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segunda-feira, 28 de junho de 2021

No mês do Meio Ambiente, professor destaca os impactos da ação humana no ecossistema

Franco Bonetti, coordenador dos cursos de Ciências Biológicas e Biomedicina do Centro Universitário Módulo, avalia como a ação humana está refletindo negativamente no ecossistema e orienta sobre como diminuir o impacto no meio ambiente

 

Inúmeras são as consequências advindas da ação humana, sejam elas no campo da ciência, tecnologia, do urbanismo ou da natureza. Atualmente, as ondas de calor intensa, chuvas carregadas e volumosas e ar seco são reflexos dessa intervenção no meio ambiente.

Professor e coordenador dos cursos de Ciências Biológicas e Biomedicina do Centro Universitário Módulo, instituição que integra a Cruzeiro do Sul Educacional, Franco Bonetti diz que as ações humanas podem influenciar drasticamente na variação das temperaturas. A queima de combustíveis é um exemplo. “Resulta na maior emissão de monóxido de carbono, e, consequentemente, impacta e contribui para o aumento da velocidade do aquecimento global. O desmatamento diminui a oxigenação do ar e o sequestro do gás carbônico da atmosfera, realizado pelas plantas”, complementa.

“A atuação humana proporciona alterações no meio ambiente e que, por consequência, afetam a vida de toda a população. Situações como a que vivemos neste momento, em que o inverno apresenta temperaturas semelhantes às do verão, ocasionam uma aceleração no ciclo de diferentes espécies, influenciando a quantidade de indivíduos de um ecossistema”, enfatiza Franco.

O especialista ainda exemplifica que os insetos em geral se reproduzem em climas mais quentes e, assim, diminuem a quantidade de indivíduos no inverno. “Com esta linearidade de temperatura elevada acima dos padrões médios, o número de insetos está aumentado, trazendo doenças que não são comuns de acontecerem com tanta incidência nas épocas mais frias do ano”.

De acordo com o docente, as alterações climáticas podem provocar transformações em diversos ecossistemas da Terra, como em florestas tropicais, geleiras dos polos e os recifes de corais, resultando em mais de 50% de destruição de espécies conhecidas. “Sem mencionar os danos que podem impactar diretamente a vida da espécie humana e como consequência seus hábitos alimentares e até mesmo na economia”, acrescenta.

Franco finaliza dando dicas para o cenário. “Uma medida relativamente eficaz poderia ser a substituição de árvores exóticas por outras de espécie nativas com a finalidade de manter o equilíbrio do ecossistema local”, conta. Ele ainda frisa orientações já são conhecidas por todos, entre outras: a diminuição da emissão de gás carbônico, por meio da utilização de transportes alternativos; a redução do uso indevido de água; evitar o consumo exagerado de energia; separar os lixos orgânicos e recicláveis; utilizar produtos ecológicos e biodegradáveis e não jogar lixos nas ruas.

 


Centro Universitário Módulo

www.modulo.edu.br 

 

Entenda a segurança por trás dos bancos digitais

Especialista em fintechs explica por que bancos digitais são tão seguros quanto os tradicionais


Eles tiveram, em maio deste ano, quase três vezes mais downloads que os bancos tradicionais, são mais práticos, têm taxas atrativas, mas ainda há quem duvide da segurança dos bancos digitais. Pesquisa recente mostrou que essa dúvida é o motivo pelo qual muita gente não se rendeu à praticidade dos digitais.

O que muitos não sabem é que a segurança é praticamente a mesma que a de um banco tradicional.

O administrador com foco em economia, banco digital e fintechs Marcelo Pereira afirma que não há diferença entre o sistema de segurança de um banco digital para um tradicional. “Todos seguem regras estabelecidas pelo Banco Central do Brasil e obedecem à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), sob risco de serem penalizados caso descumpram algum ponto previsto”, explica.

Segundo o especialista, o sistema é totalmente seguro, mesmo sendo utilizado pelos celulares ou pelos computadores. “Muitos têm medo de vazamento de dados, mas esse risco não existe, o dado só vai vazar se a própria pessoa passar suas informações fora do aplicativo ou fora da plataforma oficial da instituição”, afirma Pereira.

O administrador acrescenta que os sistemas estão evoluindo cada vez mais para evitar inclusive os ataques hackers.

82% das pessoas que não utilizam banco online
dizem que não confiam no formato

Depositphotos


Desconfiança


A dúvida sobre a segurança, segundo a pesquisa da MUV em parceria com a Power-Fi, agências de marketing e publicidade, é mais frequente entre o público das classes C, D e E. De acordo com o levantamento, 55% das pessoas entrevistadas (majoritariamente de baixa renda) disseram que não utilizam bancos pelo celular. Dentre os motivos, 82% apontaram que não confiam nesse formato.

Mesmo dentre os usuários de bancos digitais, muitos ainda têm receio de manter todo o seu dinheiro em uma conta digital e acabam também utilizando os bancos tradicionais para dividir suas economias entre eles.

Mas, segundo Marcelo Pereira, você pode sim manter todo o seu dinheiro somente em uma conta digital, que não há riscos de perdê-lo. “E mesmo que o banco venha a falir, por exemplo, seguindo as regras do Banco Central do Brasil, você conseguirá resgatar o valor guardado ali em uma outra instituição bancária que será indicada”, informa.

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ressarce o cliente em até R$ 250 mil em caso de falência do banco.


Como saber se uma conta digital é segura?


Caso haja dúvida quanto à segurança de uma conta digital, o especialista aconselha realizar pesquisas na internet sobre a reputação da empresa e conferir se ela tem cadastro no Bacen. “O Banco Central do Brasil possui uma relação de instituições em funcionamento no país. Esse é um indicativo de que a instituição é séria e segue as regras do mercado”, conclui.




Popularidade


Uma pesquisa do Bank of America, que acompanha dados da Apple Store e Google Play, revelou que em maio de 2021 os bancos digitais tiveram 20,880 milhões de downloads, uma alta de 2,3% em relação a abril.

