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segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Entre o sofá e o mundo: o conforto que nos acomoda e as oportunidades que nos escapam

Era uma vez um sofá. Aquele sofá que, à primeira vista, parece um refúgio acolhedor, um abraço suave no fim de um dia cansativo. Seus braços acolhem nossos corpos exaustos, enquanto a televisão, nossa fiel companheira, nos oferece uma janela para mundos distantes que raramente ousamos explorar além da tela. No entanto, esse mesmo sofá, que nos promete descanso, também pode ser uma armadilha sutil, um porto seguro que nos prende, que nos impede de zarpar rumo às águas desconhecidas das oportunidades que batem à nossa porta.

A zona de conforto, esse território familiar e previsível, é o espaço onde nossas ansiedades se acalmam e nossas inseguranças encontram um canto para se esconder. É onde sabemos exatamente o que esperar e, por isso, nos sentimos seguros. Afinal, quem não gosta de saber que o café estará na mesa às 8h, que o trabalho será o mesmo de sempre, que as mesmas pessoas nos cercarão dia após dia? Há um charme inegável na rotina, um prazer discreto em não precisar encarar o desconhecido.

Mas, e se esse conforto for apenas uma ilusão? Uma bolha que, ao invés de proteger, nos isola? Que nos impede de ver o que há além do horizonte, de sentir o vento da mudança e de crescer?

Em contraste, há o mundo lá fora, vasto e incerto. Um lugar onde as oportunidades surgem como relâmpagos, rápidos e imprevisíveis, exigindo que estejamos prontos para agarrá-las. Mas sair da zona de conforto não é uma decisão fácil. Requer coragem para enfrentar o medo do fracasso, para desafiar o status quo e para se abrir ao novo. É escolher o desconhecido em vez do familiar, o incerto em vez do seguro. É optar por uma vida de crescimento, ao invés de uma vida de estagnação.

Muitos de nós já ouvimos que a vida começa onde termina a zona de conforto. E há uma verdade poderosa nessa afirmação. Quando ousamos sair do conforto, nos abrimos para um mundo de possibilidades. Aprendemos novas habilidades, conhecemos novas pessoas, visitamos novos lugares e, o mais importante, nos descobrimos. Exploramos camadas de nossa personalidade que talvez nunca tivéssemos conhecido se tivéssemos permanecido em nosso pequeno mundo seguro.

Mas a zona de conforto não é apenas uma questão individual. Ela se reflete em toda a sociedade. Vivemos em tempos onde a mudança é a única constante. Empresas que não se reinventam estão condenadas a desaparecer. Profissionais que não se atualizam tornam-se obsoletos. Na economia moderna, a inovação é a moeda de troca, e aqueles que se apegam ao que é familiar, sem ousar inovar, acabam ficando para trás.

Ainda assim, há uma resistência natural ao novo. O ser humano, por sua natureza, busca a segurança. É por isso que tantos preferem a estabilidade de um emprego seguro ao risco de empreender; ou a companhia de amigos de longa data, mesmo que suas visões de mundo não coincidam mais, ao invés de se abrir para novas conexões. E essa escolha, ao longo do tempo, molda não só nossas vidas, mas nossa identidade.

Ao preferir a zona de conforto, podemos estar optando por uma vida de mediocridade, onde o sucesso é medido pela ausência de fracassos, e não pela conquista de grandes realizações. Uma vida onde o medo de falhar é mais forte do que a vontade de vencer. E qual o preço disso? O preço é uma existência em que o arrependimento toma o lugar da satisfação. Onde o "e se?" nos assombra nos momentos de silêncio. E se eu tivesse aceitado aquele desafio? E se eu tivesse me mudado para aquela cidade? E se eu tivesse começado aquele curso? O arrependimento, afinal, é um peso que carregamos silenciosamente, uma sombra que nos acompanha.

Por outro lado, abrir-se para o mundo de oportunidades é abraçar o risco, sim, mas é também abrir espaço para o crescimento, para o desenvolvimento pessoal e profissional. É encarar a vida como uma série de possibilidades, onde cada decisão pode nos levar a novas experiências, novas realizações. É trocar a segurança pela emoção, a previsibilidade pela surpresa, o comum pelo extraordinário.

Claro, escolher o desconhecido traz consigo suas próprias consequências. O fracasso é uma possibilidade real. A rejeição, a crítica e o erro fazem parte do pacote. Mas é preciso lembrar que o fracasso não é o fim, mas um passo no caminho para o sucesso. Cada erro nos ensina algo novo, cada queda nos fortalece, cada rejeição nos prepara para a próxima tentativa. E, acima de tudo, cada oportunidade aproveitada nos leva mais longe do que poderíamos imaginar.

No fim, a escolha é nossa. Podemos continuar no conforto do sofá, assistindo à vida passar pela tela da televisão, ou podemos nos levantar, abrir a porta e sair em busca do que o mundo tem a oferecer. Podemos optar por uma vida de segurança, mas vazia de realizações, ou por uma vida cheia de desafios, mas rica em experiências e conquistas.

