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quinta-feira, 10 de abril de 2025

Dia Mundial de Luta Contra o Câncer: HCN oferece tratamento oncológico humanizado e gratuito

Unidade conta com o primeiro Centro de Oncologia da rede estadual e oferece tratamento oncológico integral e humanizado pelo SUS

 

Segundo dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 7,6 milhões de pessoas no planeta são vítimas do câncer a cada ano. A fim de incentivar a conscientização da população em torno da doença e dos benefícios decorrentes do diagnóstico precoce no tratamento do câncer, dia 8 de abril é consagrado como o Dia Mundial de Luta Contra o Câncer.

 

Diante dessa importante data, o Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), unidade do governo de Goiás em Uruaçu, reforça informações importantes sobre o tratamento oncológico disponível de forma gratuita para toda a população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Conhecido como o Gigante do Norte, o hospital tem um histórico significativo de serviços prestados à população. Apenas no primeiro trimestre de 2025, o Centro de Oncologia do HCN já realizou mais de 3 mil consultas, 1.197 sessões de quimioterapia, 348 cirurgias e 313 exames de biópsia, proporcionando acesso a tratamentos de alta complexidade com um atendimento totalmente humanizado.

 

“O serviço de oncologia do HCN conta com tratamento especializado em quimioterapia, cirurgia oncológica e é 100% SUS. Isso significa que a população tem à sua disposição o que há de melhor em tratamento oncológico de forma totalmente gratuita”, ressalta Leiliane Camelo, gerente do Centro de Oncologia do HCN.

 

Referência em tratamento oncológico

 

Prestes a completar 3 anos, o Centro do Oncologia foi inaugurado com o objetivo de proporcionar atendimento oncológico integral e humanizado para toda a população goiana. Além de ser a primeira unidade da rede de saúde estadual destinada ao tratamento do câncer, é também a primeira habilitada pelo Ministério da Saúde como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon).

 

A unidade tem capacidade para realizar até 750 sessões de quimioterapia por mês e conta com 21 leitos de internação clínica e 15 leitos cirúrgicos, ambulatório e equipamentos de última geração e uma equipe altamente especializada em atendimento oncológico, tanto para o tratamento clínico quanto para o cirúrgico.

 

“A melhor coisa que aconteceu até hoje, aqui em Uruaçu, foi esse hospital. Nele a gente trata, faz todos os exames, é muito bem atendido e não paga nada. Então, eu tenho muito o que agradecer, a Deus e a todas as pessoas que trabalham aqui na Oncologia. Se me mandassem escolher outro hospital, eu diria: não, venha aqui no HCN”, relata a senhora Maria do Amparo, paciente oncológica do HCN, unidade administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento – IMED.


 

Espaço e atendimento humanizado

 

Além dos equipamentos de ponta, o HCN conta com o profissional do enfermeiro navegador, que faz todo o acompanhamento do tratamento oncológico e visa garantir atendimento humanizado para os pacientes e seus acompanhantes. Com equipe multiprofissional, o hospital oferece tratamento individualizado para cada paciente e disponibiliza também atendimento psicológico e serviço de assistência social, além do acompanhamento com médico oncologista.

 

Outro grande diferencial do HCN é possuir estrutura para receber pacientes encaminhados com suspeita de câncer e realizar os exames necessários para investigar desde os primeiros sintomas. Ou seja, a unidade realiza o tratamento oncológico do início ao fim de forma gratuita, seguindo os princípios do SUS, atendendo pacientes com biópsia confirmada e também aqueles que precisam realizar o diagnóstico, além dos pacientes na etapa de cuidados paliativos.

 

O agendamento pode ser realizado para pacientes que já possuem diagnóstico confirmado ou mesmo aqueles que necessitam definir seu diagnóstico. O ambulatório conta com oncologista presente de segunda a sexta-feira, atendendo toda população da região norte do estado de Goiás.

 

Um terço dos brasileiros com doenças oculares graves abandona o tratamento

Pesquisa brasileira joga luz ao cenário de problemas de visão crônicos que afetam mais de 1,4 milhões de pessoas no Brasil

 



Uma pesquisa conduzida pela Escola de Ciências Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV/CPDOC) em parceria com a ONG Retina Brasil, associação de pessoas com doenças da retina, e apoio da Roche Farma Brasil, revela os principais desafios dos pacientes com condições que estão entre as principais causas de perda de visão entre pessoas acima de 55 anos: a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) do tipo úmida e o edema macular diabético (EMD).

Essas condições afetam cerca 1,4 milhões de pessoas no Brasil atualmente e, com o envelhecimento populacional e o crescimento de casos de diabetes no país, a previsão é de que esse número chegue a 1,7 milhão nos próximos cinco anos.

Segundo o levantamento, quase um terço dos entrevistados revela que já desistiu do tratamento em algum momento, o que pode acarretar em piora dos sintomas e na evolução clínica da doença, segundo a oftalmologista Patricia Kakizaki, especialista em Retina Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). “A DMRI e o EMD são condições que afetam a área central da retina - a mácula, responsável pela nitidez da visão - e prejudicam atividades de rotina como dirigir, ler ou até fazer compras no supermercado. O tratamento pode exigir a aplicação de injeções intravítreas (dentro do olho) até uma vez por mês, representando um peso grande para os pacientes e familiares”, explica a médica.

