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terça-feira, 24 de junho de 2025

Férias de julho sem dívidas: aprenda a curtir dentro do orçamento

 

Com a chegada das férias escolares de julho, muitas famílias já começam a planejar uma pausa na rotina para descansar e aproveitar o tempo juntos. Mas a conjuntura econômica de 2025 traz desafios adicionais: o dólar segue elevado, as passagens aéreas continuam caras e os preços das hospedagens, principalmente em destinos turísticos, atingiram patamares preocupantes. Diante desse cenário, o segredo para viajar sem estourar o orçamento é simples: planejamento e consciência.

“Antes de qualquer coisa, é fundamental fazer um diagnóstico da situação financeira. Saber se você está endividado, equilibrado ou possui uma reserva faz toda a diferença na hora de definir o tipo de viagem”, orienta Reinaldo Domingos, educador financeiro e presidente da DSOP Educação Financeira.


Para quem está com o orçamento apertado

Se as finanças estão comprometidas, o ideal é ajustar as expectativas. “Não é preciso abrir mão do lazer, mas é necessário adequar o plano de viagem à realidade do bolso. Um passeio local, uma viagem curta ou até mesmo momentos especiais em casa podem ser tão prazerosos quanto destinos mais distantes — com a grande vantagem de não gerar dívidas”, destaca Domingos.

Ele recomenda envolver toda a família na decisão. “Quando há diálogo, até as crianças compreendem a necessidade de adaptação. E muitas vezes são elas que trazem as ideias mais criativas e acessíveis.”


Para quem está financeiramente equilibrado

Quem já conseguiu colocar as contas em ordem também deve tomar cuidado para não se deixar levar pelo impulso. “Mesmo sem dívidas, o risco é gastar além do planejado, especialmente durante a alta temporada. A dica é simples: antecedência. Reservas feitas com tempo podem gerar economia de até 70% em passagens e 50% em hospedagem”, alerta o especialista.

Outra recomendação é estabelecer limites diários de gastos. “Definir um orçamento total e distribuí-lo por dia ajuda a evitar sustos na fatura do cartão de crédito”, afirma Domingos.


Para quem possui reservas ou investimentos

Aqueles que têm uma reserva financeira estruturada podem considerar destinos internacionais ou experiências mais sofisticadas. Ainda assim, o cuidado com o planejamento continua essencial. “O câmbio, o IOF e as taxas extras podem impactar fortemente o orçamento. É importante diversificar as formas de pagamento, utilizando uma parte em moeda local e outra em cartões pré-pagos — sempre atento às tarifas envolvidas”, aconselha.
 

E para quem não se planejou?

Mesmo para quem deixou o planejamento para a última hora, ainda há opções. “Destinos mais próximos, passeios culturais gratuitos ou viagens curtas podem ser alternativas viáveis. O mais importante é manter o equilíbrio e começar a se organizar desde já para as próximas férias”, diz Domingos.
 

Orientações práticas para uma viagem sem sustos

Para facilitar o planejamento, Domingos elaborou um guia com orientações práticas que ajudam a manter o controle financeiro durante as férias:

  • Planeje com antecedência: Escolha o destino, o formato da viagem e as datas, considerando o perfil da família.
  • Calcule os custos reais: Inclua transporte, hospedagem, alimentação, passeios e uma reserva extra de 30% a 50% para imprevistos.
  • Adapte o destino ao seu orçamento: Veja quanto consegue economizar e só então escolha a viagem.
  • Antecipe compras e reservas: Com antecedência, tudo tende a sair mais barato.
  • Busque alternativas: Transporte coletivo, voos com escalas ou aluguel por temporada podem reduzir bastante os custos.
  • Organize os gastos por dia: Ter um teto diário ajuda a manter o controle.
  • Considere os custos invisíveis: Lembre-se de incluir gastos com alimentação, transporte local e taxas extras.
  • Planeje o futuro: Para viagens mais caras, investimentos como Tesouro Selic, CDBs e LCIs são boas opções.

Segundo Domingos, é possível curtir as férias sem comprometer o orçamento. “Viajar não precisa ser sinônimo de endividamento. Com organização e escolhas conscientes, dá para descansar, criar boas memórias e voltar com as contas em ordem”, conclui. 

O importante, reforça ele, é lembrar que o verdadeiro valor das férias está nas experiências e nos momentos compartilhados — e não no quanto se gastou para vivê-los.


ONG MRSC MOBILIZA AÇÃO URGENTE CONTRA O FRIO EM SP PARA MORADORES DE RUA E SEUS CÃES



No próximo dia 25 a equipe de voluntários da ONG vai ao centro de SP para levar roupinhas, mantas e vacinas para pets e agasalhos para os tutores.

 

Na próxima quarta-feira (25), São Paulo enfrentará a primeira onda de frio do inverno, com temperaturas que podem chegar a 4°C. Para amenizar os efeitos desse frio intenso entre os mais vulneráveis, a ONG Moradores de Rua e Seus Pets realizará mais uma de suas ações solidárias no centro da cidade, onde atua regularmente com apoio a pessoas em situação de rua e seus animais de estimação. 

