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terça-feira, 29 de junho de 2021

Pandemia exige novas habilidades para administrar condomínios

 

Anh Nhi Đỗ Lê-Pixabay
Profissionalismo, aplicação das leis e habilidades de relacionamento são atributos mais requisitados para quem faz gestão condominial 

 

A pandemia do Coronavírus provocou mudanças em todos os lugares do planeta. Seja na economia, no trabalho, no comportamento e no relacionamento das pessoas que passaram a ficar mais tempo dentro de casa para estudar, fazer consultas médicas ou receber encomendas, quase tudo foi modificado.

 

Quem vive em condomínios e quem faz a gestão desses locais - onde residem dezenas de famílias e circulam inúmeras pessoas - também precisou se adequar às transformações geradas pela Covid-19.

 

“Foram incontáveis situações nunca vivenciadas. Foi preciso manter o discernimento, ampliar a comunicação, adaptar-se rapidamente às novas exigências e propor soluções para intermediar e facilitar o diálogo entre as partes que estavam em desacordo”, explica o presidente da Associação das Administradoras de Condomínios do Estado do Paraná (AACEP), Luiz Fernando Martins Alves; entidade que representa mais de mil condomínios em todas as regiões do Estado.


 

Mais aprendizados, menos conflitos


Entre as grandes mudanças enfrentadas na gestão dos condomínios em 2020, destaque para as habilidades em lidar com diferentes perfis e estilos de personalidade para se comunicar adequadamente com a multidão que ainda permanece mais tempo dentro de casa, mas não estava acostumada a isso.

 

Um indicador do IBGE mostrou que o número de trabalhadores em home office em 2020 chegou a 8,4 milhões de pessoas, contra apenas 3,8 milhões em 2018. Não por acaso, os campeões de reclamações - segundo o presidente da AACEP - foram o barulho [ruídos de móveis, cachorros e crianças], vazamentos de águas, carros mal estacionados nas garagens e pátios, realização de obras emergenciais ou internas, consumo exagerado de água, desconhecimento das regras do condomínio e reclamações por motivos fúteis.

 

Muito mais do que criar novas regras ou aplicar o Regimento Interno, o síndico e as administradoras tiveram que aprimorar seus conhecimentos na arte de mediar conflitos”, conta Débora Nunes Camaroski, advogada da CM Baiak, empresa especialista em gerir condomínios e associada à AACEP.

 

O bom entendimento entre o síndico e a administradora também foi decisivo para que ambos realizassem os trabalhos em sintonia e proporcionassem harmonia na gestão do local.


 

Sai o amadorismo, entra o profissionalismo


Outras atividades que integram o escopo do universo condominial também exigiram “jogo de cintura” para manter a boa convivência em 2020. A realização de assembleias virtuais, a interdição das áreas de lazer, o cuidado com as obras nas unidades e os intensos protocolos sanitários para evitar contaminação nas áreas comuns foram atividades frequentes ano passado.

 

Além disso, a gestão financeira, os aspectos jurídicos, a inadimplência, denúncias de violência doméstica, a prorrogação dos mandatos dos gestores, o uso da tecnologia para fazer assembleias e reuniões virtuais, os cuidados com festas de Natal, Ano Novo e Carnaval exigiram esforços extras.

 

A situação do Coronavírus comprovou que gerir um condomínio não é coisa para amadores. A busca por administradoras experientes, que conhecem as leis, sabe quais são os direitos e deveres de todos que residem em condomínios e conseguem se comunicar com diferentes estilos e perfis de moradores cresceu em 2020”, ressalta Martins Alves.

 

E a tendência é que a busca por profissionais do ramo continue em alta. Em Curitiba e Região Metropolitana, de acordo com estimativas da AACEP, existem cerca de 10 mil condomínios. No Brasil, tomando como base apenas as edificações verticais destinadas ao comércio e moradia, são pelo menos 440 mil condomínios. 


 

Parceria de verdade


Na hora de escolher uma administradora, tanto o presidente da AACEP quanto Débora Camaroski enfatizam alguns cuidados para não comprar gato por lebre.

 

“Esqueça a ideia de que esses trabalhos podem ser feitos por qualquer um, na tentativa simplória de reduzir custos. Uma administradora deve ter histórico de credibilidade, transparência na gestão, equipe capacitada para responder às questões jurídicas e contábeis, dar todo suporte ao síndico para que ele tenha tranquilidade na hora de prestar contas aos moradores”, ressalta Martins Alves.

 

“Além disso, é preciso cumprir prazos e as regras estabelecidas em contratos. E acredite: existem moradores que nem mesmo sabem o que pode ou não ser feito no condomínio onde residem”, destaca a advogada.

 

Outra recomendação da Associação das Administradoras refere-se à idoneidade e solidez de quem será o ‘braço direito e esquerdo’ do síndico, principalmente em situações delicadas. “Na hora da verdade, algumas empresas que ainda fazem trabalhos amadores, sem a capacidade técnica para resolver os problemas e sem os conhecimentos para dar segurança jurídica costumam deixar o síndico e os moradores a ver navios”, observa o presidente Luiz Fernando Martins Alves.


 

Entrosamento


Para o segundo semestre de 2021, os desafios continuam. “Os maiores obstáculos serão encontrar soluções inteligentes para que os condôminos se tornem aliados dos administradores e que as regras do Regimento Interno estejam enraizadas no comportamento local”, explica Débora.

 

Se por um lado os meses de pandemia já se caracterizaram com uma verdadeira escola repleta de aprendizados, novas lições ainda devem surgir. “Agora temos que evoluir na resolução dos problemas, nas reuniões e assembleias virtuais que devem permanecer, no uso de aplicativos que vem para facilitar as ações diárias e no diálogo com os moradores para que a boa convivência seja uma regra; não exceção”, destaca o presidente da AACEP.



Em meio à situação grave e ameaça de terceira onda, MSF reforça ações no Brasil

Profissionais da organização atuam contra a COVID-19 no Pará, Ceará e Bahia


Quase um ano e meio após a chegada da COVID-19 ao Brasil, a situação da pandemia permanece extremamente preocupante, com especialistas alertando para uma possível terceira onda da doença. As ações de resposta continuam fragmentadas e descentralizadas, ao mesmo tempo em que autoridades federais seguem ignorando medidas baseadas na ciência e desdenhando da importância do uso de máscaras e do distanciamento social.