Segundo o levantamento, entre os bancos tradicionais, os downloads totalizaram 7,451 milhões no mesmo mês, uma queda mensal de 8,7%.

 



Marcelo Pereira - administrador com foco em economia, banco digital e fintechs

 

Interconfiança: colhendo as maçãs proibidas e incumbindo nossos diamantes

Por quantas horas investimos nossas vidas nas escolas e nas universidades (para aqueles que, em um país com estruturas perversas de acesso à educação, possuem esse privilégio), absorvendo certos tipos de conhecimentos e desenvolvendo a inteligência acadêmica, para chegarmos na “hora H” de sermos funcionais, nos comunicarmos de maneira pífia e ineficaz, sem clareza para expressar, sem desvelo para ouvir, e sem sensibilidade para perceber os sinais do outro, a capacidade cognitiva.  

Uma existência autêntica e livre passa pela busca por conhecimento, que se obtêm através da proatividade, escolarização e educação. Gostaria de destacar o terceiro fator, pois sem este pouco adianta os dois primeiros. Parte importante da educação objetiva desenvolver a capacidade de obter a conexão humana através de respeito e cordialidade, “saber chegar e saber sair”, como a grande chave mestre para nos abrir grandes portas. As conexões humanas de maior qualidade são baseadas na manifestação do caráter, através da vazão genuína dos sentimentos e necessidades e inquisição dos mesmos proveniente dos outros. Organizações com diálogos sinceros e autênticos são as que despontam e de fato obtêm integridade. Engrandecem sua missão, transformando seus setores e o bem-estar coletivo.

A comunicação autêntica se baseia em empatia, não em posições e opiniões, e a base para tal é não ter como objeto focal convencer as pessoas de sua razão, mas sim explicar o porquê você pensa como pensa, e inquirir esta mesma atitude nos demais. Deste modo, os sábios, àqueles que já transitaram a independência e a interdependência, enxergam esse processo como oportunidade de expandir a consciência através da humildade de se curvar a uma boa retórica e percepção dos outrem. Nossos paradigmas e dos outros representam a visão parcial da realidade, no qual, sobrepondo-os, temos mais aproximação com mesma. Devemos partir do princípio de que os demais possuem conteúdo significante a aportar.

Na pré-história, os seres humanos necessitavam compartilhar informações relevantes sobre as condutas alheias por uma necessidade de segurança, ou seja, perceber em quem se podia conceder confiança. No mundo moderno essa cultura foi distorcida ao nível de vício, overdose, recheadas de julgamentos perversos e desrespeitosos à universalização e a diversidade, no qual chamamos de fofoca. Fofoca é o antídoto para projetarmos nossas sombras nos outros. Portanto, pessoas fracas focam a comunicação falando de pessoas; pessoas interessantes falam de coisas; pessoas imprescindíveis dialogam sobre ideias, ou seja, focam em proatividade, criatividade e propósito de realizar, permitindo uma existência em uma frequência mais elevada para construir uma realidade melhor. Estes não vieram de passagem, vivem com altivez e deixarão legados.  

Muito embora as diferenças culturais humanas formam personalidades e caráteres cujo maior valor é a identificação com o ego e a construção e preservação da identidade, nitidamente existe uma unidade universal humana que nos conecta, pois no fundo somos os mesmos, na busca por segurança, amparo, satisfação, validação e significado. Esta sobreposição significa a universalização e os propósitos comuns que nos conectam, sendo estes o ponto de partida de qualquer processo de comunicação purificada.

Existem sim diferentes programações mentais. Ao ver um belo hotel em Nova York, provavelmente eu pese: “quero me hospedar aqui”; talvez Donald Trump pense: “quero comprar esse empreendimento”. Propósitos comuns representam o pré-requisito de uma comunicação de alto nível, caso contrário, estamos diante de conflitos de interesses, onde o foco está na consciência de que muitas escolhas representam uma perda, e de que a condição não escolhida tende a ser posteriormente percebida com valor superestimado, pois, como não se está vivendo esta, também não estamos vivendo suas dores e sombras. Em organizações, necessariamente estamos tratando de propósitos comuns. Essa é a base.

Expectativas claras, o que esperas de mim e eu espero de você, formam o outro alicerce primário da edificação do diálogo. Muitas vezes, em abordagens imaturas, esse princípio representa uma barreira de comunicação, devido ao receio de ser julgado por dispor a outros responsabilidades que no fundo podem gerar desconforto e desidentificação, deixando com que tais expectativas se mantenham na dimensão implícita e oculta, sendo assim a gênese de conflitos disfuncionais e confrontos. Diga-se de passagem, conflitos são produtivos e funcionais em indivíduos maduros. Se lançamos mão do diálogo sincero, deveras descobrimos as sobreposições e proximidades, ou a distância entre as ideias e os paradigmas; nos deparamos com a realidade concreta, caixa preta muitas vezes ocultada e deixada de lado, gerando os tabus de comunicação que apequenam a vida. 

A origem da palavra sincera, do latim, significa “sem cera”, ou seja, sem maquiagem, sem máscara. A referida cera significa a personalidade, o personagem que escarnamos no palco social da vida em busca de enquadramento, validação, reconhecimento e projeção. O diálogo sincero se desprende da persona e migra ao caráter e ao coração, assim gerando marca de percepção e inquisição da confiança e humanidade. Empatia genuína não provém da mente, pois ela automaticamente tende a realizar julgamentos. Sim provém da essência, do coração. Cooperação e interconfiança partem da integridade e das intenções positivas perante o propósito comum; da expressão clara de nossos sentimentos, desejos e necessidades perante estes, o alinhamento entre o que sentimos e pensamos com a forma como agimos. 

Na época do homo sapiens primordial, dentro da sua caverna, este primitivo, que já dominava o fogo, quando estava assando sua caça, ao se deparam com outro indivíduo desconhecido adentrando “seu” espaço, necessitava rapidamente concluir: “este veio me exterminar e roubar meu alimento, ou veio com a intensão de agregar sua caça e partilhar? ”. Esta necessidade e capacidade de percepção foi vital na evolução humana. Desafortunadamente, até hoje, parte dos indivíduos adentram nossas cavernas com intensões perversas, por isso, partimos do princípio da desconfiança, e a confiança deve ser conquistada, não clamada. A Inter confiança moderna se depara, além da preservação da vida e da “caça”, com a proteção da nossa identidade e ego. 