A zona de conforto pode ser tentadora, mas é no desconforto que encontramos o nosso verdadeiro potencial. É fora dela que descobrimos quem realmente somos e do que somos capazes. Portanto, a pergunta que fica é: estamos dispostos a abrir mão do conforto para abraçar o desconhecido? Estamos prontos para trocar a certeza pela possibilidade? Afinal, a vida começa quando terminamos de nos acomodar. E você, vai se levantar?

 

Francisco Carlos - CEO Mundo RH e Tec Login - Top 100 People 2023
www.mundorh.com.br
www.teclogin.com.br


Locação para temporada: aspectos jurídicos essenciais para um contrato seguro

Canva


Com a proximidade das férias de verão, muitas pessoas iniciam o planejamento para a locação de imóveis para temporada. Diante do aumento significativo na procura por esse tipo de locação, é fundamental compreender as particularidades jurídicas associadas a essa modalidade contratual para assegurar a proteção legal tanto para locadores quanto para locatários. 

A locação para temporada é regulamentada pelos artigos 48 e seguintes da Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91) e destina-se, predominantemente, ao lazer durante períodos como as férias de verão. No entanto, também pode ser utilizada para finalidades específicas, tais como a realização de cursos, tratamento de saúde, ou por outros motivos que demandem prazo determinado e de curta duração. 

Um aspecto crucial desta modalidade é que o contrato de locação para temporada deve ter um prazo de duração que não exceda 90 dias. Caso o prazo ajustado seja ultrapassado e o locatário continue ocupando o imóvel sem oposição do locador por mais de 30 dias, a locação será presumida por tempo indeterminado, convertendo-se em uma locação residencial comum. Nessa hipótese de prorrogação por prazo indeterminado, o locador só poderá denunciar o contrato após 30 meses de seu início ou conforme as hipóteses legais específicas aplicáveis. 

Para proteger o locador na locação para temporada, a legislação prevê a possibilidade de ação de despejo por denúncia vazia, ou seja, sem justo motivo para retomar o bem, caso o imóvel não seja desocupado pelo locatário ao término do prazo contratual. Inclusive há a possibilidade de concessão de liminar para desocupação em 15 dias, o que facilita a recuperação do imóvel. 

Nos casos em que a locação envolver imóvel mobiliado, a lei exige a descrição dos móveis e utensílios, bem como o estado de conservação dos mesmos, a fim de evitar cobranças indevidas por danos não causados pelo locatário.Neste ponto recomenda-se a elaboração de um relatório de vistoria que registre a descrição detalhada dos bens. 

Outra característica das locações para temporada é a possibilidade de cobrança antecipada e integral dos aluguéis e demais encargos locatícios. Contudo, se a locação for prorrogada por tempo indeterminado, a exigência de pagamento antecipado não será mais aplicável. 

Além disso, o locador tem o direito de exigir uma garantia locatícia do locatário, para assegurar o cumprimento das obrigações contratuais e a reparação de eventuais danos ao imóvel. 

Observa-se que, apesar da aparente simplicidade das locações para temporada e, muitas vezes, em razão da urgência em garantir o imóvel desejado para o período de férias, a falta de cuidado em relação aos aspectos legais do contrato pode acarretar prejuízos significativos para as partes. 

Portanto, recomenda-se que as partes envolvidas consultem advogados especializados para garantir que o contrato esteja em conformidade com a legislação vigente e reflita fielmente os termos acordados, proporcionando segurança jurídica para ambas as partes.




Ana Paula de Carvalho - advogada no escritório Alceu, Machado Sperb & Bonat Cordeiro Advocacia nas áreas do Direito Societário e Contratos Empresariais.


5 ensinamentos sobre liderança para aplicar nos negócios

Especialistas em gestão empresarial e liderança corporativa destacam as principais atitudes dos atletas olímpicos que devem ser replicadas no ambiente corporativo

 

 

A cada quatro anos, os jogos olímpicos tomam os holofotes para si e o mundo inteiro para. Os países ficam na expectativa e na torcida de suas confederações esportivas trazerem as medalhas para casa - não importa se de ouro, prata ou bronze, mas sim o orgulho e a sensação de êxtase de ocupar o pódio. Esse espetáculo esportivo global também traz exemplos importantes sobre liderança que podem ser adaptadas para o mundo empresarial, com habilidades e atitudes que gestores devem praticar se quiserem se tornar líderes de sucesso.

 

E existe um motivo para isso: em 2023, a consultoria Robert Half realizou a 23ª edição do Índice de Confiança, com o intuito de medir o índice de satisfação dos colaboradores dentro da empresa em que trabalham; dos 1.161 profissionais ouvidos, 79% afirmaram se sentir bem e felizes com suas atribuições e 94% dos entrevistados apontaram que seus líderes influenciam diretamente na satisfação dentro da companhia.