A ação inclui vacinação, vermífugos, alimentação, roupinhas e mantas para os pets, além de lanches para os tutores. Os voluntários sairão às 19h da Rua Genebra, 158 – Bela Vista, e percorrerão pontos estratégicos do centro de São Paulo em busca de moradores de rua e seus companheiros de quatro patas que necessitam de ajuda. 

Essa iniciativa só é possível graças ao apoio de pessoas solidárias à causa e de empresas parceiras como Adotepetz (Petz), Mol Impacto, Arredondar e Boehringer Saúde Animal.
 

Uma história que começou com empatia 

Desde então, a MRSC já realizou 122° ações no centro de São Paulo, e já beneficiou cerca de 100 mil pessoas e pets em situação de rua - atendendo em média cerca de 600 pessoas e 300 animais por edição. E já expandiu suas atividades para mais de 14 cidades brasileiras, partindo da Capital Paulista, chegando a Campinas, Osasco, Baixada Santista, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Florianópolis, Porto Alegre e outros. 

Nas edições, a ONG oferece aos tutores um café da manhã completo, banho e kits com itens de higiene pessoal, como toalhas, chinelos e roupas. Para os cães, há o Pet Móvel, que proporciona banhos quentes, cuidados veterinários, vacinas, vermifugação, além de roupinhas, caminhas, brinquedos, guias, coleiras, antipulgas, carrapaticidas e castrações – com mais de 4 mil realizadas até hoje, gratuitamente. 

A semente do projeto foi plantada quando Edu Leporo, pai de gêmeos e fotógrafo de profissão que começou a registrar cenas do cotidiano de pessoas em situação de rua com seus cães. Com sensibilidade, percebeu a conexão profunda entre eles e a urgência em oferecer mais dignidade a esses vínculos. “É muito comum o tutor deixar de comer para que o cão não passe fome. Meu objetivo sempre foi que essas duplas, humano e animal, fossem vistas, cuidadas e valorizadas. Nos dias mais frios, a MRSC estará nas ruas levando uma manta quente e um alimento para eles”, finaliza.

  


ONG MRSC (Moradores de Ruas e Seus Cães), fundada pelo fotógrafo paulistano Eduardo Leporo, surge da sensibilidade de observar as histórias por trás dos cães encontrados nas ruas. Documentando essas narrativas em seu livro "Moradores de Rua e Seus Cães", Leporo transformou seu projeto fotográfico em um gesto de solidariedade. Desde 2015, a MRSC proporciona assistência abrangente a animais de estimação de pessoas em situação de rua em 07 estados brasileiros, e já beneficiaram mais de 100 mil indivíduos, somente na capital de São Paulo. Com o lema "Nem só de ração vive o cão. E nem o gato", a ONG oferece alimentação, cuidados veterinários, esterilização e mais, financiados por doações e parcerias com grandes marcas. Para saber mais, acesse: Link


Famílias têm mais uma semana para solicitar instalação de parabólicas digitais gratuitas

O Siga Antenado garante acesso gratuito à nova parabólica digital,
com som e imagem em alta definição e mais de 100 canais abertos
FOTO: Divulgação/EAF
Inscritos no CadÚnico podem pedir, por telefone, equipamento que proporciona TV com mais qualidade de som e imagem 


Famílias brasileiras de baixa renda, inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), têm até a próxima segunda-feira, 30 de junho, para agendar a instalação gratuita dos kits da nova parabólica digital, por meio do programa Siga Antenado. 

A iniciativa é uma política pública coordenada pelo Ministério das Comunicações, em parceria com a Entidade Administradora da Faixa (EAF) e sob supervisão da Anatel, criada como contrapartida do leilão do 5G.

O programa, uma das maiores ações de inclusão digital já realizadas no país — e que já beneficiou mais de 5 milhões de brasileiros — é voltado para famílias que utilizavam a parabólica tradicional.

O Siga Antenado garante acesso gratuito à nova parabólica digital, com som e imagem em alta definição e mais de 100 canais abertos. A iniciativa foi executada em todos os estados brasileiros, inclusive em regiões com baixa cobertura terrestre.

“Estamos promovendo inclusão digital, ampliando o acesso à informação de qualidade e preparando o Brasil para a nova era da conectividade”, afirma o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

Além de levar a nova parabólica digital gratuitamente à população, o programa também possibilitou a liberação completa da faixa de 3,5 GHz, que permite a implementação do 5G em todo o território nacional. A limpeza da faixa foi concluída 14 meses antes do prazo previsto.


Prazo final

Famílias elegíveis para o programa e que ainda não realizaram a troca de sua parabólica tradicional têm até o dia 30 de junho para solicitar e agendar a instalação da nova antena parabólica digital. O agendamento, a entrega e a instalação do kit digital são gratuitos. Mais informações estão disponíveis em sigaantenado.com.br ou pelo telefone 0800 729 2404, que também atende por mensagens via WhatsApp.