O Brasil superou a marca de 500 mil mortes pela COVID-19 e a cifra diária de óbitos chegou a ultrapassar novamente a marca de 2 mil em meados de junho. Da mesma forma, o número de novos casos também cresceu para mais de 70 mil por dia, cifra que não está distante da maior média atingida até agora, de mais de 77 mil, durante o pico da segunda onda no início de maio.

“No caso do Brasil, é até mais difícil dizer se estamos entrando em uma nova onda, porque na verdade nunca ocorreu uma queda substancial nos casos desde o início da pandemia”, afirmou o infectologista de MSF Antonio Flores. Ele explica que o que tem sido visto até o momento são ciclos. Após um pico, há uma queda moderada e depois uma estabilização, mas em um patamar alto, até que os casos reiniciem a curva ascendente, mas já a partir deste nível mais alto.

“No curso da pandemia o Brasil tem enfrentado um risco quase contínuo de aceleração no número de casos e mortes”, continua ele.

A chegada do inverno deixa o cenário ainda mais complicado. Geralmente, o clima mais frio desencadeia um aumento dos casos de gripe comum e de outras doenças respiratórias. Com as pessoas infectadas por essas doenças tendo que buscar atendimento nas unidades de saúde, um sistema que já está pressionado pelo aumento de casos de COVID-19 fica ainda mais sobrecarregado.

Apesar do grande desafio, à medida em que o vírus continua se alastrando, equipes de MSF que trabalham no país buscam novas maneiras de apoiar comunidades vulneráveis em áreas mais desfavorecidas do Brasil.  Os profissionais estão presentes em localidades das regiões Norte e Nordeste, onde historicamente há mais dificuldade de acesso a cuidados de saúde.


Portel, Pará

Na ilha do Marajó, MSF está dando apoio às autoridades de saúde na localidade de Portel. O município enfrenta sérios obstáculos para que a estrutura local consiga enfrentar a pandemia, incluindo a localização remota e dificuldades de infraestrutura. Geralmente, os deslocamentos na região têm de ser feitos por rio, durante várias horas ou até mesmo dias de viagem.

Em Portel, equipes da organização realizaram treinamentos em unidades de atenção primária, como UBSs, e secundária, nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), assim como no único hospital da região. O foco foi o aprimoramento dos fluxos de atendimento aos pacientes, reforço de protocolos relacionados à COVID-19, disseminação de mensagens de educação em saúde e apoio de saúde mental para os profissionais locais.

“Nosso objetivo é chegar aos mais vulneráveis de Portel e fornecer a eles os cuidados de saúde que necessitam, além de reforçar o sistema de saúde local. Queremos que médicos e enfermeiros da localidade estejam o mais bem preparados possível para um aumento dos pacientes de COVID-19, caso a terceira onda atinja a região”, disse Juan Carlos Arteaga, coordenador de projeto de MSF em Portel.

As equipes de MSF também estão levando as chamadas clínicas móveis para atendimento de pacientes em áreas remotas. Nestes atendimentos, são oferecidos testes de antígeno para detecção da COVID-19, cuidados primários de saúde, acompanhamento de pacientes que já tiveram a doença e serviços de saúde mental, além de ações de promoção de saúde nas comunidades.


Fortaleza, Ceará

Na capital cearense, MSF atua nas comunidades de José Walter e Grande Bom Jardim, locais onde há grandes entraves para aceder a cuidados de saúde. “Nestas comunidades as dificuldades no acesso a cuidados de saúde são notórias”, afirmou Daniela Cerqueira Batista, coordenadora do projeto de MSF em Fortaleza. “Estamos em contato constante com líderes comunitários e eles estão muito satisfeitos com nossa oferta de serviços, para os quais há muita demanda.”

MSF atua com duas equipes móveis que têm oferecido atendimentos perto das residências dos pacientes, com o objetivo de aumentar a disponibilidade de serviços de alta qualidade à comunidade. Assim como em Portel, são realizados diariamente testes rápidos de antígeno para detecção da COVID-19, visitas domiciliares para pacientes com comorbidades, serviços de  saúde mental e apoio ao programa local de registro para a vacinação, além de atividades de promoção de saúde.

Após a conclusão das atividades em Fortaleza, as equipes que estão na cidade devem transferir as atividades do projeto para os profissionais de saúde locais e iniciar em alguns dias ações de combate à COVID-19 na cidade de Patos, no Estado da Paraíba.


Bahia

Profissionais de MSF trabalham nas localidades de Cocos, Xique-Xique, ao mesmo tempo em que monitoram a situação referente à COVID-19 em outros municípios do Estado. Eles atuam no apoio às estruturas de saúde dos municípios para que estejam mais bem preparados no enfrentamento de uma possível terceira onda da doença.

Equipes médicas realizam treinamentos para aprimorar os protocolos relacionados à COVID-19 e o fluxo de atendimento aos pacientes. Adicionalmente, são oferecidos serviços de saúde mental para trabalhadores de saúde locais. Como em outras regiões do país, a doença tem tido um forte impacto psicológico naqueles que assistem aos pacientes afetados com maior gravidade e têm de lidar cotidianamente com um grande número de mortes.

Para aumentar a capacitação das equipes locais, MSF está implementando uma política descentralizada de testagem, com testes rápidos de antígeno e acompanhamento domiciliar de pacientes de alto risco para facilitar, caso necessário, a aplicação de terapia com oxigênio. “Queremos empoderar os sistemas de saúde locais para que possam oferecer aos pacientes o tratamento de melhor qualidade possível”, disse Fabio Biolchini, coordenador emergência de MSF no Brazil. “Estamos dando apoio às autoridades locais para que sejam transmitidas mensagens precisas de promoção de saúde às comunidades, usando a ciência para explicar como cuidar da saúde de cada um da melhor maneira possível e evitar o grande volume de desinformação que circula na comunidade.”

Enquanto isso, os rumos da pandemia no Brasil continuam incertos devido à falta de uma resposta coordenada e centralizada, o que compromete os esforços de combate à doença.  “Esta falta de coordenação e de ação estratégica das autoridades se refletem na ausência de um controle sustentado da epidemia. O vírus tem circulado sempre de maneira livre pelo Brasil”, afirmou Antonio Flores.

 

Energia elétrica está 52% mais cara - veja como reduzir o consumo em até 50%


A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) informou no dia 29 de junho que aumentará em 52% o valor da bandeira vermelha patamar 2, taxa extra cobrada em junho na conta de luz. Ou seja, a população terá que reduzir em muito o consumo de energia, ou bagar bem mais caro.

