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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

10 fatos que você precisa saber sobre a dengue e que nem sempre são conhecidos

Do comportamento do mosquito à vacinação, veja o que a ciência explica sobre a dengue

 

O Dia Mundial do Mosquito, celebrado em 20 de agosto, reforça a importância da prevenção e do combate a doenças transmitidas por esses vetores. No caso da dengue, conhecer o comportamento do Aedes aegypti, os sinais da doença e as medidas de proteção pode ajudar a reduzir o risco de transmissão e de complicações.

 

Confira 10 fatos importantes sobre a dengue:

 

1. O mosquito tem hábitos predominantemente diurnos

O Aedes aegypti costuma picar principalmente durante o dia, com maior atividade no início da manhã e no fim da tarde. Embora seja menos comum, também pode picar à noite, especialmente em ambientes iluminados. Por isso, a proteção deve ser mantida ao longo do dia, com repelentes registrados pela Anvisa, roupas que cubram a pele e telas em portas e janelas¹’². 

À noite, embora o Aedes aegypti seja menos ativo, recomenda-se manter portas e janelas protegidas por telas, usar mosquiteiros - especialmente para bebês, pessoas acamadas e quem dorme durante o dia - e eliminar possíveis criadouros. O uso de repelente deve seguir as instruções do rótulo e ser aplicado quando houver exposição a mosquitos².

 

2. O mosquito vive perto das pessoas

O Aedes aegypti é um mosquito doméstico, adaptado a áreas urbanas e à convivência com os seres humanos. Ele costuma permanecer dentro ou ao redor de residências, escolas, estabelecimentos comerciais e outros locais frequentados por pessoas. A fêmea se alimenta de sangue humano para completar o desenvolvimento dos ovos e procura recipientes com água para depositá-los¹. 

Por isso, a vistoria desses espaços deve fazer parte da rotina. Vasos de plantas, calhas, ralos, pneus, garrafas, caixas-d'água e outros recipientes podem se transformar em criadouros quando acumulam água. Eliminar esses pontos e manter os reservatórios tampados ajuda a interromper o ciclo de reprodução do mosquito¹’³.

 

3. A água parada é o principal problema - esteja ela limpa ou não

Mais importante do que a aparência da água é a possibilidade de o recipiente servir como criadouro. Por isso, vasos de plantas, calhas, ralos, pneus, garrafas, caixas-d'água e outros recipientes devem ser esvaziados, limpos ou mantidos bem tampados³.

 

4. Os ovos podem resistir por meses em ambiente seco

Os ovos do Aedes aegypti podem permanecer viáveis por mais de um ano em superfícies secas. Quando entram em contato com a água, podem retomar o ciclo de desenvolvimento. Por isso, não basta retirar a água: é necessário esfregar as paredes dos recipientes para remover os ovos³.

 

5. Uma pessoa pode ter dengue mais de uma vez

Existem quatro sorotipos do vírus da dengue: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Após uma infecção, a pessoa desenvolve proteção duradoura principalmente contra o sorotipo que causou a doença, mas pode ser infectada por outros. Além disso, infecções subsequentes estão associadas a maior risco de dengue grave⁴.

 

6. O sorotipo DENV-2 é sempre o mais grave?

Não. Embora alguns estudos tenham observado maior risco de dengue grave em crianças infectadas pelo DENV-2, isso não significa que esse sorotipo seja sempre o mais grave. A evolução da doença também depende de fatores como a idade, uma infecção anterior por dengue e as condições de saúde de cada pessoa5.

 

7. A dengue pode afetar todo o organismo

A dengue é considerada uma infecção sistêmica porque pode provocar manifestações em diferentes partes do corpo, e não apenas no local da picada ou em um único órgão. Na maioria dos casos, a evolução é favorável, mas alguns pacientes podem apresentar sinais que exigem avaliação médica, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, dificuldade para respirar ou desmaio6.

 

8. Alguns sintomas podem persistir após o fim da febre

A maioria das pessoas se recupera em uma ou duas semanas, mas a fadiga pode persistir por várias semanas após a infecção. Cansaço, dores no corpo ou dificuldade para retomar a rotina devem ser acompanhados, especialmente quando são intensos ou persistentes7.

 

9. A automedicação pode aumentar os riscos

Em caso de suspeita de dengue, o ácido acetilsalicílico (AAS) e os anti-inflamatórios não esteroides, como ibuprofeno e cetoprofeno, não devem ser utilizados sem orientação médica, pois podem aumentar o risco de sangramentos. O tratamento é baseado principalmente em hidratação, repouso, controle dos sintomas e acompanhamento conforme a gravidade do caso6.

 

10. A prevenção combina diferentes estratégias

A principal forma de prevenção continua sendo o controle do Aedes aegypti, com a eliminação de recipientes que acumulam água e a mobilização da comunidade. Também podem ser adotadas medidas de proteção individual, como o uso de repelentes registrados pela Anvisa, roupas que cubram a pele e telas em portas e janelas¹’². 

A vacinação é outra estratégia de prevenção, conforme a faixa etária e as orientações vigentes. No Brasil, a vacina contra a dengue da Takeda é registrada para pessoas de 4 a 60 anos, estando disponível no SUS para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos e de 4 a 60 anos no mercado privado8. 

Para saber mais sobre prevenção e esclarecer dúvidas sobre a dengue e a vacinação, acesse o portal de utilidade pública Conheça a Dengue.

 


Takeda
www.takeda.com

  


Referências:

¹ BRASIL. Ministério da Saúde. Aedes aegypti. Disponível em:Link. Acesso em: 5 ago. 2026.

² BRASIL. Ministério da Saúde. Dez dicas para eliminar focos do mosquito da dengue. 3 nov. 2025. Disponível em:Link. Acesso em: 5 ago. 2026.

³ BRASIL. Ministério da Saúde. Saiba como eliminar larvas e ovos de Aedes aegypti para prevenir a dengue. 7 jan. 2025. Disponível em:Link. Acesso em: 5 ago. 2026.

⁴ WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Dengue and severe dengue. Atualizado em 21 ago. 2025. Disponível em:Link. Acesso em: 5 ago. 2026.

⁵ SANGKAEW, S. et al. Risk predictors of progression to severe disease during the febrile phase of dengue: a systematic review and meta-analysis. The Lancet Infectious Diseases, v. 21, p. 1014–1026, 2021. DOI: 10.1016/S1473-3099(20)30601-0. Acesso em: 18 ago. 2026.

⁶ BRASIL. Ministério da Saúde. Dengue: diagnóstico e manejo clínico: adulto e criança. 6. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em:Link. Acesso em: 5 ago. 2026.

⁷ WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Dengue and severe dengue. Atualizado em 21 ago. 2025. Disponível em:Link. Acesso em: 5 ago. 2026.

8 BRASIL. Ministério da Saúde. Calendário Nacional de Vacinação. Atualizado em 2026. Disponível em:Link. Acesso em: 5 ago. 2026.


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