 

Segundo Natal Pinto, profissional com 20 anos de experiência em liderança, fundador e CEO da InMerc Escola de Negócios e CEO da VDPrev Advocacia, o desenvolvimento pessoal e profissional da equipe é de suma importância para o sucesso a curto, médio e longo prazo. “Embora os atletas olímpicos frequentemente se destaquem individualmente, muitos têm o suporte de uma equipe técnica e de apoio. No ambiente corporativo, o trabalho em equipe é fundamental para o sucesso”, enfatiza. 


 

Como aplicar os ensinamentos olímpicos em um mundo cada vez mais tecnológico?

 

No Brasil, segundo uma pesquisa encomendada pela IBM em 2022, 41% das empresas implementaram ativamente a inteligência artificial (IA) no dia a dia corporativo, sendo que 73% dos profissionais de tecnologia da informação (TI) aceleraram os investimentos nos últimos dois anos. Eduardo Freire, CEO e estrategista de inovação corporativa da FWK Innovation Design, reforça que, em um mundo cada vez mais dependente da tecnologia, a colaboração multidisciplinar é fundamental, assim como no esporte.

 

“Estamos em um cenário no qual a maior vontade competitiva para usar soluções tecnológicas é a necessidade de dados. Quando as empresas já nascem com uma implementação tecnológica, elas têm certa vantagem competitiva sobre as que não fazem uso de tecnologias”, explica ele.

 

Com isso, como aprender com atletas que representam suas nações na mais importante competição esportiva do mundo? A seguir, os CEOs compartilham seus conhecimentos, baseados em anos de experiência em gestão de pessoas e liderança corporativa, com base nas atitudes observadas nos jogos olímpicos.

 

1. Lidere com inspiração e capacitação: “Liderar uma equipe vai muito além de coordenar colaboradores e tarefas. Um líder bem-sucedido inspira, capacita e, acima de tudo, acredita no potencial das pessoas, incentivando-as a se tornarem melhores - especialmente na ausência do gestor. Com um ambiente no qual o crescimento pessoal e profissional é constantemente incentivado, pode-se cultivar excelência e sensação de realização duradouras”, conta Natal.

 

2. Adote a resiliência e a simplicidade na equipe: “Evoluir constantemente colabora para alcançar resultados superiores e ultrapassar expectativas; adotar simplicidade é uma forma de inovação eficaz; e adaptar-se às diferenças individuais dentro da equipe valoriza as particularidades de cada membro, criando um ambiente onde todos se sintam seguros para contribuir. Afinal, a liberdade criativa e a confiança são essenciais para um ambiente de trabalho harmonioso e produtivo”, diz Eduardo.

 

3. Acredite na colaboração multidisciplinar: “A magia da colaboração multidisciplinar no ambiente corporativo reside na união de esforços, mesmo diante dos desafios inevitáveis. Durante minha experiência, percebi que a responsabilidade não é apenas individual; é coletiva. Todos devemos contribuir além das fronteiras de nossas funções para alcançar soluções significativas”, complementa o CEO da FWK.

 

4. Invista no desenvolvimento contínuo: “Mesmo que o treinamento possa ter um custo inicial, os benefícios a longo prazo podem superar significativamente esse investimento. Funcionários mais bem-treinados tendem a ser mais produtivos, engajados e capazes de contribuir para o sucesso geral da empresa. Basta apenas ver as companhias que alcançaram sucesso significativo por meio do investimento em treinamento executivo”, explica Natal Pinto.

 

5. Lidere com inclusão e inovação: “Em um cenário no qual a empatia e a automação são fundamentais, adiciona-se ainda a importância de outras práticas essenciais, em especial a idealização de projetos com foco na inclusão de pessoas desde o princípio. E não digo apenas no sentido de promover a diversidade, mas também de potencializar a inovação ao integrar diferentes perspectivas”, conclui Freire.

 




Natal Pinto - fundador e CEO da InMerc Escola de Negócios, CEO da VDPrev Advocacia, profissional com 20 anos de experiência em liderança, vivenciados em empresas Nacionais e Multinacionais, como Ambev, Coca-Cola, Nestlé e Ultragaz. Possui MBA em Logística e Operações, graduação em Administração de Empresas, Especialista em análise de perfil comportamental Assessment e Coach Business.
FWK Innovation Design


Aval do Sebrae para garantir crédito já beneficia pequenos negócios gaúchos atingidos pelas cheias

Presidente do Sebrae, Décio Lima, durante a assinatura
dos primeiros contratos para concessão de crédito
a pequenos negócios gaúchos. 
Grégori Bertó

Contratos foram assinados nesta quinta-feira (29) e fazem parte do Acredita e integra a Ação Sebrae pelo Rio Grande do Sul


O presidente do Sebrae, Décio Lima, e os ministros da Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, participaram, nesta quinta-feira (29), da cerimônia de assinatura dos primeiros contratos para concessão de crédito a pequenos negócios gaúchos com garantias do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), gerenciado pelo Sebrae. A meta é um aporte de garantias no Fundo de Aval para realizar R$ 1 bilhão em crédito para os pequenos negócios, com 100% de cobertura em cada operação e isenção de taxas, voltado para atender os empreendedores gaúchos que ainda sofrem as consequências das enchentes no estado.

