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segunda-feira, 7 de abril de 2025

No Dia Mundial da Saúde, descubra o papel do seu intestino para uma vida mais saudável

Você já ouviu dizer que a saúde e o bem-estar começam de dentro para fora? Pois é totalmente verdade, e o intestino é o grande protagonista dessa história.

 

Conhecido como o “segundo cérebro”, esse órgão não apenas desempenha funções digestivas, mas também impacta diretamente a imunidade, o equilíbrio emocional e até a prevenção de doenças crônicas.

“Vários estudos demonstram que manter a microbiota intestinal equilibrada pode melhorar a qualidade de vida, auxiliando desde a digestão até a saúde mental”, comenta o médico nutrólogo Nataniel Viuniski, especialista em obesidade e membro do Conselho para Assuntos de Nutrição da Herbalife.

 

No Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, descubra como seu intestino funciona e aprenda a cuidar dele para viver melhor.

 

1. Atua na absorção de nutrientes

O intestino é responsável por absorver vitaminas, minerais e outros nutrientes essenciais para o bom funcionamento do corpo. Mas talvez você não saiba que os microrganismos que vivem nele (a microbiota) desempenham um papel fundamental nesse processo.

“Por isso, é essencial manter uma alimentação equilibrada, que favoreça a colonização de microrganismos benéficos, acelerando a absorção de nutrientes essenciais”, explica o médico nutrólogo.

 

O que fazer: Consuma com frequência probióticos para obter benefícios digestivos. Também vale consumir alimentos fermentados, como iogurte, kefir, kombucha, chucrute e picles, que contêm microrganismos vivos benéficos para o intestino.

 

2. Reforça o sistema imunológico

Cerca de 70% das células imunológicas estão no intestino, e a composição da microbiota influencia diretamente a resposta do sistema imune, ajudando a proteger o organismo contra infecções e doenças autoimunes.

 

Mais um motivo para cuidar dos “microrganismos do bem”, não acha?

O que fazer: Inclua fibras prebióticas na sua dieta todos os dias. Elas estão presentes em alimentos como aveia, chia, linhaça e suplementos de fibras, e são um tipo de carboidrato que não é digerido pelo nosso organismo, mas que fermenta no intestino, ajudando a equilibrar a microbiota e trazendo diversos benefícios para a saúde.

 

3. Produz hormônios do bem-estar

O intestino não é apenas um órgão do aparelho digestivo, mas também um grande regulador do humor. Isso porque ele produz cerca de 90% da serotonina do nosso corpo — neurotransmissor conhecido como o hormônio do bem-estar.

 

Essa forte conexão entre a saúde intestinal e o equilíbrio emocional já foi comprovada. Inclusive, segundo uma revisão de estudos publicada na revista Nature, alterações na microbiota intestinal causadas pela alimentação podem estar relacionadas a quadros de ansiedade e depressão.

 

O que fazer: Além de manter uma alimentação saudável, beba bastante água – cerca de 35 ml por quilo de peso ao dia. “O intestino só funciona adequadamente se estiver bem hidratado. Caso contrário, pode surgir um quadro de prisão de ventre e, com ele, o mau humor!”, alerta o nutrólogo.

 

4. Previne inflamações e ajuda no controle do peso

Manter um intestino saudável reduz inflamações sistêmicas, que estão associadas a doenças crônicas como obesidade e diabetes, segundo um estudo publicado nos Arquivos Brasileiros de Endocronologia Metabólica.

O que fazer: Adote um estilo de vida saudável e ativo, pois a prática de exercícios também contribui para o bom funcionamento do intestino. Além disso, tente reduzir o consumo de bebidas alcoólicas. “O álcool pode gerar inflamação ao aumentar a permeabilidade intestinal, permitindo a entrada de toxinas na corrente sanguínea, sobrecarregando o fígado com radicais livres e desregulando o sistema imunológico. Tudo isso leva a um estado inflamatório no organismo”, finaliza o especialista.




Herbalife Ltd.
www.Herbalife.com


BOLETIM DAS RODOVIAS

Castello Branco apresenta lentidão no início desta tarde no sentido capita

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo no início da tarde desta segunda-feira (07).

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330) o tráfego é normal, em ambos os sentidos. Na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), sentido interior, o tráfego é normal, já no sentido capital, motorista encontra lentidão do km 16 ao km 13+360.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

A Rodovia Raposo Tavares (SP-270) apresenta tráfego normal em ambos os sentidos. Na Rodovia Castello Branco (SP-280), o tráfego normal, sentido interior, no sentido capital, o tráfego é lento do km 20 ao km 18 e do km 17 ao km 13+290, pista expressa e marginal.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

Há lentidão do km 20 ao km 16, sentido capital, no sentido interior o tráfego é normal, sem congestionamento.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento


Fundação Florestal do Estado de São Paulo abre inscrições para programa de estágio

 A bolsa-auxílio é de R$937,59 e as inscrições estão abertas até 14 de abril

 

O Centro de Integração Empresa-Escola - CIEE e a Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo abriram as inscrições para o processo seletivo de estágio para estudantes do Ensino Superior. São 69 vagas abertas mais cadastro reserva nas cidades de Águas De Santa Bárbara, Apiaí, Assis, Atibaia, Batatais, Bertioga, Campinas, Cananéia, Caraguatatuba, Cruzeiro, Eldorado, Iguape, Ilhabela, Jaú, Mogi Das Cruzes, Pariquera-Açu, Pedro De Toledo, Peruíbe, Porto Ferreira, Registro, Ribeirão Grande, Rio Claro, São Miguel Arcanjo, São Paulo, Capão Bonito, São Vicente e Ubatuba.