A humanidade necessita mais do que nunca da sobreposição desta crença ou fato limitante. Quando indivíduos ou organizações com propósitos comuns e competências complementares se conectam em cooperação, oportunizamos criar e dispor de soluções integradas que com uma abordagem mais ampla e holística perante os anseios da sociedade e do público, gerando maior capacidade de expandir o espectro de análise e tratativas perante os elementos interligados de um mesmo sistema, gerando maior nível de valor pela capacidade de desenlace perante questões que os mesmos sozinhos não o alcançariam. Organizações independentes, ao se tornarem interdependentes, se possibilitam sim a revolução. Este processo de cooperação e sinergia sobrevém da Inter confiança, precedida pela marca de integridade e ética das organizações, feitas pelos seus indivíduos, logo, de agentes com perícia a conduzir a negociação ganha-ganha e empática. Você guarda meus diamantes, enquanto eu guardo os seus? O intrépido revolucionário necessita de coragem e honra!

Os tabus de comunicação se definem como os temas nos quais necessitamos muita ousadia para se dizer o essencial. Esses assuntos geralmente representam as raízes das problemáticas, que tocam em pontos sensíveis relativos à moralidade e atitudes que pessoas tomam baseadas em baixa Inter confiança, conflitos e confrontos mau resolvidos, ou medo de ocasioná-los; ademais, egos, vaidades, rancores, ou até mesmo o medo de transcender e se deparar com suas próprias sombras. Assim, ficamos tratando as superfícies e as arestas, ignorando e ocultando o que realmente é profundo e importante. Preferimos viver em devaneios ou ilusões do que nos depararmos e tratarmos com a realidade. A consciência dessas toxidades ocultas são o primeiro passo para curá-las. Um clássico tabu de comunicação em organizações é: “porque fulano não se comunica e coopera com ciclano? ”. O líder que se omite de colocar as cartas na mesa e estabelecer a comunicação autêntica, neste caso, através do estilo afiliativo, está enganando a si mesmo e a organização. Em vez disso, a atmosfera se contamina com ruídos e indiretas confusas que se dissipam com o vento.

O papel da liderança, neste caso, é promover a reunião (unir de novo), através de uma abordagem de diálogo sob estilo afiliativo, pois isto está dentro do círculo de influência do tutor; do contrário, é omissão, que paga o preço de uma jornada com marcas de desatino, e uma equipe com sinais de cisão contra cultural e producente. Para tal abordagem, necessita-se a autoridade do líder, sob a posição de integridade de ele mesmo não se encontrar em condição de tabus de comunicação com cisões interpessoais, para que os liderados assim não o pensem “você se diz ferreiro, mas assa com espeto de pau”.

O diálogo sincero e bem-intencionado baseado em retórica é um valor absoluto na organização sistêmica inteligente. A alegação de ingerência, “isso não é do seu departamento”, é outra forma de tabu de comunicação covarde, uma “muleta”, abordagem absolutamente reducionista que visa ocultar a incapacidade de retórica, afiliativa e de estimular visão de processo e pertencimento. Departamentos são elementos inter-relacionados com o mesmo propósito: conduzir a organização a atender as necessidades e desejos do público-alvo. Quem não enxerga dessa forma está trabalhando para si, não para o propósito.   

Um dos pontos mais importantes na comunicação humana é de que o ângulo de percepção que temos de nós mesmo e dos outros é distinto, invertido. Em nós, conhecemos as intenções, mas não temos clareza de como nossas ações são percebidas pelos outros, se estão em sincronia com os intentos. “Essa não era minha intenção”. Do contrário, nos outros, percebemos claramente as ações, porém, de forma limitada as reais intenções. Portanto, as inferências são geralmente errôneas, e por este princípio se reforça a valia da cultura de comunicação autêntica. Quanto mais explícitos temos a possibilidade de ser, tampouco necessitamos inferir o que há por trás das palavras, e mais confiança e produtividade é gerado na relação. Quanto mais implícito, maior a margem de insegurança perante a tendência que existe nas pessoas de inferir intensões perversas no outro. Como comentado anteriormente, o ponto de partida é a desconfiança, até a conquista da confiança, que somente se obtêm de forma plena através da integridade.

 


Gustavo Velasquez da Veiga - Engenheiro Agrônomo formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, possui MBA em Gestão Comercial pela FGV e MBA em Gestão de Negócios pela ESALQ/USP. Desenvolveu sua carreira no setor de horticultura com relevante êxito nos elos de Distribuição, Representação Comercial, e atua na área de Marketing Estratégico. Gerente de Produtos e Coordenador Global de Produtos em uma multinacional japonesa do mercado de sementes de hortaliças. Há muito, um pensador e estudioso fascinado pela área comercial e as interações humanas que compõem as organizações e sua interação com o universo.

 

Retirar plantas de locais pode render detenção ou multa

Professora de Direito Ambiental do Mackenzie explica que o ato de arrancar plantas de locais públicos ou privados, apesar de não ser grave, pode ser enquadrado como crime


Não é raro que durante um passeio pela rua ou num jardim, as pessoas encontrem plantas, flores ou mudas e decidam arrancá-las de seu canteiro como forma de admiração ou até mesmo para presentear alguém com um pequeno gesto simbólico. Entretanto, apesar do ato ser aparentemente inofensivo, pode render algumas punições perante a justiça.

Em novembro de 2021, na região metropolitana de Sorocaba, repercutiu o caso de Gabriel Vieira da Cruz, um idoso de 79 anos que durante uma caminhada pela manhã, se encantou ao ver as flores do canteiro em frente a um comércio da região. O senhor acabou por pegar a muda e em seguida, foi repreendido pelos donos das plantas que o acusaram de roubo. O caso se espalhou pela cidade e posteriormente, Gabriel foi presenteado com dezenas de flores em sua casa.