Quase metade dos pacientes (45%) declarou ter grave perda de visão no momento da entrevista, com impactos profundos no dia a dia. Ainda segundo a Dra. Kakizaki, o diagnóstico tardio e a falta de adesão ao tratamento são possíveis explicações para esse cenário, mas a medicina têm procurado alternativas para melhorar a visão e a qualidade de vida desses pacientes. “Hoje, estamos acompanhando o desenvolvimento de inovações capazes de impedir a progressão dessas doenças, estabilizando ou muitas vezes até melhorando a visão dos pacientes, além de proporcionar mais comodidade, diminuindo a frequência do tratamento e a necessidade de deslocamento até os consultórios e as clínicas”, detalha a especialista.

O estudo também aponta outros aspectos que foram afetados na vida dos pacientes, como condição financeira e saúde mental: 6 em cada 10 pacientes tiveram impactos financeiros importantes no cotidiano, e quase metade (47%) declaram que têm, tiveram ou gostariam de ter apoio psicológico para lidar com a condição. Além disso, 72% dos pacientes convivem com outras doenças, como diabetes (que pode causar o EMD), hipertensão, condições renais, hipotireiodismo, artrose, entre outras.

“A ciência investe em pesquisa para desenvolver soluções que melhorem a perspectiva para os cuidados e o controle das doenças da retina, na mesma velocidade em que mira a busca por cuidados mais cômodos e uma melhor experiência para o paciente”, afirma Michelle França, líder médica da Roche Farma Brasil. “Almejamos um futuro no qual o controle e o convívio com condições oculares tenham o menor impacto possível na vida desses pacientes”, conclui.

O levantamento ouviu 155 pessoas de todas as regiões do país para entender a percepção dos pacientes sobre a doença, o processo de reabilitação, a situação atual de qualidade de vida e as principais mudanças que o convívio com a condição têm causado. 65% dos entrevistados são mulheres, a maioria (59%) com 60 anos ou mais. Cerca de um terço dos pacientes estavam em tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no momento da entrevista.


Retina Brasil

Maria Antonieta Leopoldi, vice-presidente da Retina Brasil: A pesquisa trouxe muitas informações que apontam para a necessidade de melhorar o atendimento ao paciente que tem urgência de ser tratado, sob pena de perda da visão.

Continuando a comentar a pesquisa, Maria Antonieta Leopoldi falou da importância de se combinar o tratamento da DMRI ou EMD com apoio psicológico, que contribui para a continuidade do tratamento e a estabilização da condição ocular. Muitos respondentes assinalaram o impacto que a pandemia do covid trouxe na suspensão do tratamento e na perda da visão. Outros fatores que implicaram na suspensão do tratamento com injeções foram doenças graves, depressão e alto custo do tratamento para o paciente que não encontra acolhimento no SUS e tenta se tratar com plano de saúde.

 

Venci o câncer, e agora? Rotinas saudáveis ajudam no pós-tratamento


Manter hábitos saudáveis e acompanhamento médico são essenciais para qualidade de vida logo após a remissão da doença

 

Vencer o câncer é uma grande conquista, mas os cuidados com a saúde devem continuar para garantir bem-estar e reduzir riscos de recidiva. Estudos mostram que as taxas de recorrência variam conforme o tipo de câncer e o estágio em que foi diagnosticado. Por exemplo, segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), no câncer colorretal, o risco de recidiva em cinco anos diminuiu nas últimas duas décadas, chegando a 15,8% para pacientes diagnosticados entre 2014 e 2019.

Segundo o Dr. Murilo Arminio, médico nutrólogo do IBCC, manter um estilo de vida saudável e um acompanhamento médico regular são fundamentais para essa nova fase da vida. Alimentação equilibrada, prática de atividades físicas e atenção à saúde mental fazem toda a diferença na qualidade de vida do paciente após o tratamento oncológico.


A importância da atividade física

A prática de atividades físicas é um dos pilares para uma vida saudável. "O exercício regular ajuda na manutenção da massa muscular e melhora o bem-estar geral. Porém, cada caso deve ser avaliado individualmente, pois em alguns pacientes com desnutrição importante, a atividade física pode levar à perda de peso excessiva", ressalta o especialista. Por isso, o acompanhamento profissional é essencial para que os exercícios sejam adequados ao estado físico e às necessidades de cada paciente.


Saúde mental e qualidade de vida

Cuidar do aspecto emocional também é fundamental. "A saúde mental tem um impacto direto na adesão ao tratamento. Pacientes com depressão e ansiedade apresentam maior risco de não seguir corretamente as recomendações médicas", alerta Dr. Murilo. A qualidade de vida também está relacionada à continuidade dos cuidados. Estudos apontam que um bom suporte emocional pode reduzir a taxa de abandono de terapias essenciais para a recuperação plena.


Hábitos a serem evitados

Para reduzir os riscos de um novo câncer e garantir um organismo fortalecido, alguns hábitos devem ser evitados. "Alimentos ultraprocessados, álcool, tabaco e drogas prejudicam a saúde e podem aumentar as chances de recidiva da doença. Manter uma alimentação rica em frutas e fibras, além de evitar o sedentarismo, são medidas importantes para uma vida mais saudável", recomenda o especialista.

