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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Saúde das unhas: entenda os sinais de alerta e quando buscar um dermatologist

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Especialista da SBCD explica as principais causas de alterações nas unhas, os cuidados essenciais e os sinais que indicam a necessidade de avaliação médica

 

As unhas dizem muito sobre a saúde. Mudanças na cor, espessura ou aparência podem indicar falta de nutrientes, doenças dermatológicas ou até alterações internas no organismo, por isso observar esses sinais é fundamental.

Problemas como micoses, inflamações ao redor das unhas, traumas repetitivos, unhas fracas ou quebradiças e doenças como a psoríase ungueal estão entre os diagnósticos mais comuns nos consultórios dermatológicos. Em alguns casos, essas alterações também podem estar relacionadas a distúrbios da tireoide, anemia ou deficiências nutricionais. 

Segundo especialistas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), “qualquer mudança persistente no formato, cor ou crescimento das unhas merece atenção. As unhas são estruturas sensíveis que respondem rapidamente a desequilíbrios internos e agressões externas”, explica Nilton Gioia, dermatologista membro da SBCD.

Entre os sinais que mais chamam atenção estão manchas esbranquiçadas ou amareladas, descamação, espessamento, ondulações, dor, inflamação das cutículas e até descolamento da unha. “Evitar traumas, como retirar cutículas muito fundas, roer unhas, usar calçados apertados ou manipular produtos químicos, também é essencial para manter a saúde e o crescimento adequado”, esclarece.

As alterações mais frequentes incluem:

  • Onicomicose (micose): muda cor e espessura da unha.
  • Paroníquia: inflamação da pele ao redor, muitas vezes causada pela retirada da cutícula.
  • Unhas frágeis: associadas ao uso excessivo de esmaltes e removedores.
  • Psoríase ungueal: provoca manchas, depressões e descolamento.
  • Traumas repetitivos: comuns em atletas e em quem usa calçados apertados.

A SBCD reforça que o diagnóstico precoce é essencial para definir o tratamento e evitar complicações. Como destaca o especialista, “quando o paciente percebe alterações persistentes, como manchas escuras, descolamento, dor, espessamento ou inflamações recorrentes, é importante buscar avaliação. Quanto antes investigamos a causa, maiores são as chances de um tratamento eficaz e seguro”. O doutor acrescenta ainda que manchas escuras que se expandem ao longo da unha devem ser avaliadas com rapidez para descartar melanoma ungueal, condição rara, mas grave.

Além do cuidado clínico, alguns hábitos ajudam na prevenção: não retirar a cutícula, hidratar unhas e pele ao redor, evitar uso contínuo de esmaltes, esterilizar instrumentos de manicure, proteger as mãos de produtos químicos e optar por calçados confortáveis.

Para alguns casos, procedimentos podem ser indicados. A biópsia ungueal ajuda a diagnosticar doenças infecciosas, inflamatórias ou tumorais, a abrasão da lâmina, realizada com micromotor, reduz a espessura da unha em casos específicos e facilita a penetração de medicamentos e procedimentos cirúrgicos podem corrigir unha encravada, tratar tumores ou reparar lesões no leito ungueal. “A escolha da abordagem depende da causa identificada após avaliação clínica e exames quando necessários”, explica o especialista.

Os tratamentos mais utilizados incluem medicamentos tópicos ou sistêmicos, infiltrações, drenagens, correção de deformidades e cirurgias ungueais, como avulsão, matricectomia parcial ou total e biópsias específicas. Mas, esse ponto requer uma atenção, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), procedimentos invasivos ou que utilizam tecnologias como laser devem ser realizados exclusivamente por médicos habilitados.


Como escolher um médico habilitado

A SBCD ressalta a importância da população buscar um profissional habilitado para acompanhamento, diagnóstico e tratamento. Para isso, é fundamental verificar se o médico possui o Registro de Qualificação de Especialista (RQE), qualificação atestada pelo Conselho Regional de Medicina (CRM).

A consulta é simples e pode ser feita a partir do nome do profissional no site do Conselho Federal de Medicina (CFM). Clique aqui.

Esse cuidado na escolha ajuda a evitar atendimentos inadequados por profissionais não habilitados e garante mais segurança ao paciente.


Mitos e Verdades

Por fim, a SBCD também esclarece alguns mitos frequentes. As unhas não “precisam respirar”, o excesso de esmaltes e removedores apenas resseca e enfraquece a lâmina. Unhas fracas também não significam, necessariamente, falta de vitamina, a causa pode ser micose, trauma, alergia ou alguma doença dermatológica.

Já as manchas brancas costumam ser apenas pequenos traumas e não falta de cálcio. Outro mito é que micose melhora sozinha: por ser uma infecção, precisa de tratamento. E, embora nem toda unha escura indique algo grave, o ideal é avaliar para descartar melanoma.

“Ignorar alterações pode levar a infecções, deformidades permanentes, dor crônica e agravamento de doenças já existentes. Observar mudanças e buscar orientação especializada é fundamental para garantir diagnósticos corretos e melhores resultados no tratamento”, reforça Nilton Gioia, dermatologista membro da SBCD.

 

 

Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica - SBCD

 

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