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quinta-feira, 18 de setembro de 2025

5 hábitos para ajudar a combater a depressão


Getty Images

No mês de Setembro Amarelo, psicanalista dá dicas de pequenas mudanças na rotina que beneficiam o cérebro


O Setembro Amarelo chama a atenção para a necessidade de falar sobre saúde mental e a valorização da vida. Mais do que isso, é um convite para olhar para dentro de si e perceber quando a mente dá sinais de sobrecarga e reconhecer a hora de buscar ajuda. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão já é considerada uma das principais causas de incapacidade no mundo e, no Brasil, estima-se que mais de 10% da população sofra com o transtorno. Para a psicanalista e especialista em comportamento humano, Gisele Hedler, adotar algumas mudanças no estilo de vida podem ser fundamentais para combater a depressão e a ansiedade. 

“O nosso cérebro ama rotinas, e os hábitos são rotinas automáticas que ajudam a nossa mente a não gastar energia que desenvolvemos ao longo do tempo, muitas vezes sem perceber. Essas ações repetitivas têm um impacto profundo em nossas vidas, moldando nossa produtividade, saúde, sucesso e felicidade.”, explica Gisele, que comenta cinco pequenos hábitos para implementar na rotina e ter mais qualidade de vida. Confira.

 

1. Comece o dia agradecendo

Assim que acordar, respire profundamente 5 vezes e agradeça por mais um dia de vida. A prática diária da gratidão, reconhecendo as coisas boas da vida, nos ajuda a manter uma perspectiva positiva, segundo a especialista.

 

2. Se exponha a luz do sol e se exercite

Ao levantar, se exponha à luz solar e faça alongamentos, evitando ao máximo o uso de telas. Hedler explica que a luminosidade do sol ajuda o organismo a regular o seu horário biológico e os exercícios físicos, por sua vez, auxiliam estimulando o cérebro a produzir alguns hormônios responsáveis pelo bem-estar. “Se você não tiver acesso a área externa, abra a janela e olhe para o céu. Esse hábito ajudará você a ter mais energia, pois a rotina em contato com a claridade vai descarregar cortisol que você precisa para começar o dia”, comenta.

 

3. Abrace seus familiares

Abrace com mais frequência e mais intensidade as pessoas que moram com você, seja o companheiro, os filhos e até mesmo os pets. Os abraços demonstram apreço, cultivam a paciência e estimulam a liberação de dopamina e serotonina, hormônios responsáveis pelo prazer e bem-estar, respectivamente.

 

4. Se desconecte digitalmente por um momento

Reserve momentos do dia para desconectar-se digitalmente, seja desligando o celular, silenciando as notificações ou até mesmo colocando no modo avião. Isso pode promover um equilíbrio saudável entre o mundo online e offline.

 

5. Tenha um hobbie

Cultive o hábito de ter hobbies, seja leitura de livros, andar de bicicleta, cuidar de plantas ou até mesmo cozinhar. Isso expandirá sua mente e perspectivas, além de ser um exercício para o cérebro.

Para Gisele Hedler, o Setembro Amarelo deve ser visto não apenas como um mês de conscientização, mas como um chamado para a prática diária do cuidado emocional. “Saúde mental não é luxo, é necessidade. Assim como cuidamos do corpo, precisamos cuidar da mente, e isso inclui hábitos saudáveis, conexões humanas e a busca por ajuda quando necessário”, reforça.

  

Gisele Hedler - empresária e uma entusiasta em Nutrição Funcional. Além da psicanálise, Gisele é especialista em saúde emocional, física e espiritual e está à frente da Faculdade de Saúde Avançada, que conta com mais de 30 mil alunos pelo mundo. A instituição se destaca por desenvolver e acompanhar profissionais de saúde com formações em Nutrição Funcional. Além disso, ela conta com um colágeno de desenvolvimento próprio com uma fórmula premium que oferece saúde em estética.

 

O mundo visto de dentro do espectro

Divulgação

Diagnosticada com autismo, a autora Clara Törnvall inverte a lógica: em vez de ensinar a "se adaptar", mostra como conviver com as diferentes formas de existir

 

No livro O universo autista: navegando pelo mundo das “pessoas normais”, Clara Törnvall parte de um gesto raro: uma autista escrevendo para outros autistas. A autora e jornalista sueca se distancia dos manuais que ensinam pessoas no espectro a se comportar “como os outros”. Em vez disso, propõe justamente o oposto neste lançamento da Latitude – exercitar a empatia para compreender o território das pessoas com formas diferentes de funcionamento neurológico, mais conhecidas como neurodivergentes.

Diagnosticada com autismo aos 42 anos, a escritora descreve, com ironia e humor, práticas comuns entre neurotípicos – pessoas sem condições neurológicas fora do padrão – como se fossem rituais estranhos: o valor dado ao contato visual ou as “mentiras inocentes” usadas para manter a harmonia social. Esse exercício não só diverte, mas também devolve às pessoas autistas o lugar de quem observa e interpreta, em vez de sempre ser observado.