Assim, a partir de julho, a taxa por 100 kWh passa de R 6,243 para R 9,49. Essas taxas são cobradas de acordo com as condições de geração de energia no Brasil e como teremos sérios problemas energéticos e hídricos nos próximos meses, é certo que a bandeira vermelha perdurará por um bom tempo.

A luz é uma despesa que absolutamente ninguém pode se livrar, porque hoje é praticamente impossível fazer qualquer coisa sem ter eletricidade em casa. No entanto, existem certas medidas que sempre se pode adotar para tornar a fatura o menor possível e economizar um bom dinheiro no final do mês.

Confira as dicas abaixo orientações que mostram como reduzir esse valor, sendo possível reduzir em até 50% da próxima vez que tiver que pagar por este serviço.

• Instale lâmpadas econômicas (Fluorescentes ou LED). Elas iluminam o dobro das lâmpadas clássicas (Incandescentes) e usam menos energia, além de que não é necessário trocá-las com tanta frequência;

• Descongele seu refrigerador regularmente e não fique abrindo-o toda hora. Essas medidas são importantes para que não consuma mais luz do que o necessário, já que é um dos aparelhos que mais a utiliza;

• Tenha cuidado com as temperaturas do seu ar-condicionado. No inverno não deve ir abaixo de 19 ° C e no verão, não deve subir acima de 24 ° C. Aparelhos de ar-condicionado é aquele que pode consumir mais luz sem que você perceba;

• Conecte seus dispositivos de áudio e vídeo somente quando for usá-los. Não os deixe conectados à corrente elétrica, mesmo que estejam desligados, porque continuam a usar a luz;

• Tente aproveitar melhor a luz natural dos seus quartos. De dia, pode não ser necessário acender as luzes se você tiver grandes janelas em sua casa.

• Limpe seus spots e lâmpadas regularmente. A poeira acumulada em sua superfície também pode fazer com que a luz emitida seja mais fraca, afetando a iluminação de sua casa.

• Em geral, a melhor coisa é desconectar todos os aparelhos que você não está usando, porque até 11% da energia elétrica é consumida por eles mesmo se eles estiverem em Stand by.

Com essas dicas, sua conta de luz será menor e com esta economia você pode direcionar para um produto de investimento


Oxigênio é a chave para um dos maiores poluidores de efluentes: o chorume

 A Air Products relembra a questão do chorume, um dos maiores poluidores do planeta, e como é possível tratá-lo de forma sustentável

 

Líquido escuro, viscoso, com uma quantidade de Demanda Biológica de Oxigênio (DBO) – medida de poluição - aproximada de 1.000 mg/L, ou seja, ainda maior que a do esgoto, o chorume é o resultado da decomposição e da dissolução em água da matéria orgânica. Um dos maiores poluidores do solo, quando o lixo é mantido a céu aberto, o chorume é também responsável pela poluição hídrica, contaminando as proximidades de cursos d'água ou lençóis d'água subterrâneos ou freáticos.

Na Semana Nacional do Meio Ambiente, iniciativa de 1981, que visa a incluir a sociedade na discussão sobre a preservação do patrimônio natural brasileiro, a Air Products quer atentar ainda mais para este que é um dos principais causadores de poluição da água e do solo.

“O chorume pode comprometer toda uma cadeia alimentar devido à liberação de metano, nitrogênio e gás carbônico no solo, água e no ar, mas felizmente, hoje, há maneiras de tratá-lo de maneira sustentável”, diz Edson Basilio Gerente de Aplicações e Desenvolvimento da Air Products.

A empresa, aliás, é uma das maiores especialistas no tratamento de efluentes e atende diversos setores, sendo as indústrias de curtumes, químicas, alimentícias e de celulose as maiores interessadas em razão da grande geração de poluentes advindos de sua produção.

“A maior questão do tratamento de chorume não é a falta de estações de tratamento ou a escassez de investimento. Algumas empresas chegam a gastar uma fortuna e não têm o resultado esperado. O modo de tratamento é que é fundamental”, explica Basilio.

O principal desafio, portanto, é a altíssima concentração de nitrogênio amoniacal, que precisa ser removido e que demanda alto consumo de oxigênio e conhecimento da cinética das reações microbiológicas.

“No chorume bruto, a concentração de nitrogênio amonical é de cerca de 2.000 mg/l e precisa ser reduzido para de 5 a 20 mg/l; uma eficiência de remoção mínima de 99%, que só pode ser obtida num processo com alto teor de oxigênio e com o uso correto dos parâmetros de processo”, descreve Fabio Mimessi, engenheiro especialista da Air Products.

Segundo ele, a chave para o tratamento ideal do chorume está na utilização adequada do oxigênio. “Realizamos o processo, que no nosso caso é biológico, em três etapas. A primeira é o tanque anóxido, ou seja, com oxigênio zero. Em seguida, passamos o produto para um tanque aeróbico, onde mantemos o oxigênio em níveis bem altos para alimentação do lodo biológico e, finalmente, o líquido vai para um decantador, onde o lodo é retido, fazendo com que possa retornar à estação de tratamento do efluente. A água tratada é descartada, já sem perigo de toxicidade para os rios e seus peixes”.

“O segredo está na utilização correta do oxigênio, uma vez que o chorume é uma das substâncias mais poluidoras e difíceis de tratar. Enquanto o tratamento de outros produtos exige somente de 1 a 2 mg de O2 por litro, o chorume requer de 3 a 6 mg de O2 por litro.

Além de gerar mais eficiência no tratamento, o uso do oxigênio também reduz o consumo de eletricidade, sendo duplamente sustentável. “A utilização de bons equipamentos de dissolução de oxigênio puro ajuda a reduzir muito o consumo de energia elétrica e aumenta a capacidade das estações de tratamento, sem necessidade de parar o tratamento por nem um dia sequer”, conclui Mimessi.


Por onde começar, com quanto e quem procurar: descubra dicas para investir no mercado de ações

De acordo com os dados da B3 (Brasil Bolsa Balcão), em novembro de 2019 eram 1,6 milhão de contas cadastradas, já no mês de novembro de 2020, saltou para 3,17 milhões de contas cadastradas


Com a chegada da pandemia, a preocupação dos brasileiros em ter uma reserva de dinheiro para enfrentar momentos difíceis aumentou, e fez com que muitas pessoas pensassem nos gastos desnecessários que costumam ter no dia a dia e na importância de investir em bens como imóveis e ações. Sim, o interesse dos brasileiros no mercado de investimentos cresceu nos últimos tempos. De acordo com os dados da B3 (Brasil Bolsa Balcão), em novembro de 2019 eram 1,6 milhão de contas cadastradas, já no mês de novembro de 2020, saltou para 3,17 milhões de contas cadastradas.

