o rastreamento deve ser feito por todos. Vale lembrar que um a cada seis homens será diagnosticado com câncer de próstata ao longo da vida. A prevenção é a primeira etapa da cura. 

 

SÉRGIO AUGUSTO SKROBOT - Urologista

 

Cartilha “Reforma Tributária para os Hospitais Privados” é lançada pela Anahp

A publicação, disponível para acesso gratuito, reúne informações técnicas e conta com um capítulo dedicado a perguntas e respostas

 

A Anahp acaba de lançar a Cartilha “Reforma Tributária para os Hospitais Privados”, que apresenta, de forma objetiva, os principais pontos da reforma voltados ao setor. A publicação é resultado de dezenas de discussões que a Associação acompanhou e promoveu desde o protocolo da Proposta de Emenda Constitucional nº 45, em 3 de abril de 2019. Ciente dos impactos significativos que as mudanças poderiam gerar no setor hospitalar privado, a Anahp realizou centenas de reuniões com parlamentares e representantes do Poder Executivo nas três esferas da Federação, além de elaborar diversas simulações de impacto e contribuir para estudos desenvolvidos pela LCA Consultores, a pedido da Confederação Nacional da Saúde, entre outras iniciativas. O resultado desse esforço foi significativo para toda a cadeia da saúde brasileira, com a garantia da manutenção da carga tributária atual que será substituída pelos impostos IPI, PIS/COFINS, ICMS e ISS. 

Com seus pilares fundamentais introduzidos pela Emenda Constitucional n.º 132/23, a Reforma Tributária consiste essencialmente na redução a zero das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e na extinção das Contribuições ao Programa de Integração Social (PIS) e para Financiamento da Seguridade Social (COFINS), bem como do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços (ICMS) e do Imposto sobre Serviços (ISS) – tributos que atualmente representam os principais encargos incidentes sobre o consumo no Brasil. Em substituição a esses tributos, a Lei Complementar n.º 214/25, instituiu o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo. 

Estas e outras informações estão disponíveis gratuitamente na Cartilha da Reforma Tributária para os Hospitais Privados no site da Anahp, que também possui capítulo exclusivo com as principais perguntas e respostas sobre o tema. 

“O sistema de saúde é tão vivo quanto o seu público, formado por pessoas. Sabemos que a reforma trará pontos positivos e desafios, como as mudanças nas regras de glosas e na tributação de compras de insumos e dispositivos médicos, além de regras específicas para medicamentos e diferenças entre hospitais filantrópicos e lucrativos quanto à imunidade tributária e ao uso de créditos fiscais, entre outros aspectos. Todas essas questões exigem atenção, cuidado e preparo, e, por isso, acreditamos que esta cartilha pode auxiliar nossos associados”, afirma Antônio Britto, diretor-executivo da Anahp.

 

Anahp - Associação Nacional de Hospitais Privados
www.youtube.com/anahpbrasil

 

Viagens de fim de ano: 5 dicas para planejar as finanças e evitar apertos


Especialista ensina a equilibrar lazer e responsabilidade financeira em meio à alta dos custos de turismo e transporte

 

O fim de ano é tradicionalmente a época em que os gastos com viagens e lazer aumentam. Dados do Ministério do Turismo em parceria com a FIPE mostram que, em 2024, os brasileiros gastaram R$ 22,8 bilhões com viagens nacionais, com média de R$ 1.843 por viagem.

Para 2025, a expectativa é de que 71% dos brasileiros viagem, segundo levantamento do Airbnb, com férias e lazer como principal motivação. Ainda, seis em cada dez afirmam que gastarão mais em viagens do que no ano anterior, de acordo com a Booking.com. Com a inflação pressionando setores como turismo e transporte, planejar o orçamento se torna ainda mais essencial. 

“Os números mostram que o desejo de viajar está em alta entre os brasileiros, mas os preços crescentes exigem planejamento. Sem organizar o orçamento, há risco de comprometer contas essenciais e reservas de emergência”, explica Márcio Feitoza, CEO da meutudo, fintech especializada em crédito consignado.


Estratégias para organizar o orçamento

Para aproveitar o lazer sem apertos, o especialista indica algumas estratégias práticas:

  1. Defina um orçamento máximo: estabeleça quanto pode gastar com lazer e viagens sem comprometer contas fixas ou reservas de emergência.
  2. Evite parcelamentos longos: parcelar demais pode comprometer o orçamento dos meses seguintes; prefira pagamento à vista ou em poucas parcelas.
  3. Antecipe reservas: passagens e hospedagens compradas com antecedência costumam ter preços menores e melhores condições de pagamento.
  4. Crie metas mensais de economia: guardar uma quantia fixa por mês ajuda a formar um fundo para lazer ou viagem.
  5. Use planilhas ou aplicativos de controle financeiro: ferramentas gratuitas ajudam a visualizar gastos e acompanhar metas.

