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quarta-feira, 30 de junho de 2021

Mercado de trabalho: 70% dos jovens enfrenta o desemprego

Especialista em capacitação profissional dá dicas de como se posicionar melhor frente às oportunidades. Entre as medidas, destaca a necessidade de trabalhar a autoestima



Dados recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que 70% dos jovens entre 14 e 24 anos, o que corresponde a cerca de 14 milhões de pessoas, encontram-se desempregados.


Segundo o Instituto Ser +, organização que oferece capacitação profissional e pessoal para jovens em vulnerabilidade, a crise econômica resultante da pandemia pode ser um dos agravantes para a estimativa. Contudo, outros motivos contribuem para o aumento da taxa, entre eles a falta de iniciativas que favoreçam novos saberes sociais, culturais e emocionais, ou seja, que ensinem como o jovem pode se posicionar adequadamente durante a busca por uma vaga.

“Além da capacitação profissional e o conhecimento técnico, é essencial que o candidato esteja com suas habilidades socioemocionais e cognitivas preparadas para o mercado, para que possam ser vistos como bons profissionais”, explica Ednalva Moura, diretora de Educação e Diversidade do Instituto Ser +.


Pensando nisso, o Ser + separou cinco dicas para quem está ingressando no mercado e enfrenta dificuldades para encontrar uma vaga:

 

1.      Antes de tudo: Se conheça

De acordo com Ednalva, o autoconhecimento é início da trajetória. Muitas vezes o jovem não consegue uma vaga porque está tentando algo que não combina com seu propósito de vida  Para isso, é importante entender quais são seus pontos fracos e fortes para trabalhar com base em um processo verdadeiro.


“Além da teoria, o propósito do Ser + é desenvolver o autoconhecimento e a descoberta de talentos. A partir do momento em que o jovem consegue adquirir autoconhecimento, ele eleva sua autoestima e entende que é capaz”, completa.


Para esse processo, a especialista indica a metodologia do instituto: em um caderno, responda às perguntas: quem sou? De onde eu vim?

 

2.      Trace metas profissionais e pense no futuro

Após adquirir esse conhecimento pessoal, é importante ter clareza do que se deseja profissionalmente. Para isso, outro recurso utilizado pelo Instituto Ser + é a atividade do Passaporte para o futuro. Para fazer em casa, a especialista orienta: escreva em um papel, onde se imagina daqui cinco anos, profissionalmente e pessoalmente. Essa atividade estimula os jovens a traçarem um plano de vida e ações baseado nesse caminho preestabelecido.

 

3.      Leia sobre marketing pessoal

Depois que o jovem já tiver entendido melhor quem ele é e o que deseja em relação à carreira, é hora de buscar mecanismos para “vender seu peixe”. Para isso, uma boa leitura sobre marketing pessoal pode ajudá-lo a ser um “publicitário de si mesmo”.


“Cada pessoa é única. Portanto, é importante ter consciência daquilo que se tem de melhor e mostrar ao recrutador suas habilidades reais”, orienta.

 

4.      Vá além do CV: conte sua história

Após as etapas de autoconhecimento e planejamento de carreira, é hora de se lançar no mundo do trabalho. Uma dica nesse momento é ir além das formações profissionais e educacionais no momento de fazer o currículo e o texto de apresentação.

De acordo com Ednalva, as empresas estão em busca de novas vivências para compor o seu time. “A diversidade está sendo requerida no mercado, então esse é o momento dos jovens das mais variadas vivências contarem suas histórias. De onde vieram, quem lhes criou, quais são seus maiores sonhos. Tudo isso estreita os laços humanos entre recrutador e candidato. Ou seja, para um jovem da periferia por exemplo, em vez de esconder suas origens, é hora de mostrá-las e defendê-las”, orienta.

5.      Crie conexões profissionais

Nem sempre a oportunidade virá de uma vaga aberta. Logo, a única dica é criar relacionamentos profissionais, seguir pessoas do universo de interesse, acompanhar tudo o que acontece no mercado em que se deseja adentrar. Um perfil atualizado e bem estruturado no LinkedIn pode ajudar.



Instituto Ser +

 

Vamos falar sobre pornografia infantil assim como falamos de outros crimes virtuais?

O crescente número de ataques cibernéticos registrado nos últimos anos tem gerado prejuízos e preocupações em todo o mundo. Mas, há uma outra questão relacionada a crimes virtuais e que vai muito além do roubo e vazamento de dados, podendo trazer prejuízos incalculáveis para a sociedade e para as pessoas envolvidas: o abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes praticados na Internet. O assunto é delicado, complexo e, para a maior parte das pessoas, difícil de ser discutido, o que é compreensível. Afinal, não é tão simples aceitar que existam situações como essas acontecendo a todo momento.

Porém, falar sobre isso e até sobre a pornografia infantil é um tabu que precisa ser encarado. Atualmente, as crianças têm maior capacidade de aprender e se familiarizar com o mundo digital, tornando necessárias conversas, alertas e ações mais efetivas e recorrentes por parte de toda a sociedade. Especialmente neste período de pandemia em que as pessoas, inclusive jovens e crianças, têm consumido ainda mais conteúdos online - segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o uso da internet no Brasil durante a quarentena cresceu 40%, e 24 milhões de crianças e adolescentes entre 9 a 17 anos são usuárias, de acordo com a pesquisa TIC Kids Online Brasil.

Como especialista que atua colaborando com diversas organizações em muitos países para combater este tipo de crime, posso afirmar que lidar com essas investigações é algo muito difícil e, mesmo com os anos de experiência, capturar esses criminosos nos traz um sentimento de vitória, mas também uma sensação de fracasso. Mesmo conseguindo identificar quadrilhas, o que resulta na prisão dos autores desses abusos, os danos pós acontecimentos são, muitas vezes, irreparáveis, tanto para as vítimas, quanto para seus familiares.

