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segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Setembro Verde: diagnósticos de câncer colorretal vêm aumentando entre os mais jovens, aponta pesquisa american


Dados indicam que esse tipo de tumor já é a principal causa de morte entre homens diagnosticados com câncer antes dos 50 anos

 

Diagnósticos de câncer colorretal em pessoas abaixo dos 60 anos estão cada vez mais comuns em um cenário que, segundo especialistas, é preocupante. É o que aponta o estudo publicado neste início de ano na “CA: A Cancer Journal of Clinicians”. A pesquisa, realizada pela American Cancer Society (ACS), analisou a incidência da doença, assim como a mortalidade, em todas as faixas etárias de 1995 até 2020 na população dos Estados Unidos. A pesquisa mostrou que a taxa de mortalidade geral vêm caindo, mas que os diagnósticos em pessoas jovens sobem há décadas. 

Os dados apontam que 13% dos pacientes diagnosticados com câncer colorretal têm menos de 50 anos, um percentual que cresceu 9% em comparação a períodos anteriores. Na pesquisa americana, para os jovens adultos, esse tipo de tumor tornou-se ainda a principal causa de morte nos homens e a segunda principal causa nas mulheres, atrás apenas do câncer de mama. No final da década de 1990, ocupava o quarto lugar entre homens e mulheres com menos de 50 anos. O aumento contínuo da incidência é "muito preocupante", afirma Renata D’Alpino, co-líder nacional da especialidade de tumores gastrointestinais e neuroendócrinos da Oncoclínicas. 

“Embora a gente saiba que o câncer é um doença de causa muitas vezes multifatorial, precisamos olhar o que mudou nessas últimas décadas em termos de fatores ambientais. E a epidemia de obesidade é provavelmente um fator que contribui para o aumento das taxas. Mas não é tudo e muitas pesquisas, estudos e trabalhos estão sendo feitos para tentar descobrir o que exatamente está causando um risco aumentado de câncer colorretal. Ainda não temos todas as respostas”, explica a oncologista. 

Para a médica, os novos dados reforçam a importância da conscientização sobre a manutenção do acompanhamento médico contínuo para o diagnóstico do câncer colorretal em estágios iniciais. “É preciso estimular o conhecimento da população em geral sobre como é feita a detecção precoce de tumores e disponibilizar os serviços necessários, que incluem a disponibilidade de médicos, exames e tecnologias. Quanto mais cedo descoberta a doença, melhor o prognóstico, com resultados positivos às terapias e maiores chances de cura”, frisa Renata D’Alpino. 

Atualmente, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer colorretal é o terceiro mais incidente no Brasil. Para 2024 são previstos 45.630 novos casos da doença no país.

 

Atenção aos diagnóstico precoce
 

Para a oncologista da Oncoclínicas, um ponto de grande relevância no combate ao câncer colorretal é o estabelecimento de uma recomendação mais clara para triagem de casos assintomáticos, quando não há sinais de sintomas clássicos que podem levantar suspeitas - caso de sangramentos corriqueiros visíveis nas fezes - entre a porção da população com menos de 50 anos. 

Entre as ações possíveis, a especialista destaca uma iniciativa liderada pela US Preventive Services Task Force que considera que testes menos invasivos poderiam ser iniciados precocemente e repetidos com intervalos menores em comparação à colonoscopia. Além disso, prevê mudar a idade de rastreamento para os 45 anos, devendo ser repetido a cada 5 anos em caso de resultados normais, como já vem sendo sugerido desde 2019 pela ACS. 

“Nos EUA o debate sobre uma possível mudança de protocolo, passando a adotar a idade de 45 anos como recomendada para o início do rastreio periódico, está sendo baseada na avaliação de centenas de levantamentos e ensaios clínicos que levam em conta o perfil de pessoas assintomáticas na faixa etária acima dos 40 anos. Uma forma possível de ampliar as chances de prevenção seria a indicação de pesquisa das fezes, por meio de testes imunoquímicos e testes de sangue oculto nas fezes em pessoas mais jovens e que não apresentam mudanças de saúde perceptíveis. De acordo com os resultados, havendo achados suspeitos, a colonoscopia seria então realizada”, ressalta a Renata D’Alpino.
 

Entenda a doença 

O tumor colorretal se desenvolve no intestino grosso: no cólon ou em sua porção final, o reto. O principal tipo de tumor colorretal é o adenocarcinoma e, em 90% dos casos, ele se origina a partir de pólipos na região que, se não identificados e tratados, podem sofrer alterações ao longo dos anos, podendo se tornar o câncer. A principal forma de diagnóstico e prevenção é através do rastreamento do exame de colonoscopia, em que um aparelho chamado colonoscópio, que conta com uma câmera na ponta, é introduzido no intestino e faz imagens que revelam se há presença de possíveis alterações. No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda iniciar o rastreio do câncer de cólon e reto da população adulta de risco baixo na faixa etária de 50 anos. 

“Grande parte dos tumores de intestino aparecem a partir dos chamados pólipos, que são lesões benignas que crescem na parede interna do órgão, mas que se não identificadas preventivamente podem evoluir e se tornarem malignas com o passar do tempo. Após os 50 anos de idade, a chance de apresentar pólipos aumenta, ficando entre 18% e 36%, o que consequentemente representa um aumento no risco de tumores malignos decorrentes da condição a partir dessa fase da vida e, por isso, ela foi estabelecida como critério para início do rastreio ativo”, explica a oncologista. 

Ela lembra que pessoas com histórico pessoal de pólipos ou de doença inflamatória intestinal, como retocolite ulcerativa e doença de Crohn, bem como registros familiares de câncer colorretal em um ou mais parentes de primeiro grau, principalmente se diagnosticado antes de 45 anos, devem ter atenção redobrada e realizar controles periódicos antes da idade base indicada para a população em geral.
 

