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sábado, 12 de novembro de 2022

Produtores de café afetados pelo granizo podem solicitar prolongamento de crédito rural



Chuva de granizo danifica lavouras de café no Sul de Minas
Emater/MG
As mudanças climáticas, infelizmente, têm causado uma série de dissabores aos produtores rurais. As fortes chuvas de granizo registradas nos dois últimos meses no Sul de Minas, por exemplo, destruíram lavouras inteiras de café. No início de outubro, de acordo com a Emater, mais de 13 mil hectares do grão foram afetados nos munícipios de Paraguaçu, Campanha, Andradas e Coqueiral. Ainda de acordo com o órgão, mais de 1.090 cafeicultores sofreram algum tipo de prejuízo. 

Um mês depois, outra chuva forte de granizo caiu na região, com maior ocorrência do fenômeno nas cidades de São Sebastião do Paraíso, Campos Gerais, Campestre e Nova Resende. Ainda de acordo com Emater-MG, 26,6 mil hectares de lavouras de café foram atingidos pelo granizo em todo o estado.

Diante desse cenário, o produtor rural possui algumas alternativas para minimizar a situação financeira e, assim, salvar suas lavouras. O advogado Vinicius Souza Barquette, especialista em agronegócio, explica que o crédito rural, por exemplo, oferece proteção legal das dívidas, desde que o produtor esteja dentro dos requisitos da legislação.  “A principal proteção, entre outras, é a possibilidade da prorrogação da dívida. Obviamente, essa alternativa pode ser muito útil a quem é afetado pelas variações climáticas, mas é importante saber usá-las, pois existem diversas operações e players do agronegócio que não estão sujeitos a essas condições”.

Neste ponto, o advogado ressalta que é muito importante que o produtor tenha crédito rural com uma entidade financeira. A lei não abrange, por exemplo, negócios realizados com trading company ou cooperativas de agronegócio, cujas atividades não sejam de concessão de crédito.

O produtor afetado pelas chuvas de granizo do Sul de Minas poderá, dessa forma, solicitar a prorrogação de suas dívidas, administrativamente ou na justiça, desde que preencha alguns requisitos. Barquette explica quais são eles: “o débito de origem das operações da qual se pretende a prorrogação precisa ser de crédito rural; deve haver uma amortização mínima pelo produtor rural; deve haver comprovação de prejuízo no empreendimento rural que dificulte a comercialização dos produtos, em razão de fatores climáticos, salvo nos casos em que haja decreto municipal de estado de emergência ou de calamidade pública, reconhecido pelo Governo Federal”.


Crédito Rural

Crédito rural é todo recurso financeiro destinado ao financiamento de despesas dos ciclos produtivos da agricultura ou pecuária para investimento em produtos, bens e serviços, além de despesas nas atividades de comercialização e industrialização da produção, oferecidos por entidades públicas e estabelecimentos de crédito particulares. Existem, por exemplo, programas específicos de crédito rural, como o Pronaf, o Pronamp, o Funcafé, o FCO, entre outras. Essas opções, importante frisar, não podem ser confundidas com operações de barter ou contratos futuros.

 

Networking: especialista explica importância de vínculos e contatos

Você sabe o que é Networking? Esse termo tem ficado cada vez mais conhecido, já que trata-se do compartilhamento de informações ou serviços entre pessoas, empresas ou grupos.

O networking é também uma maneira de os indivíduos aumentarem seus relacionamentos para seu trabalho ou negócio. Ou seja: para se sair bem em qualquer cargo é muito importante manter um ótimo networking.

De acordo com o advogado Sergio Vieira, que também é sócio da Nelson Wilians Advogados, na área da advocacia não é diferente das demais: o networking é essencial e abre portas para novos profissionais.

Segundo o advogado, o networking dá a oportunidade do profissional ser visto e o mais importante: ser lembrado. “Estar presente de verdade, fazendo conexões reais é essencial. O mercado não aceita mais aquele vendedor chato que quer vender a todo custo. Vender, se apresentar, se fazer presente e se colocar à disposição para quando aquela pessoa  precisar, lembrar de você”, disse.

Diante disso, o advogado reafirma que as conexões precisam ser reais e que somente através dela podemos nos firmar enquanto profissionais referência e que estão sendo sempre lembrados, sem sequer estarem presentes em todos os lugares.

Por fim, conforme o profissional, é necessário aproveitar cada oportunidade que possa surgir para que seja fortalecida a imagem de referência não só como profissional, mas também como parceiro de trabalho.



Sergio Vieira - advogado, possui MBA em Gestão e Negócios, e é sócio-diretor do escritório Nelson Wilians Advogados, o maior escritório de Direito da América Latin

 

Fraudes em aplicativos financeiros: 4 dicas para as empresas se prevenirem utilizando a biometria de voz

Minds Digital oferece solução para identificar comportamento suspeito de usuários e possíveis fraudadores por meio da voz 

 

De acordo com um levantamento realizado pela Serasa Experian, em maio de 2022, as tentativas de golpes financeiros cresceram 18,7% no Brasil, em comparação com 2021. Os dados apontam, que durante o mês de março de 2022, foram registradas 389.788 tentativas de fraude. 

