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segunda-feira, 7 de abril de 2025

Abril Verde: especialista alerta para os riscos invisíveis de algumas profissões à saúde


No mês do Abril Verde, dedicado à conscientização sobre segurança no ambiente de trabalho, o neurocirurgião, mestre pela UNIFESP, Dr. Alexandre Elias, faz um alerta importante: as doenças da coluna, muitas vezes silenciosas, são uma das principais causas de afastamento do trabalho e, muitas vezes, são ignoradas no contexto da segurança ocupacional. 

Diversas profissões exigem mais da coluna e, por isso, apresentam maiores riscos de lesões, desgastes e por essa razão é preciso ir além dos EPIs tradicionais, como capacetes e luvas, e pensar em ações preventivas para proteger a coluna", afirma o médico.

 

A coluna vertebral: quais profissões exigem mais dela? 

A coluna vertebral, responsável por sustentar o corpo, garantir o equilíbrio e permitir os movimentos, exige cuidados constantes para evitar disfunções estruturais. No Brasil, os problemas na coluna vertebral são os principais motivos de afastamento do trabalho, com mais de 3,5 milhões de pessoas afastadas devido a doenças como a hérnia de disco e as dores em geral de diversas causas, segundo o Ministério da Previdência Social. 

Profissões como motoristas, pedreiros, enfermeiros, garçons e trabalhadores industriais e braçais de forma geral estão entre as que mais oferecem riscos de danos à coluna, seja por exigir longas horas sentados, em pé, carregando peso ou realizando movimentos repetitivos. 

Entre os problemas mais comuns que surgem como consequência dessas atividades está a aceleração de processos degenerativos que causam as doenças como a hérnia de disco – cervical e lombar, o bico de papagaio, a dor sacroilíaca, pioras de quadros de desvios da coluna para quem já tem o problema (escoliose, lordose, cifose), entre outras. 

Além da dor, sintomas como formigamento, queimação ou dormência que irradiam para pernas e braços são indicativos de complicações, como pinçamento de nervos que sensibilizam toda a estrutura ao redor da coluna e sua extensão”, explica o médico, que indica a necessidade de consulta a um especialista.

 

Como cuidar melhor da coluna durante o trabalho? 

Para evitar complicações, algumas dicas simples podem ser eficazes: 

  • Ajustar a postura: seja em qualquer atividade, mas é preciso ter atenção com o alinhamento postural, mantendo a coluna e membros alinhados e sem esforços em posições que não são naturais ao corpo. 
  • Fazer pausas: movimentar-se a cada hora, com pequenos alongamentos e rotações de pescoço, ombros, braços e pernas ajuda a reduzir a tensão muscular, ativar a circulação e as articulações. 
  • Evitar carregar peso em excesso: para as profissões em que não há como fugir do peso, é importante ter apoio de ferramentas, instrumentos que ajudem a dividir a carga. Além disso, é preciso ter atenção aos movimentos do corpo em determinadas atividades, como por exemplo, dobrar os joelhos ao abaixar para pegar uma carga e mantê-la próxima ao corpo, evitando curvar a coluna. 

O Abril Verde não se trata apenas de prevenir acidentes imediatos, mas de promover a saúde no ambiente de trabalho no longo prazo. O cuidado com a coluna deve ser contínuo, tanto antes, quanto durante e após o expediente”, conclui Dr. Alexandre. 



Dr. Alexandre Elias - neurocirurgião especializado em cirurgia minimamente invasiva da coluna vertebral, com mais de 25 anos de experiência. Mestre pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e research fellow na University of Arkansas for Medical Sciences, atua como preceptor de cirurgia de coluna vertebral na Unifesp e é membro ativo do Hospital Sírio-Libanês e do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho. É também especialista pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) e pela Sociedade Brasileira de Coluna Vertebral (SBC).
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Diagnóstico precoce dos sintomas pode ajudar a tratar a infertilidade

Pixabay
Dr. Alfonso Massaguer, especialista em Reprodução Humana,  afirma que estar atento aos sintomas de infertilidade pode ser fundamental para o diagnóstico precoce e um tratamento eficaz 

 

Embora muitas pessoas não percebam, a infertilidade é uma questão recorrente entre casais em idade reprodutiva. Segundo especialistas em Reprodução Assistida, a infertilidade conjugal é caracterizada pela ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares sem o uso de métodos contraceptivos, afetando aproximadamente 15% dos casais.  

Os sintomas mais comuns de infertilidade feminina incluem irregularidades menstruais e fluxo menstrual excessivo. Essas alterações frequentemente estão relacionadas a distúrbios como a síndrome do ovário policístico e a endometriose. Além disso, alterações na produção hormonal também podem dificultar a gravidez, trazendo sintomas como, Redução da libido, Alterações na pele, ganho de peso e queda de cabelo.  

"É crucial que mulheres que identificam esses sintomas busquem a orientação de um especialista, especialmente aquelas com mais de 35 anos. Nessa faixa etária, a fertilidade tende a diminuir naturalmente, e os riscos de desenvolver doenças como câncer do colo do útero aumentam", explica Massaguer.  

Por outro lado, a infertilidade não é um problema exclusivo das mulheres. Os homens também podem apresentar sintomas que indicam dificuldades para o casal engravidar, como, Diminuição da libido, Alterações no tamanho dos testículos, Anormalidades no pênis, Surgimento de “caroços” nos testículos, Dores ao urinar ou ejacular e Excesso de sono.  

"As causas da infertilidade, tanto masculina quanto feminina, podem ser semelhantes e incluem fatores como tabagismo, consumo excessivo de álcool, alterações hormonais e o uso abusivo de medicamentos. Para as mulheres, problemas na ovulação, alterações tubárias e endometriose são causas comuns, enquanto os homens podem enfrentar distúrbios na produção e transporte dos espermatozoides, além de problemas de ejaculação" acrescenta o especialista.  

Diante de qualquer sinal de infertilidade, é recomendável que o casal busque uma investigação completa. Essa avaliação permite identificar a causa do problema de forma mais eficaz. Em muitos casos, pequenas mudanças nos hábitos de vida podem ser suficientes para aumentar a fertilidade.  

"A conscientização sobre os sintomas e causas da infertilidade é um passo crucial para que casais possam buscar ajuda adequada e aumentar suas chances de realizar o sonho da paternidade", conclui Alfonso Massaguer. 

