Muita gente tem preconceito com a IA com medo de tirar a humanização, mas se ela pode ser usada de muitas outras formas, afirma Jeff Nuno, CEO da LUJO NETWORK e especialista em distribuição digital
A Inteligência Artificial (IA) tem provocado debates intensos no mercado
musical, especialmente quando o assunto envolve criatividade e autenticidade
artística. Apesar das preocupações, especialistas defendem que a IA não precisa
substituir o artista, mas pode atuar como uma ferramenta estratégica em
diferentes etapas da produção e da distribuição musical.
De acordo com Jeff
Nuno, CEO da Lujo Network, o erro está em associar o uso da IA apenas à
composição automática.
“Existe um preconceito muito grande com a inteligência artificial por medo de
perder a humanização da música, mas ela pode ser usada de diversas outras
formas que fortalecem o trabalho do artista”, explica.
Algumas plataformas digitais, como a Deezer, por exemplo, possuem limitações na
distribuição e na monetização de músicas com IA com até algumas distribuidoras
limitando a distribuição das faixas.
“A IA é uma ferramenta de auxílio muito eficiente para várias etapas e é
impossível que não haja adaptação para uso no mercado de maneira regulada que
evite situações do tipo, da mesma forma que a música passou do acústico ao
analógico e depois para o digital essa é uma transformação importante e que não
pode ser parada”, destaca Jeff Nuno
A IA em várias etapas da música
Na prática, a IA já é aplicada na análise de dados de audiência, ajudando
artistas e equipes a entenderem melhor o comportamento do público, identificar
regiões com maior engajamento e definir estratégias de lançamento mais assertivas.
Também é utilizada para otimizar processos de mixagem, masterização e
organização de catálogos, reduzindo tempo operacional sem interferir na
identidade criativa.
Outro ponto relevante é o apoio à distribuição digital. Ferramentas baseadas em
IA auxiliam na escolha de metadados, na leitura de algoritmos das plataformas e
na avaliação de performance das músicas após o lançamento.
“A tecnologia entra como suporte à tomada de decisão, não como substituta da
sensibilidade artística. A participação humana é essencial para as etapas mais
criativas como, por exemplo, o desenvolvimento da estratégia de distribuição, o
público alvo, os canais de destaque, etc., enquanto a IA é usada em tarefas
mais mecânicas”, reforça Jeff Nuno.
Para o especialista, o futuro da música passa pelo equilíbrio entre
criatividade humana e tecnologia.
“Quando bem utilizada, a inteligência artificial amplia bastante as
possibilidades, profissionaliza processos e permite que o artista foque no que
realmente importa: criar, se conectar com o público e construir uma carreira
sustentável no ambiente digital”, destaca Jeff Nuno.

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