![]() |
| Freepik |
Especialista do Hospital alerta para
sinais de infecções comuns do período e orienta sobre a prevenção
O Carnaval é uma das épocas mais aguardadas do ano no Brasil,
marcado por festas, blocos de rua, desfiles, música e muita interação social.
No entanto, contatos mais íntimos entre as pessoas criam um ambiente favorável
à transmissão de algumas infecções.
Tais doenças são associadas ao contato com a saliva, como a herpes
labial e a mononucleose infecciosa, conhecida como “doença do beijo”. Além
disso, o desgaste físico comum nesse período pode favorecer o surgimento de
infecções oportunistas, como a candidíase oral, o popular “sapinho”.
O compartilhamento de copos, latinhas e canudos, assim como o
contato próximo, como o beijo, aumenta o risco de contágio. Embora muitas
dessas infecções apresentem sintomas leves, elas podem indicar queda da
imunidade e merecem atenção, principalmente em períodos de maior esforço
físico, estresse e privação de sono.
Segundo Fabricio Araujo, enfermeiro especializado em infectologia
do Hospital HSANP, é importante estar atento aos sinais que indicam a
necessidade de procurar atendimento médico.
“Os sintomas mais conhecidos são as lesões visíveis. A herpes se
manifesta por meio de bolhas e feridas, geralmente nos lábios, ao redor da
boca, no queixo ou no nariz. Já a candidíase oral, o famoso sapinho, é
caracterizada por placas ou pontos esbranquiçados na língua, gengiva, parte
interna das bochechas e nos lábios”, explica.
A chamada doença do beijo, tecnicamente conhecida como mononucleose
infecciosa, pode ser mais difícil de identificar. “Os sintomas incluem dor de
garganta, febre, fadiga intensa, mal-estar, inchaço dos gânglios e dores no
corpo, o que muitas vezes leva à confusão com outras doenças”, alerta o
especialista.
Fabricio destaca ainda que a mononucleose pode ser transmitida
mesmo por pessoas assintomáticas, por um período que pode chegar a até um ano
após a infecção. “Em alguns casos, a doença pode evoluir para um quadro mais
prolongado, com aumento do fígado e do baço, além de pequenas hemorragias
capilares que se manifestam como manchas avermelhadas na pele ou nas mucosas,
incluindo o céu da boca”, complementa.
A prevenção passa por cuidados simples, como evitar o
compartilhamento de objetos que tenham contato com a boca, manter uma
alimentação equilibrada, hidratação adequada, reduzir o estresse e adotar
práticas sexuais seguras. No caso da herpes, existem medicamentos antivirais,
enquanto a candidíase oral pode ser tratada com antifúngicos, que ajudam a
controlar os sintomas. Para a doença do beijo, não há tratamento específico,
sendo indicados repouso e acompanhamento médico.
“Durante o período de folia, os cuidados devem ser redobrados.
Observar sinais aparentes de infecções em outras pessoas, evitar o compartilhamento
de copos e latinhas e, principalmente, cuidar da própria saúde são atitudes
fundamentais para aproveitar o Carnaval com mais segurança”, finaliza Fabricio
Araujo.
Hospital HSANP

Nenhum comentário:
Postar um comentário