 

Para concorrer é necessário estar matriculado nos cursos de Administração de Empresas, Agronomia, Arquitetura, Ciência da Computação, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Comunicação e Marketing, Design Gráfico, Direito, Engenharia Agronômica, Engenharia Ambiental, Engenharia Civil, Engenharia Florestal, Geografia, Gestão Ambiental, Silvicultura, Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos. A inscrição e provas on-line devem ser realizadas até o dia 14 de abril, até às 12h, através do link: https://pp.ciee.org.br/vitrine/13054/detalhe.

 

Os aprovados e contratados irão cumprir uma jornada de 30 horas semanais com bolsa-auxílio no valor de R$ 937,59. O vale-refeição é de R$ 482,02 mensais com participação do estudante no valor de R$24,10, além do auxílio-transporte de R$220,00 mensais. 

 



CIEE - Centro de Integração Empresa-Escola
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O impacto do saneamento na saúde da população

O saneamento básico é essencial para garantir a saúde e o bem-estar da população. Quando falamos em acesso à água potável e tratamento de esgoto, estamos tratando de um direito fundamental que impacta diretamente na qualidade de vida das pessoas. Porém, infelizmente, milhões de brasileiros ainda vivem sem esses serviços, o que facilita a propagação de doenças e aumenta os gastos com saúde pública. 

A relação entre saneamento e saúde é muito simples: sem água tratada e esgoto adequado, o risco de doenças como diarreia, leptospirose, hepatite A e infecções parasitárias aumenta consideravelmente. Crianças e idosos são os mais afetados, pois têm o sistema imunológico mais sensível. 

Além das doenças diretamente relacionadas à falta de saneamento, outros impactos na saúde são menos evidentes, mas igualmente preocupantes. A presença de esgoto a céu aberto, por exemplo, atrai vetores de doenças como mosquitos e roedores, que podem transmitir dengue, chikungunya, febre amarela e leptospirose. Além disso, a contaminação de rios e lençóis freáticos compromete a qualidade da água utilizada para consumo e agricultura, perpetuando ciclos de contaminação e doenças. 

Desde a aprovação do Novo Marco Legal do Saneamento, em 2020, o Brasil tem um grande desafio pela frente: garantir que até 2033 toda a população tenha acesso à água potável e ao tratamento adequado de esgoto. Para isso, é fundamental investir em soluções inovadoras, como sistemas de reuso de água, tratamento descentralizado de esgoto e tecnologias sustentáveis. São medidas que, além de reduzirem o impacto ambiental, trazem mais eficiência e rapidez para alcançar a universalização do saneamento.

 Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), para cada real investido em saneamento, economizam-se até quatro reais em despesas médicas e hospitalares. Isso significa que investir em infraestrutura básica não é apenas uma questão de saúde, mas também de economia e desenvolvimento. 

No entanto, é importante nos atentarmos a questão da educação sanitária. De nada adianta ampliar a infraestrutura se a população não tiver acesso a informações sobre boas práticas de higiene e descarte correto de resíduos. Campanhas educativas e programas de conscientização são fundamentais para que o saneamento seja efetivo e traga benefícios duradouros à sociedade. 

Garantir que todas as pessoas tenham acesso a saneamento básico é cuidar da saúde da população e do futuro do país. 

Um tratamento de água adequado traz inúmeros benefícios para a população. Além de evitar a propagação de doenças, garante maior segurança alimentar ao fornecer água de qualidade para irrigação e produção de alimentos. Também reduz a contaminação ambiental, preservando rios e mananciais que são fontes essenciais para o abastecimento humano. Com isso, há uma melhoria significativa na qualidade de vida, permitindo que comunidades inteiras vivam com mais dignidade e segurança. 

Com planejamento, investimentos e parcerias estratégicas, podemos transformar essa realidade e construir um Brasil onde ninguém sofra por falta de água limpa e esgoto tratado. Afinal, saneamento é mais do que infraestrutura: é qualidade de vida, dignidade e saúde para todos. 



André Ricardo Telles - CEO da Ecosan, empresa de soluções sustentáveis para o tratamento de água e recuperação de efluentes. Pós-Graduado em Inovação na Universidade CUOA na Itália, com MBA pela FGV, Telles já publicou livros no Vale do Silício pela IBM-USA e está à frente de inovações que transformam desafios ambientais em soluções de engenharia eficientes e sustentáveis.

ECOSAN
https://ecosan.com/


É errando que se aprende, será mesmo?

Na esmagadora maioria das empresas com as quais trabalho, percebo que diversos colaboradores tem medo de errar quando estão realizando alguma tarefa, diante do receio de serem repreendidos (na frente dos colegas ou não) e até mesmo serem demitidos da empresa ou, no mínimo, serem taxados e rotulados. O ponto é que, esse medo pode ser paralisador e impedir que ao menos tentem fazer o que pretendiam inicialmente: propor uma nova ação, sugerir um novo direcionamento ou apenas dar uma ideia.

Dados de uma pesquisa feita pela Pulses, plataforma de soluções de clima organizacional, apontam que 54% dos colaboradores que foram entrevistados acreditam que irão sofrer algum tipo de represálias caso cometam falhas na empresa. A pesquisa contou com a participação de mais de 2 mil respondentes de empresas de diferentes portes e segmentos e teve como objetivo avaliar a existência de segurança psicológica nas organizações.

