Cansaço persistente, falta de energia e queda no rendimento físico podem ir além dos efeitos do calor e indicar um problema nutricional comum
Sensação constante de cansaço, falta de energia e dificuldade de
concentração são queixas comuns durante o verão. Embora o calor intenso e a
desidratação expliquem parte desse mal-estar, especialistas alertam que, quando
a fadiga persiste mesmo com descanso adequado, o problema pode estar
relacionado à deficiência de ferro, uma condição frequente e muitas vezes silenciosa.
Segundo o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da
Carnot Laboratórios, a deficiência de ferro afeta a capacidade do organismo de
transportar oxigênio pelo sangue, impactando diretamente a disposição física e
mental. “O ferro é essencial para a produção da hemoglobina. Quando seus níveis
estão baixos, o corpo passa a funcionar em ritmo mais lento, o que se manifesta
como cansaço, fraqueza, sonolência excessiva e queda de desempenho no dia a
dia”, explica.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que a
deficiência de ferro é a carência nutricional mais comum no mundo, afetando
cerca de 30% da população global. No Brasil, mulheres em idade fértil,
gestantes, crianças e adolescentes estão entre os grupos mais vulneráveis. Durante
o verão, esse quadro pode se agravar devido à perda maior de líquidos e
minerais pelo suor, além de mudanças na alimentação e na rotina.
O especialista destaca que a deficiência de ferro nem sempre causa
sintomas evidentes no início, o que dificulta o diagnóstico precoce. “Muitas
pessoas atribuem o cansaço apenas ao calor ou ao excesso de atividades típicas
das férias. No entanto, quando a fadiga vem acompanhada de palidez, falta de ar
aos esforços leves, tontura, dor de cabeça frequente ou queda de cabelo, é
importante investigar”, orienta o Dr. Carlos.
Outro fator que merece atenção é a alimentação. No verão,
refeições mais leves e irregulares podem reduzir a ingestão de ferro,
especialmente quando há baixo consumo de carnes, leguminosas e vegetais
verde-escuros. “Uma dieta desequilibrada, associada ao aumento das perdas pelo
organismo, pode contribuir para a queda dos níveis de ferro, principalmente em
pessoas que já têm maior necessidade desse mineral”, afirma.
O diagnóstico da deficiência de ferro é feito por meio de exames
laboratoriais simples, como hemograma e ferritina, e o tratamento deve ser
sempre orientado por um profissional de saúde. “A automedicação não é indicada,
pois o excesso de ferro também pode causar prejuízos. O acompanhamento médico
garante segurança e eficácia na correção do problema”, reforça o especialista.
Para o Dr. Carlos, reconhecer os sinais do corpo é essencial para
atravessar o verão com mais qualidade de vida. “Nem todo cansaço é normal.
Quando a fadiga se torna persistente, investigar possíveis deficiências
nutricionais é uma forma de cuidar da saúde de maneira preventiva e
responsável”, conclui.

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