Isso significa que a cada 7 segundos um brasileiro é vítima dos fraudadores. Para ajudar na prevenção das fraudes em aplicativos financeiros, a Minds Digital, Voice IDTech pioneira em biometria de voz no Brasil, preparou 4 dicas para as empresas colocarem em prática e protegerem seus clientes de criminosos. Confira:

 

1) Autentique o usuário durante o processo de onboarding:

 

Durante o processo de onboarding, logo no início da jornada do consumidor, é muito importante verificar a identidade do usuário para evitar fraudes de identidade, transações fraudulentas, contas de fraudadores já conhecidos e contas laranjas. Ainda vale lembrar que, de acordo com o Banco Central, as instituições financeiras podem ser responsabilizadas por esses golpes e fraudes. 

A autenticação por voz dos usuários é uma etapa fundamental para evitar acessos indevidos em contas por outras pessoas. Além disso, a base de dados da Minds Digital já contém as biometrias de voz de fraudadores identificados. Então, caso um deles abra uma conta, a Inteligência Artificial avisará que aquela voz é de alguém que tentou cometer ou já cometeu uma fraude.

 

2) Utilize métodos avançados de verificação de identidade:

 

Se por um lado a facilidade para abrir contas bancárias por telefone trouxe mais comodidade para os consumidores, por outro, apresenta novos desafios de segurança, uma vez que o uso de senhas e dados pessoais não é mais seguro. Diante disso, é importante adotar métodos avançados de verificação da identidade, que usem a inteligência artificial para analisar dados em grande escala e em tempo real — como a biometria de voz. Além da maior eficiência dessa tecnologia, a experiência do cliente é aprimorada, tornando-se mais ágil e segura.

 

3) Valide as transações financeiras:

As fraudes cometidas via aplicativos financeiros podem acontecer tanto em decorrência de roubo ou furto de celular, como por mecanismos de engenharia social. Nos dois cenários, caso exista também uma validação por biometria de voz, o fraudador não será capaz de completar a invasão da conta ou a transação, pois a solução é integrada aos aplicativos e o sistema analisará que a voz dele não é a voz do cliente.

 

4) Proteja o cartão de crédito desde a solicitação:

Peça a confirmação da solicitação e do recebimento da segunda via do cartão de crédito, validando o usuário por meio da biometria de voz. Certifique-se de que não é um fraudador que está se passando pelo cliente e que não houve alteração cadastral fraudulenta para desviar a entrega do cartão.

 

A solução da Minds Digital leva apenas 1 segundo para identificar padrões de comportamentos suspeitos, com alta confiança. Até hoje, a Voice IDtech já preveniu mais de R$ 20 milhões em fraudes e alertou as operações das empresas sobre mais de 18 mil comportamentos suspeitos. 

 

CIC do Imigrante promove ação para regularizar documentação de haitianos

A ação será feita em parceria com a Embaixada do Haiti e com a Secretaria de Relações Internacionais


Neste sábado, 12 de novembro, das 9h às 17h, o Centro de Integração da Cidadania (CIC) do Imigrante, da Secretaria da Justiça e Cidadania (SJC), prestará atendimento para indivíduos e famílias de imigrantes haitianos com a finalidade da liberação das carteiras de identidades em sua sede, localizada na Rua Barra Funda, 1020 – Santa Cecília.

A iniciativa conta com o apoio da Secretaria de Relações Internacionais, e está sendo realizada em parceria com a Embaixada do Haiti. Após a conclusão das carteiras de identidade, os indivíduos serão convocados para retirar o documento.

 

Serviço

CIC do Imigrante promove ação regularizar documentação de haitianos

Data: 12/11/2022

Horário: 9h às 17h

Local: CIC do Imigrante

Endereço: Rua Barra Funda, 1020 – Santa Cecília

 

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Diabetes infantil: saiba mais sobre como identificar a doença, tratamento e causas

  


Terapia com insulina aumenta qualidade de vida e reduz riscos de complicações  

 

De acordo com o Type 1 Diabetes Index, desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) em parceria com a Fundação de Pesquisa em Diabetes Juvenil (JDRF), atualmente há quase 589 mil brasileiros com diabetes tipo 1. Essa doença, que afeta crianças e adolescentes, faz com que o organismo fique incapaz de utilizar a glicose do sangue para produzir energia.   

A diabetes tipo 1 está relacionada a fatores autoimunes, em que as células de defesa do organismo atacam as unidades celulares do pâncreas encarregadas de produzir insulina. Então não há produção deste hormônio e a consequência é o alto nível de glicose acumulado na corrente sanguínea.   

A endocrinologista Denise Reis Franco explica que o diabetes tipo 1 pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas possui predominância na infância e na adolescência. “Já o diabetes tipo 2, que tem ligação com o sedentarismo e a obesidade infantil, tende a se manifestar mais entre 7 a 15 anos. Além disso, por ser uma doença autoimune, a diabetes tipo 1 pode acarretar outras doenças autoimunes”, complementa.   