Construir uma rotina equilibrada após vencer o câncer é essencial para garantir qualidade de vida e bem-estar. Então, adotar hábitos saudáveis é essencial para prolongar os benefícios do tratamento e viver com mais energia e disposição.

 

IBCC Oncologia
https://ibcc.org.br/


Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson alerta para os cuidados com as doenças degenerativas

Neurologista lembra que pacientes podem ter qualidade de vida quanto mais cedo for o diagnóstico

 

No dia 11 de abril, é comemorado o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson e, só no Brasil, estima-se que 200 mil pessoas sofram com a enfermidade.  

A data foi estabelecida pela Organização Mundial de Saúde, em 1998, com o objetivo de esclarecer à sociedade sobre as possibilidades de tratamento para que o paciente e a sua família tenham uma melhor qualidade de vida.   

Ser diagnosticado com a doença de Parkinson não é nada fácil, mas o paciente pode ter qualidade de vida significativa se o quadro clínico for descoberto no tempo correto e, dessa forma, iniciar o tratamento adequado o quanto antes.  

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 1% da população mundial com idade superior a 65 anos tem a doença. 

O Dr. Guilherme Torezani, coordenador do setor de Doenças Cerebrovasculares do Hospital Icaraí e coordenador da Neurologia do Hospital & Clínica São Gonçalo, esclarece que, diferentemente do que é pensado, nem todo paciente com Parkinson apresenta tremor — que, quando presente, é comumente em um dos membros em repouso e nas extremidades do corpo. Os sintomas principais da doença são, na verdade, rigidez muscular e lentidão nos movimentos — além de progressiva perda de equilíbrio (instabilidade postural). 

“O início dos sintomas motores pode ser sutil, com lentidão em uma das mãos, que leva à diminuição da letra ao escrever (chamado de micrografia) ou, ainda, muito comumente, a redução do balançar de um dos braços durante a caminhada.” 

Há, também, outros sintomas não motores, como a diminuição do olfato, os distúrbios do sono, a prisão de ventre (constipação) e, até mesmo, a depressão.  

Quanto ao sono, o especialista lembra que tem sido muito estudado um tipo específico, chamado distúrbio comportamental do sono REM. Essa fase do sono deriva do inglês, “rapid eye movement”, em tradução livre, “movimento rápido dos olhos”, e se caracteriza pela ocorrência dos sonhos.  

“Nosso cérebro produz uma paralisia de todo o corpo e, nesse distúrbio, a paralisia se faz ausente. Como resultado, o paciente apresenta movimentos complexos, como se vivenciasse seus sonhos. Em estudos, a presença dessa alteração, que pode anteceder o surgimento dos sintomas motores em muitas décadas, relacionou-se com risco bem elevado de se desenvolver doença de Parkinson e outras doenças similares”, explica Torezani. 

 

Tratamento  

A doença deve ser tratada por um neurologista. Mesmo com os avanços científicos, como identificação de algumas proteínas e alterações metabólicas nos pacientes, ainda não se sabe exatamente quais são os motivos que levam a essa perda progressiva de neurônios.  

Segundo Guilherme, a doença é dita idiopática, ou seja, não há um fator claro que tenha produzido o Parkinson. No entanto, há algumas formas genéticas que podem acometer famílias, ainda que sejam formas mais raras.  

O médico complementa que outro fator ligado ao risco de se desenvolver a doença é a exposição a certos tipos de agrotóxicos, muitos deles banidos em diversos países.  

“A luta contra a liberação desses pesticidas é ainda um ponto em que o Brasil precisa evoluir. Em comunidades rurais, a incidência de Parkinson costuma ser maior que em áreas urbanas”, alerta.  

Guilherme explica que ao envelhecermos é natural que tenhamos a morte progressiva dos neurônios que produzem dopamina, que é responsável pelo aprendizado motor, pelo sistema de recompensas e outras várias funções cerebrais complexas.  

“Porém, no caso dos pacientes com Parkinson, essas células são perdidas com mais rapidez, reduzindo os níveis de dopamina”, explica o médico. 

E complementa que essa perda preferencial de neurônios de dopamina pode ter a ver com o fato dessas células possuírem muito mais conexões (sinapses) que outras em nosso cérebro, deixando-as mais sensíveis ao processo de neurodegeneração. 

De acordo com Guilherme, na década de 1960, com a descoberta do uso da levodopa no tratamento, houve uma drástica mudança na história natural da doença. O resultado era tão potente que se apelidou de “efeito milagroso”.  

“A levodopa, que persiste sendo o principal tratamento dos sintomas até o presente dia, é uma forma de dopamina que consegue ser ingerida e chegar até o cérebro. Ela age como se fosse uma reposição contínua dessa substância que o paciente não consegue mais produzir de forma eficaz”, explica.  

Segundo o Dr. Guilheme, é preciso administrar de forma correta a dose e os efeitos colaterais com um neurologista que tenha experiência com Parkinson para o sucesso do tratamento.  