Muitas pessoas não sabem, mas o cyber grooming é um método amplamente utilizado por pedófilos para iniciar conversas e contatos nas redes com meninos, meninas e adolescentes e consiste em chantagens em troca de imagens e vídeos de conteúdo sexual. Esse material não é exposto apenas na Deep Web, onde mais de 4% dos sites são pornográficos. Existem outros links com materiais de teor violento e sexual. Para se ter uma ideia, o CEO da Apple, Tim Cook, afirmou que não deixa seu sobrinho entrar nas redes sociais. Bill Gates proibiu o uso de celulares até a adolescência dos filhos. Já Steve Jobs, co-fundador da Apple, não permitia o uso de iPads. Quando várias das principais referências de uma indústria se recusam a dar aos próprios filhos o produto que fabricam, nossos alarmes devem soar bem alto.

Não estou dizendo que a atitude por parte dos pais deve seguir esse caminho mais rígido da proibição, mas, como o acesso à Internet por crianças e adolescentes é predominantemente domiciliar, ainda de acordo com dados da TIC Kids Online Brasil, a mediação de pais e responsáveis deveria ser obrigatória, diária e minuciosa. Normalmente ensinamos nossos filhos a não falar ou aceitar nada de estranhos. Mas, na internet, essa regra é muito mais importante, devido à facilidade que existe para assumir identidades falsas. Esses criminosos são adultos que assumem uma identidade infantil ou adolescente com o objetivo de abusar ou extorquir. É importante saber que eles aliciam as crianças por meses, até conquistar a confiança e conseguir fotos e vídeos de conotação sexual. Na "vida online", as pessoas se permitem ser mais agressivas do que no mundo real. Com isso, os riscos de serem intimidados ou agredidos aumentam consideravelmente.

Antes de deixarmos as crianças se moverem sozinhas, devemos prepará-las adequadamente. Por isso, é na prevenção que precisamos atuar. Eu sei que indicar a instalação de sistemas de segurança nos aparelhos móveis dos menores de idade é algo incabível e financeiramente inacessível para muitas famílias. Mas, há atitudes mais simples que podem, e devem, ser tomadas.

É preciso averiguar os perfis nas redes sociais, checar com quem estão conversando e, se necessário, restringir acessos e limitar o tempo de consumo diário. Acompanhe a rotina das crianças, repare nas mudanças de comportamento, elas devem estar cientes dos riscos e compreender que sua privacidade pessoal é um direito fundamental. Alerte sobre comportamentos inadequados e deixe um canal aberto para que comuniquem aos pais e responsáveis sobre qualquer ocorrência. Volto a afirmar que abuso e exploração sexual infantil deixam marcas irreparáveis e, em tempos de Internet, eles podem ocorrer em qualquer lugar, a qualquer hora, basta estar conectado.

 


Augusto Schmoisman - especialista em defesa cibernética corporativa, militar, aeroespacial e CEO da Citadel Brasil.


Número de ocorrências de furtos e estupros retomam o patamar do período pré-pandemia

 Especialista em segurança destaca o comportamento do cidadão com o relaxamento das regras e medidas de proteção


O aumento de casos de furtos e estupros em Campinas (SP) volta a preocupar as autoridades de Segurança Pública. Especialmente nestas duas modalidades de crime, as ocorrências no município demonstram um retorno ao patamar do período pré-pandemia. São muitos os fatores que contribuem para a elevação do número de casos, mas segundo o especialista em segurança, Adalberto Santos, o comportamento do cidadão com o relaxamento das regras e medidas de proteção tem um peso significativo para o aumento dos índices.

Os dados de maio deste ano reforçam ainda mais a preocupação das autoridades com a segurança no município. No mês, as ocorrências de furtos aumentaram 60% e os casos de estupros, 44%, em comparação com o mesmo período em 2020 em Campinas.

Para Adalberto Santos, diretor superintendente da Sigmacon Consultoria em Segurança Corporativa, a queda no número de delitos, especialmente no início da pandemia, está associada a uma série de fatores. “Com o isolamento social, as pessoas permaneceram mais em casa”, avalia. “Some-se a isso que também a marginalidade agiu menos, pois estava temerária quanto à contaminação pelo novo coronavírus”, completa.

O aumento significativo no número de ocorrências de furtos e estupros, especialmente a partir dos índices apresentados em maio deste ano, tem uma relação estreita com o comportamento do cidadão. “Estamos diante de uma lenta, mas visível retomada de normalidade, que vem sendo acompanhada por um relaxamento generalizado com as medidas de segurança e proteção”, afirma Santos.

O especialista observa ainda que a elevação nas taxas de desemprego e a instabilidade financeira dos lares levaram muitas pessoas ao mundo do crime. “A falta de oportunidades não justifica este comportamento, mas este é um fato que explica, em muitas medidas, o aumento do número de ocorrências, especialmente de furtos”, diz.

Sobre a incidência crescente dos casos de estupro, Adalberto Santos observa que os números são alarmantes. “É fundamental que as autoridades policiais e também a Justiça busquem novas estratégias para coibir este crime hediondo”, afirma.

Na visão do especialista, embora haja uma mudança de panorama, provocada principalmente pelo relaxamento do isolamento social, é preciso atenção às medidas de proteção. “É fundamental que tenhamos um comportamento mais atento e cuidados, tanto dentro quanto fora de casa”, conclui.


Como adequar as políticas de privacidade com as primeiras orientações da ANPD?

No dia 14 de maio de 2021, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) publicou a Nota Técnica nº 02/2021/CGTP/ANPD, cujo objeto é a análise da conformidade da nova Política de Privacidade do WhatsApp com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Desta Nota já é possível extrair os seguintes posicionamentos que devem ser considerados na elaboração das Políticas de Privacidade.

 

1- Foco no princípio da transparência: A ANPD ressalta a importância da observação do princípio da transparência no tratamento de dados pessoais.

Isso significa que as empresas devem garantir o acesso à informação sobre os tratamentos de dados que realiza de forma clara, precisa e facilitada.