Segundo Feitoza, o planejamento é a base da saúde financeira, inclusive para quem tem renda fixa, como aposentados e pensionistas. “Com antecedência e escolhas conscientes, é possível conciliar o desejo de viajar e comemorar o período festivo sem comprometer o orçamento familiar”.


Black Friday: especialista explica por que segurança da informação é fator decisivo para empresas e consumidores

Cuidados com dados e prevenção de fraudes reforçam a confiança e se tornam diferencial competitivo
 

A Black Friday é sinônimo de ofertas imperdíveis e também de riscos eminentes. Com o aumento das transações online e do compartilhamento de dados pessoais, o período se transforma em um dos mais preocupantes do ano para a segurança digital. Para as empresas, estar preparado vai muito além de evitar prejuízos: é proteger sua reputação e fortalecer a confiança do consumidor. 

Durante o período de ofertas, golpes como phishing, sites falsos, malwares e roubo de credenciais se multiplicam, utilizando-se do senso de urgência típico das promoções. “A pressa em aproveitar uma oferta pode fazer com que o consumidor ignore sinais de fraude. E, do lado das empresas, o aumento no tráfego e nas campanhas de marketing amplia a superfície de ataque dos cibercriminosos”, explica Claudio Rogerio Washizo Caruso, coordenador do curso de Segurança da Informação do Senac EAD. 

Segundo o docente, a atenção à segurança deve ser redobrada em períodos de alta exposição como a Black Friday. Isso inclui o uso de certificados SSL, autenticação multifator e monitoramento contínuo de atividades suspeitas. “Empresas preparadas conseguem detectar tentativas de invasão, restaurar sistemas rapidamente e proteger seus clientes. Segurança da informação é investimento estratégico, não custo”, reforça Caruso. 

Por outro lado, os consumidores também têm papel fundamental nesse cenário. Verificar se o site é seguro (com “https”), evitar o uso de redes públicas e desconfiar de preços muito abaixo do mercado são atitudes simples, mas que fazem grande diferença. Além disso, o uso de cartões virtuais temporários e antivírus atualizados contribui diretamente para reduzir o risco de fraudes.

Nesse contexto de insegurança, a digitalização acelerada do varejo vem impulsionando a procura por profissionais especializados em cibersegurança, responsáveis por criar políticas de proteção, responder a incidentes e garantir conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). “Hoje, segurança da informação é um selo de confiança. Empresas que demonstram responsabilidade com os dados dos clientes saem na frente”, completa o docente. 

De olho nesse cenário, o Senac EAD oferece cursos de pós-graduação e aperfeiçoamento em Segurança da Informação, com foco em práticas éticas, técnicas atualizadas e visão estratégica. A formação capacita o profissional para atuar na gestão de riscos, prevenção de fraudes e implementação de políticas que fortalecem a competitividade das empresas, especialmente em períodos de alta movimentação como a Black Friday. 



Senac EAD
Acesse aqui a programação completa de cursos do Senac EAD.

 

 

O poder do cérebro como vantagem estratégica nos negócios

Em "ProvavelMente", Peter Rollemberg Roman revela como a neurociência aplicada transforma decisões e resultados corporativos


Em um mercado que exalta velocidade, inovação e performance, compreender como o cérebro humano toma decisões tornou-se um diferencial competitivo e, ao mesmo tempo, uma forma de reconhecer os próprios gatilhos emocionais. Essa é a proposta central de ProvavelMente - O poder do cérebro no mundo dos negócios, lançamento da DVS Editora escrito por Peter Rollemberg Roman, especialista em neurociência aplicada, fundador e CEO da EQ Consulting International.  

O ponto de partida do autor é a ideia de que a mente humana está constantemente tentando prever o futuro. Essa busca por antecipação, embora essencial para a adaptação, cobra um alto preço: gera tensão, estresse e desgaste mental. A partir dessa premissa, Peter mostra como o cérebro projeta probabilidades e como esse processo influencia diretamente nossas emoções, decisões e relacionamentos dentro e fora do ambiente corporativo. 

A obra revela como a neurociência aplicada transforma decisões, lideranças e resultados corporativos, conectando ciência, comportamento e propósito, consolidando conceitos de neurobusiness no dia a dia corporativo. Com mais de duas décadas de experiência em comportamento humano, estratégia e storytelling, Peter construiu uma carreira dedicada a compreender os mecanismos invisíveis que movem pessoas e organizações.  

Ele atuou como trainer e facilitator na Disney por dez anos, foi professor na FAAP e hoje orienta líderes e equipes a criarem valor percebido e resultados sustentáveis a partir de um novo olhar sobre o funcionamento do cérebro. 

O conteúdo combina neurociência, psicologia e gestão corporativa para mostrar como processos mentais, emoções e linguagem interna influenciam decisões e comportamentos dentro das empresas. Com base em pesquisas científicas e em exemplos de companhias como Apple, Netflix, McDonald’s e Patagonia, o autor traduz evidências complexas em reflexões práticas sobre liderança, comunicação e tomada de decisão. 