“Haja vista que o paciente, adequadamente tratado, pode exercer muitas atividades diárias e ter uma vida praticamente normal por muitos anos. O tratamento não para somente nos medicamentos. Deve-se aliar à prática da fisioterapia motora contínua, terapia ocupacional e atividade física, o que ajuda na melhora do equilíbrio, da força física e do resgate da autonomia e da autoestima”, afirma. 

Nos casos em que não há melhora com o uso destes medicamentos, também é possível realizar — quando adequadamente indicado — um procedimento cirúrgico, chamado “estimulação cerebral profunda” (ou DBS).  

“O DBS já possui muitos anos de estudo e tem sido cada vez mais empregado no tratamento, com resultados muito favoráveis no controle de tremor, rigidez muscular e lentidão de movimentos. No entanto, deve-se buscar um grupo de neurocirurgia funcional e neurologistas especializados em Neuromodulação, para que seja verificada a precisa indicação (ou não) da cirurgia. De nada adianta passar pelo procedimento cirúrgico se o processo de triagem não foi feito de forma adequada”, constata. 

Dr. Guilherme lembra também que o tratamento com derivados da Cannabis parece promissor, porém é preciso mais estudos para melhor entender o papel desses medicamentos no tratamento. 

“Na Cannabis, encontramos mais de 100 substâncias químicas diferentes, e ainda estamos começando a entender a função delas. O canabidiol, por exemplo, ainda que não tenha nível de evidência para indicação, parece ser mais benéfico para sintomas não motores do que sintomas motores da doença. Creio que ainda vamos precisar esperar grandes ensaios clínicos, que sejam feitos de forma muito criteriosa, para prescrevermos derivados da Cannabis com segurança e embasados em dados científicos”, finaliza.


Durmo e acordo cansado, mas cumpro todas as tarefas: entenda o que é depressão funcional

Tristeza, irritabilidade, dificuldade de concentração e exaustão podem caracterizar sofrimento psíquico profundo, explica psicólogo do CEUB

 

Acordar, bater metas no trabalho, dar conta das tarefas da casa, manter os compromissos sociais em dia. Quem vê de fora, talvez nem desconfie que aquela pessoa que “funciona normalmente” pode estar lidando com sofrimento silencioso e profundo. A depressão funcional descreve indivíduos que, apesar de manterem o desempenho cotidiano, convivem com sintomas depressivos. Professor de Psicologia do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Carlos Manoel Rodrigues destaca que o conceito amplia os diferentes modos de problemas de saúde mental. 

A depressão funcional se diferencia de quadros como o transtorno depressivo maior principalmente pela intensidade dos sintomas e pelo impacto na rotina diária. “É fundamental lembrar que os sintomas depressivos se manifestam de maneiras muito distintas entre as pessoas”, ressalta, acrescentando que m esmo com a rotina mantida, os sinais da depressão funcional estão dentro da pessoa.  

Tristeza persistente, cansaço extremo, irritabilidade, falta de prazer nas atividades, alterações no sono e no apetite, dificuldade de concentração e um sentimento constante de vazio são alguns dos sintomas mais comuns, conforme lista Carlos Manoel. “Muitas vezes, quem está em sofrimento percebe que algo não está bem, mas tenta ignorar ou minimizar os sinais. Já os que convivem com essa pessoa podem não notar nada, porque ela continua ‘funcionando’”, alerta. 

Para o docente do CEUB, essa capacidade de manter as aparências é justamente o que torna o quadro tão difícil de identificar, inclusive por profissionais da saúde na hora de fechar um diagnóstico clínico. “O funcionamento externo camufla o sofrimento interno. É preciso uma escuta sensível, que vá além dos critérios técnicos e leve em conta a subjetividade do paciente”, afirma o professor. 

Manter o desempenho no trabalho, nos estudos ou nas tarefas de casa pode ser possível para quem sofre da doença, mas a um custo alto. O psicólogo reforça que, ao longo do tempo, esse desgaste pode resultar no agravamento do quadro, levando ao desenvolvimento de transtornos ansiosos, burnout ou até colapsos emocionais. “A pessoa pode continuar exercendo suas funções com excelência, mas às custas de um enorme esforço interno. Isso não significa que ela esteja bem”, enfatiza. 

Mas afinal, o que causa a depressão funcional? Apesar de não haver uma única causa, segundo o docente, o desenvolvimento da depressão funcional pode estar ligado a fatores genéticos, históricos, comportamentais e ambientais. Situações como estresse prolongado, excesso de responsabilidades e cobranças externas também são gatilhos recorrentes, sobretudo quando a pessoa não conta com uma rede de apoio ou tempo para descanso. “Traços de personalidade, experiências adversas, pressão social e contextos profissionais desgastantes estão entre os fatores envolvidos”, aponta Carlos Manoel. 

Para identificar os sinais do transtorno, o especialista observa que mudanças sutis no comportamento ou na maneira de se expressar podem ser um alerta para familiares e amigos. Ele destaca frases como “estou cansado o tempo todo” ou “nada mais faz sentido”, bem como o afastamento de atividades antes prazerosas, são indicativos de que algo pode estar errado. “A forma como esses sinais se manifestam varia conforme a personalidade, a idade, o gênero e o contexto de vida. Por isso, é importante estar atento e aberto ao diálogo”, reforça o professor.