A história não rendeu nenhum problema jurídico para o senhor, mas conforme explica a professora de Direito Ambiental do Centro de Ciências e Tecnologia (CCT) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) em Campinas, Márcia Brandão Carneiro, a Lei 9605/98, conhecida como lei de crimes ambientais, prevê sanções penais e administrativas para condutas que lesam o meio ambiente, como a do simples hábito de pegar plantas seja num local público ou privado.

A professora diz que caso o infrator seja pego durante o ato, não há nenhum agravamento, mas pode haver algumas punições. "O artigo 49 da referida lei afirma que destruir, danificar, lesar ou maltratar, por qualquer modo ou meio, plantas de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade alheia pode render detenção de três meses a um ano e/ou multa. No caso em que não tenha havido intenção de provocar o dano (conduta culposa), a pena é de um a seis meses ou multa.", explica.

No entanto, segundo a especialista trata-se de um crime de menor potencial ofensivo, ou seja, a pena não excede dois anos conforme a lei 9.099/95. Sobretudo, o decorrer do caso dependerá de como o juiz interpretará a infração cometida. A ação seguirá no Juizado Especial e poderá ser transformada em multa ou outro tipo de prestação. Neste caso, o processo será arquivado e a pessoa poderá perder o direito de se valer deste Juizado por cinco anos. A professora ressalta que "não gera reincidência, mas em caso de nova prática, a pessoa poderá responder pelo novo crime e pelo anterior".

Márcia Carneiro acrescenta ainda que o fato da planta estar num local não privatizado, não lhe torna um bem público que possa ser retirado. "Muitas pessoas imaginam que o que é público possa ser apropriado por qualquer um, por isso, é muito comum, ao reclamar com alguém que subtrai uma planta de uma praça, por exemplo, ouvir como resposta: mas isso não é de ninguém. É público! Acontece que o ‘dono’ é a instituição (Prefeitura, Estado), que realizou o plantio e a conservação da área.", afirma.

Para que serve a filosofia?

Nos primeiros dias cinzentos, chuvosos (felizmente), o silêncio urbano denotando que março de 2021 começou imitando março de 2020 sob um decreto estadual determinando o fechamento de estabelecimentos comerciais e de serviços, as crianças entristecidas sem poderem voltar à escola e mal compreendendo o que está havendo com o mundo, uma sensação de desânimo e cansaço mental se abate sobre parte da população.

A esperança de vencer a guerra contra um inimigo perigoso (o coronavírus) repousa em um exército composto de duas armas apenas: a vacina (disponível ainda em pequenas quantidades diante dos 7,8 bilhões de habitantes do planeta) e o comportamento pessoal em cuidados e práticas defensivas.

Foi nesse cenário que comecei a ler o livro A História da Filosofia, de William James Durant (1885-1981), ou simplesmente Will Durant, nome que adotou em sua vida pública de filósofo, escritor e historiador. Não confundir com o também famoso filósofo e psicólogo William James (1842-1910), ambos nascidos nos Estados Unidos.

O livro é um combustível para o intelecto, um bálsamo para a alma, na tentativa de compreender a vida humana. Por que estamos aqui? Afinal, qual o propósito de tudo isso? No livro, Will Durant trata da questão “para que serve a filosofia?”. Na década de 1920, surgiu a polêmica movida pela acusação de que a filosofia contemporânea havia saído de moda porque deixara de pertencer aos problemas do povo.

Isso incomodou profundamente Will Durant e ele tentou trazer a filosofia para o homem comum. Pesquisador e autor fértil, Durant escreveu mais de 20 livros robustos. Além desse que citei, e estou lendo, foi autor de As Mansões da Filosofia e, com a ajuda da esposa, escreveu História da Civilização, obra gigante de 11 volumes.

Ao trazer a filosofia para os problemas do cotidiano do ser humano, Durant fez um esforço intelectual para melhorar a compreensão sobre as crenças e o comportamento dos humanos. Um de seus aforismas, na verdade um princípio de relacionamento, era que cada um deve se esforçar para perdoar as fraquezas e teimosias de seu semelhante.

Desde a descoberta pelos gregos que a razão era poderoso instrumento para o conhecimento sobre o homem e a natureza, o uso dela (a razão) começou a ser organizado pelo domínio da linguagem, dos números, dos símbolos e das operações intelectivas. Já com Aristóteles (384-322 a.C.), o animal homem começou a organizar o pensamento, a expressão verbal e a lógica matemática.

No fundo, a ciência bebeu nos ensinamentos iniciados pela filosofia, palavra que significa “amor ao saber”. Mas a ciência, ao se tornar um conjunto de procedimentos e operações para o estudo, a pesquisa, o experimento e o conhecimento da verdade, adquiriu voo próprio e, para alguns, pareceu ter jogado a filosofia para segundo plano. Muitos até hoje acreditam que tudo se resume à ciência.

Will Durant alertou para não vermos na ciência a solução para tudo. “Observar processos e construir meios é ciência; criticar e coordenar fins é filosofia”, dizia ele. A ciência pode nos dizer “como” fazer tal coisa, mas não responde se “devemos fazer”. Por exemplo, os cientistas podem desenvolver meios para clonar seres humanos, mas não são eles que devem decidir se devemos ou não devemos clonar. “A ciência nos dá conhecimento, mas só a filosofia nos dá sabedoria”, disse mais adiante Will Durant.

André Comte-Sponville (1952-), filósofo francês, enriqueceu a compreensão desse problema com sua obra sobre os limites e a distinção das ordens. Ele fez a melhor organização das ordens (no sentido de área de domínio e princípios), dividindo-as em quatro: (a) a ordem técnico-científica; (b) a ordem jurídico-política; (c) a ordem da moral; (d) a ordem da ética, ou do amor. Para quem crê em Deus, pode haver uma quinta: a ordem divina.