De olho na prevenção 

A médica afirma que muitas vezes o tumor só é descoberto tardiamente, diante de sintomas mais severos, como anemia; constipação ou diarréia sem causas aparentes; fraqueza; gases e cólicas abdominais; e emagrecimento. Apesar do sangue nas fezes ser um indício inicial de que algo não vai bem na saúde, muitas pessoas costumam creditar essa ocorrência a outras causas convencionais, como hemorroidas, e acabam postergando a busca por aconselhamento médico e a realização de exames específicos. Isso faz com que muitas pessoas só descubram o câncer em estágios avançados. 

Por isso, a prevenção primária e secundária à doença devem ser amplamente estimuladas. “A primária se refere a mudanças nos hábitos alimentares e de vida, como investir alimentos com mais fibras e laticínios e evitando carnes vermelhas e processadas. Essas mudanças de estilo de vida consistem ainda em combater a obesidade, praticar atividades físicas regularmente e evitar o tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas”, destaca Renata D’Alpino. 

Já a prevenção secundária se baseia em exames que avaliam a presença de sangue oculto nas fezes e de imagem, com destaque para a colonoscopia - principal ferramenta para identificar o câncer colorretal. "Esse procedimento é capaz de identificar problemas mais graves e silenciosos, como o caso do câncer, além da doença de Crohn e retocolite ulcerativa. Por isso, é fundamental que informações de qualidade sejam transmitidas à sociedade com o objetivo de conscientizar sobre a importância da colonoscopia e, principalmente, alertar que o exame pode salvar vidas", complementa a especialista. 

Renata D’Alpino reforça que hábitos de vida saudáveis são considerados fatores protetivos que contribuem para a redução de riscos da doença. Por isso, é fundamental investir em uma dieta rica em fibras e prática de exercícios físicos regulares. Esses cuidados podem não só auxiliar na prevenção do câncer colorretal, como no combater o crescimento dos casos de câncer como um todo.


Oncoclínicas&Co
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Campanha ‘Bem Me Quer, Bem Me Quero’ reforça a responsabilidade coletiva no cuidado com a saúde mental


No mês da prevenção ao suicídio, campanha realizada por Viatris e ABRATA mostra o papel de tomadores de decisão, profissionais de saúde e organizações no atual cenário da saúde mental no Brasil

 

Durante o Setembro Amarelo, mês da prevenção ao suicídio, a Viatris, empresa global com o propósito de empoderar as pessoas ao redor do mundo para viverem com mais saúde em todas as fases da vida, ressalta a importância de tomadores de decisão, profissionais da área da saúde e organizações refletirem sobre o papel de cada um no cuidado com a saúde mental da população. Com o apoio da ABRATA (Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos), a quarta edição da campanha “Bem Me Quer, Bem Me Quero” tem como tema “A atenção de todos com a saúde mental transforma vidas”. 

Os dados destacados no paper Para uma Mudança de Paradigma em Saúde Mental na América Latina”, produzido pela FP Analytics com apoio da Viatris, estima que as condições de saúde mental precárias da população irão gerar custos de cerca de US$ 6 trilhões por ano globalmente até 20301. A falta de priorização nessa área refletiu-se em um aumento de 38% nos afastamentos por transtornos mentais em 2023 em relação a 20222. Na América Latina e Caribe, 77,9% das pessoas diagnosticadas não recebem tratamento1 e, no Brasil, há uma média de apenas 3,7 psiquiatras para cada 100 mil pessoas1. 

Os investimentos na área de saúde mental geram resultados impactantes, podendo chegar a um retorno até 4 vezes maior que o investimento inicial. Isso mostra que as ações podem ser autofinanciadas, rendendo um grande retorno para a sociedade, com melhoria em qualidade de vida e ganhos em produtividade econômica1. 

“Na Viatris, nós vemos o futuro da saúde não como ele é, mas como ele deve ser. E para transformarmos o cenário da saúde mental no Brasil em como ele deveria ser, começando pela expansão do conhecimento, prevenção do avanço dos transtornos, até o acesso ao tratamento, necessitamos envolver diversos stakeholders”, declara dra. Elizabeth Bilevicius, Diretora Médica da Viatris no Brasil. “A responsabilidade desse ônus não deve se limitar somente ao universo de saúde mental. As organizações e setores produtivos precisam se atentar à saúde mental de seus colaboradores com políticas de bem-estar. Além disso, os médicos não-especialistas devem olhar para o paciente de forma integrada”, complementa. 

É por isso que, este ano, a campanha ‘Bem Me Quer, Bem Me Quero’ traz o foco para quem tem poder de transformar esse cenário, que é tão desafiador. Nós já entendemos os impactos da saúde mental. Agora, precisamos traçar planos para ampliar os esforços a fim de mitigá-los”, esclarece Neila Campos, presidente da ABRATA.

 

Ação na prática 

A Viatris e a ABRATA apoiam uma série de discussões sobre os desafios e caminhos para a saúde mental no Brasil, ao lado de representantes dos setores públicos e privado, classe médica, academia e instituições. No primeiro semestre de 2024, o paper desenvolvido pela FP Analytics que aborda as condições de saúde mental como uma parte significativa das doenças não transmissíveis (DNTs)1, foi apresentado durante um evento no Congresso Nacional. Uma agenda de debates com foco na atenção e no acesso a tratamentos para saúde mental foi implementada como desdobramento do evento. 

“Promover o acesso à saúde de qualidade é o que nos move na Viatris. Por isso, nosso objetivo foi gerar um espaço de discussão com diferentes pontos de vistas que são essenciais na elaboração de políticas efetivas de acesso”, afirma dra. Elizabeth Bilevicius. 

