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domingo, 23 de julho de 2023

5 passos para planejar e começar uma reforma

Decidir reformar exige planejamento e organização, saiba como iniciar este processo para que seja o mais tranquilo possível


O desejo de mudança uma hora chega para todos, principalmente para quem vive há muito tempo no mesmo ambiente. Reformar é um hábito no Brasil, um estudo realizado pela Obramax em 2022, que entrevistou clientes e profissionais de obra, mostra que 73,4% dos brasileiros compram materiais de construção para reformar.

No entanto, saber por onde começar a planejar a mudança de alguns ambientes ou da casa toda, pode ser um desafio, especialmente para quem não tem conhecimento sobre o universo da construção civil. 

Visando direcionar quem pretende dar uma repaginada na casa, mas não sabe por onde começar, as plataformas Triider e habitissimo, especializadas em contratação de profissionais de pequenas a grandes obras e reformas, trazem 5 passos para tirar de vez os planos do papel. Confira:


1- Planeje seus objetivos

Ter objetivos bem definidos é o primeiro passo para saber por onde começar uma reforma residencial. Se o imóvel possui problemas de estrutura ou hidráulicos, determinar quais as partes que receberão modificações e o que será consertado fica mais fácil.

Em contrapartida, há quem queira realizar mudanças por questões estéticas, por isso a dica é colocar no planejamento de forma clara o motivo da obra, por exemplo: ampliação do espaço, trazer mais conforto, trocar o revestimento, valorizar para futura venda. Fazer isso ajuda na hora de comprar os materiais e também o cronograma da obra, principalmente na hora de cumprí-lo. 

Ainda dentro do planejamento, fazer uma lista de compras que englobe desde materiais de construção, decoração, até serviços profissionais é extremamente importante. Isso ajuda a minimizar possíveis problemas, facilita a consulta de preços e auxilia na contratação de profissionais, oferecendo uma visão geral da obra.


2- Pesquisa de preços

Com o planejamento e lista prontos, chegou a hora de sair em busca dos melhores preços. A pesquisa é fundamental, pois, por meio dela, custos podem ser reduzidos consideravelmente, ou evitados, porque sabendo as quantidades e os materiais necessários fica mais difícil sair do previsto e fazer compras desnecessárias. 


3- Autorizações 

Caso a reforma seja feita em apartamento ou casas de condomínio, é importante verificar se há necessidade de pedir autorizações. Numa ampliação de espaço, por exemplo, é preciso ter certeza de quais paredes podem ser derrubadas, isso é fundamental para a segurança do proprietário e dos demais moradores do prédio.

Alguns serviços como retirada de árvores, rebaixamento de calçadas, modificações na planta do imóvel, precisam ser comunicados e autorizados previamente pela prefeitura da cidade. A obra corre o risco de ser embargada caso comece sem a documentação necessária.


4- Roteiro de obra

Normalmente, um roteiro de obra não foge da seguinte ordem: primeiro a parte de demolição, serviços da parte elétrica e hidráulica, regularização do piso e paredes, o revestimento, instalação da iluminação, pintura, limpeza e, por fim, a decoração.Ter isso em mãos facilita na gestão de tempo e tomada de decisões.


5- Contratação de profissionais

Contratar profissionais capacitados para cada segmento da obra é fundamental para o bom andamento do projeto. Além do boca a boca, que é um clássico para chegar em indicações de especialistas, nos dias de hoje conseguimos encontrar boas opções online. Nesse caso, o habitissimo pode se tornar um meio para encontrar o profissional desejado, pois dentro da plataforma existem diversas áreas de atuação, com direito a avaliações e recomendações.

 


Triiderhttps
//www.triider.com.br/

habitissimo
https://www.habitissimo.com.br/


Luz Amarela ou Luz Branca? Saiba quais os momentos certos de usar cada uma

Com Philips Hue é possível ter qualquer opção de iluminação em todos os momentos com apenas uma lâmpada


Se você é heavy user de redes sociais, sem dúvidas já está por dentro do meme do momento: a polêmica da Luz Branca ou Luz Amarela. Mas, sabia que por trás do tema há muito mais do que apenas uma preferência de cor e estilo? A Philips Hue te ajuda a entender um pouco mais sobre o assunto e também dá sugestões de como ter as duas opções em uma só lâmpada.

 

“A diferença entre luz quente e luz fria, na verdade, está relacionada à temperatura de cor da fonte de luz. As luzes amarela e branca possuem a mesma cor, o que muda é a temperatura delas. Essa intensidade é medida em Kelvin (K) e afeta a aparência e o ambiente criado pela iluminação em questão”, explica Edgard Jiron, Gerente de Produto da Signify Brasil.

 

Luz Quente


A luz quente, também conhecida como luz amarela, tem uma temperatura de cor mais baixa, geralmente entre 2.700 K e 3.000 K. Ela emite uma tonalidade amarelada e cria uma atmosfera aconchegante e relaxante. É semelhante à luz produzida por lâmpadas incandescentes tradicionais ou velas. Confira abaixo alguns dos usos indicados para a luz quente:

 

●      Quartos: A luz amarela cria um ambiente aconchegante e relaxante, sendo ideal para quartos, onde buscamos conforto e tranquilidade.

