Calor intenso e ar seco aumentam riscos durante exercícios ao ar livre
O
Distrito Federal terá uma sequência de dias de calor intenso e baixa umidade. O
cenário mais crítico será na sexta-feira (21), quando a temperatura pode chegar
a 34°C e a umidade variar entre 20% e 60%, ampliando o risco de desidratação e
sobrecarga do organismo durante os exercícios ao ar livre.
Para o cardiologista Vagner Vinicius Ferreira, do Hospital Mantevida, a
combinação de calor e baixa umidade exige planejamento antes de iniciar o
exercício. “Em dias muito quentes e secos, é importante evitar os horários de
maior temperatura, preferindo o início da manhã ou o fim da tarde. A hidratação
também deve começar antes da atividade física e continuar durante e após o
exercício”, orienta.
O especialista também recomenda que a intensidade do treino seja adaptada às
condições climáticas. “Não é o momento de buscar recordes ou aumentar a carga
de forma exagerada. O corpo precisa trabalhar mais para controlar a temperatura
quando está muito quente, o que pode elevar a frequência cardíaca e aumentar o
esforço do coração”, afirma.
Outro cuidado é observar os sinais apresentados pelo organismo. “Tontura,
fraqueza, dor de cabeça, falta de ar, palpitações, náusea ou dor no peito são
sinais de alerta. Se qualquer um desses sintomas aparecer durante a atividade,
é necessário interromper o exercício e buscar um local fresco. Em caso de
sintomas intensos ou persistentes, deve-se procurar atendimento médico”,
ressalta.
Para quem tem doenças cardiovasculares, o cuidado deve ser ainda maior.
“Pessoas com histórico de doenças cardíacas, pressão alta ou outros fatores de
risco devem manter o acompanhamento médico e conversar com o cardiologista
sobre os limites e a intensidade adequada dos exercícios”, conclui Dr Vagner.

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