Peter compara o processo de compreender de comportamento ao ato de ler o manual de um equipamento complexo: ao entender como o cérebro funciona, ganhamos autonomia para lidar com emoções, decisões, foco e relacionamentos. Empresas de ponta já aplicam esse conhecimento para gerar resultados concretos. A Apple, por exemplo, cria experiências sensoriais que estimulam prazer e dopamina; a Netflix utiliza algoritmos que reforçam vínculos emocionais com o público; e o McDonald’s desenha seus ambientes para facilitar decisões rápidas e prazerosas. 

Entre os temas centrais, ProvavelMente aborda a sobrecarga mental e a fadiga de decisão, fenômenos que afetam o desempenho em ambientes de alta performance. O autor explica como o cérebro consome energia a cada escolha feita e mostra, por meio de exemplos práticos, que reduzir decisões triviais é essencial para preservar energia mental e manter a clareza nas decisões importantes. 

O livro também aprofunda a relação entre o inconsciente e a tomada de decisão, mostrando como estímulos sutis e emoções não reconhecidas influenciam escolhas e comportamentos. A partir de estudos da psicologia e da neurociência, Peter reforça a importância de identificar e regular emoções como parte do processo de liderança, promovendo clareza, empatia e equilíbrio nas relações profissionais. 

Outros temas em destaque incluem o salário emocional, que é um conjunto de fatores intangíveis que fortalecem o pertencimento e o alinhamento de valores, e a mentalidade prospectiva, que propõe desenvolver flexibilidade e capacidade de adaptação diante de um mundo em transformação. 

O autor mostra ainda como os conceitos apresentados podem ser aplicados de forma prática no ambiente corporativo. A partir da compreensão do funcionamento do cérebro, é possível simplificar decisões, reduzir a sobrecarga mental e fortalecer vínculos emocionais. Essa mesma base neurocientífica contribui para ampliar a clareza e o equilíbrio emocional dos líderes, favorecendo decisões mais conscientes, coerência entre propósito e resultados sustentáveis. 

Mais do que um livro sobre negócios, ProvavelMente é um convite à autoconsciência e à liderança baseada em propósito. Peter propõe uma virada de perspectiva: compreender que a mente não é apenas instrumento de desempenho, mas o principal terreno onde nascem as decisões, os vínculos e a coerência entre o que se faz e o que se é. 

 

Divulgação | DVS Editora

Ficha técnica 

TítuloProvavelMente: o poder do cérebro no mundo dos negócios 
Autoria
Peter Rollemberg Roman 
EditoraDVS Editora 
ISBN: 978-65-5695-162-1 
Páginas
160 
Preço: R$69,00 
Onde encontrar
: Amazon 


Sobre o autor 

Peter Rollemberg Roman é fundador e CEO da EQ Consulting International. Há mais de 20 anos atua ajudando empresas a transformar decisões em memória de marca, unindo neurociência aplicada, estratégia e storytelling. Foi Dream Squad Ambassador e facilitator na Disney por uma década, além de professor na FAAP e palestrante em diversos países das Américas. Sua trajetória inclui experiências em comunicação, liderança e experiência do cliente, sempre com foco em criar valor percebido, confiança e resultados consistentes. 

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Plataforma de estudos oferece revisão gratuita para a prova do Enem 2025

Divulgação 
Segunda dia de Prova acontece dia 16 de novembro; professores da Plataforma Professor Ferretto listam os tópicos mais cobrados de cada disciplina para a reta final dos estudos 

 

A reta final de preparação para o Enem ganha reforço gratuito. A Plataforma Professor Ferretto promove a Revisão Enem, uma série de aulas ao vivo no YouTube para apoiar os estudantes que buscam direcionar os estudos no último mês antes do exame. 

A transmissão acontece hoje, dia 10 a 13 de novembro com conteúdos voltados para Ciências da Natureza e Matemática. 

O cronograma foi dividido em duas etapas: primeiro, as áreas de Humanas e Linguagens; depois, aprofundamento em Natureza e Matemática.

Além da programação especial, os docentes da plataforma reuniram os principais pontos que devem ser priorizados na revisão estratégica. Confira as dicas:
 

Matemática: porcentagem, funções e estatística

Com 45 questões, a prova pode definir o resultado do exame. O professor Daniel Ferretto ressalta que interpretação é tão importante quanto cálculo. Priorizar: porcentagem, funções do 1º e 2º grau e estatística.
 

Ciências da Natureza: conceitos aplicados ao cotidiano

Para o professor de Química Michel Arthaud, é essencial relacionar os conteúdos à vida prática. A prova costuma cobrar estequiometria, soluções, equilíbrio químico e química ambiental em situações reais.

Na Física, destaque para Dinâmica, Cinemática, Ondulatória e Eletrodinâmica.

Na Biologia, foco em Ecologia, Genética, Evolução e Fisiologia Humana.



Plataforma Professor Ferretto

 

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