Os dados mostrados na pesquisa vão diretamente ao encontro do que eu estou falando. E neste sentido, sinto que é papel da gestão criar um ambiente de trabalho seguro nas empresas, onde os colaboradores sintam que podem compartilhar e trocar informações sem julgamentos. Tenho certeza que essa mobilização por parte da liderança vai impactar de forma positiva os integrantes do time, que irão tentar e - errar - mais.

Por essa razão, recomendo a adoção de uma gestão por OKRs - Objectives and Key Results (Objetivos e Resultados Chaves) -, pois vai possibilitar que os colaboradores tenham mais espaço e mais autonomia para realizarem suas tarefas e até mesmo para cometerem erros, e isso vai possibilitar que se alcance resultados melhores do que o esperado, para além do que se planejou.

Neste sentido, se um processo é bem conhecido e dominado dentro da empresa, de fato devemos ter pouca margem de erro. Agora, se estamos tentando alguma coisa nova, mesmo que seja para um processo bem conhecido, o erro é bem vindo, de certa maneira, porque vamos passar a conhecer algumas maneiras de não fazer e, se documentarmos adequadamente, os próximos que vierem não precisarão cometer os mesmos erros.

Então, quando são erros diferentes, pode significar que possibilidades distintas estão sendo testadas, o que é um bom sinal. Conhece o método de ‘tentativa e erro’? Muitas vezes, esse pode ser o melhor caminho para gerar um aprendizado para toda e equipe, e ao utilizar a ferramenta do OKRs, garantir que estejam sempre trabalhando por resultados, com foco e clareza para obter o sucesso desejado.
 



Pedro Signorelli - um dos maiores especialistas do Brasil em gestão, com ênfase em OKRs. Já movimentou com seus projetos mais de R$ 2 bi e é responsável, dentre outros, pelo case da Nextel, maior e mais rápida implementação da ferramenta nas Américas. Mais informações acesse: http://www.gestaopragmatica.com.br/


Dia do autismo: o que falta para que as crianças com deficiência e suas famílias sejam vistas como cidadãs?

A série polonesa As Mães dos Pinguins, disponível na Netflix, é mais do que um retrato sensível da maternidade: é um convite à reflexão sobre inclusão, preconceitos e os desafios enfrentados por famílias de crianças com deficiência. A produção acompanha quatro mães cujos filhos possuem diferentes condições, como Transtorno do Espectro Autista (TEA), Síndrome de Down e doenças raras, revelando não apenas as dificuldades do dia a dia, mas também a luta constante por direitos e por uma sociedade mais acolhedora.

O título já carrega uma metáfora poderosa. Os pinguins, apesar de serem aves, não voam, mas encontraram uma maneira única de sobreviver e se adaptar ao ambiente. Além disso, são conhecidos pelo instinto de proteção e pelo trabalho em grupo para garantir o bem-estar dos mais frágeis. Essa analogia nos leva a um questionamento essencial: será que nossa sociedade tem se comportado como uma colônia de pinguins, protegendo e acolhendo aqueles que mais precisam?

No Brasil, segundo a Pnad Contínua do IBGE (2022), há cerca de 760 mil crianças de dois a nove anos com algum tipo de deficiência. Esse número salta para 1,7 milhão ao considerarmos adolescentes de até 19 anos. Além disso, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) estima que 1 em cada 36 crianças seja diagnosticada com TEA, o que representa cerca de 5,6 milhões de brasileiros no espectro.

Como se pode perceber, nossa população de pequenos pinguins tem uma grande representatividade no país quando tratamos de números, mas não como pessoas. O que vemos é um cenário em que a inclusão ainda se restringe ao discurso. Acessibilidade não se resume a rampas e banheiros adaptados; trata-se de criar um ambiente onde todas as pessoas possam conviver sem barreiras físicas ou sociais. Na série, fica evidente que o preconceito é um dos principais obstáculos enfrentados por essas mães. Elas precisam lidar com olhares de reprovação, falta de suporte adequado e políticas públicas ineficazes.

O setor privado ainda enxerga a inclusão como um custo, e não como uma oportunidade de atender a um público consumidor que também precisa de produtos e serviços adaptados. Um simples detalhe, como um ambiente sem luzes fortes ou sons intensos, pode ser a diferença entre uma experiência tranquila ou um episódio de sobrecarga sensorial para uma criança autista.

No sistema educacional, a situação também é preocupante. Muitas escolas aceitam matrículas de alunos com deficiência apenas para cumprir a legislação, mas não oferecem suporte adequado. Em As Mães dos Pinguins, vemos como o despreparo das instituições pode isolar ainda mais essas crianças. Por mais que as escolas tentem parecer inclusivas, faltam profissionais capacitados para lidar com as diferenças e não é incomum que os pequenos fiquem isolados uns dos outros sem participar das tarefas didáticas ou recreativas.

Pior, são tratados de forma diferenciada, são diminuídos e incompreendidos. As famílias que contam com melhores condições financeiras contratam Acompanhantes Terapêuticos (ATs) para ficarem com seus filhos na escola. Mas, até isso é polêmico. Enquanto algumas instituições de ensino exigem o AT, outras não permitem sua presença em sala de aula. Para as famílias de classe mais baixa, não há opção e resta apenas agradecer que a escola aceite a matrícula e não expulse a criança.