A obra ilustrada é acessível em forma e conteúdo. Em menos de 150 páginas, organizadas em capítulos curtos, Törnvall orienta leitores no espectro a não mascararem seu autismo, hábito que considera desgastante e prejudicial à saúde mental. Como alternativa, defende a preservação de energia, a valorização das rotinas, o respeito aos limites individuais e a construção de vínculos que aceitem a literalidade e a intensidade sensorial como parte legítima da neurodivergência.

Encontre sua autoestima sendo mais autista,
e não o contrário. Não fuja de si mesmo tentando
ser alguém que não é. Você não é uma pessoa que
precisa ser curada ou um espécime
humano com problemas que precisa ser melhorado.
Sua prioridade absoluta deve ser a
sua saúde mental
. (O universo autista, p.136)

O livro também se dirige a leitores neurotípicos, ao oferecer orientações para uma convivência mais respeitosa. Comunicar-se de forma direta, evitar ambiguidades, ouvir atentamente o que é dito, respeitar espaços coletivos, – como evitar usar uma tela em público sem fones –, e aceitar correções como forma de clareza, não crítica, estão entre as dicas. O universo autista funciona como uma análise social do encontro entre dois modos de viver, e prova que é possível conviver com as diferenças sem anular o outro.

 

Ficha técnica

Título

Divulgação
| Latitude
: O universo autista
Subtítulo: Navegando pelo mundo das “pessoas normais”
Autora: Clara Törnvall
Tradutora: Kícila Ferreguetti
ISBN do livro físico: 978-65-89275-78-7
ISBN do e-book: 978-65-89275-79-4
Edição: 1ª/2025
Editora: VRSelo: Latitude
Páginas: 144
Formato: 16 x 23 cm
Preço: R$ 59,90
Onde encontrar: E-commerce da VR, Amazon e principais livrarias



Sobre a autora: Aos 42 anos, Clara Törnvall foi diagnosticada com autismo de altas habilidades. Isso a inspirou a escrever o livro The Autists: Women on the Spectrum (2023), que preenche uma lacuna ao abordar o autismo em mulheres. Jornalista e produtora cultural desde o início dos anos 2000, Törnvall colabora com diversos veículos e já produziu conteúdo para a rádio e a TV suecas. Em 2017, lançou o documentário The Art Collector and the Tragedy, sobre o colecionador de arte Theodor Ahrenberg.
Instagram: @claratornvall 


Latitude
Instagram: @latitudelivros



Estudo de novas terapias traz esperança a pacientes com leucemia linfocítica crônica, mas o acesso ainda é limitado no Brasil

Colaboração entre Hospital Moinhos de Vento e Mayo Clinic mapeia soluções para pacientes refratários às opções atuais de tratamento da doença


Para cerca de 15% dos pacientes com leucemia linfocítica crônica, os tratamentos mais avançados da medicina moderna eventualmente param de funcionar. Esses são os chamados pacientes "duplamente refratários" – aqueles cujo organismo desenvolve resistência às duas principais classes de medicamentos disponíveis no mercado. Até recentemente, as opções terapêuticas para esses casos eram extremamente limitadas. Um novo estudo desenvolvido por pesquisadores brasileiros e americanos – publicado pela revista científica MDPI –, no entanto, aponta para um futuro promissor*.
 

Uma colaboração entre o Hospital Moinhos de Vento e a renomada Mayo Clinic, dos Estados Unidos, acaba de mapear as terapias mais promissoras do mundo para esses casos considerados "impossíveis". A pesquisa, que analisou ensaios clínicos globais, revela um horizonte repleto de esperança: desde medicamentos que ‘enganam’ o câncer até terapias que reprogramam o próprio sistema imunológico do paciente.
 

A leucemia linfocítica crônica (LLC) é o câncer de sangue mais comum em adultos ocidentais, mas muitos convivem com ela por anos sem sequer saber. A doença faz com que a medula óssea produza linfócitos B defeituosos em excesso – células que deveriam nos proteger, mas perdem completamente sua função. “Por ter evolução lenta, muitos pacientes descobrem a LLC em exames de rotina e podem ficar anos sem precisar de tratamento”, alerta o coautor do estudo Ricardo Menezes, hematologista do Hospital Moinhos de Vento.
 

Nos últimos dez anos, a medicina viveu uma verdadeira revolução no tratamento da LLC. Medicamentos inteligentes, como os inibidores de BTK e BCL-2, transformaram radicalmente o cuidado, permitindo que pacientes tivessem vidas praticamente normais por anos.
 

No entanto, há um porém: cerca de 10% a 15% dos pacientes desenvolvem resistência a esses tratamentos, tornando-se "duplamente refratários". Para esse grupo, as opções eram extremamente limitadas – até agora. Isso porque o estudo identificou cinco categorias de tratamentos inovadores que estão mudando o jogo:

  1. Pirtobrutinibe – O "BTK inteligente". Trata-se de um inibidor de nova geração capaz de driblar as resistências que limitavam os tratamentos anteriores, basicamente, é como ter uma chave que funciona mesmo quando a fechadura foi trocada.
  2. Degradadores de BTK – Destruição molecular. Estes medicamentos não apenas bloqueiam as proteínas problemáticas, como as destroem completamente, impedindo que o câncer desenvolva rotas de escape.
  3. Moléculas multialvo – Um remédio, muitos cânceres. Algumas dessas novas substâncias têm potencial para tratar mais de 100 tipos diferentes de câncer, revolucionando a oncologia como um todo.
  4. Terapias celulares – Soldados reprogramados. Técnicas como CAR-T Cell transformam os próprios linfócitos T do paciente em "soldados especializados" contra o câncer, com resultados que podem durar décadas.
  5. Anticorpos designer – Precisão cirúrgica. Anticorpos biespecíficos e ‘triespecíficos’ funcionam como pontes inteligentes, conectando células do sistema imunológico diretamente às células cancerosas.