O psiquiatra e membro do Conselho Científico da ABRATA, Dr. Volnei Costa, esclarece que a função da associação é representar os pacientes com transtornos de humor e suas famílias na busca pelo acesso aos cuidados adequados. “Queremos unir forças, influenciando a tomada de decisão em prol da saúde mental e a atenção básica é fundamental nesse cuidado, pois oferece um acompanhamento interdisciplinar essencial para a pessoa com sofrimento mental. Buscamos garantir que essas pessoas recebam o suporte e os recursos que merecem, promovendo um tratamento eficaz e humanizado, e sensibilizando a sociedade sobre a importância de uma política pública abrangente e inclusiva", reflete Dr. Volnei.

 


Viatris
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Referências

1. MEYLAN, Phillip; SCHMIDT; Isabel; DR. ALAM, Mayesha. Para uma Mudança de Paradigma em Saúde Mental na América Latina. FP Analytics. Setembro 2023.

2. Valor Econômico. Afastamentos por transtornos de saúde mental sobem 38%. Disponível em <https://valor.globo.com/carreira/noticia/2024/01/22/afastamentos-por-transtornos-de-saude-mental-sobem-38.ghtml>. Acesso em 08 jul 2024.




Como prevenir a doença renal crônica?

Dr. Thiago Reis explica como evitar a progressão da DRC


No Brasil há 160 mil pacientes em tratamento de suporte renal artificial*, ou seja, em diálise. Esses pacientes representam 0,08% da nossa população e são portadores do estágio mais avançado da doença renal. Estima-se, ainda, que 20 milhões de brasileiros apresentem algum grau de doença renal crônica, e, mais de 95% dessas pessoas estão em estágios iniciais da doença, sendo possível realizar intervenções para minimizar os danos aos rins, evitando a progressão da doença.

Dr. Thiago Reis, médico e diretor clínico da Fenix Nefrologia considera ainda que a prevenção de doenças renais envolve a adoção de hábitos de vida saudáveis, atenção com uso de algumas medicações e acompanhamento médico de rotina. “Manter um peso adequado, seguir uma dieta equilibrada, praticar exercícios regularmente, evitar o uso excessivo de anti-inflamatórios não esteroides. Além disso, é importante controlar doenças preexistentes, como diabetes e hipertensão, e nos exames de rotina, medir a creatinina no exame de sangue e avaliar a presença de proteína no exame de urina, pois o aumento no valor da creatinina e a presença de proteína na urina são sinais precoces da doença renal”.

Tecnologia aliada da saúde – O avanço das tecnologias para o tratamento da doença renal crônica tem proporcionado uma abordagem inovadora para a diálise. Entre essas inovações está a hemodiafiltração (HDF), considerada uma evolução da hemodiálise. Em ambas as terapias há purificação do sangue do paciente ao passar por um filtro. O principal diferencial é que na HDF a purificação é mais eficaz. O reflexo da maior purificação sanguínea é a melhora de diversos sintomas e melhora na qualidade de vida dos pacientes que realizam HDF quando comparados aos que realizam hemodiálise. Ademais, a HDF aumenta de forma expressiva a sobrevida desses pacientes.

Além da HDF, o uso de um aplicativo especialmente desenvolvido para portadores de doença renal crônica amplia as possibilidades de monitorização dos pacientes. Dentre as principais funções do aplicativo destacam-se um chat para contato com a equipe de saúde, lembretes com horário das medicações e registro de dados como pressão arterial, frequência cardíaca, e glicemia.

O app se comunica com aparelhos para aferição de pressão e de medida de glicose e importa os dados de forma automática. Desta maneira, a tecnologia permite o acompanhamento de exames laboratoriais e o recebimento de orientações personalizadas, tudo de forma prática e acessível. "O aplicativo é uma ferramenta revolucionária que proporciona um cuidado mais integrado e eficiente. Ele ajuda na prevenção de internações e melhora a experiência geral dos pacientes", acrescenta o diretor da Fenix Nefrologia.

 


*Fonte: SBN


Fenix Nefrologia
https://fenixnefro.com.br/


Rinite está entre as alergias mais prevalentes na população brasileira

15/09 – Dia Nacional da Rinite

Cerca de 30% da população brasileira têm rinite. A doença não é contagiosa e pode ter fator hereditário. Um bebê que tem pais alérgicos terá aumentada de 50% a 70% a chance de desenvolver uma doença alérgica, inclusive a rinite. A rinite alérgica é mais comum após os 2 anos de idade e atinge cerca de 25% das crianças. 

Coceira frequente no nariz e/ou nos olhos, espirros seguidos, principalmente, pela manhã e à noite, coriza (nariz escorrendo) frequente e obstrução nasal são os sintomas mais comumente relacionados à rinite. Muitos pacientes confundem os sintomas com gripes recorrentes. 

Abaixo, alguns cuidados que podem ajudar na prevenção da doença: 

·         Evite ambientes com fumantes, já que o cigarro é o principal alérgeno intradomiciliar e responsável por desencadear crises de rinite e asma;

·         Os colchões e travesseiros devem ser colocados dentro de capas impermeáveis aos ácaros;

·         As roupas de cama devem ser trocadas e lavadas regularmente e secas ao sol ou ar quente;

·         Evite tapetes, carpetes, cortinas e almofadas, especialmente nos dormitórios;

·         Dê preferência aos pisos de cerâmica, vinil e madeira e às cortinas do tipo persianas ou de material que possa ser limpo com pano úmido;

·         Passe pano úmido diariamente na casa ou use aspirador de pó com filtros especiais (HEPA) 2 vezes na semana;

·         Evite banhos extremamente quentes e oscilação brusca de temperatura, assim como a inalação de odores fortes. Exemplos: perfumes, aromatizadores de ambientes, incensos e cigarro.