As políticas governamentais tampouco são diferentes. Vide a recente mudança no Benefício de Prestação Continuada (BPC), que demonstrou o retrocesso de uma política pública que já é aplicada de maneira equivocada. O BPC só chegava a alguns poucos grupos, pois a maioria não conseguia cumprir os requisitos. Existem, por exemplo, critérios que são subjetivos, como a questão da moradia. Se a pessoa que necessita do BPC mora em um imóvel emprestado pela família, por exemplo, mas que está localizado em uma região considerada nobre, mesmo morando "de favor" o Estado entende que tem dinheiro e rejeita o benefício.

Tratar o BPC tão friamente como mais uma despesa que aumenta o déficit fiscal é algo estarrecedor. Quantas mulheres não se veem obrigadas a abrir mão de sua vida profissional e até pessoal para se dedicarem completamente ao cuidado de seus filhos? Quantas profissionais fazem jornadas exaustivas para cuidar de seu pinguim ao mesmo tempo que tentam pagar as contas?  São apenas uma fraude do BPC?

Até no quesito profissional. Quantas empresas têm a sensibilidade de incorporar uma jornada adequada a uma mãe de um pinguim que permita a ela trabalhar e cuidar desta pessoa, que muitas vezes já é um adulto?

A série emociona ao mostrar que, para além das estatísticas, estamos falando de seres humanos que merecem respeito e dignidade. Em uma das cenas mais marcantes, o pequeno Michal, que tem atrofia muscular, confessa à mãe: "Eu tinha medo de você não ser mais feliz depois que eu nasci." A frase resume o peso do capacitismo em nossa sociedade.

Sim, tratamos nossos pequenos pinguins como números. Seja por capacitismo ou pela falta de empatia, retiramos deles e de seus pais a possibilidade de conviver em sociedade sem se sentirem diferentes ou indesejados e tornamos tudo mais difícil. Mas, o mundo neurodiverso demonstra como a mente humana é poderosa. Quando olhamos as pessoas TEAs, por exemplo, vemos níveis diferentes de suporte e o mesmo indivíduo pode transitar entre eles. Muitos têm superdotação e hiper focos que os tornam grandes especialistas. Mas simplesmente esquecemos estas características únicas.

Se queremos ser uma sociedade verdadeiramente inclusiva, precisamos mudar essa mentalidade. É urgente que empresas, escolas e políticas públicas deixem de enxergar essas crianças apenas como estatísticas e passem a reconhecê-las como cidadãos plenos, com direitos e necessidades que vão muito além de adaptações básicas. A acessibilidade deve ser pensada de maneira ampla, envolvendo desde infraestrutura até treinamento e acolhimento humano.

Nossos pequenos pinguins não precisam de compaixão, mas sim de respeito, oportunidades e de uma sociedade que os aceite como são. Vou além, eles precisam ser olhados como comuns e capazes, dentro daquilo que são capazes, e acreditem, há tantas capacidades ali recolhidas que apenas quem se permite consegue ter a oportunidade de assistir e aprender. 

Como sociedade, temos a chance de sermos mais como os pinguins: cuidar uns dos outros, garantir que ninguém seja deixado para trás e construir um mundo onde todas as crianças, com ou sem deficiência, possam crescer sabendo que são amadas, aceitas e respeitadas.

Cabe a nós decidir se continuaremos a medir a inclusão em números frios ou se finalmente enxergaremos essas pessoas (sejam crianças ou adultos portadores de deficiência), bem como suas famílias como parte essencial do mundo que queremos construir. Nós existimos, vamos continuar existindo e crescendo dentro de nossos grupos, com sede de mais oportunidades, empatia e compreensão.

Este “mundo de pinguins” traz enormes desafios aos familiares, surpresas rotineiras que não fomos educados a saber como lidar, mas cada um deles nos faz mais fortes, mais completos, mais empáticos e agradecidos por ter a honra de compartilhar esses momentos. Cada um deles é recheado de um amor sem igual que nos ensina o quão inferiores somos quando nos comparamos a eles. Eles que, dentro de seu mundo, conseguem fazer tudo de forma genuína, verdadeira, profunda e sem rodeios e demagogia, que tanto nos acostumamos no dito “mundo dos normais”. 



Valmir de Souza - CEO da Biomob, startup especializada em soluções de acessibilidade e consultoria para projetos sociais


Levantamento inédito aponta que quase metade das apólices de seguro de vida são contratadas por mulheres

Getty Images
Refletindo o aumento da presença feminina em decisões de planejamento financeiro, dados da Azos mostram que 41,7% das contratações já são feitas por mulheres


A participação das mulheres nas decisões econômicas dos lares tem crescido, refletindo uma maior preocupação com planejamento e segurança. Para ilustrar esse movimento, de acordo com um levantamento inédito realizado pela Azos, insurtech referência em seguro de vida, 41,74% das apólices são contratadas por mulheres, indicando uma crescente preocupação desse público com a segurança financeira diante de imprevistos. 

Para reforçar esse panorama de crescimento em preocupação financeira, uma pesquisa do Serasa realizada em 2023 apontou que 93% das mulheres participam ativamente da gestão financeira familiar, consolidando um novo cenário em que planejamento e estabilidade econômica ganham ainda mais importância. 

Ao mesmo tempo, dados do Censo Demográfico de 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que cerca de um terço dos domicílios no Brasil chefiados por mulheres são formados por mães solo, sem a presença de um cônjuge. Esse grupo representa aproximadamente 10,3 milhões de lares, evidenciando a crescente preocupação com a segurança financeira dessas famílias.