Em termos práticos, a empresa deve tomar as seguintes cautelas na divulgação das Políticas de Privacidade:

1- Facilitar a disponibilização das informações através do destaque das Políticas de Privacidade e Termos de Uso no site/aplicativo, evitando a disponibilização da informação a partir de vários links. Ou seja, o ideal é que todas as informações estejam consolidadas em um único documento (link);

2- Adotar linguagem que considere o nível de compreensão dos titulares, que, na grande maioria, não possuem clara compreensão dos riscos decorrentes dos tratamentos de dados;

3- A transparência também deve ser observada no uso de inteligência artificial, principalmente nos casos de perfilização (uso de inteligência artificial para verificar os interesses/perfil dos titulares). A empresa não precisa revelar suas fórmulas algoritmas, mas deve ser transparente quanto aos dados coletados e finalidades pretendidas com este tratamento.

4- Informar quais informações são compartilhadas com outras empresas.

 

2- A Importância de citar as bases legais que legitimam o tratamento: A ANPD questiona o fato de a Política de Privacidade Brasileira do WhatsApp não apresentar as bases legais que justificam o tratamento dos dados pessoais para cada uma das finalidades, bem como a falta de informação sobre quais categorias de dados pessoais são utilizadas para cada uma das finalidades. 

Importante salientar que a LGPD não exige no seu art. 9º a disponibilizam das bases legais que legitimam o tratamento. Todavia, a ANPD enfatiza a importância desta informação com fundamento no princípio da transparência. No entender da ANPD: “apresentar as bases legais aos titulares demonstra, ademais, a legitimidade do tratamento e traz clareza sobre este, o que leva a uma transparência efetiva. Somente com a transparência é que os titulares poderão exercer a chamada autodeterminação informacional e exercer seus direitos, em especial o de livre acesso.” 

Desse modo, as empresas devem informar as finalidades dos tratamentos de dados pessoais, quais categorias de dados são tratados para cada uma das finalidades e informar quais as bases legais aplicáveis para cada uma das finalidades.

 

3- Cuidado no exercício dos direitos dos titulares: A ANPD alerta sobre a obrigação de empresa informar o modo como os titulares podem exercer os direitos previstos no art. 18 da LGPD. 

Foi ressaltado na nota técnica que a menção aos direitos dos titulares nas Políticas não deve ser entendida como a reprodução literal do dispositivo da lei. 

Outro ponto que a ANPD considerou irregular foi o modo de identificação do encarregado. A ANPD ressaltou que o art. 41, §1º da LGPD exige que, além das informações do contato, seja divulgada a identidade do encarregado.

 

4- Pontos mínimos que devem constar no Relatório de Impacto à Proteção de Dados: Embora a ANPD ainda não tenha regulamentado este tema, na nota técnica já apontou algumas informações mínimas que devem compor o Relatório de Impacto à Proteção de Dados:

  1. a) Descrição sistemática das operações de tratamento previstas e a finalidade do tratamento, inclusive quanto aos legítimos interesses do responsável pelo tratamento, bem como quanto ao uso de inteligência artificial e decisões automatizadas;
  2. b) Avaliação da necessidade e proporcionalidade das operações de tratamento em relação aos objetivos;
  3. c) Avaliação dos riscos às liberdades civis e aos direitos fundamentais dos titulares de dados, compreendendo uma matriz de probabilidade e impacto para que se possa identificar o risco identificado e o risco residual e
  4. d) Medidas de segurança técnicas e administrativas previstas para lidar com os riscos e assegurar a proteção dos dados pessoais, considerando os direitos e as legítimas expectativas dos titulares dos dados.

 

5- Cuidado na escolha das bases legais: Através de trocas de ofícios, o WhatsApp apontou o uso das bases legais necessidade contratual (art. 7º, V, LGPD) e do legítimo interesse (art. 7º, IX, LGPD) para as finalidades de “aprimoramento de serviços” e “personalização de recursos”. 

A ANPD evidenciou que a base legal “necessidade contratual” deve ser utilizada apenas no tratamento de dados pessoais necessários para a execução de contrato ou de procedimentos a ele preliminares, cujo titular seja parte. 

Assim, situações como “aprimoramento de serviços” e “personalização de recursos” não se relacionam com a execução do contrato perante o titular. Nesses casos, a base legal mais adequada é o legítimo interesse, já que tais finalidades visam garantir a inovação das funcionalidades do aplicativo e a ampliação da experiência dos usuários para que a empresa consiga se destacar dos seus concorrentes. 

A ANPD ainda ressaltou que o uso da base legal do legítimo interesse depende da observância dos seguintes pontos: 

(i) –Apenas os dados minimamente necessários para a realização das finalidades pretendidas devem ser tratados (princípio da necessidade);

(ii) – No teste de balanceamento o legítimo interesse não pode prevalecer em detrimento dos direitos e liberdades do titular;

(iii) – Deve ser garantida a transparência dos tratamentos de dados baseados no legítimo interesse para permitir o controle social e pela ANPD em relação ao balanceamento entre os interesses do controlador e a legitimidade do tratamento;

(iv) -Evidenciar quais categorias de dados são tratadas sob a justificativa o legítimo interesse e no contexto de quais finalidades

 

6- Consentimento do usuário em relação ao Termo de Uso não se confunde com o consentimento em relação ao tratamento dos dados. 

A ANPD ressaltou que o consentimento do usuário em relação ao Termo de Uso do aplicativo não se confunde com a base legal do consentimento para o tratamento dos dados pessoais. Portanto, tal ponto deve ser observado pelas empresas, principalmente porque o uso do consentimento como base legal implica na adoção de um sistema de gestão deste consentimento capaz de garantir a revogação ou revisão pelo titular.

 

7- Medidas de prevenção e segurança 

A ANPD considerou que a lista de salvaguardas apresentada está em conformidade com às boas práticas de segurança e privacidade da informação. Todavia, fez algumas ressalvas em relação a falta de detalhamento sobre as práticas de descarte e exclusão segura dos dados, a falta de informações sobre a construção de um inventário de dados, do registro de operações de tratamento de dados pessoais e dos registros de compartilhamentos, transferências e divulgação de dados pessoais. 