Para que os pais fiquem atentos aos sinais, a especialista aponta os principais sintomas que podem surgir. Emagrecimento mesmo sem fazer dieta, muitas idas ao banheiro para urinar, muita sede, indisposição e mudanças de humor são manifestações que devem servir de alerta para a procura imediata de um médico especializado com o objetivo de chegar ao diagnóstico e fazer o tratamento adequado.  

 

Tratamento  

Após o diagnóstico, a criança ou o adolescente possivelmente terá que fazer o uso de insulina para controlar e tratar o diabetes se estiverem na categoria do Diabetes tipo 1. Existem dois tipos de insulinas que podem ser receitadas dependendo de cada caso: a basal - quantidade de insulina para agir quando não estamos nos alimentandos ou estamos dormindo, conhecida como insulina de ação lenta ou a insulina de ação rápida que será utilizada para substituir as refeições e corrigir a glicemia. O estilo de vida saudável também é importante para garantir mais qualidade de vida.   

“Nos casos de tratamento medicamentoso para reduzir as taxas de glicemia no organismo, além das insulinas tradicionais, os biomedicamentos têm demonstrado segurança e eficácia nos no controle de diabetes infantil. Além de ampliar o acesso aos tratamentos biológicos, os biossimilares apresentam perspectivas muito positivas para as pacientes”, explica a especialista. O acompanhamento médico para tratamento adequado com insulina é fundamental para mitigar as chances de complicações da doença e contribuir para que os pacientes se tornem adultos mais saudáveis.  

 

 

Biomm

https://www.biomm.com

Quais os riscos da queda da cobertura vacinal infantil?

Vírus e bactérias podem acarretar consequências irreversíveis. Por isso, manter a imunização em dia pode salvar vidas. 

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), 25 milhões de crianças estão com as vacinas atrasadas e o Brasil está entre os dez países com maior quantidade de crianças não imunizadas. Esses números vêm deixando a população, em especial os pequenos, mais vulneráveis a doenças que já estavam eliminadas no País, como poliomielite e sarampo, por exemplo.

No último ano, apenas 68% das crianças foram vacinadas com a BCG, 69% contra à paralisia infantil e 78% com a primeira dose da vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola). “O ideal seria uma adesão acima de 90%. Os atuais números impactam significativamente a prevenção de doenças, pois essa imunização ajuda a prevenir enfermidades potencialmente graves de forma eficaz e rápida, visto que estimulam o sistema imunológico a produzir anticorpos protetores específicos”, explica o Dr. Daniel Jarovsky, pediatra, infectologista e assessor médico em Imunizações do Fleury Medicina e Saúde, marca do Grupo Fleury.

As causas para a queda são multifatoriais e muito se deve ao fato da pandemia da COVID-19 ter instaurado uma rotina de distanciamento e isolamento social, interrompendo consultas e atendimentos médicos não-urgentes. “O pediatra tem um papel fundamental como educador dos pais e das crianças, por isso, as consultas de rotina são tão importantes – é o momento de tirar dúvidas, conferir a situação vacinal e ter acesso a vários cuidados”, ressalta o médico.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) é considerado um dos mais abrangentes do mundo e inclui as vacinas essenciais para cada idade. Para as crianças, temos a BCG, hepatite A e B, penta valente (que age contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pela bactéria Haemophilus influenzae tipo b), poliomielite inativada, pneumocócica, rotavírus, meningocócica C, influenza, febre amarela e tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba).

Entre os adolescentes, as vacinas contra o papilomavírus humano (HPV) e meningite meningocócica ACWY, dupla adulto (que reforça a proteção contra difteria e tétano) são muito importes – e necessitam dos reforços adequados. No Brasil, o imunizante contra o HPV é indicado para meninas e meninos com idades de 9 a 14 anos, mas os dados de adesão também preocupam os especialistas. Segundo o Ministério da Saúde, o índice está em 70% para público feminino e 50% no masculino.

“Estima-se que haja aproximadamente 10 milhões de pessoas com HPV no Brasil. Nesse caso, a imunização é necessária para quebrar a cadeia de transmissão do vírus, que pode resultar em câncer de pênis, vulva, vagina, reto e ânus, cabeça e pescoço e, principalmente, de colo do útero. Nem sempre essas infecções levam ao câncer, mas praticamente 100% dos casos de câncer de colo uterino são causados pelo HPV. Essas graves complicações poderiam ser facilmente evitadas com a maior adesão às vacinas”, destaca o Dr. Jarovsky.

Adolescentes de 11 e 14 anos, de ambos os gêneros, também podem ser imunizados contra a doença meningocócica causada pelos sorogrupos A, C, W e Y, que podem acarretar morte ou sequelas como surdez, perda de membros e convulsões. “A vacinação contra a meningite é recomendada rotineiramente no primeiro ano de vida, aos 3 e 5 meses, com um reforço aos 12 meses, além da vacina conjugada quadrivalente (ACWY), tomada na adolescência, com reforços que podem variar conforme a recomendação das principais sociedades médicas”, informa o médico.