Ampliação do programa

Inicialmente destinado apenas a usuários do CadÚnico com parabólica tradicional, o programa foi ampliado em maio de 2025 por meio de portaria do Ministério das Comunicações. A Fase Extra contemplará moradores de baixa renda em 323 municípios com cobertura terrestre limitada, mesmo que não possuam parabólica tradicional instalada.

Foram priorizadas cidades em 16 estados brasileiros: Bahia (20), Ceará (7), Espírito Santo (2), Goiás (21), Maranhão (46), Minas Gerais (30), Mato Grosso (23), Mato Grosso do Sul (4), Pará (15), Pernambuco (3), Piauí (88), Rio Grande do Norte (9), Rondônia (4), Roraima (3), Rio Grande do Sul (4) e Tocantins (44).

A substituição é necessária para evitar interferências causadas pela ativação do 5G, que utiliza a mesma faixa de frequência (3,5 GHz). Os novos equipamentos oferecem melhor desempenho de sinal, estabilidade na recepção e qualidade superior de áudio e vídeo.

A lista completa dos municípios contemplados está disponível no site do programa.

 

segunda-feira, 23 de junho de 2025

242 mil paranaenses são doadores de sangue; percentual está acima da média nacional

Foto: SESA/ARQUIVO AEN
De acordo com levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o Estado conta com 242.942 doadores cadastrados, o que representa cerca de 2,1% da população. Esse índice está acima da média nacional — que varia entre 1% e 1,8% — e dentro da faixa recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 1% a 3% da população.

 

O Paraná se destaca pela solidariedade e compromisso com a rede assistencial de doação de sangue. De acordo com levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o Estado conta com 242.942 doadores cadastrados, o que representa cerca de 2,1% da população. Esse índice está acima da média nacional — que varia entre 1% e 1,8% — e dentro da faixa recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 1% a 3% da população. 

Das 22 Regionais de Saúde do Paraná, 18 superam a média nacional de doadores (acima de 1,8%) e quatro estão dentro desse índice. Na 9ª Regional de Foz do Iguaçu, por exemplo, o percentual chega a 4% da população. Em seguida estão a 13ª Regional de Cianorte (3,3%) e a 12ª de Umuarama (3%). Entre 2% e 3%, se destacam outras 10 regionais, que juntas somam 113.193 doadores de sangue. 

Dentro desse cenário, um dos municípios que mais chama a atenção é Bom Jesus do Sul, no Sudoeste do Estado. Lá cerca de 5% da população participa ativamente das campanhas locais de doação de sangue, evidenciando o engajamento da comunidade. 

“A doação de sangue e as transfusões salvam milhões de vidas e são fundamentais para a recuperação e a qualidade de vida de muitos pacientes. Neste mês alusivo à doação de sangue, é importante ampliar a consciência sobre a importância das doações regulares”, ressalta o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. 

A reposição frequente dos estoques é necessária para o tratamento de anemias crônicas, cirurgias de urgência, acidentes com hemorragias, além de procedimentos de alta complexidade, como transplantes, tratamentos oncológicos e intervenções médicas urgentes. O sangue não possui substitutos artificiais. É essencial também para o cuidado contínuo de pacientes com doenças crônicas, que frequentemente necessitam de transfusões. 

Cada doação pode salvar várias vidas, já que o sangue doado é separado em diferentes componentes — Concentrado de Hemácias (CH), Concentrado de Plaquetas (CP), Plasma Fresco Congelado (PFC) e Crioprecipitado (CRIO) — que podem ser utilizados de forma distinta, conforme a necessidade clínica de cada paciente. 

Segundo a diretora do Hemepar, Vivian Patricia Raksa, o número expressivo de doadores no Paraná é resultado direto do trabalho integrado entre os serviços de saúde, campanhas educativas e a consciência solidária da população. “É muito significativo ver o engajamento dos paranaenses. Mesmo em períodos de maior dificuldade, como os meses de inverno ou férias escolares, nossa rede consegue manter os estoques em níveis estáveis graças à colaboração da população. Reforçamos que a doação regular é essencial para manter esse equilíbrio”, destacou.

 

CAMPANHAS NO PARANÁ – No dia 2 de junho, foi lançada em todo o Estado a campanha “Doe sangue, doe vida”, dentro das ações do Junho Vermelho, mês de conscientização sobre a importância da doação. Publicações informativas e convites à população estão sendo divulgados ao longo do mês nas redes sociais da Sesa, do Hemepar e das unidades da Hemorrede em todo o Estado, com o apoio de diversos parceiros. 

Ainda em junho, o Hemepar Curitiba promove a campanha “Doe Sangue pelo Esporte”, realizada anualmente pela Prefeitura de Curitiba, por meio da Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude (SMELJ), em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde.

 

REDE HEMEPAR – A rede estadual de hemoterapia, coordenada pelo Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), conta com 23 unidades distribuídas pelo Estado. O serviço reforça constantemente a importância de ampliar o número de doadores para garantir estoques seguros, que diariamente ajudam a salvar centenas de vidas. 