“A popularização de criadores de conteúdo que falam sobre o mercado financeiro fez muita gente ir atrás de empresas que oferecem consultoria no mercado de ações”, explica o educador financeiro Tiago Cespe, fundador da Cespe Investimento. O escritório oferece uma assessoria sem custo e auxilia o cliente de forma objetiva e transparente, explicando de forma didática como funciona esse universo de investimentos.

“Algumas pessoas acabam perdendo dinheiro pois acreditam em propagandas enganosas ou promessas de dinheiro rápido, sem pesquisar o histórico do profissional que está oferecendo esse tipo de serviço”, afirma Cespe. Para ajudar quem quer entrar no mercado de ações mas ainda possui algumas dúvidas sobre o assunto, Tiago explica alguns tópicos que podem ser importantes no momento de se tornar um investidor, confira:


- Coloque tudo no papel

Mais importante do que saber com quanto começar e por onde, é traçar um plano de investimento e saber aonde você quer chegar. Portanto, é importante verificar quais são os gastos desnecessários que você possui na sua rotina e guardar esse valor pensando no futuro, qual é o seu objetivo e suas metas, quanto você pretende investir, enfim, se programar antes para evitar perdas.


- Procure um profissional qualificado

A internet democratizou o acesso ao universo do mercado de ações. Graças aos portais que falam sobre o assunto e aos criadores de conteúdo, muita gente ficou interessada em investir. Porém, antes de aplicar o dinheiro tendo apenas como base o que viu em algum canal ou perfil de rede social, é importante procurar o auxílio de um profissional qualificado. Procure sempre por escritórios com boa reputação, pesquise bastante o histórico profissional de quem gerencia e se tem alguma reclamação em sites especializados.


- Com quanto posso começar a investir?

Não existe uma resposta correta sobre quanto começar a investir. Aliás, o mundo dos investimentos nunca foi tão democrático quanto

é agora. Investindo aos poucos e regularmente, mesmo que uma quantia pequena, os recursos vão aumentando com o passar do tempo. Aliás, esse é o objetivo principal dos investimentos.


- Por onde devo começar?

Investimentos em Renda Fixa são boas indicações para quem está começando. Essa é a modalidade de investimento que costuma ser mais procurada por investidores que buscam mais segurança e rendimento estáveis. Se você não tiver nenhuma reserva de emergência, é o tipo de investimento mais recomendável. O termo renda fixa possui esse nome justamente por ter uma rentabilidade previsível, data de vencimento, prazo de carência e valor mínimo definidos no momento da aplicação.


- Abra uma conta em uma corretora

A responsável por fazer a união do mercado de ações com os investidores são as corretoras de valores. Para quem pretende investir na bolsa de valores, é preciso abrir uma conta em uma corretora. É através dela que o investidor vai executar a compra e venda das ações, seja por telefone ou internet. Existem diversas corretoras de valores no Brasil, então é bom pesquisar cada uma e ver quais são as características e os diferenciais oferecidos por elas para ver se está dentro do perfil que você busca.


- Investimento de curto e longo prazo

Antes de investir no mercado de ações, é bom saber que existe uma diferença entre um investimento de curto e longo prazo. Se o objetivo é ter um retorno financeiro o mais rápido possível, o ideal é o investimento de curto prazo, que geram retorno de até dois anos. Já as aplicações de longo prazo, são ideais para quem busca uma aposentadoria tranquila e independência financeira no futuro, já que perduram por mais de dois anos ou até o profissional se aposentar.

 


Cespe Investimentos

https://cespeinvestimentos.com.br/

 

Copos plásticos distribuídos na São Silvestre são reciclados e transformados em lixeiras para escolas públicas

27 mil alunos da rede pública de ensino do Estado de São Paulo serão beneficiados por meio do projeto idealizado pelo Movimento Plástico Transforma, que ressalta o conceito de economia circular e a importância da destinação correta dos resíduos 

 

Os copos plásticos de água descartados pelos participantes da 95ª Corrida Internacional de São Silvestre, realizada em 31 de dezembro de 2019, foram transformados em lixeiras, entregues às escolas públicas de cidades como São Carlos e Jaguariúna, interior de São Paulo. A iniciativa é resultado da parceria entre o Movimento Plástico Transforma, a Fundação Cásper Líbero, a Gazeta Esportiva e a Yescom, organizadora da corrida mais tradicional do Brasil. As lixeiras foram produzidas pela empresa Jaguar Plásticos, também responsável pela entrega às secretarias de educação de cada cidade, no dia 12 de maio, que distribuirão as lixeiras às escolas. A entrega precisou ser adiada por causa da pandemia da COVID-19, que paralisou as atividades escolares e impactou a produção.

Os copos de água distribuídos aos mais de 35 mil participantes da corrida, ao longo dos 15 km de percurso, foram coletados e transportados até uma recicladora. Posteriormente, foram selecionados e transformados em resina plástica pós-consumo, utilizada para a produção das 1.800 lixeiras, separadas em coletores para resíduos recicláveis e orgânicos. A expectativa é que 27 mil alunos de 46 escolas sejam impactados em sete municípios, segundo a secretaria de educação da cidade de São Carlos, responsável pela entrega dos kits.

De acordo com a Jaguar Plásticos, participar de iniciativas como essas é motivo de orgulho. A empresa informou que, com a coleta realizada, foi possível transformar os copos em 900 kits com 2 lixeiras de 93L cada, uma para resíduos recicláveis e outra para orgânicos, que serão identificadas com adesivos. “Contribuímos com a transformação do plástico descartado em um produto que apoiará a conscientização para o descarte correto e reciclagem de resíduos de toda a sociedade, a começar pelas escolas. É uma forma de inovarmos e o meio ambiente agradece”, conta o diretor comercial Luiz Bascheira, responsável pela ação no grupo Jaguar Plásticos. 