O que torna essa pesquisa ainda mais relevante é sua integração com a medicina de precisão. “Analisamos o perfil genético único de cada tumor para desenhar um tratamento personalizado, adaptável conforme a doença evolui. Porque para além da doença têm o paciente e tudo aquilo que o torna diferente", explica Menezes.
 

O desafio brasileiro. Apesar dos avanços, o Brasil ainda enfrenta uma realidade preocupante: apenas 11% dos ensaios clínicos globais para LLC chegam ao país. Isso significa que milhares de brasileiros ficam sem acesso às terapias mais inovadoras. “A expectativa é que mudanças recentes na legislação ampliem o acesso e acelere a chegada dessas terapias ao Brasil", observa Erica Ottoni, chefe do serviço de Hematologia e Hemoterapia e do Centro de Mieloma Múltiplo do Hospital Moinhos de Vento, que complementa: “Cada avanço nos aproxima de transformar a LLC em uma doença controlável e, em alguns casos, até curável”. 

Para os pacientes duplamente refratários, essas descobertas representam muito mais do que números em estudos científicos – são a diferença entre a esperança e o desespero. "Pacientes que hoje não têm opções poderão, em breve, ter acesso a medicamentos que até parecem ficção científica", comemora Menezes, que em breve retorna ao país – após uma temporada de imersão na Mayo Clinic – para se juntar aos esforços do Moinhos de Vento na implementação das terapias mais modernas aplicadas por renomadas instituições internacionais. 

Publicado na prestigiosa revista científica MDPI, o estudo “Leucemia Linfocítica Crônica: novos alvos terapêuticos sob investigação”, representa não apenas um avanço médico, mas um símbolo da importância da colaboração internacional na ciência. Enquanto isso, milhares de pacientes ao redor do mundo aguardam ansiosamente que essas promessas se tornem realidade em seus tratamentos. 

*Acesse a íntegra do estudo "Leucemia Linfocítica Crônica: novos alvos terapêuticos sob investigação", publicado na revista científica MDPI, em julho/2025, neste link: Link


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Composto extraído de folha de goiabeira tem efeito anti-inflamatório contra doença periodontal

Além da folha da goiabeira, a morina pode ser extraída da casca de maçã, do figo,
de alguns chás e de amêndoas e apresentou também ação antimicrobiana e antioxidante
(
imagem: pics_pd/Pixnio)

Pó à base de morina, extraída de plantas, pode ter liberação lenta com a ajuda de polímeros e servir como alternativa a antibióticos

 

Um pó à base de morina, um composto natural extraído de plantas como a folha da goiabeira, a casca da maçã e do figo, de alguns chás e amêndoas apresentou efeito antimicrobiano, anti-inflamatório e antioxidante contra bactérias que causam a doença periodontal. Doença periodontal é um termo que abrange a gengivite e a periodontite (estágio avançado da inflamação gengival). A expectativa é que a substância, liberada de forma controlada por meio de polímeros, possa ajudar em tratamentos não cirúrgicos como uma alternativa aos antibióticos para o controle dos microrganismos.

Em estudos in vitro, em laboratório, os pesquisadores da Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) testaram a morina em um biofilme multiespécie – formado por várias espécies de bactérias, que simulava o que acontece na gengiva dos pacientes quando estão acometidos pela doença.

Os resultados foram publicados nos Archives of Oral Biology. O estudo foi realizado por Luciana Solera Sales durante o doutorado na Faculdade de Odontologia da Unesp, campus de Araraquara, sob a orientação de Fernanda Lourenção Brighenti com apoio FAPESP (doutorado e estágio de pesquisa no exterior).

A pesquisa também contou com a participação de Andréia Bagliotti Meneguin, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR) da Unesp de Araraquara, Hernane da Silva Barud, da Universidade de Araraquara (Uniara) e Michael Robert Milward, da Faculdade de Odontologia da Universidade de Birmingham, na Inglaterra.

“Nesse momento a gente tem um pó fino, obtido por secagem por aspersão, que é o mesmo equipamento utilizado para fazer leite em pó, que pode ser utilizado para compor diversos tipos de produtos de higiene bucal. A ideia é fornecer uma plataforma que aja de maneira coadjuvante e que possa ser útil, por exemplo, para pessoas que têm motricidade reduzida, que não conseguem escovar os dentes adequadamente, como idosos e pacientes com necessidades especiais”, diz Brighenti.

A morina foi escolhida por ser um composto natural, barato e de fácil acesso.

