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sábado, 20 de junho de 2026

Efeito colateral da magreza: o impacto do emagrecimento no colo feminino

A perda acelerada de peso provocada por novas terapias medicamentosas esvazia o tecido mamário de forma abrupta, gerando queixas severas de flacidez que exigem reparação cirúrgica.

 

Quem já passou por um processo de emagrecimento sabe que a balança lá embaixo traz uma sensação incrível de conquista. Mas, na intimidade do espelho, muitas mulheres têm se deparado com uma realidade frustrante. O boom dos novos remédios para perda de peso trouxe um efeito colateral que mexe direto com a autoestima, o esvaziamento do colo. Quando os quilos somem rápido demais, as mamas perdem o preenchimento natural de forma abrupta, deixando uma queixa dolorosa de flacidez que, na maioria das vezes, só se resolve no centro cirúrgico.

 

A cirurgiã plástica Dra. Maira conta que a rotina no seu consultório mudou completamente nos últimos tempos. Se antes o perfil clássico de quem buscava erguer os seios era a mãe que acabou de amamentar ou a mulher lidando com a ação do tempo, hoje o cenário é outro. O grande motivador virou a perda acelerada de gordura provocada por essas novas terapias medicamentosas.

 "A verdade é que a pele não consegue acompanhar a velocidade do emagrecimento moderno. A mama é feita de glândula e gordura. Quando essa gordura some num piscar de olhos, o seio murcha, mas a pele que sobrava ali continua no mesmo lugar. É um contraste cruel: a mulher fica feliz com as roupas novas, mas se sente profundamente desconfortável quando se despe", relata a médica. 

Para reverter esse impacto e devolver o desenho do colo, a mastopexia, aquela cirurgia que retira o excesso de pele e reposiciona os tecidos, virou a grande aliada dessas pacientes. Dependendo do quanto se perdeu, apenas esticar a pele não resolve; é preciso redesenhar a estrutura interna, muitas vezes combinando a retirada dos excessos com uma prótese de silicone para recuperar o volume que foi embora.

 

Mas a especialista faz um alerta importante para quem está no meio desse processo: não adianta ter pressa para operar. Deitar na maca enquanto o peso ainda está oscilando é receita certa para um resultado frustrante ali na frente.

 

"O corpo precisa de um tempo para entender a nova realidade. A cirurgia só deve acontecer quando a paciente conseguir estabilizar o peso por, no mínimo, seis meses. O bisturi entra como o ponto final de uma trajetória, para devolver a harmonia e fazer as pazes definitivas com o espelho, e não como um imediatismo", conclui.




Fonte: Dra. Maíra Amábile — Médica. Cirurgiã Plástica. Especialista em Contorno Corporal
@dra.mairaamabile


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