Para o Movimento Plástico Transforma, a ação é de extrema importância, pois exemplifica os benefícios da destinação correta dos resíduos. “É gratificante acompanhar o encerramento deste ciclo, que começou com a coleta dos copos plásticos, durante a São Silvestre, um dos eventos mais importantes do Brasil. Nós entendemos que essa é uma ótima oportunidade de materializar o conceito de Economia Circular e estimular a conscientização da sociedade sobre as vantagens de adotar atitudes sustentáveis”, afirma Fernanda Maluf, uma das coordenadoras do Movimento Plástico Transforma.

Ana Paula Matsumoto, coordenadora do Núcleo Pedagógico e uma das responsáveis pela área de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Educação de São Carlos, concorda. Para ela, os kits de lixeiras demonstrarão a parte do processo da reciclagem que os estudantes só veem na teoria. “A ação dará visibilidade ao encurtamento da logística reversa. Saber que elas foram confeccionadas a partir dos copinhos descartados na Corrida São Silvestre torna esse processo muito mais valoroso”, comenta. A entrega para as unidades escolares fez parte da programação da II Semana de Meio Ambiente promovida pela Diretoria de Ensino Regional São Carlos. Com data ainda a ser definida, a ação trará oficinas de compostagem, biogás e lives sobre a importância da reciclagem do plástico.

Confira mais informações sobre o projeto aqui e aqui.

 

Movimento Plástico Transforma – Criado em 2016, o Movimento Plástico Transforma é uma iniciativa do Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico, o PICPlast, fruto da parceria da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST) e da Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas. O Movimento visa ressaltar a utilização do plástico, de forma criativa e responsável, em soluções que podem transformar o nosso dia a dia e o futuro. A primeira iniciativa voltada para a comunicação com a sociedade, assinada pelo Movimento Plástico Transforma, foi a instalação interativa PlastCoLab. A ação impactou mais de 37 mil pessoas e contou com quatro edições, realizadas nas cidades de São Paulo, Porto Alegre, Salvador e Brasília. Outro projeto relevante é a Estação Plástico Transforma, atividade instalada no parque KidZania, em São Paulo, que visa demonstrar - de forma lúdica e educativa - as principais etapas do processo de reciclagem do plástico e já impactou mais de 18 mil pessoas. No site www.plasticotransforma.com.br é possível encontrar conceitos importantes sobre economia circular e iniciativas inovadoras de uso, reuso, descarte correto e reciclagem do plástico.

 


Jaguar Plásticos

 http://www.jaguarplasticos.com.br


O papel da natureza na construção de cidades inteligentes

Foto: Luciano Teixeira/Pixabay
Projeções das Nações Unidas indicam que em 2050 seremos 9,7 bilhões de pessoas no mundo – dos quais dois terços viverão nas cidades e consumirão 70% de toda a energia disponível. A escassez de alguns recursos já é uma realidade em vários ambientes urbanos. A falta de água é um exemplo. Com o aumento populacional, o desafio será ainda maior! Por isso, é tão importante investirmos esforços na construção de cidades inteligentes. 

Para a União Europeia, cidade inteligente é um lugar onde os recursos são utilizados de forma eficiente, a partir do envolvimento ativo dos cidadãos. Por meio de tecnologias digitais e de telecomunicações, redes e serviços são otimizados para benefício direto de habitantes e negócios. A sustentabilidade passa a ser o fio condutor no planejamento de todos os componentes. 

Em Barcelona, Espanha, por exemplo, o sistema de coleta de resíduos não para! De hora em hora, escotilhas distribuídas pela cidade recolhem o material, que percorre até 70 quilômetros por tubulação subterrânea até o centro de coleta. Lá, ele é separado em reciclável e orgânico. Processado, o último retorna em forma de energia. Nessa lógica, o lixo deixa de representar uma ameaça para os ecossistemas terrestres e marinhos. 

No Brasil, temos o exemplo de Laguna (CE), a primeira cidade inteligente no mundo voltada para habitação social e que deve abrigar 20 mil pessoas. Ela está em construção e contará com um sistema de coleta de resíduos inteligente, calçamento que proporciona a infiltração de água no solo, sistemas de reaproveitamento de água, irrigação otimizada conforme às condições meteorológicas, locais que produzem energia a partir de corpos em movimento, entre outros. 

Existe, no entanto, um componente não tecnológico, porém fundamental em uma cidade inteligente: a natureza! As áreas verdes são a forma de conexão do ser humano à sua essência. São elas que nos lembram que não somos feitos de tecnologia e que não fomos criados para vivermos presos em quatro paredes. Estudos indicam que áreas verdes urbanas reduzem a incidência de doenças respiratórias e mentais. Espaços como parques incentivam a atividade física. 

Além disso, áreas verdes urbanas amenizam os impactos negativos causados pelo homem. Elas possibilitam a conservação da biodiversidade, regulam o clima local, aumentam a qualidade do ar, reduzem o ruído, protegem contra eventos climáticos extremos (ondas de calor, enchentes e deslizamentos de encostas), entre outros. 

A natureza pode ser trazida para dentro de uma cidade de diversas formas. Um método que tem se mostrado muito interessante são as Soluções Baseadas na Natureza (SBN), empregadas para enfrentar desafios como falta de água, grandes enchentes e deslizamentos. Essa abordagem gera benefícios à conservação da biodiversidade ao mesmo tempo em que promove soluções para o desenvolvimento econômico e o bem-estar social. Mas como isso funciona?

Os parques nas margens de rios urbanos atuam como “esponjas” e evitam inundações. Além disso, servem de abrigo para a fauna e flora local. Quanto mais áreas verdes espalhadas pela cidade, mais água infiltrará e será armazenada no solo, o que por sua vez alimenta nascentes e lençóis freáticos. Assim como nós, a vegetação transpira e libera vapor à atmosfera. Com isso, as plantas têm um papel fundamental na regulação térmica de uma cidade. Neste contexto, plantas podem ir além de parques e praças. Hoje, verdadeiros jardins recobrem tetos e paredes!

As áreas verdes urbanas atraem insetos, aves e morcegos que têm a importante função de polinizar os nossos cultivos agrícolas. De todas as plantas cultivadas no Brasil para fins alimentícios, 60% dependem da ação desses pequenos agentes. Infelizmente, o desmatamento, as mudanças do clima e o uso de agrotóxicos têm colocado a vida desses polinizadores em risco. Estudo da Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos e da Rede Brasileira de Interações Planta-Polinizador estimou, em 2018, que o valor do serviço de polinização que a natureza presta gratuitamente chega a R$ 43 bilhões. 

