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quarta-feira, 12 de novembro de 2025

O inverno em Washington, DC: uma cidade iluminada por magia, arte e tradição

 

Entre luzes cintilantes, mercados festivos, patinação no gelo e gastronomia acolhedora, a capital americana revela seu charme mais encantador durante a temporada de festas 

 

Quando o frio chega à capital americana, Washington, DC se transforma em um cenário encantado. A temporada começa logo antes do Thanksgiving, quando o ar fresco anuncia o inverno que está por vir. Aos poucos, a paisagem se cobre de brilho: as árvores iluminadas na Union Station, o mercado de Natal no centro da cidade e as vitrines de Georgetown se enchem de cor.  

No Downtown Holiday Market, mais de 115 expositores selecionados dão vida à magia natalina no coração de Washington, DC, oferecendo desde arte e decoração artesanal até moda festiva e guloseimas gourmet — um convite para comprar de pequenos produtores locais. O público também encontra 15 expositores gastronômicos, com delícias como o chocolate quente viral da S’mores N’ More, os pratos da The Taste of Germany, e novidades como o Kat’s King of Steaks, do Daikaya, e o tradicional Carmine’s

 

Além das compras, o mercado proporciona experiências interativas e culturais: o Winter Chalet by Dirty Habit retorna como o bar oficial, com coquetéis e bebidas clássicas de inverno; o Dov Co. Craft Café promove oficinas criativas para crianças e adultos; e o DC Dream Wall convida os visitantes a registrar seus sonhos e desejos, enquanto apresentações musicais ao vivo, promovidas pelo Office of Cable Television, Film, Music, and Entertainment (OCTFME), completam o clima festivo e comunitário do evento. 

Já o mercado de Natal de Dupont Circle reúne pequenas marcas, artesãos e artistas independentes em um ambiente encantador ao ar livre. O mercado oferece uma experiência íntima e genuína — perfeita para quem gosta de descobrir presentes criativos, peças de arte e produtos feitos à mão, enquanto aproveita a atmosfera acolhedora e festiva do bairro. 

Outros eventos sazonais completam a agenda de inverno da cidade, como o Snowglow at the Dome at Hi-Lawn (15 de novembro a 4 de janeiro), que transforma o terraço do Union Market em uma experiência visual e gastronômica imersiva; o Christmas Markt at Heurich House (4 a 7 de dezembro), inspirado nos mercados alemães; o Holiday Boat Parade at The Wharf, com mais de 60 barcos iluminados (6 de dezembro); o Holiday Windows da Macy’s, que inaugura suas vitrines natalinas em 22 de novembro; e o Winter Wonderfest at Nationals Park (28 de novembro a 24 de dezembro), que converte o estádio em um parque temático de inverno com atividades para toda a família. 

 

Experiências que aquecem corpo e alma 


As pistas de patinação no gelo espalhadas por Washington, DC convidam moradores e visitantes a vivenciar o inverno de forma leve e divertida. Seja na charmosa pista de Georgetown ou às margens do The Wharf, o cenário das águas congeladas e o aroma de chocolate quente criam momentos que parecem saídos de um filme. 


Para quem prefere o aconchego, há inúmeros refúgios acolhedores. Bons exemplos são o Dirty Habit, que transporta os visitantes para os Alpes com seu Winter Chalet pop-up; o The Dome at Hi-Lawn, que oferece uma experiência gastronômica imersiva sob uma cúpula aquecida; e o L’Annexe, com seu charmoso cocktail lounge repleto de livros. A cena gastronômica de DC - reconhecida pelo Guia Michelin com 25 restaurantes estrelados - ganha ainda mais charme nessa época, quando chefs celebram a estação com pratos que aquecem corpo e espírito.  

 

Cultura, arte e grandes eventos 

 

O teatro e a música seguem em cartaz com produções de fim de ano, como The Nutcracker e concertos da National Symphony Orchestra no Kennedy Center. Museus apresentam exposições especiais, e os monumentos iluminados à noite revelam uma beleza serena que transforma a cidade em um espetáculo de arte e história a céu aberto. 

 

Entre as novas atrações culturais, destacam-se: o Milken Center for Advancing the American Dream, que celebra a engenhosidade e a diversidade dos imigrantes nos EUA; e a reabertura do African American Civil War Memorial Museum, em 10 de novembro, homenageando mais de 209 mil soldados negros que lutaram pela abolição da escravidão. 

 

No dia 13 de dezembro, a Capital One Arena será palco da luta final do astro John Cena pela WWE, um dos eventos esportivos mais aguardados do ano.  

 

Segundo Elliott L. Ferguson, presidente e CEO da Destination DC, “O apelo global da Capital dos Esportes estará em plena evidência neste inverno, já que eventos de classe mundial, criatividade e gastronomia excepcional nunca param em DC. Os 700 mil moradores da cidade continuam prontos para receber os visitantes com hospitalidade. Somando-se às inúmeras maneiras encantadoras com que a cidade celebra a temporada de festas, os viajantes têm uma longa lista de motivos para visitar DC e viver experiências que só podem ser encontradas aqui.” 

 

Hospedagem e experiências festivas 

 

Durante o inverno, os hotéis de Washington, DC se tornam parte do encanto da cidade. O histórico Willard InterContinental impressiona com sua decoração natalina e oferece experiências clássicas como o hot toddy no Round Robin Bar e o chá da tarde temático. 

 

Outros ícones também entram no clima: o Riggs, o Waldorf Astoria, o Conrad e o Rosewood apostam em decorações deslumbrantes e experiências imersivas, enquanto o Fairmont, o Salamander e o JW Marriott celebram a temporada com sabores e tradições especiais. 

 

O futuro em vista: DC250 e novas inaugurações 


Em 2026, Washington, DC será o centro das comemorações dos 250 anos dos Estados Unidos, com eventos em todas as estações e novas aberturas, como o National Geographic Museum of Exploration, a expansão do National Air and Space Museum, o novo museu sob o Lincoln Memorial, e o novo terminal do Aeroporto Internacional Dulles. Reformas no Jefferson Memorial e na Tidal Basin também estão previstas, assim como uma grande renovação do Hirshhorn Museum and Sculpture Garden

 


Destination DC
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Prescrição intercorrente: como uma Lei de 2021 está extinguindo milhares de processos de cobrança e o que fazer com relação a isso

"O Direito não socorre aos que dormem" (Dormientibus non succurrit jus). Dentre tantas repercussões dessa máxima jurídica, há uma pouco conhecida pelo público geral, mas crucial no universo dos processos cíveis: a prescrição intercorrente. Trata-se da extinção do direito de executar civilmente uma decisão judicial ou outro título executivo devido à falta de atos efetivos no processo que visa a cobrança da dívida por um período superior ao prazo prescricional aplicável. É crucial entender que houve uma alteração na lei em 2021. Antes, o processo só seria extinto se o credor não fosse diligente. Entretanto, após essa alteração, essa extinção não decorre mais necessariamente da inércia do credor. Mesmo que ele seja muito diligente, se as buscas por bens penhoráveis ou por localizar o devedor se mostrarem totalmente infrutíferas, a passagem do tempo poderá levar à perda do direito e extinção do processo de cobrança mesmo assim. Desse modo, é fundamental compreender melhor esse instituto, importantíssimo tanto para credores como para devedores no Brasil.