  



Dr. Alfonso Massaguer - CRM 97.335 - Médico pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Ginecologista e Obstetra pelo Hospital das Clínicas e atua em Reprodução Humana há 20 anos. Dr. Alfonso é diretor clínico da MAE (Medicina de Atendimento Especializado) especializada em reprodução assistida. Foi professor responsável pelo curso de reprodução humana da FMU por 6 anos. Membro da Federação Brasileira da Associação de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), das Sociedades Catalãs de Ginecologia e Obstetrícia e Americana de Reprodução Assistida (ASRM). Também é diretor técnico da Clínica Engravida, autor de vários capítulos de ginecologia, obstetrícia e reprodução humana em livros de medicina, com passagens em centros na Espanha e Canadá. 


Clínica Mãe
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Dia Mundial da Saúde: Um Chamado à Ação na Luta Contra a ELA

Instituto Paulo Gontijo é referência na luta conta a Esclerose Lateral Amiotrófica; por meio de apoio a pacientes e familiares já realizou mais de 30 mil atendimentos e apoiou quase 200 teses por meio de prêmios científicos.


Neste 7 de abril é celebrado o Dia Mundial da Saúde, uma data que serve de lembrete sobre a importância de dar visibilidade e recursos para doenças raras que afetam um menor número de pessoas, mas que impactam profundamente suas vidas e de seus familiares, como é o caso da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

A ELA, que ganhou notoriedade com casos como o do renomado físico Stephen Hawking e o jogador de futebol americano Steve Gleason, afeta milhares de pessoas em todo o mundo, é uma doença neurodegenerativa implacável, que exige atenção e investimentos urgentes em pesquisa e tratamento.

No Brasil o trabalho desenvolvido pelo Instituto Paulo Gontijo (IPG) tem sido um agente transformador nessa luta há duas décadas, fomentando a pesquisa científica, investindo em projetos inovadores que buscam desvendar os mistérios da ELA e desenvolver terapias eficazes. O IPG também oferece apoio integral aos pacientes, proporcionando assistência social, psicológica e jurídica para melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos pacientes e suas famílias; promove a conscientização com campanhas e eventos educativos para informar a sociedade sobre a ELA, bem como incentiva a formação de novos talentos através de premiações para estudantes e cientistas que se dedicam à pesquisa da doença.

Nestes quase 20 anos foram realizados mais de 30 mil atendimentos presenciais aos portadores de doenças neurodegenerativas, distribuídas mais de 15 mil toneladas de alimentos a pacientes e famílias em situação de vulnerabilidade e promovidos 25 prêmios acadêmicos – somente nas 16 edições do PG Award foram analisadas cerca 200 teses de cientistas de todo mundo. Entre os anos de 2023 e 2024 foram 10 publicações científicas, cerca de 50 DNAs analisados no âmbito do Project MinE, um laboratório implementado e mais de 10 pesquisadores estrangeiros desenvolvendo projetos de pesquisas com o IPG.

Apesar dos desafios, como a complexidade da doença e o alto custo da pesquisa, o IPG acredita que a cura é possível, por meio da ampla colaboração entre instituições de pesquisa, universidades, empresas farmacêuticas e órgãos governamentais. Essa conexão é fundamental para acelerar o desenvolvimento de novas terapias.

“Neste Dia Mundial da Saúde, renovamos nosso compromisso com a luta contra a ELA, por meio da valorização da pesquisa científica, chave para encontrar a cura e oferecer esperança aos pacientes e suas famílias. Convidamos todos a se juntarem a nós nessa missão", afirma Marcela Gontijo, presidente do IPG.

Para mais informações sobre o Instituto Paulo Gontijo e suas iniciativas, visite o site ipg.org.br.


Diagnóstico em adultos com TEA melhora a qualidade de vida dessa faixa etária

OMS aponta que podem existir cerca de 2 milhões de pessoas com TEA no Brasil

 

Para muitos adultos, a vida é uma jornada de busca por respostas. Sentimentos de inadequação, dificuldades de comunicação e desafios em interações sociais podem ser constantes, sem uma explicação clara. Para um número crescente de pessoas, a resposta para essas questões complexas reside em um diagnóstico tardio de Transtorno do Espectro Autista (TEA).

De acordo com as estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil pode ter mais de 2 milhões de pessoas com TEA. O transtorno é uma condição de desenvolvimento que afeta a comunicação, a interação social e o comportamento. Cada pessoa com autismo é única, e os sinais podem variar de leves a mais significativos. Muitas vezes, adultos que receberam diagnóstico tardio já desenvolveram maneiras de lidar ou disfarçar alguns comportamentos, o que pode dificultar a identificação.

"O autismo, tradicionalmente diagnosticado na infância, está cada vez mais sendo identificado em adultos que passaram décadas sem compreender suas próprias experiências. Essa realidade, embora desafiadora, abre caminho para o autoconhecimento, o acesso a suporte adequado e a melhoria significativa na qualidade de vida", comenta Edson Issamu, neurologista na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

Na vida adulta, os sintomas podem se manifestar de forma diferente, assim como os autistas que possuem sintomas mais leves e não são diagnosticados também podem aprender a mascarar as manifestações do transtorno em busca de levar uma vida mais “normal”.

“Quando o indivíduo sempre teve sintomas leves e os familiares não levaram em conta a possibilidade de ser TEA, essa criança pode crescer em conflito, almejando agir como um neurotípico e aprendendo a mascarar os sintomas, o que torna doloroso para o autista estar o tempo todo usando essa máscara ao invés de poder trabalhar as questões referentes ao autismo para levar uma vida normal dentro de quem ele é”, ressalta o neurologista.

Os sintomas do TEA em adultos podem se manifestar de maneiras variadas, dependendo de cada indivíduo e da gravidade do transtorno. De acordo com o especialista, esses são alguns dos principais sinais que podem ser observados:


1. Dificuldades de Comunicação e Interação Social:

  • Problemas na compreensão das sutilezas da linguagem: Como interpretar ironias, metáforas ou expressões idiomáticas.
  • Dificuldade em iniciar ou manter conversas: Pode haver um desejo de se conectar, mas barreiras na forma de se expressar ou entender o outro.
  • Preferência por comunicações diretas: Pessoas no espectro frequentemente se sentem mais confortáveis com informações claras e objetivas.