Edmund Husserl (1859-1938), grande filósofo alemão, queria que filosofia se dedicasse a fazer estudos sobre a possibilidade do conhecimento científico, os fundamentos e os métodos da ciência, quando começavam, no início do século 20, as críticas apontando defeitos no método científico. No processo de investigação, as ciências não seriam portadoras de princípios e métodos totalmente certos, seguros e infalíveis, além de amiúde cometer farsas e fraudes.

Contra a Aos Fatos, não há argumentos, somente a mordaça do Executivo

A ciência produziu e produz maravilhas, e a vida se tornou muito melhor por obra das descobertas científicas e da tecnologia. Mas, a ciência progride somente mediante o confronto de hipóteses, por isso, é a contestação e a busca de novos conhecimentos que movem o progresso científico. Este, para existir, depende de ser posto à prova o tempo todo. Uma verdade que ninguém pode contestar ou confrontar não é ciência, é dogma, é fanatismo. A filosofia é a ciência da contestação e das perguntas.

 


José Pio Martins - economista, é reitor da Universidade Positivo


Inadimplência das micro e pequenas empresas cai 0,4% em maio, revela Serasa Experian

Queda foi alavancada pelo setor de Comércio, embora todos os segmentos tenham marcado retração


A inadimplência das micro e pequenas empresas caiu 0,4% em maio deste ano na comparação com o mês anterior, o que significa 5,45 milhões de MPEs nessa situação. Após quatro aumentos consecutivos o índice revelou a primeira retração de 2021. Em relação ao setores, todos tiveram leve melhora, com destaque para o Comércio, que representa 40,8% do total de MPEs inadimplentes e teve baixa de 0,5%. Confira dados completos nos gráficos abaixo.


De acordo com o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, a expansão é reflexo do relaxamento das medidas de restrição perante a pandemia. “Em maio tivemos uma flexibilização maior para as empresas, principalmente sobre o horário de funcionamento permitido. Com esse contexto os donos de negócios puderam aliviar um pouco mais o fluxo de caixa e honrar com seus compromissos financeiros”.

O comparativo entre as regiões brasileiras revelou a melhora da inadimplência em todo país, exceto para o Centro-Oeste, que se manteve estável. Em ordem crescente: Sudeste (-0,6%), Nordeste (-0,3%), Norte e Sul (-0,2%).


Inadimplência marca queda em todos os portes


Ainda no mês a mês, a análise que considera todos os portes registrou 5,92 milhões de empresas inadimplentes em maio de 2021, uma queda de 0,3% ante abril, quando foram identificadas 5,93 milhões. Dentro do acumulado de empresas o setor de Serviços se manteve estável perante o mês anterior, com a maior representatividade no total de inadimplentes. Para o Comércio o cenário mostra uma leve queda impulsionada pelas MPEs. Veja a representatividade dos setores no gráfico abaixo.

 



Serasa Experian

www.serasaexperian.com.br


A indústria da moda caminha para o on demand, mas está atrasada

Muito tem se falado sobre empresas adotando medidas ESG - sigla em inglês para environmental, social and governance (ambiental, social e governança corporativa, no português), mas na indústria da moda a pauta é urgente há muito tempo. Não é à toa que o segmento é um dos mais poluentes do mundo e sua lógica de produção não condiz com o consumo. 

Os dados do Overproduction: Taboo in Fashion mostram que 30% das roupas produzidas nunca são vendidas e outro terço só sai das lojas com desconto. Já os números da americana Printful mostram que 1 em cada 5 peças de roupas produzidas são descartadas sem nunca serem usadas. Essa conta sai cara para o meio ambiente: são mais de 12,8 mil toneladas de roupas enviadas para aterros sanitários anualmente. Também são produzidos, anualmente, 92 milhões de toneladas de resíduos sólidos com 98 milhões de toneladas de recursos naturais. Por falar em recursos naturais, somente para produzir um par de calças jeans são utilizados 7 mil litros de água - o suficiente para uma pessoa beber durante 6 anos. 

Considerando que estamos lidando com o desperdício de recursos escassos, produção desnecessária de resíduos, uma agenda cada vez mais pautada pela sustentabilidade e uma geração que prioriza marcas sustentáveis - 42% da geração Z prefere empresas com essas práticas e 38% deixaria de comprar produtos de marcas que tenham má influência no meio ambiente segundo a pesquisa Millenium Survey - as grandes marcas do varejo começaram a olhar com um pouco mais de atenção para a pauta. 

Algumas empresas de produção em massa passaram a usar materiais mais sustentáveis e até testar o modelo on demand - ou seja, produzir somente o que for comprado - em um de seus milhares centros de produção, mas estão atrasadas. As iniciativas, embora plausíveis, não resolvem, nem de longe, o tamanho do problema. A maioria tem tentado se posicionar como sustentável com iniciativas pontuais e nomes bonitos às suas iniciativas ao invés de realmente mudar como produzir de forma perene.

Já existem uma série de tecnologias e soluções que colaboram com a mudança dessa lógica, mas há um desafio de mudar não só o mindset das pessoas para o consumo, mas principalmente das empresas para produção. O que não é interessante para as grandes produtoras em massa no momento e incentivadoras do modelo fast fashion ou moda rápida. 

No entanto, se a lógica de produção não mudar, a conta vai pesar (ainda mais) não só para o meio ambiente, como no bolso dessas empresas, que terão que lidar com custos cada vez maiores para materiais e energia, uma vez que os recursos são escassos. É justamente o que mostrou uma projeção da Pulse of the Fashion Industry: as marcas de moda vão ver uma redução de pelo menos US$ 52 bilhões em toda a indústria até 2030 se continuarem com esse modelo. 

Enquanto as grandes marcas estão testando de maneira pontual meios de serem um pouco mais sustentáveis, elas seguem utilizando recursos escassos, produzindo mais do que é consumido e gerando cada vez mais resíduos. Infelizmente, o meio ambiente está sem tempo para o lento despertar da consciência sustentável da indústria da moda. 


 

Fábio Zausner - fundador e CEO da Tudu, uma retailtech que nasceu com a proposta de vender roupas e produtos somente sob demanda.