 

O que é a prescrição intercorrente? 

Prescrição intercorrente é uma espécie do gênero prescrição. 

Prescrição é um gênero que engloba duas espécies: (i) a prescrição da pretensão; e (ii) a prescrição intercorrente1. 

Embora ambas as prescrições se refiram à perda do exercício de um direito pela passagem do tempo, a prescrição da pretensão e a prescrição intercorrente ocorrem em momentos completamente distintos. 

A prescrição que todos estão mais acostumados é aquela conhecida como “prescrição da pretensão”, bem conceituada por Nestor Duarte como “a perda da exigibilidade do direito pelo decurso do tempo”2. Só que essa prescrição é aquela que acontece antes do início do processo. Trata-se da perda do direito de acionar a Justiça para cobrar uma dívida ou exigir um direito porque o credor permaneceu inerte por tempo superior ao que a lei estabelece antes do processo começar. 

Por outro lado, a prescrição intercorrente ocorre depois que o processo já começou, especialmente na fase de execução, quando o direito do credor já foi reconhecido. Ela é a "prescrição no curso do processo" e acontece quando, mesmo com a ação em andamento, não há atos efetivos para localizar o devedor ou seus bens, fazendo com que o processo fique paralisado por um período igual ao prazo da prescrição original. Em suma, a primeira pune a inércia em iniciar a cobrança; a segunda pune a inércia ou a falta de efetividade em concluí-la. 

Apesar de ocorrerem em momentos distintos, uma dúvida comum é se os prazos para a prescrição da pretensão e para a prescrição intercorrente são diferentes. A regra, no entanto, é clara e consistente: o prazo para a prescrição intercorrente é exatamente o mesmo prazo da prescrição da pretensão. O tempo que a lei concede para que o credor inicie a cobrança judicial é idêntico ao tempo que o processo de execução pode ficar paralisado sem um avanço efetivo antes de ser extinto. 1 Esse entendimento, já pacificado há décadas pela Súmula 150 do STF (“Prescreve a execução no mesmo prazo de prescrição da ação”3), foi positivado no Código Civil com a inclusão do art. 206-A4. 

Focando agora na prescrição intercorrente, tem-se que essa ocorre quando o credor, após iniciar uma execução judicial, deixa de promover diligências necessárias para localizar o devedor e seus bens por um período igual ao da prescrição da pretensão, ou, mesmo promovendo essas diligências, elas se mostram infrutíferas. André Roque diz que “a prescrição intercorrente é aquela que se consuma no curso do processo judicial, desde que o demandante deixe de promover diligência a seu cargo pelo tempo estabelecido como prazo prescricional para a pretensão, sendo causa de extinção da execução (CPC/2015, art. 924, inc. V)”5. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já decidiu que “a prescrição intercorrente aplica-se nos casos em que o credor, não apresentando justificativa válida, deixa de promover os atos necessários ao prosseguimento da execução, no prazo previsto em lei”6. 

Apesar de o conceito doutrinário e o preceito judicial transcritos acima destacarem a inércia do credor para que haja a prescrição intercorrente, veja-se que, na verdade, a própria lei, após a alteração de 2021, passou a dizer objetivamente que o prazo da prescrição intercorrente começa a correr desde “a ciência da primeira tentativa infrutífera de localização do devedor ou de bens penhoráveis” (CPC, art. 921, §4º)7. Aliás, o próprio Superior Tribunal de Justiça (STJ), em outro julgado paradigmático sobre o tema, já tinha asseverado que somente “a efetiva constrição patrimonial e a efetiva citação (ainda que por edital) são aptas a interromper o curso da prescrição intercorrente, não bastando para tal o mero peticionamento em juízo, requerendo, v.g., a feitura da penhora sobre ativos financeiros ou sobre outros bens”. Mesmo assim, a corte deixou claro que os requerimentos feitos pelo exequente dentro do prazo deverão ser processados, ainda que a efetividade do pedido só aconteça depois que já teria transcorrido o prazo prescricional, pois “considera-se interrompida a prescrição intercorrente, retroativamente, na data do protocolo da petição que requereu a providência frutífera”8. 

Por exemplo, uma dívida líquida constante de um contrato feito por instrumento particular tem como regra prazo prescricional de cinco anos (art. 206, §5º, I, Código Civil). Se o credor, após iniciar seu processo de execução civil para cobrar essa dívida, não tomar medidas efetivas para localizar bens ou o devedor por cinco anos, a execução pode ser extinta por prescrição intercorrente (art. 924, V, CPC/2015).

 

Como funciona a prescrição intercorrente no CPC/2015 após a Lei n. 14.195/2021? 

O CPC/2015, em seu art. 921, detalha o procedimento da prescrição intercorrente, especialmente nos casos em que o devedor não possui bens penhoráveis ou não é localizado. O juiz pode suspender a execução por um ano (art. 921, §1º), período durante o qual o prazo prescricional também fica suspenso. Se, após esse ano, não houver localização de bens ou do devedor, o juiz ordenará o arquivamento dos autos (art. 921, §2º). 

Acontece que o marco inicial para começar a contagem do prazo prescricional não é esse arquivamento ou o fim do período de suspensão citado acima, mas, sim, a partir da “ciência da primeira tentativa infrutífera de localização do devedor ou de bens penhoráveis”, ocasião em que “inicia-se automaticamente o prazo prescricional” (CPC, art. 921, §4º, alterado pela Lei nº 14.195/2021). 

Como se percebe, a Lei nº 14.195/2021 trouxe mudanças significativas, estabelecendo que a prescrição intercorrente começa a correr automaticamente, sem necessidade de intimação expressa ao credor lhe dizendo explicitamente que o prazo de prescrição intercorrente começou a correr. Entretanto, no mínimo, o credor necessariamente deve ser intimado de que a medida foi infrutífera, para que ele possa tomar providências, sob pena de ele não poder depois ser penalizado com a prescrição intercorrente, existindo essa possibilidade de nulidade processual que ele pode alegar em seu favor9. 

