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Após o início do
tratamento, os gastos médios mensais com beleza e bem-estar crescem 17,6%,
aponta estudo da HSR Specialist Researchers
As canetas emagrecedoras vêm transformando muito
mais do que os hábitos alimentares dos brasileiros. Dados de um estudo
realizado pela HSR Specialist Researchers, maior grupo independente de pesquisa
de mercado do Brasil, por meio da Reds Research, revelam que o tratamento está
associado a mudanças importantes na forma como os usuários se relacionam com a
própria imagem, autoestima e rotina de autocuidado.
Segundo o levantamento, 68% dos usuários afirmam
que passaram a cuidar mais de si mesmos após iniciar o tratamento. Além disso,
62% dizem se sentir mais responsáveis pela própria saúde e 63% se matricularam
em academias ou passaram a praticar atividades físicas, indicando que a jornada
de emagrecimento tem funcionado como um catalisador para mudanças mais amplas
de estilo de vida.
O impacto também aparece no consumo. Após o início
do tratamento, os gastos médios mensais com beleza e bem-estar cresceram 17,6%,
passando de R$ 512 para R$ 602 por mês. O aumento é acompanhado por uma maior
frequência de consumo de categorias ligadas ao autocuidado, como skincare,
bodycare, massagens, tratamentos faciais, tratamentos corporais e salão de
beleza.
"O que os dados mostram é que estamos diante
de uma transformação que vai além da perda de peso. Muitos usuários relatam uma
relação mais positiva com o próprio corpo e passam a investir mais tempo e
recursos em práticas que reforçam o bem-estar e a autoestima. O autocuidado
deixa de ser algo pontual e passa a fazer parte da rotina", afirma Karina
Milaré, CEO e fundadora da Reds Research.
Do emagrecimento à
redescoberta da imagem pessoal
A pesquisa mostra que a autoestima está entre os
principais motivadores para o uso das canetas emagrecedoras, sendo citada por
18% dos entrevistados. Mais do que alcançar um objetivo estético, o tratamento
parece influenciar a percepção que os usuários têm de si mesmos.
Esse movimento se reflete no aumento da procura por
procedimentos corporais, tratamentos faciais e produtos voltados aos cuidados
com a pele. Entre as categorias analisadas, o skincare apresentou crescimento
de frequência de uso após o início do tratamento, assim como bodycare,
massagens e serviços de salão. “A perda de peso costuma ser apenas o ponto de
partida. Conforme os resultados aparecem, muitas pessoas passam a olhar para si
mesmas de uma forma diferente e ampliam seus investimentos em saúde, beleza e
qualidade de vida. Existe uma conexão direta entre autoestima, confiança e
autocuidado", explica Karina.
Os dados sugerem ainda uma mudança mais profunda de
comportamento. Metade dos usuários afirma falar abertamente sobre o uso das
canetas emagrecedoras, enquanto apenas 4% preferem esconder o tratamento. O
resultado indica uma crescente normalização do tema e uma visão mais ampla
sobre os medicamentos, associados não apenas ao emagrecimento, mas também à
busca por bem-estar.
O estudo também aponta que milhões de brasileiros
passaram a frequentar especialistas como endocrinologistas, nutricionistas e
psicólogos durante a jornada, reforçando a adoção de uma abordagem mais
integrada para saúde física e emocional.
Para Karina, o fenômeno ajuda a explicar por que
setores ligados ao bem-estar vêm observando crescimento entre esse público.
"Existe uma busca cada vez maior por experiências que contribuam para a
construção da autoestima e da autoconfiança. Beleza, atividade física,
alimentação equilibrada e saúde emocional passam a fazer parte de uma mesma
jornada de cuidado pessoal."
Reds Research
HSR Specialist Researchers

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