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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Mitos e verdades sobre o câncer de mama: informação é aliada do diagnóstico e do tratamento

Diretora da Gilead Sciences mostra que a doença apresenta variantes, pode afetar mulheres jovens e requer abordagem não apenas médica

 

No Dia Mundial do Câncer (4 de fevereiro), data dedicada à conscientização e ao enfrentamento da desinformação sobre a doença, ganha ainda mais relevância o debate sobre mitos e verdades que cercam o câncer de mama. Afirmações equivocadas podem atrasar o diagnóstico, dificultar o tratamento e ampliar o impacto emocional da doença. No Brasil, ampliar o acesso à informação confiável é fundamental para promover conscientização, reduzir estigmas e apoiar decisões mais embasadas em conhecimento ao longo da jornada das pacientes, aponta Flávia Andreghetto, diretora associada de Oncologia da Gilead Sciences.

Para esclarecer alguns dos principais mitos e verdades sobre o câncer de mama, Flávia comenta questões sobre suas variantes, tratamentos e qualidade de vida.


Confira:


Câncer de mama é uma doença única

Mito. Existem diferentes tipos e subtipos de câncer de mama, definidos por características biológicas do tumor. Cada um responde de forma distinta aos tratamentos, o que torna o diagnóstico preciso essencial para a escolha da melhor estratégia terapêutica.


O tratamento do câncer de mama é sempre muito agressivo

Mito. O tratamento do câncer passou por uma mudança de paradigma. “Hoje, existem terapias mais direcionadas, com menor toxicidade e melhor tolerabilidade, que permitem maior adesão ao tratamento e preservação da qualidade de vida, considerando o perfil clínico e biológico da paciente”, explica a diretora associada de Oncologia da Gilead Sciences.


Mulheres jovens não têm câncer de mama


Mito. Embora a incidência aumente com a idade, o câncer de mama também pode afetar mulheres jovens, especialmente em subtipos mais agressivos. Atenção aos sinais e acesso ao diagnóstico são fundamentais em todas as faixas etárias.


Câncer de mama triplo-negativo é igual aos outros tipos


Mito. O câncer de mama triplo-negativo é caracterizado pela ausência de receptores de estrogênio, progesterona e da proteína HER2, o que historicamente limita o uso de terapias-alvo tradicionais e torna o tratamento mais desafiador. Apesar de representar uma parcela menor dos casos, tende a apresentar comportamento mais agressivo e maior risco de progressão.


O câncer de mama triplo-negativo exige abordagem específica


Verdade. De acordo com a executiva, por suas características biológicas, esse subtipo demanda estratégias terapêuticas próprias. “Nos últimos anos, avanços científicos ampliaram as opções de tratamento, trazendo novas perspectivas inclusive para pacientes em estágios mais avançados da doença”, destaca.


Após o diagnóstico, a vida da paciente “para”


Mito. Embora o diagnóstico represente um impacto profundo, os avanços no tratamento têm permitido que muitas pacientes sigam com seus projetos de vida, mantenham atividades cotidianas e participem ativamente das decisões sobre seu cuidado.


Tratar o câncer é apenas uma questão médica


Mito. O tratamento envolve também escuta ativa, informação clara, apoio emocional, suporte multidisciplinar e cuidado humanizado, fatores que contribuem para melhores desfechos e para a qualidade de vida.


Informação confiável faz diferença


Verdade. O acesso à informação baseada em evidências contribui para diagnóstico mais rápido, escolhas mais conscientes por parte da paciente e redução do estigma associado ao câncer de mama, especialmente em subtipos menos conhecidos.


“Combater mitos e ampliar o acesso à informação é tão importante quanto o avanço dos tratamentos. A paciente precisa ser protagonista da sua jornada, com clareza sobre o diagnóstico, acesso a opções terapêuticas e receber o suporte de profissionais de várias áreas e familiares”, avalia Flávia.
 

 

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