“A morina é um flavonoide, ela pode ser obtida a partir de várias frutas. Mas não adianta só comer, é preciso processar a substância. A ideia é aproveitar esse composto natural, os seus benefícios, as suas vantagens, e transformar tudo isso para que possa ser utilizado para prevenir e tratar a cárie e a doença periodontal”, destaca Sales.

Dentro do grupo de pesquisa, Brighenti vem desenvolvendo, com outros pesquisadores, o que chama de plataformas para que diferentes tipos de substâncias possam agir nas doenças que estão sendo estudadas atualmente. De acordo com Brighenti, isso é necessário porque geralmente os produtos naturais não apresentam uma boa dissolução na água.

“Nós temos um fluxo salivar constante. Produzimos, em média, 1 mililitro de saliva por minuto. Qualquer coisa que colocamos na boca é rapidamente removida pela saliva, especialmente porque tem cheiro, tem gosto, e isso estimula o fluxo salivar. Quando temos alguma coisa que gruda tanto na mucosa da boca, na parte de dentro da nossa bochecha, quanto nos dentes, isso nos dá uma vantagem adicional. E essa liberação controlada também nos ajuda no controle da toxicidade e da estabilidade da substância”, explica a professora.

No caso da morina, o desafio foi justamente tentar otimizar o que o grupo já tinha desenvolvido até aqui, deixando mais agradáveis alguns aspectos para os possíveis pacientes e, ao mesmo tempo, desenvolvendo algo que pudesse ser escalonável para a indústria futuramente.

“A gente visa também trazer uma alternativa aos produtos que estão atualmente disponíveis no mercado e que não atendem a demanda, porque têm alguns efeitos colaterais relatados pelos pacientes, como a alteração do paladar e o aumento da deposição do tártaro, além de manchas nos dentes com o uso prolongado”, complementa Brighenti.

Objetivo é viabilizar uma alternativa aos produtos disponíveis no mercado
que têm alguns efeitos colaterais, como alteração do paladar e
formação de manchas nos dentes com o uso prolongado
 (foto: Luciana Solera Sales)

“Nós começamos a desenvolver esses sistemas na forma de comprimidos, filmes e micropartículas. Mas, até então, eram muito grandes, inviáveis para o uso oral. No meu doutorado nós tentamos melhorar esses produtos, tentando deixá-los menores. Por isso desenvolvi esse formato, que se parece com um leite em pó. Eu preparava uma solução contendo alginato de sódio e goma gelana para encapsular a morina em um sistema de liberação controlada, que já é muito utilizado para fármacos, mas ainda não é muito utilizado na odontologia”, explica Sales.

A doença periodontal acontece quando há o acúmulo do biofilme ou da placa bacteriana, uma película pegajosa formada por bactérias e resíduos de alimentos que se depositam sobre os dentes.

A periodontite, a forma grave da doença periodontal, é considerada a sexta condição crônica que mais ocorre no mundo. Nos casos leves, pode haver sangramento. Conforme a doença avança, pode ocorrer até a perda dos dentes.

Quando a higiene bucal é feita da maneira adequada, com escovação, uso do fio dental e pasta de dente com flúor, esse risco diminui de forma considerável.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2022, quase metade (45%) da população mundial sofre com doenças bucais – cerca de 3,5 bilhões de pessoas.

Segundo as pesquisadoras, os próximos passos serão continuar testando a morina primeiro em modelo animal e, depois, em estudos clínicos, para testar outras propriedades.

“Observamos, a olho nu, que o biofilme in vitro tratado com a morina em laboratório fica menos corado do que quando é tratado na sua forma livre. Então, é possível que haja uma vantagem, que esse sistema ajude a impedir a descoloração do dente. Também precisamos testar, por exemplo, se a morina mantém o equilíbrio da cavidade bucal, porque não queremos eliminar todas as bactérias da boca dos pacientes”, afirma Brighenti. 

Sales no laboratório da Faculdade de Odontologia da Universidade
de Birmingham, onde realizou estágio com financiamento da FAPESP
 (foto: divulgação)


O artigo Anti-inflammatory, antioxidant, and antimicrobial evaluation of morin pode ser lido em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0003996925001712.



Cristiane Paião
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/composto-extraido-de-folha-de-goiabeira-tem-efeito-anti-inflamatorio-contra-doenca-periodontal/55820



Novo Nordisk apresenta dados de fase 3 da cagrilintida, análogo de amilina de nova geração, e avança para programa clínico dedicado


• Resultados positivos mostram que a perda de peso média foi de 12,5 kg (redução de 11,8% do peso corporal) com cagrilintida, em comparação com 2,5 kg (2,3%) com placebo, após 68 semanas*¹‚²


• A cagrilintida foi bem tolerada. Os efeitos colaterais mais comuns foram de origem gastrointestinais, majoritariamente transitórios e de intensidade leve a moderada¹


• Com base nesses resultados, a Novo Nordisk avançará com a cagrilintida para o programa clínico de fase 3 dedicado, RENEW, ainda este ano


