Pesquisar no Blog

sexta-feira, 28 de maio de 2021

8 em cada 10 empresas disseram que a demanda por dados aumentou durante a pandemia, revela Experian

 

Pesquisa global mostrou que apesar da crescente necessidade de dados como apoio ao negócio, um terço dos entrevistados ainda enfrenta a má qualidade das informações capturadas; companhias nacionais são as que mais apostam no uso da tecnologia para o bem da sociedade

A Pesquisa Global de Gestão de Dados, realizada pela Experian nos Estados Unidos, Reino Unido e Brasil, revelou que a demanda por dados aumentou durante a pandemia de Covid-19. Localmente, 83% dos participantes fizeram essa afirmação – sendo que 48% observaram este aumento e conseguiram endereçá-lo, enquanto 35% enfrentaram dificuldades para atender à necessidade. A média global é de 84%. Este movimento, impulsionado pela mudança no comportamento dos consumidores – que priorizaram compras e outras experiências online –, fez com que os negócios também se tornassem mais dependentes dos dados. O Brasil se destaca nesta questão, veja abaixo:


O diretor de Decision Analytics da Serasa Experian, Julio Guedes, conta que, “a pandemia tem sido um catalisador para a esperada transformação digital. As empresas precisam se mover ainda mais rapidamente para atender às necessidades em constante mudança dos clientes, e os líderes sabem que a tomada de decisões com base em dados é a chave para evoluir da maneira certa”.

Apesar da maior dependência e da necessidade de insights confiáveis para a tomada de decisão, os negócios ainda enfrentam dificuldades com a qualidade das informações capturadas de consumidores e empresas. O relatório aponta que 32% das companhias no mundo dizem que esses dados são imprecisos e que 55% dos líderes não confiam nas respostas. Por conta disso, mais da metade dos participantes afirmam que melhorar a qualidade é uma prioridade – no Brasil, o número de respondentes chega a 62% nesta questão. Outra falha causada pela falta de segurança nos insights é a falta de agilidade: 54% dos respondentes brasileiros admitiram este problema, o que acabou impactando a resposta às mudanças geradas pela pandemia de Covid-19. O Reino Unido foi o mais afetado, uma vez que 64% fizeram esta afirmação; Estados Unidos tiveram 62% concordam, mesmo número da média global.

Para aprimorar esta frente, o relatório indica alguns caminhos tomados pelas empresas. A maior parte delas afirma ter um problema com falta de habilidade dos profissionais para lerem os dados (62% no mundo e 59% no Brasil). Por isso, 8 em cada dez dizem estar contratando pessoas para funções dedicadas aos dados nos próximos seis meses, pela média global. Outro ponto de melhoria sinalizado no relatório é a oferta de mais tecnologia para as equipes – 77% dos líderes no Brasil e 82% no mundo.  “É preciso voltar ao básico: investir em pessoas, processos e ferramentas para criar resiliência contra riscos futuros. Alocar recursos nas áreas certas fará com que o retorno do melhor gerenciamento dos dados venha mais rapidamente”, comenta Guedes.


87% das empresas brasileiras desejam usar os dados para beneficiar a sociedade

A pandemia de Covid-19 expôs o potencial do uso dos dados em benefício à sociedade, segundo o relatório da Experian. Os líderes que responderam ao questionário estão atentos a esta oportunidade, principalmente no Brasil. O país se destaca, com 87% dos entrevistados confirmando que poderiam usar seus dados para o bem comum, acima da média global de 77%, e 81% dizendo que foram capazes de fazer isso ao longo dos meses de distanciamento social no país.

Localmente, as companhias se mostraram mais dispostas a compartilhar talentos que atuam com dados para desenvolver soluções, aumentar a colaboração entre empresas e fornecer treinamentos e ferramentas para quem perdeu o emprego por conta da pandemia. Entre outros pontos citados estão trabalho voluntário e oferta de informações para organizações não-governamentais e órgãos do governo. Veja abaixo os resultados:



“É animador ver as organizações olhando além do que pode incrementar seus processos e atingindo positivamente a sociedade. E essa utilização dos dados para o bem vai permanecer depois da pandemia e deve seguir quando a vida voltar ao normal”, finaliza Guedes. Você pode conferir o relatório completo aqui.


Metodologia


O estudo foi realizado em novembro de 2020 pela Insight Avenue para a Experian e entrevistou mais de 700 pessoas nos Estados Unidos, Reino Unido e Brasil com cargos de liderança em diferentes departamentos, como finanças, tecnologia, operações, atendimento ao consumidor, gerenciamento de dados, entre outros.

 


Serasa Experian

www.serasaexperian.com.br


Como inovar na comunicação com o cliente?

A transformação da comunicação com os clientes para os meios digitais já era uma necessidade sinalizada há anos no mundo corporativo. Com a pandemia, se tornou uma urgência e obrigatoriedade para que pudessem continuar operando e atendendo suas demandas. Muitos comércios que antes dependiam de suas lojas físicas e da predominante atratividade visual, migraram para uma nova forma de operar online – onde a inovação aliada à comunicação é um fator crucial para o destaque da empresa em meio à alta competitividade.

Essa tendência foi comprovada em uma pesquisa feita pela KPMG e executada pela Forrester Consulting. Em seus dados divulgados, 67% dos entrevistados disseram ter acelerado suas estratégias de transformação na pandemia, junto com 63% que afirmaram ter aumentado os orçamentos para tais investimentos. No Brasil, 62% dos executivos disseram que a sobrevivência de suas empresas é o principal motivador para a realização de investimentos em transformação digital.

Mesmo com grandes investimentos, o efeito surpresa da pandemia fez com que muitas empresas enfrentassem dificuldades para atingir uma comunicação massiva e, ao mesmo tempo, personalizada nos meios digitais. Os caminhos encontrados foram vários: enquanto algumas se preocuparam em trazer seus colaboradores para o atendimento online, outras alinharam seu foco no desenvolvimento de sistemas e robôs para desempenhar tal função. Ambas são válidas, mas uma coisa é certa: em qualquer estratégia de inovação na comunicação, os grandes protagonistas e líderes desse processo são as pessoas, e não a tecnologia em si.

