Especialista ensina
a equilibrar lazer e responsabilidade financeira em meio à alta dos custos de
turismo e transporte
O fim de ano é tradicionalmente a época em que os
gastos com viagens e lazer aumentam. Dados do Ministério do Turismo em parceria
com a FIPE mostram que, em 2024, os brasileiros gastaram R$ 22,8 bilhões com
viagens nacionais, com média de R$ 1.843 por viagem.
Para 2025, a expectativa é de que 71% dos
brasileiros viagem, segundo levantamento do Airbnb, com férias e lazer como principal
motivação. Ainda, seis em cada dez afirmam que gastarão mais em viagens do que
no ano anterior, de acordo com a Booking.com. Com a inflação pressionando
setores como turismo e transporte, planejar o orçamento se torna ainda mais
essencial.
“Os números mostram que o desejo de viajar está em
alta entre os brasileiros, mas os preços crescentes exigem planejamento. Sem
organizar o orçamento, há risco de comprometer contas essenciais e reservas de
emergência”, explica Márcio Feitoza, CEO da meutudo,
fintech especializada em crédito consignado.
Estratégias para organizar o
orçamento
Para aproveitar o lazer sem apertos, o especialista
indica algumas estratégias práticas:
- Defina um orçamento máximo: estabeleça quanto pode
gastar com lazer e viagens sem comprometer contas fixas ou reservas de
emergência.
- Evite parcelamentos longos: parcelar demais pode
comprometer o orçamento dos meses seguintes; prefira pagamento à vista ou
em poucas parcelas.
- Antecipe reservas: passagens e hospedagens
compradas com antecedência costumam ter preços menores e melhores
condições de pagamento.
- Crie metas mensais de economia: guardar uma quantia fixa
por mês ajuda a formar um fundo para lazer ou viagem.
- Use planilhas ou aplicativos de controle
financeiro:
ferramentas gratuitas ajudam a visualizar gastos e acompanhar metas.
Segundo Feitoza, o planejamento é a base da saúde
financeira, inclusive para quem tem renda fixa, como aposentados e
pensionistas. “Com antecedência e escolhas conscientes, é possível conciliar o
desejo de viajar e comemorar o período festivo sem comprometer o orçamento
familiar”.
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