 

●      Salas de estar: Para criar uma atmosfera acolhedora e convidativa, a luz amarela é uma excelente opção para salas de estar, onde passamos momentos de descontração e convívio social.

 

●      Restaurantes e cafés: A luz amarela contribui para uma experiência mais intimista em locais de refeições, proporcionando um clima agradável e relaxante para os clientes.

 

●      Spa e áreas de bem-estar: Ambientes de spa, salas de massagem e áreas de relaxamento podem se beneficiar da luz amarela, criando uma atmosfera tranquila e reconfortante.

 

 

Luz Fria


Já a luz fria, também conhecida como luz branca ou luz do dia, possui uma temperatura de cor mais alta, geralmente acima de 5.000 K. Ela emite uma tonalidade branca e brilhante, semelhante à luz natural do sol durante o dia. A luz fria é mais intensa e pode ajudar a aumentar a concentração e a produtividade. Confira abaixo alguns dos usos indicados para a luz fria:

 

●      Ambientes de trabalho e escritórios: A luz branca é mais energizante e auxilia na concentração e produtividade, sendo ideal para espaços onde se realizam tarefas que exigem atenção e foco, como escritórios e estações de trabalho.

 

●      Cozinhas e áreas de preparo de alimentos: A luz branca proporciona uma iluminação clara e nítida, tornando-a apropriada para áreas onde a precisão visual é importante, como cozinhas e bancadas de preparo de alimentos.

 

●      Lojas e espaços comerciais: A luz branca é frequentemente utilizada em lojas e espaços comerciais para realçar as cores e detalhes dos produtos, oferecendo uma iluminação brilhante e atraente.

 

●      Áreas de exercícios e academia: A luz branca, por sua natureza mais brilhante, é frequentemente utilizada em áreas de exercícios e academias para fornecer uma iluminação energizante, ajudando os usuários a se manterem alertas e ativos durante o treino. 

É importante ressaltar que a preferência pessoal também desempenha um papel importante na escolha entre luz quente e luz fria, mas a boa notícia é que não é mais necessário escolher uma opção só para ter em casa. As lâmpadas inteligentes Philips Hue possuem mais de 18 milhões de opções de cores entre tons de brancos e colorido.


Cuidado com as joias: quatro dicas de como limpar e armazenar

Apesar da prata ser muito resistente, o processo de oxidação é natural. Pode ocorrer em contato com o suor, água de piscina, e até mesmo com um alto teor de ácido úrico. Manter as joias limpas e armazenadas de forma correta faz com que ficam protegidas dos efeitos naturais do tempo.

Com o intuito de garantir que nossas joias de prata favoritas fiquem sempre brilhantes e prontas para qualquer ocasião, aqui vão quatro dicas de como limpar e armazenar corretamente:

1)   Pasta de dente: um dos truques mais conhecidos para limpar e devolver o brilho da peça. Mas atenção, precisa ser o creme dental branco, pois é a única opção que realmente funciona.

Aplique um pouco de pasta na superfície escolhida e esfregue gentilmente com um pano macio ou esponja. Quando finalizar lave com água e sabão e deixe secar em local arejado. Após secar bem é possível utilizar uma flanela mágica para conseguir um brilho extra nas joias.


2)   Banho em bicarbonato: o brilho e a coloração original voltam sem esforço com esse método simples de limpeza. O banho é seguro, mas tenha cuidado pois o excesso de produto e/ou limpar muitas vezes pode danificar o brilho e pequenos detalhes nas peças.

Em uma tigela, misture meio litro de água fervendo com duas colheres de café de bicarbonato e uma de sal em uma tigela. Mergulhe as joias pequenas embrulhadas em papel alumínio. Espere alguns minutos. Retire da solução e posicione em uma superfície arejada para secar.


3)   Limpeza com papel alumínio: é a opção mais indicada para peças com muitos detalhes.

Coloque a joia em um recipiente de vidro. Feito isso, adicione água fervendo e papel alumínio. Deixe o líquido agir por cerca de vinte minutos ou até a prata clarear completamente. Por fim, lave em água corrente e seque bem cada peça com um pano ou flanela macia.


4)   Armazenar corretamente: a forma certa de organizar e armazenar também faz parte da limpeza e auxilia na durabilidade e manutenção do brilho. Mantenha suas joias de prata em local seco e arejado, de preferência em um porta-joias que possua um espaço para cada uma.  Brincos e berloques pequenos podem ser guardados em sacos plásticos unitários.

 

Céu de Prata
https://www.ceudeprata.com.br/

Como se vestir corretamente para uma entrevista de emprego?

Foto: Internet
Saiba como estar melhor adequado para essa ocasião 


Escolher a roupa para uma entrevista de emprego pode ser um desafio, principalmente em meio ao nervosismo do momento. Mas as roupas usadas são muito importantes pois  dizem muito sobre cada um, funcionando como um verdadeiro cartão de visita. Além disso, uma aparência arrumada e cuidada pode ajudar a impressionar o gerente de recursos humanos e a conseguir a tão sonhada vaga no mercado de trabalho. 