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Como o estresse pode dificultar que uma mulher engravide

Ginecologista Loreta Canivilo explica como o estresse pode realizar alterações no corpo feminino


Em meio a uma vida corrida e agitada, é possível que o estresse faça parte da maioria do dia a dia de muitos cidadãos. Acordar, se arrumar rapidamente, pegar o transporte público, se estressar no trabalho e fazer todo o trajeto de volta com trânsito e diversos problemas na mente faz parte da vida corriqueira. Para uma mulher que deseja engravidar o estresse é um dos seus maiores inimigos. Manter a calma e desacelerar deve fazer parte da sua rotina, ter um final de semana calmo e tranquilo é preciso.

Com base no estudo do Instituto Valenciano de Infertilidade, aproximadamente 65% das mulheres não conseguem engravidar devido a fatores emocionais. “O estresse normal, como uma leve ansiedade por algo novo que vai ocorrer no próximo dia, não atrapalhará a fertilidade da mulher, mas níveis altos de estresse crônico pode sim influenciar na reprodução feminina”, explica a médica ginecologista Loreta Canivilo. Ela ressalta que o estresse pode gerar alterações no ciclo menstrual, diminuição de libido e até mesmo ausência de ovulação, ocorrendo a anovulação, quando não há óvulo.

O estresse também pode gerar diversas modificações no corpo. “Alterações hormonais, cardiovasculares, respiratórias e alterações no sistema nervoso”, diz Loreta que enfatiza que a infertilidade não ocorre somente devido ao estresse, mas depende também de diversas composições hormonais e físicas no corpo da mulher.    

A pressão para engravidar é algo que assombra muitas mulheres e esse também um fato que pode prejudicar emocionalmente, fazendo com que a mulher tende mais dificuldade para engravidar. “O ideal é manter a calma, sem estresse, tendo seus exames em dia e seguir sempre as orientações de um médico especialista. Cuidando da saúde mental com muita atenção e se possível com a ajuda de um psicólogo”, conclui Canivilo.

 

Dra. Loreta Canivilo - Médica ginecologista, obstetra e ginecoindócrino Loreta Canivilo, é especialista em reposição hormonal feminina, estética íntima feminina e tratamentos de doenças do útero e endométrio. A profissional possui diversas pós-graduações em instituições de referência como: Reprodução, Ginecologia Endócrina no Hospital Sírio Libanês e Medicina em Estado da Arte no Hospital Albert Einstein. É especialista em Nutrologia e Endocrinologia pela Faculdade Primum, referência em educação em medicina. Nas redes sociais, Loreta já possui mais de 50 mil seguidores - @draloreta, e oferece conteúdo explicativo sobre assuntos relacionados à saúde da mulher, gestação, reposição hormonal e implantes. Loreta Canivilo também é idealizadora de projeto social, em parceria com o Instituto Primum – onde também ministra aulas -, que promove atendimento de saúde feminina gratuito a mulheres em situação de vulnerabilidade.

 

Impacto das mudanças climáticas nas doenças de pele

Como o aquecimento global está influenciando condições dermatológicas


A pele é o maior órgão do corpo humano, que tem como função ser uma barreira física, protegendo o corpo contra danos como radiação, lesões, bactérias entre outras coisas. Além disso, ajuda a manter a temperatura corporal conforme o clima.

Com base nas análises mais recentes do ERA5, conduzido pelo Serviço de Mudança Climática Copernicus (C3S), junho de 2024 registrou temperaturas recordes, tornando-se o mês de junho mais quente já documentado, o que acendeu um sinal de alerta sobre o aquecimento global. “Mudanças de tempo repentinas podem causar reflexos sobre o tecido cutâneo. Eventos como o aquecimento global, com inundações, calor intenso e incêndios florestais podem gerar doenças de pele”, relata a médica dermatologista Fátima Tubini.

Algumas doenças dermatológicas como feridas, dermatites de contato, queimadura, infecções bacterianas e fúngicas e outros danos na pele surgem por meio da exposição solar e calor. “Devido ao aquecimento global, também ocorrem inundações de desastres naturais e por meio deles a dermatite de contato como coceira e irritação na pele pode surgir, ao entrar em contato com produtos químicos e água contaminada com esgoto”, diz Fátima Tubini.

Além de inundações, também é possível que ocorra incêndio florestal vinculado as mudanças climáticas e a exposição a fumaça não faz bem para a população. “A inalação da fumaça pode fazer muito mal para a saúde e gerar diversas doenças respiratórias, assim como estar evidente a fumaça também causa problemas de acne e dermatite”, explica Tubini que ressalta que a exposição a altas temperaturas pode gerar condições inflamatórias na pele.

É fundamental ficar atento às mudanças climáticas e ao cuidado correto com a pele, variando conforme cada temperatura momentânea.

 

Dra. Fátima Tubini - Referência em cuidados e tratamentos dermatológicos, a Dra. Fátima Tubini atua na área da dermatologista há quase 20 anos. Com ampla experiência, a especialista é graduada em Ciências Médicas e possui o título de Especialista em Dermatologia concedido pela AMB e Sociedade Brasileira de Dermatologia. Em sua trajetória, trabalhou com o público infantil na área de pediatria. Atualmente, a profissional proporciona através de procedimentos dermatológicos e estéticos benefícios para a saúde e bem-estar dos seus pacientes.


Setembro Vermelho: conscientização e prevenção sobre doenças cardiovasculares

Estima-se que, ao final deste ano, quase 400 mil cidadãos brasileiros morrerão por doenças cardiovasculares

 

As doenças cardiovasculares (DCV) são a principal causa de morte no mundo, responsáveis por cerca de 17,9 milhões de óbitos em 2019, representando 32% de todas as mortes globais, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. No Brasil, as DCV também lideram as estatísticas, com aproximadamente 383 mil mortes registradas em 2020, segundo o Ministério da Saúde.