Tal ponto da Nota demonstra que não basta a divulgação das medidas de segurança adotadas, mas, principalmente no caso de fiscalizações, é importante demonstrar como estas medidas são operacionalizadas, a fim de que a ANPD posso verificar a sua adequação e efetividade. 

Pela análise da Nota Técnica nº 02/2021/CGTP/ANPD é possível concluir que a ANPD adota interpretação extensiva da LGPD. Isso significa que as empresas não podem considerar apenas a literalidade da LGPD nos seus projetos de conformidade, sendo necessário também a clara compreensão GDPR e dos princípios que regem a privacidade e proteção de dados pessoais.

 


Juliana Callado Gonçales - sócia do Silveira Advogados e especialista em Direito Tributário e em Proteção de Dados (www.silveiralaw.com.br)

 

Demissão por justa causa: recusa vacinal contra a COVID-19 pode gerar falta grave

Com o intuito de conter a pandemia do coronavírus (SARS-CoV-2), o Brasil investe, atualmente, em campanha de imunização com a disponibilização de vacinas aprovadas pela ANVISA de forma gradual a toda a população.

No Estado de São Paulo, por exemplo, estima-se que, até outubro de 2021, todos os maiores de 18 anos estejam vacinados, alcançando a tão almejada imunidade coletiva capaz de conter a proliferação do vírus.

Neste caso, a vacinação é uma medida de saúde pública, que envolve questões de coletividade e responsabilidade social. E para que haja, de fato, a retomada econômica e social do País, é necessário alcançar a "imunidade de rebanho" - o que significa ter a maioria da população está imunizada. Caso contrário, a proliferação do vírus pode seguir apresentando mutações virais e novas variantes não abrangidas pelas vacinas já existentes.

Por isso, é essencial que todos os cidadãos sejam devidamente informados quanto à necessidade e à importância da vacinação.

Nesse ponto, os empregadores assumem um papel fundamental de orientação quanto à vacinação de seus colaboradores. Isso porque o ambiente de trabalho é o local em que grande parte dos empregados passa, em média, 10 horas - o que significa contato frequente com outros funcionários, clientes e demais terceiros. O risco de contágio inclui, também, o trajeto e o transporte público. Sendo assim, o ambiente de trabalho configura um foco em potencial de transmissão do coronavírus.

É por isso que medidas de segurança como redução de aglomerações, uso de máscaras, isolamento social e aplicação de teletrabalho - sempre que possível - se tornaram condições de segurança do trabalho e devem ser fiscalizadas pelos empregadores.

Além disso, a vacinação contra a covid-19 também passa a figurar como medida de segurança do trabalho, especialmente quando do retorno das atividades presenciais. É primordial que a maioria dos colaboradores esteja imunizada para que a saúde de todo quadro de funcionários - além dos eventuais clientes, pacientes e terceiros envolvidos na cadeia da atividade empresarial - seja assegurada.

Com isso, o PCMSO passa a integrar o programa de vacinação contra o coronavírus com fito de exigir a vacinação para os colaboradores como medida essencial e necessária para o exercício funcional, além das medidas de segurança e saúde previstas no PPRA.

Diante disso, surge a dúvida quanto à obrigatoriedade da vacinação e da melhor conduta a ser adotada em caso de recusa vacinal pelo colaborador. O tema já foi abordado pelo Supremo Tribunal Federal quando do enfrentamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) 6586 e 6587 e do julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 1267879.

Em resumo, as decisões proferidas foram no sentido de que a vacinação contra a covid-19 é obrigatória, desde que preenchidos requisitos como embasamento científico, ampla informação sobre eficácia, segurança e contraindicações, distribuição universal e gratuita, respeito à dignidade humana e direitos fundamentais dos indivíduos, além da observância de critérios de razoabilidade e proporcionalidade.

Dessa forma, a imunização contra o SARS-CoV-2, além de medida coletiva e de saúde pública, traz o exercício do direito à vida e à saúde, motivo pelo qual foi devidamente incluída no Plano Nacional de Imunização (PNI). Nesse sentido, o STF, no julgamento do ARE, justificou que "é constitucional a obrigatoriedade de imunização por meio de vacina que, registrada em órgão de vigilância sanitária, (i) tenha sido incluída no Programa Nacional de Imunizações ou (ii) tenha sua aplicação obrigatória determinada em lei ou (iii) seja objeto de determinação da União, Estado, Distrito Federal ou Município, com base em consenso médico-científico. Em tais casos, não se caracteriza violação à liberdade de consciência e de convicção filosófica dos pais ou responsáveis, nem tampouco ao poder familiar".

O Ministério Público do Trabalho, através do Grupo de Trabalho Nacional - GT COVID19, editou, no mesmo sentido, o Guia Técnico Interno do MPT sobre Vacinação da Covid-19, no qual concluiu que "a recusa injustificada do trabalhador em submeter-se à vacinação disponibilizada pelo empregador, em programa de vacinação previsto no PCMSO, observados os demais pressupostos legais, como o direito à informação, pode caracterizar ato faltoso e possibilitar a aplicação de sanções previstas na CLT ou em estatuto de servidores, dependendo da natureza jurídica do vínculo de trabalho".

Verifica-se que cabe ao empregador, portanto, adotar medidas de conscientização, educação e orientação de seus colaboradores quanto à importância e à eficácia das vacinas, visando, inclusive, dirimir possíveis vícios de consentimento decorrentes de fake news. Um programa de educação nesse sentido é de suma importância para que haja a possibilidade de demissão justificada em eventual recusa na vacinação por um determinado empregado, que implique em risco aos demais colaboradores, clientes, pacientes ou terceiros envolvidos na atividade empresarial.

Segundo o referido guia do MPT, a recusa vacinal injustificada pelo colaborador, após orientação e prévias sanções disciplinares, poderá ensejar demissão por justa causa, por configurar falta grave e colocar em risco a coletividade de trabalhadores. Entretanto, vale lembrar que, em casos justificados - como alergias ou justificativas médicas -, tal medida não poderá ser aplicada, devendo o empregador, providenciar medidas para a prevenção da saúde desse funcionário, como o trabalho à distância, por exemplo.

