Com taxas de cura que podem chegar a
95% quando diagnosticado precocemente, o câncer de mama reforça a urgência da
mamografia e do autocuidado; especialista do Grupo Santa Joana analisa os
desafios do rastreamento
O câncer de mama continua sendo o tipo de neoplasia mais frequente
entre as mulheres no Brasil com uma estimativa de mais de 73 mil novos casos
por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). E essa doença também constitui
a principal neoplasia maligna na população feminina em escala global, com mais
de 2,3 milhões de novos casos anuais e cerca de 685 mil óbitos, segundo
estimativas do GLOBOCAN/OMS. Neste contexto, duas datas fundamentais no
calendário da saúde, Dia Mundial do Câncer (4 de fevereiro)
e o Dia Nacional da Mamografia (5 de fevereiro), reforçam
que a informação e o rastreamento periódico são as ferramentas mais eficazes
para salvar vidas.
Embora o desafio da saúde pública seja global, o diagnóstico precoce
transforma o prognóstico, sendo a detecção precoce bia mamografia o fator mais
relevante para impedir o avanço da doença. De acordo com o Dr. Carlos
Del Roy, mastologista do Grupo Santa Joana, a conscientização
ainda é o maior obstáculo a ser vencido. "Observamos um volume alto de mulheres
que chegam ao consultório com tumores em estágios avançados. A educação em
saúde é uma estratégia fundamentada em evidências: quando o câncer de mama é
identificado em estágio inicial, as possibilidades de cura podem atingir mais
de 90%, permitindo tratamentos muito menos invasivos e com melhor qualidade de
vida. Nesse contexto, a mamografia consolida-se como o principal método de
rastreamento populacional, reconhecido por diretrizes internacionais (OMS,
NCCN, ACS, ESMO) como ferramenta fundamental para a identificação de
lesões", destaca o especialista.
O papel da Mamografia e o Câncer de Colo de Útero
A mamografia é o padrão-ouro para o rastreamento, sendo capaz de
identificar nódulos ainda imperceptíveis ao toque. Nesse sentido, que o Dia Mundial
do Câncer amplia o olhar para outras patologias graves, como o câncer de
colo de útero, que ocupa a terceira posição
no ranking de incidência entre as mulheres no Brasil, de acordo com o Instituto
Nacional do Câncer (Inca).
Exames preventivos, como o Papanicolau, e a vacinação contra o HPV
são cruciais, já que este é um dos tipos de câncer com maior potencial de
prevenção primária: "O cuidado com a saúde feminina deve ser contínuo e
não restrito a campanhas sazonais. O acompanhamento médico regular e o acesso a
exames de rastreio devem fazer parte da rotina da mulher ao longo de toda a sua
vida adulta", reforça o Dr. Del Roy.
Rompendo barreiras por meio da informação
Segundo o Dr. Carlos, educar é o primeiro passo para desmistificar
o diagnóstico. “Quando a mulher entende que a mamografia não deve ser vista
como um tabu, mas como um instrumento de cuidado e protagonismo sobre o próprio
corpo, ela passa a reconhecer o valor do diagnóstico precoce. Nesse momento, o
rastreamento deixa de parecer uma obrigação e se transforma em uma escolha
consciente de proteção e qualidade de vida”, complementa o médico.
O especialista reforça que a saúde da mulher exige uma abordagem
multidisciplinar e contínua, baseada em prevenção, escuta e acesso. “Priorizar
cuidados primários, como o check-up anual, é essencial para promover
longevidade e garantir uma vida com mais qualidade. Colocar a saúde feminina no
centro das discussões sociais também é decisivo para transformar estatísticas,
ampliar o alcance do diagnóstico precoce e, acima de tudo, salvar milhares de
vidas todos os anos”, finaliza.
Grupo Santa Joana
www.santajoana.com.br
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