Os hemocomponentes coletados são distribuídos a 384 hospitais públicos, privados e filantrópicos, atendendo 95,6% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná.

 

AGENDAMENTO – Para evitar filas e garantir o equilíbrio no estoque de diferentes tipos sanguíneos, o Hemepar orienta que os doadores façam o agendamento prévio da doação AQUI ou em uma das unidades da Rede.

 

Especialista do Hospital IGESP alerta para o impacto dos hábitos diários no equilíbrio intestinal

De acordo com a World Gastroenterology Organization (WGO), distúrbios digestivos funcionais, como refluxo gastroesofágico, constipação e síndrome do intestino irritável, afetam cerca de 40% da população mundial e comprometem a qualidade de vida de milhões de pessoas.

 

A saúde do intestino tem ganhado cada vez mais destaque por sua conexão direta com o bem-estar geral. De acordo com a World Gastroenterology Organization (WGO), distúrbios digestivos funcionais, como refluxo gastroesofágico, constipação e síndrome do intestino irritável, afetam cerca de 40% da população mundial e comprometem a qualidade de vida de milhões de pessoas. 

“O intestino não se limita apenas à digestão de alimentos e desempenha um papel importante na produção de enzimas e secreções que auxiliam nossas defesas contra agressões do meio ambiente, com papel importante no sistema imunológico. Um intestino desequilibrado frequentemente está associado a alterações emocionais, como ansiedade e depressão, impactando a qualidade de vida de maneira significativa”, afirma Ricardo Viebig, Gastroenterologista do Hospital IGESP/Grupo Trasmontano. 

O sistema digestivo é frequentemente denominado como o "segundo cérebro" devido à sua importância e conexão com o sistema nervoso central além de conter células nervosas equivalentes as de um cérebro, porém organizado de forma espalhada pelos seus compartimentos. O seu interior abriga a microbiota intestinal, um ecossistema de trilhões de bactérias essenciais para a digestão e absorção de nutrientes, além de proteger o corpo contra agentes patogênicos. Quando essa microbiota está comprometida, os sintomas podem ir além de distúrbios digestivos, afetando o sistema imunológico, o sono e até o humor. 

Entre as condições que afetam a saúde digestiva, o refluxo gastroesofágico, a síndrome do intestino irritável e as doenças inflamatórias intestinais (como Doença de Crohn e colite ulcerativa) são algumas das mais comuns. Muitas dessas condições são tratadas inadequadamente, em grande parte pela falta de diagnóstico correto ou de acompanhamento médico especializado.  

“É essencial procurar a orientação de um médico para monitorar a condição, evitando complicações a longo prazo, como inflamações crônicas ou deficiências nutricionais causadas pela má absorção de nutrientes", afirma Ricardo Viebig. “O equilíbrio da microbiota intestinal é importante para a manutenção de uma boa saúde digestiva. Com o acompanhamento adequado, é possível controlar essas condições e melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes. A detecção precoce de doenças intestinais é fundamental para evitar complicações a longo prazo e melhorar a saúde do paciente como um todo”, finaliza o médico do Hospital IGESP/Grupo Trasmontano. 



Hospital IGESP Paulista
Para mais informações acesse:Link


Você cuida bem dos seus rins? Descubra 5 curiosidades que talvez você não saiba

Água com gás, suplementos e refrigerantes; especialista esclarece o que é mito e verdade

 

Embora passem boa parte do tempo em silêncio, os rins têm um papel essencial para o bom funcionamento do corpo: filtram o sangue, eliminam toxinas, regulam a pressão arterial e mantêm o equilíbrio de líquidos e minerais. Mesmo assim, muitos hábitos cotidianos podem colocá-los em risco. 

O nefrologista e diretor médico da DaVita, Bruno Zawadzki, esclarece mitos comuns e reforça a importância de cuidados simples e essenciais para manter a saúde dos rins em dia.
 

1. Água com gás prejudica os rins?

Mito. A água com gás não representa risco à função renal. Ela nada mais é do que água acrescida de dióxido de carbono. O problema, segundo o especialista, está nas bebidas gaseificadas com adição de açúcar, cafeína ou corantes artificiais. “Esses componentes sim podem sobrecarregar os rins quando consumidos em excesso”, explica o Dr. Zawadzki.
 

2. Excesso de potássio pode ser perigoso?

Verdade. O potássio é essencial para o funcionamento de músculos e nervos, mas em excesso pode se tornar um risco, especialmente em pessoas com função renal comprometida. “Quando os rins não conseguem eliminar o potássio adequadamente, ele se acumula no sangue e pode causar arritmias cardíacas graves”, alerta o médico.
 

3. Infecção urinária pode causar danos aos rins?

Verdade. Infecções urinárias não tratadas de maneira correta ou recorrentes podem chegar aos rins e causar pielonefrite, uma infecção mais grave. “Se essa condição se repete ou evolui sem tratamento, há risco de lesão permanente nos tecidos renais e até perda de função”, afirma Zawadzki. Ficar atento a sinais como febre, dor lombar e alterações na urina é essencial.
 