A cidade inteligente também promove a conservação de áreas naturais que vão além de seus domínios. O movimento Viva Água é um exemplo disso. Idealizado pela Fundação Grupo Boticário, visa garantir a segurança hídrica e a adaptação aos efeitos das mudanças climáticas em bacias hidrográficas localizadas no entorno de áreas urbanas. Iniciado na Bacia do Rio Miringuava, em São José dos Pinhais (PR), está reunindo atores de múltiplos setores para alcançar os objetivos propostos, por meio de ações de conservação e restauração de ambientes naturais e fomento ao empreendedorismo com impactos socioambientais positivos. Assim, ao olhar para além de seus muros, a cidade inteligente reconhece o quanto seu bem-estar depende do equilíbrio ambiental e socioeconômico de seu entono.  

 


Anke Manuela Salzmann - especialista de Economia da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário.


Varejo: Digitalização e facilidade de pagamento são caminhos sem volta

Tendências previstas para antes da pandemia se adiantaram e agora facilitam a venda no varejo

 

O início da pandemia foi de grandes desafios. As tendências que estavam previstas para 2021 se adiantaram e a digitalização do processo de venda no varejo, além das facilidades de pagamento, surgiram como caminho sem volta e garantiram crescimento para vários setores, como o farmacêutico, por exemplo, que cresceu mais de 120% durante o período de pandemia e aumentou o índice de contratações, segundo a Abrafarma (Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias). 

Para os empresários que se adiantaram e começaram a digitalização, é preciso dedicação no processo, já que a abertura de uma loja online se compara a começar uma nova loja do zero. “É preciso ter paciência e persistência para entrar em um fluxo de melhoria contínua e testes. E quem não iniciou a digitalização ainda, mesmo com a necessidade de isolamento social, corre grandes riscos de ficar para trás. Então é preciso oferecer canais de comunicação e compra online para os clientes, investir em tráfego orgânico e pago”, sugere o diretor de marketing da startup MyPharma, Carlos Henrique Soccol. A startup disponibiliza ferramentas para o ramo farmacêutico vender online de forma mais fácil e segura e conta com diversos parceiros pelo país, facilitando e impulsionando as vendas online do ramo farmacêutico. 

Além das ferramentas de venda online, as facilidades na hora de pagar também ganharam força, seja por meio de links, QR Code, Cashback e Pix, que são formas de pagamento com bastante aderência nas farmácias. “Algumas delas não são tecnologias novas, mas ganharam força com a pandemia. Quanto mais meios de pagamentos forem oferecidos, maior tende a ser a taxa de conversão. É interessante pensar fora da caixa e, para pedidos de alto valor, pensar em oferecer opções como boleto bancário”, avalia Carlos. 

Antes da pandemia, muitos comerciantes do ramo farmacêutico não apostavam em tecnologia, por acreditar ser uma iniciativa apenas de grandes redes. Mas se não fosse a digitalização, muitos empresários de pequeno e médio porte teriam ficado para trás neste período. “Se as grandes redes possuem capilaridade em volume de lojas e no digital, e para o pequeno e médio empresário essa abertura de várias lojas é inviável pelo alto giro de capital e investimento, a abertura de novos canais digitais se torna a solução para atrair mais clientes e gerar relacionamento”, afirma Carlos. 

 

Reforma Tributária: especialistas comentam impactos para o investidor

 Mudança beneficia renda fixa no curto prazo e operações day trade. Proposta ainda será analisada pelo Congresso


Na última sexta (25), o Ministério da Economia enviou ao Congresso Nacional uma proposta de reforma tributária com mudanças na cobrança do Imposto de Renda. Entre as principais mudanças, estão a taxação de lucros e dividendos, a redução da tributação sobre empresas e a ampliação da faixa de isenção das pessoas físicas.

Para os investimentos, as mudanças também são significativas. A renda passiva de dividendos e FII (Fundos de Investimento Imobiliário), atualmente isentas de IR, passam a ser tributadas, respectivamente, em 20% e em 15%.

"Esse é um ponto que gerou muita polêmica. Para as pessoas que têm fundo imobiliário como uma renda, que compram fundo para receber rendimento todo mês e estar isento de tributação, a mudança pode ser impactante por ter que passar a pagar, se a proposta for aprovada, a taxação de 15%. Os principais fundos imobiliários tiveram forte queda após o envio do texto ao Congresso, o que chamou atenção, pois o mercado de fundos imobiliários tende a ser menos volátil que a bolsa", diz Rossano Oltramari, sócio da 051 Capital.

Nas operações day trade, a taxação cobrada diminui de 20% para 15%. Em relação à renda fixa, o resgate de R$ 1.000 em até 180 dias teria também a diminuição de tributação de 22,5% para 15%. Além disso, o texto acaba com o incentivo dado a investidores de renda fixa. Atualmente, quanto mais tempo em uma aplicação, menos imposto se paga. Com a proposta, o pagamento de impostos poderia acontecer em qualquer momento.

"Para o investidor é positivo, já que estimula aplicações de curto prazo que antes eram punidas com uma alíquota maior. Para gestores e emissores de títulos, é ruim na margem porque reduz estímulo para aplicações de longo prazo. De toda forma, o gestor, se perceber muitos resgates de curto prazo, pode optar por mudar a regulamentação do fundo e aumentar o prazo de resgate", explica João Beck, economista e sócio da BRA.

Enquanto isso, os produtos de renda fixa como debêntures incentivadas, CRIs, CRAs, LCIs e LCAs seguem beneficiados com isenção da cobrança de impostos.

"Essa manutenção da LCI, LCA, CRIs e CRAs é positiva, mas a quantidade de recursos captados é muito menor do que em fundos imobiliários. A tributação de produtos como FII e isenção de LCI e LCA mostram que o desequilíbrio continua e só cria mais problemas na questão de captação de recursos de empresas de construção civil", argumenta Jansen Costa, sócio da Fatorial Investimentos.

Em relação às ações na Bolsa, o texto propõe a mudança de isenção de IR de ganhos de capital de R$ 20 mil por mês para R$ 60 mil por trimestre. João Beck acredita que o impacto da proposta nas ações é negativo no curto prazo. "Se o imposto de dividendos for colocado num espectro mais amplo de reduzir a CSLL, PIS, COFINS e ISS pode ser um bom estímulo para aumentar investimentos, já que desestimula o pagamento de dividendos. Para ações de setores já consolidados sem necessidade de investimento e boas pagadoras de dividendos as ações sofrem mais", diz.