Por ser matéria de ordem pública, o juiz pode reconhecer a prescrição intercorrente de ofício, ou seja, sem que nenhuma das partes tenha alegado, desde que as ouça previamente no prazo de 15 dias (art. 921, §5º). 

Vale destacar que o reconhecimento da prescrição intercorrente não gera honorários advocatícios sucumbenciais contra o credor, conforme art. 921, §5º, CPC/201510, e jurisprudência do STJ, servindo como exemplo, entre muitos outros, o seguinte destaque extraído de um dos julgados: 

Por outro lado, agora pensando nas hipóteses em que ocorreram medidas frutíferas, é importante destacar que a efetiva citação, intimação ou constrição de bens penhoráveis interrompe o prazo prescricional (art. 921, §4º-A). Interromper a prescrição significa que ela será zerada, ou seja, o prazo começa a correr do zero de novo. Só que, além de ter o prazo reiniciado, a prescrição interrompida (zerada) não correrá enquanto as formalidades para a expropriação do bem penhorado estiverem sendo realizadas. Em outras palavras, o prazo fica suspenso enquanto os procedimentos de expropriação do bem encontrado estão sendo realizados, desde que o credor cumpra seus prazos e não deixe a execução parada12. 

Exemplificando, imagine uma execução para cobrar uma dívida com prazo prescricional de 5 anos que esteja sem atos úteis há 4 anos. O credor está a um passo de perder seu direito. Contudo, por meio de uma investigação patrimonial bem feita, ele encontra um imóvel do devedor e o juiz determina a sua penhora. No momento em que esse pedido frutífero é realizado, aqueles 4 anos que já haviam passado são "zerados". A partir daí, inicia-se o procedimento para avaliar o imóvel e levá-lo a leilão. Durante todo esse período, que pode durar meses ou anos, o prazo da prescrição não corre, ficando suspenso enquanto as formalidades da expropriação acontecem. Essa regra protege o credor que foi eficaz, garantindo que ele não seja punido pela demora do próprio sistema judicial em converter o bem encontrado em pagamento.

 


Dr. Rommel Andriotti - advogado, sócio fundador do escritório Rommel Andriotti Advogados Associados, mestre em Direito Processual Civil pela PUC/SP e mestre em Direito Civil pela FADISP. É professor de Direito Civil e Processo Civil na Universidade Presbiteriana Mackenzie e na Escola Paulista de Direito (EPD). Especialista em investigação patrimonial e execução civil, atua em casos complexos de recuperação de créditos e resolução de disputas judiciais cíveis.



REFERÊNCIAS:

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 22 out. 2025.

BRASIL. Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 11 jan. 2002. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406.htm. Acesso em: 22 out. 2025.

BRASIL. Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015. Código de Processo Civil. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 17 mar. 2015. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm. Acesso em: 22 out. 2025.

BRASIL. Lei nº 14.195, de 26 de agosto de 2021. Dispõe sobre a facilitação para abertura de empresas, sobre a proteção de acionistas minoritários, sobre a desburocratização societária e de atos processuais [...]. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 27 ago. 2021. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2021-2022/2021/lei/l14195.htm. Acesso em: 22 out. 2025.

BRASIL. Superior Tribunal de Justiça (Primeira Seção). Recurso Especial nº 1.340.553/RS. Relator: Ministro Mauro Campbell Marques, julgado em 12/09/2018, DJe 16/10/2018. (Temas Repetitivos 567 e 569).

BRASIL. Superior Tribunal de Justiça (Primeira Turma). Agravo Interno no Agravo em Recurso Especial nº 1.909.848/PR. Relator: Ministro Benedito Gonçalves, julgado em 28/11/2022, DJe de 30/11/2022.

BRASIL. Superior Tribunal de Justiça (Terceira Turma). Recurso Especial nº 2.090.768/PR. Relatora: Ministra Nancy Andrighi, julgado em 12/11/2024, DJe 14

BRASIL. Superior Tribunal de Justiça (Quarta Turma). Embargos de Declaração no Recurso Especial nº 1.918.602/SP. Relator: Ministro João Otávio de Noronha, julgado em 17/02/2025, DJe 12/03/2025.

BRASIL. Superior Tribunal de Justiça (Corte Especial). Embargos de Divergência em Agravo em Recurso Especial nº 1.854.589/PR. Relator: Ministro Raul Araújo, julgado em 09/11/2023.

BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula nº 150. Prescreve a execução no mesmo prazo de prescrição da ação. Diário de Justiça da União, 13 dez. 1963.

DELLORE, Luiz. In: GAJARDONI, Fernando da Fonseca; DELLORE, Luiz; ROQUE, Andre Vasconcelos; OLIVEIRA JR., Zulmar Duarte de. Comentários ao Código de Processo Civil. 5. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2022.

DUARTE, Nestor. In: PELUSO, Cezar (coord.). Código Civil Comentado: doutrina e jurisprudência. 15. ed. Barueri: Manole, 2021.

ROQUE, André Vasconcelos. In: GAJARDONI, Fernando da Fonseca; DELLORE, Luiz; ROQUE, Andre Vasconcelos; OLIVEIRA JR., Zulmar Duarte de. Comentários ao Código de Processo Civil. 5. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2022.


TUCCI, José Rogério Cruz e. Definição da prescrição intercorrente no Superior Tribunal de Justiça. Consultor Jurídico, 28 jan. 2020. Disponível em: https://www.conjur.com.br/2020-jan-28/paradoxo-corte-definicao-prescricao-intercorrente-superior-tribunal-justica. Acesso em: 22 out. 2025


Como liderar em tempos de incertezas?

 

Pandemia, guerras, eleições, transformações digitais. Pensar em um mercado global “estável” não é uma realidade, tornando cada vez mais desafiador que os executivos driblem tais dificuldades e eventos externos, mantendo uma gestão positiva frente ao crescimento corporativo. Liderar um negócio diante de tantas incertezas pode até parecer uma missão impossível, mas com uma boa dose de inquietude, autoconhecimento e governança flexível, até mesmo os mais preocupantes cenários podem se tornar oportunidade de aprendizado, sobrevivência e prosperidade.

Há uma expectativa natural de protagonismo nos líderes, frente à sua enorme responsabilidade de engajar os times rumo à conquista de resultados cada vez melhores. Mas, constantemente, são testados diante de variáveis externas não possíveis de serem previstas que, se não forem muito bem conduzidas, podem gerar impactos graves às operações – assim como vimos durante o isolamento social e as constantes inflações globais.