4. Suplementos alimentares sobrecarregam os rins?

Depende. Quando usados com orientação médica, suplementos geralmente não oferecem riscos. O alerta, segundo o nefrologista, vale para o uso excessivo e desregulado de proteínas, creatina e multivitamínicos. “Quem tem predisposição a doenças renais deve ser ainda mais cauteloso. O consumo exagerado de proteína, por exemplo, aumenta a produção de ureia, o que exige mais esforço dos rins".
 

5. Refrigerante pode causar pedra nos rins?

Verdade, especialmente à base de cola. Essas bebidas contêm ácido fosfórico, substância associada à formação de cálculos renais. Além disso, o alto teor de açúcar e sódio contribui para a desidratação, fator que favorece o acúmulo de sais minerais nos rins. A substituição por água, com ou sem gás, é sempre a melhor escolha.

 

DaVita Tratamento Renal



Cirurgia para mudar a cor dos olhos vira ‘febre’

Foto reprodução redes sociais
Adolescentes ignoram riscos e invadem consultórios em busca da cirurgia para imitar Maya Massafera.

 

Na última semana adolescentes que seguem Maya Massafera começaram a invadir os consultórios oftalmológicos em busca de cirurgia para mudar a cor dos olhos, depois da influencer aparecer nas redes contando que passou por um procedimento que transformou seus olhos castanhos em verdes. Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier em Campinas, atualmente existem três técnicas cirúrgicas para alterar a cor dos olho:

  • Ceratopigmentação;
  • Despigmentação da íris com laser (LID na sigla em inglês);
  • Implante de íris colorida artificial; 

No Brasil, nenhuma delas é recomendada para fins estéticos pelo CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) do qual o especialista faz parte, nem pela AAO (Academia Americana de Oftalmologia) nos EUA, por serem de alto risco para a saúde ocular.

 

Como a influencer ficou com olhos verdes

Queiroz Neto explica que Maya Massafera passou por uma ceratopigmentação a laser com femtosegundo. No procedimento, explica, o cirurgião cria um canal estromal na córnea por onde é inserido um pigmento biocompatível. Este tipo de cirurgia também pode ser lamelar quando o pigmento é inserido entre as camadas da córnea, , ou epitelial quando o pigmento é colocado sobre a córnea, técnica que tem o inconveniente de poder desbotar. Das três alternativas, a ceratopigmentação a laser realizada em Maya Massafera é a mais moderna, precisa. e menos invasiva. Ainda assim causa muita fotofobia. Por isso, é recomendado o uso de óculos escuros nas áreas ensolaradas durante as primeiras semanas. 

 

Aplicações medicinais da ceratopigmentação

A ceratopigmentação é recomendada para :

  • Mascarar leucomas que são cicatrizes brancas na córnea;
  • Cobrir defeitos congênitos da íris;
  • Camuflar olho branco decorrente da perda da visão por trauma, para melhorar a autoestima.

 

Riscos

O oftalmologista afirma que os riscos potenciais da ceratopigmentação são:

  • Opacidade ou perda da transparência da córnea;
  • Infecções por falha na assepsia após o procedimento
  • Inflamações crônicas relacionadas ao pigmento
  • Irregularidade na cor do olho
  • Fotofobia pela intervenção na córnea
  • Dificuldade futura em transplantes de córnea

 

Cirurgias na íris

O oftalmologista ressalta que a cirurgia para mudar a cor dos olhos pode ser ambulatorial com aplicação de YAG laser para retira a camada superficial da íris, parte colorida do olho, para revelar o tom esverdeado ou azulado que fica abaixo. Ainda experimental e com poucos estudos confiáveis a despigmentação da íris não é regulamentada pelas agências reguladoras - ANVISA no Brasil e FDA (EUA).

Os riscos desta técnica são:

  • Glaucoma pigmentar causado pelo entupimento dos canais de drenagem por partículas do epitélio da íris;
  • Resultado estético irregular ou manchado;
  • Fotofobia permanente;
  • Risco de aumento da pressão intraocular e glaucoma.

 

Implante da íris

É indicado em casos a albinismo, defeitos congênitos, ausência total ou parcial da íris ou reconstrução de olhos com lesões para reduzir a fotofobia e melhorar a função visual. Queiroz Neto salienta que a cirurgia não é indicada para fins estéticos ou em pacientes com glaucoma, baixa contagem de células endoteliais na córnea, inflamação crônica como por exemplo uveíte ou alguma condição que aumente risco de descolamento de retina. A cirurgia, explica. é realizada com uma prótese flexível de silicone que é inserida dobrada no olho após aplicação de anestesia local, através de uma pequena abertura na borda da córnea. No mesmo dia o paciente volta para casa.

“A única forma de mudar a cor dos olhos com total segurança é através do uso das lentes de contato coloridas que hoje tem muitas versões bastante confortáveis”, finaliza.