2. Comportamentos e Interesses Restritivos:

  • Interesses intensos e focados: Dedicação significativa a um tema ou atividade específica, muitas vezes com profundo conhecimento no assunto.
  • Comportamentos repetitivos: Movimentos, padrões ou rotinas que são seguidos rigorosamente e proporcionam sensação de segurança.


3. Sensibilidade Sensorial:

  • Maior ou menor resposta a estímulos sensoriais: Sons, luzes, texturas e cheiros podem ser especialmente incômodos ou, ao contrário, podem passar despercebidos.


Por que o diagnóstico mesmo tardio é importante?

A importância do diagnóstico tardio vai além da simples nomeação de uma condição. Ele proporciona uma profunda compreensão de si mesmo, permitindo que os adultos revisitem suas experiências passadas sob uma nova perspectiva. Isso pode levar a um processo de aceitação, alívio e autocompaixão.

Com um diagnóstico formal, também é possível acessar serviços e recursos que antes eram inacessíveis. Terapias especializadas, como terapia ocupacional, fonoaudiologia e psicoterapia, podem auxiliar no desenvolvimento de habilidades sociais, na gestão de sensibilidades sensoriais e no enfrentamento de desafios emocionais.

"Muitos adultos autistas enfrentam desafios de saúde mental, como ansiedade, depressão e burnout, muitas vezes agravados pela falta de compreensão e aceitação ao longo da vida. O diagnóstico tardio pode ser um ponto de virada, permitindo que esses indivíduos busquem tratamentos direcionados e desenvolvam estratégias eficazes de enfrentamento”, explica o neurologista.

Apesar dos benefícios, o diagnóstico tardio de autismo ainda pode ocasionar desafios. A falta de conscientização sobre o autismo em adultos na sociedade em geral pode dificultar o acesso a avaliações e diagnósticos precisos.

"O diagnóstico tardio de autismo em adultos é um tema de crescente importância, o qual exige que a sociedade se torne mais informada e receptiva à neurodiversidade. Profissionais de saúde precisam estar preparados para reconhecer os sinais de autismo em adultos e encaminhar os pacientes para avaliações especializadas”, finaliza Issamu. 


Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

 

Inspira - Ações para uma vida saudável

Programação do Sesc São Paulo aborda a cultura de saúde por meio das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde 

De 8 e 21 de abril, serão realizadas cerca de 150 atividades gratuitas, em 34 unidades de todo o estado de São Paulo

 

Na semana em que se celebra o Dia Mundial da Saúde (07/04), o Sesc São Paulo convida o público a refletir sobre a saúde para além da ausência de doenças, por meio do projeto Inspira - Ações para uma vida saudável. De 8 a 21 de abril serão realizadas cerca de 150 atividades, entre oficinas, palestras, vivências e intervenções artísticas, em 34 unidades do Sesc em todo o estado. 

Criado em 2018, o projeto busca, por meio de suas ações, promover a cultura de saúde, e incentivar hábitos que contribuem para o bem-estar físico e mental dos indivíduos. Em sua 8ª edição, o Inspira destaca as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) como uma abordagem fundamental no cuidado integral ao ser humano. 

Reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), essas práticas incluem terapias que visam prevenir doenças e promover a recuperação da saúde, valorizando a escuta acolhedora e os saberes tradicionais que oferecem outras visões sobre práticas de cuidado. 

“Ao realizar o Inspira, o Sesc convida todos a refletir sobre a Cultura da Saúde, que está profundamente conectada com a nossa ação, que estimula a adoção de práticas cotidianas que favorecem a qualidade de vida, como a alimentação equilibrada, a prática regular de atividades físicas e a gestão do estresse” explica Luiz Deoclécio Massaro Galina, diretor do Sesc São Paulo. “Por meio de nossas ações, cumprimos a missão de promover o bem-estar integral, considerando os aspectos físicos, emocionais, mentais e sociais do indivíduo”, completa o diretor. 

Com a programação pensada a partir das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, o Inspira – Ações para um Vida Saudável estimula o pensamento sobre uma forma mais holística e personalizada de cuidado, fortalecendo a autonomia e o autocuidado dos indivíduos. Além disso, a integração de saberes tradicionais enriquece a diversidade cultural e oferece alternativas terapêuticas acessíveis, como a fitoterapia, acupuntura, meditação e yoga, promovendo um estilo de vida saudável e a redução de doenças crônicas.

 

Destaques da programação

Para marcar o início da programação, o Sesc Vila Mariana recebe o Seminário Saberes: Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, no dia 8 de abril, com continuação no 9 de abril.  Mediado pelo Prof. José Jorge de Carvalho, contará com a participação das mestras Makota Kidoiale, Mapulu Kamayurá e Lucely Pio, que conduzirão um diálogo profundo sobre as práticas ancestrais, destacando a importância dessas tradições no cuidado com a saúde e promoção do bem-estar. O evento abordará temas como a prevenção, o uso de plantas medicinais, práticas como a medicina indígena e de matriz africana, além da conexão com a natureza. A proposta é explorar as diversas formas de cuidado que se integram aos tratamentos convencionais, oferecendo uma abordagem holística e ampliando as opções terapêuticas. 

Também se destacam na programação do Inspira – Ações para uma vida saudável outras atividades reflexivas como a palestra do Prof. José Jorge de Carvalho Cosmovisões e as práticas de cuidado: uma perspectiva diversa, que acontece no Sesc Campinas, e o curso Nsaba: Plantas medicinais nas tradições afro-brasileiras, ministrado por Tata Jaga Anzulo, Pedro Carlessi e Ricardo Souza, realizado na unidade Avenida Paulista. Além de atividades práticas, como uma oficina para a preparação de Pindas Chinesas, oferecida pelo Sesc Bom Retiro, uma Trilha Meditativa pelo Sesc Itaquera ou ainda uma oficina de Shantala Harmônica para bebês realizada na unidade de Sorocaba e vivência de Musicoterapia para infâncias neurodiversas, que acontece no Sesc Santos

 

Destaques – Inspira ações para uma vida saudável

 

Dias 08 e 09/4. Terça e quarta, das 10h às 19h – Sesc Vila Mariana

seminário Seminário Saberes: Práticas Integrativas e Complementares em Saúde

O evento abre oficialmente o projeto Inspira 2025. Mediado pelo Prof. José Jorge de Carvalho, o encontro reúne as mestras Makota Kidoiale, Mapulu Kamayurá e Lucely Pio em um diálogo profundo sobre práticas ancestrais, destacando sua relevância para os cuidados em saúde e a promoção do bem-estar.