O especialista aproveita para enfatizar que os avanços da medicina ajudaram a reduzir expressivamente e, até mesmo, eliminar a incidência de algumas doenças. Tudo isso com a vacinação adequada, que deve ser realizada da infância à vida adulta. “Os imunizantes desempenham um papel fundamental na defesa do organismo contra diversas enfermidades. Assim, tanto do ponto de vista de proteção individual quanto de saúde coletiva, a vacinação é muito valiosa”, finaliza o Dr. Jarovsky.


Perda de peso é um novo caminho para tratar diabetes

Especialistas indicam que a medida é eficiente para controlar a quantidade de açúcar no sangue e evitar complicações do tipo 2 da doença

 

Em 14 de novembro é celebrado o Dia Mundial do Diabetes, data criada com o objetivo de conscientizar a população sobre os riscos, formas de tratamento e prevenção da doença. Neste ano, a campanha mundial destaca a necessidade em educar para proteger o futuro. 

 

Estudo científico destaque na revista The Lancet, uma das publicações de maior prestígio da área médica, reconheceu a perda de peso como um novo caminho para o tratamento do diabetes mellitus – tipo 2. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, há cerca de 15 milhões de brasileiros com a doença, destes, 90% são acometidos pelo tipo 2. 

 

A pesquisa mostra que pacientes obesos com diabetes mellitus precisam perder 10% do peso para controlar o açúcar no sangue e, assim, evitar complicações da doença. Dr. Juan Carlos Boado, diretor Técnico do Hospital Bom Pastor, localizado em Guajará-Mirim (RO), explica que grande parte desses casos estão relacionados ao sobrepeso. 

 

“O diabetes tipo 2 ocorre quando o organismo não consegue produzir insulina suficiente, ou não consegue utilizar a insulina que produz para controlar a concentração de glicose no sangue. Geralmente, ela atinge adultos e está diretamente relacionada ao sobrepeso, sedentarismo e dieta desbalanceada”, explica o profissional do Bom Pastor. 

 

A unidade, pertencente à Pró-Saúde, é referência assistencial em obstetrícia, pediatria, ginecologia, clínica médica e cirúrgica, possuindo ainda estrutura voltada especialmente para a assistência à população indígena, em uma região remota do país. 

 

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo citado afirmam que o emagrecimento aumenta a capacidade do corpo em usar a insulina e processar a glicose. Além disso, indicam que a perda de até 15% do peso traz outros benefícios à saúde, prevenindo complicações cardíacas e renais.  

 

“A obesidade torna os tecidos mais resistentes à entrada da insulina. Dessa forma, a glicose passa a circular na corrente sanguínea em alta concentração, causando lesões às células do corpo e prejuízos à saúde, como derrame cerebral, ataque cardíaco, amputações, insuficiência renal, visão baixa e neuropatia", complementa Dr. Juan.


 

Recomendações para baixar a glicemia

 

A taxa de concentração de glicose no sangue é considerada normal até 99mg. De 100 a 125mg, marca-se a fase de pré-diabetes. Já quem possui glicemia a partir de 125mg é considerado diabético. 

 

“As ações de controle são importantes e podem trazer mais qualidade de vida. Porém, é essencial procurar orientação médica e usar corretamente a medicação prescrita para cada caso, já que há muitas particularidades envolvidas. Nunca suspenda o uso de remédios por conta própria”, alerta o médico. 

 

Confira abaixo algumas dicas de como reduzir o risco de desenvolvimento da doença:

 

Controle o peso: essa atividade envolve a mudança do estilo de vida, é importante pensar em um plano alimentar adequado e equilibrado para cada caso. Recomenda-se um acompanhamento com um profissional nutricionista. 

 

Consuma menos carboidratos e doces: esses alimentos são os que tem mais influência na glicemia, já que quase todos transformam rapidamente em glicose ao ser ingeridos, indo diretamente para a corrente sanguínea. Diminuindo esse consumo, é possível reduzir também a concentração de glicose no sangue.   

Pratique exercícios físicos: o exercício físico consome a glicose na corrente sanguínea, equilibrando essa concentração e ajudando na queda da resistência das células à insulina.


Autismo: 5 coisas que os pais precisam saber assim que recebem o diagnóstico

Unsplash
Aprender sobre a condição e se preparar para os desafios são pontos muito importantes 

 

“Meu filho tem autismo. E agora?” Essa é a pergunta que geralmente acompanha o primeiro impacto de mães e pais ao receberem o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em linhas gerais, o transtorno do espectro autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento, caracterizado por desenvolvimento atípico, manifestações comportamentais, déficits na comunicação e na interação social, padrões de  comportamentos repetitivos e estereotipados, podendo apresentar um repertório restrito de interesses e atividades.

Os sinais de alerta podem ser percebidos já nos primeiros meses de vida, e o avanço nos protocolos e estudos acerca do tema têm proporcionado diagnósticos mais precoces. Entender mais a fundo sobre o quadro permite que pais e cuidadores tenham mais ferramentas para lidar com os desafios do dia a dia, bem como para proporcionar mais qualidade de vida para a criança. 

