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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

HSANP alerta: Carnaval exige atenção redobrada para evitar doenças como herpes, candidíase e mononucleos


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Especialista do Hospital alerta para sinais de infecções comuns do período e orienta sobre a prevenção

O Carnaval é uma das épocas mais aguardadas do ano no Brasil, marcado por festas, blocos de rua, desfiles, música e muita interação social. No entanto, contatos mais íntimos entre as pessoas criam um ambiente favorável à transmissão de algumas infecções.  

Tais doenças são associadas ao contato com a saliva, como a herpes labial e a mononucleose infecciosa, conhecida como “doença do beijo”. Além disso, o desgaste físico comum nesse período pode favorecer o surgimento de infecções oportunistas, como a candidíase oral, o popular “sapinho”. 

O compartilhamento de copos, latinhas e canudos, assim como o contato próximo, como o beijo, aumenta o risco de contágio. Embora muitas dessas infecções apresentem sintomas leves, elas podem indicar queda da imunidade e merecem atenção, principalmente em períodos de maior esforço físico, estresse e privação de sono. 

Segundo Fabricio Araujo, enfermeiro especializado em infectologia do Hospital HSANP, é importante estar atento aos sinais que indicam a necessidade de procurar atendimento médico. 

“Os sintomas mais conhecidos são as lesões visíveis. A herpes se manifesta por meio de bolhas e feridas, geralmente nos lábios, ao redor da boca, no queixo ou no nariz. Já a candidíase oral, o famoso sapinho, é caracterizada por placas ou pontos esbranquiçados na língua, gengiva, parte interna das bochechas e nos lábios”, explica. 

A chamada doença do beijo, tecnicamente conhecida como mononucleose infecciosa, pode ser mais difícil de identificar. “Os sintomas incluem dor de garganta, febre, fadiga intensa, mal-estar, inchaço dos gânglios e dores no corpo, o que muitas vezes leva à confusão com outras doenças”, alerta o especialista. 

Fabricio destaca ainda que a mononucleose pode ser transmitida mesmo por pessoas assintomáticas, por um período que pode chegar a até um ano após a infecção. “Em alguns casos, a doença pode evoluir para um quadro mais prolongado, com aumento do fígado e do baço, além de pequenas hemorragias capilares que se manifestam como manchas avermelhadas na pele ou nas mucosas, incluindo o céu da boca”, complementa. 

A prevenção passa por cuidados simples, como evitar o compartilhamento de objetos que tenham contato com a boca, manter uma alimentação equilibrada, hidratação adequada, reduzir o estresse e adotar práticas sexuais seguras. No caso da herpes, existem medicamentos antivirais, enquanto a candidíase oral pode ser tratada com antifúngicos, que ajudam a controlar os sintomas. Para a doença do beijo, não há tratamento específico, sendo indicados repouso e acompanhamento médico. 

“Durante o período de folia, os cuidados devem ser redobrados. Observar sinais aparentes de infecções em outras pessoas, evitar o compartilhamento de copos e latinhas e, principalmente, cuidar da própria saúde são atitudes fundamentais para aproveitar o Carnaval com mais segurança”, finaliza Fabricio Araujo.



Hospital HSANP


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