Bagsværd, Dinamarca – A Novo Nordisk apresentou hoje dados de uma subanálise do estudo de fase 3 REDEFINE 1, durante o congresso da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD) 2025, em Viena, Áustria. A subanálise avaliou a eficácia e a segurança da cagrilintida 2,4 mg em monoterapia, administrada uma vez por semana, em conjunto com mudanças no estilo de vida, em adultos com obesidade ou sobrepeso e uma comorbidade relacionada ao peso, sem diabetes.¹


A cagrilintida é um análogo de ação prolongada da amilina, hormônio naturalmente presente no organismo, e atua de forma diferente dos tratamentos à base de GLP-1 atualmente aprovados para perda de peso.¹‚² Estes achados representam os primeiros e únicos dados de estudo clínico de fase 3 com um análogo de amilina de longa duração em monoterapia para o manejo da obesidade.¹


No estudo REDEFINE 1, a cagrilintida proporcionou uma perda de peso clinicamente significativa, com uma redução média do peso corporal de 11,8% em comparação com 2,3% com placebo após 68 semanas, considerando a adesão de todos os participantes ao tratamento.*¹ Além disso, cerca de 1 em cada 3 participantes (31,6%) que receberam cagrilintida alcançou uma perda de peso ≥15%, em comparação com cerca de 1 em cada 20 participantes (4,7%) que receberam placebo.*¹‚²


A cagrilintida foi bem tolerada, com os efeitos colaterais mais comuns sendo gastrointestinais (náusea, vômito, diarreia e constipação), majoritariamente temporários e de intensidade leve a moderada. A náusea levou à descontinuação permanente do tratamento em 1% dos participantes, em comparação com 0,1% no grupo placebo.¹


“Esses dados destacam o potencial promissor da cagrilintida em oferecer uma abordagem alternativa para que as pessoas percam peso, alcancem resultados relevantes para a saúde e gerenciem sua obesidade, incluindo um perfil de tolerabilidade favorável”, disse o investigador principal, Dr. Timothy Garvey, professor de medicina e diretor do Centro de Pesquisa em Diabetes da Universidade do Alabama em Birmingham. “Assim como outras doenças crônicas, precisamos de uma variedade de opções de tratamento para atender às necessidades individuais das pessoas com obesidade, como sua resposta específica ao tratamento.”


Ao avaliar o efeito do tratamento independentemente da adesão,** a perda de peso média com cagrilintida foi de 11,5% em comparação com 3% com placebo após 68 semanas. Além disso, 31% dos participantes alcançaram perda de peso ≥15% com cagrilintida, em comparação com 5,2% com placebo.**¹
O programa dedicado de fase 3, RENEW, investigará a eficácia e a segurança da cagrilintida em pessoas com obesidade ou sobrepeso e tem previsão de início para o quarto trimestre de 2025.


“Nossas terapias atuais e futuras visam ajudar as pessoas com obesidade a alcançar uma perda de peso significativa e benefícios mais amplos para a saúde. Com a escala global da obesidade, mais inovação científica e opções terapêuticas são necessárias para atender às necessidades e preferências de cada indivíduo”, afirmou Martin Holst Lange, diretor científico e vice-presidente executivo de Pesquisa e Desenvolvimento da Novo Nordisk. “Em nossos estudos clínicos, a cagrilintida proporcionou uma perda de peso substancial, de maneira distinta em comparação com os medicamentos para obesidade já aprovados, e parece ser bem tolerada. Estamos entusiasmados que esses dados, os primeiros de fase 3 de uma terapia de amilina de nova geração, se mostrem promissores e esperamos investigar mais a fundo o potencial da cagrilintida no programa dedicado de fase 3 RENEW.”

* Com base na estimativa do produto em estudo; efeito estimado do tratamento se todos os participantes aderissem ao tratamento. ** Com base na estimativa da política de tratamento; efeito do tratamento independentemente da adesão ao tratamento. 



Sobre a cagrilintida 

A cagrilintida está sendo investigada pela Novo Nordisk como um tratamento injetável subcutâneo de uso semanal para adultos com sobrepeso ou obesidade, no programa dedicado de fase 3 RENEW, com início previsto para o quarto trimestre de 2025. A cagrilintida é um análogo de amilina de ação prolongada, administrado na dose de 2,4 mg.¹‚²



Sobre o estudo REDEFINE 1 

REDEFINE 1 foi um estudo de fase 3, duplo-cego, controlado por placebo e ativo, com duração de 68 semanas, que avaliou a eficácia e segurança da CagriSema (cagrilintida 2,4 mg e semaglutida 2,4 mg), da cagrilintida 2,4 mg em monoterapia e da semaglutida 2,4 mg em monoterapia, em comparação com placebo, em 3.417 adultos com obesidade (IMC ≥30 kg/m²) ou sobrepeso (IMC ≥27 kg/m²) com uma ou mais comorbidades relacionadas à obesidade, e sem diabetes tipo 2. Esta análise post hoc investigou a eficácia e segurança da cagrilintida 2,4 mg como monoterapia versus placebo, ao longo de 68 semanas.¹‚²





Novo Nordisk
www.novonordisk.com.br
Instagram, Facebook, LinkedIn e YouTube. 