O papel da tecnologia é de apresentar todas as possibilidades de caminhos a serem percorridos, abrindo espaço para meios que tornem atingível este objetivo. Se analisarmos o caso dos robôs, como exemplo, eles são excelentes ferramentas que, por meio da inteligência artificial, são capazes de aprender constantemente o comportamento dos consumidores e conhecer suas necessidades, a fim de manter um relacionamento próximo de acordo com cada perfil, tornando a experiência do usuário muito mais rica.

Contudo, cabe destacar que sempre existe um cérebro por trás da inovação – quem pensa, planeja e desenvolve. As pessoas são os grandes líderes da inovação na comunicação com o cliente; essenciais para o monitoramento desses sistemas e para garantir seu funcionamento de forma eficaz.

Por outro lado, sempre teremos novos produtos para aperfeiçoar cada vez mais a usabilidade do cliente. Como exemplo, o RCS (Rich Communication Services) é um novo serviço de mensageria protocolado pelo Google para trazer uma experiência de comunicação muito mais rica para dentro do SMS. Ele permite um combo de ações fascinante: ver um carrossel de imagens, receber vídeos, desempenhar ações de forma rápida por meio de botões e muito mais.

Todas essas novas tecnologias estão proporcionando enormes facilidades e revoluções na comunicação com os clientes. As empresas que apostarem nessas oportunidades, com certeza irão sair na frente de seus competidores. Mesmo que possam enfrentar dificuldades no começo, a tendência é que desenvolvam um aprendizado constante e estratégico para seu destaque no mercado.

Em suma, não há nenhum segredo para inovar na comunicação com os clientes, mas sim algumas dicas que podem contribuir significativamente. É preciso estar atento a tudo que há de novo no mercado e, principalmente, ter pessoas com um mindset inovador e disruptivo em seu time. Dessa forma, as chances de crescer muito mais rapidamente do que a concorrência são enormes, independente de porte ou segmento. O que importa, de fato, é se preocupar ao máximo em garantir uma experiência próxima e assertiva com seus consumidores.

 


Bernardo Borzone - diretor de receitas responsável pelas áreas de Customer Success, Comercial e Marketing na Pontaltech, empresa especializada em soluções integradas de voz, SMS, e-mail, chatbots e RCS.

 

Pontaltech

https://www.pontaltech.com.br/

 

O papel da empresa na preservação do meio ambiente

Uma empresa tem alguns pilares essenciais que formam a sua missão. O primeiro pilar é atender seu cliente de maneira eficiente, proporcionando uma experiência de qualidade, num custo que ele possa absorver. O segundo é o respeito com os colaboradores. Criar esse coletivo interno de maneira coesa, com todos participando do desenvolvimento com um entendimento claro do que a empresa faz, levando e trazendo valores.

O terceiro pilar é ter uma relação boa, transparente, construtiva e continuada com seus fornecedores, sempre norteada pelo compliance. O quarto é atender as necessidades da comunidade onde a empresa está inserida. A empresa sempre teve um valor extremamente importante dentro da sociedade. Ela precisa estar ativa, contribuir com ideias, gerar empregos, entender quais são os problemas da comunidade e ver de que maneira pode ajudar.

Como pagadora de impostos — que não são poucos — também deve cobrar que a gestão pública utilize esses recursos de maneira coerente e eficiente. Além de contribuir e ter um comportamento ético, bem como ser um exemplo para os cidadãos.

Hoje a maioria dos trabalhadores tem mais confiança no seu “patrão” do que em qualquer político. Essa sempre foi a minha visão, desde os anos 1990, quando eu ainda morava e fazia minha carreira na Suíça. Quando comecei a empreender, junto com meu amigo Philippe Glatz, que hoje é meu sócio aqui no Brasil, comungávamos destes mesmos valores, que com o tempo só se consolidaram.

O lucro não pode ser o objetivo de uma empresa. Ao mesmo tempo, se ela não gera lucro, não existe. Se a organização cuidar de todos os pilares que citei, inevitavelmente terá resultado econômico, o que é primordial para ela continuar crescendo.

Ao longo do tempo, as empresas que adotaram a atitude de ter um comportamento ético e de comprometimento com o desenvolvimento da sociedade ganharam destaque porque passou a ser uma demanda do mercado. O cliente, quando compra, quer saber de quem está comprando esse produto. “Qual é o comportamento dessa empresa? Do fornecedor? Ela respeita o meio ambiente? Ela respeita seus colaboradores?”

O consumidor não é mais aquele que absorve a propaganda, vai à loja e compra. Agora ele diz: “Eu quero um produto que me dê uma boa experiência, que atenda minhas necessidades, que tenha uma relação custo-benefício e que seja de produção responsável”. Essa competitividade vai sempre trabalhar para que os produtos sejam melhores e mais econômicos, atendendo todos os stakeholders — sociedade, trabalhadores, fornecedores, meio ambiente e também os acionistas.

Desde que iniciamos nossos empreendimentos no Brasil, por volta do ano 2000, tanto na indústria quanto na área da saúde, esses foram os nossos motivos condutores. A C-Pack foi criada com uma certificação internacional de responsabilidade social, com respeito ao meio ambiente, aos colaboradores, criando células de crescimento contínuo e de educação. Não por única e exclusiva exigência do mercado, mas por fazer parte dos nossos valores. Nós acreditamos que a empresa, onde passamos um terço do nosso dia, deve proporcionar valores além do salário. E esses valores são desenvolvidos na célula de trabalho, assim como na célula familiar. Eu acredito que a composição de todas essas forças é que nos faz prosperar e ter harmonia social.


Discurso ambiental

O discurso ambiental é complexo porque segue tendências e envolve muito dogmatismo. Eu, no braço industrial, produzo embalagens plásticas. Como alguém que tem uma visão ecológica, de respeito ao meio ambiente, de sustentabilidade e continuidade, pode trabalhar com plástico? Quando se pensa em plástico, a imagem geralmente que vem são golfinhos, peixes e tartarugas mortos por ingerirem ou ficarem presos em plástico solto no mar. Isso forma uma concepção distorcida, sem base científica do processo.