Em 2018, a empresária Ingrid Monte identificou em seu filho, com pouco mais de 2 anos, algumas características clássicas de quem está dentro do Espectro Autista, como não responder ao seu chamado, baixo contato visual e a não interação, além da falta de interesse por outras crianças. Até então, Ingrid Monte ainda não tinha o diagnóstico médico. “Quando descobri o autismo do meu filho, senti um abismo imenso e percebi o quanto eu estava despreparada. Debater a questão era algo muito difícil tanto para as escolas, quanto para as famílias e para a sociedade em geral. Tudo é muito complexo, pouco aprofundado, sem contar o emocional. A mãe nunca espera esse tipo de diagnóstico”, pontua Ingrid Monte. 

“No autismo, o diagnóstico é feito por uma equipe composta por profissionais de diferentes áreas avaliando aspectos do comportamento da criança”, explica a Psicóloga Especialista em ABA, Julia Amed, da clínica multidisciplinar de cuidado e desenvolvimento de crianças autistas e suas famílias, Genial Care. “Para se chegar ao diagnóstico final e fechar o laudo, são utilizados instrumentos de medida/avaliação validados cientificamente”. 

O que é preciso saber ao descobrir o diagnóstico?

1) O autismo não tem cura

O Transtorno do Espectro Autista não tem cura pois não é uma doença, e isso é algo muito importante a saber. No entanto, é crucial saber que existem intervenções primordiais para o desenvolvimento do potencial da criança e suas habilidades, o que impacta diretamente na qualidade de vida. 

2) É necessário conhecer bem o autismo

“Uma vez recebido o diagnóstico, é preciso ir atrás de informação. Isso é algo fundamental para os pais, que terão ferramentas para compreender as necessidades dos filhos, buscando as melhores soluções para cada situação. O conhecimento sobre o transtorno também é muito importante para munir esses pais que precisam lidar com desafios e dificuldades diárias”, ressalta a Psicóloga Especialista em ABA, Julia Amed.

3) Observe as reações do seu filho

O autismo não é, definitivamente, uma condição previsível. A cada dia podem acontecer situações diferentes e novos desafios. Por isso, é crucial observar a criança em busca de perceber o que desencadeia comportamentos desafiadores, o que estressa, o que assusta, assim como o que provoca uma resposta positiva ou calmante. Isso auxilia a solucionar problemas e prevenir ou transformar situações mais difíceis.

4) Persistência e acolhimento

Não desistir, por mais desafiador que seja, é primordial para o suporte e desenvolvimento da criança. “O acompanhamento adequado traz diversos benefícios para a criança, como a evolução e intervenção de qualidade, a melhora dos comportamentos desafiadores e a maior independência e melhor futuro. Também é positivo para os pais e cuidadores, com o protagonismo na evolução da criança, menos sobrecarga e mais descanso, com suporte e acompanhamento”, aponta a Psicóloga Especialista em ABA, Julia Amed.

5) O cuidado é a chave

Pode parecer uma orientação clichê ou generalista, mas acredite: seu filho é único e merece todo amor e cuidado. “Nos momentos mais desafiadores dos cuidados relacionados ao TEA, não é incomum que haja nos pais uma sensação de cansaço ou impotência. Porém, não se esqueça que é muito importante para a criança saber que é amada e aceita como é, e isso realmente tem um grande poder de transformação. Pais bem orientados em relação ao cuidado ajudam a potencializar a evolução de seus filhos”, finaliza Julia Amed.

  

Genial Care


Dia de Combate à Tuberculose: especialista do CEUB esclarece dúvidas sobre a doença

Microbiologista alerta sobre as formas de transmissão, diagnóstico e tratamento da infecção 

 

Desafio da saúde pública mundial, a incidência da tuberculose cresceu durante a pandemia. Para ampliar as ações de atenção, tratamento e controle da doença no Brasil, é celebrado em 17 de novembro o Dia Nacional de Combate à Tuberculose. A especialista em Microbiologia do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Fabíola Castro, faz um alerta sobre o aumento das taxas de infecção e indica como prevenir e diagnosticar a infecção.

Segundo a microbiologista do CEUB, conhecer os sintomas, as formas de transmissão e as alternativas de tratamento é fundamental para minimizar os riscos relacionados à tuberculose. “O diagnóstico precoce ajuda a melhorar a qualidade de vida do paciente. Campanhas como esta são muito eficazes, pois geram um alerta na população”, frisa.

Fabíola Castro explica que a tuberculose evolui de forma lenta e que os infectados são transmissores em potencial. Os sintomas podem ser confundidos com outras doenças, dificultando o diagnóstico e facilitando a rápida transmissão: “Além da tosse, a perda de peso rápida, sudorese noturna, febres baixas vespertinas, falta de ar e tosse com sangue podem ocorrer com o paciente infectado”.

Sobre o tratamento, a docente esclarece que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece todo o acompanhamento ao paciente. “O surgimento dos bacilos resistentes exige o tratamento com drogas antimicrobianas e antibióticos. Desta forma, existe uma dificuldade de resposta e diversos efeitos colaterais – o que aumenta o tempo de tratamento e reduz as chances de cura”, explica.

Fabíola Castro acrescenta que a eficácia do tratamento depende da rapidez do diagnóstico e indica atendimento médico imediato caso haja suspeita da doença. “Existe a possibilidade de uma recuperação plena, sem sequelas, mas existe também o risco de ocasionar sequelas nos casos mais avançados da doença, quando o infectado apresenta graves lesões no pulmão e nos órgãos afetados”, arremata.