Visto americano EB-5 volta para o patamar de 500 mil dólares

Corte Federal revoga Lei que aumentou a quantia mínima para 900 mil dólares. Valores antigos da modalidade que dá direto ao Green Card já estão em vigor


A partir de hoje, dia 23 de junho, até a data da apelação (se de fato houver esse procedimento), os valores do visto EB-5 voltam respectivamente para os 500 mil dólares para projetos indiretos e 900 mil para os diretos. A novidade, que promete trazer bastante movimentação para quem opera neste mercado, já está em vigor desde a última terça-feira.

Daniel Toledo, advogado especialista em Direito Internacional, fundador da Toledo e Advogados Associados e sócio da LeeToledo LLC, escritório de advocacia especializado em Direito Internacional com unidades no Brasil e Estados Unidos, destaca que as informações foram divulgadas pelo portal EB5 Investors, site americano que concentra todas as informações sobre essa modalidade de visto.

O conteúdo divulgado no portal explica sobre a decisão do Tribunal Distrital dos Estados Unidos, para o Distrito Norte da Califórnia. “A decisão aponta que o ex-secretário de Segurança Interna em exercício, Kevin McAleenan, não estava servindo adequadamente em seu cargo quando ele promulgou a Regra Final de Modernização EB-5 e, consequentemente, determinou que, os novos regulamentos que entraram em vigor em 21 de novembro de 2019 devem ser imediatamente anulados”, explica o advogado.

A juíza Jacqueline Scott Corley também determinou que a ratificação da regra final de modernização do visto EB-5, pelo atual Secretário de Segurança Interna Alejandro Mayorkas em março de 2021, não curou o defeito decorrente da nomeação indevida de McAleenan.

Segundo Toledo, é possível que o USCIS apele da decisão para o Tribunal de Recursos do 9º Circuito. “Também é provável que o secretário Mayorkas irá agora tentar finalizar a regra de modernização EB-5, mas até então, os antigos valores de investimento mínimo (US$ 500 mil em um projeto indireto e US$ 1 milhão em um direto) e padrões de área de emprego alvo voltem ao período anterior a novembro de 2019”, estima.

Toledo recomenda aos interessados que buscam esse tipo de investimento a iniciarem o quanto antes o processo de aplicação, para que possam aproveitar desse benefício. “O ideal é aproveitar o período antes da apelação. Se isso ocorrer, obviamente a decisão será suspensa até o parecer final e então os valores irão regredir de forma definitiva”, alerta o especialista.

Todos os tramites que ficarão pendentes para a validade da lei serão supridos, mas não só a questão do DHS como os pontos que embasaram a anulação dessa decisão serão cumpridas e a partir de então, o valor mínimo voltará a 900 mil dólares.

Quem já está com o processo protocolado não muda em absolutamente nada. “Os processos irão continuar do mesmo jeito, independentemente do valor que foi pago pelo investimento do EB-5”, conclui.

 


Daniel Toledo - advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo LLC. Para mais informações, acesse: http://www.toledoeassociados.com.br.  Toledo também possui um canal no YouTube com quase 110 mil seguidores https://www.youtube.com/danieltoledoeassociados com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB São Paulo e Membro da Comissão de Direito Internacional da OAB Santos.

 


Toledo e Advogados Associados

http://www.toledoeassociados.com.br

 

5 dicas para planejar o fluxo de caixa com antecipação de recebíveis


No momento atual é imprescindível manter em alta a atenção e a vigilância constante junto ao seu fluxo de caixa. Principalmente, no cenário incerto e de crise econômica que estamos atravessando. A área financeira recebe solicitações diversas, de análise de cenários e projeções, sem esquecer dos pedidos de novas despesas para aprovação, afinal o negócio não para. Projetando o futuro, a primeira expressão que vem à mente é “como está o nosso fluxo de caixa?”.

O fluxo de caixa determina a autonomia de um negócio e conduz o seu caminho.

Aí entram as ferramentas de gestão, que oferecem informações de operações financeiras como antecipações de recebíveis, que são normalmente usadas para cobrir necessidades pontuais de caixa.

Independente do volume, uma operação não pode navegar sem direção ou sem referência, por isso investir em ferramentas de gestão e análise de fluxo de caixa podem ser diferenciais na inteligência estratégica do seu empreendimento, que assim como a administração de uma empresa, protege e cuida da saúde do negócio.

Destacamos as cinco principais vantagens quando o assunto é antecipação de recebíveis para o financeiro da sua empresa. Confira:

1 – Mais dinheiro em caixa – Receber com antecedência vendas realizadas via cartões com previsão de recebimento futuro é uma prática para manter dinheiro em caixa para eventuais necessidades. Independente da urgência ou imprevisto, é possível utilizar os valores que já pertencem à empresa, mas que ainda não estão disponíveis.

2 – Agilidade – Com as operações automáticas, você não perde tempo e nem dinheiro.

3 – Evite empréstimos e financiamentos – Outra vantagem para a empresa ao usar antecipação de recebíveis, é a possibilidade de realizar operações, dispensando a necessidade de recorrer aos empréstimos e financiamentos, sem comprometer o orçamento e ainda ficar livre das altas taxas de juros.

4 - Maior poder de negociação entre clientes e fornecedores - a antecipação de recebíveis também permite que a empresa consiga negociar com seus fornecedores com mais facilidade, pois proporciona mais liquidez.

5 – Menores Taxas – Uma modalidade de negócio mais vantajosa, uma vez que as taxas de antecipação de recebíveis são mínimas em comparação com os empréstimos de mercado.

Por oferecer todos esses benefícios concluímos que a antecipação de recebíveis é uma alternativa que pode ajudar qualquer empresa a alavancar seus negócios, sem ter que recorrer a financiamentos e outras opções de crédito que, no final das contas, acabam gerando desencaixe financeiro e dor de cabeça para quem gerencia.

E agora, está mais claro a opção de antecipação de recebíveis como alternativa para a sua empresa?