A adequação para o dress code corporativo é de extrema importância para se adequar ao mundo corporativo. Estar de acordo com o que o mercado lhe exige é seu marketing pessoal. “A sua apresentação da imagem pessoal tem que ter coerência com a sua área de atuação e com as expectativas da empresa que irá lhe recrutar. Lembre-se: você veste para ser ouvido e não visto, a linguagem não verbal é uma catraca seletiva”, ressalta a consultora de imagem e  estrategista de imagem profissional, Nina Peixoto.  

Para escolher a roupa adequada é necessário que o candidato previamente pesquise sobre o dress code da empresa que ele está pleiteando a vaga. A empresa apresenta um dress code formal ou informal? Outro detalhe importante é a higiene pessoal e estar com as roupas bem alinhadas. Cores neutras e discretas são as melhores opções. 

Além disso, Nina explica que para passar uma boa imagem na entrevista é fundamental usar roupas que sejam adequadas para o seu biotipo corporal, não fique largo e nem apertado demais pois não passa uma imagem alinhada. “Roupas limpas e passadas, sapatos limpos, pontualidade, eloquência na fala, falar pausado e com tom de voz adequado. Ter domínio sobre a sua especialidade e saber transmitir de forma segura”, destaca. 

 

Como escolher a roupa adequada? 

·         Evite roupas sexy, lingerie à mostra, cabelos e barba sem cuidados, unhas com esmaltes saindo ou esmaltes muito coloridos e decorados;

·         Roupas amassadas passam uma imagem de desleixo e descaso, evite ao máximo;

·         Cores muito chamativas ou neon não são muito adequadas para ocasião;

·         Escolha cores neutras e peças sem estampa.

 

Fonte: Nina Peixoto - Consultora de Imagem, Estrategista de Imagem Profissional, Palestrante e Desenvolvedora de livros de dress code corporativos. - @ninapeixotoconsultoria

 

O frio chegou! Confira 3 dicas de como lavar corretamente roupas de inverno

Freepik
Com a chegada das baixas temperaturas, é hora de tirar do armário as peças guardadas e lavá-las corretamente é necessário


Oficialmente o inverno começa no dia 21 de junho, mas as baixas temperaturas já são frequentes na maioria das regiões brasileiras. Nessa hora uma roupa quente e confortável faz toda a diferença, não é mesmo? Para auxiliar no processo de higienização dessas peças, que nem sempre são leves e fáceis de lavar. o CEO da Lavô, maior rede de lavanderias self-service do país, Angelo Max Donaton listou algumas dicas:


Separe as peças 

Na hora de lavar, atenção ao separar as roupas. “Algumas peças mais pesadas precisam de mais cuidado e não devem ser misturadas com qualquer tecido. Tricôs, por exemplo, são roupas delicadas e que precisam de um ciclo com peças que não criem tanto atrito no tecido. Esse cuidado a mais evita o desgaste das fibras do tecido e prolonga a vida útil da peça, além de evitar as temidas bolinhas”, ressalta Angelo. 


Lavanderias podem te ajudar

Recorrer às lavanderias pode ser uma boa saída, já que no frio lavar roupas pode ser um grande pesadelo. E, nessa época fria, nada melhor que uma secadora para adiantar o processo de lavagem, não é mesmo? “A maioria das peças pode ser lavada em máquinas e, em uma hora, saem limpas e secas, prontas para o uso. É um custo-benefício muito bom, visto que são peças que demandam muito tempo para esse processo quando feito em máquinas convencionais”, afirma Donaton.


Cuidado ao armazenar

Quando a primavera chegar e o inverno for embora é importante guardar as peças com cuidado, para que possam ser usadas no próximo ano. “Armazenar em sacos de TNT é uma boa opção. Vale lembrar que, a cada dois ou três meses, vale checar como está esse armazenamento e, se possível, colocar as roupas para tomar um ar ou sol, na melhor das opções. Isso ajuda o tecido a respirar e prolonga a vida útil das peças”, completa o CEO.


Lavô
https://lavo.eco.br/


Confira seis peças que valorizam todos os tipos de corpos

Cós alto, calça pantalona, camisa, decote V, vestido envelope, e terceira peça ajudam a equilibrar silhuetas, compondo looks elegantes que elevam a autoestima feminina


Sentir-se elegante e com a autoestima elevada ao escolher um traje para sair de casa, seja a trabalho ou seja a lazer, é uma tarefa difícil para muitas mulheres. Inseguras com o próprio corpo, elas procuram encontrar as peças perfeitas que componham um look arrasador. Por não saberem como determinadas roupas valorizam suas silhuetas, comumente se frustram em sua busca, acreditando de maneira equivocada que nada lhes cai bem. 

Com o intuito de ajudar as mulheres a encontrar os looks mais adequados às suas silhuetas e assim fazer com que elas se sintam autoconfiantes e empoderadas, a consultora de moda e criadora da Escola de Moda Cá Cavalcante, Camila Cavalcante, destaca seis peças que existem em qualquer guarda-roupa e que são uma aposta certa, por valorizarem todos os tipos de corpos. Confira:

 

  • Cós alto - Para quem deseja parecer mais esguia, a calça cós alto é ideal. Seu modelo alonga a linha das pernas, além disso valoriza a cintura.