Em um mundo de extrema conectividade, a velocidade dos avanços tecnológicos e da inevitável maior concorrência também demanda um olhar atento e cauteloso pelos executivos, de forma que antecipem eventuais tendências e identifiquem a melhor forma de aproveitá-las, assegurando seu destaque no setor. Tal urgência da mudança constante, por outro lado, também gera preocupações: uma pesquisa da PwC mostrou que 45% dos executivos brasileiros não acreditam que suas organizações sobreviverão por mais de dez anos se não se reinventarem.

Sobreviver em meio a constantes incertezas, instabilidades e novidades é uma missão árdua. Afinal, ao mesmo tempo em que precisam olhar para as necessidades atuais, também devem olhar para o futuro, analisando que tipo de trabalho devem fazer hoje para que sejam bem-sucedidos amanhã. E, quanto mais avanços digitais e tecnologias disruptivas emergirem, menor será o tempo de resposta e reação das empresas para manter suas portas abertas.

Qual o segredo, então, para prosperar diante de tantas dificuldades? Não há uma receita de bolo, porém, algo é fato: é dever imprescindível de todo líder não apenas ter ótimos conhecimentos técnicos e comportamentais (hard e soft skills), como também uma inquietação constante que o motive e guie a sempre estar atento ao que está acontecendo no mercado, e qual o melhor caminho para antecipar qualquer demanda e continuar destacando o negócio rumo a um futuro melhor.

Se, no passado, os conhecimentos técnicos eram considerados os mais valorizados e importantes para o sucesso corporativo, hoje já não são suficientes. Líderes bem-sucedidos são aqueles que, além de dominarem essas habilidades, também têm um enorme autoconhecimento e desenvolvimento pessoal que os orientem a motivar e engajar as equipes rumo aos objetivos almejados pelas empresas.

A governança na qual estão inseridos é outro fator determinante nesse sentido. Até porque, de nada adianta um negócio ter líderes com ampla motivação, aderência aos valores corporativos, e que saibam como ler o ambiente para transformar desafios em oportunidades, sem que a própria empresa tenha uma cultura e estilo de gestão que permita essas atitudes práticas, os incentivando a testarem sem medo de repressão, e equilibrando sua visão de longo prazo às necessidades atuais.

Na prática, contudo, ainda é bem difícil encontrar organizações que tenham esse mindset. Basta analisarmos nosso próprio país, cuja extensa dimensão faz com que, em regiões mais tradicionais, por exemplo, exista um mercado mais relutante em promover inovações e se antecipar ao que já está emergindo externamente, menos preocupadas com o futuro. Isso, ao mesmo tempo em que regiões mais focadas nesse sentido costumam alavancar mais economicamente, se tornando polos atrativos, até mesmo, para empresários e parcerias internacionais.

No final, ao mesmo tempo em que esses desafios pressionam o mercado a serem mais flexíveis, resilientes e capacitados para lidar com qualquer incerteza, também podem proporcionar muitas oportunidades inovadoras para aquelas que prezarem pela antecipação e preparo contínuo como parte de sua governança. A grande questão que fica, então, é se você, executivo, será vítima ou protagonista dessa mudança na sua empresa. 



Ricardo Haag - headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.

Wide
https://wide.works/


Último feriadão do ano: AutoZone dá dicas de manutenção para quem vai pegar a estrada

Com o aumento no fluxo de veículos durante o feriado de 20 de novembro, empresa alerta sobre a importância da revisão preventiva e o uso de peças de procedência garantida.

 

O feriado de 20 de novembro, que marca o Dia da Consciência Negra, promete movimentar estradas de todo o Brasil. Muita gente já se prepara para pegar a estrada em busca de descanso e lazer para aproveitar o último feriadão do ano. Antes de sair de casa, no entanto, a AutoZone — uma das maiores redes de autopeças do mundo — reforça a importância de uma manutenção preventiva completa, essencial para garantir segurança, economia e tranquilidade durante a viagem.

 

“Uma simples checagem antes da viagem pode evitar muita dor de cabeça. Itens como freios, pneus e óleo são básicos, mas fazem toda a diferença quando o carro é colocado à prova em longos trajetos e sob altas temperaturas”, explica o time técnico da AutoZone Brasil.

 

Confira abaixo as principais dicas da AutoZone para pegar a estrada com segurança:

 

1. Verifique os freios 

Pastilhas e discos devem estar em bom estado. Qualquer ruído ou vibração é sinal de que está na hora de trocar.

 

 2. Troque o óleo e o filtro 

Respeite sempre o intervalo indicado pelo fabricante. O óleo lubrifica o motor e evita o desgaste das peças internas.

 

3. Cheque os pneus e o estepe 

Verifique a calibragem, o desgaste e a validade dos pneus. Não esqueça de conferir se o estepe está em boas condições.

 

4. Complete os fluidos 

Óleo de freio, líquido de arrefecimento e água do limpador de para-brisa devem estar no nível correto.

 

5. Teste a bateria 

Longas viagens com ar-condicionado e som ligados exigem mais da bateria. Se estiver próxima do fim da vida útil, troque antes de viajar.

 

6. Confira lâmpadas e palhetas 

Visibilidade é sinônimo de segurança. Substitua palhetas ressecadas e lâmpadas queimadas.

 

7. Escolha sempre peças de procedência confiável 

Peças paralelas ou falsificadas podem comprometer a segurança do carro e gerar prejuízos maiores. A AutoZone recomenda adquirir produtos apenas em lojas especializadas e reconhecidas no mercado.

 

De acordo com o time da AutoZone, as mais de 150 lojas da rede no Brasil contam com atendimento técnico especializado e milhares de itens disponíveis em estoque imediato, incluindo baterias, fluidos, palhetas, filtros e peças para todas as marcas e modelos de veículos.


“Nosso papel é apoiar o motorista em todas as etapas da jornada automotiva — da prevenção à solução de imprevistos. Garantir segurança e confiança é prioridade. Antes de pegar a estrada, reserve um tempo para revisar o carro. Assim, o último feriadão do ano será lembrado apenas pelos bons momentos — e não por contratempos no caminho”, reforça a marca. 

