Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que 13 unidades da Federação encerraram 2025 com taxas acima da média nacional de ocorrências por 100 mil habitantes
Os roubos a estabelecimentos comerciais
recuaram no Brasil em 2025, mas os dados mostram diferenças significativas
entre os estados. Segundo a última edição do Anuário Brasileiro de Segurança
Pública, 13 unidades da Federação registraram taxas superiores à média nacional
de 10,7 ocorrências por 100 mil habitantes.
O Acre lidera o ranking nacional, com 24,1
ocorrências por 100 mil habitantes. Na sequência, aparecem Ceará, Pernambuco,
Pará, Rondônia, Piauí, Amapá, Amazonas, Rio Grande do Norte, Paraná, Bahia,
Roraima e Rio de Janeiro.
A comparação entre 2024 e 2025 revela ainda
mudanças importantes na posição dos estados. O Acre apresentou a maior ascensão
do país, saindo da 11ª colocação para a liderança do ranking. No período, sua
taxa passou de 17,9 para 24,1 ocorrências por 100 mil habitantes.
O Rio de Janeiro também chama a atenção ao
avançar oito posições, passando da 21ª colocação, em 2024, para a 13ª, em 2025.
Diferentemente de outros estados que subiram no ranking mesmo com redução das
taxas, o Rio apresentou aumento no indicador, que passou de 9,0 para 10,8
ocorrências por 100 mil habitantes.
A diferença entre os indicadores estaduais reforça que as estratégias de proteção das empresas precisam considerar também as características e os riscos de cada região, conforme contextualiza o CEO da Emive&Co, André Raeli.
“A média nacional é uma referência
importante, mas não mostra sozinha as diferentes realidades do país. Quando
analisamos os estados separadamente, percebemos níveis de exposição bastante
distintos. Para as empresas, conhecer os riscos da região em que atuam é um
ponto importante para definir medidas de prevenção e proteger pessoas, seus
patrimônios e a continuidade da operação”, afirma Raeli.
Quedas expressivas
Na outra ponta do ranking, Goiás apresentou a
menor taxa de roubos a estabelecimentos comerciais em 2025, com 4,3 ocorrências
por 100 mil habitantes. Em seguida, aparecem Mato Grosso, Alagoas, Santa
Catarina e São Paulo.
Minas Gerais também se destacou pela redução
do indicador. O estado encerrou 2025 na 21ª posição do ranking, com taxa de 7,3
ocorrências por 100 mil habitantes, ante 10,7 em 2024, uma queda de 31,8%,
superior, inclusive, à registrada por Goiás.
Segundo Raeli, a queda dos indicadores é
positiva, mas não elimina a necessidade de as empresas manterem estratégias
permanentes de prevenção.
“Segurança patrimonial precisa ser pensada
antes da ocorrência. Hoje, a integração entre monitoramento, câmeras, alarmes,
sensores, controle de acesso e análise inteligente de imagens amplia a
capacidade de identificar situações suspeitas e agilizar a resposta diante de
um evento. A tecnologia precisa ser parte integrante da própria gestão de
riscos e da continuidade do negócio”, explica.
Emive&Co

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