Existe respaldo técnico e jurídico na aplicação da demissão por justa causa de colaboradores que se recusam - injustificadamente e após ampla informação - a se vacinarem contra a covid-19. Contudo, tal medida só poderá ocorrer após a inclusão desse requisito no PCMSO e concessão de programa de conscientização coletivo, além de advertência prévia com orientação individual quanto à importância da vacinação na proteção pessoal e coletiva.

É importante ressaltar que a demissão por justa causa nesses casos não deve ser a primeira medida. O importante é visar a responsabilidade social do empregador com a informação e a orientação. Esgotadas todas as alternativas e na ausência de justificativa, a demissão por justa causa encontrará fundamento legal no artigo 482, h e artigo 158, II, da CLT e princípio lógico na garantia do interesse público e proteção da coletividade.

 


Thamires Pandolfi Cappello - Doutoranda e pesquisadora na Universidade de São Paulo. Mestre em Direito pela PUC/SP. Coordenadora e professora de pós-graduação em direito médico, hospitalar e da saúde na FASIG. Fundadora da Health Talks BR.


Check Point Software alerta que as redes sociais continuam a ser um dos principais alvos dos cibercriminosos

Revisar as URLs, não clicar em links desconhecidos e não compartilhar informação pessoal são algumas das dicas dos especialistas da empresa para evitar se tornar vítima de um ciberataque nas redes sociais


No Dia Mundial das Redes Sociais, neste 30 de junho, a Check Point® Software Technologies Ltd . (NASDAQ: CHKP), uma fornecedora líder de soluções de cibersegurança global, alerta para os riscos que as redes sociais trazem à cibersegurança. Por terem acesso a uma quantidade imensa de informações pessoais, essas plataformas são alvos bastante atraentes aos cibercriminosos. No Brasil, o número de usuários de redes sociais vem crescendo. De acordo com o Data Reportal / Digital 2021, entre 2020 e 2021, a porcentagem de usuários brasileiros aumentou em 7,1% (10 milhões em números absolutos), representando, em janeiro de 2021, 70,3% da população total do país.

Os especialistas da Check Point Software Technologies destacam as várias técnicas utilizadas por ciberatacantes para roubar contas de redes sociais, como as do Facebook ou do Instagram, alertando aos usuários sobre o perigo inerente a estas plataformas.

• Sites falsos. Uma das técnicas mais comuns é a criação de sites "oficiais" falsos. Muitas vezes, é difícil para o usuário detectar a fraude, uma vez que até o design e a URL se assemelham ao original. Para conseguir obter dados pessoais, os atacantes contatam as vítimas via SMS ou e-mail em nome de fontes aparentemente confiáveis, pedindo supostas redefinições de senhas ou verificações de identidade. Ao cair na armadilha, o usuário fornece os dados de login pretendidos que serão posteriormente utilizados para seu benefício.

• Roubo de DNS. Este método consiste na imitação do endereço de e-mail de qualquer rede social com o objetivo de adquirir os dados pessoais da vítima. Ao obter os dados de início de sessão de um usuário numa determinada rede social, o atacante pode proceder à sua venda na Dark Net e utilizar os mesmos para enviar e-mails de spam em massa, entre outras formas de cadeias de ataque.

• Roteador infectado. Este é mais um dos meios pelos quais os cibercriminosos podem entrar em computadores de outras pessoas para acessar, assim, as contas dos usuários e infectá-los com malware que lhes permita acessar o roteador da sua vítima. Uma vez que o roteador é invadido, os atacantes são capazes de modificar o seu DNS, de forma que, quando a vítima tenta acessar um determinado site a partir do seu navegador, a pessoa seja levada para outro endereço escolhido pelo atacante. Este é, mais uma vez, um meio para adquirir informações pessoais e utilizá-las para proveito próprio do cibercriminoso.

Dicas para evitar o roubo dos dados

• Verificar sempre a URL. Ter especial atenção à URL que está sendo acessada e procurar por quaisquer elementos que possam indiciar ser uma armadilha ou fraude. Outro detalhe para se levar em conta é o Certificado SSL. Esta tecnologia mantém a conexão à Internet segura e protege qualquer informação confidencial que seja enviada entre dois sistemas, impedindo os cibercriminosos de ver e modificar quaisquer dados que sejam transferidos, incluindo informação que possa ser considerada pessoal. É identificada no início da própria URL, com um "s" em https://.

• Nunca clicar nos links. Quando receber um e-mail ou SMS de uma rede social, não é aconselhável clicar no link. Em vez disso, o usuário deve utilizar diretamente o mecanismo de busca para ir ao site da entidade que o contatou. Desta forma, evitará possíveis esquemas fraudulentos.

• Nunca compartilhar informação pessoal: O roubo de informação é um objetivo comum para os cibercriminosos. Comum é igualmente a utilização dos mesmos dados de login para várias contas em redes sociais diferentes. Desta forma, roubar dados de início de sessão de uma determinada plataforma concede ao atacante o acesso a várias contas. Não compartilhar informações pessoais e não utilizar a mesma senha em diferentes plataformas é uma das melhores formas de se proteger.

• Ter sempre cuidado com os e-mails que sugerem uma mudança de senha: Se o usuário receber um e-mail não solicitado e lhe for pedido para alterar a sua senha, recomenda-se ir diretamente à página (nunca clicar no link mostrado no e-mail) e redefinir a sua senha (e também em todas as outras plataformas nas quais utiliza a mesma senha). Não ter a senha é um dos obstáculos que os cibercriminosos enfrentam quando tentam acessar a uma conta online. Para a obtê-la, enviam ao usuário um e-mail falso que solicita a alteração da senha, redirecionam o mesmo para um site de phishing, e então pedem ao usuário para introduzir os seus dados pessoais.