Sobre a Tuberculose

Causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, a Tuberculose é também conhecida como "Bacilo de Koch". De acordo com relatório publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil ocupa a 20ª posição entre os locais com maior incidência de transmissão. Em 2021, foram registrados 68.271 infectados no país. No mundo são registrados 8 milhões de novos casos da doença por ano e a taxa de letalidade é de quase 2 milhões de mortes.

Popularmente conhecida como uma infecção pulmonar, a tuberculose afeta principalmente os pulmões, mas pode acometer outras partes do corpo, como gânglios, rins, ossos, intestinos e meninges. Os sintomas dessas outras formas podem surgir nos locais que a infecção está acontecendo.


Como enfrentar o diabetes

Doença atinge mais de 500 milhões de pessoas no mundo e pode ser controlada com exercícios e alimentação adequada 

 

Doença silenciosa que atinge mais de meio bilhão de pessoas em todo o mundo, o diabetes vem crescendo de forma acelerada nos últimos anos. Em 14 de novembro de 1991, quando foi institucionalizado o Dia Mundial do Diabetes, havia 108 milhões de pessoas com a doença. Três décadas depois, o aumento no número de diabéticos foi de 400%, de acordo com o International Diabetes Federation (IDF).

O estilo de vida contemporâneo, com excesso de consumo alimentos ultra processados e açúcar, e a falta da prática de atividade física regular aparecem como as principais causas desse aumento. Um indicador disso é que cerca de 90% das pessoas que sofrem com a doença tem o diabetes do tipo 2. “Esse tipo de diabetes está diretamente ligado ao ganho de peso, com o aumento de gordura na região abdominal”, afirma o médico endocrinologista Fernando Valente, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. "Vários fatores contribuem para o aumento do risco deste diabetes, tais como o sedentarismo, baixo consumo de vegetais, consumo frequente de alimentos ultra processados, bebidas adoçadas e álcool, estresse e tabagismo", diz Valente.

A prática regular de exercício físico é apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos principais aliados no combate ao diabetes. A recomendação é de, no mínimo, 150 minutos por semana de atividade física, e não mais do que dois dias sem se exercitar. “Para ser mais eficaz, o programa de exercícios para pessoas diagnosticadas com diabetes deve ser individualizado e levar em consideração a condição clínica de cada paciente”, afirma Bruno Silva, fisiologista da Smart Fit. “A combinação de exercícios aeróbicos, treinamento de força e trabalhos de flexibilidade são fundamentais para combater a doença”, diz Silva.  

A atividade física bem direcionada beneficia não apenas os portadores do tipo 2 da doença, com perda de peso, melhorias nas vias metabólicas de glicose e de síntese de glicogênio no músculo esquelético, mas também quem sofre com o tipo 1, variante da doença que tem como causa principal um problema no sistema imunológico. “O benefício para essas pessoas tem relação com questões cardiovasculares e controle glicêmico e impacto direto nas reduções do índice de massa corporal, triglicerídeos e colesterol ", afirma Silva.

 

Cuidados com a alimentação são indispensáveis

Além do exercício físico, a OMS inclui a prática de hábitos saudáveis de alimentação no protocolo de tratamento e prevenção do diabetes. Caroline Guimarães, nutricionista da Smart Fit, enfatiza que reduzir o consumo de alimentos ricos em açúcar, sal e gordura é benéfico. "O primeiro passo é evitar ficar sem se alimentar por longos períodos, pois isso diminui os efeitos da oscilação de glicose no sangue. O consumo moderado de frutas, junto com alimentos ricos em fibras e proteínas também contribui para a prevenção e tratamento da doença. Nas refeições, caprichar nos legumes de cores verde escura e amarela, e consumir ao menos dois litros diários de água por dia, estão entre as práticas mais recomendadas ", afirma.

Diagnosticada com diabetes tipo II em 2018, Maria Eugênia Ribeiro, de 53 anos, buscou uma nutricionista em 2021 e, desde então, sente os benefícios práticos de seguir um programa alimentar adequado. "Antes eu sofria com muita tontura e pressão baixa, o que diminuiu muito depois que passei a comer em intervalos de três em três horas. Outras questões pequenas, como tirar o açúcar do café e unir o consumo da aveia junto da banana, se refletiram diretamente em mais estabilidade dos meus índices glicêmicos", conta.

 

Treino geral para portadores da obesidade tipo II

Aeróbico: Em pessoas com diminuição da tolerância à glicose, um programa de controle do peso é recomendado para além de pelo menos 150 minutos/semana de atividade física moderada a vigorosa.


Força: Na ausência de contraindicações, devem realizar exercício de força 3 vezes por semana, solicitando um número elevado de grandes grupos musculares, progredindo para 3 séries de 8 a 10 repetições de cada exercício


Treino A/B – Segunda a Sexta

Segunda, Quarta e Sexta (cardio e Força)

Esteira 15 minutos (moderado)

Afundo – 3x10

Flexão de braço – 3x10

Supino com halter – 3x10

Remada curvada fechada - 3x10

Desenvolvimento aberto – 3x10

Abdominal completo – 3x10

Bike 15 minutos (moderado)

 

Terça e Quinta (cardio e flexibilidade)

Esteira 15 minutos (moderado)

Bike 10 Minutos (moderador)

Polichinelo – 3x8

Polisapato – 3x8

Pose da criança – 3x 20 seg.