Dessa forma, o seguro de vida tem se tornado uma alternativa essencial não apenas para garantir recursos em caso de falecimento, mas também para cobrir despesas com doenças graves, acidentes e incapacidades. A ampliação dos serviços oferecidos pelas empresas de seguros inclui coberturas para tratamentos médicos, indenizações por afastamento temporário e suporte financeiro para momentos críticos, agregando ainda mais valor à proteção.

Marília Lacerda, Diretora de Marketing da Azos, destaca que esse fenômeno reflete uma mudança de mentalidade em relação à segurança financeira. "Temos percebido um aumento significativo na contratação de seguros de vida por mulheres ano após ano. Esse crescimento reflete uma conscientização cada vez maior sobre a importância da segurança financeira e do planejamento para o futuro, e até memso um acesso maior possibilitado por preços mais acessíveis no mercado, especialmente em um cenário onde muitas delas assumem a principal responsabilidade econômica da família. A busca por esse tipo de proteção mostra não apenas uma preocupação com os entes queridos, mas também uma busca por autonomia e independência financeira para lidar com imprevistos e garantir estabilidade a longo prazo.", reforça Marília.



Entre endividamento e gestão financeira

Embora as mulheres tenham conquistado mais espaço nas decisões financeiras, a jornada rumo à independência econômica ainda enfrenta desafios. Um estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC), divulgado no último Dia Internacional da Mulher, revelou que 80% das mulheres brasileiras estão endividadas. Esse cenário ressalta a necessidade de planejamento financeiro e acesso a produtos que ofereçam suporte a longo prazo.

Ao mesmo tempo, as mulheres estão se tornando mais ativas no mercado financeiro. Atualmente, elas representam 25% do total de investidores na Bolsa de Valores, com mais de 1,5 milhão de CPFs cadastrados. Segundo a B3, as novas investidoras registraram, no último ano, um saldo médio em renda variável três vezes maior do que os homens: R$ 26 mil contra R$ 9,8 mil.

“O seguro de vida vai além da proteção para casos de falecimento. Hoje, ele também auxilia em despesas médicas, tratamento de doenças graves e outros imprevistos. No contexto atual, em que muitas mulheres são responsáveis pelo sustento da família, essa segurança financeira se torna ainda mais relevante”, finaliza Marília.

Com a crescente presença feminina no mercado segurador e um cenário econômico que demanda cada vez mais planejamento, a tendência é que a adesão das mulheres aos seguros de vida continue aumentando nos próximos anos, consolidando um novo olhar sobre segurança e independência financeira.

 

IRPF

 Seguro de vida é isento, mas indenizações devem ser informadas à Receita Federal

Declaração do IRPF deve ser realizada até o dia 30 de maio de 2025

 

Com o início do prazo para a entrega da Declaração do Imposto de Renda de 2025 (IRPF), que começou em 17 de março e vai até 30 de maio, muitas dúvidas surgem sobre a necessidade de informar determinados serviços financeiros, como o seguro de vida.


Embora o seguro seja um produto voltado para a proteção financeira, ele não precisa ser informado na declaração do IRPF, pois não é considerado um bem ou rendimento tributável pela Receita Federal. Além disso, o valor pago mensalmente, conhecido como prêmio, não é passível de dedução.


No entanto, os valores recebidos como indenização de seguro de vida precisam ser declarados, caso o contribuinte esteja dentro da faixa de obrigatoriedade da Receita Federal. Isso é importante para que a Receita identifique a origem do recurso, a fim de evitar que a pessoa caia na malha fiscal devido a inconsistências na prestação de contas.


“O seguro de vida é um instrumento de proteção essencial para indivíduos e famílias, e sua importância é reconhecida inclusive pela Receita Federal, que o isenta de tributação”, declara José Luiz Florippes, Diretor de Vendas de Seguros da Omint.


O cenário muda somente no caso de seguros resgatáveis. Nessa classificação, a quantia recebida após resgatar os valores disponíveis do seguro precisa ser declarada, assim como as indenizações, mas será considerada para a base de cálculo do imposto, podendo ser tributada. Isso porque essa ação é considerada uma alternativa para rentabilizar o capital.



Como declarar indenizações de seguro de vida


Se o contribuinte recebeu valores de indenizações do seguro de vida e se enquadra na obrigatoriedade de declarar, deve informá-los corretamente à Receita Federal, especificando a origem do recurso. A informação deve constar na ficha de "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis".


Por meio do site oficial, a Receita Federal informa que há três maneiras de realizar a declaração:


·       Por meio do Programa IRPF 2025, disponível para download no computador;


·       Via aplicativo “Meu Imposto de Renda” para smartphones e tablets, disponível na App Store ou Google Play;


·       Ou online pelo serviço “Meu Imposto de Renda”, disponível no Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC).


Para eventuais dúvidas sobre a declaração do imposto de renda, confira as informações no site oficial da Receita Federal.

 


Omint Seguros



Dignidade no trabalho piora: como o RH pode reverter esse cenário?

Todos os profissionais têm o direito de trabalhar em um ambiente digno, seguro e respeitoso, com condições adequadas para exercerem suas funções com excelência. No entanto, na prática, esse cenário ainda está longe de ser realidade para muitos. Segundo dados recentes da Accenture, apenas 29% dos funcionarios confiam que seus líderes realmente priorizam esses pilares, o que pode comprometer diretamente o bem-estar e a produtividade das equipes.

Essa realidade é ainda mais acentuada nas relações informais de trabalho, onde a ausência de vínculo empregatício abre brechas para que empregadores deixem de seguir até mesmo os direitos mais básicos previstos em lei. No Brasil, dados do IBGE mostram que 39,5 milhões de pessoas atuam sem carteira assinada ou CNPJ, o que impacta diretamente suas garantias profissionais e sociais.