O evento ressalta a prevenção, o uso de plantas medicinais, práticas como a medicina ayurvédica e de matriz africana, e a conexão com a natureza. Esses conhecimentos promovem uma abordagem integral à saúde, ampliam opções terapêuticas, fortalecem identidades culturais e respeitam a diversidade.

Inscrições nesse link

 

Dia 10/4. Quinta, 10h às 12h - Sesc Campinas
palestraCosmovisões e as práticas de cuidado: uma perspectiva diversa
Conheça diferentes saberes ancestrais e práticas de cuidado tradicionais que enriquecem a humanidade e descubra como eles podem ser integrados às pesquisas atuais. Com Prof. José Jorge de Carvalho.

 

Dia 11/4. Sexta, das 11h30 às 12h30 - Sesc Pompeia
bate-papo e vivência: PICS e Saúde mental
Conversa sobre as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde e a saúde mental, além de uma vivência de meditação integrada. Com Denise Menezes, Fred Willig e Elisa Fortes.

 

Dia 12/4. Sábado, das 11h30 às 14h30 – Sesc Bom Retiro
oficinaPreparação de Pindas Chinesas
Pindas são pequenas trouxas contendo ervas, que agem como anti-inflamatórios, analgésicos naturais e calmantes. Nesta oficina, os participantes terão uma sensibilização sobre a importância deste tratamento da medicina chinesa e aprenderão a preparar sua própria trouxinha de ervas. Com Plenitude Bem-Estar.

 

Dia 12/4. Sábado, das 14h às 17h - Sesc Bertioga
bate-papoCorpo, mente e espírito: a saúde na perspectiva dos povos indígenas
Nessa roda de conversa com a Simone Takuá, da Aldeia Piaçaguera, vamos dialogar sobre a visão guarani de saúde e doença, com respeito as especificidades culturais e a forte relação com a natureza. Com Simone Beatriz Takuá.

 

Dia 12/4. Sábado, das 15h às 17h - Sesc Franca
bate-papoTecnologias ancestrais e as PICs: troca de saberes
As Práticas Integrativas e Complementares são terapias que empregam métodos terapêuticos fundamentados em conhecimentos tradicionais, com o objetivo de promover saúde. Nessa roda convidamos as pessoas a conhecer as possibilidades de tecnologias ancestrais que já existem em nós, bem como compartilhar saberes sobre como aproveitar as propriedades medicinais das plantas. Com Leila Rocha.

 

Dia 13/4. Domingo, das 9h30 às 11h30 - Sesc Itaquera
vivênciaTrilha Meditativa
No ritmo acelerado da vida moderna, muitas vezes nos desconectamos de nossa essência e do ambiente que nos cerca. Pensando nisso, convidamos você para participar da Trilha Meditativa, uma experiência imersiva que combina movimento, contemplação e conexão com a natureza. Com Bruno Delgado.

 

Dia 14/4. Segunda, das 18h às 20h - Sesc Carmo
bate-papoOlhar para ancestralidade como forma de autocuidado
Os saberes ancestrais exercem influência significativa na sociedade, especialmente no campo da saúde. Assim, olhar e conversar sobre distintas cosmologias possibilita pensar caminhos alternativos para os modos de produzir cuidado e conhecimento, rompendo com o modelo eurocêntrico de pensar o bem-estar e reforçando as práticas desenvolvidas no Sistema Único de Saúde (SUS). Com Catarina Nimbopürua e Marie Luce Tavares.

 

Dia 15/4. Terça, das 16h30 às 18h - Sesc Mogi das Cruzes
oficina: Ewe Iwosan - Ervas que Curam
As tinturas são medicamentos ancestrais, naturais e utilizadas por diversas culturas. Produzidas a partir da extração dos princípios ativos das plantas, com auxílio do álcool, sendo usados para tratamentos de várias enfermidades. E esta oficina vem para resgatar ancestralidade medicinal e a autonomia sobre o autocuidado e o cuidado com a comunidade, trazendo um melhor funcionamento do todo. Com Ekede Raíssa de Oxóssi.

 

Dias 15 e 16/4. Terça e quarta, das 19h30 às 21h30 - Sesc Avenida Paulista
curso: Nsaba: Plantas medicinais nas tradições afro-brasileiras
As plantas ocupam um papel central nas comunidades de matriz africana. Neste curso serão apresentadas formas que as comunidades se relacionam com elas.
Com Tata Jaga Anzulo, Pedro Carlessi e Ricardo Souza.

 

Dia 16/4. Quarta, das 14h às 16h - Sesc Santo André
oficinaCuidados naturais na flutuação Hormonal da menarca a menopausa
O equilíbrio hormonal é crucial para a saúde geral das mulheres, influenciando não apenas as capacidades reprodutivas, mas também os estados emocionais e psicológicos. Nesse sentido, a medicina Ayurveda pode auxiliar o autocuidado em saúde, ao promover uma conexão mais profunda com seus corpos físico, emocional e espiritual e honrando seus ritmos naturais, em diferentes fases da vida. Com Ma Devi Murti.

 

Dia 16/4. Quarta, das 18h30 às 20h30 - Sesc Santana
bate-papoAutocuidado na perspectiva da saúde indígena
Atividade destacará os conhecimentos sobre a saúde indígena, com ênfase no autocuidado e no cuidado coletivo. Ao preservar os costumes, a ancestralidade, a prevenção e a conexão com a natureza, garantimos que esses saberes sejam valorizados e transmitidos, promovendo a saúde integral das comunidades indígenas. Com Catarina Nimbopuruá e Luiz Karai.

 

Dia 19/4, Sábado, das 14h às 17h30 - Sesc Thermas de P. Prudente
vivência: A Força das Folhas Sagradas: Ngunzo Kinsaba Nzambiri
Aborda o uso de folhas, cascas, frutos e sementes dentro das tradições do Candomblé Bantu de Kongo-Angola. Com Taata Nganga Nkongoande.