Apesar de a proposta beneficiar a renda fixa, Beck não acredita que investidores sairão da bolsa por causa da tributação. "Acredito em outro movimento que é o da migração da poupança para renda fixa", diz.

Jansen Costa, sócio da Fatorial Investimentos, concorda: "Algumas empresas tiveram impactos, principalmente as que tem JCP (Juro sobre capital próprio). Mas não acredito que haverá migração de bolsa para renda fixa. Não é tributação que faz esse processo acontecer. O que podemos ver é a diminuição da atratividade de empresas que são pagadoras de dividendos para empresas que possam ter maior crescimento, pois algumas empresas deverão deixar de pagar dividendos e incorporar esse resultado nas empresas gerando mais crescimento para o valor da ação. Podemos ver mudanças na gestão do caixa das empresas", explica.

As medidas fazem parte da segunda etapa da reforma tributária. A primeira foi encaminhada no ano passado, com a unificação do PIS e da Cofins, proposta que ainda está sendo analisada pelo Congresso.


Relação família e escola: nada será como antes?

E como era antes? Como a escola entendia a relação com a família? E como as famílias se relacionavam com os processos de aprendizagem de seus filhos? A relação entre escola e família poderá ser um dos legados positivos para o pós-covid-19, afinal, todos devem concordar que vivemos um momento de mudanças significativas e de muitas adaptações, seja no campo educacional, das relações ou dos espaços de convivência entre pais e filhos.

Temos uma valiosa oportunidade de pensar em tudo isso que estamos vivenciando. Identificamos novos caminhos e novas possibilidades de estar mais próximos, de realizar um trabalho muito mais afinado no que se refere à educação dos nossos filhos. Ao mesmo tempo, será muito importante ter a clareza e a resiliência para, quando isso tudo passar, não esquecermos de tudo que aprendemos. Não devemos – e não podemos – voltar ao ponto de antes, a ser os mesmos e desperdiçar o que essa “crise” nos ofereceu em termos de mudanças nessas relações.

Educar sempre esteve no escopo dessas duas instituições: família e escola. Afinal, elas sempre tiveram o mesmo objetivo: preparar os filhos para o mundo. A própria palavra traz isso em seu significado: educar vem do latim educare ou educere, que significa 'conduzir para fora', ou seja, dar condições para que nossas crianças e jovens sejam seres humanos felizes e capazes de exercer sua cidadania. Se queremos a mesma coisa, precisamos fazê-la juntos!

De um lado, a família, que traz o significado de amor, acolhimento, sustento e transmissão dos valores que fazem parte das suas crenças. Do outro, a escola, terreno fértil do aprender, espaço de desenvolvimento, da descoberta, do respeito às diferenças e oportunidades de convivência em sociedade. Partes de um todo que se complementam, se fortalecem naquilo que é essencial na vida das crianças: preparação para o mundo.

E como unir e alinhar tudo isso? Será que é possível? Trazendo essa reflexão para o momento atual da pandemia, de ensino remoto ou híbrido, essa união e parceria mais do que nunca se fez presente e tornou-se realidade. A escola entrou nos lares e fez um chamado às famílias, quase uma convocação! Na verdade, família e escola entenderam que o momento pandêmico forçou uma nova forma dessas duas instituições se relacionarem. Relação mais próxima e sinérgica, que há muito tempo se desejava. Pais, filhos e escola agora caminham juntos, lado a lado, em uma construção de um processo de aprendizagem que ganhou novos olhares, novos significados, novos formatos.

Nunca se falou tanto em engajamento nas atividades escolares e, ao mesmo tempo, em distanciamento social. Dois opostos que se intensificam e ressignificam diariamente. Pais e filhos hoje sentam juntos para fazer a tarefa de casa, lêem e interpretam os textos, ampliam e discutem os conteúdos que estão sendo abordados, trocam ideias sobre o que entenderam nas aulas, sentem as dúvidas e o prazer indiscutível de aprender juntos. Isso tudo em uma medida muito maior de como acontecia antes.

Apesar de tantas dificuldades e desafios, o fato é que isso está permitindo além de uma aproximação com a escola, conhecendo-a bem mais de pertinho, identificar e entender melhor como o filho se torna aluno. Isso é fantástico! Para qualquer educador, isso é genuíno e nos enche de esperança e desejo de que tudo que estamos experimentando, mesmo numa situação tão incomum, não será esquecido ou desaprendido. São muitos os desafios enfrentados, tanto por professores quanto por familiares de alunos, mas tenho certeza de que essa caminhada trouxe ganhos valorosos para escola e para a família, e nada será como era antes.  

 


Claudia Saad - gerente pedagógica do Sistema Positivo de Ensino.

 

Open Banking promete segurança e eficácia no compartilhamento de dados dos clientes entre instituições financeiras, aponta especialista

Segundo docente de economia e finanças da UNICID, Walter Franco, esta nova ferramenta visa simplificar e agilizar os processos financeiros do Brasil

 

Com a pandemia do novo coronavírus, o país vem sentindo as consequências econômicas no mercado financeiro. Junto com essa problemática, vemos uma sociedade cada vez mais consumidora de plataformas on-line, e consequentemente, novas tendências digitais estão surgindo para auxiliar empresas e pessoas com suas finanças, negócios e transações de forma remota.

Diante de um cenário que propícia cada vez mais a adoção de tecnologias remotas, fato este impulsionado pelo isolamento social, o Open Banking termo em inglês que significa banco aberto, vem para atender essa nova realidade. O Open Banking prioriza o compartilhamento de dados bancários pessoais entre instituições bancárias buscando o aumento de competitividade no mercado brasileiro. A nova solução ainda promete simplificar e agilizar os processos financeiros no país, pois possibilita que haja uma troca de informações entre bancos de dados de instituições financeiras.

Segundo Walter Franco, docente da Universidade Cidade de S. Paulo (UNICID), instituição que integra o grupo Cruzeiro do Sul Educacional, o Open Banking desenvolverá uma ampla rede de dados entre as Instituições Financeiras (IF's) e possibilitará o aumento da eficiência, da produtividade, da competitividade do sistema Financeiro Nacional (SFN), que irá permitir o crescimento significativo das operações bancárias de forma eficiente, produtiva e viabilizando inclusive reduções significativas de custos no mercado como um todo.