“Quando damos a garantia, os juros caem porque não há risco. E quando a gente pulveriza nos diversos agentes, provocamos uma competição no sistema financeiro, reduzindo ainda mais as taxas de juros. Além disso, há ainda a segurança que o micro e pequeno empreendedor vai ter, pois nós somos os avalistas”, explicou o presidente do Sebrae, Décio Lima.

O ministro da Reconstrução, Paulo Pimenta, destacou os esforços para que os recursos cheguem a todos que possuem algum empreendimento no estado.
“Desde o início, temos conversado com o Sebrae para trazer o recurso a esses empreendedores. Estamos muito felizes com a presença do presidente Décio Lima aqui”, destacou.

Uma das empreendedoras beneficiadas com o aporte é Juliana Berenice da Costa, proprietária da Charme Lingerie e Moda Praia, um pequeno negócio em Campo Bom (RS). Ela está tomando, pela primeira vez, um crédito no valor de R$ 50 mil, com aval do Fampe, para investir no e-commerce após seu faturamento ter sido afetado pelas enchentes. “Eu mantenho a loja pela fidelização que eu tenho com as clientes, mas sinto a necessidade de entrar nesse segmento”, conta. “Foi muito rápido conquistar o empréstimo, sem grandes burocracias. Nós somos bons pagadores, mas se o banco não acreditar, não adianta”, continuou Juliana, que receberá um voucher de R$ 2,5 mil para a contratação de uma consultoria especializada em negócios do Sebrae.

Letícia Pimentel da Silva, de Esteio, é sócia-proprietária da Granplast, uma pequena indústria de embalagens recicladas. Ela contou que durante as chuvas não teve como acessar a empresa e perdeu muitos fornecedores e clientes. A empreendedora explicou como pretende utilizar o crédito conquistado com o aval do Sebrae. “Vamos fazer investimentos em máquinas novas, em melhorias na tecnologia para um aumento de produção e de faturamento”, afirmou. “Os juros estão bem dentro do nosso orçamento e como não vamos precisar dar nada como garantia, está sendo muito bom”, completou.

Agricultura familiar

Durante o evento, dois representantes de cooperativas de produtores rurais também assinaram contratos de financiamento com o aval do Sebrae por meio do Fampe. “A disponibilização desse aval para as cooperativas da agricultura familiar mostra que o Sebrae quer fazer um trabalho social de maior profundidade chegando aos rincões do Brasil”, destacou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira.

Uma delas é a Cooperativa dos Trabalhadores da Reforma Agrária Terra Livre, com sede em Nova Santa Rita (RS) e abrangência em todo o estado com a produção de leite, arroz orgânico, suco da uva, mel e feijão. Djones Roberto Zucolotto, que integra a direção da entidade com cerca de 1 mil cooperados, explicou que os recursos chegaram em boa hora.

“Foram três eventos seguidos de estiagem aqui no Rio Grande do Sul, onde as nossas famílias sofreram muito. E, recentemente, as enchentes. Esse recurso vem justamente neste momento que vamos precisar de um capital de giro para continuarmos produzindo e comercializando para o mercado institucional, com alimentação escolar pelo PNAE [Programa Nacional de Alimentação Escolar] e nos PAAs [Programa de Aquisição de Alimentos] para o Exército, para os institutos federais e hospitais”, disse.


Especialistas apontam sete áreas fundamentais do saber para desenvolvimento e uso da IA nas empresas

 Para solucionar desafios em empresas de diferentes setores da economia é importante o envolvimento de profissionais de diversas áreas ou com perfis multidisciplinares

 

A utilização de recursos da IA com uma visão integrada, envolvendo diversas áreas do saber, é fundamental para o enfrentamento dos complexos desafios de negócios em empresas dos mais diferentes setores da economia. O especialista em Inteligência Artificial Gibram Raul, CEO da Technium, elenca sete delas: matemática, estatística, ciência da computação, robótica, artes, biologia e física. 

Gibram também destaca o conhecimento das neurociências como diferencial para enfrentar as dificuldades humanas na adoção da tecnologia. “A IA tem se mostrado cada vez mais importante para ajudar as empresas a superarem desafios em suas áreas de negócios. Em um cenário de constante evolução, vemos que competências multidisciplinares combinadas às neurociências trazem relevantes benefícios, incluindo ganhos com produtividade”, afirma. 

Para David Quintão, COO da Technium, a diversidade de conhecimento permite o entendimento e análises mais completas em relação aos desafios socioeconômicos e ambientais, por exemplo. “Os conhecimentos adquiridos ao longo da vida são ferramentas extraordinárias que precisamos utilizar para resolver os desafios diários. A criatividade e o conhecimento técnico, quando aplicados corretamente, permitem o desenvolvimento de IA capaz de aprender com o ser humano e potencializar a personalização de soluções para cada empresa, tornando a IA o seu diferencial competitivo”, pontua. 