Essas doenças englobam condições como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e doenças arteriais periféricas, muitas vezes causadas por obstruções nos vasos sanguíneos, que impedem o fluxo adequado de sangue ao coração ou ao cérebro. Fatores de risco comportamentais, como dieta inadequada, sedentarismo, tabagismo e consumo excessivo de álcool, são amplamente responsáveis por esses números alarmantes. Além disso, o envelhecimento da população e a rápida urbanização têm contribuído para o aumento dos casos, especialmente em países de baixa e média renda, onde mais de três quartos das mortes por DCV ocorrem.

Diante desse cenário, o Setembro Vermelho, mês que marca o Dia Mundial do Coração (29 de setembro), tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre a prevenção das doenças cardíacas e chamar a atenção para fatores de risco como colesterol elevado, tabagismo, diabetes, sedentarismo, obesidade e fatores psicossociais.

A Dra. Amanda Gonzales, cardiologista do Hospital Sírio-Libanês, destaca a importância de estar atento ao ritmo da vida e aos hábitos diários, observando sinais como cansaço excessivo, falta de ar e dores no peito. "Repensar nossa relação com a comida é fundamental. Devemos priorizar alimentos naturais e incorporar mais movimento ao dia a dia, como optar pelas escadas em vez do elevador ou caminhar um pouco mais. Cada movimento conta quando o assunto é saúde", afirma a cardiologista.

Ela também alerta para o impacto significativo da saúde mental na saúde cardiovascular: "O estresse crônico, a ansiedade e a depressão são inimigos silenciosos que podem desencadear reações no organismo, como aumento da pressão arterial e formação de placas nas artérias, elevando o risco de infarto e AVC. É essencial buscar apoio psicológico, praticar atividades relaxantes e manter uma rede de suporte emocional para minimizar esses riscos", completa.

Além dessas medidas, a prevenção regular é essencial. O check-up cardiológico é uma ferramenta fundamental para a detecção precoce de fatores de risco e problemas cardíacos que muitas vezes são silenciosos. Avaliações regulares permitem a criação de um plano de cuidados personalizado, ajudando a prevenir complicações e garantindo a saúde do coração a longo prazo. Um estudo brasileiro apresentado no Congresso Internacional sobre Obesidade (ICO 2024) revelou que, se as tendências atuais se mantiverem, até 2044, 48% dos adultos no Brasil estarão obesos, enquanto 27% estarão acima do peso. Entre as doenças relacionadas ao excesso de peso, as mais preocupantes são o diabetes, responsável por mais de 51% dos novos casos, e as doenças cardiovasculares, que podem representar cerca de 57% das mortes até 2044.

Para saber mais, confira as publicações do Hospital Sírio-Libanês no Instagram: Link.


Saúde sexual também precisa de cuidados; entenda!

Especialista do CEJAM dá dicas que incluem atenção para o físico, mental e qualidade do sono


Sinônimo de prazer, o sexo é uma das formas mais íntimas e satisfatórias de conexão humana. Contudo, o que parece simples à primeira vista envolve uma série de complexidades que exigem atenção e cuidado para que se tenha uma vida sexual, de fato, agradável. 

No Dia Mundial da Saúde Sexual, celebrado em 4 de setembro, é essencial refletir sobre a importância do tema para o bem-estar. Afinal, cuidados diários podem fazer toda a diferença nessa área da vida. Então, por que não investir neles? 

"Para manter uma vida sexual saudável, é crucial considerar tanto os aspectos físicos como os emocionais. O sexo não é meramente uma atividade física, mas também envolve uma intensa troca de emoções. Portanto, ao focarmos em equilibrar e fortalecer esses dois pilares em nossas vidas, podemos cultivar uma sexualidade plena", afirma o Dr. Jônatas Lima de Bem, especialista em sexualidade e supervisor médico do CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”. 

Inicialmente, o sexo é uma atividade que requer energia, uso de músculos e aceleração do metabolismo, portanto, o corpo precisa estar preparado para essa demanda. E o exercício físico pode ser um ótimo auxiliador.

“A prática regular de exercícios físicos contribui para a produção de hormônios, fortalecimento muscular e redução de gordura corporal, elementos indispensáveis para um bom desempenho sexual no âmbito físico”, orienta o profissional.

 

No caso de corpos com anatomia feminina, a atividade física pode resultar, ainda, em maior desejo sexual, orgasmos mais intensos e melhor lubrificação durante o ato. Já em corpos com anatomia masculina, os benefícios incluem aumento da libido e melhoria da função erétil. 

O cuidado com o peso também deve ser levado em consideração, já que, em alguns casos, a obesidade pode levar a dificuldades cardiovasculares e alterações no metabolismo de hormônios sexuais, afetando diretamente a performance. 

“Outros fatores, como hipertensão, colesterol alto, alcoolismo e tabagismo, merecem atenção especial pois impactam negativamente em todas as pessoas. No entanto, essas condições podem causar danos vasculares que comprometem especialmente a função erétil do pênis”, explica o especialista. 

Mas, de nada adianta um físico saudável se o lado emocional for negligenciado. Aliás, saúde mental desempenha um papel igualmente importante na qualidade da vida sexual. Assim, autoestima, percepção corporal e segurança emocional são só alguns dos fatores que também podem determinar qualidade no sexo. 

“A mente exerce um poder incrível sobre o corpo. Se uma pessoa está emocionalmente perturbada, estressada ou ansiosa, isso pode impactar diretamente na sua vida sexual, mesmo ela achando que não", observa o Dr. Jônatas. 

O médico aponta que traumas emocionais, depressão e ansiedade podem interferir na libido e no desempenho sexual, se não forem tratados adequadamente. “A psicoterapia e a prática de atividades, como yoga e meditação, ajudam a cuidar da saúde mental, o que, por sua vez, melhora a sexualidade”, afirma. 

E os cuidados não param por aí, pois aliar essas práticas a uma boa higiene do sono potencializa ainda mais os resultados. Estudo publicado em 2023 no Journal of Psychosomatic Research, pela Universidade de Rochester (EUA), revela que pessoas que sofrem de insônia têm maior risco de desenvolver problemas sexuais, sendo as mulheres as mais afetadas. 

