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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Mais que composição. Como a IA pode ser usada em músicas sem abrir mão do artista. Entenda

Muita gente tem preconceito com a IA com medo de tirar a humanização, mas se ela pode ser usada de muitas outras formas, afirma Jeff Nuno, CEO da LUJO NETWORK e especialista em distribuição digital

 

 
A Inteligência Artificial (IA) tem provocado debates intensos no mercado musical, especialmente quando o assunto envolve criatividade e autenticidade artística. Apesar das preocupações, especialistas defendem que a IA não precisa substituir o artista, mas pode atuar como uma ferramenta estratégica em diferentes etapas da produção e da distribuição musical.

De acordo com Jeff Nuno, CEO da Lujo Network, o erro está em associar o uso da IA apenas à composição automática.

“Existe um preconceito muito grande com a inteligência artificial por medo de perder a humanização da música, mas ela pode ser usada de diversas outras formas que fortalecem o trabalho do artista”, explica.

Algumas plataformas digitais, como a Deezer, por exemplo, possuem limitações na distribuição e na monetização de músicas com IA com até algumas distribuidoras limitando a distribuição das faixas.

“A IA é uma ferramenta de auxílio muito eficiente para várias etapas e é impossível que não haja adaptação para uso no mercado de maneira regulada que evite situações do tipo, da mesma forma que a música passou do acústico ao analógico e depois para o digital essa é uma transformação importante e que não pode ser parada”, destaca Jeff Nuno

A IA em várias etapas da música
Na prática, a IA já é aplicada na análise de dados de audiência, ajudando artistas e equipes a entenderem melhor o comportamento do público, identificar regiões com maior engajamento e definir estratégias de lançamento mais assertivas. Também é utilizada para otimizar processos de mixagem, masterização e organização de catálogos, reduzindo tempo operacional sem interferir na identidade criativa.

Outro ponto relevante é o apoio à distribuição digital. Ferramentas baseadas em IA auxiliam na escolha de metadados, na leitura de algoritmos das plataformas e na avaliação de performance das músicas após o lançamento.

“A tecnologia entra como suporte à tomada de decisão, não como substituta da sensibilidade artística. A participação humana é essencial para as etapas mais criativas como, por exemplo, o desenvolvimento da estratégia de distribuição, o público alvo, os canais de destaque, etc., enquanto a IA é usada em tarefas mais mecânicas”, reforça Jeff Nuno.

Para o especialista, o futuro da música passa pelo equilíbrio entre criatividade humana e tecnologia.

“Quando bem utilizada, a inteligência artificial amplia bastante as possibilidades, profissionaliza processos e permite que o artista foque no que realmente importa: criar, se conectar com o público e construir uma carreira sustentável no ambiente digital”, destaca Jeff Nuno.


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