Nesse cenário, como o RH pode atuar para garantir ambientes saudáveis e seguros, mesmo em relações informais? A resposta passa por ações estratégicas, empatia e compromisso com a valorização do ser humano. Descubra abaixo:

#1 Tenha e fomente políticas claras e inclusivas: as leis trabalhistas são claras ao determinar o dever de toda contratante em garantir a segurança, integridade e dignidade dos colaboradores, mas, muitas abdicam dessa responsabilidade com seus profissionais terceirizados. O RH, neste caso, pode adotar uma postura bastante proativa de disseminar essas determinações legais nas políticas internas, compartilhando os direitos dos profissionais para que sejam reivindicados. Afinal, se entendemos nossos direitos, temos segurança em buscar por eles.

#2 Reforce a saúde física e mental: a negligência à saúde do profissional sai bem cara. Para as contratantes, que terão que arcar com os danos gerados pelo prejuízo ao bem-estar físico e emocional de seus times. Aos próprios trabalhadores, deverão ter o cuidado devido com qualquer problema ocupacional ou mental adquirido em sua função. É dever de toda empresa prezar pela saúde de suas equipes, algo que o RH também deve garantir como parte indispensável da dignidade de cada um.

#3 Garanta a liberdade de expressão: todos nós queremos – e devemos – ser ouvidos. A liberdade de expressão também precisa ser garantida pelo departamento de recursos humanos neste objetivo maior da manutenção da dignidade profissional, fazendo com que cada trabalhador tenha voz ativa dentro da empresa sem medo de represália.

#4 Assegure o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal: segundo dados da Accenture, 52% das pessoas valorizam o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal acima de tudo – algo que não pode ser deixado de lado no cenário atual. Além dessa integração precisar estar presente nas políticas corporativas, o RH pode reforçá-la para que se torne realidade de forma igual entre todos, evitando sobrecargas e prejuízos no bem-estar individual.

#5 Valorize os times: pode parecer um tema batido, mas os feedbacks são práticas essenciais para a satisfação interna. Reconheça o desempenho e as contribuições de cada um, valorizando suas conquistas e criando um ambiente de incentivo ao crescimento e desenvolvimento profissional, como forma de estimular o engajamento em suas tarefas e um maior senso de pertencimento.

#6 Treinamentos e sensibilização: leve o conhecimento da importância da dignidade a todos, através de treinamentos voltados a sensibilização sobre o tema. Além de promover uma maior compreensão sobre isso, o RH também contribuirá para que todos saibam e entendam os direitos e deveres de cada lado, assim como a manutenção dessas responsabilidades para uma atividade profissional digna.

#7 Monitore o clima da empresa: acompanhe, de perto, tudo que for colocado em prática nesse sentido, tendo certeza de que estão (ou não) atingindo as expectativas. Adote métricas de monitoramento em tempo real, envie pesquisas de satisfação, ouça e acolha todos, resolvendo qualquer conflito ou necessidade de forma justa, imparcial e com respeito.

Não podemos aceitar um mercado onde a dignidade profissional seja colocada em risco. É fundamental reconhecer essa realidade e agir com firmeza para transformar o cenário. A construção de ambientes mais justos, seguros e igualitários depende de um esforço coletivo e o RH tem um papel protagonista nesse movimento. Desde o recrutamento até a jornada do funcionário, é essencial garantir que nenhum profissional seja negligenciado em aspectos tão fundamentais como a saúde, o respeito e o bem-estar.

 


Camila Paiva - diretora de gente e gestão da Pontaltech, empresa especializada em soluções integradas de VoiceBot, SMS, e-mail, chatbot e RCS.

Pontaltech


Mais de 39 mil contribuintes paulistas têm direito ao reembolso do IPVA

IMAGEM: Luiz Prado/DC
A chamada Lei do IPVA, de 2008, determina a devolução do tributo para o proprietário que teve o veículo furtado ou roubado

 

Seguindo os critérios de lei estadual promulgada em 2008, o governo de São Paulo vai devolver o valor pago no IPVA aos proprietários que tiveram o veículo roubado ou furtado em 2024. A Secretaria da Fazenda e Planejamento (Sefaz-SP) calcula que reembolsará mais de R$ 24 milhões, que serão liberados em quatro lotes a partir da próxima segunda-feira, 7/04.

Alguns critérios serão considerados para o reembolso, entre eles, o período do ano em que foi registrado o Boletim de Ocorrência; se o IPVA foi pago pelo contribuinte integral ou parcialmente; se o contribuinte não está inadimplente, sendo que, se estiver, não poderá resgatar o valor enquanto houver a pendência; e se o bem foi recuperado ou não.

Segundo o governo paulista, 39.415 proprietários fizeram Boletim de Ocorrência sobre a subtração de seus veículos no Estado no ano passado e têm direito à restituição do tributo.

Os valores ficarão à disposição do proprietário no Banco do Brasil durante dois anos e obedecerão ao seguinte calendário de restituição: ocorrência no 1º trimestre de 2024, restituição a partir de 7/04/2025; ocorrência no 2º trimestre de 2024, restituição a partir de 22/04/2025; ocorrência no 3º trimestre de 2024, restituição a partir de 5/05/2025; e ocorrência no 4º trimestre de 2024, restituição a partir de 19/05/2025.