"O sono é essencial para o equilíbrio hormonal, que influencia diretamente a libido. Uma noite mal dormida pode resultar em fadiga e estresse, afetando negativamente o desejo sexual", ressalta o especialista.

 

Acompanhamento médico precisa fazer parte da rotina

Outros aspectos fundamentais para o autocuidado incluem o uso de preservativos internos ou externos e o acompanhamento médico regular. A realização de exames periódicos é crucial para a detecção precoce de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e outras condições que podem impactar a saúde sexual. 

Pensando nisso, o Dr. Jônatas orienta sobre os principais exames e cuidados médicos que devem ser considerados:

  • Testagem regular para o HIV: Essencial para monitorar a saúde sexual e garantir um diagnóstico precoce, permitindo intervenções mais eficazes e um melhor controle da condição;
  • Exames periódicos para clamídia, gonorreia e sífilis: A detecção precoce dessas infecções é fundamental para um tratamento rápido e eficaz, prevenindo complicações e a transmissão para outras pessoas;
  • Imunização para HPV e hepatites A e B: A vacinação é uma medida preventiva vital, especialmente contra o HPV, um vírus sexualmente transmissível associado a vários tipos de câncer, incluindo o câncer de colo de útero;
  • Exame Papanicolau para pessoas com útero: Deve ser realizado a partir dos 25 anos para a detecção precoce de câncer de colo de útero;
  • Mamografia para pessoas com mamas: A partir dos 50 anos, ou conforme orientação médica, a mamografia é indispensável para a detecção precoce do câncer de mama;
  • Rastreamento de câncer de próstata para pessoas com pênis: Recomenda-se iniciar o rastreamento a partir dos 40 anos, permitindo a detecção precoce.



CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial


Mpox: Entenda os Sintomas e Como se Proteger

A Mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença viral que se tornou uma preocupação global devido ao aumento de casos em diversas regiões. A transmissão do vírus Mpox ocorre principalmente por meio do contato físico com fluidos corporais, lesões de pele de uma pessoa infectada ou por objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas. Desde que foi identificada pela primeira vez, a doença tem sido monitorada pelas autoridades de saúde em todo o mundo devido ao seu potencial de disseminação.


O Que é a Mpox?

A Mpox é causada pelo vírus monkeypox, pertencente ao gênero Orthopoxvirus, o mesmo que inclui o vírus da varíola humana, erradicada em 1980. A doença foi inicialmente detectada em humanos na África Central, mas nos últimos anos, surtos em outras regiões, como Europa e América do Norte, chamaram a atenção para a necessidade de vigilância global.

O reservatório principal do vírus são roedores africanos, mas a doença também pode ser transmitida de pessoa para pessoa, principalmente através do contato direto com lesões de pele ou por secreções respiratórias durante interações próximas e prolongadas.


Sintomas da Mpox

Os sintomas da Mpox variam em intensidade e podem se manifestar de 5 a 21 dias após a exposição ao vírus. A doença geralmente começa com sintomas semelhantes aos da gripe, seguidos pelo desenvolvimento de erupções cutâneas. Os principais sintomas incluem:

- Erupções cutâneas: Lesões que começam como manchas vermelhas e evoluem para bolhas ou pápulas, podendo aparecer no rosto, mãos, pés e áreas genitais. Essas lesões podem ser dolorosas e coçar, evoluindo para crostas que caem após algumas semanas.
- Febre: Um dos primeiros sinais da infecção, que pode ser alta e acompanhada de calafrios.
- Dor de cabeça: Comum durante a fase inicial da doença, muitas vezes acompanhada de mal-estar geral.
- Dores musculares e articulares: Causando desconforto e um sentimento de cansaço intenso.
- Inchaço dos linfonodos: Os gânglios linfáticos aumentam de tamanho, especialmente no pescoço, axilas e virilha, sendo um dos sinais distintivos da Mpox em comparação com outras infecções virais.

Os sintomas podem variar de leves a graves, e o curso da doença é geralmente autolimitado, durando de duas a quatro semanas. No entanto, em alguns casos, especialmente em pessoas com o sistema imunológico comprometido, a doença pode ser mais grave e necessitar de cuidados médicos adicionais.


Como se Proteger: Medidas de Prevenção e Vacinação

A prevenção é essencial para controlar a disseminação da Mpox. Além da vacinação, que é uma das formas mais eficazes de proteção, existem várias medidas que podem ser adotadas para reduzir o risco de infecção:

1. Higiene das Mãos: Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou usar desinfetante à base de álcool, especialmente após o contato com pessoas doentes ou superfícies contaminadas.

2. Evitar Contato Próximo: Reduzir o contato físico com pessoas que apresentem sintomas de Mpox, como erupções cutâneas ou febre, ou que sejam conhecidas por estarem infectadas.

3. Limpeza de Superfícies: Manter ambientes limpos, especialmente superfícies frequentemente tocadas, como maçanetas, mesas e bancadas, utilizando desinfetantes adequados.

4. Uso de Máscaras: Em áreas de alta transmissão ou durante o contato próximo com indivíduos sintomáticos, o uso de máscaras pode ajudar a reduzir a propagação do vírus.

5. Educação e Conscientização: Participar de programas de educação sobre saúde pode ajudar a comunidade a entender melhor a doença, identificar sintomas precocemente e seguir as orientações de prevenção.


A Importância da Vacinação

A vacinação é uma das principais estratégias de prevenção contra a Mpox. No Brasil, a vacinação contra a varíola oferece uma proteção cruzada contra a Mpox, sendo priorizada para profissionais de saúde e outras pessoas em risco elevado de exposição. A disponibilidade de vacinas pode variar, por isso é fundamental se informar sobre as campanhas de vacinação em sua região.