 

  • Calça pantalona, wide leg e flare – Esses três tipos de calças mais largas trazem mais equilíbrio à silhueta, pois não evidenciam se o quadril é largo ou estreito.

 

  • Camisa – Por serem geralmente confeccionadas em tecido plano e com modelagem mais afastada do corpo, as camisas não marcam a silhueta e ajudam a valorizar a cintura.

 

  • Decote V – Os decotes V agradam gregos e troianos. Quando não têm muita profundidade, valorizam bustos fartos, sem aumentá-los visualmente. Quando são bem profundos, são ideais para mulheres com pouco busto, pois dão a sensação visual de que essas partes do corpo são maiores.

 

  • Vestido envelope – Trata-se de uma das peças mais democráticas que existem, pois vestem bem qualquer tipo de corpo. Transpassado com modelagem reta, o vestido envelope alonga, valoriza a cintura e não evidência se o quadril é largo ou estreito, ajudando a equilibrar a silhueta.

 

  • Terceira peça – Casaco, blazer, jaqueta ou colete, a terceira peça é o desfecho perfeito para sua produção. Deixa qualquer look básico mais elaborado, sendo ideal para quem deseja alongar e afinar a silhueta.

Dress code corporativo: como se adequar ao mundo dos negócios

Foto: Internet
Saiba como conciliar seu estilo pessoal com o código de vestimenta ideal 



O dress code se tornou muito famoso por padronizar a maneira de se vestir em determinadas ocasiões, mas poucas pessoas sabem o que ele de fato significa e como usá-lo a seu favor, principalmente no mundo corporativo. Conhecer o código de vestimenta da empresa é essencial, seja em uma entrevista de emprego, durante o trabalho ou mesmo em algum evento.

 

A consultora de imagem, Nina Peixoto fala sobre a importância do código de vestimenta. “Respeito ao ambiente e aos anfitriões. Adequação de imagem para determinados locais, como por exemplo, trabalhos, casamentos, igreja, eventos formais, etc. Todos esses ambientes requerem que você esteja dentro de um parâmetro de vestimenta adequado”, destaca.

A finalidade do dress code é para que todos naquele ambiente cumpram as mesmas regras de etiqueta padrão. “Na igreja não há um código de vestimenta implícito mas espera-se que a pessoa vá de forma mais respeitosa sem mostrar muito a pele, já em um casamento espera-se que o convidado vá de roupas esporte fino ou estilo gala. Isto é, a padronização de todos no mesmo ambiente. Isso mostra respeito a todos e principalmente aos anfitriões”, afirma a consultora de imagem.

Em relação aos tipos  existem os não implícitos como em cultos religiosos, jantares, coquetéis, entrevista de emprego e existem os que já são implícitos como em casamentos e formaturas que você encontra escrito no convite e também o corporativo, onde a empresa entrega uma cartilha do dress code a cada colaborador. 

 

Dress code x estilo pessoal

 

É importante ressaltar que a pessoa não pode ser desrespeitosa e fugir do dress code por simplesmente não se adequar ao estilo imposto. “Por exemplo, se você for a um culto ecumênico, deve-se vestir de forma mais formal sem decotes e transparência”, explica Nina.

Além disso, há algumas situações que são mais flexíveis, como o casamento, por exemplo. A pessoa pode escolher um vestido esporte fino que seja mais próximo do seu gosto e cor preferida, desde que não seja branco, é claro.

 

Fonte: Nina Peixoto - Consultora de Imagem, Estrategista de Imagem Profissional, Palestrante e Desenvolvedora de livros de dress code corporativos. - @ninapeixotoconsultoria



Sete tipos de calçados versáteis nos quais vale a pena investir

Scarpin, sandália de tiras, sandália rasteiras, sapatos sem salto nude, sapatos sem salto, com cor ou com textura, tênis com cor neutra e bota preta compõem a lista


Ante o desafio de compor um look arrasador, que cause impacto, seja em uma reunião do trabalho, ou em uma festa, muitas mulheres focam sua atenção nas roupas que irão vestir, relegando a segundo plano os acessórios que ajudarão a montar esse visual. Um grande erro, afinal de contas essas peças podem fazer toda a diferença no resultado da produção.

A consultora de moda e estilo e criadora da Escola de Moda Cá Cavalcante, Camila Cavalcante, ressalta os calçados como um exemplo de acessório com grande poder de transformar um visual e deixá-lo ainda mais atraente. Segundo Camila, a capacidade que sapatos, botas e tênis possuem de realçar diferentes tipos de silhuetas femininos torna-os itens de moda indispensáveis a qualquer pessoa.

A seguir, a consultora de moda destaca sete tipos de calçados versáteis nos quais vale a pena investir.


1 -  Scarpin - Seu nome deriva da palavra italiana “scarpino”, que significa sapato, em português. Trata-se de um modelo fechado de salto alto ou médio, que deixa apenas o peito do pé à mostra, característica adequada a mulheres que desejam dar a impressão de uma silhueta mais alongada. “Este clássico da moda feminina deixa qualquer look mais elegante com facilidade”, diz a criadora da Escola de Moda Cá Cavalcante.