Após o prazo de dois anos sem o resgate, a restituição de IPVA deverá ser solicitada à Sefaz-SP por meio do SIVEI. 

A medida faz parte da chamada Lei do IPVA, de 2008, que também garante a dispensa proporcional do pagamento do tributo a partir do mês em que aconteceu o furto ou roubo. Caso o veículo seja recuperado, o imposto deverá ser pago proporcionalmente aos meses que restarem até o final do respectivo ano, contados a partir do mês da recuperação.

Para verificar se a restituição de IPVA já está disponível é preciso acessar a página do IPVA no portal da Sefaz-SP, clicar em “Serviços” e na lista apresentada, clicar no link “Consulta de restituição de veículo furtado e roubado neste Estado “.




Redação DC
https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/mais-de-39-mil-contribuintes-paulistas-tem-direito-ao-reembolso-do-ipva


Nova era do trabalho: a tecnologia será capaz de contornar a distância?

O trabalho no Brasil mudou de forma impressionante nos últimos anos. Com a pandemia, os modelos híbridos e remotos deixaram de ser uma opção alternativa e se tornaram uma realidade para muitas empresas. Mas, com isso, surge uma pergunta importante: será que a tecnologia pode realmente ajudar a superar a distância entre as pessoas?

A resposta não é tão simples. Sim, a tecnologia tem um papel fundamental, mas ela sozinha não resolve tudo. Ferramentas como Teams, Meets e outros aplicativos de comunicação foram criadas para aproximar as pessoas e se apresentam como uma solução muito funcional para as necessidades do dia a dia das empresas. Por outro lado, sabemos que manter uma conexão humana vai muito além de reuniões virtuais.

Um estudo da Harvard Business Review mostrou que 76% dos profissionais que trabalham remotamente se sentem mais produtivos e felizes por não precisarem perder horas no trânsito. Mas, ao mesmo tempo, um relatório da Gallup revelou que 6 em cada 10 pessoas em trabalho remoto se sentem desconectadas do propósito do que fazem. Isso mostra que a tecnologia, por melhor que seja, precisa de algo a mais para funcionar: a forma como a usamos e como cuidamos das relações no ambiente virtual.

Então, como superar esse desafio? Tudo começa com pequenas ações. Criar um ambiente virtual acolhedor é essencial. É sobre mais do que fazer reuniões — é sobre criar momentos de troca, celebrações, feedbacks sinceros e até conversas informais que aproximem as pessoas. Também é importante usar ferramentas que possam colaborar nesse dinamismo, neste quesito destacam-se os softwares de gestão que, integrados a um sistema de análise de dados e Inteligência Artificial (IA), permitem identificar padrões, prever tendências e personalizar a gestão de pessoas, tornando-a mais eficiente e eficaz.

Além disso, momentos de interação pessoal, mesmo que esporádicos, fazem toda a diferença. Encontrar-se presencialmente de vez em quando, promover bate-papos leves e criar um espaço para que as pessoas se sintam ouvidas são formas de equilibrar o que a tecnologia não pode substituir: a sensação de pertencer e de fazer parte de algo maior.

A tecnologia, sem dúvidas, é uma aliada incrível para contornar a distância. Mas o segredo está em como equilibramos o uso dela com práticas humanas e empáticas. Quando usamos essas ferramentas com cuidado, pensando nas pessoas que estão do outro lado da tela, conseguimos transformar a distância em uma oportunidade de inovar, engajar e conectar, de forma genuína, colaboradores e empresas.



Andréa Reis - Gerente de Desenvolvimento Humano Organizacional da SPS Group


Carreira não linear: tendência do mercado ou risco para profissionais?

Gestor de carreiras analisa os desafios e as oportunidades desse tipo de trajetória profissional e como começar


Um em cada quatro egressos do ensino superior que exercem atividade remunerada no Brasil atua fora da área de formação, segundo um levantamento do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo). Esse dado reflete um movimento crescente de transição de carreira e questiona a rigidez dos modelos tradicionais.

 

O conceito de carreira linear, com um caminho claro e previsível, está sendo cada vez mais desafiado no Brasil. Com as rápidas mudanças tecnológicas e no mercado, profissionais estão optando por trajetórias não lineares, nas quais as transições entre setores, áreas e competências são frequentes. Esse fenômeno tem criado novas dinâmicas no desenvolvimento profissional, mas também apresenta desafios para quem ainda está preso a modelos tradicionais.

 

Segundo Virgilio Marques dos Santos, sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria, gestor de carreiras e PhD pela Unicamp, o modelo linear já não atende às exigências de um mercado dinâmico. "O ambiente profissional está mais fluido, com mais pessoas buscando sentido em suas jornadas, não apenas estabilidade. No entanto, a estrutura educacional e organizacional do Brasil ainda prioriza caminhos previsíveis", afirma Santos.

 

Com uma carreira marcada por transições, o especialista vivenciou na prática a flexibilidade exigida por uma carreira não linear. Iniciando sua trajetória acadêmica com a graduação, seguida do mestrado e doutorado, ele fez a transição para o empreendedorismo, destacando que seu próprio percurso reflete as mudanças pelas quais o mercado está passando. "Passei de acadêmico para empreendedor, algo que poucas pessoas imaginam ser possível ou desejável. A transição exigiu uma adaptação rápida e um aprendizado constante, o que é a essência de uma carreira não linear", relata Santos.