 

Cinco dicas para transformar sua carreira na hotelaria internacional

Manter uma equipe afinada e bem treinada  é essencial para ter sucesso
 (Foto: Open Key)
Com experiência em redes como a Accor, Willians da Rocha revela como unir tecnologia, gestão e propósito pode acelerar o sucesso de profissionais e empreendedores do setor

 

Excelência não é sorte, é método. É com essa visão que Willians da Rocha, especialista em tecnologia e gestão hoteleira com mais de 14 anos de atuação em redes internacionais, compartilha cinco princípios que o tornaram referência em eficiência e inovação na América Latina. De liderança com propósito à integração inteligente da tecnologia, suas lições mostram o caminho para quem quer se destacar e construir uma carreira sólida na hotelaria global. 

Com passagens por países como Argentina, Chile e Colômbia, Rocha desenvolveu um olhar estratégico sobre como o alto padrão internacional pode inspirar transformações profundas na hotelaria brasileira e sul-americana. Em seu livro “Com Propósito: Do Backstage Técnico da Hotelaria à Liderança Global”, que já figura entre os mais vendidos da Amazon nos Estados Unidos, ele reúne aprendizados que unem técnica, gestão e sensibilidade humana, pilares que considera essenciais para o futuro da hospitalidade.

A seguir, as cinco dicas essenciais de Willians da Rocha para quem quer empreender ou crescer na hotelaria internacional:


1. Disciplina é o alicerce da excelência

O sucesso de uma operação hoteleira começa com consistência. Dos processos de abertura à implantação de sistemas integrados, Willians defende que a disciplina operacional é o que garante previsibilidade, qualidade e segurança na experiência do hóspede. “A excelência nasce da rotina bem-feita, do cuidado constante e da atenção aos detalhes”, afirma.


2. Liderar é servir com propósito

O líder não é quem manda, mas quem inspira e prepara equipes para agir com autonomia e responsabilidade. “Na hotelaria, liderar é servir e isso exige escuta ativa, empatia e clareza de propósito”, destaca. A liderança com propósito, segundo ele, é o que sustenta equipes engajadas e experiências memoráveis.


3. Treinar é investir em pessoas, não só em processos

Responsável por capacitar equipes técnicas e financeiras em diversas unidades da Accor, o especialista acredita que treinamento deve ser constante e emocionalmente inteligente. “Mais do que ensinar procedimentos, é preciso desenvolver pessoas, estimular o orgulho de servir e o senso de pertencimento”, conta


4. Tecnologia é meio, não fim

Com cases de destaque, como o hotel-cassino Pulmann Rosário (Argentina) e o projeto pioneiro de Wi-Fi em nuvem da Accor, ele reforça que a inovação só tem valor quando melhora a experiência humana, tanto para hóspedes quanto para colaboradores. “A tecnologia deve otimizar tempo e energia para o que realmente importa: um atendimento humanizado e prestativo, focado nas necessidades de cada hóspede.”


5. Excelência é cultura viva, não resultado momentâneo

“Um hotel é um organismo vivo. A excelência não é um projeto com data de entrega, mas uma cultura que se constrói todos os dias, em cada gesto e em cada sorriso”, afirma. Para ele, manter essa cultura exige liderança consistente e propósito coletivo. 

Inspirando uma nova geração de líderes, Willians da Rocha acredita que a verdadeira inovação na hotelaria está em equilibrar tecnologia, gestão e humanidade. “Servir é uma arte, e o grande desafio do futuro é manter essa arte viva em meio à transformação digital”, conclui.

 

Indústria 4.0 com Inteligência Artificial: sua empresa está preparada?

 

Você provavelmente já ouviu falar da Indústria 4.0 – a nova era da produção que conecta máquinas, pessoas e sistemas por meio de tecnologias avançadas como IoT, Big Data, Cloud Computing, automação e robótica inteligente. Hoje, esse conceito ganha ainda mais força ao se integrar de forma simbiótica à Inteligência Artificial (IA), tornando os processos produtivos não apenas digitais, mas autônomos, preditivos e escaláveis.

A Quarta Revolução Industrial vai além da automação. Ela permite que empresas tenham monitoramento em tempo real do chão de fábrica, análise instantânea de KPIs críticos como o OEE (Overall Equipment Effectiveness) e tomada de decisão baseada em dados. Com a IA, esses sistemas aprendem continuamente, identificando padrões, prevendo falhas, otimizando setups e elevando os níveis de eficiência a patamares antes inimagináveis.

Segundo o Observatório Nacional da Indústria, com base em dados da IMARC, a Europa lidera a adoção da Indústria 4.0 ao incorporar robótica, IA e IoT em seus processos. No Brasil, o cenário ainda é de expansão, com projeção de crescimento de 21% até 2028. Apesar do potencial, o país enfrenta desafios como a adaptação cultural, a integração de sistemas e a resistência de gestores que ainda enxergam a digitalização como algo “distante” ou “não para nós”.

Mas a realidade é clara: não se trata de tendência, mas de sobrevivência. Empresas que não se adaptarem correm o risco de perder competitividade. A integração de ERPs com sistemas como APS (Advanced Planning and Scheduling) e MES (Manufacturing Execution System) cria a espinha dorsal da gestão digital. Essa combinação gera um fluxo inteligente de dados, transformando informações em decisões ágeis, eliminando gargalos e elevando a produtividade.

Os benefícios vão desde a redução do tempo de setup até o aumento da eficiência operacional, impactando diretamente os custos, a qualidade e o crescimento das equipes. Porém, a transição exige mudança cultural e equipes capacitadas, capazes de aplicar metodologias sólidas para localizar e solucionar pontos críticos do processo.

Num mundo marcado por instabilidades econômicas e pelo avanço do protecionismo global, a automação, a digitalização e a IA se tornam armas estratégicas. Empresas que investem nessas tecnologias conseguem prever cenários, antecipar decisões e conquistar resiliência competitiva.

O Brasil ainda está nos primeiros passos dessa jornada, mas as tecnologias já estão ao nosso alcance. O primeiro movimento não depende das máquinas, e sim das pessoas: é abraçar a mudança. Indústria 4.0 com IA não é futuro. É presente. A pergunta é: sua empresa está pronta para liderar essa transformação?

 

Claudio Montes - Executivo de contas da ABC71.

Fábio Bosnic - COO da Aloee, startup da ABC71.

ABC71

 

Especialista dá dicas sobre leituras obrigatórias para o vestibular

Para Vivian Rio Stella, da VRS Academy, ainda dá tempo de se preparar, desde que haja disciplina

 

Com a chegada do fim do ano, os principais vestibulares para ingresso no ensino superior em 2026 se aproximam. Nessa reta final, muitos estudantes ainda têm dúvidas sobre o melhor caminho rumo à aprovação. As leituras obrigatórias, por exemplo, são um dos maiores desafios. Segundo Vivian Rio Stella, pós-doutora em Linguística, idealizadora da VRS Academy e participante do TEDxJundiaí, ainda é possível se preparar desde que haja disciplina. 