2 - Sandália de tiras – Também conhecidas como “minimal”, por serem minimalistas, a sandália de tiras são um modelo clássico de calçado. Composta por duas tiras, uma que envolve os dedos e outra os tornozelos, esse sapato prima pela versatilidade, compondo tanto looks formais quanto looks casuais. “Quem for usá-la precisa estar atenta somente à ocasião. Quanto mais fino o salto da sandália, mais formal deve ser o evento”, explica Camilla.


eira é  perfeita para compor looks casuais. A consultora de moda dá uma dica para quem deseja usar e abusar desses acessórios. “Saiba que quanto mais clean for a rasteirinha mais fácil será para combinar os looks”, diz.


4 - Sapato sem salto nude – Esse tipo de calçado prima pela discrição e funciona bem para mulheres que desejam um look mais homogêneo. Isso, segundo Camila, graças ao conceito nude, que não aparece no visual e, dessa forma, não quebra a extensão da silhueta.


5 - Sapato sem salto, com cor ou com textura – Para quem não quer perder tempo na hora de arrasar com o visual, sapatos sem salto, com cor ou com textura são excelentes pedidas. Isto porque, de acordo com Camila, eles têm o poder de deixar o look mais interessante visualmente de imediato. Para isso, vale a pena apostar em sapatos com cores metalizadas ou vermelha e com estampas de animal print.


6 – Tênis com cor neutra – Branco, preto, cinza, marrom e bege. Procure no armário um tênis com qualquer uma dessas cores e você nunca irá errar na intenção de estar com o look certo na hora certa. Isto porque, explica a criadora da Escola e Moda Cá Cavalcante, tênis com cor neutra impõe jovialidade e atualidade às mais diversas produções.


7 – Bota preta – Não há como errar. A bota preta, principalmente a de cano mais curto, é uma combinação perfeita para muitos looks e pode ser usada em diversas ocasiões. “Por sua praticidade e versatilidade, a bota preta é adequada para o frio ou para calor e cai bem com calça ou vestido”, ressalta Camila.


Descubra qual é o tempo ideal para trocar os calçados das crianças

Rebeca Figur Schoenardie, da Calçados Bibi, explica quais modelos são indicados para cada fase das crianças e compartilha dicas sobre a troca de numeração dos produtos

 

Sabemos que as crianças têm um desenvolvimento constante e, com isso, roupas e calçados ficam pequenos e apertados em uma velocidade rápida. Devido a isso, muitas mamães e papais encontram dificuldade para escolher o tamanho ideal dos produtos, de acordo com a idade e cada fase do desenvolvimento dos pequenos. Pensando nisso, a Rebeca Figur Schoenardie, gerente de estilo da Calçados Bibi, maior rede de lojas de calçados infantis do Brasil, explica qual tipo de produto e de quanto em quanto tempo, em média, ocorre a troca dos calçados das crianças.

0 a 1 ano: de acordo com Rebeca, nos primeiros meses de vida, os bebês têm pezinhos compostos por mais cartilagem do que ossos e a função do calçado é somente de proteção, devendo deixar o pezinho livre, sentindo os estímulos para crescimento. O ideal é optar por produtos feitos com materiais leves, que permitam o pé respirar, macios e com pouca costura, pois os pés dos recém-nascidos possuem mais sensibilidade e precisam se desenvolver da forma mais natural possível. Além disso, é recomendado evitar produtos que tenham enfeites mal fixados ou fabricados com materiais tóxicos, já que as crianças costumam colocar os pés na boca. A troca dos calçados, normalmente, ocorre de três em três meses nesta fase.

1 a 4 anos: esta fase é das descobertas, quando as crianças estão andando, aprendendo diferentes palavras e sendo estimuladas, seja com brincadeiras ou conhecimento. Dessa forma, por terem mais estímulos, os calçados ideais são os mais leves, flexíveis, macios e que permitam a respiração do pé, além de produtos que tragam conforto e segurança, permitindo que os pezinhos cresçam livres e naturalmente. Não invista em peças que sejam maiores do que realmente é o pezinho do pequeno, pois assim ele não terá estabilidade ao andar. O ideal é que o calçado seja do tamanho certo do pé, considerando uma pequena folga para evitar algum tipo de deformação ao longo do desenvolvimento dos pés.

4 a 8 anos: nesta faixa etária, as crianças já são mais independentes. Além disso, elas já têm uma coordenação motora maior e costumam praticar algum tipo de esporte. Por isso, os calçados que já contam com um design mais kids, baseado nas tendências mundiais da moda, devem continuar sendo leves, flexíveis, macios e que permitam a transpiração do pé. Além disso, é importante que o calçado seja antiderrapante para proporcionar mais estabilidade na caminhada e/ou durante a prática de atividades físicas. É importante ficar atento ao tamanho certo para cada criança, que deve prever espaço para movimentação dos dedos, trazer mais segurança e crescimento dos pezinhos de forma natural e saudável.