 

Tratamento e acolhimento

Embora a “depressão funcional” não seja um diagnóstico formal, Carlos Manual reforça que o tratamento segue os mesmos princípios de outros quadros depressivos: psicoterapia, medicação (quando indicada) e mudanças no estilo de vida. “O diferencial está em como o quadro é compreendido e como a pessoa responde ao cuidado. O acompanhamento deve respeitar a experiência individual”. 

De acordo com o professor do CEUB, a psicoterapia oferece um espaço de acolhimento e escuta, a medicação pode aliviar sintomas mais intensos, além dos hábitos saudáveis, como sono adequado, prática de atividades físicas e respeito aos próprios limites. Em paralelo, o professor considera o apoio de familiares, amigos e colegas essencial: “As redes de apoio são fundamentais para que a pessoa não se sinta sozinha. Escutar sem julgar é um gesto simples que faz muita diferença”.  

Rodrigues frisa que se houver sofrimento persistente, sensação de sobrecarga emocional, perda de interesse por atividades ou dificuldade para lidar com a rotina, não é preciso esperar que o quadro se torne grave. “Buscar ajuda precocemente é um ato de cuidado e responsabilidade consigo mesmo”, arremata.


Uso indiscriminado das chamadas "Drogas Z" preocupa médicos

Especialistas em distúrbios do sono alertam para uso excessivo de medicamentos para dormir, que, embora mais modernos e seguros, ainda podem causar dependência e tolerância

 

Nas últimas décadas, alguns medicamentos utilizados para dormir evoluíram significativamente, proporcionando resultados mais precisos e com menos danos colaterais. Além disso, atualmente, são considerados mais seguros em termos de intensidade de seus efeitos, apesar de ainda exigirem cautela.

A principal preocupação dos médicos é o consumo indiscriminado desse tipo de medicamento, que pode levar à dependência química e reduzir a eficácia no tratamento da insônia. Ou seja, trata-se de um problema que já existia no passado e que, apesar dos avanços significativos da indústria farmacêutica, persiste com essa nova geração de fármacos.

Entre os mais conhecidos atualmente estão o Zolpidem, a Zopiclona e a Eszopiclona, designados como “Drogas Z” no meio médico, devido às suas características semelhantes em termos de ação no organismo e dos efeitos produzidos – conforme explica o Dr. Nilson Maeda, otorrinolaringologista e médico do sono do Hospital Paulista.

“As Drogas Z têm um período de ação mais curto e são consideradas mais seguras em comparação aos benzodiazepínicos, como o Clonazepam, Diazepam e Alprazolam, que eram utilizados nas décadas passadas, mas hoje não são mais recomendados para o tratamento da insônia. Isso se deve ao maior potencial dos benzodiazepínicos causarem dependência, síndrome de abstinência, aumento do risco de queda nos idosos, dentre outros efeitos indesejáveis. Ainda assim, as Drogas Z também podem causar dependência e tolerância quando utilizadas por longos períodos e em doses abusivas”, alerta o médico.


Consumo em alta

No caso específico do Zolpidem, atualmente, o mais popular entre as Drogas Z, dados oficiais indicam um aumento significativo no consumo do medicamento. 

De acordo com informações do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados, administrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entre 2018 e 2022, houve um crescimento de 161% nas vendas do medicamento, que alcançou cerca de 22 milhões de caixas vendidas em território nacional.


Como agem?

O processo de dependência, segundo o Dr. Nilson, ocorre porque os efeitos desses fármacos tendem a diminuir com o tempo. “O cérebro se ajusta à presença do princípio ativo, aumentando ou reduzindo a sensibilidade dos receptores químicos. Por isso, com o uso contínuo, esses medicamentos vão perdendo o efeito e começam a exigir doses maiores, desencadeando a dependência”, explica o especialista, acrescentando que o tempo recomendado para o consumo desse tipo de medicamento é de até quatro semanas. 

“Não recomendamos o tratamento da insônia somente com medicação indutora do sono”, enfatiza. 


Não é a primeira opção

Na mesma linha, o otorrinolaringologista e especialista em distúrbios do sono, Dr. Lucas Padial, também do Hospital Paulista, explica que o uso de remédios não deve ser a primeira opção para o tratamento da insônia. 

“Antes de mais nada, a origem desse distúrbio deve ser bem investigada para direcionar um tratamento efetivo. O uso de medicações não é, cientificamente, a primeira opção para o manejo da insônia. Elas podem ser pontualmente utilizadas, especialmente em casos de insônia aguda, ou seja, aquela que dura menos de três meses”, ressalta.

Para pacientes que já fazem uso recorrente desse tipo de medicamento, o médico explica que o desafio é reduzir o consumo gradualmente. 

“Reduzir a medicação de forma gradual passa a ser o foco do tratamento. Como, neurobiologicamente, o paciente ainda necessita dessas medicações, o tratamento envolve diminuir a dose progressivamente, enquanto, paralelamente, são aplicadas medidas de higiene do sono, mudanças comportamentais e até o auxílio de outras classes de medicamentos (que não provocam vício)”, afirma. 