 

Cerca de 95% das meninas apresentam baixa estatura: Conheça a Síndrome de Turner


Uma a cada 2.500 meninas nascidas no mundo tem a Síndrome de Turner, doença genética que acomete meninas que nascem apenas com um cromossomo X (no sexo feminino são dois X), também denominada 45,X ou 45,X0. A manifestação clínica mais comum, que faz com que os pais procurem pelo médico, é a baixa estatura, presente em cerca de 95% dessas meninas. Por isso que o endocrinopediatra é o médico que vai lidar com essas crianças num primeiro momento.

 

“Quando os pais chegam ao consultório para investigação da baixa estatura, a primeira coisa que o especialista precisa solicitar é o exame chamado cariótipo, mesmo a criança não apresentando os outros sinais da doença, que vai excluir ou confirmar o diagnóstico de Síndrome de Turner”, explica a endocrinologista Dra. Lorena Lima Amato.

 

Além da baixa estatura, a Síndrome de Turner pode se manifestar com a implantação baixa dos cabelos, o posicionamento diferente dos mamilos (chamado de hipertelorismo mamário), alterações cardíacas e renais, pescoço alado, alterações já no exame de translucência nucal (realizado no pré-natal) e inchaço nos pés, chamado de linfedema, que pode acontecer nos primeiros meses de vida.

 

Uma outra manifestação que pode acontecer é a amenorreia primária, ou seja, ausência da primeira menstruação até os 15 – 16 anos. “Eventualmente, há até um certo desenvolvimento de mama porque o estrogênio, responsável pelo crescimento das mamas, pode vir de outras fontes, como da gordura, por exemplo, ou, às vezes, a própria gordura corporal ser confundida com a mama. Mas nesses casos, a menina não entra em puberdade, ou seja, não menstrua a primeira vez. No entanto, a menina pode ser completamente assintomática e manifestar somente baixa estatura”, detalha a endocrinologista Lorena Amato.

 

Quando diagnosticada, a Síndrome de Turner pode ser tratada com terapia de reposição hormonal, que proporciona qualidade de vida e bem-estar para a paciente, quando bem acompanhada por especialistas.

 



Dra. Lorena Lima Amato - A especialista é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com título da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM), endocrinopediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria e doutora pela USP.
Site: https://endocrino.com/
www.amato.com.br
Instagram: https://www.instagram.com/dra.lorenaendocrino/

 

Contra a gripe, chá!

Confira as ervas e especiarias que não podem faltar nas infusões de inverno para prevenir e tratar gripes e resfriados

 

Um chazinho quente é tradicionalmente um aliado quando chega a gripe. Entretanto, essa ação pode ser potencializada ao escolher os ingredientes certos.

Algumas ervas e especiarias têm propriedades que aliviam os sintomas de gripes e resfriados. Outras atuam fortalecendo a imunidade, e o ideal é que sejam mais consumidas durante o frio justamente para prevenir os quadros virais.

Conheça alguns ingredientes-chave para quem quer se proteger neste inverno com a ajuda de chás e infusões:


·        Cúrcuma

A raiz é muito importante para dar uma carga na imunidade. O princípio ativo da cúrcuma é a curcumina, com capacidade anti-inflamatória e antioxidante, o que auxilia nos quadros alérgicos.


·        Gengibre

Além de fortalecer a imunidade, ajuda também nos sintomas de gripe. Tem propriedades expectorantes e alivia a tosse.


·        Eucalipto

Uma erva potente quando a gripe já chegou: ajuda a eliminar secreções e alivia a inflamação na garganta.


·        Canela

A especiaria funciona como um anti-inflamatório, que pode ajudar a desinchar as vias respiratórias. Também fortalece a imunidade.


·        Alcaçuz

Esta raiz não é muito conhecida no Brasil, mas está diretamente associada ao tratamento da gripe por aliviar sintomas de congestão nasal, tosse e dor de garganta. Tem também propriedades antivirais e antibacterianas.


·        Ashwagandha

A erva é conhecida como o ginseng indiano, um potente tônico para a saúde. É indicado para proteger o corpo da ação de vírus e infecções.

 

Indicações da Tea Shop

Confira as mesclas da marca que levam estes ingredientes na composição e podem ajudar a fortalecer o seu organismo nesta estação: 

·        Super Turmeric, Red Cúrcuma Latte, Super Wellness, Ushuaia Ginger Citrus, Ashwagandha Elixir, Chai Latte, Oriental Superfoods e Indian Yogi.


Dificuldade para engravidar pode estar ligada à falta de qualidade do espermatozoide

A quantidade de espermatozoides liberados pela
ejaculação do homem caiu 51% nos últimos 50 anos
Percentual de células aptas a entrar no óvulo vem decaindo de forma expressiva nos últimos anos

 

Obesidade, abuso de substâncias como álcool e cigarro, falta de exercícios físicos, má alimentação, infecções sexualmente transmissíveis e até mesmo hábitos comuns, como deixar o notebook no colo podem estar por trás da atual falta de qualidade dos espermatozoides. E esse é um fator decisivo para que casais no Brasil e no mundo tenham dificuldades para ter um filho.