Esse e outros temas serão abordados durante o AI For Every Challenge (Inteligência Artificial para todos os desafios, em português), em 12 de setembro, no Cubo Itaú, São Paulo. Além de palestras com especialistas, haverá um painel multidisciplinar, apresentação de cases e um espaço exclusivo para perguntas, permitindo aos participantes esclarecer dúvidas e realizar interações durante a imersão.

 

Technium


Tributação versus solidariedade

 

A discussão sobre o Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/24, inserido no contexto da reforma tributária brasileira, trouxe à tona questões relevantes para o setor filantrópico do país. Esse segmento, vital para o desenvolvimento social e a diminuição das desigualdades, poderia enfrentar sérias dificuldades caso suas especificidades e necessidades não fossem consideradas. A natureza das entidades filantrópicas, que operam sem fins lucrativos e com a missão de atender comunidades vulneráveis e de promover bem-estar social, exige uma atenção particular no desenho de políticas tributárias. 

Foram meses de intensa mobilização do setor filantrópico em busca de sensibilizar sobre os possíveis impactos da reforma nessa prestação de serviços, mostrando como essas instituições desempenham um papel crucial nos cuidados de saúde, educação e assistência social. Atualmente, mais de 365 mil crianças e jovens de baixa renda são beneficiados com bolsas de estudo, além de 60% dos atendimentos do SUS serem feitos em hospitais filantrópicos e Santas Casas. São mais de 27 mil instituições sem fins lucrativos que prestam serviços gratuitos em todo o país, gerando 1,6 milhão de empregos diretos, segundo o Ministério do Trabalho. 

A primeira etapa foi vencida na Câmara, com alterações importantes no texto da proposta, mas é preciso que agora o Senado também entenda que é essencial manter esse olhar para o setor sem tornar mais onerosa a operação das instituições filantrópicas. A filantropia é cláusula pétrea da Constituição brasileira e ela garante a destinação de recursos aos mais vulneráveis. A redução dessas garantias iria significar um retrocesso. Entidades que atuam em áreas cruciais poderiam ser forçadas a diminuir ou até mesmo cessar suas operações, e o impacto negativo seria imediato, atingindo diretamente as populações mais vulneráveis.

Ao buscar simplificar e aumentar a arrecadação, com a proposta original, o governo iria , inadvertidamente, onerar as organizações filantrópicas. O aumento de tributos, ainda que indiretos, sobre essas entidades reduziria sua capacidade financeira, limitando a sua atuação e a oferta de programas essenciais. Em um cenário onde o Estado já enfrenta dificuldades para atender às demandas sociais, as organizações filantrópicas são um alicerce indispensável. Assim, impor maiores tributos sobre essas entidades seria um contrassenso, agravando ainda mais as desigualdades e a precariedade dos serviços sociais. Essa carga adicional desviaria esforços e recursos que poderiam ser mais bem empregados em projetos e serviços comunitários, prejudicando a eficiência e a eficácia das operações filantrópicas.

Além disso, precisamos o quanto antes retomar a clareza sobre o futuro das imunidades, isenções e benefícios fiscais para evitar que isso possa reduzir o fluxo de doações e investimentos no setor filantrópico, comprometendo sua sustentabilidade e capacidade de impacto. A previsibilidade e a segurança jurídica também são fundamentais para o planejamento e para a captação de recursos em longo prazo. Investidores e doadores, tanto nacionais quanto internacionais, se sentiriam desencorajados a apoiar organizações que operam em um ambiente regulatório instável.

É urgente que os legisladores mantenham suas posições e considerem as consequências adversas que a eliminação de imunidades, o aumento da oneração fiscal, a burocratização excessiva e a incerteza jurídica poderiam trazer para essas organizações que desempenham um papel insubstituível. Qualquer medida que coloque em risco sua operação e sustentabilidade deve ser reavaliada com o devido cuidado e responsabilidade. 

A reforma tributária deve, acima de tudo, promover um ambiente que fortaleça e amplie a capacidade das entidades filantrópicas de continuar seu trabalho vital na construção de uma sociedade mais igualitária. A questão, desde o início, sempre foi  a busca por um olhar cuidadoso para aqueles que o Estado nem sempre alcança. E não podemos perder isso de vista.


Carmem Murara - diretora de Relações Institucionais e Governamentais do Grupo Marista e diretora de Comunicação do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas.

