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sábado, 20 de junho de 2026

Por que as manchas na pele lideram as queixas nos consultórios e como tratá-las sem agressão?

Especialista explica a transição do mercado para protocolos progressivos e desmistifica o uso de peelings modernos no pós-verão  

 

As manchas na pele estão no topo da lista de insatisfações estéticas dos brasileiros. Seja pelo efeito cumulativo da exposição solar, melasma, marcas de acne ou o próprio envelhecimento cutâneo, a busca por uma pele uniforme e radiante movimenta consultórios em todo o país. No entanto, o comportamento do paciente mudou. A era dos procedimentos milagrosos e extremamente agressivos deu lugar à busca por resultados naturais e progressivos. 

Segundo a Dra. Carolina Prata, especialista em harmonização orofacial da SorriaMed, o segredo para o sucesso do tratamento está em entender que a mancha é uma resposta inflamatória ou de defesa do organismo. 

"As manchas surgem quando há uma disfunção na produção de melanina. Os raios UV continuam sendo o principal gatilho, mas o envelhecimento natural também desacelera a renovação celular, fazendo com que o pigmento se acumule. Tratar a pele hoje é um processo de gerenciamento, não de apagamento imediato", explica a especialista. 

Para combater a hiperpigmentação, o mercado estético evoluiu para oferecer tratamentos personalizados de acordo com a profundidade da mancha e o fototipo da pele do paciente. Entre os mais procurados, destacam-se os lasers e a luz pulsada. 

Os lasers atuam de forma ultra precisa, fragmentando o pigmento escurecido em micropartículas para que o próprio organismo as elimine gradualmente e são ideais para sardas, manchas de sol e hiperpigmentação pós-inflamatória, como marcas de acne. 

Já a luz pulsada apresenta uma atuação mais ampla. Além de clarear manchas superficiais, melhora a textura global da pele, combatendo a vermelhidão e os sinais gerais do fotoenvelhecimento. 

"Os lasers modernos trazem muito mais segurança, mas o imediatismo do paciente, muitas vezes alimentado pelas redes sociais, ainda é um desafio. O tratamento de manchas, principalmente o melasma, exige constância, uso de dermocosméticos em casa e, acima de tudo, paciência", ressalta a Dra. Carolina Prata.
 

Peeling moderno: menos descamação, mais colágeno  

Uma das ferramentas mais tradicionais da estética, o peeling, ainda carrega o estigma de deixar o rosto excessivamente vermelho ou descamando em folhas. A especialista desmistifica esse receio, apontando que os protocolos atuais priorizam a entrega de ativos sem causar o afastamento do paciente de suas atividades diárias.
 

Os mitos e verdades do peeling atual:  

  • Renovação Controlada: Os peelings químicos modernos estimulam a troca celular de forma muito mais suave e controlada.
  • Estímulo de Colágeno: Além de clarear manchas superficiais, o procedimento atua diretamente na derme, melhorando a firmeza e as linhas finas.
  • Segurança e Personalização: O nível de descamação depende da indicação de cada pele. "Hoje conseguimos modular a intensidade do ácido. O pós-procedimento, que envolve hidratação intensa e proteção solar rigorosa, é o que garante 50% do sucesso do tratamento", finaliza a Dra. Carolina Prata.


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