“São muitos os fatores que podem prejudicar os espermatozoides, e eles estão ligados a muitos dos nossos hábitos modernos. Quando a motilidade, que é a capacidade do espermatozoide se locomover pela propulsão da cauda está baixa, é muito mais difícil que o casal engravide”, explica Bruno Jacon, farmacêutico e gerente de Qualidade e Assuntos Regulatórios da Euroart Import, que trouxe para o Brasil o lubrificante de fertilidade Conceive Plus, que auxilia a engravidar.

A quantidade de espermatozoides liberados pela ejaculação do homem caiu 51% nos últimos 50 anos, é o que indica pesquisa realizada pela Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, e pela Escola de Medicina de Monte Sinai, nos Estados Unidos. Nos anos 1970 os homens tinham 101 milhões de células reprodutoras por mililitro de sêmen, em média. Atualmente, esse valor caiu para 49 milhões, é o que indicam os estudos.

Os dados trazidos por essa pesquisa também apontam uma queda na qualidade dos gametas masculinos. Na prática, isso significa que o percentual de células aptas a entrar no óvulo vem decaindo de forma expressiva nos últimos anos.

Segundo Jacon, utilizar um lubrificante de fertilidade pode fazer toda a diferença para o casal que pretende engravidar, já que esse tipo de produto é benéfico para o espermatozóide. “Essa solução pode ser a melhor alternativa para que o homem contorne eventuais problemas, já que além de não prejudicar, produtos como o lubrificante Conceive Plus facilitam a locomoção e a mobilidade do espermatozóide, favorecendo sua sobrevivência e tornando-o viável para a fecundação”, explica.

Os lubrificantes tradicionais podem interferir no muco cervical, dentro do organismo feminino, e além disso, alterar o pH do trato vaginal, afetando negativamente as chances de sobrevivência do espermatozoide, complementa o farmacêutico. “O lubrificante de fertilidade atua de forma completamente diferente dos tradicionais, já que equilibra o pH da vagina da mulher, mantendo as melhores condições dos espermatozoides no interior da vagina, o que vai facilitar a gravidez”.

Testes em laboratório apontam que o lubrificante íntimo Conceive Plus preserva a fertilidade dos espermatozoides no trato reprodutivo feminino e cria condições adequadas para a concepção, mantendo o pH em nível neutro e estável para que os espermatozoides sobrevivam por até 72 horas. “Esse produto já é vendido em mais de 70 países e foi autorizado no Brasil pela Anvisa no começo de 2024. Trata-se de um apoio indispensável para quem busca realizar o sonho de ter um filho”, afirma Carlos Alberto Dimarzio Filho, Gerente Geral da Euroart Import, importadora oficial do produto.


Tontura constante? Seu estilo de vida pode estar por trás do problema

Otorrinolaringologista do Hospital Paulista alerta que hábitos como má alimentação, tabagismo e estresse afetam diretamente a saúde do ouvido interno — estrutura fundamental para o equilíbrio

 

Quando se fala em tontura, muitos pensam imediatamente em labirintite — aquela inflamação do ouvido interno que costuma ser associada a vertigens e desequilíbrios. Mas, segundo a médica otorrinolaringologista Dra. Milena Quadros, especialista em Otoneurologia e Eletrofisiologia do Hospital Paulista, o problema pode estar muito além do ouvido.

“É muito comum que as pessoas relacionem a tontura exclusivamente a doenças do ouvido interno, como a labirintite. No entanto, o labirinto é um órgão sensível ao funcionamento do corpo como um todo”, explica a especialista.

De acordo com ela, maus hábitos de vida — como má alimentação, sedentarismo e tabagismo — são fatores que comprometem a saúde do labirinto. “Esses hábitos podem afetar a circulação sanguínea, o metabolismo e até a oxigenação do labirinto, aumentando o risco de crises de tontura, especialmente em quem já tem predisposição a distúrbios vestibulares.”


Tontura e doenças metabólicas

A relação entre o estilo de vida e os episódios de tontura também passa por condições crônicas comuns, como diabetes e colesterol alto. “O labirinto depende de uma boa irrigação sanguínea e de um ambiente químico equilibrado para funcionar bem. Doenças como diabetes, hipertensão e dislipidemia comprometem essa estrutura, podendo causar não só tontura, mas também zumbido, sensação de ouvido tampado e desequilíbrio”, alerta a Dra. Milena.

A especialista destaca ainda que sinais como tontura após jejum prolongado ou consumo excessivo de açúcar, associados a sintomas como cansaço, dor de cabeça, visão turva e alterações na pressão arterial, podem indicar que o problema está ligado ao estilo de vida — e não apenas a causas infecciosas, como se imagina.


Há prevenção — e ela começa na rotina

A boa notícia é que a tontura relacionada a maus hábitos pode ser, muitas vezes, prevenida. “Os principais pilares para um plano de prevenção são alimentação equilibrada, hidratação adequada, prática de atividade física, controle de doenças crônicas, sono de qualidade, cessação do tabagismo e manejo do estresse”, orienta a médica.