 

BOLETIM DAS RODOVIAS

Semana começa com pontos de congestionamento no Sistema Anhanguera-Bandeirantes 

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo na manhã desta segunda-feira (2). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação 5x5 - A Rodovia Anchieta (SP-150), sentido capital, apresenta lentidão do km 20 ao km 17 e tráfego intenso do km 13, no sentido litoral o tráfego é normal. Na Rodovia dos Imigrantes (SP-160), há congestionamento  no sentido capital do km 20 e do km 14,  sentido litoral o tráfego é normal.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330), sentido capital, apresenta congestionamento do km 13 ao km 11+360 e do 112 ao km 104, o tráfego é intenso do km 38 ao km 37  e do km 62 ao km 60. No sentido interior o tráfego é normal. Já na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), sentido interior, o tráfego é normal, no sentido capital o tráfego está congestionado do km 17 ao km 13+360.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

Na Rodovia Raposo Tavares (SP-270), o tráfego é lento no sentido capital do km 38 ao km 34, no sentido interior o tráfego é normal. Já a Rodovia Castello Branco (SP-280), apresenta lentidão do km 17 ao km 13+700, do km 30 ao km 24, no sentido interior o tráfego é normal.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

O corredor, sentido capital, apresenta tráfego lento do km 23 ao km 18, para quem segue sentido interior o tráfego é normal. 

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


Capital abre mês de setembro com mais de 1,2 mil vagas de emprego

Com destaque para oportunidades na indústria, processos seletivos intermediados pela Prefeitura de São Paulo, ocorrem até a próxima quarta-feira (4) na rede do Cate.

 

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, disponibiliza para as primeiras semanas de setembro mais de 1.200 vagas de emprego no Cate - Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo, com destaque para oportunidades no comércio, serviços e também na indústria. Os processos seletivos ocorrem até a próxima quarta-feira (04), em uma das 36 unidades do Cate. A inscrição também pode ser feita pelo Portal Cate no mesmo período. 

“De acordo com pesquisas recentes, a criação de empregos formais no país somou 188 mil em julho, sendo o setor de indústria responsável por quase 50 mil vagas. Nessa semana contamos com oportunidades nesse setor, uma mostra que os trabalhadores estão podendo contar com mais opções de área de trabalho na cidade. A indústria tem papel relevante na economia e mostra o fortalecimento desta cadeia produtiva”, comenta a secretária municipal de Desenvolvimento Economico e Trabalho, Eunice Prudente.

 

Oportunidades

Entre as vagas disponíveis na semana, estão 130 de auxiliar de linha de produção, com salários entre R$ 1.504 e R$ 2.079, mais benefícios. As oportunidades oferecidas variam entre permanentes e temporárias e possuem escalas de 6x1 e 5x2.  Os candidatos precisam ter ao menos o ensino fundamental incompleto, há postos que não exigem experiência, com chances para todas as regiões do município. 

Outras oportunidades que também se destacam são 40 vagas para auxiliar de logística, que exigem entre ensino fundamental e médio completos dos candidatos. Os salários para as funções iniciam em R$ 1.749 e vão até R$ 1.910, além dos benefícios oferecidos pelas empresas. 

No cargo de auxiliar de limpeza, as vagas disparam com 252 postos para os processos seletivos abertos. Para a função, os salários variam de R$ 1.460 a R$ 2.231 mais benefícios, a maioria exige seis meses de experiência prévia, além do ensino fundamental ou médio, que pode estar em andamento. As vagas são para as regiões norte, sul, leste, oeste e centro. 

Quem busca trabalho no comércio tem 235 postos à disposição na posição de atendente. A atuação será em lojas, redes de fast food, redes de cinema, padarias, farmácias, entre outros. Os salários chegam a R$ 1.990, com oportunidades para bairros como Aclimação, República, Pirituba e Barra Funda.


Cate Móvel

O Cate Móvel e a Ade Sampa - Agência São Paulo de Desenvolvimento também iniciam os primeiros dias do mês levando seus serviços de empregabilidade e empreendedorismo para a população paulistana. As vans marcam presença nas zonas norte, sul e leste. 

Na zona norte, o Cate Móvel estaciona no Sacolão Municipal City Jaraguá, na Rua Cláudio Santoro 482, durante os dias 02 a 06 de setembro, das 09h às 15h. Indo para a zona sul, o Cate Móvel vai para a Escola Municipal de Ensino Fundamental Vargem Grande, na Rua Beija Flor, 01,nos dias 05 e 06 de setembro. 

 Por fim, na zona leste, os serviços de empregabilidade do Cate encerram suas atividades nos dias 10 e 11 de setembro, na Escola Social Marista Irmão Justino, na Rua Catleias, 50. Em todas essas ações, o horário de atendimento é das 09h às 15h.


 Serviço:

Processos seletivos para vagas de emprego no Cate

Dias: até 4 de setembro (quarta-feira)
Inscrição: Portal Cate

Ou em uma das unidades do Cate

Horário de funcionamento: das 8h às 17h

É necessário apresentar RG, CPF e a carteira de trabalho (que pode ser a digital)

Zona Central

· Cate Central - Av. Rio Branco, 252 – Campos Elíseos

· Cate Central - Rua Quinze de Novembro, 268 (Descomplica SP)

Zona Norte

· Cate Freguesia/Brasilândia - Av. João Marcelino Branco, 95 – Vila dos Andrades (Descomplica SP)

· Cate Jaçanã/Tremembé  - Rua Luis Stamatis, 300 - Jaçanã (Descomplica SP)

· Cate Jaraguá - Estrada de Taipas, 990 – Pq. Nações Unidas (Descomplica SP)