O problema que atinge os animais marinhos é a destinação e o tratamento do resíduo, não a matéria-prima em si. O plástico, que é visto como vilão, se comparado às embalagens de alumínio, vidro ou metal, gera emissões reduzidas de carbono, com menor agressão ao meio ambiente, pois gasta bem menos energia no processo de produção, além de ter a grande vantagem de poder ser reciclado inúmeras vezes. E quando não se pode mais reciclar ainda serve como uma bateria energética. Usinas de incineração em diversos países usam o plástico como combustível. E para o CO2 ou o resultado poluente da queima do plástico já existem chaminés e filtros de captação e tratamento.

A grande questão está em trabalhar para que o ciclo de sustentabilidade seja completo. Quero reforçar a responsabilidade social e ambiental que as empresas sempre tiveram. Antes não demonstrada, mas hoje muito mais clara. Todos os nossos empreendimentos aqui no Brasil, tanto na área de embalagem quanto de saúde sempre prezaram por essa relação respeitosa com clientes, colaboradores, sociedade e meio ambiente.



Luiz Gonzaga Coelho é fundador da C-Pack®.

C-Pack®

https://www.c-pack.com.br/

@cpack.packaging


Pequenos negócios geraram 70% dos empregos com carteira assinada no país

As MPE criaram três vezes mais postos de trabalho do que as médias e grandes empresas no 1º trimestre de 2021


Entre janeiro e março deste ano, as micro e pequenas empresas criaram 587 mil novos postos de trabalho com carteira assinada no Brasil. Esse número representa 70% do total de empregos gerados no período. Por outro lado, as médias e grandes empresas (MGE) foram responsáveis por 190 mil ocupações formais. As MPE criam três novos postos de trabalho a cada um gerado pelas MGE, conforme levantamento feito pelo Sebrae com base nos dados do Caged do Ministério da Economia.

Na visão do presidente do Sebrae, Carlos Melles, os resultados positivos do 1º trimestre de 2021 refletem claramente a importância dos pequenos negócios na economia brasileira e o potencial para retomada do crescimento. “A receita das MPE para combater a crise causada pela pandemia é a geração de empregos. Quando comparamos com o 1º trimestre de 2020, os dados do Caged apontam que a evolução dos empregos gerados teve aumento de 400%. São números extremamente representativos da força dos pequenos negócios” destacou.

O setor de serviços foi o que mais criou vagas entre as micro e pequenas empresas entre janeiro e março deste ano, com 224,3 mil novos empregos formais. As cinco atividades que apresentaram maior saldo líquido na geração de emprego foram transporte rodoviário de carga, serviços de escritório e apoio administrativo, locação de mão de obra temporária, serviços de engenharia e serviços para apoio a edifícios. Em 2º lugar na geração de novas vagas ficou o setor da Indústria, com 152,8 mil postos de trabalho, seguido do Comércio, com 105,1 mil, depois a Construção Civil, com 75,3 mil e por último, a Agropecuária, com 23,9 mil.


Recorte estadual


Os estados brasileiros que proporcionalmente mais contrataram graças aos pequenos negócios foram Mato Grosso, que lidera com 56,1 novos postos de trabalho a cada 1.000 já existentes; seguido do Rio Grande do Norte, com 49,7 e Santa Catarina, com 48,9. No outro extremo, o Amazonas teve saldos negativos em janeiro e fevereiro, mas recuperou em março. Mesmo assim, o estado continuou com 3,3 novos empregos gerados a cada 1.000 já existentes. Em números absolutos, o estado de São Paulo lidera com 135 mil novas vagas no 1º trimestre deste ano.


Como proceder no caso de compra ou venda de um imóvel

Temos notado que muitas pessoas acabam se vendo em situações desagradáveis em razão de ter comprado um imóvel ou ter vendido, sem as devidas cautelas que a transação exige.

No caso dos vendedores, quando transacionam seu imóvel a prazo, ou concedem a posse contra o pagamento de um sinal, ou mesmo, deixam de observar detalhes do negócio, podem ter surpresas desagradáveis.

No caso dos compradores, é uma situação mais delicada e que merece uma atenção redobrada. Tem que se atentar ao negócio, as condições do imóvel fisicamente e documentalmente, deve exigir as certidões completas dos vendedores e ainda se atentarem se os vendedores possuem empresas que são sócios.

Caso os vendedores sejam sócios de empresas, vale atentar que as mesmas certidões requeridas para a pessoa física devem ser solicitadas da pessoa jurídica e acrescida da certidão de regularidade do FGTS.

Por que esta exigência? Ora, é comum os casos que o vendedor possui empresa e esta é devedora de tributos, possui protestos, possui ações judiciais, inclusive na esfera da justiça do trabalho entre outras. Nestes casos podem, os vendedores, estarem cometendo o ato chamado juridicamente de fraude a credores, podendo ser a transação anulada pelo poder judiciário.

Isto ocorrendo, os compradores terão despesas para se defenderem e muitas vezes não conseguem comprovar que são terceiros de boa-fé, pois deveriam ter adotado as medidas preventivas, entre elas, as certidões dos vendedores e de suas empresas.

Portanto, você que pretende comprar ou vender um imóvel, contrate um advogado que seja da área imobiliária para que possa assisti-lo no seu negócio. Muitas vezes as pessoas evitam contratar um advogado pela razão de economizar o valor dos honorários, mas esquecem que, caso tenham problemas poderão perder tudo o que pagaram na aquisição do imóvel.