 

Claudio Dias - formado em Matemática na FMU e Gestão Empresarial na FGV, acumula mais de 30 anos de experiência na área de tecnologia e inovação. Foi fundador da Gopay, e atualmente é Cofundador e sócio da Joinkey  e CEO da Pagolivre, empresa especializada em meios de pagamento e recorrência.

 

5 passos para tornar a sua loja relevante nos resultados de pesquisa do Google

A internet se tornou o local onde as pessoas passam a maior parte do dia. É por meio dela que muitos trabalham, estudam, pesquisam, assistem a filmes, escutam música, se comunicam com amigos e familiares e, o mais importante para quem vende online, compram. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Internet Live Stats, o Google processa mais de 3,5 bilhões de pesquisas por dia, o que equivale a cerca de 1,2 trilhão por ano em todo o mundo. Além disso, o Google é o mecanismo de pesquisa mais utilizado pelo mercado e representa uma fatia de 92,51%, segundo a StatConter GlobalStats. 

Exatamente por conta do grande número de pessoas que recorrem ao mecanismo de pesquisa quando precisam comprar alguma coisa, é essencial que, quem vende online, esteja bem colocado e relevante, afinal, de acordo com dados do próprio Google, 75% dos usuários que fazem uma pesquisa não passam da primeira página. 

Pensando em ajudar quem deseja tornar a sua loja virtual mais relevante nos resultados de pesquisa e, automaticamente, conquistar mais clientes, a Gofind, primeiro localizador de produtos omnichannel do Brasil, lista cinco passos.


Google Meu Negócio

O Google Meu Negócio é uma ferramenta gratuita que permite que empreendedores criem e promovam o perfil do seu próprio negócio e site na busca do Google e no Google Maps. Ao utilizar a plataforma, é possível interagir com clientes, manter suas informações atualizadas, publicar fotos, ofertas e promoções. Quanto mais o perfil do seu negócio for atualizado e receber notas e comentários dos clientes, mais relevante será. Além disso, o Google oferece cursos e treinamentos gratuitos para lojistas, por meio deste link


Palavras-chave

As famosas palavras-chave são essenciais, portanto, sempre certifique-se de descobrir quais são as mais importantes para o seu tipo de negócio e inclua-as nos textos e descrições. Uma boa maneira de fazer isso é por meio do Google Adwords, que possui um planejador de palavras-chave nativo que ajuda a descobrir os bons termos para utilizar. 


Imagens

Escolha com cuidado e valorize todas as imagens publicadas, mostrando o produto em diversos ângulos e utilizando a identidade visual da sua empresa. O consumidor precisa se sentir confiante para efetuar uma compra online e, quanto mais imagens e vídeos do item que ele deseja, maior a chance de venda. 


Tráfego de referência

O tráfego de referência é, basicamente, a citação da sua página em outros sites, ou seja, qualquer link para o seu site que esteja disponível em outras páginas da internet. Essa estratégia é importante e é um critério bem visto por mecanismos de pesquisa, além de ter o seu negócio citado em outros canais, o que demonstra autoridade para o usuário final. 


Velocidade de Carregamento

Quando um site é lento, pesado e a velocidade de carregamento é baixa, o Google costuma diminuir as chances de leads, afinal, ninguém gosta de sites com bugs e que ficam travando. Um site ágil e responsivo, tanto para computadores quanto para smartphones e tablets, garante que o usuário encontre a sua marca com mais facilidade e permaneça mais tempo navegando e conhecendo os seus produtos. 


28 de junho, Dia Internacional da Fenilcetonúria; mostra na Estação Luz destaca importância do teste do pezinho

Heitor, diagnosticado cedo com fenilcetonúria
ViaQuatro traz histórias pessoais sobre diagnósticos e tratamentos possíveis


Duas datas importantes marcam o mês de junho para quem tem doenças raras: é este o mês de conscientização sobre a importância do teste do pezinho e é o período em que se celebra o Dia Internacional da Fenilcetonúria, em 28 de junho. Por isso, o Instituto Vidas Raras, em parceria com a ViaQuatro, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela de metrô, organizou uma mostra para alertar sobre a importância do exame do pezinho em recém-nascidos. Vale lembrar que uma lei sancionada no início deste mês prevê que o SUS seja obrigado a oferecer o teste do pezinho ampliado.

A exposição conta com depoimentos de familiares de crianças que sofreram o impacto do diagnóstico tardio e daquelas que se beneficiaram com o exame realizado no período correto.

Lucélia Storary revela que o filho, Heitor, tem fenilcetonúria, doença detectada pelo teste básico, que exige dieta especial. Ele recebeu o diagnóstico aos 2 meses de vida e a família pôde prevenir as sequelas. A fenilcetonúria é uma doença metabólica, hereditária e rara, na qual os doentes são incapazes de processar fenilalanina, um constituinte das proteínas. Quando não tratada, pode provocar incapacidade intelectual e motora.

O teste do pezinho, que é simples e rápido de ser feito (basta uma pequena furadinha no calcanhar do recém-nascido para coleta de algumas gotas de sangue), detecta de forma precoce alterações que podem indicar doenças graves de nascença, algumas fatais. Por isso, a recomendação é que seja realizado entre o 3º e o 5º dia após o nascimento, possibilitando o início de um tratamento imediato.

Na versão básica, ele rastreia seis doenças. Já a opção ampliada inclui muitas outras, detectando até 53. "Toda criança tem direito à vida, a um diagnóstico precoce e a um tratamento adequado. Trabalhamos há anos nessa causa, informando e pleiteando mudanças para tornar o Teste do Pezinho Ampliado acessível não só a quem pode pagar por ele", ressalta Amira Awada, diretora vice-presidente do Instituto Vidas Raras. Ela afirma que muitas pessoas desconhecem a importância do teste e confundem o exame com o carimbo dos pés dos bebês que as maternidades fazem como identificação da criança e lembrança do nascimento.