• Prestar atenção ao tom da linguagem e à ortografia. Quando um atacante envia um e-mail e se faz passar por uma rede social, deve-se prestar especial atenção ao tom da linguagem e à ortografia adotados. Procurar por erros ortográficos em e-mails ou sites podem ser coisas aparentemente inocentes, como encontrar um "o" em vez de um 0 (zero) ou nomes mal soletrados.

 

 

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QUAIS OS DEVERES DAS EMPRESAS AO CONTRATAREM ESTAGIÁRIOS?

Quem abre vagas deve seguir as determinações legais vigentes. Assim, os benefícios são para todos!

O estágio é uma oportunidade excelente para muitos jovens brasileiros entrarem no mercado de trabalho. Também é uma modalidade de atuação rica em benefícios para as empresas contratantes. Porém, para entender isso, é necessário conhecer a legislação vigente e as normas estabelecidas nela. 

 

Não são funcionários efetivos 

O primeiro ponto para compreender os benefícios de contar com estagiários é saber: esse tipo de admissão não gera vínculo empregatício. Sendo assim, não é realizada a assinatura na Carteira de Trabalho (CLT) e, portanto, não são aplicadas as mesmas regras de um funcionário efetivo.  

Assim, a corporação fica isenta dos encargos trabalhistas, como FGTS, INSS, 13º salário, sobre férias, além das verbas rescisórias. Por outro lado, é preciso garantir o pagamento de uma contraprestação, a bolsa-auxílio, bem como um auxílio transporte e o recesso remunerado.  

Outros direitos de quem estagia são o seguro contra acidentes pessoais e a carga reduzida de seis horas diárias e 30h semanais. Essa questão do expediente auxilia na conciliação da rotina com as obrigações da escola ou faculdade, também. Afinal, só pode atuar nessa posição quem é matriculado em uma instituição de ensino médio, técnico, superior ou nos dois anos finais do fundamental, na modalidade profissional da EJA - Educação de Jovens e Adultos. 

 

Possibilidade de desenvolver talentos 

Como esse é, por muitas vezes, o primeiro contato da juventude com a rotina profissional respectiva à sua área de formação, quem contrata tem um talento bruto pronto a ser lapidado. Muitas histórias de sucesso começam a partir dessa posição. Cabe à organização aproveitar essa falta de “vícios” de outras vivências para direcionar de maneira assertiva o desenvolvimento das habilidades de cada um.  

É relevante destacar como, segundo o mesmo dispositivo legal, a companhia deve indicar um colaborador efetivo de seu quadro, graduado ou com experiência na área de estudos do jovem, para poder orientá-lo. Ele poderá acompanhar até dez indivíduos de uma vez e a mesma regra se aplica para quem está atuando de maneira remota.  

Quem está em sala de aula, hoje, se mantém atualizado. Logo, contratar esse público pode acrescentar aos times características cruciais para garantir um desenvolvimento ainda mais sólido. Dentre elas, estão a proatividade, a criatividade, inovação e facilidade com novas tecnologias.  

Investir em estudantes é garantir um futuro de pessoas capacitadas no país. A iniciativa também é deveras vantajosa para os empreendimentos de todo o Brasil. Por isso, acredite no poder transformador do estágio e garanta um crescimento para o seu negócio e para nossa economia!

 


Carlos Henrique Mencaci - presidente da Abres - Associação Brasileira de Estágios.


Da Corrupção


Opinião


Sempre foi um problema para os gregos antigos a degradação das coisas por todo canto. Nada perdura. O corpo, a árvore, até a rocha se desfaz diante da inevitável ação do tempo. Só os deuses eram eternos e essa diferença explicava sua superioridade. Corromper é estragar, perder sua forma e sentido originais. Uma maçã esquecida na gaveta corrompe-se. Um arquivo de computador que não consegue abrir e mostrar seu conteúdo, corrompeu-se. Nossa vida é um remar contra a maré da efemeridade de tudo, iludindo-nos com a ideia sempre presente de que podemos chegar a algum lugar onde tudo é sempre o mesmo, sem fins e sem novidades.

A degradação das coisas está nas coisas mesmas. Hoje há uma palavra para designar quando isso ocorre nos objetos: é a obsolescência. Tudo têm um código interno com a data de seu fim, entendendo-se fim como a impossibilidade de continuar a exercer a função esperada. Proteger contra a ação externa serve apenas como uma forma de evitar acelerar esse processo, mas ainda não foi possível modifica-lo a ponto de inverte-lo ou, ao menos, desliga-lo. Ou seja, tudo caduca e depois estraga-se, deixando de funcionar. Para alguns casos, chamamos a esse processo, "morrer".

Na Política, a corrupção é o desvio da finalidade que esperamos dos órgãos e/ou dos seus representantes. Quando se espera que o dinheiro dos impostos seja usado, por exemplo, para a construção de escolas, mas descobrimos que parte desse dinheiro foi usado na campanha eleitoral do governante e, graças a isso, ele recebeu mais um mandato, há aqui um duplo estrago: o do fim não alcançado e o do erro quanto à pessoa renovado. Se descobrimos coisas assim, sentimo-nos traídos, enganados. Não que não saibamos que tudo estraga, mas nunca é fácil verificar que o momento é chegado. 

Por isso queremos governos que não sejam corruptos. É preciso que, por um tempo, eles funcionem. Imaginar que não vão se estragar é uma dessas ilusões que só a falta de escola explica. Ou a falta de governos que usem o dinheiro dos nossos impostos na construção delas. Como tudo, tudo estraga. Inclusive os governos. Daí precisarmos refunda-los de tempos em tempos. Maquiavel, no século XVI, já afirmava que “a virtù encontra seus limites lá onde a corrupção alcançou um tal nível que seus efeitos se tornaram incontroláveis”. E o que precisa ser feito, sempre, é “evitar que a corrupção se instale a tal ponto que toda ação se torne inútil”. 