· Cate Perus - Rua Ylídio Figueiredo, 285 – Perus (Descomplica SP)

· Cate Pirituba - Rua Paula Ferreira, 1708 – Vila Pirituba (Descomplica SP)

· Cate Santana - Av. Tucuruvi, 808 – Tucuruvi (Descomplica SP)

· Cate Casa Verde - Avenida Ordem e Progresso, 1001 (Descomplica SP)

· Cate Vila Maria/Vila Guilherme - Rua General Mendes, 111 – Vila Maria Alta (Descomplica SP)

 

Zona Sul

· Cate Campo Limpo - Av. Giovanni Gronchi, 7143 - 4º andar - Vila Andrade (Descomplica SP)

· Cate Cidade Ademar - Av. Yervant Kissajikian, 416 – Vila Constância (Descomplica SP)

· Cate Interlagos - Av. Interlagos, 6122 - Interlagos

· Cate Ipiranga - Rua Breno Ferraz do Amaral, 425 – Ipiranga (Descomplica SP)

· Cate Jabaquara - Av. Eng. Armando de Arruda Pereira, 2314 - Jabaquara (Descomplica SP)

· Cate M’Boi Mirim – Av. Guarapiranga, 1695 – Vila Socorro (Descomplica SP)

· Cate Parelheiros - Estrada Ecoturística de Parelheiros, 5252 – Jd. Dos Alamos (Descomplica SP)

· Cate Santo Amaro - Praça Floriano Peixoto, 54 – Santo Amaro (Descomplica SP)

· Cate Vila Mariana - Rua José de Magalhães, 500 - Vila Clementino (Descomplica SP)

. Cate Capela do Socorro - Rua Cassiano dos Santos, 499 – Jd. Clipper (Descomplica SP)

 

Zona Leste

· Cate Aricanduva – Av. Aricanduva, 5777 – Aricanduva (Descomplica SP)

· Cate Cidade Tiradentes - Av. Ragueb Chohfi, 7001 – Guaianases (Descomplica SP)

· Cate Guaianases - Rua Copenhague, 92 – Guaianases (Descomplica SP)

· Cate Itaim Paulista - Av. Marechal Tito, 3012 – São Miguel Paulista (Descomplica SP)

· Cate Itaquera - Rua Augusto Carlos Bauman, 851 - Itaquera

· Cate Itaquera 2 - Av Itaquera 6735 (Descomplica SP)

· Cate Penha - Rua Candapuí, 492 – Vila Marieta (Descomplica SP)

· Cate São Mateus - Av. Ragueb Chohfi, 1400 – Jd. Três Marias (Descomplica SP)

· Cate São Miguel Paulista - Rua Dona Ana Flora Pinheiro de Souza, 76 – Vila Jacuí (Descomplica SP)

· Cate Sapopemba - Av. Sapopemba, 9064 – Jd. Aurora (Descomplica SP)

· Cate Vila Prudente - Av. do Oratório, 172 – Jd. Independência (Descomplica SP)

· Cate Ermelino Matarazzo - Rua Boturussu, 1180 – Parque Boturussu (Descomplica SP)

· Cate Mooca – Rua Hipódromo, 1552 – Mooca (Descomplica SP)

 

Zona Oeste

· Cate Butantã - Rua Doutor Ulpiano da Costa Manso, 201 – Jd. Peri (Descomplica SP)

· Cate Pinheiros - Avenida Dra. Ruth Cardoso, 7123 (Descomplica SP)

· Cate Lapa - Rua Guaicurus, 1000 – Água Branca (Descomplica SP)

 

Atendimento no Descomplica SP

 

Atendimento Cate Móvel

Zona Norte

Data: 2 a 6 de setembro

Horário: 09h às 15h

Local: Sacolão Municipal City

Endereço: R. Cláudio Santoro, 482 - Conj. City Jaragua 

 

Zona Sul

Data: 5 e 6 de setembro

Horário: 09h às 15h

Local: EMEF Vargem Grande

Endereço: Rua Beija Flor, 1 - Colônia

 

Zona Leste

Data: 10 e 11 de setembro

Horário: 09h às 15h

Local: Escola Social Marista Irmão Justino

Endereço: Rua Catléias, 50 - Jardim Nair

 

domingo, 1 de setembro de 2024

4 mitos e verdades sobre os hábitos alimentares dos gatos


Conhecer o paladar e o que estimula o olfato do pet é crucial
 também para oferecer um tratamento manipulado personalizado
Foto Vitor Zanfagnini
O paladar exigente é apenas uma das peculiaridades dos felinos, que já correspondem a mais de 30 milhões dos pets brasileiros

 

Com hábitos alimentares próprios e paladares um tanto sofisticados, os gatos ganham fama e incontáveis memes na internet. Quem nunca viu uma publicação de um gato reclamando que está passando fome em frente ao comedouro cheio, por exemplo? Embora seja divertido rir desses comportamentos, compreender as peculiaridades da espécie facilita a vida do tutor e colabora com a qualidade de vida dos bichanos.

