Especialista explica a transição do mercado para protocolos progressivos e desmistifica o uso de peelings modernos no pós-verão
As
manchas na pele estão no topo da lista de insatisfações estéticas dos
brasileiros. Seja pelo efeito cumulativo da exposição solar, melasma, marcas de
acne ou o próprio envelhecimento cutâneo, a busca por uma pele uniforme e radiante
movimenta consultórios em todo o país. No entanto, o comportamento do paciente
mudou. A era dos procedimentos milagrosos e extremamente agressivos deu lugar à
busca por resultados naturais e progressivos.
Segundo
a Dra. Carolina Prata, especialista em harmonização orofacial da SorriaMed, o
segredo para o sucesso do tratamento está em entender que a mancha é uma
resposta inflamatória ou de defesa do organismo.
"As
manchas surgem quando há uma disfunção na produção de melanina. Os raios UV
continuam sendo o principal gatilho, mas o envelhecimento natural também
desacelera a renovação celular, fazendo com que o pigmento se acumule. Tratar a
pele hoje é um processo de gerenciamento, não de apagamento imediato",
explica a especialista.
Para
combater a hiperpigmentação, o mercado estético evoluiu para oferecer
tratamentos personalizados de acordo com a profundidade da mancha e o fototipo
da pele do paciente. Entre os mais procurados, destacam-se os lasers e a luz
pulsada.
Os
lasers atuam de forma ultra precisa, fragmentando o pigmento escurecido em
micropartículas para que o próprio organismo as elimine gradualmente e são
ideais para sardas, manchas de sol e hiperpigmentação pós-inflamatória, como
marcas de acne.
Já
a luz pulsada apresenta uma atuação mais ampla. Além de clarear manchas
superficiais, melhora a textura global da pele, combatendo a vermelhidão e os
sinais gerais do fotoenvelhecimento.
"Os
lasers modernos trazem muito mais segurança, mas o imediatismo do paciente,
muitas vezes alimentado pelas redes sociais, ainda é um desafio. O tratamento
de manchas, principalmente o melasma, exige constância, uso de dermocosméticos
em casa e, acima de tudo, paciência", ressalta a Dra. Carolina Prata.
Peeling moderno: menos descamação, mais colágeno
Uma
das ferramentas mais tradicionais da estética, o peeling, ainda carrega o
estigma de deixar o rosto excessivamente vermelho ou descamando em folhas. A
especialista desmistifica esse receio, apontando que os protocolos atuais
priorizam a entrega de ativos sem causar o afastamento do paciente de suas
atividades diárias.
Os mitos e verdades do peeling atual:
- Renovação
Controlada: Os peelings
químicos modernos estimulam a troca celular de forma muito mais suave e
controlada.
- Estímulo
de Colágeno: Além de clarear
manchas superficiais, o procedimento atua diretamente na derme, melhorando
a firmeza e as linhas finas.
- Segurança
e Personalização: O nível de
descamação depende da indicação de cada pele. "Hoje conseguimos
modular a intensidade do ácido. O pós-procedimento, que envolve hidratação
intensa e proteção solar rigorosa, é o que garante 50% do sucesso do
tratamento", finaliza a Dra. Carolina Prata.

Nenhum comentário:
Postar um comentário