Muitas vezes comparamos nossa esperança na escolha, com a realidade que o tempo impõe. Não temos um preparo - a escola, de novo - para identificar nas diversas atitudes dos governantes e dos agentes públicos em geral aquelas que aceleram a sua corrupção. É fato que muitas vezes, aqueles que são capazes de perceber o andar da carruagem não são aqueles que são capazes de deter os cavalos. Mas, mesmo assim, o caminho é um só: governos, como tudo o que nos rodeia, acabam; e para evitar escolher governos estragados ou que se estraguem rapidamente, precisamos observar atentamente e agir rapidamente, sempre tendo em mente a experiência dos exemplos já ocorridos - rememorando-os - para que nos ajudem nesse refundar constante que é o da nossa existência nesse mundo.

 


Daniel Medeiros - Doutor em Educação Histórica e professor no Curso Positivo.

danielmedeiros.articulista@gmail.com
@profdanielmedeiros


Estudo da Kantar revela que os anunciantes desejam mais controle e parceria na utilização dos dados

De acordo com o Media Navigator, o uso de dados em diversos setores das empresas se tornará ainda mais importante nos próximos anos

 

Os anunciantes estão cada vez mais comprometidos no uso proativo de dados para impulsionar o desempenho de suas campanhas de marketing. É o que revela o Media Navigator, novo estudo da Kantar sobre como os dados de publicidade podem manter os negócios competitivos em um mundo cada vez mais dinâmico e conectado. 

Para este relatório, a Kantar conversou com 672 executivos de publicidade de 39 países e usou dados de suas soluções para obter uma visão completa dos comportamentos e atitudes do consumidor, bem como as tendências nos investimentos em publicidade. 

De acordo com o Media Navigator, as relações entre anunciantes e suas agências estão evoluindo cada vez mais para uma parceria. 82% dos profissionais de marketing querem ter mais controle sobre seus investimentos em mídia (48% concordam totalmente) e 76% acreditam que os dados devem ser usados "por todos: nós e nossas agências". Já 53% dos anunciantes acreditam que incentivar conversas orientadas por dados por toda a organização se tornará mais importante nos próximos anos. 

Partindo da premissa "o cliente em primeiro lugar", os anunciantes estão empolgados com as oportunidades oferecidas por seus dados proprietários e 81% buscam ativamente usar seus próprios dados juntamente com pesquisas externas. Muitos profissionais de marketing acreditam que seu futuro está diretamente ligado ao crescimento das estratégias direct-to-consumer (D2C) e o fato de 83% dos anunciantes dizerem que estão buscando uma estratégia D2C confirma isso. 

Porém, o maior desafio para as estratégias de publicidade e de planejamento das marcas é definir o perfil de seu público em todos os pontos de contato de mídia (38%) e otimizar o orçamento (37%). Cerca de 30% veem a falta de dados de alcance e frequência cross mídia como um obstáculo em potencial. 

“De certa forma, todos os profissionais de marketing estão sentindo um tipo de paralisia na hora de preparar suas estratégias de dados. São sentimentos conflitantes: por um lado, é necessário se articular cada vez mais rapidamente. Por outro, se esforçar para entregar com grande eficiência, mais e mais impacto nas estratégias criativas e de mídia. Tudo isso em um cenário altamente competitivo”, explica Adriana Favaro, Diretora de Desenvolvimento de Negócios da Kantar IBOPE Media no Brasil. 

“Na Kantar IBOPE Media e na Kantar como um todo temos o compromisso de apoiar os anunciantes que buscam desenvolver estratégias de dados mais relevantes, aproveitando de uma gama de dados robustos e consistentes, como nossas soluções de Advertising Insights e estudos Target Group Index. Ambas permitem que os anunciantes compreendam os motivos por trás das decisões de compra de seus consumidores, assim como suas preferências do consumidor e atitudes. Juntas, possibilitam que os profissionais de marketing identifiquem as principais tendências, otimizem seus planos de marketing e tomem decisões de mídia cada mais inteligentes”, finaliza.

 

Sobre o Media Navigator 

Participaram da pesquisa online 672 executivos de publicidade de 39 países. Juntos, esses países correspondem a mais de dois terços (US$ 423 bilhões) dos investimentos globais de publicidade. As entrevistas foram respondidas online entre 19 de abril e 12 de maio de 2021. Os entrevistados têm responsabilidade direta por dados e pesquisas, ou são usuários de dados dentro de suas marcas. Eles trabalham em posições de marketing (51%), tecnologia de marketing (23%), estratégia (31%) e/ou insights, pesquisa ou análise de consumidores (31%). 

Os dados dos consumidores foram obtidos a partir de estudos do Target Group Index da Kantar em todo o mundo, enquanto os dados de investimento publicitário vêm dos serviços de Advertising Intelligence, onde a Kantar monitora centenas de milhões de anúncios por ano em mais de 26 mil propriedades de mídia nos mercados atuantes.

Faça o download do estudo completo no site da Kantar.


 

Kantar


Cinco vantagens do Pix para o setor de comércio e serviços

De acordo com a Fecomércio MG, 55,6% das empresas do comércio varejista já aderiram ao Pix em Minas Gerais

 

Impulsionar as vendas no varejo brasileiro, principalmente entre o público mais jovem e conectado à internet. Com essa meta, em novembro do ano passado, o Banco Central (BC) anunciava a criação do Pix. Desde então, o novo sistema de transações financeiras possibilitou a realização de operações em tempo real, em qualquer dia e horário, inclusive nos fins de semana e feriados. Atualmente, 67% dos adultos entre 20 e 39 anos já utilizam essa tecnologia, de acordo com o BC.

Do total das transações realizadas no país em abril, 48% aconteceram na Região Sudeste, enquanto 24% representaram transferências entre pessoas e empresas, chamadas de P2B (people to business, em inglês). Em Minas Gerais, por sua vez, o percentual de empresas do comércio varejista que aderiram ao Pix é bastante representativo: 55,6%, de acordo com levantamento da Fecomércio MG.