A médica-veterinária e consultora da DrogaVET, Farah de Andrade, revela alguns mitos e verdades sobre os felinos.

 

Os felinos são carnívoros – VERDADE

Assim como os felinos de grande porte (tigres, onças, entre outros), os gatos domésticos também são carnívoros obrigatórios, o que significa que sua dieta natural é composta principalmente de carne. Na natureza, a ingestão de folhas, grãos e vegetais é feita em menor proporção e por meio dos alimentos contidos no estômago das presas. Por isso, a alimentação natural e as rações incluem também legumes, verduras e até mesmo carboidratos, em menor proporção.

Algumas características do organismo dos gatos são exclusivas de carnívoros, como ter menos dentes molares e pré-molares, se comparados aos cães, e dentes caninos maiores para perfurar e rasgar a carne das presas. O sistema digestório é mais simples, pois há baixa ingestão de fibras e carboidratos, tendo o estômago menor e o intestino mais curto que outras espécies. Além disso, o gato não possui a enzima que dá início à digestão dos carboidratos na boca, a amilase salivar.

 

Os gatos não sentem o sabor doce - VERDADE

Outra característica curiosa é não conseguirem detectar o sabor doce devido à ausência de um  receptor específico e ao número de papilas gustativas reduzidas, cerca de 500, enquanto os humanos possuem mais de 9 mil. No entanto, os sabores amargo, salgado e ácido são percebidos pelos felinos.

Embora o paladar não seja como o nosso, o olfato é o sentido mais utilizado: os gatos têm três vezes mais células olfativas do que os humanos. Por isso, a alimentação deve ser bem cheirosa e a interferência de outros odores junto aos comedouros deve ser evitada, como o uso de produtos de limpeza e essências para o ambiente.

Gatos não costumam aceitar a ingestão de comprimidos, mas
 podem se adaptar facilmente com medicamentos manipulados
 em formas úmidas, como molhos e pastas oral

Crédito: Gustavo Araújo

Os bichanos são seletivos para comer porque são mimados – MITO

O que parece frescura, na verdade é o instinto de proteção dos felinos. A ração que fica exposta por muito tempo perde o frescor, o odor e pode até proliferar microrganismos, o que é interpretado pelo gato como um alerta de perigo. Além disso, eles não gostam de encostar os bigodes nos potes e podem se recusar a comer os grãos de ração que ficam nos cantos. A veterinária lembra também que o ideal é disponibilizar a alimentação mais vezes ao dia e na quantidade necessária para o período. Os gatos preferem fazer várias pequenas refeições, em vez de consumir grandes quantidades de uma só vez, assim como seus ancestrais selvagens, que capturavam pequenas presas diversas vezes ao dia.

Considerando ainda a ancestralidade, a preferência por alimentos úmidos e suaves vem da semelhança com carne fresca. “Esse fator também pode ser considerado quando o gato precisa de um tratamento. Eles não costumam aceitar a ingestão de comprimidos, mas podem se adaptar facilmente com medicamentos manipulados em formas úmidas, como molhos e pastas orais, e se sentirem atraídos pelos flavorizantes de peixe, frango, carne e queijo, por exemplo”, ressalta a veterinária. A DrogaVET é pioneira em manipulação veterinária, oferecendo cerca de 20 formas farmacêuticas e 30 flavorizantes que facilitam a adesão ao tratamento de diversas espécies.

Os hábitos alimentares adquiridos nos primeiros 6 meses de vida também influenciam as escolhas quando adultos. Se experimentarem texturas e sabores variados quando filhotes, se adaptarão mais facilmente a dietas diversificadas.

 

Os gatos preferem o sabor de peixe - MITO

A clássica cena dos desenhos animados com gatos enfeitiçados pelo sabor de peixe não é tão verdadeira. Na natureza, os felinos caçam mais aves e roedores. Por isso, rações e alimentação natural com carne bovina, de cordeiro e, especialmente, frango costumam fazer muito sucesso. “Devemos observar o apetite do pet com a ração ou alimentação. Se ele não parecer tão motivado ao se alimentar é importante testar um novo sabor, lembrando que a troca de ração deve ser gradativa para não afetar o sistema digestório do animal. Além disso, gatos não devem ficar longos períodos sem se alimentar. Então, nada de experimentar deixar o gato sem comer na tentativa de que ele aceite o sabor disponível”, alerta Farah.

A veterinária também revela que na rotina da farmácia o sabor frango é o mais pedido, seguido por salmão e atum. “Conhecer o paladar e o que estimula o olfato do pet é crucial, não somente para a dieta do animal, mas também para quando ele precisa de um tratamento”.

Além das peculiaridades alimentares dos bichanos, é importante considerar os cuidados com a higiene para garantir a aceitação dos alimentos e a saúde do pet. É recomendável manter um local fixo para os comedouros, sempre longe da caixa de areia, e lavá-los após a alimentação para evitar a proliferação de microrganismos. 



DrogaVET
www.drogavet.com.br


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