Paulo Eduardo Akiyama - formado em economia e em direito desde 1984. É palestrante, autor de artigos, sócio do escritório Akiyama Advogados Associados e atua com ênfase no direito empresarial e direito de família.

http://www.akiyamaadvogadosemsaopaulo.com.br/

E-mail akyama@akiyama.adv.br

Planejamento é essencial para o profissional de TI que deseja trabalhar nos EUA

 Desenvolver negócios globais e prover reserva financeira para estadia são pontos cruciais para imigrar com sucesso


Há mais de 20 anos que existe um déficit global de profissionais na área de tecnologia. E a conta nunca fecha porque conforme novas tecnologias vão sendo desenvolvidas, o mercado educacional não consegue acompanhar e a busca por especialistas em TI segue frenética, ao ponto das nações desenvolvidas importarem trabalhadores de países como Brasil, Índia, China e Coreia do Sul.

Diante dessa alta demanda por profissionais de tecnologia, quem trabalha em empresas multinacionais sai na frente na imigração para países desenvolvidos, como os Estados Unidos. Este é o caso de Eduardo Mattos Duarte, gerente de produtos de soluções de computação em nuvem de uma grande empresa, que hoje trabalha na matriz da empresa em São Francisco, nos Estados Unidos.

Mattos também mantém um canal no YouTube em que fala sobre sua vida de expatriado e dá dicas a colegas da área de TI sobre como imigrar de forma correta. Ele aponta como principais aspectos, a serem considerados quando decidir mudar de país, ter construído uma sólida carreira com entrega de resultados globais para a empresa em que trabalha e constituir uma reserva financeira para suprir eventuais necessidades nos primeiros três anos de vida no país em que vai morar.

Daniel Toledo, advogado especialista em Direito Internacional, fundador do escritório Toledo e Advogados Associados e sócio da LeeToledo LLC, que possui unidades no Brasil e Estados Unidos, comenta que as pessoas acreditam que saindo do Brasil, elas vão simplesmente deixar os problemas para trás e viver só as coisas boas da vida nos Estados Unidos ou em qualquer outro país. “Elas precisam ter consciência de que vão mudar absolutamente tudo, outra cultura, costumes novos, horário de trabalho novo, forma de comunicação diferente e isso pode pesar na vida delas. Se não estiverem preparadas, não conseguem se adaptar”, pondera.

Sobre o planejamento financeiro, o advogado aponta também a necessidade de estar informado e preparado para as variações que o dólar sofre no mercado global. Segundo Toledo, as reservas devem sempre ser dolarizadas para evitar surpresas causadas pelas oscilações da moeda. “Vi casos de pessoas que entraram em desespero porque vieram para os Estados Unidos na época que o dólar estava cotado a 3 reais com uma renda de R$ 10 mil e no último ano sofreram um decréscimo de 50% nos rendimentos quando a moeda americana subiu a cotação para a casa de 6 reais”, relata.

Toledo ainda acrescenta ao planejamento de mudança de país, os gastos e procedimentos para obtenção de visto. No caso de Eduardo Mattos, o visto concedido é o EB-2, utilizado por empresas americanas que oferecem oportunidade de trabalho para um estrangeiro com base em suas qualificações profissionais. Essa forma de contratação é feita por meio de um certificado de emprego do Departamento de Trabalho americano e com essa autorização, o estrangeiro pode ser contratado utilizando o visto EB-2, que permite residência permanente nos Estados Unidos e dá início ao processo de obtenção do Green Card.

 

Planejamento de carreira

Eduardo Mattos conta que as pessoas que trabalham em setores que contribuem para o resultado econômico-financeiro global das empresas de tecnologia têm mais possibilidade de serem expatriados. “Embora os resultados locais sejam importantes, os globais ganham maior visibilidade dentro da companhia”, aponta.

Antes de mudar para a matriz da HP nos Estados Unidos, Mattos atuava como executivo de pré-vendas em outsourcing (terceirização) de TI e em uma das reuniões de negócios da empresa, um painel demonstrava que dos sete melhores resultados de vendas da companhia em todo o mundo, quatro haviam sido obtidos pelo setor comandado por ele.

Na verdade, Mattos conta que nunca havia planejado fazer carreira nos Estados Unidos. Ele chegou a pleitear uma transferência para a subsidiária da Nova Zelândia, mas foi preterido por um colega local. “Era para eu ser gerente do time de armazenamento de dados da região da Ásia-Pacífico e Japão, mas no final do processo seletivo, os gestores julgaram que seria mais fácil aproveitar alguém do próprio país ao invés de trazer um executivo do outro lado do mundo”, comenta, resignado.

A oportunidade veio quando o então vice-presidente mundial de Armazenamento de Dados da HP veio ao Brasil para uma visita e acompanhou um pouco do trabalho de Mattos. Ficou maravilhado com o trabalho de vendas consultivas que o executivo fazia e logo efetivou um convite para juntar-se ao time de desenvolvimento de produtos na matriz.

O curioso é que por vários dias, Mattos foi absolutamente refratário ao convite do executivo da matriz da HP. “Eu não queria sair do Brasil, tinha acabado de casar, vivia um bom momento na carreira, estava estável financeiramente, nada me atraía em uma mudança para os Estados Unidos”, relata.

O executivo indiano da HP não se deu por vencido e depois de um ano de conversas, enviou a documentação de transferência para a matriz a Mattos, que acabou cedendo e decidiu partir para a experiência internacional, inicialmente por um período de dois anos. Está vivendo nos Estados Unidos há seis anos, inclusive tendo levado os sogros para apoiar a mulher.

Mattos ainda destaca que o imigrante deve sempre se adaptar à cultura local e não tentar impor a sua, pois torna o processo de adaptação mais difícil. “O brasileiro precisa entender que quando ele sair, vai ter que fazer um reset total. Se fizer um planejamento muito bem feito, vai conseguir imigrar com sucesso”, finaliza.

 


Daniel Toledo - advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em direito Internacional, consultor de negócios internacionais e palestrante. Para mais informações, acesse: http://www.toledoeassociados.com.br.  Toledo também possui um canal no YouTube com mais de 100 mil seguidores https://www.youtube.com/danieltoledoeassociados com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB São Paulo e Membro da Comissão de Direito Internacional da OAB Santos

 

Toledo e Advogados Associados

http://www.toledoeassociados.com.br


Telegram: como utilizar a ferramenta para ganhar dinheiro?