Dessa forma, conforme o Dr. Lucas, o desmame ocorre de maneira mais saudável. “Se as medidas forem realizadas corretamente, especialmente com a dedicação ativa do paciente, é possível abandonar o uso dessas medicações e restabelecer uma relação saudável com o sono.”

 

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


A comida que você coloca no prato pode ser sua cura ou sua ruína na menopausa

Pesquisadora explica como a alimentação tem um impacto direto na produção de neurotransmissores e hormônios


 Se você acha que a menopausa é só sobre ondas de calor, é melhor se sentar, respirar fundo e repensar suas escolhas. Essa fase pode ser um divisor de águas entre um futuro vibrante e uma vida dominada por fadiga, insônia, depressão e doenças crônicas. E não, não há fórmula mágica, chá milagroso ou suplemento da moda que resolva. O que realmente impacta sua saúde nessa fase? O que você come. Simples assim.

Lisa Mosconi, neurocientista e autora de “O Cérebro e a Menopausa”, é categórica: “a alimentação não é apenas coadjuvante, mas protagonista no bem-estar feminino”. Seu estudo comprova que dietas ricas em gorduras ruins e açúcares refinados intensificam inflamações cerebrais e aceleram o declínio cognitivo. Enquanto isso, padrões alimentares equilibrados reduzem em até 50% o risco de desenvolver Alzheimer e outras condições neurológicas que começam a dar as caras justamente nessa fase. 

“O metabolismo feminino despenca na menopausa e a alimentação tem um impacto direto na produção de neurotransmissores e hormônios. Comer errado não só piora os sintomas, como pode antecipar o declínio da saúde física e mental. Mas a boa notícia é que dá para reverter o jogo e sem radicalismos”, afirma a pesquisadora e ginecologista Fabiane Berta.

De acordo com a médica, as ondas de calor, suores noturnos e secura vaginal são apenas a ponta do iceberg. “O cérebro, o coração, os ossos, o metabolismo, tudo sofre um impacto direto da queda dos hormônios. E a solução não está em modismos, mas no que você coloca no prato todos os dias”. 

Por isso, a pesquisadora dá dicas de quais alimentos devem ser priorizados todos os dias para melhorar os sintomas:

  1. A soja e a linhaça, ricas em fitoestrogênios, ajudam a equilibrar os níveis hormonais e a reduzir os fogachos. 
  2. O chá de sálvia, consumido diariamente, pode diminuir em até 64% a frequência e intensidade dos suores noturnos. 
  3. A fadiga e a falta de energia podem ser amenizadas com proteínas magras, como ovos, peixes e frango, que mantêm a massa muscular e evitam a sensação de cansaço extremo. 
  4. Bananas e cacau, ricos em triptofano, regulam o humor e fornecem energia natural. Mas não é só isso. 
  5. Peixes gordurosos como salmão, sardinha e atum são fontes de ômega-3 e essenciais para a saúde cerebral e o controle do estresse, enquanto nozes, castanhas e abacate, ricos em magnésio, atuam como calmantes naturais e melhoram a qualidade do sono.
  6. Folhas verdes como espinafre, couve e rúcula são fundamentais para equilibrar hormônios e melhorar a digestão. 
  7. O vinagre de maçã, tomado antes das refeições, ajuda na regulação da insulina e na redução da gordura abdominal. 
  8. Já o cálcio, essencial para os ossos, não precisa vir apenas dos laticínios. Gergelim, amêndoas e chia são fontes riquíssimas desse mineral e não têm os efeitos inflamatórios dos derivados do leite. 
  9. Sardinha e salmão com espinhas são ainda melhores, já que oferecem cálcio biodisponível e vitamina D, indispensáveis para a densidade óssea. 
  10. E se a memória parece falhar, é hora de apostar em azeite de oliva extravirgem, que protege o cérebro contra o envelhecimento precoce, e frutas vermelhas como morango, mirtilo e amora, que aumentam a capacidade cognitiva.

Segundo a ginecologista, se há alimentos que ajudam, há também os que destroem: 

  1. Açúcares refinados intensificam inflamações e pioram os sintomas. 
  2. Carboidratos ultraprocessados, como pães brancos e biscoitos, bagunçam a insulina e favorecem o ganho de peso. 
  3. Cafeína e álcool, se consumidos em excesso, potencializam as ondas de calor e prejudicam o sono. 

“O que você come tem um impacto direto na sua menopausa, porém, aqui vem um alerta essencial, a alimentação por si só não resolve tudo. Ela é uma peça fundamental, mas não substitui uma abordagem médica completa e a terapia hormonal quando bem prescrita. Consultar um especialista é indispensável para entender quais são as melhores opções de tratamento para cada caso, incluindo a possibilidade da terapia hormonal, que pode ser essencial para muitas mulheres”, finaliza Berta.

 

Lipedema: Saiba como aliviar os sintomas com uma alimentação equilibrada

Marca Jasmine
Divulgação
Pequenas mudanças podem fazer diferença significativa na saúde física e mental de quem enfrenta a condição. Confira as dicas da Jasmine! 


O lipedema é uma condição crônica caracterizada por acúmulo desproporcional de gordura em membros inferiores e superiores, associada com a inflamação e disfunção do sistema linfático.

