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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Educação e diagnóstico precoce são aliados na prevenção do câncer que mais atinge as mulheres no Brasil

Com taxas de cura que podem chegar a 95% quando diagnosticado precocemente, o câncer de mama reforça a urgência da mamografia e do autocuidado; especialista do Grupo Santa Joana analisa os desafios do rastreamento
 

O câncer de mama continua sendo o tipo de neoplasia mais frequente entre as mulheres no Brasil com uma estimativa de mais de 73 mil novos casos por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). E essa doença também constitui a principal neoplasia maligna na população feminina em escala global, com mais de 2,3 milhões de novos casos anuais e cerca de 685 mil óbitos, segundo estimativas do GLOBOCAN/OMS. Neste contexto, duas datas fundamentais no calendário da saúde, Dia Mundial do Câncer (4 de fevereiro) e o Dia Nacional da Mamografia (5 de fevereiro), reforçam que a informação e o rastreamento periódico são as ferramentas mais eficazes para salvar vidas. 

Embora o desafio da saúde pública seja global, o diagnóstico precoce transforma o prognóstico, sendo a detecção precoce bia mamografia o fator mais relevante para impedir o avanço da doença. De acordo com o Dr. Carlos Del Roy, mastologista do Grupo Santa Joana, a conscientização ainda é o maior obstáculo a ser vencido. "Observamos um volume alto de mulheres que chegam ao consultório com tumores em estágios avançados. A educação em saúde é uma estratégia fundamentada em evidências: quando o câncer de mama é identificado em estágio inicial, as possibilidades de cura podem atingir mais de 90%, permitindo tratamentos muito menos invasivos e com melhor qualidade de vida. Nesse contexto, a mamografia consolida-se como o principal método de rastreamento populacional, reconhecido por diretrizes internacionais (OMS, NCCN, ACS, ESMO) como ferramenta fundamental para a identificação de lesões", destaca o especialista.
 

O papel da Mamografia e o Câncer de Colo de Útero 

A mamografia é o padrão-ouro para o rastreamento, sendo capaz de identificar nódulos ainda imperceptíveis ao toque. Nesse sentido, que o Dia Mundial do Câncer amplia o olhar para outras patologias graves, como o câncer de colo de útero, que ocupa a terceira posição no ranking de incidência entre as mulheres no Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). 

Exames preventivos, como o Papanicolau, e a vacinação contra o HPV são cruciais, já que este é um dos tipos de câncer com maior potencial de prevenção primária: "O cuidado com a saúde feminina deve ser contínuo e não restrito a campanhas sazonais. O acompanhamento médico regular e o acesso a exames de rastreio devem fazer parte da rotina da mulher ao longo de toda a sua vida adulta", reforça o Dr. Del Roy.
 

Rompendo barreiras por meio da informação 

Segundo o Dr. Carlos, educar é o primeiro passo para desmistificar o diagnóstico. “Quando a mulher entende que a mamografia não deve ser vista como um tabu, mas como um instrumento de cuidado e protagonismo sobre o próprio corpo, ela passa a reconhecer o valor do diagnóstico precoce. Nesse momento, o rastreamento deixa de parecer uma obrigação e se transforma em uma escolha consciente de proteção e qualidade de vida”, complementa o médico.

O especialista reforça que a saúde da mulher exige uma abordagem multidisciplinar e contínua, baseada em prevenção, escuta e acesso. “Priorizar cuidados primários, como o check-up anual, é essencial para promover longevidade e garantir uma vida com mais qualidade. Colocar a saúde feminina no centro das discussões sociais também é decisivo para transformar estatísticas, ampliar o alcance do diagnóstico precoce e, acima de tudo, salvar milhares de vidas todos os anos”, finaliza.

  

Grupo Santa Joana
www.santajoana.com.br
www.promatre.com.br
www.maternidadesantamaria.com.br | Link


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