"A exposição reforça a preocupação da concessionária em levar com frequência aos passageiros informações confiáveis sobre saúde, qualidade de vida e bem-estar, além de garantir um transporte seguro e confortável", diz Juliana Alcides, Gerente de Comunicação e Sustentabilidade da ViaQuatro.

Seguindo recomendações da Organização Mundial da Saúde para evitar aglomerações, a mostra está também disponível nas páginas oficiais da concessionária no Facebook e Instagram: (https://www.facebook.com/viaquatroSP e https://www.instagram.com/viaquatrosp/)

 

Cartaz alerta sobre o teste

Sobre o Instituto Vidas Raras:

Fundado em 2001 por pais de pacientes com Mucopolissacaridoses, o Instituto Vidas Raras (https://www.vidasraras.org.br) é uma organização social sem fins lucrativos de âmbito nacional, que visa promover os direitos constitucionais das pessoas com doenças raras. Desenvolve um trabalho de acompanhamento das pessoas acometidas por essas enfermidades e de suas famílias em todo o país. A entidade atua na orientação e conscientização da sociedade e de profissionais da saúde sobre doenças raras e assuntos relacionados. É a única ONG brasileira a ser representada no Segundo Encontro Global das Doenças Raras da ONU.



Serviço

Exposição "Teste do Pezinho, o exame que salva vidas" - Linha 4-Amarela

Estação Luz: até dia 30 de junho


O respeito à diversidade e o programa de compliance como mecanismo de combate ao sexismo na relação de trabalho

No mês de junho comemora-se em todo o mundo o orgulho LGBTQIA+. O mês não foi escolhido ao acaso, coincidindo com os protestos ocorridos em frente ao Stonewall Inn, um bar nova iorquino que na década de 60 era muito popular entre a comunidade LGBTQIA+. 

No 28 de junho de 1969, policiais invadiram o bar e prenderam vários frequentadores, em especial travestis e drag queens – ser gay era crime em vários estados americanos, inclusive em Nova Iorque. Os outros frequentadores se rebelaram, jogando objetos na polícia. Nos 5 dias seguintes à invasão, houve protestos na frente do Stonewall Inn, nascendo o mês e o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+. 

Em 24 de junho de 2016, o presidente Barack Obama transformou o bar Stonewall num monumento nacional, o primeiro monumento norte-americano destinado a homenagear as contribuições dos homossexuais aos Estados Unidos. 

Após 6 décadas dos protestos de Stonewall, cuja relevância histórica jamais poderá ser esquecida, o mês do Orgulho LGBTQIA+ ainda suscita a discussão de um grave problema contemporâneo: o combate ao sexismo, sobretudo nas relações de trabalho. 

O sexismo se traduz, em síntese, num conjunto de atos abusivos, discriminatórios e preconceituosos relacionados ao sexo, ao gênero ou à orientação sexual, os quais conduzem, invariavelmente,à construção de ambiente de trabalho deletério, ao rompimento dos programas de conformidade, à difusão do pensamento preconceituoso e de práticas discriminatórias e injuriosas, além da disparidade de oportunidades.  

Com o propósito de inibir as mais diversas formas de discriminação, entre as quais o sexismo, tanto a Declaração de Filadélfia (1944) quanto a Declaração Universal dos Direitos do Homem (1948) apontam que todos os seres humanos, seja qual for a raça, credo ou sexo, têm direito ao progresso material e desenvolvimento espiritual em liberdade e dignidade, em segurança econômica e com oportunidades iguais, sendo qualquer impedimento discriminatório que impeça o pleno desenvolvimento de cada ser humano. 

No Brasil, a Constituição Federal de 1988 tem como um dos seus pilares a proteção à dignidade da pessoa humana, e consagrou, expressamente,a obrigatoriedade da igualdade entre todos,em seus arts. 5º, I e XLI e 7º, XXX: 

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;

(...)

XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;

(...)

Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:

(...)

XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;

(...)

 

Na esfera das relações de trabalho, a Convenção nº 111 da Organização Internacional do Trabalho (proibição da discriminação) e o art. 373-A da CLT, repudiam a exclusão ou a preferência fundada em sexo, bem como a que tenha por efeito destruir ou alterar a igualdade de oportunidades ou tratamento em matéria de profissão ou emprego. 

Nessa medida, um programa de compliance bem definido se consubstancia em ferramenta corporativa eficiente de promoção de uma cultura organizacional ética, transparente e eficiente, alinhada aos princípios, leis, controles internos e externos, capaz de auxiliar o combate à discriminação e exclusão no meio corporativo, inclusive quanto à divisão sexual do trabalho ocasionada pela discriminação de sexo e gênero. 

Ocompliance trabalhista surge da necessária conscientização de que o capital humano é uma coluna de sustentação importante das corporações, sendo o desrespeito às normas trabalhistas um fator impactante na geração de passivos financeiros, além de prejudicar o ambiente laboral, a produtividade, a imagem e a reputação das empresas. 

É justamente no programa de conformidade que serão detalhadas as etapas para detecção, prevenção e correção de erros, tais como: 

(i)          um estudo de mapeamento;

(ii)         a construção de códigos internos;

(iii)       a elaboração de treinamentos;

(iv)       o estabelecimento de canais de apuração imparciais e anônimos;e

(v)        um sistema correto de aplicação de medidas disciplinares.

 

A ausência de tratamento das ocorrências discriminatórias pode maximizara responsabilidade do empregador e extrapolara esfera patrimonial das ações trabalhistas individuais, ensejando fiscalizações trabalhistas e eventuais ações coletivas, se verificadas reiteradas irregularidades que justifiquem o cumprimento forçado da legislação e a recomposição monetária do dano à sociedade. 

Estes são sinais contundentes da importância de um programa de conformidade bem estruturado, que enaltece o respeito às pessoas, à pluralidade e às individualidades, à conformidade jurídica e social, colaborando para a construção de uma sociedade de bem-estar, materialmente igualitária e humana, e que posiciona o indivíduo com um fim em si mesmo.

 


Alan Dantas - especialista em relações do trabalho. Sócio do Barreto, Lamussi, Nunes Advogados.


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