Segundo ela, essas medidas estabilizam o funcionamento do labirinto e do sistema nervoso central, reduzindo a frequência e a intensidade das crises.


Tratamento vai além dos remédios

Quando a tontura já está instalada, o tratamento exige uma abordagem ampla. “O tratamento da tontura vai muito além dos remédios. Em muitos casos, o mais eficaz é uma abordagem multidisciplinar”, afirma a Dra. Milena.

Entre as recomendações, ela destaca a fisioterapia vestibular — que atua diretamente na reabilitação do equilíbrio —, o acompanhamento nutricional e, quando necessário, o suporte psicológico. “A ansiedade e o estresse também podem agravar os sintomas. Por isso, a educação do paciente é fundamental. Ele precisa compreender os gatilhos das crises para participar ativamente da prevenção.”

Portanto, cuidar da alimentação, mexer o corpo, dormir bem e manter as doenças sob controle são atitudes que, além de melhorar a qualidade de vida, ajudam a manter a cabeça — e o corpo — firmes no lugar.




Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

 

Leite faz bem para a saúde? Entenda intolerância e benefícios da bebida

Nutrólogo da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo explica quais benefícios, riscos e alternativas para consumo

 

Presente na mesa dos brasileiros desde a infância, o leite é um dos alimentos mais populares e, ao mesmo tempo, controversos quando o assunto é saúde. Rico em cálcio, proteínas e vitaminas, ele é frequentemente associado à formação óssea e ao crescimento saudável.

No entanto, nos últimos anos, seu consumo tem sido alvo de debates, especialmente diante do aumento de casos de intolerância à lactose, mudanças nos padrões alimentares e o crescimento das dietas baseadas em vegetais. Afinal, o leite ainda é um aliado da saúde ou se tornou um vilão do prato moderno?

“O leite é uma fonte extremamente completa de nutrientes e seu consumo pode trazer benefícios importantes para diferentes fases da vida. Mas é fundamental avaliar a tolerância individual e a qualidade do produto ingerido”, explica o Dr. Daniel Magnoni, nutrólogo da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.


Os benefícios nutricionais do leite

O leite é conhecido pelo alto teor de cálcio, necessário para a saúde dos ossos e dentes. Além disso, é uma fonte importante de proteínas de alto valor biológico, que auxiliam na construção e manutenção muscular, e de vitaminas como A, D, B12 e riboflavina. “Para crianças, adolescentes e idosos, especialmente, o leite pode ser uma peça-chave para atingir as necessidades nutricionais diárias”, afirma Dr. Magnoni.

Estudos científicos também associam o consumo moderado de laticínios a menores riscos de doenças como hipertensão, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica. No entanto, esses efeitos positivos costumam depender da qualidade e da quantidade consumida.


Intolerância à lactose: quando o leite deixa de fazer bem

Um dos principais pontos de atenção relacionados ao leite é a intolerância à lactose — condição em que o organismo tem dificuldade em digerir o açúcar natural do leite. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), estima-se que cerca de 40% da população brasileira apresenta algum grau de intolerância à lactose.

Os sintomas mais comuns incluem distensão abdominal, gases, cólicas e diarreia após o consumo de leite ou derivados. “Quando há sinais de intolerância, é importante investigar, pois o desconforto pode impactar diretamente a qualidade de vida”, orienta o médico.


Alternativas ao leite tradicional

Para quem não pode ou prefere não consumir leite de origem animal, o mercado oferece hoje uma ampla gama de alternativas vegetais, como leites de amêndoas, aveia, coco, arroz e soja. Embora nem todas essas opções tenham naturalmente o mesmo perfil nutricional do leite tradicional, muitas são fortificadas com cálcio e vitaminas para suprir essa lacuna.

“O importante é verificar os rótulos e preferir versões sem adição de açúcar e com boa concentração de nutrientes. As bebidas vegetais são aliadas interessantes, desde que bem escolhidas”, comenta o nutrólogo.


É possível tratar a intolerância?

Apesar de não ter cura, a intolerância à lactose pode ser controlada. Além de ajustar a alimentação, muitas pessoas fazem uso de enzimas lactase em cápsulas ou gotas para facilitar a digestão da lactose em momentos pontuais, como em refeições fora de casa.

Outra opção são os produtos sem lactose, que passam por um processo enzimático e mantêm os nutrientes originais. “Hoje há uma variedade de iogurtes, queijos e até leites fermentados que já vêm adaptados. Isso facilita muito a vida de quem quer manter o consumo de laticínios com segurança”, reforça Dr. Magnoni.

Diante de tantos fatores envolvidos — das necessidades nutricionais às questões de tolerância e preferências alimentares —, o consumo de leite deve ser uma escolha consciente e bem informada. Com acompanhamento profissional e atenção aos sinais do próprio corpo, é possível incluir (ou substituir) esse alimento na rotina de forma segura e equilibrada, respeitando tanto a saúde quanto o estilo de vida de cada pessoa.

 

 Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo


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