 

Dia 19/4, Sábado, das 10h30 às 12h e das 14h30 às 16h - Sesc Sorocaba
oficinaShantala Harmônica para bebês
Aterapeuta Gabriella Demarque irá introduzir os participantes à prática da shantala harmônica, uma técnica de massagem suave e cuidadosa para bebês. A técnica promove o bem-estar físico e emocional da criança, estimulando a circulação, o alívio de cólicas e melhorando o sono. Além disso, fortalece o vínculo entre pais e filhos, proporcionando momentos de conexão e afeto. Com Gabriella Demarque.

 

Dia 20/4, Domingo, das 11h às 12h - Sesc Santos
vivência: Musicoterapia para infâncias neurodiversas
O público é convidado a experimentar a musicoterapia, uma prática que utiliza a música e/ou seus elementos num processo facilitador da comunicação, da relação, da aprendizagem, da mobilização, da expressão, da organização, entre outros objetivos terapêuticos para atender necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas do indivíduo ou do grupo. Voltada para crianças neurodiversas, acompanhadas de um adulto responsável. Com Bruna Pereira.



Serviço:


Inspira – Ações para um Vida Saudável

De 8 a 21 de abril

Grátis

Unidades do Sesc: Capital de Grande São Paulo: 14 Bis, 24 De Maio, Av. Paulista, Bom Retiro, Campo Limpo, Carmo, Casa Verde, Consolação, Florêncio, Galeria, Guarulhos, Itaquera, Mogi Das Cruzes, Osasco, Pompeia, Santana, Santo Amaro, Santo André, São Caetano, Vila Mariana.  Interior e Litoral: Bertioga, Birigui, Campinas, Catanduva, Franca, Jundiaí, Piracicaba, Prudente, Registro, Ribeirão Preto, S. J. Campos, Santos, São Carlos, Sorocaba 

Programação completa em sescsp.org.br/inspira

 

Pesquisa do CEUB revela vulnerabilidades que afetam peso de recém-nascidos no DF

Mesmo com adesão ao pré-natal, infecções, uso de drogas e abandono de tratamento afetam diretamente o peso do bebê


A vulnerabilidade social, a interrupção de tratamentos e o uso de substâncias psicoativas estão entre as principais causas do baixo peso de recém-nascidos, aponta pesquisa de Medicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB). Apesar dos bons índices de cobertura de pré-natal e condições sanitárias nas moradias, 9,35% dos recém-nascidos da pesquisa apresentaram baixo peso ao nascer, índice acima da média nacional – indicando a necessidade de assistência mais humanizada e multiprofissional às gestantes. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 20 milhões de bebês nascem anualmente abaixo do peso ideal, o que representa um em cada sete nascimentos no mundo. "O baixo peso ao nascer (BPN) é uma condição crítica e está relacionado ao aumento da mortalidade neonatal, além de complicações a longo prazo como hipertensão e problemas de desenvolvimento", explica a estudante de Medicina do CEUB responsável pela pesquisa, Ádria Nascimento. 

O estudo englobou amostra qualitativa com 81 puérperas e 87 recém-nascidos de um hospital da rede pública do Distrito Federal, dos quais seis evoluíram para óbito. O levantamento foi realizado com base em prontuários eletrônicos, e entrevistas com as mães e cartão da gestante, avaliando variáveis como idade, cor/raça, escolaridade, situação conjugal, ocupação, renda, condições de moradia, local e número de consultas de pré-natal, além de antecedentes obstétricos. 

Entre os fatores identificados como determinantes para o baixo peso na região, na amostra investigada, estão a questão social das gestantes, especialmente aquelas residentes em áreas periféricas do DF, como Estrutural e Sol Nascente, e o uso de substâncias como álcool, fumo e outras drogas ilícitas (36,15%). A amostra aponta ainda que o pré-natal foi realizado por 93,83% das participantes, com 65,43% delas realizando ao menos seis consultas, a maioria na rede pública. 

Apesar dos bons índices de cobertura pré-natal, boas condições sanitárias das moradias e bons índices de escolaridade (> 9 anos), o estudo aponta a influência das principais intercorrências relatadas pelas gestantes, como infecções (39,51%), principalmente do trato urinário, seguidas por casos de hipertensão (17,28%). “Um dado preocupante foi a interrupção espontânea do tratamento medicamentoso por 30,86% das mulheres, mesmo com prescrição para 92,59% delas durante o acompanhamento.” Ressaltando que a suspensão do medicamento antes do prazo indicado pode comprometer severamente o tratamento, trazendo riscos à saúde da mãe e do bebê.
 

Aspectos psicossociais e implicações para a saúde pública

Fabiana Xavier Cartaxo Salgado, orientadora da pesquisa e professora de Medicina do CEUB, ressalta que os resultados apontam para uma necessidade urgente de intervenção nos aspectos psicossociais das gestantes. "Os achados demonstram que variáveis aparentemente favoráveis, como boa escolaridade, situação conjugal estável, bons resultados de condições sanitárias nas moradias e os bons índices do acompanhamento pré-natal, (considerando o número de consultas mínimas recomendadas), não foram suficientes para reduzir o índice de baixo peso. Portanto, é preciso uma abordagem mais integral e individualizada", afirma. 

A pesquisa recomenda a implementação de políticas públicas mais robustas, com ações educativas, acompanhamento mais próximo das gestantes em situação de vulnerabilidade e qualificação periódica das equipes de saúde. "Essas medidas são essenciais para assegurar uma assistência humanizada, integral e efetiva, reduzindo os riscos associados ao baixo peso e prematuridade neonatal", acrescenta a docente do CEUB. “O acompanhamento mais estreito dos grupos mais vulneráveis, com a promoção do letramento em saúde, poderia identificar e intervir nas fragilidades identificadas no estudo, resultando em uma assistência pré, intra e pós-natal multiprofissional, humanizada e qualificada”, completa Ádria.


Dia Mundial da Saúde: O papel da dermatologia para o bem-estar integral do paciente

Sociedade Brasileira de Dermatologia reflete sobre a importância da especialidade para a saúde física e mental do indivíduo 
 

No Dia Mundial da Saúde, celebrado anualmente em 7 de abril, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promove uma reflexão sobre os diversos aspectos que envolvem a saúde integral do ser humano. A entidade alerta que entre os diferentes campos da medicina, a dermatologia desempenha um papel essencial, não apenas no cuidado da pele, mas também na promoção do bem-estar geral do paciente. 