Referências
1. Garvey WT, Kuhlman AB, Rømer J, et al. Efficacy and safety of cagrilintide 2.4 mg in adults with overweight/obesity: data from REDEFINE 1. Late-breaking presentation at the European Association for the Study of Diabetes (EASD) annual meeting 2025; 15–19 September 2025; VIECON Vienna Congress & Convention Center, Vienna, Austria.
2. Garvey WT, Blüher M, Osorto Contreras CK, et al. Coadministered Cagrilintide and Semaglutide in Adults with Overweight or Obesity. N Engl J Med. 2025;393:635–647 (including supplement).


Pais devem ficar atentos à prevenção e aos sinais do Retinoblastoma

Freepik
A Dra. Paula Delegrego reforça que esse tipo de câncer tem altas chances de cura e de preservação da visão quando diagnosticado e tratado na fase inicial 


18 de Setembro é o Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma, um tipo de câncer que aparece dentro do olho, na retina, e é mais comum em crianças com menos de quatro anos de idade. A doença representa de 3% a 4% dos casos de câncer infantil, com uma média de 400 diagnósticos por ano no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. Quando descoberto e tratado no início, o Retinoblastoma tem altas chances de cura e de preservação da visão da criança. 

A Dra. Paula Delegrego, oftalmologista do H.Olhos, Hospital de Olhos da Rede Vision One, alerta que “um dos sinais da doença é o reflexo branco que fica visível na pupila em fotos tiradas com flash, em vez do reflexo vermelho normal. A criança também pode apresentar estrabismo, o chamado olho “torto” que aparece de repente. Outros indícios que podem levantar suspeita são diferença no tamanho das pupilas, baixa visão, olhos vermelhos frequentes ou inflamação ao redor dos olhos. Embora esses sintomas nem sempre signifiquem câncer, é fundamental que os pais levem a criança ao oftalmologista para uma avaliação”. 

De acordo com a médica, “o Retinoblastoma acontece por causa de uma alteração em um gene chamado RB1, que normalmente funciona como um “freio” para evitar que surjam tumores no corpo. Essa alteração pode ser herdada de um dos pais e se manifestar antes do primeiro ano de vida, muitas vezes nos dois olhos, podendo ser transmitida para os descendentes no futuro. No entanto, na maioria dos casos, a alteração acontece depois que a criança nasceu e a doença surge somente após o primeiro ou o segundo ano de vida, atingindo geralmente apenas um dos olhos”. 

A prevenção do Retinoblastoma começa ainda na maternidade, com a realização do Teste do Olhinho no recém-nascido, exame que também auxilia no diagnóstico de outras doenças oculares. O teste consiste em direcionar um feixe de luz para os olhos do bebê a fim de observar se o reflexo é vermelho e simétrico. Em caso de reflexo esbranquiçado ou ausência de reflexo, ele deverá ser encaminhado a um oftalmologista para exames mais detalhados. 

O Teste do Olhinho deve ser realizado três vezes por ano, até os três anos de idade e, periodicamente, até os cinco anos. Além disso, é muito importante que a criança faça seu primeiro exame oftalmológico entre os seis meses e o primeiro ano de vida, ou o quanto antes, se houver histórico de Retinoblastoma na família. O principal exame para confirmar a doença é o mapeamento de retina, em que o médico dilata a pupila da criança e visualiza toda a parte interna do olho. Podem ser solicitados ainda exames oculares mais específicos e testes genéticos para confirmar a alteração no gene. 

De acordo com a Dra. Paula Delegrego, “o tratamento depende do tamanho e da localização do tumor, se a doença está em um olho ou nos dois. O objetivo é sempre salvar a vida da criança, preservar o olho quando possível e manter a visão. Quando o tumor é muito grande e o olho já não enxerga, pode ser necessário retirar o globo ocular, em uma cirurgia chamada enucleação. Já quando o tumor é menor, temos mais opções de tratamentos”. 

A especialista cita alguns dos procedimentos adotados para tumores menores: 

-laser, que destrói as células do tumor;

-crioterapia, que congela o tumor até eliminá-lo;

-quimioterapia, para diminuir ou eliminar o tumor e ajudar o laser e a crioterapia a funcionarem melhor;

-radioterapia localizada (braquiterapia), em que uma pequena placa com material radioativo é colocada próxima ao olho para destruir as células do câncer. 

Quando descoberto cedo, as chances de cura do Retinoblastoma são muito altas. Mas é essencial que a criança faça acompanhamento regular com o oftalmologista e com o oncologista, para poder tratar possíveis recidivas assim que elas apareçam. Principalmente nos primeiros anos após o fim do tratamento existe o risco de o câncer ocular ressurgir no olho tratado. Outra medida importante é fazer testes genéticos e aconselhamento para a família, porque em alguns casos os irmãos ou filhos do paciente podem ter risco de desenvolver a doença.


50 dias para o ENEM: confira uma dica para cada área do conhecimento


Com apenas dois meses até o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os estudantes entram na fase final da preparação. O desafio agora é transformar o tempo que resta em aprendizado de qualidade, com foco em estratégias comprovadas que realmente fazem diferença no desempenho. 