 

Ela comenta que, em vez de passar horas em redes sociais, o ideal é organizar a rotina de leitura. “O estudante pode se dividir por páginas, capítulos ou livros. Se a lista for extensa, neste momento vale priorizar títulos centrais e recorrer a boas resenhas disponíveis na internet. Mas é fundamental optar por conteúdos que problematizam e contextualizam as obras para ter um bom repertório crítico, e não apenas as resumam”, orienta.

 

Vivian explica que o tempo de leitura pode variar conforme o livro. Por isso, é essencial adequar o ritmo à rotina. “Algumas das obras que mais caem podem ser lidas em cerca de duas horas. Se dividirmos 120 minutos por seis dias, por exemplo, são apenas 20 minutos diários, mas que fazem a diferença na hora da prova”, destaca. 

Para quem ainda não tem o hábito de ler, a especialista recomenda fazer uma lista do que quer e do que precisa ler, seja para o vestibular ou até mesmo interesse pessoal. “Ter uma lista de desejos de leitura é uma boa estratégia, assim como mapeamos viagens e restaurantes, por exemplo. E é interessante variar o estilo. Ou seja, a pessoa pode escolher 2 livros em inglês, 2 de autoras, 1 de um autor de país pouco óbvio, 1 clássico, 1 best-seller, e por aí vai”, relaciona. 

Para Vivian, a constância na leitura é o segredo para transformar em hábito. “A leitura não deve ser entendida como performance e número de obras lidas, mas como impacto na visão de mundo, oportunidade de pausa e treino de atenção e foco. E, acima de tudo, como não utilitária, como um espaço de fruição, de arte, de beleza. Em tempos de alto consumo de conteúdo rápido em telas, ler é um posicionamento e praticamente uma revolução”, finaliza.

A seguir, algumas dicas para ajudar na organização quanto à leitura: 

- Defina metas diárias curtas e realistas para manter o ritmo;

- Foque nas obras centrais e em resenhas que explicam o contexto;

- Combine autores e estilos diferentes;

- Encare a leitura como pausa e aprendizado, não como obrigação.

 


Vivian Rio Stella - doutora em Linguística pela Unicamp, pós-doutora pela PUC-SP e idealizadora da VRS Academy. Colunista da revista Você RH e professora da Fundação Dom Cabral, Escola Aberje e de curso de comunicação na Audible/Casa do Saber, Vivian é reconhecida por sua abordagem humanista, crítica e contextual, que foca na comunicação para promover colaboração, respeito e diálogo nas organizações. Ao longo dessa jornada, já realizou palestras, workshops e consultorias para mais de 300 empresas de diferentes portes e setores.


Redação do ENEM expõe desafios da longevidade e reforça a importância de manter o cérebro ativo

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Tema escolhido estimula o debate sobre envelhecer com propósito, autonomia e saúde emocional

 

O ENEM 2025 abriu espaço, neste domingo (9), para uma reflexão que vai muito além da sala de aula: o envelhecimento e a busca por uma vida longa com qualidade. A redação deste ano colocou em debate como o Brasil tem lidado com a longevidade e os impactos sociais, econômicos e culturais de uma população que vive mais a cada geração. O tema reforça a importância de olhar para o envelhecer não apenas sob a ótica biológica, mas também cognitiva, emocional e social. 

De acordo com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), dos mais de 4,8 milhões de inscritos, 73% compareceram neste domingo para responder às provas, que incluíam a redação com o tema “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”. O exame registrou aumento de 11% nas inscrições em relação a 2024 e 38% comparado a 2022, segundo balanço divulgado pelo ministro da Educação, Camilo Santana, e pelo presidente do Inep. 

O assunto escolhido evidencia a necessidade de estimular a mente e o aprendizado contínuo como pilares de uma vida saudável. Manter o cérebro ativo melhora a concentração, fortalece as conexões neurais e ajuda a preservar a memória, retardando sintomas de doenças neurodegenerativas. Ler, estudar, exercitar a curiosidade e explorar novas áreas do conhecimento são práticas fundamentais para quem deseja envelhecer com autonomia e vitalidade. 

Entre as formas mais completas de exercitar o cérebro, o aprendizado de um novo idioma se destaca por envolver múltiplas habilidades cognitivas e emocionais. “Aprender inglês, por exemplo, estimula o raciocínio lógico, a interpretação e a memória. É um treino constante que mantém o cérebro em movimento”, explica Rodrigo Berghahn, Coordenador Pedagógico da Minds Idiomas. 

Rodrigo destaca ainda que o aprendizado vai além da mente: “Quando alguém decide estudar inglês na maturidade, está também fortalecendo a autoestima, ampliando conexões e se permitindo viver experiências transformadoras, como viajar, conhecer novas culturas ou até mesmo mudar de carreira”, complementa. 

“O tema do ENEM 2025 é um convite para repensarmos o envelhecimento de forma positiva, como um processo de descobertas e crescimento. Manter o cérebro ativo é investir na própria longevidade”, conclui o Coordenador. Com mais de duas décadas de atuação, a Minds Idiomas defende o aprendizado ao longo da vida como ferramenta de transformação pessoal. A rede oferece cursos adaptados para todas as idades e aposta em metodologias que unem tecnologia, estímulos visuais e prática comunicativa, tornando o aprendizado dinâmico, acessível e prazeroso.



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Quando o desconto vira gatilho emocional na Black Friday

Pesquisas mostram que 7 em cada 10 brasileiros se arrependem de compras feitas por impulso durante o período promocional. Especialista explica o papel da ansiedade nesse comportamento e como a TRG ajuda a romper o ciclo


As promoções de Black Friday, que movimentaram mais de R$ 7,5 bilhões em 2023 segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), também revelam um lado emocional pouco discutido, o consumo por ansiedade. De acordo com levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil, 2024), 68% dos brasileiros afirmam já ter comprado por impulso e se arrependido logo depois, especialmente em períodos de grandes descontos.

O fenômeno, embora estimulado por estratégias de marketing e gatilhos de escassez, tem raízes emocionais mais profundas. Para o psicólogo Jair Soares dos Santos, doutorando em Psicologia pela Universidade de Flores (UFLO), na Argentina, e fundador do Instituto Brasileiro de Formação de Terapeutas (IBFT), a compulsão por compras está diretamente ligada à ansiedade. “A compra impulsiva é uma tentativa inconsciente de aliviar uma tensão interna. O cérebro entende aquele ato como uma forma de prazer imediato, mas o alívio dura pouco e logo vem o arrependimento”, explica.