Mobilidade de tronco – 3x 20seg.

 

O vídeo da execução completa do treino pode ser baixado neste link.

  


Smart Fit
https://www.smartfit.com.br/


Uma reflexão sobre próteses de membros no século 21

 

As pesquisas e o desenvolvimento de próteses têm sido uma área de interesse de médicos e engenheiros durante séculos. Originariamente, próteses de membros não passavam de algo como uma muleta modificada, feita em madeira e couro, que eram os materiais disponíveis na época. Depois de muito tempo e muitas evoluções, a prótese progrediu e se desenvolveu em algo altamente sofisticado, feito de materiais da era espacial e fabricada com tecnologia da indústria 4.0. 

Próteses são dispositivos artificiais usados para substituir uma parte do corpo ausente, que é perdida devido a qualquer trauma, doença, acidente ou condição presente no nascimento. As pessoas podem perder todas ou várias partes de um braço ou perna por vários motivos, e as próteses destinam-se a restaurar as funções normais da parte do corpo em falta. 

Segundo o site da Agência Brasil, no período de 2012 a 2021, cerca de 245.811 brasileiros sofreram amputação de membros inferiores, uma média de 66 pacientes por dia nesse período. Considerando somente o período 2020 e 2021, a média diária foi de 77,4 cirurgias. E esses números, em realidade, são bem maiores, já que os apresentados aqui referem-se apenas a membros inferiores e não incorporam casos de indivíduos que nascem com a ausência de membros ou má formação congênita. 

Fatores como o aumento dos casos de amputação e da frequência com que as próteses estão sendo recomendadas, tem levado ao aumento na demanda por esses dispositivos. De acordo com o site ReportLinker, o mercado global de próteses foi avaliado em US 2,05 bilhões em 2021 e, em 2027, deve valer US 2,89 bilhões, um aumento de 40%. 

A fabricação de uma prótese depende de uma combinação de elementos: materiais, design, técnicas construtivas e estrutura mecânica apropriados, que devem corresponder aos requisitos funcionais de cada usuário. Esses aspectos podem ser dos mais variados e envolvem elementos como a estabilidade durante o uso, suporte de peso, absorção de impactos, aparência estética e armazenamento de energia, nos casos de próteses com algum grau de automação. Existem ainda os desafios de utilização, que precisam levar em conta questões como alcançar e agarrar, levantar pesos e atividades da vida diária, como vestir-se, escrever e comer. 

Avanços tecnológicos nas áreas de engenharia de materiais, elétrica, mecânica e computação têm proporcionado o desenvolvimento de equipamentos cada vez mais elaborados e complexos. Com a consolidação da indústria 4.0, aplicações de técnicas de manufatura flexível e aditiva estão permitindo, em escala industrial, a produção de dispositivos com alto grau de customização. As resinas acrílicas, fibras de carbono, termoplásticos, silicone e nanofibras, materiais novos no mercado, dividem espaço com os mais tradicionais, alumínio e titânio, tornando as próteses mais leves e confortáveis. E, por fim, a incorporação de elementos eletrônicos, que conectam sinais elétricos aos músculos e nervos do paciente, permitem que os algoritmos de software gerenciem esses sinais, o que leva a um controle mais preciso da prótese. 

O futuro das próteses é bastante promissor. Com os avanços nas áreas de robótica, aprendizagem de máquina e a queda gradativa dos custos de vários dos componentes eletrônicos, essas tecnologias se tornarão parte integrante dos membros artificiais, que serão cada vez mais sofisticados e acessíveis a quem precisa utilizar esses dispositivos.

 

Alexandre Lasthaus - professor das disciplinas de Automação Industrial e Robótica do curso de Engenharia Mecatrônica da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM).

 

Câncer de próstata: cinco sinais para ficar alerta

Neoplasia é a mais comum nos homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Oncologista reforça a importância do acompanhamento médico regular e dos exames de rotina para diagnóstico e tratamento precoce 

 

Durante o mês de novembro, que traz a cor azul ao seu nome, é fundamental alertar a população sobre o câncer de próstata - o mais comum entre o público masculino (com exceção do câncer de pele não melanoma) e que costuma atingir homens acima dos 65 anos. 

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), são estimados 65.840 novos casos de câncer de próstata em 2022. Além disso, de acordo com o Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, houveram 44 mortes por dia, em 2021, devido à doença. 

Para a Dra. Pamela Carvalho Muniz, oncologista da Oncoclínicas São Paulo, o diagnóstico precoce é fundamental, pois quanto antes o tumor for identificado, maiores são as chances de sucesso do tratamento. “Precisamos desmistificar o tabu que os homens têm sobre cuidar de sua saúde. Para as mulheres é muito mais natural ter uma ginecologista desde a adolescência. O medo dos exames que podem ser realizados em consultório, como o toque retal, não pode impedir essa procura por um profissional de saúde que possa não só avaliar queixas atuais, mas também apoiar com dúvidas e exames de prevenção necessários naquele momento de sua vida”, comenta. 

