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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Por que algumas pessoas nunca têm cárie e outras vivem no dentista?

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Dentista explica como fatores genéticos, hábitos e rotina de cuidados influenciam a saúde bucal

 

Enquanto algumas pessoas chegam à vida adulta sem nunca ter tratado uma cárie, outras parecem estar sempre no consultório odontológico. Mas essa diferença não acontece por acaso. A saúde dos dentes está diretamente ligada a uma combinação de fatores como rotina de higiene, alimentação, genética e acompanhamento profissional. 

Segundo Rosemary Pereira de Araujo Carvalho, coordenadora do curso de Odontologia da Faculdade Anhanguera, a cárie é considerada uma doença multifatorial. “Ela não está relacionada apenas à escovação. Envolve também a alimentação, a qualidade da saliva, a presença de bactérias, a genética e hábitos adquiridos desde a infância”, explica. 

Confira, a seguir, os principais fatores que influenciam no surgimento das cáries:
 

1.Higiene bucal inadequada

Escovar os dentes corretamente, usar fio dental diariamente e manter visitas regulares ao dentista são cuidados essenciais para evitar o acúmulo de placa bacteriana, um dos principais fatores envolvidos na formação das cáries. Segundo a especialista, mesmo quem escova os dentes todos os dias pode realizar a higiene de maneira incompleta ou sem a técnica adequada.
 

2. Consumo frequente de açúcar

A alimentação tem papel fundamental na saúde dos dentes. O consumo excessivo de açúcares e carboidratos fermentáveis favorece a proliferação de bactérias que produzem ácidos e enfraquecem o esmalte dentário. “Não é apenas a quantidade de açúcar que importa, mas a frequência. Beliscar doces ao longo do dia pode ser mais prejudicial do que consumir em um único momento”, destaca.
 

3. Baixa produção de saliva

A saliva funciona como um mecanismo natural de proteção da boca, ajudando a neutralizar os ácidos e a fortalecer os dentes. Por isso, pessoas com menor fluxo salivar podem apresentar maior risco de desenvolver cáries. Essa redução pode estar relacionada a diferentes fatores, como características individuais, uso de determinados medicamentos e desidratação.

 

4. Influência da genética

A genética também pode interferir na resistência do esmalte dentário e em características da microbiota bucal. No entanto, a predisposição não significa necessariamente que a pessoa desenvolverá cáries. “Isso não significa que a pessoa esteja condenada a ter cáries, mas que precisa redobrar os cuidados preventivos”, reforça a professora.

 

5. Falta de acompanhamento profissional

As consultas periódicas ao dentista ajudam a identificar alterações ainda em estágio inicial, muitas vezes antes do surgimento de dor ou outros sintomas. O acompanhamento também permite avaliar os fatores de risco de cada paciente e orientar medidas preventivas individualizadas. Quanto mais cedo uma lesão é identificada, maiores são as possibilidades de realizar abordagens mais simples e menos invasivas.



Anhanguera
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