Segundo ele, o problema não está no ato de consumir, mas na função emocional que o consumo assume. “Eu já atendi várias pessoas que tinham problema de compras compulsivas, mesmo tendo consciência no momento da compra de que não precisavam daquilo. A questão não é o objeto em si e sim, o vazio que ele tenta preencher”, afirma o psicólogo.

A Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG), método criado por Soares e aplicado no IBFT, propõe identificar a origem emocional dessa necessidade de satisfação imediata. O processo atua no reprocessamento de experiências antigas que moldaram a forma como o indivíduo lida com a ansiedade e o controle. “Muitas pessoas aprendem desde cedo a buscar compensação no externo, seja no trabalho, na comida ou no consumo. Quando a dor emocional não é acolhida, ela se transforma em urgência e a compra se torna um anestésico socialmente aceito”, explica.

A ansiedade, segundo o psicólogo, é a base de praticamente todos os comportamentos compulsivos. “A mente ansiosa busca controle e previsibilidade. Comprar é uma forma simbólica de dizer, ‘agora eu tenho algo sob controle’. O problema é que esse alívio é ilusório e reforça o ciclo. A pessoa compra para se acalmar, mas o arrependimento logo reativa a ansiedade e o impulso volta ainda mais forte”, alerta o especialista.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS, 2023) indicam que o Brasil lidera os índices globais de transtornos de ansiedade, afetando 9,3% da população. Em paralelo, o estudo Radiografia do Consumo no Brasil (NielsenIQ, 2024) mostra que 62% dos consumidores admitem sentir culpa após compras feitas em momentos de estresse ou tristeza.

Para romper esse padrão, Soares explica que é preciso compreender a origem da ansiedade antes de tentar controlar o sintoma. “Não adianta apenas se proibir de comprar. É necessário entender o que está sendo buscado por trás dessa urgência. Quando a causa emocional é trabalhada, a necessidade de repetição desaparece naturalmente”, orienta.

Ele destaca que a TRG oferece um caminho seguro para reorganizar os registros emocionais que sustentam o comportamento compulsivo. “A terapia permite que o cérebro reconheça que aquela dor do passado não precisa mais ser compensada. Quando isso acontece, a pessoa pára de buscar no consumo uma forma de se sentir inteira.”


Um exercício para pensar antes de comprar

De acordo com Jair Soares, o segredo está em pausar o corpo para escutar o que o impulso tenta dizer. “A urgência da compra é uma forma que o cérebro encontra para aliviar a ansiedade. Quando a pessoa pára por alguns segundos e identifica o que está sentindo, o impulso perde força”, explica.


O exercício proposto segue três etapas simples:

  1. Nomeie a sensação. Antes de clicar em “finalizar compra”, pergunte-se: “O que estou sentindo agora?”. Ansiedade? Tédio? Vazio? A TRG parte da ideia de que o sintoma é uma linguagem emocional e nomeá-lo já começa a desativar o ciclo.
  2. Respire e observe o corpo. Feche os olhos por 30 segundos e perceba onde a tensão se manifesta no peito, na garganta, nas mãos. “A mente ansiosa se desconecta do corpo. Trazer a atenção para o físico ajuda o cérebro a perceber que não há perigo real”, orienta Soares.
  3. Questione a necessidade. Pergunte-se com honestidade: “Estou comprando para suprir algo que me falta ou para aliviar algo que estou sentindo?”. Se houver dúvida, adie a decisão por 24 horas. “Quando a urgência é emocional, ela não resiste ao tempo. Se ainda fizer sentido no dia seguinte, a compra é mais consciente”, explica o psicólogo.

Soares reforça que o objetivo não é eliminar o prazer de consumir, mas reconhecer quando o consumo está a serviço da ansiedade. “O problema é quando a compra se torna uma tentativa de acalmar o que não foi escutado”, finaliza.

 


Jair Soares dos Santos - psicólogo, terapeuta, hipnólogo, pesquisador e professor, além de ser o fundador do Instituto Brasileiro de Formação de Terapeutas (IBFT). Criador da Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG), sua trajetória é marcada por desafios pessoais que o motivaram a buscar soluções eficazes para o sofrimento emocional. Após enfrentar episódios de depressão e insatisfação com abordagens terapêuticas tradicionais, Jair dedicou-se ao desenvolvimento de uma metodologia que pudesse proporcionar alívio real e duradouro aos pacientes. Sua formação inclui graduação em Psicologia pela Faculdade Integrada do Recife e especializações em áreas como hipnoterapia e análise comportamental. Atualmente é doutorando em Psicologia pela Universidade de Flores (UFLO) na Argentina, onde desenvolve uma pesquisa com a TRG em pessoas com depressão e ansiedade, alcançando resultados promissores com a remissão dos sintomas nestes participantes. Há mais dois doutorados com a TRG a serem desenvolvidos neste momento.
Para mais informações, visite o Instagram.



Instituto Brasileiro de Formação de Terapeutas - IBFT
Para mais informações, visite o site ou o Instagram.


FM2S oferece 10 cursos online gratuitos em ciência de dados, liderança e metodologias ágeis

Startup sediada no Parque Científico e Tecnológico da Unicamp disponibiliza capacitações com certificado incluso; inscrições vão até 30/11


A FM2S, startup de Educação e Consultoria localizada no Parque Científico e Tecnológico da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), está com 10 cursos 100% online e gratuitos, com inscrições abertas até 30 de novembro. Os temas abrangem conhecimentos técnicos e habilidades de gestão, que vão desde fundamentos de ciência de dados, projetos, logística e qualidade, até liderança, melhoria contínua e metodologias ágeis. 

"A oferta desses cursos gratuitos reflete nossa missão de ampliar o acesso ao conhecimento e promover a inclusão. Eles são uma excelente oportunidade para qualquer pessoa se capacitar, seja um profissional experiente, alguém em busca de uma nova colocação ou quem está começando na carreira. Essas capacitações podem fazer a diferença em entrevistas de emprego, mudanças de carreira ou até mesmo para alcançar posições mais altas dentro de uma organização", destaca Virgilio Marques dos Santos, sócio-fundador da FM2S. 

As aulas trazem conceitos sólidos e exemplos práticos, com casos reais de como aplicar a teoria no dia a dia e no ambiente profissional. Os professores são formados por instituições como Unicamp, Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), além de terem ampla vivência em consultorias.

