Diretora da Gilead Sciences mostra que
a doença apresenta variantes, pode afetar mulheres jovens e requer abordagem
não apenas médica
No Dia Mundial do Câncer (4 de fevereiro), data dedicada à conscientização e ao enfrentamento da desinformação sobre a doença, ganha ainda mais relevância o debate sobre mitos e verdades que cercam o câncer de mama. Afirmações equivocadas podem atrasar o diagnóstico, dificultar o tratamento e ampliar o impacto emocional da doença. No Brasil, ampliar o acesso à informação confiável é fundamental para promover conscientização, reduzir estigmas e apoiar decisões mais embasadas em conhecimento ao longo da jornada das pacientes, aponta Flávia Andreghetto, diretora associada de Oncologia da Gilead Sciences.
Para esclarecer alguns dos principais mitos e verdades
sobre o câncer de mama, Flávia comenta questões sobre suas variantes,
tratamentos e qualidade de vida.
Confira:
Câncer de mama é uma doença única
Mito. Existem diferentes tipos e subtipos de câncer
de mama, definidos por características biológicas do tumor. Cada um responde de
forma distinta aos tratamentos, o que torna o diagnóstico preciso essencial
para a escolha da melhor estratégia terapêutica.
O tratamento do câncer de mama é sempre muito agressivo
Mito. O tratamento do câncer passou por uma mudança
de paradigma. “Hoje, existem terapias mais direcionadas, com menor toxicidade e
melhor tolerabilidade, que permitem maior adesão ao tratamento e preservação da
qualidade de vida, considerando o perfil clínico e biológico da paciente”,
explica a diretora associada de Oncologia da Gilead Sciences.
Mulheres jovens não têm câncer de mama
Mito. Embora a incidência aumente com a idade, o
câncer de mama também pode afetar mulheres jovens, especialmente em subtipos
mais agressivos. Atenção aos sinais e acesso ao diagnóstico são fundamentais em
todas as faixas etárias.
Câncer de mama triplo-negativo é igual aos outros tipos
Mito. O câncer de mama triplo-negativo é
caracterizado pela ausência de receptores de estrogênio, progesterona e da
proteína HER2, o que historicamente limita o uso de terapias-alvo tradicionais
e torna o tratamento mais desafiador. Apesar de representar uma parcela menor
dos casos, tende a apresentar comportamento mais agressivo e maior risco de
progressão.
O câncer de mama triplo-negativo exige abordagem específica
Verdade. De acordo com a executiva, por suas
características biológicas, esse subtipo demanda estratégias terapêuticas
próprias. “Nos últimos anos, avanços científicos ampliaram as opções de
tratamento, trazendo novas perspectivas inclusive para pacientes em estágios
mais avançados da doença”, destaca.
Após o diagnóstico, a vida da paciente “para”
Mito. Embora o diagnóstico represente um impacto
profundo, os avanços no tratamento têm permitido que muitas pacientes sigam com
seus projetos de vida, mantenham atividades cotidianas e participem ativamente
das decisões sobre seu cuidado.
Tratar o câncer é apenas uma questão médica
Mito. O tratamento envolve também escuta ativa,
informação clara, apoio emocional, suporte multidisciplinar e cuidado
humanizado, fatores que contribuem para melhores desfechos e para a qualidade
de vida.
Informação confiável faz diferença
Verdade. O acesso à informação baseada em evidências
contribui para diagnóstico mais rápido, escolhas mais conscientes por parte da
paciente e redução do estigma associado ao câncer de mama, especialmente em
subtipos menos conhecidos.
“Combater mitos e ampliar o acesso à informação é tão
importante quanto o avanço dos tratamentos. A paciente precisa ser protagonista
da sua jornada, com clareza sobre o diagnóstico, acesso a opções terapêuticas e
receber o suporte de profissionais de várias áreas e familiares”, avalia
Flávia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário