Experiências
éticas ganham espaço na Ásia e na África enquanto práticas exploratórias perdem
legitimidade
Um estudo recente da Proteção Animal Mundial aponta
que 69% dos elefantes explorados pelo turismo na Tailândia vivem em condições
consideradas ruins ou inaceitáveis, mesmo após anos de pressão internacional
por mudanças. O dado, resultado da análise de quase 3 mil animais em centenas
de atrações turísticas, evidencia uma transformação em curso no comportamento
dos viajantes e no debate global sobre como interagir com a vida selvagem de
forma responsável.
Durante décadas, países como Tailândia e Índia
associaram o turismo com elefantes a atividades de contato direto, como montarias,
banhos e apresentações. Embora esse modelo esteja em declínio, a própria
organização alerta que o número de elefantes mantidos em cativeiro para fins
turísticos cresceu mais de 70% desde 2010, mostrando que a exploração muitas
vezes apenas mudou de formato, sem necessariamente garantir bem-estar aos
animais.
Em resposta a esse cenário, surgem iniciativas que
buscam redefinir a relação entre turistas e elefantes. Na Ásia, ganham
visibilidade santuários éticos e centros de reabilitação focados na observação,
no resgate e na educação ambiental. Ainda assim, especialistas reforçam a
importância de pesquisar antes de escolher a experiência, já que nem todo local
que se apresenta como santuário adota práticas alinhadas à dignidade do animal.
Na África, o turismo com elefantes segue
majoritariamente outro caminho. Países como Botsuana, Quênia, Tanzânia, Zimbábue
e Namíbia concentram suas experiências em safáris de observação em habitat
natural, onde o encontro com os animais acontece sem contato físico e com
mínima interferência humana. Esse modelo é cada vez mais visto como referência
por conciliar conservação, geração de renda local e respeito à fauna.
Para Roberto Medeiros, CEO da EPI-USE Brasil, esse
movimento reflete uma mudança profunda de valores. “Esse tipo de prática
baseada na exploração animal hoje em dia não tem mais espaço. As pessoas estão
mais informadas, mais conscientes e questionam o impacto real das experiências
que consomem. O turismo precisa acompanhar essa evolução”, afirma.
Essa visão também se traduz em iniciativas
concretas de proteção. A EPI-USE faz parte do groupelephant.com, que, com o
programa Elephants, Rhinos & People, desenvolveu um projeto global e
contínuo, voltado à conservação de elefantes em áreas de risco na África do Sul,
assim como ao desenvolvimento socioeconômico da região. A iniciativa utiliza
tecnologia para monitorar regiões vulneráveis e apoiar ações de conservação,
tais como monitoramento da fauna e prevenção a caça furtiva, reforçando a ideia
de que a relação com a vida selvagem deve priorizar proteção e coexistência,
não exploração.
O debate sobre o turismo envolvendo elefantes
reflete uma mudança de comportamento cada vez mais evidente entre viajantes ao
redor do mundo, que passaram a buscar experiências em contato com a natureza
sem causar impactos negativos à vida animal. Nesse cenário, ganham espaço
iniciativas como santuários de resgate e safáris responsáveis, que priorizam a
observação, a informação e a sensibilização, em contraste com práticas baseadas
na interação direta. A tendência indica um reposicionamento global, no qual o
encantamento dá lugar a uma relação mais consciente, guiada pelo entendimento
de que o respeito aos limites da fauna é parte essencial da experiência.
EPI-USE - consultoria global de tecnologia, parte do groupelephant.com, presente em mais de 42 países e com 4.200 colaboradores, especializada em soluções SAP, como SAP S/4HANA, SAP SuccessFactors, Qualtrics, SAP BTP, SAP Signavio, WorkForce Software e ServiceNow, além de atuar em infraestrutura em nuvem pela AWS, Microsoft Azure e Google Cloud, automação de testes e observabilidade. A consultoria adota um modelo de negócios híbrido, descrito como “Além do Propósito Corporativo”, que integra impacto social e ambiental à estratégia empresarial, com foco na preservação de elefantes e rinocerontes ameaçados por meio do desenvolvimento econômico de comunidades rurais.
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