 As iniciativas são abertas a todas as pessoas interessadas e as inscrições devem ser feitas em https://www.fm2s.com.br/cursos/gratuitos. É possível se inscrever em quantos cursos desejar. O acesso é válido por um ano após a inscrição, com um mês de suporte e certificado incluso.

 

Confira todos os cursos disponíveis: 

- White Belt (8 horas) e Yellow Belt (24 horas), para embarcar no mundo Lean Seis Sigma e melhoria contínua, com certificação internacional;

- Metodologias Ágeis na Prática (12 horas);

- Introdução ao Lean (9 horas);

- Fundamentos de Gestão e Liderança (5 horas);

- Fundamentos da Ciência de Dados (8 horas);

- Fundamentos da Gestão da Qualidade (9 horas);

- Fundamentos da Gestão de Projetos (5 horas);

- Fundamentos da Gestão da Produção Industrial (8 horas);

- Fundamentos da Gestão Logística (6 horas). 

Informações detalhadas sobre cada capacitação estão no site da FM2S. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo WhatsApp – (19) 99132-0984.

  


Virgilio Marques dos Santos - sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria



FM2S
Localizada no Parque Científico e Tecnológico da Unicamp, a é uma empresa de consultoria e treinamento, comprometida em promover excelência em gestão estratégica.
fm2s.com.br

Como as empresas estão repensando o bem-estar dos homens no trabalho

O Novembro Azul amplia o debate sobre saúde física para um tema ainda negligenciado nas empresas: o bem-estar emocional e psicológico dos homens — e como isso impacta cultura, engajamento e performance


O bem-estar corporativo foi tratado como sinônimo de benefícios médicos ou programas de ginástica laboral. Mas, à medida que a saúde mental ganha espaço nas discussões de Recursos Humanos, surge um novo desafio: entender as particularidades do cuidado com os homens — um grupo que, culturalmente, ainda enfrenta barreiras para expressar vulnerabilidade. 

Com a chegada de Novembro, e o foco na campanha Novembro Azul, empresas de diferentes setores começam a reconhecer que a saúde masculina no ambiente de trabalho não se limita à prevenção do câncer de próstata. Trata-se, sobretudo, de estimular o equilíbrio emocional e a liberdade de expressão sem estigmas. 

“O bem-estar masculino vai muito além da dimensão da saúde física. Envolve o cuidado com a saúde mental, a possibilidade de reconhecer e comunicar emoções de forma saudável, de um equilíbrio entre a vida pessoal e profissional”, afirma Patrícia Suzuki, CHRO do Grupo Redarbor, detentor do Pandapé, software de RH mais utilizado na América Latina. 

Para a executiva, homens ainda enfrentam barreiras culturais que os afastam do autocuidado, e as empresas têm um papel fundamental em desconstruir essa ideia de que vulnerabilidade é sinal de fraqueza. 

Já Thomas Costa, Chief of Growth da Redarbor, acredita que o primeiro obstáculo é o silêncio. “Muitos homens foram ensinados a não falar sobre sentimentos ou limitações, o que cria isolamento. No trabalho, isso se traduz em burnout, baixa produtividade e conflitos”, diz. 

A transformação, conforme os especialistas, exige mais do que campanhas pontuais: requer mudança cultural e espaços seguros de diálogo. No próprio Grupo Redarbor, a área de Pessoas implementou grupos de conversa, suporte psicológico e campanhas internas contínuas sobre saúde e bem-estar masculinos — com monitoramento por dados de engajamento. 

“O discurso de cuidado precisa vir acompanhado de métricas, assim como fazemos com performance e resultados”, pontua Suzuki. 

No entanto, além do impacto humano, os resultados empresariais são tangíveis. “Quando falamos de bem-estar masculino, falamos de retenção, produtividade e inovação. O colaborador que se sente cuidado tende a ser mais colaborativo e comprometido”, diz Costa. 

Cuidar de homens também é uma pauta de diversidade — e, como toda transformação, precisa começar pela liderança. “Líderes homens que falam sobre suas vulnerabilidades abrem caminho para que outros façam o mesmo. O futuro do trabalho passa também pela empatia masculina”, conclui Suzuki.


INSS amplia até fevereiro de 2026 prazo para contestar descontos indevidos: especialista ensina passo a passo para pedir ressarcimento

Prazo para aposentados e pensionistas contestarem cobranças não autorizadas vai até 14 de fevereiro de 2026. Mais de 6 milhões de contestações já foram registradas 

 

O prazo para aposentados e pensionistas contestarem descontos indevidos nos benefícios do INSS foi prorrogado pelo Governo. Quem identificou cobranças realizadas por associações sem autorização e ainda não fez o pedido de ressarcimento tem até 14 de fevereiro de 2026 para registrar a contestação pelo aplicativo Meu INSS, pela Central 135 ou presencialmente em uma agência dos Correios. 

Para o especialista em Direito Previdenciário e CEO da WB Cursos, Washington Barbosa, a prorrogação é uma oportunidade para quem ainda não verificou o extrato do benefício. “Muitos segurados nem sabem que estão sofrendo descontos. O primeiro passo é olhar o extrato de pagamento no Meu INSS e conferir linha por linha”, orienta. 

O processo é simples e não exige intermediários ou pagamento de taxas. No aplicativo ou no site do Meu INSS, basta selecionar o serviço Consultar Descontos de Entidades Associativas e clicar em Não autorizei o desconto. “A associação tem até 15 dias úteis para responder. Se não houver resposta, o sistema abre automaticamente a opção de adesão ao acordo de ressarcimento”, diz Barbosa. 

Segundo o INSS, mais de 6 milhões de contestações já foram feitas e R$ 2,54 bilhões foram devolvidos aos beneficiários. A medida vale para descontos realizados entre março de 2020 e março de 2025. 

Barbosa alerta ainda para os cuidados: “O único canal seguro é o do INSS. Se alguém pedir documentos pelo WhatsApp ou prometer agilizar o ressarcimento mediante pagamento, trata-se de golpe”. E reforça: “Nunca compartilhe foto de documento ou senha do Meu INSS com desconhecidos”. 

Para quem tem dificuldade em acessar o aplicativo, o atendimento pode ser feito nas agências dos Correios. “O segurado tem o direito de ser atendido e orientado gratuitamente. Não aceite pressão de atravessadores”, conclui.

 

Fonte: Washington Barbosa, especialista em Direito Previdenciário e mestre em Direito das Relações Sociais e Trabalhistas e CEO da WB Cursos


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