De acordo com Dr. Carlos Barcaui, presidente da SBD, a data é uma oportunidade para reforçar a importância da saúde da pele, o maior órgão do corpo humano. “A pele desempenha funções essenciais e pode refletir precocemente sinais de doenças sistêmicas. Associar a dermatologia à saúde integral significa reforçar nosso compromisso com a prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado das doenças dermatológicas”, afirma o médico dermatologista. 

A especialidade não trata apenas condições como acne, eczema, psoríase e câncer de pele, mas também atua como ferramenta de medicina preventiva, identificando doenças que se manifestam na pele, unhas e cabelos antes que sintomas sistêmicos apareçam. "Do rastreamento do câncer de pele à detecção de sinais cutâneos de doenças metabólicas, infecciosas e autoimunes, o dermatologista é um aliado estratégico na promoção da saúde", completa Dr. Barcaui. 

A observação atenta da pele é crucial para a detecção precoce de câncer de pele e outras condições. Alterações como manchas que coçam, descamam ou sangram; feridas que não cicatrizam; e mudanças em pintas ou sinais existentes devem ser investigadas. A identificação precoce e tratamento eficaz, aumentam significativamente as chances de cura, especialmente no caso do câncer de pele. 

Além disso, o uso de alguns medicamentos pode provocar reações alérgicas na pele, causando desde manchas vermelhas até bolhas e feridas graves, que podem necessitar de internação hospitalar. “O dermatologista diagnostica e trata essas reações, muitas vezes provocadas por medicamentos prescritos por outras especialidades, mostrando a importância de uma atuação integrada,” explica Dra. Juliana Kida, membro da diretoria da SBD. 

A área também contribui para o envelhecimento saudável. Dra. Juliana destaca a importância da hidratação da pele, fotoproteção e tratamentos antienvelhecimento para minimizar os efeitos do tempo. “Hoje, com as tecnologias disponíveis, o dermatologista pode melhorar rugas, manchas senis e estimular a produção de colágeno, retardando os efeitos do envelhecimento e promovendo a autoestima e o bem-estar do paciente”, afirma.
 

Saúde mental e a dermatologia  

Doenças dermatológicas podem afetar a autoestima e causar transtornos emocionais. Dra. Regina Carneiro, secretária-geral da SBD, aponta que condições como acne, rosácea e psoríase muitas vezes levam a ansiedade e depressão devido ao impacto na aparência. "Isso pode fazer com que pacientes com doenças dermatológicas enfrentem desafios emocionais significativos”, destaca ela. 

O tratamento dermatológico, ao aliviar esses sintomas tem um impacto direto na saúde psicológica. “Quando o paciente melhora fisicamente, há um reflexo positivo em sua saúde mental. O cuidado com a pele também está ligado à autoestima e ao autocuidado, fatores essenciais para o bem-estar emocional”, explica Dra. Regina.

 

Pele como indicativo de doenças sistêmicas  

A pele, além de sua função de proteção, pode refletir o estado geral de saúde do corpo. Segundo Dr. Sérgio Palma, membro da diretoria da SBD, problemas dermatológicos podem ser sinais de doenças internas, como distúrbios hormonais, autoimunes e metabólicos. 

“A pele é a maior barreira física e imunológica do organismo. Sua camada mais externa impede a entrada de microrganismos e a perda de água. O pH da pele é levemente ácido (4,6 a 5,8), o que é importante para adequadas atividades antibacteriana, fungicida, constituição da função de barreira, bem como estruturação e maturação do estrato córneo. Células imunológicas na pele, como os linfócitos T e os mastócitos, atuam na defesa do corpo, enquanto a melanina protege contra a radiação UV”, explica. 

Doenças autoimunes, como lúpus, esclerodermia e dermatomiosite, podem se manifestar na pele com erupções cutâneas e alterações visíveis. Distúrbios hormonais, como hipotireoidismo e diabetes, também geram sinais cutâneos que demandam atenção. A detecção precoce desses sinais é fundamental para um diagnóstico rápido e tratamento adequado. 

“O acompanhamento dermatológico adequado previne complicações, melhora a qualidade de vida e contribui para o bem-estar físico e emocional. No Dia Mundial da Saúde, é fundamental refletir sobre a importância dessa especialidade para a promoção da saúde global”, diz Dr. Sérgio. 

Para mais informações sobre cuidados com a pele, acesse as redes sociais @dermatologiasbd ou o site www.sbd.org.br. Encontre um especialista associado à SBD em sua região e cuide de sua saúde integral.


Câncer foi a segunda principal causa de morte no Brasil em 2024

Crédito da foto: Imagem gerada por IA

Especialista da Santa Casa de São José dos Campos reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce


O câncer é uma das principais causas de morte no Brasil. De acordo com o painel de monitoramento da mortalidade do Ministério da Saúde, até setembro de 2024, os tumores (neoplasias) de todas as naturezas foram a segunda principal causa de óbitos no país, com 157.747 mortes, ficando atrás apenas das doenças cardíacas. 

Porém, em algumas regiões do Brasil, o câncer já é a principal causa de morte. Um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas e a Universidade Federal de Uberlândia, analisou dados de 5.570 municípios brasileiros fornecidos pelo Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) entre 2000 e 2019. Os resultados, publicados no The Lancet Regional Health – Americas, mostram que, nesse período, as taxas de mortalidade por doenças cardiovasculares caíram em 25 dos 27 estados, enquanto as de câncer cresceram em 15. O número de municípios onde o câncer é a principal causa de morte quase dobrou, passando de 7% para 13%. 

O Dia Mundial de Luta Contra o Câncer, celebrado em 8 de abril, tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. O coordenador do setor de oncologia da Santa Casa de São José dos Campos, André Prestes, destaca que fatores como envelhecimento populacional, estilo de vida, sedentarismo e obesidade influenciam o aumento dos casos. "Adotar uma rotina saudável é fundamental e pode reduzir o risco de desenvolver a doença em até 30%", afirma. 

Entre os principais tipos de câncer, destacam-se os do sistema digestivo, responsáveis por um terço das vítimas (51.337 mortes). Os cânceres de cólon (9.942), estômago (8.964) e pâncreas (8.481) estão entre os mais comuns. Embora exames de rastreamento, como a colonoscopia, estejam disponíveis, muitos casos de câncer de cólon e estômago ainda são diagnosticados tardiamente devido à ausência de sintomas evidentes nas fases iniciais. O câncer de pâncreas, por sua vez, evolui de forma silenciosa e apresenta sintomas apenas em estágios avançados. Além disso, sua localização dificulta o diagnóstico precoce, resultando em uma taxa de sobrevida reduzida. 