Apesar de não ser tão popular quanto o concorrente, o Telegram possui muitos benefícios interessantes, que podem acelerar a estratégia em vendas

 

Toda vez que o WhatsApp apresenta alguma falha, fica fora do ar por horas e não permite que seus usuários façam uso da capacidade total do aplicativo, o nome dele surge como uma opção que não está instável e permitirá que a conversa continue fluindo sem maiores interrupções. Esse serviço de mensagens instantâneas foi criado em 2013, na Rússia, e não costuma apresentar estas eventuais falhas dos concorrentes, o que se tornou um atrativo de peso para muitas pessoas. Isso sem falar das características inerentes ao próprio sistema, que possui uma nuvem própria para armazenamento de mensagens e conteúdos mais pesados – uma das observações que podemos fazer aqui, por exemplo, é que quando uma pessoa entra para um canal, ela também tem acesso as mensagens publicadas antes.

Não é difícil presumir que estamos falando do Telegram Messenger, que, de acordo com a pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box, está presente em 27% dos celulares brasileiros – um salto significativo para quem começou 2019 em apenas 13%.

Porque a publicidade na advocacia está tão atrasada?

Não é segredo que o mercado jurídico brasileiro está saturado de advogados não atuantes e frustrados com a profissão. Isso se deve, principalmente, à proliferação desenfreada dos cursos de direito sem fiscalização da qualidade de ensino, que formam bacharéis sem qualificação para a OAB e para o mercado de trabalho.

É dever essencial da Ordem dos Advogados do Brasil viabilizar caminhos para os novos profissionais e estar de acordo com o atual cenário do mercado. No entanto, a própria Ordem impõe barreiras para o exercício da advocacia.

Uma dessas restrições diz respeito ao uso de publicidade e propaganda profissional. O Código de Ética e Disciplina da OAB determina que os advogados podem anunciar seus serviços profissionais de forma exclusivamente informativa, vedada a mercantilização da profissão.

Essa visão é um tanto quanto insustentável atualmente, visto que é indiscutível que a advocacia se tornou uma atividade mercantil. Existe concorrência e os advogados precisam de mais liberdade para conquistar seu espaço. Caso contrário, beneficiam-se somente os profissionais de carreira consolidada e escritórios reconhecidos que já possuem uma grande carteira de clientes.

Além disso, a vedação da propaganda engessa a profissão e impede os advogados de utilizar de forma assertiva alguns meios indispensáveis nos dias de hoje, como as redes sociais, por exemplo. Também não existe razão para a OAB proibir a autopromoção do advogado, mesmo que vinculada a atividades de outra natureza, ou interferir nas aparências das placas usadas em escritórios.

Como pré-candidato à presidência da OAB-SP, defendo que o Código de Ética e Disciplina deve ser trazido para o século XXI. A flexibilização das regras acerca do uso de publicidade profissional será, sem dúvida, uma transformação positiva no mercado de trabalho.

 


Alfredo Scaff Filho - O advogado é formado pela PUCCAMP e especialista em Negotiation Business International. ( Harvard) Atuou também em órgãos brasileiros como DECAP, ( ex delegado de polícia ) Casa Civil Gov SP, dentre outros. Como docente, lecionou na UNIP, OAB/SP (curso preparatório) e FAAP. Hoje, é CEO da Scaff Consulting E Vice Presidente de Relacoes governamentais e institucionais da Proudfoot.com.br. Também foi presidente do Brazil America Council (BAC), na Flórida, conselho que incentiva o diálogo e conectar empresários e líderes políticos nos EUA e no Brasil. Para saber mais, acesse https://www.scaffconsulting.com/


Especialista conta como as novidades relacionadas ao Pix pode ser positiva para os brasileiros

CEO da Vallus Capital relata como o aumento do IPCA diminui o poder de compra e comenta as novidades do Banco Central


Desde 2020 empresas passam por uma situação difícil com relação aos lucros e capital de giro. Devido a pandemia, diversos negócios fecharam e tiveram que se adaptar à nova realidade. Tudo o que está acontecendo atualmente também impacta o consumidor, que teve que lidar com o aumento dos preços.

A inflação tem sido um grande problema no Brasil, mas as projeções para os próximos meses e até mesmo anos é positiva. Caio Mastrodomenico, CEO da Vallus Capital, relata que as medidas adotadas pelo Banco Central vêm sendo positivas tanto para o mercado como para o público geral. "Recentemente, com o Pix, já percebemos uma boa mudança de hábito do consumidor, que passou a utilizar o método para pagamentos, evitando até mesmo a taxa de máquinas de cartão de crédito", conta.

Segundo o índice Focus, divulgado pelo Banco Central na última semana, o IPCA está em alta durante esse ano, de 5.04% para 5.06%, sendo que no último mês estava em 4.85%. Para os próximos anos, existe a projeção que queda desses números e, em 2023 o índice passa a ser de 3.25%.

Para Caio, é importante manter esses valores caiam nos próximos meses para estimular cada vez mais os consumidores e, consequentemente, aquecer o mercado. "É possível perceber como o aumento da inflação prejudica tanto os empresários como o público final, fazendo com os preços de produtos simples aumentem e o poder de compra diminua", o CEO relata.

A última novidade do Banco Central que pode vir para ajudar a população brasileira são as novas modalidades do Pix, que além de pagamento poderão ter também as opções de Saque e Troco. No momento o projeto está em consulta pública, mas o objetivo é liberar quatro saques gratuitos ao mês, com limite máximo de R$ 500.00. Os detalhes ainda estão sendo discutidos e devem ser divulgados em breve. "Nós acreditamos que essas questões tragam melhorias contínuas para o mercado brasileiro e também é um papel da Vallus fazer com que as empresas consigam trabalhar e gerar empregos", ele finaliza.


 

Caio Mastrodomenico - CEO da Vallus Capital. Pós-graduado em Mercado financeiro e de capitais e comentarista político e econômico

 

Vallus

https://www.vallus.com.br/

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Maio Roxo: qual a relação da Psicologia com as Doenças Inflamatórias Intestinais?

Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa podem agravar com má saúde mental

 

Entre as campanhas de conscientização em saúde ao longo do ano, o quinto mês do calendário marca o chamado Maio Roxo, que alerta para a prevenção e tratamento de Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs), como a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa. Pesquisa mais recente realizada pela Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn (ABCD) com cerca de 3 mil entrevistados apontou que 78% deles eram afetados pelas doenças.

Dito isso, as DIIs possuem várias consequências e é indicado ao paciente fazer um acompanhamento multiprofissional, incluindo a psicologia. O fator psicológico do ser humano já tem muitas relações com o organismo num geral e, especificamente para os pacientes de doenças inflamatórias intestinais, intestinos e cérebro estão num diálogo constante afetando a doença.

Segundo a psicóloga e coordenadora da clínica de Psicologia da Faculdade Anhanguera, Joice Gomes Cavalcante, "essas doenças têm relação com o estado psicoafetivo, em maior ou menor grau. Um dos gatilhos para uma crise, por exemplo, pode ser ansiedade ou depressão. A falta de compreensão da doença, a qualidade de vida afetada, os remédios, dores e sangramentos podem ocasionar modificações químicas no cérebro causando ansiedade e, consequentemente, afetar o intestino."

Além disso, pesquisas apresentam que pacientes com DIIs possuem maior chance de terem depressão do que a população em geral. Um artigo já publicado na Revista da Associação Médica Brasileira traz que há uma prevalência global de ansiedade e/ou depressão em cerca de 33% dos pacientes. Verificou-se, ainda, que os pacientes mais clinicamente enfermos apresentavam maior incidência de sintomas de ansiedade e/ou depressão do que aqueles que estão saudáveis, mesmo os que estão em remissão da doença. Outros estudos também documentaram maior incidência de sintomas depressivos e/ou ansiosos em portadores de DII, sendo que essa associação parece ser mais consistente na Retocolite Ulcerativa do que na Doença de Crohn.1

"É muito importante o acompanhamento e suporte emocional para que a pessoa aprenda reestruturar seu modo de pensar e agir, contribuindo assim para a melhora no tratamento médico. Sentir-se acolhido e compreendido como um ser único faz com que o paciente consiga lidar de forma equilibrada com seus conflitos e com a doença", completa a psicóloga.


AS DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS

As doenças inflamatórias intestinais, mais conhecidas como DIIs, são doenças autoimunes, crônicas, não contagiosas e que dependem do tratamento para a qualidade de vida.

Elas são divididas em dois tipos de inflamação constante do intestino: Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa. A primeira afeta qualquer parte do trato digestório, podendo provocar lesões não contínuas do ânus até a boca. Já a Retocolite Ulcerativa afeta exclusivamente o intestino grosso e reto com lesões contínuas.

Estados mais avançados podem evoluir para a perfuração ou estreitamento do intestino e até manifestação oncológica das doenças e necessidade de cirurgia. Em casos ainda mais graves pode-se também chegar ao óbito.

A profissional ainda indica que "o diagnóstico da doença é em média de cinco anos, por isso ao menor sinal de sintomas das doenças, é recomendado a busca por um médico especialista, gastroenterologista, para que o tratamento adequado seja prescrito". A coordenadora lista as manifestações que podem afetar os pacientes:

• Dor abdominal e febre;

• Diarreia intensa e frequente;

• Distensão abdominal, sangue ou muco nas fezes;

• Falta de vitamina e a consequente queda de cabelo e perda de peso excessiva;

• Manifestação em outras partes do corpo como inflamação nos olhos, nas articulações e na pele, hepatites e trombose;

• Fraqueza e fadiga intensa.

"Hoje, o tratamento mais indicado para as DIIs é o que considera medicamentos biológicos e imunossupressores. São eles os responsáveis por uma resposta mais rápida do organismo de pacientes em estágios grave a moderado. Mas também há a opção com antibióticos e corticoides. Recomenda-se ainda, que os pacientes evitem dietas com alimentos à base de lactose e fibras", comenta Joice.

Ela ainda indica que ter um estilo de vida ativo e saudável só ajuda, visto que o tratamento é efetivo no controle dos sintomas, uma vez que as doenças não têm cura. Por isso a importância do diagnóstico precoce.

• Oscilação do humor em pacientes com doença de Crohn: incidência e fatores associados. Rev. Assoc. Med. Bras. vol.58 no.4 São Paulo July/Aug. 2012. Acesso em 19 de maio de 2021.

 

 

Anhanguera

anhanguera.com e blog.anhanguera.com 

 

Kroton

https://www.kroton.com.br 


10 mudanças no corpo e na mente durante a gravidez

Durante e após a gestação ocorrem muitas transformações na vida das mulheres, por conta disso, o Fisioterapeuta Dermato Funcional Igor Lustosa, e a psicóloga Vanessa Gebrim explicam as principais mudanças que acontecem no corpo e no emocional da mulher neste período

 

 

A maternidade muda muita coisa na vida de uma mulher. Desde o momento da gravidez até o primeiro contato com o bebê, proporcionam momentos inesquecíveis. E hoje as mulheres buscam se cuidar cada vez mais durante todo o período de preparação para a chegada do bebê. Apesar disso, algumas vezes os sentimentos do pós-parto são incontroláveis. Um estudo feito pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA, mostrou que uma em cada quatro mulheres apresenta níveis altos de sintomas depressivos em algum momento dos três primeiros anos do bebê. 