Segundo Rebeca, a partir dos primeiros meses de vida até os dois anos, a troca do calçado pode ocorrer a cada três meses. Dos três aos cinco anos, o crescimento dos pequenos se estabiliza e fica mais lento, permitindo que a troca do sapato seja realizada a cada quatro meses ou mais, dependendo da evolução da criança. “Já a partir dos seis anos, quando os pequenos estão em fase escolar, a troca pode ocorrer a cada seis ou oito meses, aproximadamente. Uma dica para saber o tamanho correto do calçado é utilizar a palmilha como base para verificar se o pé se acomoda bem e fica confortável no calçado. Além disso, outra recomendação para saúde e desenvolvimento saudável dos pequenos é alternar os calçados diariamente para evitar umidade devido ao suor”, revela. Ainda de acordo com a gerente de estilo da Bibi, a troca do calçado também deve ser feita ao identificar algum desgaste no produto, pois a criança ainda está aprendendo a caminhar, causando o chamado desgaste desparelho, forçando um dos lados do sapato. A substituição do calçado auxiliará no treino do caminhar correto, induzindo a pisada neutra.

Os produtos da Calçados Bibi contam com tecnologias que seguem a idade e desenvolvimento da criança. Além de proporcionar conforto, os modelos da marca são fabricados com materiais não tóxicos, permitindo que o produto seja levado à boca ou tenha contato direto com a pele, sem colocar em risco a saúde dos pequenos. Além disso, as peças são fáceis de calçar e contam com a palmilha Fisioflex, que proporciona ainda mais conforto e flexibilidade, ajudando os pés a ficarem na posição correta, contribuindo para o desenvolvimento das perninhas e estimulando a percepção sensorial e as terminações nervosas. Assim, os calçados da Bibi oferecem a sensação de andar descalço, criando estímulos como se crianças estivessem com o pezinho no chão.

Presente em mais de 130 pontos de vendas no Brasil, a marca conta também com um canal exclusivo de e-commerce e serviços que trazem para o ato da compra mais comodidade e facilidade para mamães e papais, como o giftback, que bonifica o consumidor e oferece 15% de retorno do total investido em uma próxima compra.        

 

Calçados Bibi


Especialista dá dicas para fazer enxoval com pouco dinheiro e priorizar itens essenciais

A Ceo Melissa Biscoto, da Mel Shopper, empresa especializada em produtos para bebê, diz o que não pode faltar nas compras para o seu bebê  


Quando um bebê está a caminho, é natural que os pais queiram preparar um enxoval completo para receber o novo membro da família. No entanto, nem sempre é possível investir uma grande quantia de dinheiro nesse momento. Por isso, é importante saber como fazer o enxoval do bebê com pouco dinheiro, priorizando os itens essenciais. Pensando nisso, a fundadora da Mel Shopper e especialista em enxoval de bebê, Melissa Biscoto, separou algumas dicas.  

Uma das primeiras dicas para economizar no enxoval é fazer uma lista com os itens realmente necessários, segundo ela. "É comum nos empolgarmos e querermos comprar tudo o que vemos pela frente, mas é importante lembrar que o bebê irá crescer rapidamente e muitas peças podem não ser utilizadas. Portanto, priorize itens como roupas, produtos de higiene, alimentação e amamentação", explica a CEO da Mel Shopper.  

Outra opção para economizar é investir em peças de segunda mão, segundo a especialista. "Muitas vezes, amigos ou familiares têm roupas e acessórios de bebê que já não são mais utilizados e estão em bom estado. Além disso, existem grupos de desapego nas redes sociais onde é possível encontrar itens usados por um preço mais acessível. Vale ressaltar que, ao adquirir produtos usados, é importante verificar se estão em boas condições e higienizá-los corretamente antes de utilizá-los no bebê.  

Uma alternativa interessante para quem não pode montar todo o enxoval de uma vez é fazer um planejamento financeiro. "Ao dividir as compras ao longo dos meses, é possível diluir os gastos e não comprometer o orçamento familiar. Além disso, é importante pesquisar preços e promoções em diferentes lojas, pois muitas vezes é possível encontrar descontos e ofertas que podem fazer toda a diferença no valor final da compra".  

Melissa destaca que a vantagem de contratar um personal para auxiliar na montagem do enxoval é a expertise e conhecimento que esses profissionais têm sobre o assunto. "Eles podem indicar quais são os melhores produtos, as marcas mais confiáveis e ajudar na organização do enxoval. Além disso, um personal pode auxiliar na escolha de peças que sejam mais versáteis e duráveis, evitando gastos desnecessários e ainda otimizando o tempo e fazendo muitas economias". 

Melissa, diz que é importante lembrar que o mais importante no enxoval de um bebê é o amor e cuidado que os pais irão proporcionar. "Não é necessário ter um enxoval completo ou itens caros para garantir o bem-estar e conforto do bebê. Com planejamento, pesquisa e priorização dos itens essenciais, é possível fazer um enxoval completo mesmo com pouco dinheiro. O importante é estar preparado para a chegada desse novo ser tão especial e aproveitar cada momento dessa fase única na vida dos pais", conclui.


sábado, 22 de julho de 2023

As 5 maneiras que seu cérebro reage aos conflitos

Muito se fala sobre conflitos produtivos no mundo corporativo. Já sabemos dos benefícios e do quanto trazem resultados para o negócio. Mas por que temos tanto dificuldade em lidar com os conflitos? A psicóloga, especialista em neurociência, Shana Wajntraub explica que, em certas situações, os conflitos escorrem para a pessoalidade. Debates podem ser muito produtivos se as pessoas envolvidas mantiverem um padrão profissional evitando o desrespeito. O que está em jogo em um debate deve ser a melhor solução para o caso e não quem “ganha a discussão". A psicóloga explica como nosso cérebro reage em 5 situações de conflitos: 

1) Resposta de ameaça: O cérebro tem uma resposta inata de ameaça para situações de conflito. Quando nos sentimos confrontados, ele ativa o sistema de resposta ao estresse, liberando cortisol e a adrenalina. Essa resposta pode levar a uma reação de luta, fuga ou congelamento, que dificulta a capacidade de lidar de forma racional com a situação. 