 

O especialista também destaca que, enquanto algumas empresas incentivam a flexibilidade e o desenvolvimento de habilidades multifacetadas, muitas ainda mantêm estruturas rígidas, dificultando a adaptação dos profissionais às novas exigências. "Carreiras não lineares exigem flexibilidade, capacidade de aprender e se reinventar. O profissional de hoje precisa estar disposto a mudar de área, adquirir novas habilidades e até mesmo repensar seu propósito", analisa.

 

Outro ponto importante levantado por Santos é a mudança na percepção das empresas sobre a formação e trajetória dos profissionais. Muitas começam a valorizar habilidades transversais e a experiência de vida, mas a implementação dessa visão nos processos seletivos e promoções ainda é um desafio. "Ainda há resistência em alguns setores em reconhecer a experiência prática adquirida em trajetórias não lineares, o que limita a diversidade de perspectivas nas empresas", aponta.

 

Para os profissionais que buscam uma carreira não linear, Santos destaca três aspectos fundamentais: autoconhecimento para identificar os pontos de interseção entre habilidades adquiridas em diferentes áreas; valorização do aprendizado contínuo; e a busca por experiências que realmente agreguem ao desenvolvimento pessoal e profissional.

 

"Se o profissional souber lidar com os desafios dessa jornada de mudanças constantes, ele estará mais preparado para o futuro do trabalho, que já é uma realidade. O segredo está em entender que a flexibilidade é a chave para não se perder no meio do caminho", conclui Santos.

  

Virgílio Marques dos Santos - sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria


Detran-SP bate recorde histórico no combate à alcoolemia no trânsito

Operação do Detran-SP fiscaliza motociclista no interior do estado 
Com 66.841 motoristas abordados e 2.315 autuados em 89 operações, março de 2025 se torna o mês com mais fiscalizações desde o início dos registros do programa, em 2013 

 

O mês de março de 2025 se tornou um marco no combate à direção sob efeito de álcool pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP). Os 66.841 motoristas abordados e 2.315 autuados em 89 ações pelo estado consolidam o maior número de fiscalizações contra a alcoolemia desde o início da série histórica da operação no formato que ela possui hoje, inaugurado em 2013. As ações são realizadas em parceria com as Polícias Militar, Civil e Técnico-Científica. A condução sob efeito de álcool é uma das principais causas de morte no trânsito, ao lado da alta velocidade. 

 

O reforço nas fiscalizações durante o Carnaval contribuiu para o aumento no número de operações. Nos quatro dias do feriado, foram 33 ações – 37% a mais que no mesmo período de 2024, quando foram feitas 24 fiscalizações. Além de haver mais fiscalizações, o reforço nas equipes permite que mais carros sejam parados. Neste Carnaval, a quantidade de condutores convidados a soprar o etilômetro subiu 25%, de 24.772 nos dias de folia do ano passado, para 31.010 abordados neste ano. Se compararmos o primeiro trimestre deste ano com o de 2024, há aumento de 50%, com 132.634 condutores fiscalizados agora contra 86.931. 

 

As infrações por alcoolemia 


Dos quase 67.000 motoristas fiscalizados em março, 2.315 terminaram autuados, a grande maioria, 2.208, por se recusar ao teste do bafômetro. Também houve 93 infrações administrativas pelo artigo 165 do CTB. Uma infração por alcoolemia pode ser de diversos tipos – da negativa ao teste do bafômetro à embriaguez. Em uma operação, ninguém é obrigado a se submeter ao etilômetro. A recusa, porém, é considerada infração gravíssima, segundo o artigo 165-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), assim como dirigir sob efeito de álcool – quando o teste afere índice de até 0,33 mg de álcool por litro de ar expelido –, de acordo com o artigo 165 do CTB e a Resolução CONTRAN 432/2013. 


Em ambos os casos, o valor da multa é de R$ 2.934,70 e o condutor responde a processo de suspensão da carteira nacional de habilitação (CNH). Se houver reincidência no período de 12 meses, a multa é aplicada em dobro, ou seja, no valor de R$ 5.869,40. No caso da autuação por direção sob efeito de álcool, quando há nova ocorrência durante o período de suspensão da CNH, além da multa em dobro, o motorista responderá ainda a processo administrativo que poderá culminar na cassação do seu direito de dirigir, se forem esgotados todos os meios de defesa. Neste último caso, ele terá de reiniciar todo o processo de habilitação para voltar a dirigir – e somente após transcorrido o prazo de 24 meses depois da cassação. 

 


Já os casos de embriaguez ao volante, quando os motoristas apresentam índice a partir de 0,34 miligramas de álcool por litro de ar expelido no teste do etilômetro, são considerados crimes de trânsito. Os motoristas flagrados nessa situação são conduzidos ao distrito policial. Se condenados, além da multa de R$ 2.934,70 e da suspensão da CNH, eles poderão cumprir de seis meses a três anos de prisão, conforme prevê a Lei Seca, também conhecida como “tolerância zero”. 

 

Em março, outros 14 motoristas foram autuados por embriaguez ou crime de trânsito, quando o bafômetro acusa resultado igual ou superior a 0,34 mg/L de álcool por litro de ar nos pulmões. Nesses casos, o condutor é conduzido ao distrito policial e, se condenado, além da multa e da suspensão da CNH, poderá cumprir de seis meses a três anos de prisão, conforme a Lei Seca.   


As ações fazem parte de um esforço contínuo do Detran-SP para coibir comportamentos de risco ao volante, como a direção sob efeito de álcool. Além da fiscalização, as operações têm forte apelo educativo, conscientizando os condutores sobre a importância da direção responsável na prevenção de sinistros de trânsito.  



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