Apesar da alimentação não ser a causa primária do problema, as escolhas alimentares influenciam na sua progressão. Estudos como o de Herbst et al. (2022) indicam que uma dieta rica em aditivos químicos e conservantes em geral, carboidratos simples, refinados e gorduras trans podem aumentar a inflamação e agravar os sintomas.

Por outro lado, estratégias nutricionais anti-inflamatórias, controle glicêmico e suporte à microbiota intestinal podem ser benéficos para e melhora da qualidade de vida dos pacientes.

Para facilitar a rotina do público que lida com a condição, Jasmine, marca referência em saudabilidade, traz dicas estratégicas com o suporte da nutricionista Karla Maciel. Confira!


Dieta balanceada e anti-inflamatória

A escolha dos alimentos certos pode ajudar a reduzir dores, inchaço e a progressão da gordura disfuncional associada ao Lipedema.

Entre os principais alimentos recomendados, a nutricionista destaca as opções ricas em ômega-3 como salmão, atum, semente de linhaça e chia, além do azeite de oliva extravirgem, frutas vermelhas como morangos e mirtilos, chá verde, cúrcuma, semente de gergelim e vegetais de folhas verdes, como couve e espinafre.

Os carboidratos complexos também devem fazer parte da dieta, para isso, vale investir em quinoa, aveia, batata doce, arroz integral, além de leguminosas como feijão, lentilha e grão de bico. As frutas de baixo índice glicêmico também são bem-vindas, como morango, kiwi e pêra.

Por fim, a ingestão equilibrada de potássio (presente em alimentos como banana, abacate e folhas verdes) pode auxiliar na regulação do equilíbrio hídrico, lembrando que a hidratação adequada não deve ser esquecida.

“Para seguir uma alimentação equilibrada é importante evitar açúcares refinados, farinhas brancas e aditivos, como fast-food e embutidos, além de gorduras trans e óleos orgânicos, por exemplo, óleo de soja e margarina”, alerta Karla.

Para facilitar o momento das compras, a nutri sugere a leitura dos rótulos dos alimentos. “Prefira alternativas livres de excessos como as da Jasmine, sem a presença de sódio, gordura saturada e açúcares”, conclui.


Microbiota Intestinal

A saúde do intestino também tem papel fundamental na regulação da intensidade e na absorção de nutrientes, auxiliando na melhoria da retenção de líquidos e do metabolismo.

“Consuma alimentos probióticos, como iogurte natural, kefir e kombuchá, e prebióticos, como alho, cebola, banana verde e aspargos. A inclusão de fibras também não pode faltar”, sugere.


Autoestima feminina

O lipedema pode levar ao aumento de peso, especialmente nas áreas afetadas, devido ao acúmulo de gordura que não responde a dietas ou exercícios físicos convencionais. Essa condição pode impactar significativamente a autoestima feminina, uma vez que as alterações corporais podem gerar desconforto e insatisfação com a própria imagem.

Para lidar com os desafios impostos pelas condições, confira mais dicas estratégicas da nutri:

  • Escolha atividades físicas de baixo impacto: Exercícios como caminhada, natação, hidroginástica, pilates e ioga são recomendados, pois melhoram a circulação, fortalecem a musculatura e ajudam na mobilidade sem sobrecarregar as articulações;
  • Busque apoio psicológico: Buscar suporte de profissionais de saúde mental pode auxiliar no enfrentamento dos desafios emocionais associados ao lipedema, os grupos de apoio também contribuem para a sensação de pertencimento;
  • Cuide da sua pele: Mantenha uma rotina de cuidados com a pele, incluindo hidratação adequada e massagens suaves a fim de melhorar a aparência e a saúde da pele nas áreas afetadas;
  • Informe-se sobre a condição: O conhecimento amplia o empoderamento de forma a reduzir a sensação de impotência diante do diagnóstico.

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Estudos apontam que ansiedade e estresse prejudicam fertilidade

Sobrecarga de ansiedade e estresse podem provocar
mudanças no organismo da mulher,
 dificultando a gravidez
Pesquisa realizada pelo Instituto Valenciano de Infertilidade, da Espanha, aponta que 65% das mulheres que não conseguiram engravidar lutavam contra depressão, ansiedade e estresse

 

Ansiedade, estresse e depressão são fatores que podem sim comprometer a fertilidade, é isso que aponta pesquisa recente divulgada pelo Instituto Valenciano de Infertilidade, da Espanha. Os dados revelam que 65% das mulheres pesquisadas, e que estavam tentando engravidar, lutavam contra problemas emocionais, o que contribuiu para que elas não conseguissem alcançar o objetivo.

Outro estudo, dessa vez publicado pela revista médica Fertility and Sterelity, organizada pela Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, também segue na mesma direção, e identificou uma relação entre altos níveis de estresse e um risco aumentado da ausência de ovulação. Além de irregularidades menstruais, o problema pode levar à infertilidade.

“É fato que a sobrecarga de ansiedade e o estresse provocam uma série de mudanças no organismo da mulher, com efeitos que vão desde alterações no número de dias do ciclo menstrual, chegando a mudanças no fluxo menstrual, coloração e odor da menstruação, isso sem falar nas alterações na libido”, explica Bruno Jacon, farmacêutico e gerente de Qualidade e Assuntos Regulatórios da Euroart Import, que trouxe para o Brasil o lubrificante de fertilidade Conceive Plus, que ajuda a engravidar.