 

O emocional e físico da mulher se alteram muito durante o período de gravidez. Muitas vezes, o aspecto físico mexe muito com o psicológico das gestantes. “As queixas são maiores após a gestação. Muitas procuram procedimentos, que geralmente são na barriga, para cuidar das estrias e flacidez abdominal que são as principais reclamações no pós-parto. Acontecem outras reclamações como acúmulo de gordura localizada e celulite, mas não tanto quanto o problema na barriga no geral”, explica o Fisioterapeuta Dermato Funcional e influenciador digital Igor Lustosa

 

De acordo com a psicóloga Vanessa Gebrim, especialista em Psicologia Clínica pela PUC de SP, existem situações que ajudam a perceber se a mulher está sofrendo com depressão pós-parto. “Essa condição é definida como uma profunda tristeza que pode trazer consequências tanto para mãe como para o bebê, pois pode haver comprometimento no vínculo entre eles, que pode inclusive não ocorrer. Existem alguns sintomas que sugerem o quadro e devem ser valorizados, como o sentimento de culpa, insônia ou excesso de sono, cansaço extremo e até mesmo, quando falamos de casos mais extremos, pode existir a vontade de prejudicar ou fazer mal ao bebê ou a si própria.”, explica.

 

Os especialistas listaram dez mudanças que acontecem na vida da mulher durante e após o período de gestação. Confira:

 

1. Dores no corpo: é muito comum sentir dor no corpo durante a gestação. Para cuidar desta parte, os tratamentos se resumem a alguns que trazem mais qualidade de vida, saúde e bem-estar para a grávida. “A fisioterapia é um dos principais, já que as grávidas têm muitas dores lombares por conta do aumento do abdômen e crescimento do feto, além de dores nas pernas por conta do peso. Uma recomendação, é a prática de exercícios físicos, e ainda o pilates, alongamento, acupuntura e massagens. As meias compressivas também são uma forma de tratamento para as pernas inchadas, cansadas e pesadas”, explica o especialista Igor Lustosa.

 

2. Emocional: como o corpo precisa se preparar fisicamente e mentalmente para a chegada do bebê, os hormônios femininos têm como obrigação mudar completamente o funcionamento de alguns sistemas para que eles estejam aptos a ajudar no desenvolvimento do bebê. “Os hormônios  afetam diretamente o humor e o emocional da mulher, que fica mais sensível e ela fica mais protetora principalmente no primeiro trimestre e, em alguns casos, até um pouco  mal-humorada. Além disso, geralmente há um certo nervosismo gerado pela ansiedade e insegurança por não saber lidar com a situação. A insegurança com relação à saúde do bebê e ao parto, o questionamento se vai ser uma boa mãe e a mudança do corpo, podem voltar a abalar as estruturas da mulher, que fica sensível, nervosa e bastante ansiosa”, explica a psicóloga Vanessa Gebrim.

 

3. Melasma: no caso de melasma, a principal indicação é fazer um tratamento preventivo, fazendo o uso constante do filtro solar, mantendo a pele sempre hidratada, se expondo ao sol o mínimo possível e nos horários em que a radiação não é incidente. “Essa é uma forma de prevenir o melasma, ou o cloasma - que é uma condição do melasma durante a gestão e faz com que ele não se transforme em melasma no pós-parto. O que acontece é: a grávida desenvolve o cloasma na gestação e, no pós-parto, se ele persistir, aí se torna um melasma. Geralmente, quando ele não persiste e regride, aí não tem a formação do melasma. É a fase da formação da mancha que define o nome”, diz Lustosa.

 

4. Insegurança: questões como “Será que vou ser uma boa mãe?”, “O que fazer para que meu filho se sinta amado?” “Estou bonita?”, “Continuo sendo desejada?” surgem na mente de todas as mães. “Seria incomum se não surgissem, afinal a gravidez significa não só aumentar a família, mas assumir novos papéis. Para resolver a insegurança, que é extremamente comum durante a gestação e quando o filho nasce, é importante contar com um acompanhamento psicológico. Ter um profissional preparado para sanar suas dúvidas e fazer com que esse período seja mais tranquilo pode fazer toda a diferença”, entende a psicóloga.

 

5. Diástase: a diástase é um afastamento da musculatura do retro abdominal e da linha alba - estiramento da linha alba. Acontece porque há um aumento da região uterina, consequentemente um aumento do abdômen e dependendo do tamanho, esse tecido muscular vai esticar. “A dica que eu sempre dou é que a mamãe tenha um abdômen bem preparado, ou seja, é importante fazer algum tipo de atividade física e ter um abdômen resistente para estirar o mínimo possível e formar a menor diástase possível. Para evitar ela, é exercício físico e durante a gestação também. Dependendo dos meses da gestação, os exercícios vão mudando, se limitando ao aumento da barriga, da região uterina, aí ela tem limitações que vão impedir de fazer determinados exercícios”, entende Igor.

 

6. Pressão estética: a imagem da mulher foi sempre criada na sociedade para ser sexy e a dificuldade que algumas mulheres encontram com a mudança do corpo pode afetar, em alguns casos, a autoestima delas por não estarem bem resolvidas e preparadas para a maternidade. “Esse tipo de situação se torna perigosa e acaba gerando uma insegurança, pois algumas mulheres chegam a abrir mão da saúde para se preocupar com o cuidado excessivo do corpo perfeito, exagerando com procedimentos estéticos, que muitas vezes podem ser prejudiciais naquele momento. Tudo isso é feito para se encaixar em um padrão estético, que lhe gera bastante insegurança”, diz a psicóloga. 

 

7. Tensão corporal: neste caso, a drenagem linfática, que é um tratamento não só estético, mas que busca saúde e qualidade de vida, pode ser a melhor opção. “A drenagem reduz líquidos e melhora a pressão nas pernas, então pode evitar dores, compressão e tensões musculares. A grande maioria dos tratamentos para diminuir as tensões e dores não são estéticos, são alongamentos, hidroginástica, hidroterapia funciona muito bem, exercício físico é fundamental porque fortalece a musculatura e evitam o aumento da tensão lombar. Caminhadas e exercícios aeróbicos também funcionam muito porque melhora o aporte sanguíneo do membro inferior”, complementa Lustosa.