A economista da Federação, Gabriela Martins, ressalta as vantagens do Pix em relação a outras formas de pagamento. “Por ser instantâneo, ele permite um controle mais efetivo das finanças por parte do empresário. Assim, é possível mensurar o fluxo de caixa e traçar as melhores estratégias para o negócio, como a criação de promoções e campanhas de estímulo ao uso dessa modalidade.”

O Pix pode ser realizado a partir de uma conta corrente, poupança ou conta de pagamento pré-paga de um banco, empresa de tecnologia financeira (fintech) ou instituição de pagamento. O sistema também requer o uso de smartphone ou computador para acesso à internet banking da instituição financeira. Em geral, as transações podem ser feitas por meio da chave Pix, QR Code ou chave aleatória.

Conheça cinco vantagens do Pix para o setor de comércio e serviços, segundo a economista da Fecomércio MG: 

  1. Pagamento instantâneo: em 99% das transações com Pix, os recursos são creditados em até 10 segundos. Com isso, a modalidade melhora o fluxo de caixa, dando mais fôlego para as operações diárias.
  2. Baixo custo: por ser gratuito para pessoas físicas, o Pix serve de estímulo a pagamentos de produtos e serviços, sobretudo em relação a operações como o DOC e a TED.
  3. Estímulo às vendas: por estar disponível 24 horas por dia, em todos os dias da semana, incluindo sábados, domingos e feriados, o empresário aumenta as possibilidades de venda para o consumidor.
  4. Movimento na economia: com o Pix Saque, é possível transferir o valor que deseja sacar para a conta de uma loja e retirá-lo em dinheiro. Já com o Pix Troco, previsto para o segundo semestre, o consumidor poderá pagar uma compra via Pix com valor superior ao do bem ou serviço e receber a diferença em espécie.

Mais segurança: o Pix oferece mais segurança para quem paga e recebe, pois contribui para diminuir o fluxo de dinheiro em espécie e cheques, inibindo furtos a lojas e prestadores de serviços

 

Entenda, em detalhes, como funciona o Pix

Dia do Hospital (2/7): linha de frente do combate à pandemia vai das UTIs até a recepção

Motoristas, seguranças, copeiras e outros profissionais dos bastidores fazem a diferença no atendimento de pacientes


Os hospitais foram parar no centro das atenções na pandemia. UTIs que presenciaram histórias de luta, laboratórios que abrigaram pesquisas inéditas, corredores que acompanharam altas emocionantes. Porém, mais do que nunca, a pandemia deixou claro que esses são espaços feitos de gente para cuidar de gente. E, além de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, ao olhar o "invisível", o ambiente é repleto de muitos outros colaboradores e equipes de trabalho que contribuem para transformar a assistência aos pacientes. 

Eli Otavio Nunes Filho é supervisor de segurança nos hospitais Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, em Curitiba (PR). Para ele, a sensação de segurança que o seu trabalho traz é fundamental para que o serviço médico ocorra sem preocupações. Com a pandemia, Eli conta que sentiu que a importância do papel que ocupa ficou ainda mais evidente. “Acho que as áreas que estão por trás se tornaram ainda mais essenciais na pandemia. Com os processos sendo aprimorados, o vigilante, a manutenção, a higienização e outros profissionais precisam garantir que aquele ambiente esteja adequado. Houve uma valorização na pandemia, por ser um serviço essencial e fazermos parte dessa linha de frente”, ressalta. 

Motorista, jardineiro, técnico de laboratório, manutenção, lavanderia. A importância de cada um se mostrou mais presente para que a "engrenagem" do hospital funcione. A limpeza do ambiente, tão necessária na pandemia, é reflexo de uma equipe de higiene qualificada; a alimentação e recuperação de peso do paciente exige a atenção diária de uma equipe da copa acompanhada de nutricionistas, dentre tantos outros serviços essenciais. 

Lilian Terezinha Vieira dos Santos é copeira nos hospitais e prepara as refeições com muito carinho, pois sabe bem do potencial da comida em confortar em situações difíceis. “Não temos contato com pacientes com Covid-19, mas sabemos que toda refeição que trazemos eles comem e isso nos deixa felizes. Com os pacientes que temos contato, a gente deixa a bandeja e quer saber como o paciente está, se está melhorando, se está comendo a comida e, claro, se gostou do que preparamos”, conta. “Os profissionais que atuam nos bastidores fazem grande diferença porque nos dão condições de prestar um atendimento de excelência. A humanização com os pacientes é fundamental, mas a humanização com quem trabalha aqui também”, diz José Octávio Leme, diretor do Hospital Marcelino Champagnat. 


Pesquisa e formação

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o hospital é uma espécie de organizador que contempla o lado médico e social e que garante assistência médica tanto curativa como preventiva para a população. No caso dos hospitais universitários, que representam 2,8% no país, são ainda responsáveis pela formação e especialização dos novos profissionais de saúde e são locais de ampla pesquisa e desenvolvimento do estudo médico. “Durante a pandemia, é importante ressaltarmos o papel do hospital universitário para a sociedade, sua contribuição. Toda equipe de atendimento, apoio, manutenção nos ajudam nesse momento mais difícil da área da saúde. A gente não teria conseguido manter o nosso nível de serviço, o nosso carinho e o nosso cuidado com os pacientes se não fosse esse apoio que é essencial”, comenta o diretor do Hospital Universitário Cajuru, Juliano Gasparetto.

Historicamente, em momentos de epidemias ou pandemias, é enfatizado ainda mais a importância dos hospitais. Hoje, são inúmeros os desafios diários de manter o atendimento e trabalho em um cenário de tensão e alta carga emocional. “As pessoas que mantêm essa operação funcionando, todos que trabalham nessas posições são heróis de verdade”, comenta o diretor de serviços corporativos do Grupo Marista, responsável pelos dois hospitais, Alexandre de Olim Cardoso. O segurança Eli sente que a pandemia trouxe empatia. “Independente da sua função, seja médico, enfermeiro, segurança, você tem valor, você é importante”, finaliza.

Para acompanhar a história desses profissionais e a homenagem feita para eles, acesse o vídeo: https://we.tl/t-AHsw5oUmXq

 

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