2) Ativação emocional: O conflito geralmente desperta uma resposta emocional intensa. A amígdala, uma região envolvida no processamento emocional, pode ficar hiperativa durante conflitos, levando a reações impulsivas e irracionais. 

3) Vieses cognitivos: Somos suscetíveis a padrões de pensamentos que influenciam nossa percepção e interpretação de informações. Durante o conflito, esses vieses podem levar a distorções na forma como percebemos os outros e interpretamos suas intenções. 

4) Dificuldade de perspectiva: O conflito pode dificultar a adoção de uma perspectiva ampla e flexível. O cérebro tem uma tendência natural de categorizar e simplificar informações para facilitar o processamento cognitivo. 

5) Influência do sistema de recompensa: Durante o conflito, podemos sentir a necessidade de proteger nossa posição, em vez de buscar uma solução colaborativa. Esse impulso pode dificultar a disposição de encontrar um terreno comum. 

Wanjtraub afirma que a conscientização destes mecanismos cerebrais pode ajudar a desenvolver estratégias para lidar com os conflitos de forma produtiva e, sobretudo, humanizada. 



Shana Wanjtraub - Psicóloga especialista em neurociência com mestrado em comunicação, análise do comportamento pela MMU no Reino Unido, Paul Ekman, e atua há mais de 20 anos no Brasil e países da América Latina. É escritora e especialista em treinamento com Strorytelling . Congressista da T&D da América Latina, maior evento focado em profissionais que desenvolvem pessoas nas organizações. Além disso, é Tedx Speaker, programa criado para organizações e profissionais através de eventos TEDx. A psicóloga tem mais de 50 mil seguidores em suas redes sociais. Veja o vídeo sobre o tema
https://www.linkedin.com/feed/update/urn:li:activity:7085628165624086528/


Dia da Amizade: laços fortalecem o desenvolvimento socioemocional e preparam para os desafios

Em 30 de julho, é celebrado o Dia Internacional da Amizade pela ONU. Segundo educadora do Colégio Rio Branco, os vínculos dessa relação na infância ajudam na construção da ética, cooperação e solidariedade

 

A amizade tem um papel fundamental na formação do indivíduo. Amigos oferecem apoio e segurança. Os laços de amor e de afeto, especialmente aqueles formados na infância, fortalecem a autoestima, a criatividade e a segurança, gerando impactos até a vida adulta. É por meio dessas relações que as crianças aprendem a conviver, ceder, dividir, dialogar, expressar seus sentimentos e se colocar no lugar do outro.

 

“Um amigo oferecerá ao outro o que tem de melhor. Na convivência, aos poucos, as preferências e as identidades vão se fortalecendo e as crianças e jovens vivenciam a cumplicidade dessa relação”, afirma Rose Sertório, orientadora educacional da Educação Infantil na Unidade Granja Vianna do Colégio Rio Branco.

 

Qual é o papel da família nas amizades infantis?

Os pais têm um papel importante na construção e no fortalecimento das amizades. Eles podem se envolver e ajudar no processo de socialização, especialmente com crianças pequenas.

 

Algumas ações simples podem facilitar o processo:

·        prestar atenção na rotina da criança;

·        dar oportunidades para o filho conhecer outras crianças;

·        marcar encontros com outros pais e filhos;

·        proporcionar momentos fora da escola, como em casa, passeios e viagens;

·        estimular brincadeiras entre vizinhos;

·        visitar parquinhos infantis.

 

Acompanhar de perto as amizades é também uma oportunidade de conhecer melhor as famílias dos colegas. E isso ajuda a tranquilizar todos os lados envolvidos quanto aos ambientes frequentados pelos pequenos.

 

O segundo passo, quando a socialização já está a todo vapor, é tomar cuidado para deixar as crianças resolverem os conflitos entre si. O papel do adulto, nestes casos, é apenas acolher e aconselhar, mas sem se intrometer na situação.

 

Desta forma, as crianças vão ganhando confiança e se sentindo cada vez mais capazes de resolver os conflitos por conta própria, criando diálogos inteligentes. A longo prazo, isso trará mais autoconfiança e vínculos fortes de amizade, facilitando o desenvolvimento socioemocional de uma pessoa ética, cooperativa e solidária.

 

E onde entra a escola na amizade entre as crianças?

