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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Fadiga no verão: pode ser deficiência de ferro

Cansaço persistente, falta de energia e queda no rendimento físico podem ir além dos efeitos do calor e indicar um problema nutricional comum

 

Sensação constante de cansaço, falta de energia e dificuldade de concentração são queixas comuns durante o verão. Embora o calor intenso e a desidratação expliquem parte desse mal-estar, especialistas alertam que, quando a fadiga persiste mesmo com descanso adequado, o problema pode estar relacionado à deficiência de ferro, uma condição frequente e muitas vezes silenciosa.

Segundo o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, a deficiência de ferro afeta a capacidade do organismo de transportar oxigênio pelo sangue, impactando diretamente a disposição física e mental. “O ferro é essencial para a produção da hemoglobina. Quando seus níveis estão baixos, o corpo passa a funcionar em ritmo mais lento, o que se manifesta como cansaço, fraqueza, sonolência excessiva e queda de desempenho no dia a dia”, explica.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que a deficiência de ferro é a carência nutricional mais comum no mundo, afetando cerca de 30% da população global. No Brasil, mulheres em idade fértil, gestantes, crianças e adolescentes estão entre os grupos mais vulneráveis. Durante o verão, esse quadro pode se agravar devido à perda maior de líquidos e minerais pelo suor, além de mudanças na alimentação e na rotina.

O especialista destaca que a deficiência de ferro nem sempre causa sintomas evidentes no início, o que dificulta o diagnóstico precoce. “Muitas pessoas atribuem o cansaço apenas ao calor ou ao excesso de atividades típicas das férias. No entanto, quando a fadiga vem acompanhada de palidez, falta de ar aos esforços leves, tontura, dor de cabeça frequente ou queda de cabelo, é importante investigar”, orienta o Dr. Carlos.

Outro fator que merece atenção é a alimentação. No verão, refeições mais leves e irregulares podem reduzir a ingestão de ferro, especialmente quando há baixo consumo de carnes, leguminosas e vegetais verde-escuros. “Uma dieta desequilibrada, associada ao aumento das perdas pelo organismo, pode contribuir para a queda dos níveis de ferro, principalmente em pessoas que já têm maior necessidade desse mineral”, afirma.

O diagnóstico da deficiência de ferro é feito por meio de exames laboratoriais simples, como hemograma e ferritina, e o tratamento deve ser sempre orientado por um profissional de saúde. “A automedicação não é indicada, pois o excesso de ferro também pode causar prejuízos. O acompanhamento médico garante segurança e eficácia na correção do problema”, reforça o especialista.

Para o Dr. Carlos, reconhecer os sinais do corpo é essencial para atravessar o verão com mais qualidade de vida. “Nem todo cansaço é normal. Quando a fadiga se torna persistente, investigar possíveis deficiências nutricionais é uma forma de cuidar da saúde de maneira preventiva e responsável”, conclui.

 

Carnot® Laboratórios


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