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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Seu bebê nasceu em pleno inverno? Especialista do Hospital e Maternidade Sepaco fala quais cuidados são essenciais e o que não passa de mito


Banho no frio causa pneumonia? Ar-condicionado faz mal? Bebê pode ficar ao ar livre se estiver muito frio? Essas são algumas das dúvidas mais comuns entre pais de bebês que nasceram durante o inverno. O médico Lucio Flavio Peixoto de Lima, coordenador médico da UTI Pediátrica e Neonatal do Hospital e Maternidade Sepaco, explica que eles precisam sim de mais cuidados, mas não é por conta das baixas temperaturas. 

Os bebês nascidos no inverno, diz o especialista, precisam de maior atenção porque têm contato com uma circulação mais intensa de vírus respiratórios, que proliferam na estação mais fria. Ele recomenda uma série de precauções para reduzir o risco de infecções e proteger os pequenos nos primeiros meses de vida. 

“Bebês que nascem no inverno costumam ter contato precoce com vírus respiratórios. Por isso, merecem atenção especial. É preciso limitar visitas nas primeiras semanas de vida, evitar contato com pessoas gripadas e manter a vacinação da família em dia. Além disso, é recomendado uma boa higiene das mãos antes de tocar no bebê”, explica o médico. 

O profissional também esclarece alguns mitos que envolvem o nascimento no inverno, como o que prega que dar banho no bebê na época de frio provoca pneumonia. 

“Na verdade, o banho não causa pneumonia. O importante é utilizar água morna, secar bem o bebê e mantê-lo aquecido após o banho”, orienta. 

Outra dúvida comum entre as mamães é sobre o uso de ar-condicionado nos ambientes em que o bebê esteja. Segundo o especialista do Hospital Sepaco, o aparelho pode ser usado sem problemas. Mas o ideal é manter a temperatura agradável (entre 22°C e 24°C), realizar limpeza periódica dos filtros e evitar que o ar fique diretamente sobre o bebê. 

Ainda na questão da climatização de ambientes, o ventilador também pode ser utilizado, porém, vale ressaltar que o ideal é evitar direcionar o vento diretamente para o bebê por tempo prolongado. Quanto aos aquecedores, também são úteis quando usados com segurança: “O ambiente não deve ficar excessivamente quente nem muito seco. Sempre que possível, manter alguma renovação do ar”, diz o médico. 

Outra dúvida muito comum é sobre a quantidade de roupas com que vestir as crianças. “Excesso de roupas não protege contra vírus. Pelo contrário, pode causar superaquecimento, desconforto e dificultar a percepção de febre”, orienta o Dr. Lucio, que dá como dica de ouro vestir o bebê com apenas uma camada de roupa a mais do que um adulto confortável usaria no mesmo ambiente.

 

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