Nesse momento, apesar da comum sensação de ansiedade e desespero para “abraçar todo o conteúdo”, o caminho mais eficaz está em revisar o que já foi estudado, resolver provas anteriores e organizar o tempo de maneira inteligente. Métodos testados e já conhecidos têm potencial para trazer muito mais resultado do que maratonas improvisadas.

Abaixo, confira dicas práticas para aplicar em cada área de conhecimento da prova:
 

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Com base na análise de edições passadas do Enem, sabe-se que a maior parte das questões dessa área exigem uma boa interpretação de texto. Diante disso, uma técnica eficaz é ler primeiro o comando da questão e, apenas em seguida, o texto. Assim, o estudante direciona a leitura e economiza minutos preciosos. “Essa estratégia ajuda a identificar mais rápido as informações relevantes. Além disso, compreender a intenção da comunicação é essencial para a interpretação ser mais precisa, ou seja, saber reconhecer se o texto é uma ironia, crítica social ou humor, por exemplo”, orienta Helton Moreira, Diretor de Performance Acadêmica da Inspira Rede de Educadores.
 

Ciências Humanas e suas Tecnologias

Ler gráficos, mapas, charges e tabelas com atenção é fundamental, pois eles costumam concentrar informações essenciais para a questão. No ENEM, esses elementos geralmente não aparecem isolados: quase sempre vêm acompanhados de um contexto social, histórico ou político que precisa ser interpretado em conjunto. “Treinar esse olhar analítico ajuda a perceber relações escondidas no enunciado e aumenta as chances de acertar questões interdisciplinares”, explica o educador.
 

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Um dos grandes desafios do Enem, principalmente do segundo dia de prova, é a gestão de tempo. Por isso, simulados cronometrados são indispensáveis para revisar conteúdos e treinar a resistência física e mental exigida. Além disso, conceitos aplicados ao cotidiano, como energia elétrica, saúde e meio ambiente, aparecem em quase todas as edições. 

“Treinar com simulados no mesmo tempo da prova ajuda muito. E revisar conteúdos do dia a dia garante pontos, já que o Enem cobra mais aplicação prática do que memorização de fórmulas”, reforça Helton. “No dia da prova, uma boa estratégia é começar pelas questões de leitura direta, como gráficos e tabelas mais simples, e só depois seguir para os cálculos, garantindo acertos logo nos momentos iniciais”.
 

Matemática e suas Tecnologias

Em todas as edições do ENEM, é comum que a prova de Matemática seja predominada por conteúdos básicos como funções, estatística, grandezas proporcionais e porcentagem. Garantir domínio desses tópicos é a melhor aposta nesta reta final. “Não adianta tentar cobrir todo o edital agora. O ideal é revisar com intensidade os temas mais cobrados, resolver muitas questões desses assuntos e monitorar os erros para não repeti-los na prova”, aponta o especialista.

Já na hora do exame, o ideal é começar pelas questões mais curtas e diretas (regra de três, estatística, gráficos e tabelas) antes de avançar para as que exigem cálculos mais longos e complexos.
 

Redação

Com peso decisivo e até 1.000 pontos em jogo, a redação exige domínio da estrutura dissertativo-argumentativa e proposta de intervenção clara. O treino prático é o que mais fará diferença: escrever ao menos um texto por semana até o dia da prova. Além disso, ampliar o repertório sociocultural com leituras, conteúdo audiovisual e podcasts fortalece a argumentação. “O ideal é desenvolver o texto em até 90 minutos, revisar os próprios erros e se manter em contato com repertórios atuais, conectados a temas sociais relevantes. Essa prática é um divisor de águas para alcançar uma boa nota”, conclui.


  
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Airbnb Proibido em Condomínio Residencial: Decisão da Justiça Reacende Debate Sobre a Função Social da Propriedade

Por que a Justiça tem barrado a locação via plataformas digitais mesmo quando o imóvel é particular? Especialista em Direito Condominial explica os limites legais da propriedade dentro de um condomínio.


Um recente julgamento da 21ª Vara Cível de Goiânia (GO) voltou a colocar em pauta um tema que tem gerado embates judiciais em todo o país: o uso de imóveis em condomínios residenciais para aluguel via plataformas digitais como Airbnb. 

Na decisão, o juiz Marcelo Pereira de Amorim proibiu um morador de disponibilizar sua unidade residencial por meio da plataforma, reconhecendo que essa prática contraria a convenção e o regimento interno do condomínio — que preveem destinação exclusivamente residencial. A Justiça ainda considerou legal a multa aplicada pelo condomínio e estipulou uma penalidade diária de R$ 500, limitada a R$ 30 mil, em caso de descumprimento.

Mas o que está por trás dessa proibição? Afinal, não é direito do proprietário dispor livremente do seu bem?
 

Função social x direito individual

De acordo com o advogado especialista em Direito Condominial, Dr. Issei Yuki, a resposta está na própria Constituição Federal, que ao mesmo tempo que garante o direito à propriedade (art. 5º, XXII), também estabelece que esse direito deve atender à sua função social (art. 5º, XXIII). Em outras palavras, possuir um imóvel não significa poder usá-lo de forma irrestrita, principalmente quando ele está inserido em um ambiente coletivo como o condomínio. 