Fora do sistema digestório, o câncer de pulmão e de órgãos do sistema respiratório é o mais letal, com 22.853 mortes registradas ao longo do ano. Já os tipos mais incidentes variam conforme o gênero: o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, enquanto o de próstata lidera entre os homens. 

Diversos fatores podem aumentar o risco de desenvolver câncer, incluindo histórico familiar, exposição a agentes cancerígenos como fumo e consumo excessivo de álcool, dieta rica em alimentos ultraprocessados, sedentarismo e obesidade. Além disso, infecções causadas por vírus, como HPV e hepatites B e C, também podem estar associadas ao desenvolvimento da doença. 

A prevenção do câncer envolve a adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, rica em frutas, legumes e fibras, prática regular de exercícios físicos, não fumar, evitar o consumo excessivo de álcool e manter o peso adequado. A vacinação contra HPV e hepatite B também é uma medida importante para reduzir os riscos de alguns tipos de câncer. O acompanhamento médico regular é essencial para o diagnóstico precoce. "Muitas vezes, o câncer se manifesta silenciosamente e, quando aparece algum sintoma, a doença já está em um estágio avançado, em que não há muito o que fazer. Por isso, é fundamental realizar, ao menos uma vez por ano, uma avaliação com um especialista", ressalta Prestes.

 

Santa Casa de São José dos Campos



Dia Mundial da Saúde integrativa: não existe saúde, sem saúde mental


O Dia Mundial da Saúde é uma oportunidade para aumentar a visibilidade sobre as prioridades nos cuidados da saúde em uma perspectiva global. Por muito tempo, o conceito de saúde esteve atrelado à ausência de doenças físicas, porém atualmente há uma valorização do conceito mais amplo de bem-estar, considerando o equilíbrio entre saúde física, mental, emocional, social e até espiritual. O dia é celebrado no dia 7 de abril, mesma data de fundação da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Informar e sensibilizar a população sobre uma visão mais abrangente da saúde e questões relativas à qualidade de vida e aos diversos fatores que podem afetar a saúde em sua totalidade reforçam o conceito da própria OMS: “a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”. 

De acordo com o Informe de Saúde Mental da OMS, transtornos como depressão e ansiedade afetam cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo, mas apenas uma parcela recebe o tratamento adequado. Isso acontece porque muitas vezes os sintomas são invisíveis ou subestimados, dificultando o diagnóstico e o cuidado adequados, além do estigma e discriminação que ainda existem neste cenário. 

A boa notícia é que há um movimento crescente de conscientização. Cada vez mais, empresas, profissionais de saúde e políticas públicas estão adotando uma abordagem integrada para a saúde. Estratégias como a prática regular de exercícios físicos, a alimentação equilibrada, cuidar da espiritualidade e conexões sociais podem fortalecer a resiliência emocional, senso de propósito e ajudam a construir um bem-estar duradouro. 

É essencial lembrar que cuidar da mente é também cuidar do corpo. Vamos aproveitar essa data para refletir sobre nossos hábitos e buscar um estilo de vida que valorize todas as dimensões do nosso bem-estar.  

 


Dra. Rafaela Silva (CRM SP:152731 | RQE Nº39926), Gerente Médica da Lundbeck Brasil, uma empresa farmacêutica global dedicada às doenças do cérebro que atua em pesquisa e desenvolvimento de tratamentos inovadores para condições psiquiátricas e neurológicas, incluindo as doenças neuro-raras. A Lundbeck investe em estudos clínicos, pesquisas para novas terapias e colabora com instituições de pesquisa e organizações de pacientes.


Dia Mundial da Atividade Física: Sedentarismo cresce e preocupa; especialista indica atividades que podem ser feitas

Professor destaca os riscos e reforça a importância de hábitos saudáveis para garantir mais qualidade de vida 

 

No Dia Mundial da Atividade Física, comemorado em 6 de abril, chama a atenção os riscos do sedentarismo e a importância de uma rotina ativa para a saúde. Se, no passado, o movimento era essencial para a sobrevivência humana, hoje a modernização e a automação têm reduzido drasticamente a quantidade de esforço físico realizado no dia a dia. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o sedentarismo é um dos principais fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares. Estudos apontam que mais de um quarto da população mundial não atinge os níveis recomendados de atividade física. Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que cerca de 47% dos brasileiros estão sedentários; entre os jovens, o número é ainda mais alarmante, chegando a 84%. 

Diante desse cenário, profissionais de Educação Física desempenham um papel fundamental na orientação e incentivo à prática regular de exercícios. "Desde os primórdios, o movimento esteve presente na vida dos seres humanos. Ser ativo fisicamente era uma necessidade de sobrevivência", explica Luis Veneziani, professor do curso de Educação Física da Faculdade Anhanguera. 

Ele destaca que "as características da vida moderna são extremamente diferentes desse passado. Hoje, a automação e o desenvolvimento tecnológico colocam em risco a integridade física dos humanos, pois a comodidade e a facilidade são predominantes".

Veneziani reforça que as possibilidades de atividades físicas são vastas, indo além da academia tradicional. "Brincadeiras, jogos, dança, esportes individuais e coletivos, esportes adaptados, desenvolvimento de materiais esportivos e eventos de participação e competição são planejados para que as pessoas possam vivenciar experiências transformadoras", pontua.

Adotar uma rotina de exercícios físicos pode ser desafiador, mas Luis Veneziani alerta que a saúde deve ser uma prioridade. "A Educação Física tem se desenvolvido cientificamente e apresenta evidências concretas sobre os benefícios da atividade regular para a saúde e longevidade", reforça.

"Cuidar do corpo é um ato de responsabilidade e autocuidado. Pequenas mudanças diárias podem trazer grandes impactos para a qualidade de vida", finaliza Veneziani.


Dia Mundial da Saúde: Como manter e ganhar massa muscular após os 50 anos

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Com a combinação certa de treinamento, nutrição e acompanhamento médico, é possível preservar e fortalecer os músculos para um envelhecimento mais ativo e saudável

 

No dia 7 de abril, celebramos o Dia Mundial da Saúde, um momento oportuno para refletir sbre a importância da saúde muscular, especialmente após os 50 anos. O Dr. Adriano Leonardi, referência em Ortopedia do Joelho e Medicina do Esporte no Brasil, alerta que a perda de massa muscular, conhecida como sarcopenia, pode comprometer significativamente a qualidade de vida e a longevidade, mas há estratégias eficazes para preveni-la e revertê-la. 