Dra. Marcela Rodrigues, diretora da Salus Imunizações, ressalta: "A vacinação é uma ferramenta crucial na prevenção da Mpox, especialmente para aqueles que estão em maior risco de exposição ao vírus. Estamos trabalhando para garantir que as vacinas estejam disponíveis e acessíveis para a população, pois elas são a melhor defesa contra as complicações graves da doença."


Como a População Pode Se Informar Sobre Campanhas de Vacinação

A informação é crucial para a prevenção da Mpox. A população pode se manter atualizada sobre as campanhas de vacinação por meio de várias fontes:

- Sites Oficiais de Saúde: A Secretaria Municipal de Saúde e o Ministério da Saúde frequentemente atualizam informações sobre campanhas e locais de vacinação.
- Redes Sociais: Perfis oficiais de organizações de saúde costumam divulgar informações relevantes sobre vacinas e eventos de imunização.
- Unidades de Saúde: Clínicas e postos de saúde são fontes diretas de informação, onde é possível perguntar sobre a disponibilidade de vacinas.
- Campanhas Educativas: Fique atento a campanhas educativas em sua comunidade que podem fornecer informações sobre a prevenção da Mpox e a importância da vacinação.
Conclusão

A Mpox é uma doença que exige atenção e ação coletiva para ser controlada. A conscientização sobre os sintomas, a busca de informações confiáveis sobre campanhas de vacinação e a adoção de medidas preventivas são fundamentais para conter a disseminação do vírus e proteger a saúde pública.

"Cada pessoa tem um papel importante na prevenção da Mpox, desde o cuidado individual com a higiene até a busca ativa pela vacinação. Somente através da colaboração de todos é que conseguiremos controlar a doença e evitar novos surtos," conclui Dra. Marcela Rodrigues.

A Salus Imunizações permanece à disposição para orientar e apoiar a comunidade na prevenção contra a Mpox, reforçando a importância da vacinação e da educação em saúde para um futuro mais seguro.

 

Salus Imunizações


CINCO SINAIS QUE SEU FÍGADO NÃO ESTÁ SAUDÁVE


Cirurgião gastrointestinal explica que o fígado pode dar sinais quando não está bem, mas esses sinais são sutis e fáceis de serem ignorados: Entenda


O fígado é o segundo maior órgão do corpo humano e desempenha um papel fundamental em diversas funções do organismo. Uma das funções, é a detoxificação, que envolve a filtragem e metabolização de toxinas. Tudo o que é ingerido – sejam alimentos, bebidas ou medicamentos – após ser digerido e absorvido no intestino, passa pelo fígado, onde é filtrado e metabolizado para ser eliminado de forma segura pelo corpo. 

Contudo, quando o fígado é exposto a uma quantidade excessiva de toxinas – ele precisa trabalhar em ritmo acelerado para eliminar essas substâncias do corpo. Essa sobrecarga pode levar a um estado de estresse hepático, onde o fígado começa a perder eficiência em suas funções.”, é o que destaca o Dr. Lucas Nacif, médico cirurgião gastrointestinal e membro titular do Colégio Brasileiro De Cirurgia Digestiva (CBCD). 

“Com o tempo, esse esforço excessivo pode causar danos às células hepáticas, gerando inflamações e até cicatrizes no tecido do fígado, um processo conhecido como fibrose. Se o desequilíbrio continuar, pode evoluir para condições mais graves, como esteatose hepática (fígado gorduroso), hepatite, ou mesmo cirrose, onde o tecido saudável do fígado é substituído por tecido fibroso, comprometendo severamente a função do órgão,” explica o Dr. Lucas. 

Ainda segundo o médico, o fígado pode dar sinais quando não está bem, mas esses sinais muitas vezes são sutis e fáceis de serem ignorados ou confundidos com outros problemas de saúde. No estágio inicial, problemas hepáticos podem não apresentar sintomas evidentes, o que dificulta o diagnóstico precoce. Para entender quais são esses sinais, conversamos com o Dr. Lucas Nacif, que destaca os principais. Confira:
 

Fadiga persistente: Sintomas de cansaço constante, mesmo após uma noite de sono adequada, pode ser um dos primeiros indícios de que o fígado está sobrecarregado, isso porque a fadiga crônica é um sintoma comum quando o fígado não consegue metabolizar toxinas de forma eficiente, resultando em um acúmulo que afeta a energia e o bem-estar geral.


Dor abdominal: A dor localizada no lado superior direito do abdômen também pode ser um sinal de inflamação hepática, como hepatite, ou de uma obstrução biliar causada por cálculos na vesícula. "Essa dor, muitas vezes intensa após a ingestão de alimentos gordurosos, não deve ser ignorada, pois pode indicar sérios problemas hepáticos", alerta o especialista.
 

Inchaço abdominal: O acúmulo de líquido na região abdominal, conhecido como ascite, é outro sinal preocupante. "A ascite é comum em casos de cirrose, quando o fígado não consegue equilibrar os fluidos do corpo adequadamente, resultando em desconforto e até dificuldade para respirar", explica
 

Icterícia: Uma coloração amarelada na pele e nos olhos é um sinal visual clássico de problemas hepáticos. Esse fenômeno, conhecido como icterícia, é causado pelo acúmulo de bilirrubina no sangue. Segundo médico, quando o fígado está com dificuldades para processar e eliminar esse pigmento, a icterícia se torna evidente, indicando uma possível disfunção hepática.
 

