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Com 13% dos idosos brasileiros diagnosticados com depressão, especialista da Vetor Editora | Giunti Psychometrics, aponta riscos do excesso de telas e a importância da atenção redobrada ao uso da ferramenta
O envelhecimento da população brasileira torna a saúde mental um
tema cada vez mais importante. Entre 2016 e 2025, o número de pessoas com 60
anos ou mais passou de 25,8 milhões para 35,2 milhões, representando 17% da
população do país. Nesse cenário, a depressão está entre os transtornos mentais
mais frequentes nessa faixa etária: cerca de 13% dos idosos brasileiros já
receberam esse diagnóstico.
Segundo Victória Faraj, psicóloga e Executiva de Novos Negócios da
Vetor
Editora, empresa da Giunti Psychometrics,
alguns sinais acabam sendo confundidos com o próprio envelhecimento, o que pode
atrasar a busca por ajuda. "A depressão no idoso nem sempre se manifesta
da mesma forma observada em adultos ou jovens. Surgem alertas como apatia,
isolamento social, perda de interesse por atividades habituais, alterações no
sono, dificuldades cognitivas e ansiedade, que podem ser interpretadas
equivocadamente como parte natural da idade. Isso pode atrasar a busca por
ajuda e o início do tratamento adequado”, explica.
A especialista reuniu cinco recomendações que podem ajudar a
preservar a saúde mental, identificar precocemente sinais de depressão e
promover um envelhecimento mais saudável. Confira:
1. Estar atento às mudanças de comportamento
Nem toda mudança de humor ou de rotina faz parte do envelhecimento.
Isolamento social, perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas,
alterações no sono, ansiedade, irritabilidade, dificuldades cognitivas e apatia
podem ser sinais de depressão e merecem atenção. “Caso esses sintomas
persistam, é importante buscar orientação de um profissional de saúde”, diz
Victória. “Fique atento ao tempo de tela. o que você consome pode influenciar
seu humor”.
2. Manter o corpo e a mente ativos
“O básico funciona, faça o que tem que fazer”, reforça a
especialista. “Praticar atividades físicas, cultivar hobbies, ler, aprender
novas habilidades ou participar de grupos de convivência ajuda a estimular as
funções cognitivas, fortalece a autoestima e reduz o risco de isolamento
social. Ter uma rotina com objetivos e momentos de lazer também contribui para
o bem-estar emocional; há múltiplos benefícios associados”, complementa. “As
atividades físicas também ajudam a regular o seu tempo direcionado para nas
redes sociais, pois agora estará se dedicando a outras coisas”.
3. Usar as redes sociais com equilíbrio e senso crítico
Esse alerta serve para a maioria das idades, mas principalmente
aos mais velhos: “É importante usar as redes sociais como ferramenta de
conexão, contato com a família e não substituição. Elas podem aproximar
relações, mas não devem substituir encontros presenciais, atividades de lazer e
a convivência social. Também é importante evitar conteúdos que estimulem
comparações ou disseminem informações falsas, especialmente aquelas
relacionadas à saúde”, pondera Victória. Ainda complementa: “é válido também
lembrar os familiares e amigos que não fiquem só no online, marquem e se
encontrem”.
4. Buscar ajuda especializada sem adiar
Sob o sinal de qualquer alerta, a psicóloga diz que é necessário buscar ajuda. “Quanto mais cedo a depressão for identificada, por exemplo, maiores são as chances de um tratamento eficaz. Nesse processo, familiares e amigos desempenham um papel fundamental, pois costumam ser os primeiros a perceber mudanças de comportamento e podem incentivar o idoso a esse apoio”, afirma.
Atualmente, existem ferramentas que apoiam psicólogos e outros
profissionais de saúde a avaliar os sintomas e diferenciar a depressão de
outras condições comuns na terceira idade. “Esses recursos são um diferencial e
podem até ajudar a evitar problemas maiores, como alguns tipos de demência.
Aqui na Vetor Editora | Giunti Psychometrics, utilizamos a EBADEP-ID
(Escala Baptista de Depressão – Versão Idosos), instrumento
psicológico desenvolvido por Makilim especificamente para avaliar a
sintomatologia depressiva em pessoas com 60 anos ou mais. Ele permite uma
compreensão mais aprofundada do estado emocional do paciente respeitando as
características específicas dessa população”, conclui Victória. Há uma bateria
de avaliações que buscam olhar para o idoso, e a especialista convida vocês a
um contato com a editora para conhecer as ferramentas.

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