Ainda segundo Jacon, existe uma relação significativa entre o estresse e a função reprodutiva, visto que os eventos emocionais afetam os mecanismos biológicos do organismo. “As várias formas de alterações do ciclo menstrual observadas em mulheres submetidas a fortes impactos de caráter psicológico demonstram que esses abalos infelizmente comprometem a fertilidade”, comenta.

Para que as tentantes consigam engravidar, é essencial buscar atividades para o gerenciamento do estresse e da ansiedade. “A primeira recomendação é priorizar atividades físicas regulares, esse é um passo fundamental e que pode fazer toda a diferença. Terapia e meditação também são outras excelentes opções para lidar com o aspecto emocional e diminuir eventuais abalos psicológicos”, esclarece o profissional da área da saúde.

Se no aspecto emocional, lidar com as aflições é essencial, a parte física também merece total atenção para atingir o sonho da chegada de um bebê. “Usar um lubrificante de fertilidade, como o Conceive Plus, deveria ser a primeira opção de todo casal que busca engravidar, já que se trata de um produto sem contraindicações , e que já tem diversos casos de sucesso no Brasil e no mundo” finaliza Jacon. 

“O lubrificante de fertilidade Conceive Plus tem fórmula patenteada e comprovação clínica de eficiência, conforme estudos científicos laboratoriais. Ele equilibra o pH da vagina e aumenta o tempo de sobrevivência dos espermatozóides, permitindo que eles sobrevivam por até 72 horas”, garante Carlos Alberto Dimarzio Filho, Gerente Geral da Euroart Import, que faz um alerta. “O produto corretamente importado para o Brasil e aprovado pela Anvisa vem com as instruções em português”

 


Euroart Import


Nutricionista revela os benefícios do ômega 3 para a saúde feminina

Carla Fiorillo da Puravida explica como incluir o nutriente na rotina alimentar e destaca


O ômega 3 é um nutriente essencial para diversas funções do organismo, com impacto direto na saúde do cérebro, coração e até dos olhos. Presente em alimentos como peixes de águas frias, sementes de linhaça e chia, ele desempenha um papel fundamental na saúde das mulheres. Mas, será que apenas a alimentação é suficiente para garantir as quantidades ideais desse nutriente? 

Segundo a nutricionista Carla Fiorillo, Coordenadora de Conteúdo do Professional HUB da Puravida, a ingestão regular de ômega 3, especialmente nas formas EPA e DHA, pode oferecer suporte importante para diferentes etapas da vida da mulher. “O metabolismo e a saúde cardíaca são diretamente influenciados pelo consumo adequado de ácidos graxos essenciais nas mulheres na pós-menopausa. As pesquisas também mostram que, nessa população, o ômega 3 tem um potente efeito anti-inflamatório. Além disso, o DHA é crucial para o desenvolvimento cerebral durante a gestação e a primeira infância”, explica a especialista. 


Onde encontrar o ômega 3 na alimentação? 

Para garantir a ingestão adequada desse nutriente, a nutricionista recomenda incluir na dieta fontes ricas de ômega 3, como: 

  • Peixes de águas frias, como salmão, sardinha, atum e cavalinha; 
  • Sementes de linhaça e chia, que fornecem a forma vegetal do ômega 3 (ALA); 
  • Nozes e castanhas, boas fontes de gorduras saudáveis; 
  • Óleo de algas, alternativa vegetal especialmente útil para vegetarianos e veganos. 


Suplementação: Quando é necessária? 

Embora a alimentação balanceada seja essencial, nem sempre é suficiente para atingir a quantidade recomendada de ômega 3, principalmente para quem tem restrições alimentares ou um consumo reduzido de peixes. Estudos mostram que 90% da população mundial apresenta consumo abaixo do recomendado de ômega 3. 

Por isso, a suplementação pode ser uma aliada para garantir os níveis adequados do nutriente. 

A Puravida oferece duas opções de suplementação de ômega 3 com formulações avançadas: 

  • ÔMEGA 3 EPA DHA: Combinado com vitamina E, antioxidante que protege contra os danos dos radicais livres, fornece 660 mg de EPA e 440 mg de DHA em apenas duas cápsulas. O aroma natural de limão ameniza o sabor do óleo de peixe. Ideal para quem está começando a jornada da suplementação ou deseja complementar a alimentação. 
  • ÔMEGA 3 SUPER DHA: Produzido com tecnologia avançada e procedência rastreável, conta com o selo de qualidade MEG-3®, garantindo a sustentabilidade e pureza do produto. Fornece 1000 mg de DHA e 400 mg de EPA em duas cápsulas, sendo uma excelente de suplemento alimentar.  

Antes de iniciar qualquer suplementação, é fundamental buscar orientação profissional para avaliar as necessidades individuais e garantir a escolha do produto mais adequado. “Cada organismo tem demandas específicas, e a dosagem correta de ômega 3 pode variar conforme a idade, estilo de vida e condições de saúde. O suporte de um nutricionista ou médico é essencial para obter todos os benefícios sem excessos”, finaliza Carla Fiorillo. 

 

Puravida
www.puravida.com.br


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