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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

5 recomendações para cuidar da saúde mental na terceira idade em tempos de redes sociais

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Com 13% dos idosos brasileiros diagnosticados com depressão, especialista da Vetor Editora | Giunti Psychometrics, aponta riscos do excesso de telas e a importância da atenção redobrada ao uso da ferramenta

 

O envelhecimento da população brasileira torna a saúde mental um tema cada vez mais importante. Entre 2016 e 2025, o número de pessoas com 60 anos ou mais passou de 25,8 milhões para 35,2 milhões, representando 17% da população do país. Nesse cenário, a depressão está entre os transtornos mentais mais frequentes nessa faixa etária: cerca de 13% dos idosos brasileiros já receberam esse diagnóstico. 

Segundo Victória Faraj, psicóloga e Executiva de Novos Negócios da Vetor Editora, empresa da Giunti Psychometrics, alguns sinais acabam sendo confundidos com o próprio envelhecimento, o que pode atrasar a busca por ajuda. "A depressão no idoso nem sempre se manifesta da mesma forma observada em adultos ou jovens. Surgem alertas como apatia, isolamento social, perda de interesse por atividades habituais, alterações no sono, dificuldades cognitivas e ansiedade, que podem ser interpretadas equivocadamente como parte natural da idade. Isso pode atrasar a busca por ajuda e o início do tratamento adequado”, explica. 

A especialista reuniu cinco recomendações que podem ajudar a preservar a saúde mental, identificar precocemente sinais de depressão e promover um envelhecimento mais saudável. Confira:
 

1. Estar atento às mudanças de comportamento

Nem toda mudança de humor ou de rotina faz parte do envelhecimento. Isolamento social, perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas, alterações no sono, ansiedade, irritabilidade, dificuldades cognitivas e apatia podem ser sinais de depressão e merecem atenção. “Caso esses sintomas persistam, é importante buscar orientação de um profissional de saúde”, diz Victória. “Fique atento ao tempo de tela. o que você consome pode influenciar seu humor”.

 

2. Manter o corpo e a mente ativos

“O básico funciona, faça o que tem que fazer”, reforça a especialista. “Praticar atividades físicas, cultivar hobbies, ler, aprender novas habilidades ou participar de grupos de convivência ajuda a estimular as funções cognitivas, fortalece a autoestima e reduz o risco de isolamento social. Ter uma rotina com objetivos e momentos de lazer também contribui para o bem-estar emocional; há múltiplos benefícios associados”, complementa. “As atividades físicas também ajudam a regular o seu tempo direcionado para nas redes sociais, pois agora estará se dedicando a outras coisas”.

 

3. Usar as redes sociais com equilíbrio e senso crítico

Esse alerta serve para a maioria das idades, mas principalmente aos mais velhos: “É importante usar as redes sociais como ferramenta de conexão, contato com a família e não substituição. Elas podem aproximar relações, mas não devem substituir encontros presenciais, atividades de lazer e a convivência social. Também é importante evitar conteúdos que estimulem comparações ou disseminem informações falsas, especialmente aquelas relacionadas à saúde”, pondera Victória. Ainda complementa: “é válido também lembrar os familiares e amigos que não fiquem só no online, marquem e se encontrem”.

 

4. Buscar ajuda especializada sem adiar

Sob o sinal de qualquer alerta, a psicóloga diz que é necessário buscar ajuda. “Quanto mais cedo a depressão for identificada, por exemplo, maiores são as chances de um tratamento eficaz. Nesse processo, familiares e amigos desempenham um papel fundamental, pois costumam ser os primeiros a perceber mudanças de comportamento e podem incentivar o idoso a esse apoio”, afirma. 

Atualmente, existem ferramentas que apoiam psicólogos e outros profissionais de saúde a avaliar os sintomas e diferenciar a depressão de outras condições comuns na terceira idade. “Esses recursos são um diferencial e podem até ajudar a evitar problemas maiores, como alguns tipos de demência. Aqui na Vetor Editora | Giunti Psychometrics, utilizamos a EBADEP-ID (Escala Baptista de Depressão – Versão Idosos), instrumento psicológico desenvolvido por Makilim especificamente para avaliar a sintomatologia depressiva em pessoas com 60 anos ou mais. Ele permite uma compreensão mais aprofundada do estado emocional do paciente respeitando as características específicas dessa população”, conclui Victória. Há uma bateria de avaliações que buscam olhar para o idoso, e a especialista convida vocês a um contato com a editora para conhecer as ferramentas.

  

 Vetor Editora

 

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