“A indicação de fazer ou não o exame de toque retal cabe ao médico, em decisão compartilhada com o paciente, na consulta estratificando seu risco de acordo com idade, risco familiar, queixas clínicas atuais e alterações presentes ou não em exames complementares. Quando indicado, é importante lembrar que é um procedimento indolor, rápido e que pode trazer informações importantes para guiar exames complementares mais específicos. Por isso, é necessário investirmos em informações de qualidade para que, caso o indivíduo tenha o diagnóstico positivo para câncer de próstata, seja tratado o quanto antes”, explica.

 

O que é a próstata? 

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, que se localiza na parte baixa do abdômen, abaixo da bexiga e à frente do reto. Ela produz e armazena parte do líquido seminal que, juntamente com os espermatozoides, compõem o sêmen.

 

Sinais para ficar de olho 

Na fase inicial da doença, a maioria dos casos é assintomático. Apesar da neoplasia se desenvolver lentamente, em estágios mais avançados o câncer de próstata pode apresentar alguns sinais, os mais comuns são: 

  • Dificuldade para urinar
  • Gotejamento final prolongado
  • Dor ou ardor para urinar
  • Frequência urinária aumentada ou reduzida
  • Sensação de não esvaziar completamente a bexiga 

"Conforme a doença avança, os pacientes também podem notar sangramento na urina ou esperma, retenção urinária, insuficiência renal e até mesmo dor nas costas. Nesse último caso, no qual chamamos de dor óssea, o problema pode ocorrer em casos de metástase. Por isso, se qualquer sintoma for observado, é fundamental buscar por atendimento médico", explica a oncologista. 

A Dra. Pamela comenta ainda que, na maioria dos casos, os sintomas podem indicar o crescimento benigno da próstata. "Geralmente, isso ocorre por causa do avanço da idade. Contudo, para ter certeza do diagnóstico, os exames de rotina são fundamentais para o tratamento adequado".

 

Fatores de risco 

Segundo informações do Grupo Oncoclínicas, alguns fatores podem indicar uma maior probabilidade para o desenvolvimento da neoplasia. São eles: 

  • Ter mais de 50 anos
  • Histórico familiar de câncer de próstata
  • Ser negro
  • Dieta pobre em verduras, vegetais e frutas, mas rica em gorduras
  • Obesidade
  • Sedentarismo
     

Como o diagnóstico é feito? 

A conversa sobre o diagnóstico precoce deve começar por volta dos 40 e 50 anos, principalmente se houver histórico da doença na família. A suspeita clínica para câncer de próstata pode se dar através do exame clínico de toque retal e também pelo rastreamento sanguíneo do PSA, o antígeno prostático que é produzido pela próstata. 

"Durante o exame de toque retal, por exemplo, o especialista pode notar se há nódulos na região, parte irregulares ou endurecidas. Caso algo seja detectado, é solicitado que o paciente realize uma biópsia para a confirmação de câncer de próstata. Além disso, vale lembrar que as elevações do PSA no teste sanguíneo também podem indicar a presença da doença", comenta a oncologista da Oncoclínicas São Paulo. 

Caso seja necessário, o médico poderá indicar exames complementares ao diagnóstico, como tomografia computadorizada da pelve, radiografia e cintilografia óssea.
 

Entenda o tratamento 

Para o tratamento adequado, é muito importante que o especialista leve em consideração questões como o estágio da doença, tamanho do tumor e se o paciente possui outras questões de saúde. 

"Pode ser realizada cirurgia, radioterapia, hormonioterapia ou quimioterapia, a depender do estágio da doença. As técnicas podem ser utilizadas de maneira isolada ou ainda em combinação, dependendo de cada caso. Para reduzir as chances de recidiva, o especialista pode indicar ainda tratamentos combinados, como a hormonioterapia antes, durante ou após o tratamento de radioterapia", explica.

 

Câncer de próstata pode causar disfunção erétil? 

Apesar da próstata não estar diretamente relacionada ao ato de ereção, o tratamento contra o câncer pode causar disfunção erétil. "Isso pode ocorrer, por exemplo, em casos da retirada total da próstata por cirurgia ou até mesmo na radioterapia. Contudo, no último caso, o efeito pode ser amenizado através de medicamentos específicos", comenta.

 

Prevenção 

De acordo com o INCA, grande parte dos tumores malignos possuem causas externas - incluindo o câncer de próstata. Por isso, além do acompanhamento médico periódico, é fundamental adotar hábitos saudáveis na rotina, como não fumar, moderar a ingestão de bebidas alcoólicas, adotar uma dieta balanceada e praticar atividades físicas regularmente. 

"Mudar os nossos hábitos e alimentar novas atitudes no dia a dia podem fazer uma grande diferença de forma geral. Essa é uma das formas mais efetivas de prevenir uma série de doenças, como é o caso do câncer, e investir em qualidade de vida", finaliza a Dra. Pamela Carvalho Muniz.

 

Oncoclínicas

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