SBD-RS alerta para riscos de substâncias inadequadas, práticas clandestinas e intervenções realizadas sem indicação ou acompanhamento especializado
O aumento da procura por procedimentos estéticos
para melhorar volume, contorno, firmeza e aparência da região glútea acende um
alerta no Rio Grande do Sul. A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do
Rio Grande do Sul (SBD-RS) orienta que qualquer intervenção deve ser precedida
de avaliação médica individualizada, com atenção à escolha do profissional, ao
ambiente onde será realizado o procedimento e ao tipo de produto utilizado.
Entre as opções disponíveis, quando há indicação
adequada e uso de produtos aprovados, estão procedimentos minimamente invasivos
como o ácido hialurônico corporal, os bioestimuladores de colágeno e a
subcisão, além de tecnologias voltadas à melhora da flacidez e da firmeza da
pele. Também existem alternativas cirúrgicas, como a lipoenxertia glútea e a
gluteoplastia de aumento, que devem ser avaliadas e realizadas por cirurgião
plástico.
A tesoureira da SBD-RS e dermatologista, Dra. Laura
de Mattos Milman, explica que a segurança depende de uma combinação de fatores,
incluindo indicação correta, técnica adequada, volume aplicado, qualidade do
produto e qualificação do profissional.
“Entre as opções disponíveis, destacam-se o ácido
hialurônico corporal, que pode proporcionar aumento de volume e melhora de
contorno, com a vantagem de ser um produto reabsorvível; os bioestimuladores de
colágeno, indicados principalmente para melhora da flacidez e da qualidade da
pele; a lipoenxertia glútea, quando há indicação e técnica adequada; a
subcisão, especialmente para tratamento de celulite; e tecnologias como
radiofrequência, ultrassom microfocado e outras fontes de energia para flacidez
e firmeza da pele. Nenhum procedimento é isento de riscos, mas a escolha
adequada do paciente, a técnica correta e o uso de produtos aprovados aumentam significativamente
a segurança”, afirma.
O alerta é ainda maior em relação ao uso de
substâncias definitivas, clandestinas ou aplicadas em grandes volumes, como
silicone industrial, hidrogel e polimetilmetacrilato (PMMA). Essas práticas
podem provocar complicações graves, como infecções, inflamações, granulomas,
necrose, deformidades, migração do produto e risco à vida.
“No caso do PMMA, por ser um preenchedor
permanente, eventuais complicações podem persistir por muitos anos e
frequentemente exigem tratamentos complexos, nem sempre com resolução completa.
O silicone industrial não é um produto médico e seu uso para fins estéticos
pode causar complicações graves e potencialmente fatais”, ressalta a
dermatologista.
Antes de realizar qualquer procedimento estético na
região glútea, a SBD-RS recomenda que o paciente verifique a formação e a
experiência do profissional, confirme se o atendimento será feito em ambiente
adequado e regularizado, pergunte exatamente qual produto será utilizado e
solicite informações sobre fabricante, lote e registro. Também é fundamental
compreender os riscos, benefícios e limitações do tratamento, além de
desconfiar de promessas de resultados milagrosos ou preços muito abaixo do
mercado.
A busca por melhora estética deve estar sempre
associada à segurança, à informação qualificada e à responsabilidade médica.
Procedimentos corporais podem ter bons resultados quando bem indicados, mas
exigem planejamento, conhecimento técnico e respeito aos limites de cada
paciente.
Profissionais habilitados podem ser conferidos no
site www.sbdrs.org.br
Marcelo Matusiak

Nenhum comentário:
Postar um comentário