“O Open Banking demandará que o cliente - Pessoa Física ou Pessoa Jurídica - dê o consentimento do compartilhamento de suas informações pessoais, dados bancários, histórico de transações e principais produtos bancários normalmente utilizados entre bancos, por exemplo”, explica o especialista.

Franco argumenta que a nova solução conta com o desenvolvimento de uma API – termo em inglês para interface de programação de aplicações – que permitirá compartilhar informações cadastrais. A vantagem está que um banco de dados unificado e compartilhado irá gerar maior segurança à uma instituição na hora de dar crédito para uma pessoa ou empresa, o que impactará em taxas de juros menores neste financiamento, por exemplo, ou ainda oferecer serviços mais personalizados de acordo com a realidade de cada cliente.

 “Ao aderirem ao novo serviço, as instituições financeiras poderão partilhar linhas de crédito utilizadas com seu volume e custos; os produtos normalmente utilizados; dados pessoais (documentos); uso ou não de previdência privada; quantidade, bandeira, limites dos cartões de crédito etc, dando ampla competitividade ao Sistema Financeiro Nacional, pois a concorrência passará a ser aberta”, argumenta o especialista.

O docente ainda reforça que o objetivo do Open Banking é dar às pessoas controle de suas transações aumentando oferta, diminuindo a interferência no processo de decisão e forjando maior competitividade do SFN, para proporcionar redução de custos nas operações financeiras no Brasil.

“Essa inovação do Open Banking deve também cooperar com o amadurecimento da competição local. Isto porque todos os agentes passam a ter informações dos clientes e do mercado como um todo -  sempre que a autorização para tal for dada - o que gerará certamente redução de custos e ampliação da oferta de novos produtos, serviços, entre outras melhorias a todos os envolvidos”.

A tecnologia do Open Banking tem seus processos em estudos realizados pelo BACEN desde abril de 2019, e estará em linha com a LGPD - Lei Geral de Proteção de Dados, também em curso no Brasil.

Franco ressalta que entre os desafios do sistema está o de mudar o mindset dos bancos, pois o Open Banking 'mostrará' dados dos clientes ao mercado como um todo, logo, é esperado o crescimento dos volumes de transações entre instituições, que deve exigir forte investimento em tecnologia nas IF's. “No modo geral, o Open Banking será essencial e muito importante para que o SFN alcance um nível global maior de competição que a economia nacional demandará no futuro próximo”, conclui.



Universidade Cidade de São Paulo – Unicid 

www.unicid.edu.br e conheça o Nosso Jeito de Ensinar

 

 

Mudança em rótulos dos alimentos beneficia brasileiros, diz PROTESTE

Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou as novas regras de rotulagem


A diretoria colegiada da Anvisa aprovou norma sobre rotulagem nutricional de alimentos embalados, que envolve a declaração de nutrientes, uso de rotulagem nutricional frontal e alegações nutricionais. De acordo com a coordenadora do Centro de Competência de Alimentação e Saúde da PROTESTE, Pryscilla Casagrande, essa mudança na legislação é de grande importância aos consumidores, visto que as regras vigentes foram criadas há quase 20 anos. Além disso, destaca Pryscilla, a tabela nutricional não é de fácil entendimento para a população.

"Fazer a mudança é um grande avanço, especialmente porque precisamos considerar que, aproximadamente 50% da população brasileira está acima do peso. Destes cerca de 15% são obesos; além disso, 25% possui hipertensão e 7% diabetes, o que faz o país ocupar o 4º lugar do mundo em número de diabéticos", destaca.

"Todas essas doenças estão relacionadas diretamente à alimentação e são problemas de saúde pública. Sendo assim, o Brasil realmente precisava reagir a esse cenário, já que os números só crescem. Levar a informação até as pessoas de forma clara e com mais fácil entendimento é um importante caminho!", complementa a coordenadora.

A principal novidade é que os alimentos deverão indicar na frente da embalagem o alto teor de três nutrientes: açúcares adicionados, gorduras saturadas e sódio. Assim, o consumidor poderá identificar mais facilmente alimentos com nutrientes que, em excesso, fazem mal à saúde.

São várias as mudanças . Confira algumas delas:

• Novos modelos de rotulagem nutricional frontal;

• A tabela nutricional passa a ter apenas letras pretas e fundo branco. O objetivo é afastar a possibilidade de uso de contrastes que atrapalhem na legibilidade das informações.

• Passa a ser obrigatória a identificação de açúcares totais e adicionais e a declaração do valor energético e nutricional por 100 g ou 100 ml, bem como o número de porções por embalagem. A ideia é que o consumidor possa comparar melhor os produtos.

• A maltodextrina foi mantida e foram incluídos o "melado, rapadura, caldo de cana" como exemplos de açúcares adicionados. Todavia, os "açúcares naturalmente presentes nos leites e derivados" e em "sucos integrais, em sucos reconstituídos e em sucos concentrados" foram considerados como exceção para açúcares adicionados;

• A tabela deverá ficar, em regra, próxima da lista de ingredientes e em superfície contínua, não sendo aceitas quebras. Ela não poderá ser apresentada em áreas encobertas, locais deformados ou regiões de difícil visualização. A exceção são os produtos com área de rotulagem inferior a 100 cm², em que a tabela poderá ser apresentada em áreas encobertas, desde que acessíveis;

• Inclusão de utensílios dosadores disponibilizados no alimento pelo fabricante como medida caseira;

• Modificação da forma de expressar valores não significativos;

• Apenas 1 tabela para limites de açúcares adicionados, gorduras saturadas e sódio.


Empresas têm até quatro anos para se adequar à norma de rotulagem

A norma entra em vigor somente dois anos após a sua publicação. Os produtos que estiverem no mercado na data da entrada da norma em vigor terão, ainda, um prazo de adequação de um ano. No entanto, produtos destinados ao processamento industrial ou aos serviços de alimentação deverão estar adequados já a partir da entrada em vigor do regulamento.

Os alimentos fabricados por empresas de pequeno porte, como agricultores familiares e microempreendedores, possuem prazo de adequação maior, de dois anos, após a entrada em vigor da norma, totalizando quatro anos. Para as bebidas não alcoólicas em embalagens retornáveis, o prazo deve ser de três anos após a entrada em vigor da resolução.

Os produtos fabricados até o final do prazo de adequação poderão ser comercializados até o fim do seu prazo de validade.

 

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