"A partir dos 40 anos, começamos a perder entre 0,5% e 1% da fibra muscular por ano e de 1% a 3% da força, o que leva à sarcopenia. Esse quadro se agrava na ausência de atividade física e na presença de doenças crônicas", explica o Dr. Leonardi. Fatores como o uso de corticoides, remédios para colesterol, sedentarismo e perda hormonal aceleram essa deterioração muscular. 

De acordo com o especialista, a chave está em um treinamento bem estruturado. "O planejamento deve incluir treinos de força, aeróbicos, equilíbrio, flexibilidade e mobilidade articular ao longo da semana. Além disso, exames médicos regulares, como ergometria e ergospirometria, são fundamentais para acompanhar a performance e adaptar os exercícios", orienta. 

Outro pilar essencial é a nutrição. "A alimentação precisa acompanhar o aumento do gasto energético, garantindo a reposição proteica adequada para maximizar os resultados", acrescenta o ortopedista. 

A sarcopenia tem influência genética, mas o impacto pode ser minimizado com um estilo de vida ativo. "A perda muscular reduz o metabolismo e a produção de miocinas, hormônios que protegem contra doenças como Alzheimer, Parkinson, câncer, diabetes e problemas cardiovasculares", afirma o Dr. Leonardi. "Além disso, indivíduos com pouca reserva muscular tendem a ter menor resistência durante internações hospitalares, aumentando o risco de complicações e até óbito." 

É fundamental que o treino de força seja adaptado conforme a idade, sexo e nível prévio de atividade física. Além disso, exames cardiológicos, como eletrocardiograma e ultrassonografia de carótidas, ajudam a garantir a segurança do treinamento. 

A nutrição adequada complementa o treinamento de força. "A ingestão proteica deve variar entre 0,8 a 1,2 gramas por quilo de peso corporal. Além disso, a creatina, em doses de 3 a 5 gramas ao dia, e suplementos como Coenzima Q10 e Beta-alanina podem auxiliar na manutenção da força muscular", recomenda o Dr. Leonardi. 

"Se alguém deseja investir para o futuro, além da aposentadoria financeira, deve investir em músculo. Quanto mais massa muscular, melhor a qualidade e a expectativa de vida", finaliza o ortopedista.


No Dia Mundial de Combate ao Câncer: profissionais da saúde e especialistas chamam atenção para os exames de imagem

Tecnologia e biossegurança avançam para tornar o diagnóstico e o tratamento oncológico mais eficazes e seguros

 

No Dia Mundial Contra o Câncer, celebrado em 8 de abril, profissionais da saúde e especialistas reforçam a importância dos exames de imagem como aliados indispensáveis no combate à doença. Esses exames desempenham um papel essencial em todas as fases do cuidado oncológico, desde o diagnóstico inicial até a avaliação da resposta ao tratamento, passando pela detecção de metástases e pelo acompanhamento da progressão da doença. 

Entre as tecnologias mais utilizadas estão a Tomografia Computadorizada (TC) e a Ressonância Magnética (RM). Esses métodos oferecem alta sensibilidade e especificidade, permitindo uma avaliação detalhada de múltiplos órgãos e sistemas. Estudos, como o conduzido por Alessandro Pereira dos Santos (2020), destacam que o uso subsequente de contrastes iodados e à base de gadolínio em pacientes oncológicos têm mostrado segurança em termos de função renal, quando realizados com critérios rigorosos de controle.
 

A tecnologia a serviço da saúde e da biossegurança

Além dos exames propriamente ditos, o uso de injetoras de contrastes e conectores específicos é indispensável para a realização segura dos procedimentos. Nesse contexto, dispositivos multipacientes têm ganhado espaço, mas exigem cuidados rigorosos de biossegurança. De acordo com a Dra. Marcela Padilha, Coordenadora de Desenvolvimento de Produtos e Suporte Clínico da Alko do Brasil – empresa especializada em medicamentos e produtos médicos para diagnósticos por imagem, atendendo hospitais, clínicas e o setor farmacêutico –estudos publicados, como o de Azevedo et al. (2020), comprovam que conectores multipacientes, quando manuseados conforme protocolos específicos, não apresentam risco de contaminação bacteriológica. 

"Os conectores multipacientes precisam seguir padrões bem definidos e regulamentações da Anvisa, como as Resoluções de Diretoria Colegiada (RDC), além de serem respaldados por evidências científicas concretas", explica a Dra. Marcela. O estudo citado avaliou a biossegurança de válvulas antirrefluxo em sistemas de infusão, destacando sua eficácia na prevenção de contaminações.
 

Regulamentações e a responsabilidade dos serviços de saúde

A utilização segura de dispositivos médicos, como o Transfer-Fill e o Patient-Set, em pacientes oncológicos requer não apenas o registro adequado na Anvisa, mas também treinamento técnico e adoção de protocolos baseados em evidências científicas. "Instituições de saúde devem garantir que todos os conectores multipacientes acoplados a equipamentos sejam utilizados conforme as instruções dos fabricantes e as normas vigentes", reforça a especialista. 

Além disso, a adoção de conectores multipacientes, também contribui para a sustentabilidade dos serviços de saúde, desde que respeitem critérios de qualidade e segurança. Como apontado por Azevedo (2018), a eficácia desses dispositivos depende diretamente da aplicação correta dos protocolos de biossegurança, protegendo tanto os pacientes quanto os profissionais de saúde.
 

Exames de imagem como pilar da luta contra o câncer

Neste Dia Mundial Contra o Câncer, a mensagem é clara: o avanço tecnológico deve caminhar ao lado da biossegurança e do cuidado humanizado. Os exames de imagem não apenas auxiliam no diagnóstico precoce, como também oferecem informações cruciais para o planejamento e monitoramento dos tratamentos. Estudos, como os mencionados, reforçam o impacto positivo que a integração entre ciência e prática clínica pode ter na luta contra o câncer. 

Com um olhar atento às regulamentações e à capacitação das equipes, o setor de saúde avança no enfrentamento do câncer, reafirmando que a prevenção e o diagnóstico precoce continuam sendo as principais armas nessa batalha.

 

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