Alteração no peso e apetite: Mudanças inexplicáveis no peso e no apetite, como perda ou ganho, podem indicar problemas no fígado. "O fígado é crucial na regulação do metabolismo. Alterações significativas e sem causa aparente merecem atenção e devem ser investigadas," recomenda o cirurgião

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Lucas Nacif -  Especialista em cirurgia geral, e do aparelho digestivo, o Dr. Lucas Nacif é reconhecido por sua expertise em cirurgias hepato bilio pancreática e transplante de fígado, utilizando técnicas avançadas minimamente invasivas por laparoscopia e robótica. Além de suas contribuições no campo da cirurgia, o Dr. Nacif é membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD) e da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Internacionalmente, ele é membro da ILTS (International Liver Transplantation Society), TTS (The Transplantation Society) e AHPBA (Americas Hepato-Pancreato-Biliary Association). O Dr. Nacif dedica-se integralmente à promoção da saúde digestiva, buscando não apenas a cura, mas também uma melhoria substancial na qualidade de vida de seus pacientes. Para saber mais, visite: www.lucasnacif.com e Link 

Fibrilação Atrial: Um alerta não só para atleta

Recentemente, a notícia de que o técnico Tite, do Flamengo, foi diagnosticado com fibrilação atrial, chamou a atenção do público. Essa é a arritmia cardíaca mais comum, que afeta cerca de 2,5% da população brasileira, principalmente indivíduos a partir da sexta década de vida.  

No caso específico do técnico Tite, a predisposição genética, idade avançada e possíveis fatores de risco, como hipertensão arterial, baixa oxigenação sanguínea em locais de elevada altitude, como a Bolívia, e o estresse decorrente da necessidade de vencer a partida, podem ter sido determinantes para o surgimento da arritmia. Vale ressaltar que atletas e ex-atletas têm hipertrofia e dilatação das câmaras cardíacas, além de frequência cardíaca mais baixa do que a média da população geral, em decorrência do treinamento físico intenso. Por essas razões esses indivíduos costumam ter um risco maior de desenvolverem arritmias cardíacas. 

Embora a fibrilação atrial seja mais comum em indivíduos acima dos 60 anos, qualquer pessoa com doenças como diabetes, hipertensão arterial e insuficiência cardíaca associada à essa arritmia, está sob maior risco de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) ou até de morrer se não se submeter a um tratamento adequado. 

Essa situação serve como um importante alerta sobre a necessidade de monitorar a saúde cardíaca, especialmente em pessoas que enfrentam altos níveis de estresse físico e emocional, como atletas e técnicos de futebol. Além disso, a conscientização sobre os fatores de risco e os sintomas dessa condição é fundamental para garantir uma intervenção precoce e eficaz, promovendo uma melhor qualidade de vida para quem é afetado. 

É importante destacar que a prática regular de atividades físicas saudáveis deve ser sempre incentivada. O exercício físico é uma das principais formas de prevenção da fibrilação atrial e de outras condições cardíacas, e não deve ser evitado por medo dessa arritmia.


Dr. Dalmo Antônio R. Moreira - Cardiologista da Quoretech


Candidíase e outras infeções - o que são e suas principais causas


Médica ginecologista explica e dá dicas para tratamento

 

Infecções fúngicas e bacterianas causam muito desconforto.  Você conhece as diferenças e já precisou buscar tratamento especializado? Ginecologista explica os tipos, causas e como tratar. 

 

*Candidíase 

A candidíase é uma infecção causada pelo crescimento excessivo principalmente de um

fungo comum na flora vaginal: Candida albicans. “A infecção se manifesta com corrimento vaginal branco com bastante prurido. Alguns fatores que podem predispor são: uso de antibióticos,alimentação rica em açúcar, diabetes descompensada, uso prolongado de biquínis molhados, roupas íntimas inadequadas”, detalha Dra. Mariah Aguiar, ginecologista do Centro Médico Pastore ( RJ).  

A prevenção da candidíase é baseada em medidas comportamentais e mudança do estilo de vida. “É importante ter alimentação adequada, realizar exercício físico, uso de calcinhas de algodão e evitar usar roupas apertadas”, destaca a médica.

 

*Infecções Bacterianas (Vaginose Bacteriana)

“A flora vaginal também é composta por bactérias e a sua proliferação causa uma condição comum, chamada vaginose. É manifestada por corrimento amarelo, esverdeado ou acinzentado com odor fétido”, explica a ginecologista Dra. Mariah Aguiar. 

O tratamento dessa infecção é feito com antibiótico. “Alguns fatores que podem predispor são: duchas vaginais, estresse, higiene inadequada, múltiplos parceiros sexuais. A prevenção inclui medidas comportamentais e de higiene adequadas”, afirma a médica.  


*Doenças Sexualmente Transmissíveis “Atualmente as doenças Sexualmente Transmissíveis (ISTs) são um grupo composto por: clamídia, gonorreia, sífilis, herpes genital, HPV, hepatite, HIV, entre outras e o que tem em comum são a transmissão via sexual desprotegida. Podem ser manifestadas por lesões vaginais ou corrimentos ou podem ser assintomáticas, sendo descobertas apenas quando já avançadas”, destaca Dra. Mariah Aguiar, do Centro Médico Pastore. 

“A prevenção deve ser incentivada com uso de preservativos nas relações sexuais, realização de sorologias regulares e especialmente o preventivo e a vacina do HPV - disponível no sus e na rede particular - como principais formas de prevenção de câncer de colo de útero”, explica.  

Em qualquer caso de infecções e outros incômodos a higiene íntima adequada é fundamental e deve fazer parte da rotina diária.   “Como profissionais da ginecologia, o que mais vemos são mulheres, independente da idade, que realizam a higiene íntima de forma inadequada, podendo predispor a infecções. Deve-se saber que a higiene íntima nunca deve ser realizada internamente (na vagina), ou seja, não se deve fazer ducha vaginal. Além disso, a utilização de sabonetes e perfumes com cheiro forte são prejudiciais à saúde. Para finalizar, recomenda-se lavar a região da vulva diariamente com água e manter sempre a área seca”, reforça a ginecologista. 




Fonte: Dra. Mariah Aguiar - ginecologista do Centro Médico Pastore ( RJ).
CRM 5201214888 .


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