Com mais de 32 milhões de idosos no
país, especialista Gregue Ranwey aponta critérios para evitar erros
envato
Com o envelhecimento da população e o aumento de diagnósticos de doenças crônicas, a busca por serviços de cuidado domiciliar tem crescido de forma significativa no Brasil. Mais do que uma alternativa à internação hospitalar, o atendimento em casa passou a ser visto como uma solução que alia conforto, humanização e segurança.
De acordo com o IBGE, até 2030 o número de pessoas com 60 anos ou mais deverá ultrapassar o de crianças de até 14 anos no Brasil. Atualmente, a população idosa soma 32,1 milhões de pessoas, o equivalente a 15,8% dos brasileiros, segundo o MDHC. As projeções indicam que, até 2070, esse grupo poderá representar 37,8% da população, chegando a cerca de 75 milhões de pessoas, conforme dados da Agência Gov.
Esse cenário impacta diretamente o mercado de trabalho. Um levantamento do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, com base na PNAD Contínua, aponta que o número de cuidadores remunerados cresceu 15% entre 2019 e 2023, totalizando cerca de 840 mil profissionais. Em uma década, o avanço chega a 547%, evidenciando a rápida expansão do setor.
Nesse contexto, muitas famílias se veem diante de decisões
difíceis, que vão além da logística e envolvem questões emocionais, financeiras
e até conflitos internos. Não é raro que o cuidado com um parente idoso gere
divergências entre filhos, irmãos e responsáveis, especialmente na hora de
definir se a melhor opção é contratar um cuidador, manter o familiar em casa ou
buscar uma instituição de longa permanência.
Segundo Gregue Ranwey, especialista em home care, a escolha do modelo de cuidado costuma ser um dos principais pontos de tensão dentro das famílias. Muitas vezes, cada familiar tem uma visão diferente sobre o que é melhor para o idoso, o que pode gerar desgaste emocional e conflitos.
Para o especialista, não existe uma resposta única, mas sim uma decisão que deve considerar o perfil do paciente, o grau de dependência, a estrutura da família e o suporte disponível, sempre com foco na dignidade, na segurança e na qualidade de vida.
Diante desse cenário, Gregue destaca os principais pontos
que as famílias avaliam antes de contratar um serviço de cuidado domiciliar:
- Qualificação profissional: Verificação da formação, experiência e capacitação contínua
dos cuidadores e da equipe técnica;
- Personalização do atendimento: Elaboração de um plano de cuidados adaptado às necessidades
físicas, emocionais e à rotina do paciente;
- Comunicação transparente: Atualizações frequentes sobre a evolução do quadro,
intercorrências e ajustes no tratamento;
- Humanização do cuidado: Respeito aos hábitos, às preferências e à autonomia do
paciente;
- Regularização e segurança: Cumprimento das normas sanitárias, documentação em dia e respaldo
jurídico.
Para Gregue, a humanização do atendimento é um dos pilares para
reduzir conflitos e fortalecer a relação entre familiares e profissionais.
Quando há alinhamento nas informações, a família se sente segura, as decisões
se tornam mais leves e o ambiente fica mais saudável para o paciente.
Por fim, Gregue ressalta que investir em um serviço de cuidado de
qualidade representa também mais tranquilidade para a família. A presença de
profissionais capacitados e de uma estrutura organizada contribui para reduzir
a ansiedade, evitar conflitos e garantir um acompanhamento mais seguro.
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