“A convenção condominial tem força normativa equiparada à lei entre os condôminos. Quando ela determina o uso exclusivamente residencial, a exploração econômica do imóvel por meio de hospedagem rotativa fere o pacto coletivo e prejudica a harmonia do espaço comum”, explica o advogado. 

A decisão do magistrado foi amparada por um importante precedente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o REsp 1.819.075, que diferencia a locação por temporada — prevista no Código Civil — da hospedagem via aplicativos, considerada uma modalidade comercial, análoga à hotelaria.
 

O impacto da rotatividade e da insegurança

Além da questão legal, os condomínios alegam prejuízos à segurança e ao convívio. O fluxo constante de hóspedes temporários, sem vínculo com a comunidade local, compromete o controle de acesso, afeta a convivência e sobrecarrega áreas comuns. Muitos empreendimentos, inclusive, têm alterado suas convenções para restringir ou proibir esse tipo de locação. 

“A coletividade tem o direito de definir regras que preservem o sossego, a segurança e a destinação original do espaço. E, uma vez estabelecidas, devem ser cumpridas por todos, inclusive pelos proprietários que buscam rentabilizar seus imóveis”, afirma Issei.
 

Reflexo no mercado e na tributação

A decisão também levanta reflexões sobre os rumos da exploração de imóveis para locações de curta duração. Com a iminente reforma tributária, esse tipo de atividade pode ser enquadrado de forma semelhante à hotelaria, o que implicará em maior carga tributária e exigências adicionais. 

"É um momento de revisão estratégica para investidores que utilizam o modelo Airbnb dentro de condomínios residenciais. A legalidade dessa prática depende cada vez mais do que diz a convenção e de como os tribunais interpretam a função social da propriedade", conclui o advogado Issei Yuki. 



Issei Yuki Júnior - Graduado em Direito pela Universidade São Francisco com especialização em Direito de Família e Sucessões, e mais de 25 anos de experiência como advogado nas áreas de Direito Civil e Processual Civil, Família e Sucessões, Direito Condominial, Direito do Consumidor e Consultoria empresarial e societária.

Yuki, Lourenço Sociedade de Advogados


Geração sanduíche: como o cuidado com filhos e pais impacta o planejamento financeiro e o futuro das famílias brasileiras

 

Especialistas apontam que a falta de preparo financeiro afeta não só a atual geração, mas também o envelhecimento saudável dos longevos e a segurança da próxima geração

 

Segundo dados do IBGE, até 2060 mais de 25% da população terá acima de 65 anos, o que equivale a um quarto dos brasileiros. A população está gradativamente vivendo mais tempo, o que tem demandado um maior esforço no trabalho de cuidado para as famílias. Essa tem sido conhecida como a “geração sanduíche”, adultos entre 35 e 69 anos com pais ainda vivos, filhos que demoram mais a sair de casa e netos pequenos, formando um ecossistema que depende do suporte de um único indivíduo em diferentes aspectos, mas especialmente em termos financeiros. 

Na história recente, nossa sociedade vive assim um dos seus maiores desafios, com as alterações nas dinâmicas familiares, profissionais e comportamentais se concentrando sobre uma única geração. Com a falta de um planejamento financeiro adequado e de uma estruturação dos recursos de forma inteligente, o impacto a ser gerado pode ir muito além do presente e refletindo no futuro dos filhos e também no bem-estar dos longevos. 

De acordo com o gerontólogo Antonio Leitão, do Instituto de Longevidade MAG, algumas ferramentas e estratégias podem ser usadas para reduzir o impacto sobre esses adultos: 

“Em primeiro lugar, é importante promover conversas sobre finanças entre pais, filhos e netos de uma forma clara, mas compreensiva, para que os mais jovens entendam os desafios vividos pela geração sanduíche e busquem construir sua autonomia cada vez mais cedo, sem que os mais velhos sintam que estão sobrecarregando suas famílias. Uma solução para esse entrave é o planejamento a longo prazo, que pode incluir seguros diversos e a previdência privada, para que haja proteção familiar em fases diferentes da vida. Com metas estabelecidas, toda a família pode participar financeiramente e aqueles que ainda não tem condições de fazê-lo, podem aliviar a carga do duplo cuidado se colocando como parte ativa da rede de apoio, equilibrando as responsabilidades e diminuindo a pressão do cuidador principal”, comenta o especialista. 

Atento a essas mudanças, o Instituto de Longevidade MAG, entidade com 9 anos de atuação em assuntos voltados ao envelhecimento e planejamento financeiro, traz ferramentas de apoio para essa geração tão exacerbada, são eles: a Planilha de Planejamento Financeiro, conteúdo gratuito que apresenta orientações voltadas a organização financeira e o Programa Viver Mais, voltado aos associados do Instituto de Longevidade MAG, com objetivo de atender as pessoas acima de 50 anos, aposentados ou pensionistas, com serviços essenciais e oferecendo direcionamento para todos os momentos, dando aos longevos mais cuidado e autonomia para essa nova fase da vida.

 

Instituto de Longevidade MAG

 

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