Grande parte das amizades começa na escola. Por isso, “é fundamental que a instituição tenha um projeto de acolhimento envolvendo o cuidado com os espaços infantis, que inspire a criança nas descobertas, proporcione a troca mútua entre os pares e incentive o trabalho em grupo e a troca de conhecimentos”, diz Rose. “O convívio baseado em relações respeitosas e cooperativas desenvolve a convivência ética dos estudantes. E eles levam isso para a vida”.

 

Colégio Rio Branco
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O dilema do pensamento positivo

Um paciente querido teve um diagnóstico avassalador de um Câncer no Intestino, com metástases no Fígado. Foi fazer cirurgias nos Estados Unidos para remoção de tumores e, na época, a implantação de uma bomba de quimioterapia diretamente nos tumores do Fígado. No meio da cirurgia deu a louca no cirurgião, ele removeu mais da metade do Fígado do paciente, que se recuperou muito bem. Voltou para o Brasil para mais quimioterapia, agressiva como sua doença. Veio passar em consulta por sintomas de irritabilidade, fadiga e cansaços intensos, além de dor em feridas e aftas na boca. Ele contou as aftas: eram vinte e três. Quando se agoniava com a dor e desconforto, era censurado pelas pessoas pela sua falta de positividade. “Pensamento positivo”! Diziam, sem nenhuma afta na boca. Outra coisa que o irritava eram as frases “Vai dar tudo certo” e, pior ainda, “Já deu certo”. Ele enfrentou a sua doença como um leão ferido lutando por sua vida, aceitava todo tipo de tratamento e procedimento. Por coragem ou por desespero, enfrentou cada passo de uma situação muito grave sem titubear. E precisava ouvir, de quem nem imaginava o que estava passando, que precisava de “Pensamento Positivo”.

Aliás, já faz algum tempo que o tal do Pensamento Positivo vem sendo questionado pelos estudos. A tal da frase “Já deu certo”, por exemplo. Os estudos mostram que mais atrapalha do que ajuda. Pensamentos do tipo: sou o homem mais bem sucedido do mundo, tenho tudo o que quero, sou um imã de dinheiro, que você pode ver nas Redes Sociais e no Youtube, geram dois tipos de problemas: seu Cérebro não é bobo. Não adianta olhar no espelho e dizer: “me sinto muito bem”, quando na verdade você está se sentindo muito mal. Falar “já deu certo” cria um paradoxo que diminui a motivação e capacidade de realização da pessoa. Para o “vai dar tudo certo” é preciso que um monte de coisas acabe dando errado. Dizer que já deu certo, estranhamente, diminui a motivação para a busca de um resultado.

Vivemos numa época em que tudo parece estar à distância de um clique, mas não é isso que ocorre na vida real. Para as coisas darem certo, é preciso muita tentativa e erro, sobretudo, muito erro, o que acaba gerando soluções e aprendizado onde menos se esperava.

Nada é mais difícil na prática clínica que as pessoas que não se dispõe a errar. Temos gerações de jovens fragilizados que não conseguem perceber, criticar e tolerar o processo de tentativa e erro de qualquer aprendizado. Entendem a vida como um vídeo game que perdeu, começa de novo. Morreu, reinicia o jogo. Não há uma perda definitiva. No filme “Escritores da Liberdade” a professora pede para os alunos lerem “O Diário de Anne Frank”. No meio do livro, uma aluna pergunta quando que os aliados vão chegar e metralhar os alemães. A professora explica delicadamente que o livro é baseado na vida real, não é um filme do Tarantino que alguém vai incinerar os nazistas com um lança-chamas. No outro dia, a menina entra na classe chorando e xingando: por que a professora não contou que a menina morria no final? A cena é muito importante, porque a vídeo gamificação do mundo gera essa intolerância à realidade. Anne Frank vai pegar uma metralhadora e vai se livrar de seus perseguidores. Tudo vai dar certo. Não. Muitas vezes não dá certo, e a mocinha morre no final.

Essa positividade boçal deixa as pessoas constantemente apartadas da instância do Real. Freud falou que um dos objetivos da Análise era colocar  as pessoas em contato com a  Realidade. Um século depois, as pessoas se colocam diante da realidade como algo que pode ser moldado pela própria vontade. Os pais dizem que seus filhos são especiais e geniais, mesmo quando não fizeram nada que pareça genial ou especial. Lula fala a Maduro que a percepção que seu país vive uma ditadura sangrenta é apenas uma falha de construir uma narrativa diferente. Os milhões de imigrantes que fogem esfomeados de sua ditadura são um problema de narrativa. A realidade, em tempos digitais, é uma questão de narrativa.

Esse é o dilema do futuro. Para a construção de um Futuro, é importante o aprendizado, os erros, as decepções, os fracassos, a angústia e, por vezes, o desespero. E recomeçar, incontáveis vezes. O “vai dar certo” pode ser facilmente trocado pelo: “vamos fazer dar certo, de um jeito ou de outro”. Para isso, vamos fazer por onde. A atitude positiva, a estimativa do trabalho necessário para chegar lá e o trabalho constante valem mais do que um caminhão de pensamentos positivos.

 

Marco Antonio Spinelli - médico, com mestrado em psiquiatria pela Universidade São Paulo, psicoterapeuta de orientação younguiano e autor do livro Stress o coelho de Alice tem sempre muita pressa.


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