Especialista explica por que olheiras, sulcos e marcas de expressão podem estar mais ligados à perda de sustentação facial do que às rugas
Você já se olhou no espelho após uma boa noite de
sono e ainda assim teve a sensação de estar cansada? Essa percepção pode ter
menos relação com o cansaço real e mais com a forma como o envelhecimento se
manifesta no rosto.
Embora as rugas sejam frequentemente apontadas como
as principais responsáveis pela aparência envelhecida, especialistas afirmam
que as chamadas “sombras faciais” exercem um papel ainda mais importante na
percepção da idade. Olheiras profundas, bigode chinês, linhas de marionete e
sulcos podem transmitir ao cérebro uma imagem de cansaço, tristeza ou
envelhecimento, mesmo quando a pessoa está saudável e descansada.
Segundo a biomédica esteta Jéssica Priscila Boza, o
envelhecimento facial não acontece apenas na pele. “Muitas mulheres acreditam
que estão envelhecendo porque surgiram rugas, mas o que mais envelhece um rosto
são as sombras. Quando devolvemos luz e sustentação à face, a aparência muda
completamente”, explica.
O conceito está relacionado às mudanças estruturais
que ocorrem ao longo dos anos. Com o passar do tempo, há perda de colágeno,
redução dos compartimentos de gordura e até reabsorção óssea em determinadas
regiões da face. O resultado é a formação de áreas mais profundas que criam
sombras e alteram a forma como a luz incide sobre o rosto.
O tema ganha relevância em um momento de expansão
do mercado brasileiro de beleza e estética. Segundo a Associação Brasileira da
Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), o Brasil ocupa
a terceira posição entre os maiores mercados consumidores de beleza do mundo.
Em 2025, o setor registrou recorde histórico e ultrapassou US$ 1 bilhão em
exportações.
Para Jéssica, um dos erros mais comuns é tentar
tratar apenas a marca visível. “A paciente aponta para o local que incomoda,
mas muitas vezes a origem está em outra região do rosto. Uma papada, por
exemplo, pode estar relacionada à falta de projeção óssea. O bigode chinês pode
ser consequência da perda de sustentação da face”, afirma.
A especialista defende uma análise global do
envelhecimento, considerando estrutura óssea, gordura facial, colágeno,
qualidade da pele e hábitos de vida. O objetivo é promover resultados mais
naturais e preservar a identidade facial do paciente.
@dra.jessicaboza
Rua Constantino Marochi, 438, sala 1, Curitiba/PR

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