 

8. Tratamentos invasivos: a ideia de recuperar um corpo anterior à gestação em meio a esse período é, além de utópica, muito prejudicial à mente feminina. “Entre tantas preocupações, a infelicidade ao se olhar no espelho e não se gostar é um estresse que nenhuma mulher deveria passar. Os cuidados com o corpo devem ser feitos com muito bom senso e sem precipitação, além de que se deve evitar procedimentos exagerados, para que não interfira no desenvolvimento do bebê, nem na saúde da mulher. Pequenos cuidados como a atividade física adequada para o momento, cuidados com a alimentação, hidratação da pele, cuidados com o cabelo e fortalecimento do emocional, ajudam bastante sem precisar de práticas invasivas. Tudo isso faz com que as futuras mamães se sintam mais empoderadas durante o processo de mudança que o corpo está enfrentando”, defende Gebrim.

 

9. Flacidez: existem dois tipos de flacidez no pós-parto, a flacidez tissular - que é a de pele - e a flacidez muscular - que é a de músculo. Normalmente, as mulheres se incomodam mais com a flacidez da pele, já que é mais visível. “A dica é hidratar a pele constantemente, passando um creme para umectar a pele e um óleo por cima para ocluir. O creme e o óleo permitem uma hidratação mais longa. A hidratação da pele reduz tanto a flacidez quanto as estrias porque a pele será umectada e terá um aparato melhor de estiramento com o crescimento do abdômen, então ela vai rasgar menos. Com o aumento da hidratação, terá fibras mais firmes que vão sustentar melhor o tecido. É uma forma para evitar a flacidez da pele”, conclui Igor Lustosa.

 

10. Depressão pós-parto: como já falado, a depressão pós-parto é um dos grandes riscos que as recém mamães correm e alguns fatores podem aumentar a chance de isso acontecer. “A falta de apoio da família e amigos, o estresse, falta de planejamento da gravidez, ou até  depressão já diagnosticada anteriormente e histórico de transtornos mentais na família, são fatores que podem influenciar no estado emocional da mulher após o nascimento do filho. Superar essa tristeza é essencial para a saúde da mãe e para o relacionamento entre ela e o bebê. Existem algumas estratégias que podem ajudar nisso, como fazer terapia, procurar apoio familiar ou de algum amigo, distrair-se com atividades de lazer; repousar, fortalecer sua autoestima e reconhecer as mudanças que ocorreram e tentar aceitá-las”, conclui Vanessa Gebrim.

 



 

Igor Lustosa - especializado em fisioterapia dermato funcional e mestrando em Meio Ambiente. Atualmente é docente dos cursos de graduação na área da estética e coordenador da Especialização em Dermoestética em na Universidade Ceuma, no Maranhão. Além disto, palestra em congressos, jornadas e simpósios por todo o país. Possui mais de 44 mil seguidores em seu perfil no Instragram  https://www.instagram.com/igorlustosa/  e conta com um Canal no youtube: https://www.youtube.com/channel/UCfVDIEVt940Rpg5dMCF5HIw?app=desktop

 

Vanessa Gebrim - Pós-Graduada e especialista em Psicologia pela PUC-SP. Teve em seu desenvolvimento profissional a experiência na psicologia hospitalar e terapia de apoio na área de oncologia infantil na Casa Hope e é autora de monografias que orientam psicólogos em diversos hospitais de São Paulo, sobre tratamento de pacientes com câncer (mulheres mastectomizadas e oncologia infantil).


Glaucoma: diagnóstico precoce e tratamento evitam perda da visão

Saúde chama atenção para prevenção da doença que evolui de maneira silenciosa e tem acompanhamento disponível pelo SUS

 

Quando foi a última vez que você foi ao oftalmologista para uma visita de rotina? Saiba que manter o acompanhamento médico pode prevenir vários problemas, inclusive uma doença silenciosa que atinge mais de 900 mil pessoas no Brasil: o glaucoma. Nesta quarta-feira (26/5), no Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, o Ministério da Saúde alerta para a importância do diagnóstico precoce da doença que não tem cura, mas que pode ser controlada com tratamento adequado e contínuo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o glaucoma é a segunda maior causa de cegueira no mundo, ficando atrás apenas da catarata. A doença causa aumento da pressão interna do olho e alteração irregular no fluxo de sangue dentro do órgão, o que pode afetar o campo visual e levar até a cegueira permanente.

A recomendação é procurar um médico oftalmologista ao menos uma vez ao ano para que seja feita uma avaliação completa da visão. Quanto mais cedo for descoberto o glaucoma, maior a chance de tratá-lo. O tratamento pode ser feito com colírios, cirurgias ou uso do laser. Os exames para o diagnóstico, oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e estabelecidos pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), avaliam a estrutura dos olhos, o campo de visão e o nível de pressão ocular.

No Brasil, a estimativa é que mais de 35 milhões de pessoas tenham algum problema que cause dificuldade para enxergar. Destes casos, pelo menos 900 mil têm o diagnóstico de glaucoma. A doença atinge, no mundo, cerca de 64,3 milhões de pessoas, entre 40 e 80 anos. A projeção é de que, até 2040, esse número aumente para 111,8 milhões.


ATENDIMENTO NO SUS

Atualmente, o SUS oferece 19 procedimentos para acompanhamento, avaliação e tratamento do glaucoma.Para serem encaminhados aos Serviços de Atenção Especializada, os pacientes devem, primeiro, procurar uma das 41,7 mil Unidades de Saúde da Família espalhadas por todo o país. As pessoas com diagnóstico confirmado devem ser acompanhados por um médico oftalmologista.

Esse acompanhamento começa cedo: todas as crianças, quando nascem, também realizam nas maternidades públicas o Teste do Olhinho. É um exame simples, rápido e indolor, capaz de detectar alterações no eixo visual. O teste avalia o reflexo da luz que entra no olho do bebê. Se for identificada alguma alteração, o recém-nascido é encaminhado para um especialista. A identificação precoce aumenta a chance de desenvolvimento normal da visão ao longo da vida.

Para os casos mais graves, em que há indicação, também é possível fazer transplante de córnea pelo SUS. Em 2020, foram realizados 7.334 procedimentos deste tipo no país. Em 2021, entre janeiro e maio, 436 transplantes foram realizados em todo o Brasil.

Os pacientes podem ter acesso aos medicamentos necessários para o tratamento do glaucoma por meio do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF).



Nathan Victor
Ministério da Saúde


Posts mais acessados